Could Be Happy
4 Just a kiss goodnight
Notas iniciais
Entrei em casa, terminei de preparar o almoço, arrumei a mesa e chamei os meus irmãos pra almoçar.
― Pensei que você nunca iria nos chamar. ―disse Sam sentando-se a mesa.
― Ate parece que vocês vêm na primeira vez que eu chamo...
― Anna, você é a pior mentirosa que eu conheço!Disse que o David era feio. Ele é muito melhor do que o Mike. ―disse Amy.
―Eu gostava do Mike. Ele era legal. ―disse Sam.
― Se for vê pelos presentes... Eu também gostava dele. ―disse Amy em plenos risos.
― Vou fingir que não escutei isso... ―disse.
―Ele te convidou pra sair?
― Por que, estava escutando a minha conversa?―disse.
― Não convidou? Também vestida desse jeito quem a chamaria pra sair. Ele deve ter se arrependido de ter vindo aqui...
― Que eu saiba, ele me conheceu a noite, num momento que estava chovendo, então ele deve nem ter reparado em mim... E já que a senhorita esta tão interessada ele me chamou sim pra sair.
Continuamos a comer, em pleno silêncio...
―A mamãe ligou, disse que só vai vim mais tarde. ―interrompeu Sam.
―Ok! A Amy te leva na casa do seu amigo.
― Não mesmo!Por que você não ensina a ele, que eu saiba você é professora. E ainda mais ele vai demorar, eu vou fazer o que ate lá?
― Não tenho como eu ensina-lo, eu não estou aqui sempre. E não sei o que vai você fazer, Pensa em alguma coisa. Tem a irmã dele, você pode ficar com ela, como ela se chama mesmo?―disse.
― Não sei. Eu não vou Anna. ―disse Amy indo para sala.
― Você não vai almoçar na sala!Terminei de limpar ai, pode voltando.
― Sempre almoço aqui, a mamãe nunca disse nada.
― Então espera ela chegar ai você pede pra ela. ―disse.
― Coitado do David, quando ele souber que você é chata.
No fundo ela tinha razão, às vezes eu era sim chata... Não às vezes, sempre. Quando a minha mãe não estava em casa eu assumia tudo, então eu tinha que fazer o papel de ″mãe″. Nunca aconteceu isso comigo, nunca tive um irmão mais velho pra me dizer o que eu tinha ou não o que fazer, sempre foi eu e a minha mãe. Embora que, eu vivia mais na casa de ″parentes″ do que com ela, ela trabalhava pelo dia e estudava ainda pela noite, só nos víamos nos fins de semana, durante um tempo vivíamos assim,nunca reclamei,sabia que não seria pra sempre. Ate um dia ela conhecer o Ryan, ele trabalhava em um restaurante, ate hoje ele trabalha lá. Gostei dele na primeira vez que o vi, no começo pensava que ele poderia ser o meu pai. Estava errada como sempre. Pra todos ele dizia que eu era a sua filha. Então ele era o meu pai. Não demorou muito ate a minha mãe se casar com ele, ela conseguiu se formar, e deixou de trabalhar, tive a sua presença por pouco tempo, ate a família aumentar, fiquei um pouco de lado, não esperava ter irmãos, nunca pedi isso a ela. Devido à casa cheia, não demorou muito pra ela voltar a trabalhar, tínhamos muitos gastos,e os meus irmãos eram pequenos, tiveram o mesmo destino que o meu, ficaram na casa de parentes, com uma única diferença, à noite minha mãe estava de volta. Foi por pouco tempo, ate ela perceber que eu estava crescendo e poderia cuidar deles, percebi que esse era o papel do irmão mais velho, e queria ser a mais nova. Mais não foi difícil, tive tempo suficiente pra conhecê-los melhor, por que se eu fosse filha única, ficaria na casa de ″parentes″ ate a minha mãe voltar do trabalho, ou ate um dia ela ter certeza que eu poderia ficar em casa sozinha. Pensado por esse lado, ter irmãos não era tão ruim, poderia ficar em casa, fazer o que eu quiser ninguém iria se preocupar mesmo, e também eles iriam crescer, não iria cuidar deles pra sempre.
