Could Be Happy
1 Unknown
―Ela não vai tocá-lo, como eu te toco. Ela não vai amá-lo, como eu amaria. ―disse chorando.
―Era isso que você queria me dizer?
Olhei para o seu rosto, e fiquei em silêncio.
***
Anos antes...
Hoje faz 3 anos que conheci o David,3 anos. O conheci voltando do trabalho, como se eu tivesse tempo pra conhecer alguém, estava atravessando a rua, chovia tanto nesse dia, que a única coisa que eu queria era voltar pra casa e tomar um banho quente, resolvi mudar o caminho dessa vez, ia ficar um pouco caro, mais era a primeira vez que eu ia chegar antes da minha mãe, se não fosse a minha falta de atenção... Atravessei a rua sem olhar pros lados, estava fazendo tanto silêncio se não fosse o barulho da chuva. Sem perceber, fui atropelada por um idiota! Essa era a única coisa que eu me lembro de ter dito,quando o vi saindo do carro,ainda deitada no chão, estava um pouco com dores, a minha cabeça doía tanto, entrei em desespero,quando senti falta dos meus livros e os vi espalhados no chão,nem me preocupei comigo mesma, tratei de me levantar, queria salvá-los. Ele tentou me ajudar, como se eu quisesse ajuda, só queria sair dali, ele tentou a todo custo me levar para o hospital, disse que iria pagar todos os meus gastos, entre outras coisas... Eu só conseguia insulta-lo, os meus braços sangravam, os meus joelhos, nem conseguia dobrar de tanta dor, sentei numa calçada, que tinha uma cobertura, assim poderia me proteger da chuva, eu queria ser forte, não queria demonstrar fraqueza pra um desconhecido, mais não me contive e comecei a chorar, de dor e raiva ao mesmo tempo.
―Moça, me desculpe, eu não queria te atropelar, e você também, será que não olha pros lados, quando vai atravessar?―ele disse vindo ate a mim.
―O que?Você esta dizendo q a culpa foi minha?Poupe-me!
―Não, Moça!Eu não estou te culpando, eu só acho que você deveria ter mais um pouco de atenção... Por que da próxima vez... ― ele disse andando de um lado para o outro.
―Não vai ter uma próxima vez. ―disse enxugando as lagrimas.
―Onde você mora?Eu te deixo em casa.
―Eu não preciso, consigo andar. ―disse me levantando.
―É o mínimo que eu posso fazer estar chovendo e você pode pegar um resfriado.
―Se eu não morri atropelada, não é uma simples chuva que vai me deixar doente.
―David. ―ele disse estendendo a mão para mim. Eu me chamo David, e você?―perguntou um pouco tímido.
Permaneci em silêncio, pensei em não responder, não queria fazer amizade, e muito menos, que ele soubesse o meu nome. Pra mim ele era apenas um estranho, que tinha me atropelado e só. Mais não podia fazer isso, era o meu nome que ele queria saber, não estava dando em cima de mim, ou me fazendo algum elogio. O que custa ser educada, depois não iria vê-lo mesmo. Pensei.
―Anna. ―disse pegando as minhas coisas.
Depois dei as costas, precisava voltar para casa. Amanhã seria outro dia, estava bastante cansada, continuei a caminhar, ate ser surpreendida...
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