Cougar Chonicles I - Beginning
16 Capítulo 13 - Rescue (Part II)
– Quinn não apareceu. – Disse o loiro assim que Puck entrou no apartamento.
– Só lamento pra loirinha. – Resmungou o judeu se jogando na poltrona em frente à televisão.
– Ela pode estar em perigo.
– Ela é a leoa, Evans. Ela nunca estará em perigo. – Sam olhou para Puck como se ele tivesse dito: “Santana decidiu doar todos os seus bens, morar na rua e mendigar por migalhas de pão”.
– Santana foi pega Puckerman! O lobo é o mais fortes do Esquadrão Z, o braço esquerdo de Lionel.
– E daí?
– O que deu em você Puckerman?
– Cansei de sujar minhas mãos por causa da branquela! – Rosnou o judeu se levantando. – Cansei!
– O ritual foi interrompido e ele morreu, não foi? – Perguntou Sam olhando para o rapaz com seriedade. Puckerman engoliu em seco e olhou para a porta como se pudesse estraçalhá-la com o olhar.
– Você não tem nada haver com isso. – Resmungou Puckerman se levantando.
– Aquela águia careca me disse que podia acontecer. – Resmungou o Evans recolhendo uma ou outra lata de cerveja do chão.
– Você sabia? – Puckerman se virou para o loiro com os olhos negros de touro.
– Podia. São poucos os Ômegas por aí. – Disse Sam jogando as latas na lixeira.
– Quer dizer que todos eles vão morrer? – Resmungou Noah se virando para a janela, desviando o olhar do Evans.
– Nem todos. – Evans tentou argumentar enquanto abria a porta e sorria para a camareira que corou violentamente. – Aqui.
Noah bufou e saiu da sala, entrando na cozinha sem se importar com o ‘cavaleiro mor Sam Evans’.
– Não se culpe. – Disse Sam. – O que aconteceu exatamente?
– Alguém me acertou com uma pedra e eu saí do posto, quando voltei aquele Ômega idiota estava sozinho e resmungando algo sobre “Perdemos o garoto”. – Disse Puckerman enquanto enchia um dos copos descartáveis.
– Hum... – Foi a única coisa que o Evans disse antes de pegar o prato que guardara do almoço. – Quer um pouco? – Perguntou estendendo o prato.
– Estou sem fome.
– Da próxima vez eu compro capim pra você, Bull-Eyes. – E rindo a toa o loiro se sentou no sofá e prendeu os olhos na televisão, fingindo-se de interessado nas notícias do repórter.
–--
Não era para estar acontecendo assim.
A garota estreitou os olhos nas câmeras, mas nem sinal das duas.
– Pud pode procurar? – Perguntou o homem enorme ao seu lado.
– Espere. – Resmungou. – Sinto cheiro de sangue... Uma delas deve estar à beira da morte.
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– Então. Aquela vadia está na cabine de comando. – Resmungou a loira limpando o rosto.
A imagem desfigurada ao seu lado deu de ombros.
– Ela é meio idiota e achou que um ou outro soco me deixaria inconsciente. Mas, merda! Eu sou a loba aqui. – Os olhos azuis, a única coisa que Quinn poderia relacionar à latina, encontraram os dourados.
– Como ela conseguiu distorcer sua imagem?
– O protetario dela é a mariposa, e parece que ela tem um mamute com ela também.
Quinn suspirou. Que jeito ótimo de encontrar sua latina vadia louca predileta, não?
– Como vamos derrubar ela? – Perguntou Santana, se sentando no chão, cansada.
– Não tenho a mínima idéia. – Resmungou Quinn olhando para os lados. O cheiro de sangue estava remoendo algo selvagem dentro do peito. – Mas temos de sair daqui logo.
– Passa. – Quinn olhou para a latina. – A ânsia de devorar qualquer um. – A loira levantou a sobrancelha ao maior estilo Fabray. – Ela me ofereceu uns “lanchinhos”. – A expressão de nojo da latina fez com que Quinn imaginasse o que eram os “lanchinhos”.
– Aquele garoto—
– Não. – Resmungou Santana. – Embora ele pareça ser bem apetitoso. – Os olhos da latina cintilaram mais claros e Quinn pode notar as orelhas caninas crescendo.
– Se controle ou vai ficar igual o Esquadrão Z. – Olhou ao redor nervosa. – Por que não atacamos a vadia de uma vez?
– Ela tem mais dessa coisa alucinógena. – disse Santana. – E aquele mamute dela é um filho da égua.
Quinn suspirou e olhou bem para a latina, a imagem estava mais nítida e ela podia ver melhor o rosto bem conhecido da amiga e a roupa de Cheerio em péssimos estados.
Suspirando Santana se levantou.
– Podemos fugir agora. – Disse a latina. – Mas temos de decidir logo... Minha visão está turva. – Completou cansada.
Quinn olhou para os lados e tirou o capuz do bolso, colocando-o no rosto.
– Vista. – Tirou a camisa e entregou para Santana, voltando a fechar a jaqueta por cima.
– O que você está pensando, perva? – Quinn rolou os olhos e se virou para o corpo mutilado a alguns containeres de distância.
– Temos de nos distinguir. Precisamos que eles não saibam quem é quem. – E com a visão mais perfeita que nunca, mas os olhos ardendo observou as câmeras que se moviam. – Temos um delay de três segundos. Consegue?
– Acho que sim.
– Excelente. – Quinn levantou a mão e num único movimento elas tinham passado pelos container e se agachavam ao lado do corpo mutilado. – Pegue a calça e vista, vamos tentar sair daqui.
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– Da próxima vez vou fazê-las jogar Poker Kill. – Disse a garota bufando e se virando para o amigo grandalhão que estava acertando a própria cabeça com latas de cerveja, amassando-as.
– Pud esmaga! Pud amassa! – E o grandalhão abriu um largo sorriso de dentes podres que fez a garota torcer o nariz, desviando-se para a porta da sala de comando.
Não soube quanto tempo ficou ali, mas quando o som de uma porta se fechando ecoou pelo galpão se virou para as câmeras e estreitou os olhos.
– Pud, olhe lá em baixo. – Comandou friamente.
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– WINNER! – Gritou Santana correndo ao lado de Quinn, já a duas quadras da área de galpões, entrando na área comercial.
Quinn sorriu e puxou o celular do bolso, discando o último número.
– Evans falando.
– Sam. Achei a Lopez. – Resmungou Quinn com um sorriso, tirando o capuz e escondendo-o dentro da jaqueta de novo.
– Que ótimo, Puck chegou algumas horas atrás. Ele está dormindo. – Quinn assentiu e se misturou com os vagantes.
– Preciso que você busque Santy. Eu tenho uma luta hoje.
Houve um silêncio do outro lado e depois um resmungo antes do loiro responder:
– Certo. Onde a gente se encontra?
Quinn sorriu e passou um endereço mais próximo do centro e quando se virou para Santana para avisar que Sam ia buscá-la a latina parecia um zumbi, o que fez Quinn suspirar e sorrir sinceramente em seguida, abraçando a amiga pela cintura e jogando o braço da morena sobre seus ombros.
– Vamos pra casa Lopez. – A latina resmungou algo em resposta antes de se deixar ser arrastada pela loira.
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