― Anna, podemos ir?A Amy esta pronta?―disse Sam.
―Estou garoto chato!
―Esse é jeito de falar com o seu irmão?Já sabem quando atravessar a rua segure a mão uma do outro. ―disse.
― Por que você não faz uma cartilha e distribui pra nos dois... Assim fica mais fácil de decorar. ― resmungou Amy.
― Nossa! Isso tudo é por que não deixei você almoçar na sala?Ou por que você vai ver a sua ex-amiga?―disse ironicamente.
―É melhor nós irmos Sam, hoje a Anna não esta insuportável.
―Vem cá deixa eu te dar um abraço...
― Não Anna me deixa!―disse ela se afastando.
Não me contive e a abracei do mesmo jeito, a Amy odiava quando eu a provocava...
― Me solta Anna. Eu não estou com raiva.
―Mentira, você só esta dizendo isso pra eu te soltar.
― Então me leva pra sair com você e o David. ―disse ela toda animada.
―Pra que, Pra você segurar vela? ―disse sem pensar.
Não que eu tivesse alguma coisa com o David eu mal o conhecia, mais levar a minha irmã já era demais, pra mim ela era ainda uma criança.
― Como segurar vela, você disse que ele era só o seu amigo?
― E é mesmo só o meu amigo. Segurar vela só foi modo de falar, e a mamãe não deixaria você ir, você demora pra se acordar, e no dia seguinte você terá aula. ―tentei mudar de assunto.
― Hum, sei!Vou fingir que acredito.
― Vão lá. Cheguem antes da 18h. E não fiquem de papo pelo caminho...
―Tchau Anna!―ambos disseram.
Enquanto os dois saíram aproveitei pra tomar um banho. Coloquei uma roupa limpa e fiquei um pouco no quarto... Escrevi na minha agenda o dia e o horário que iria sair com o David, sempre fazia isso, anotava de tudo, eu era muito esquecida, às vezes deixava um papel na porta da geladeira como lembrete, ou pedia pra alguém me lembrar. As chaves de casa então... Já tive varias, em cada canto da cidade deixei uma de lembrança, perdia tudo com muita facilidade. Não queria que acontecesse o mesmo, não iria esquecer, e se dependesse da Amy ela não iria deixar mesmo...
Horas depois...
Acabei pegando no sono, coloquei o despertador pra tocar e ele não tocou. Acordei um pouco assustada , esqueci completamente dos meus irmãos, vi as horas e já tinha passado das 18h. Joguei uma água no rosto, enquanto estava no quarto dava pra escutar a voz da minha mãe, desci rapidamente...
―Oi mãe. A Amy e Sam ainda não chegaram, eu disse pra estarem aqui antes da 18hs.
―Já chegaram sim... A Amy esta na praça e o Sam na casa do vizinho.
―Sério?E ele nem me chamaram.
―Eu disse pra não te chamarem... Então já que se levantou prepara o jantar, vou tomar um banho, depois eu venho te ajudar.
― OK!
Queria mesmo voltar pro quarto e dormir, mais não sabia dizer não, esse era um dos meus defeitos... Preparei o jantar, pra ser sincera eu fiz apenas o suco, tinha sobrado comida do almoço pra que desperdiçar. Pensei.
―Prontinho mãe. Já preparei.
Pela cara que ela fez, não era bem o que ela esperava. Mais era tudo que eu podia fazer.
―Hum, pelo cheiro deve estar boa. A Amy me disse que você esta doente por isso ficou em casa hoje. ―disse ela.
― Não exatamente. Eu só fiquei um pouco indisposta pra sair hoje... Mais estou melhor. ―disse indo pra sala e ligando a TV.
