Could I Touch The Sky?
13 Capítulo 11
Notas iniciais
Enfim, boa leitura ♥
Via pela janela do ônibus os últimos rastros das poucas estrelas de uma noite iluminada pela lua cheia. Chris estava sentado em sua poltrona ao meu lado, um pouco próximo demais. Me esquivei por puro instinto, ao sentir seu braço roçar ao meu, e eu arrepiei. Ainda não havia me acostumado com qualquer toque masculino depois do que havia acontecido. Ele olhou para mim, e eu desviei o olhar voltando-o para o amanhecer. Estava tudo no mais completo silêncio. Observei ao redor e vi algumas pessoas dormindo, outras entretidas com a pequena televisão portátil que havia no corredor, assistindo qualquer porcaria que passava naquele horário. Até que meu olhar cruzou com o dele novamente e ele sorriu. A luz do sol batia em seu rosto e ele me parecia um tanto cansado. Seus olhos refletiam a luz, e brilhavam de uma forma incomum.
- No que está pensando? — Ele perguntou, tentando quebrar o silêncio. Pensei no que responder... E após alguns segundos, murmurei uma resposta
- Não sei... As vezes penso em tanta coisa e ao mesmo tempo não penso em nada. — Ele refletiu, tentando absorver minhas palavras, e logo retrucou.
- Não me disse seu nome
- Sophie
- Bonito nome... Sabedoria
- O que?
- Eu digo sobre o significado — suspirou — Significa sabedoria. Sabia disso?
- Bem... Para falar a verdade, não.
- Bom, agora sabe.
- Mas como você descobriu isso?
- Bom, eu tenho duas irmãs. A Sarahbeth e a Hannah... E bem, pouco antes da Sarahbeth nascer minha mãe ficou indecisa sobre esses dois nomes. Por isso eu sei. — Quando ele disse isso, eu lembrei de minhas irmãs... O sorriso doce, as risadas... Sorri pesarosa, ao pensar no que ele havia dito. Ele percebeu, me analisando, e disse — Vejo que te trouxe algum tipo de lembrança ruim.
- Bem, na verdade não é ruim... Eu tenho duas irmãs também. Luna e Allie. Veja — Peguei meu celular, e mostrei uma foto de nós três, sorrindo num dia de sol. Logo, começamos a conversar sobre nossas famílias. Ele me contou que havia parado de estudar aos 16 anos, pra se dedicar a carreira musical, que ainda não fazia muito sucesso, mas já recebia um pouco ao vender músicas no Itunes. Para falar a verdade, nem vi o tempo passar... Ele sempre sorria, e era como se, por um instante eu não me lembrasse de nada, de nenhuma crueldade, de nenhuma dor, de nenhum problema. Ele tinha um jeito totalmente diferente de pensar, e eu em outras épocas rejeitaria a ideia de falar com alguém como ele. Mas, eu não tinha mais nada a perder aquela altura.
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