Could Be Happy

5 I almost loved you


Notas iniciais
Desculpe a demora! meu note quebrou...

Ao chegar na porta de casa...

—Droga! —disse-me encostando no portão. —Esqueci a chave!

Olhei pra trás, e o David já tinha ido embora, entrei em desespero, comecei a procurar de novo e nada, o único jeito era acordar alguém, como a luz estava apagada, a Amy deve ter falado que eu iria dormir na casa da nossa tia, não que a minha mãe gostasse disso, mais ela nunca foi de proibir a nossa ida lá. Sentei na calçada mesmo e peguei o meu celular, fiquei vendo os meus contatos, como se eu tivesse muitos amigos, a maioria era das mães de alunos que tive e que tenho agora...Pensei em ligar pra Lizzie, podia dormir na casa dela, ela morava na outra rua, tão perto de mim, mais a mãe dela iria ligar pra minha, quando eu chegasse lá. Se a Fernanda não estivesse viajando, iria me ajudar... O único jeito foi ligar pra Amy mesmo, tinha que arriscar, era só entrar sem fazer barulho...

—Atende Amy, atende...

Deixe o seu recado....

—O quê? Deixar recado! Amy sua…calma Anna, você precisa se acalmar —dizia.

Retornei a ligar...

—O que foi Anna? —disse ela com a voz melosa.

—Por que você não atendeu a minha ligação? Pra que serve o seu celular, se nem atender uma ligação você atende?

—Eu sei que você esqueceu as chaves...

—É mesmo? Tem como você vim e abrir a porta pra mim? —disse quase perdendo a paciência.

—Entra! —disse ela.

Entrei sem dar nenhuma palavra, enquanto a Amy fechava os portões subi pro quarto, guardei a jaqueta do David na última gaveta, coloquei meu pijama, e deitei-me na cama...

—Quer leite?

Fingi que estava dormindo...

—Esquentei pra você!

Sabia que ela não iria me deixar em paz...

—Amy me deixar dormir!

—Eu não tenho culpa que você esqueceu as chaves, eu deixei o meu celular no silencioso, como eu ia adivinhar que você iria ligar, você nunca liga pra mim, pra sua sorte eu vi as suas chaves na pia, por isso eu te esperei, nem deveria se você mesma disse pra não te esperar.

—Desculpa, Amy! eu só fiquei nervosa, eu...não sabia o que fazer, fiquei com medo.

—Precisava falar assim comigo! Eu sei que você é chata....

—Desculpa! —disse a interrompendo.

—Ok! Eu desculpo, mais na próxima vez que você gritar comigo, eu deixo você dormir lá fora.

—Ok! mocinha, agora me passa ai esse leite, quero ver se estar bom...

Terminei de tomar o leite e fui dormir, a Amy ainda ficou mexendo no celular....

No dia seguinte...

—Anna, você viu aonde eu guardei as minha meias?

—Na gaveta de baixo. —disse do banheiro.

—Wow! Eu pensei que se dava flores não uma jaqueta usada! —disse Amy, em meio as gargalhadas.

—O quê? —disse sem entender.

Como o silencio pairava, sai do banheiro pra ver o que estava acontecendo...

—Hei, quem te deu permissão pra mexer nas minhas coisas? —disse arrancando das mãos delas.

—Você já ganhou coisas melhores...

—Sem graça você! O David me emprestou por que estava fazendo frio. —disse guardando de volta na gaveta.

—Eu sei, só queria ver a sua reação!

—Tudo bem, só não esquece de ligar pra Fernanda. —disse.

Sai do quarto e fui tomar o meu café, dessa vez a mamãe tinha preparado tudo, assim eu tinha mais tempo pra me organizar...

—Bom dia, mãe! —disse a beijando no rosto.

—Bom dia, filha! E a amy?

—Ainda está se arrumando.

O café estava quentinho, minha mãe tinha preparado torradas com geleia de morango, eram as minhas preferidas, e vitamina de abacate, pra Amy, ela sempre preferia vitamina de alguma coisa, ela só tomava café mesmo quando não tinha outra escolha. Eu preferia o café, mais as vezes bebia um pouco de vitamina só pra enganar...

—O café da mamãe, é melhor do que o da Anna. —disse Sam.

—Nem tem comparação! —disse concordando.

Pra mim, uma xicara de café e um pão com manteiga já estava de bom tamanho.

—É por que ela não sabe fazer vitamina! E o papai mãe? —disse Amy.

—Acabou de sair. Não demora por que ainda vou no seu colégio.

—Então ligou pra ela? —perguntei.

—Ela disse que não vai falar com você!

—Oi?

—Brincadeira, só da caixa postal.

—Liga de novo! —disse indo pra sala.

—Agora só depois quando eu terminar aqui.

Como eu sabia que iria ser nunca, peguei o celular da Amy e salvei o número da Fernanda no meu, só de ver o número, percebi que ela tinha voltado de viajem...