Pensei que iríamos falar sobre eu ter chegado tarde ontem, ate que não. Ficamos um tempo conversando, às vezes minha mãe fingia que tinha esquecido pra depois voltar a tocar no assunto... Meu Pai chegou do trabalho, e não demorou muito pra os meus irmãos também, almoçamos juntos como de costume, conversamos sobre assuntos do dia a dia.
― Tenho novidades, pessoal. Como as minhas férias estão chegando pensei em irmos viajar, faz tempo que não visitamos os seus avôs... Então o que acham?
―Não mesmo!―disse Amy. ―prefiro ir pra Disney.
Não me contive comecei a rir, a minha mãe me fuzilou com os olhos...
―Concordo querido!Vai fazer bem a eles o ar do campo.
― Gostaria de ir, mais devo ter prova no próximo semestre. ―disse.
Menti, a minha presença não iria ser bem vinda, eles não me consideravam como neta, e o clima não iria ser nada agradável...
―Então mudamos de planos, deixamos pra uma próxima vez... ―disse meu pai um pouco triste, fazia tempo que ele não via os seus pais.
―Então vamos pra Disney!Ate hoje eu espero por essa viajem.
― Eu também. ―concordou Sam.
―Nada disso. A Anna pode muito bem ficar ate fazer a prova, e depois ela vai nos encontrar. E vocês dois ainda são menores de idade.
―Pai!―disse Amy cruzados os braços.
―Não posso fazer nada crianças.A última palavra é da mãe de vocês. ―disse ele a beijando.
―Obrigada querido!
Terminamos de almoçar, enquanto ajudava a minha mãe arrumar a cozinha, a Amy ainda tentava convencer o papai de ir viajar pra Disney, da cozinha dava pra ouvir as suas lamentações...
―Vem Amy vamos dormir. ―interrompi.
―É bom mesmo, já esta na hora.
Ficar na sala assistido jornal não era mesmo meu programa preferido...
―Boa noite mãe. Boa noite pai.
―Boa noite queridas!―disseram juntos.
―Eu estava quase o convencendo. ―disse ela indo pro quarto.
―Não mesmo, Amy. Parece que você não entendeu o papai não vai deixar de ver os pais dele pra fazer suas vontades.
―Nossa Anna, você é chata mesmo. ―disse ela jogando o travesseiro em mim.
―O que o caderno do Sam esta fazendo aqui?
―Não sei ele deve ter esquecido sei lá. Posso usar o banheiro?
―Pode. Ele tem que ser mais cuidadoso com as coisas dele, aqui não é o seu quarto...
―Amanhã eu entrego a ele...
―Amy quando terminar...
―Já sei!―interrompeu ela. ―Eu deixo a luz do banheiro acessa.
―Boa noite!
―Boa...
***
―E ai animada pra hoje?
―Bom dia pra você também. Animada por que eu não vou me casar. ―disse.
―Nossa como você é grossa.
―Olha quem fala. Desde quando você é simpática.
―Não vou discutir com você... Quando sair da aula venho direto pra casa, pra te ajudar.
―Me ajudar com o que?―me fiz de desentendida.
―Como com o que?Escolher a roupa, maquiagem, cabelo...
―Não Amy. Não preciso disso tudo, vou do meu jeito que já esta bom demais. E você vai levar o Sam hoje de novo.
―Já resolvi a mamãe vai leva-lo.
―Mãe, é verdade isso?
―Bom dia Anna!
―Bom dia!Então vai mesmo sair cedo do trabalho só pra levar o Sam?
―Não só por isso, mais também vou passar no mercado, então não me custa nada levar o meu filho no reforço, Anna.
―É Ela faz mesmo os seus gostos. ―disse.
―Não vai tomar café?
―Estou atrasada tenho que ir. Beijos mãe.
―Come pelo menos uma fruta.
―Estarei te esperando aqui, não se atrase! ―disse Amy.
―Tchau.
O meu dia foi um pouco corrido, saí da faculdade, comi um sanduíche na rua mesmo, depois fui ensinar em duas casas diferentes. Após terminar voltei pra faculdade, tinha uma pesquisar pra fazer resolvi adiantar... Corri direto pra casa, mesmo assim cheguei atrasada, minha irmã tinha me ligado duas vezes durante o caminho, não atendi...
―Cheguei Amy!Vou tomar banho. ―disse abrindo a porta.
― Ainda bem!Você esta atrasada. A mamãe ainda não chegou se tiver sorte ela não te ver...
―Diz pra ela que eu fui pra casa da tia Laura.
―Justo ela. A última vez que a vimos, destruímos a arvore de natal. Lembra?
―Eu não, você e o Sam! E agora ela tem um filho, já deve ter esquecido. Agora posso tomar banho?
―Já coloquei as roupas na cama, termina logo.
―Terminei!A primeira vez que tomo banho de gato.
―Veste logo, escolhi o rosa...
― Eu vou com o meu roxo. ―disse enxugando os meus cabelos.
―Qual?Aquele que você usa sempre nos velórios, a cidade inteira te viu vestida com ele. Não mesmo. Devíamos ter saído pra comprar um novo.
―É o único que eu tenho! E ele esta conservado...
Achei melhor ir com o dela, coitada da minha irmã, ficou preocupada e tudo, encheu a minha cama com todos os seus vestidos, um mais bonito do que o outro, não que eu não tivesse roupa, é por que nunca me preocupei com isso, mal saia de casa.
―Ok! Amy me dá aqui... ―disse.
Enquanto ela saiu do quarto me vesti, me senti um pouco estranha, o vestido coube certinho em mim, eu que não me sentia bem às vezes. Tratei logo de pentear os meus cabelos, passei pouco maquiagem e já estava pronta.
―Posso entrar?
Nem me deixou terminar de responder e já foi invadindo o quarto...
―Wow! Você esta linda!
―Vindo de você eu acredito!Já sabe se a mamãe ou o papai perguntar aonde eu foi...
―Digo que você saiu com o David. ―disse ela um pouco distraída.
― Amy! Presta atenção.
―Brincadeira! Eu já sei você foi pra casa da tia Laura.
―Ok! Eu já vou, beijo maninha.
―Espera a sua amiga ligou, perguntando por você, eu disse que você estava ocupada demais pra ficar de papinho.
― Quem? A Fernanda. Quando eu chegar você vai ligar pra ela, e resolver esse mal entendido!―disse saindo.
―Então ta, eu te espero!―disse ela fechando a porta.
Resolvi esperar o David na esquina, achei melhor assim, não queria que meus pais nos vissem juntos, já iam pensar em outra coisa, ai o David iria querer entrar, iriam conversar e quando eu menos esperasse já seriam amigos... O meu dia foi tão corrido, pensei em desmarcar, sei lá, deixar pra outro dia,mais nem tinha o seu numero,joguei no lixo,desejei tanto que ele não viesse,ate que ele veio...
―Ei, David!―chamei.
―oi! Anna. Você esta ótima!
―Oi!―cumprimentei-o. Obrigada, você também...
―Pontual você hein. Pensei que iria me esperar na sua casa.
―Achei melhor te encontrar aqui, vamos?
―Sim, claro.
Não demorou muito ate chegarmos...
―É aqui, só vou estacionar o carro, só um minuto...
―Pensei que fosse um barzinho. ―disse um pouco surpresa.
―E é, na verdade é também um restaurante.
Entramos e escolhemos uma mesa, hoje estava um pouco vazio, nunca tinha visitado lugares como esse, tocava uma musica suave, ambiente agradável, pessoas que nem me conhecia e eu muito menos a tinha visto.
― Não irei tocar hoje,o meu amigo desmarcou, fico te devendo. ―disse ele vendo um dos cardápios que estava na mesa.
―Ah, tudo bem!―disse como se me importasse,adorei não queria ficar sozinha.
―Garçom um dry martini, e pra senhorita o mesmo pode ser?
―Não eu não bebo, pode ser alguma bebida sem álcool?―disse.
―Um coquetel de frutas, pode substituir por um suco de laranja. ―sugeriu o garçom.