—Beijos mãe! Preciso ir...

Sai rapidamente, peguei as minhas coisas e fui pra faculdade, no caminho enviei umas mensagens pra Fê, ela não me ligou, mais retornou as minha mensagens depois, marcamos em se encontrar no horário do almoço...Horas depois, fiquei a esperando do lado de fora da faculdade.

—Anna!

A avistei quando gritou o meu nome, já tinha mudado de carro, estava completamente diferente...

—Oi! Fê. —disse a abraçando.

—Oi, Anna! Que saudade, você não mudou nada. —disse ela desarrumando o meu cabelo.

—Bom, já você...

A Fernanda, era mais nova do que eu apenas 1 ano, mais já tinha viajado várias vezes sozinha, minha mãe dizia que era por que os pais dela não ligavam muito, por isso ela era assim, solta e fazia o que queria, e as vezes era verdade, ela fazia tudo mesmo.

—Fiz semana passada! —disse ela enquanto me mostrava suas tatuagens.

—Nossa! Coragem hein...

—Ah! Anna precisamos mudar de vez em quando...

Entramos em uma lanchonete próxima a faculdade...

—E ai, as novidades?

—São as mesmas! vou querer um sanduiche de queijo e um refrigerante. —disse.

—Apenas uma água.

—Bom, já que você não tem nada pra me contar, eu tenho muitas coisas...a primeira é que estou namorando, nos conhecemos....

Toda vez era isso, sempre quando ela viajava, voltava com um namorado diferente, já perdi as contas, nem durava três meses, e nem sei se preferia ela com ou sem namorado.

—A segunda, fiz as tatuagens, e a terceira é que eu me encontrei com o seu ex.

—Quem, o Mike? —disse um pouco surpresa.

—Ele mesmo! Anna você precisava ver, nem parecia aquele Mike que a gente conhecia.

—Pra mim ele será sempre aquele garoto mimado, de sempre.

—Não, Anna! ele está diferente, e você não vai acreditar, ele se casou!

Gelei quando escutei a última palavra, era como se isso nunca fosse acontecer...

—Quando foi isso? —perguntei sem parecer que me importava.

—Antes de voltar o vi em um restaurante e parei pra conversar...e ai você sabe que eu reparo em tudo e vi, a aliança no dedo dele.

—Eu acho que você se confundiu.

—Não! eu vi, e ainda perguntei e ele confirmou.

—Você não fez isso?

—Fiz, precisava saber pra te contar, já que você já sabe, não espera por ele.

—Eu nunca esperei por ele, pensei que ele estava morto, nunca deu notícias, mesmo! —disse com raiva.

Terminamos de comer, pagamos a conta e saímos...

—Vamos lá pra casa, tenho umas coisas pra te mostrar e trouxe um presente pra você!

—Não vai dar Fê, tenho 3 alunos agora a tarde.

—Ficou chateada com o que eu disse?

—Não! De boa, eu já superei o Mike faz tempo, mais se você puder me dar uma carona vou aceitar.

A Fernanda me deixou na casa de um dos meus alunos, marcamos de nos vê a noite se desse...esperei ela ir, e retornei pra casa, não tinha cabeça pra ensinar hoje.No caminho liguei pro David, precisava falar com ele, eu não estava me sentindo bem, era muita informação pra uma pessoa só.

—Oi, Anna!

—Oi David, tudo bem? —disse com a voz embargada.

—Tudo e você?

Queria poder falar tudo que eu estava sentindo, mais o David mal me conhecia, não queria que ele ficasse assustado, com a minha vida mal resolvida, e pra início de conversar iria falar o que? Que eu estava sofrendo por um amor mal resolvido? Entre mim e o Mike tinha muitas coisas pra serem resolvidas, nem terminamos direito, ele foi embora sem se despedir de mim, apenas me deixou uma carta, dizendo que sentia muito, e que um dia eu ia entender, até hoje eu nem entendo o que eu fiz de errado...Queria que ele nunca voltasse, só de escutar o nome dele me sentia mal, era como se ele fosse virar o meu mundo de ponta a cabeça.

—Anna! Você ainda está me ouvindo?

—Oi, sim estou!

—Aonde você está? eu te pego.

—David depois eu te ligo, preciso voltar pra casa.

Desliguei o celular e voltei pra casa, fiquei aliviada por não ter ninguém, corri pro quarto me encostei num canto e comecei a chorar, chorei tanto que nem me preocupei se meus olhos ficassem inchados, a tempos que essas lagrimas estavam presas em mim, meu coração doía, sentia raiva de mim e ao mesmo tempo dele, eu fui uma idiota, esperei por alguém que não estava nem ai pra mim, tinha tanto medo de um dia ele voltar, não saberia o que dizer, o que fazer. No fundo ainda tinha esperança, que a nossa relação fosse dar certo...E pensar que um dia eu quase o amei!

Notas finais
Espero que tenham gostado !!!! :)