―Pode ser, obrigada!O que foi?―disse.
―Nada, é por que eu não conheço nenhuma garota que não goste de beber só isso...
―Eu não tenho costume, sei que é estranho mais sou um pouco diferente...
―Então, me fale um pouco sobre você!
―Ah!Não tenho nada de interessante. Fale você?
―Bom, me chamo David Nolan, moro sozinho em Nova York, sou formado em direito, mais nunca exerci a profissão, só fiz mesmo em troca de um apartamento que meu pai me prometeu.Toco bateria, com um grupo de amigos e na primeira noite que nos apresentamos aqui conheci você... Então não venha me dizer que não tem nada de interessante, por que eu sei que você tem... ―disse ele num tom de voz baixo.
―Então David Nolan, as nossas bebidas estão vindo... ―disse no mesmo tom.
― você escutou o que eu disse?―disse ele.
―aqui senhores as bebidas. ―disse o garçom se retirando.
―Obrigada!Hum,esta deliciosa.―disse após dar um gole na bebida.
A minha vida era tão sem graça que ele iria rir do começo ao fim.
―Me chamo Anna Elise Villani. Estudo pedagogia, dou aulas de matemática, tenho 6 alunos...bom...não tenho muitos amigos e o resto você sabe.―continuei a beber o coquetel.―Nos conhecemos e hoje estamos aqui conversando como dois bons amigos.
―Achei interessante!Sempre quis ser amigo de uma professora de matemática.
Não entendi a piada mais rir do mesmo jeito.continuamos conversando,terminamos de comer ,David pagou a conta e saímos.
―ainda esta cedo.Poderíamos dar uma volta.
―É melhor não.Preciso ir.
Voltamos para carro,o tempo passou tão rápido enquanto conversamos.pedi pra David me deixar na esquina de casa,não tinha entendido o porquê mais fez o que eu pedi,nunca tinha me divertido tanto,parecia que já o conhecia.
―Chegamos!
―Obrigada por ter me convidado,adorei o lugar!
―De nada!Salva ai o meu numero,quando eu for tocar você vai lá me ouvir ...
Salvei o seu numero no meu celular,eu acho que ele adivinhou que eu joguei o outro,na verdade eu nunca iria ligar pra ele mesmo.
―Pronto,salvei.―disse com um sorriso no rosto.
―ótimo!―
―já vou.―disse.
Antes de sair do carro,fui pega de surpresa senti seus lábios tocarem contra ao meu,fechei meus olhos e começamos a nos beijar,iniciamos lentamente o beijo, suas mãos acariciava a minha nuca,deixei me conduzir por ele,toquei em seus cabelos,e me aproximei mais de seu corpo,só depois aumentei a intensidade e introduzi a língua,ele explorava a minha boca assim como eu explorava a dele,calmamente sem nenhuma pressa,fizemos movimentos sincronizados,trocamos de posições,mordi seus lábios,ele fez o mesmo com os meus,estava quase sem fôlego continuei mesmo assim.senti sua mão debaixo do meu vestido coloque minha mão por cima o impedindo de chegar aonde não devia,queria muito,mais não no carro.não pensava em mais nada,apenas em seu gosto na minha boca,diminuímos o ritmo,estávamos bastante ofegantes,terminamos com um selinho e depois outros.ficamos nos olhando...
―Eu tenho que ir.disse com a minha boca encostada na sua.
― Boa noite!―disse ele me dando um selinho.
―Boa noite!―retribui.
Abri a porta do carro,e me inclinei pela janela...
― David,eu vou adorar te ver tocar!
―Eu vou tocar especialmente pra você...espera,esta fazendo frio.―disse ele retirando sua jaqueta e me entregando.
―Obrigada,depois eu te devolvo!―disse sorrindo.
Coloquei a jaqueta e continuei andando já passava das 23h,realmente fazia frio.O David ainda estava na esquina,não tinha nenhum gato na rua,me sentia segura só pelo fato dele estar me olhando.
Fale com o autor