Cougar Chonicles I - Beginning

15 Capítulo 13 - Rescue (Part I)


Os olhos de Puck percorriam a rua nervosamente enquanto andava a passos largos durante a noite de domingo. Por que ele tinha que cuidar daquilo?

Com a respiração rápida e totalmente nervosa os passos pararam e um arrepio percorreu sua espinha, fazendo-o virar parcialmente para um grupo de adolescentes próximos a um poste defeituoso.

– Hey garotos! Saiam daqui antes que eu chame a polícia. – Gritou forçando a para que saísse mais rouca.

Os garotos olharam para todos os lados e depois saíram correndo, nem vendo Puckerman direito, que por sua vez se virou para um beco onde um mendigo cansado e fedendo a álcool dormia.

– É ele? – Perguntou com certo desgosto.

Ouviu um chiado e suspirou, deixando que o bicho dentro de sua mochila saísse, se aproximando do pobre sem-teto.

– Eu não quero ver isso, então vou só garantir que ninguém vai interromper. – Outro chiado e o judeu deu meia volta, montando guarda no começo do beco.

Por que não podia ajudar Sam e Quinn a procurar aquela filhote de sequestradora?

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Então Evans? Algum avanço? – Perguntou Quinn pelo telefone.

– Não. – Negou o loiro, olhando para o caís.

Também nã—A garota parou e depois respirou fundo. – Acho que ouvi alguma coisa, não desliga...

Ouvindo os próprios passos continuou caminhando pelo caís, esperando uma resposta enquanto a lanterna passava por cada centímetro de espaço disponível.

Evans eu acho que— A ligação foi substituída por um chiado estridente que afetou a audição do rapaz, fazendo-o jogar o celular no chão e gritar de dor. No mesmo instante seguinte que a dor sumiu ele se agachou e pegou o celular.

– Desligado... Parece que encontramos nossa presa, Lucy. – Disse o Evans olhando por cima do ombro em direção a área de galpões da cidade.

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– Evans?! Evans! – Resmungava tentando não fazer tanto barulho, nada... Interrupção na frequência e agora só chiados. Será que ele havia sido pega? Ou ela que tivera seu sinal de celular cortado?

Resmungando enfiou o celular no bolso e continuou sua procura, os olhos dourados percorrendo todo o local. Quando um movimento a sua direita a fez parar. Seu coração falhou uma batida enquanto os passos calmos lavavam-na em direção ao que parecia ser um par de pernas.

Quando se aproximou o suficiente para ver seu coração gelou e sentiu o gosto de metal subindo a boca.

Cristo. Pensou. Se agachou diante do corpo e percorreu o olhar pelo corpo, sentindo os privilégios felinos lhe abandonando e os olhos não verem mais nada na escuridão.

O que está acontecendo? Se levantou e virou para todos os lados, não conseguia pensar... Não sem a certeza de que via e ouvia o suficiente para se proteger.

Encostou-se ao container mais próximo e saiu de perto do corpo, apoiada na superfície de aço.

Os olhos tentavam, inutilmente, reconhecer algo no escuro. Os barulhos cessados, e os cheiros abafados pelo da carne morta.

Fechou os olhos e se concentrou ao máximo, falhando quando um soco acertou-lhe a bochecha, jogando-a ao chão. Tentou se concentrar nos poucos segundos que tinha antes do agressor continuar, e quando abriu os olhos viu um corpo que não conhecia.

E com isso em mente toda a culpa de bater em alguém foi se embora e ela se levantou no mesmo instante que o punho acertava o rosto desconhecido, e foi assim que ela sentiu ossos se partindo, grunhidos de dor e raiva, além da própria dor e da própria raiva.

–--

– Então Pudg... – Começou a garota observando o rapaz enorme e musculoso ao seu lado. – É excitante não? – Seus olhos se prenderam na dupla de garotas lutando alguns metros de distância da sala de comando.

– Mim achar bom... – Rosnou ele com um sorriso malicioso e retardado no rosto enquanto seus olhos observavam como o sangue manchava o corpo e as roupas das garotas.

– Então... Eu aposto na lobinha...

– Leões são fortes. – Respondeu simplesmente enquanto via a figura menor rasgar o rosto da outra com suas garras.

– A lobinha é um Alpha, Pudge. – Disse a garota olhando para a imagem das câmeras espalhadas pelo local.

– Leões são reis. – Retrucou.

– Mas a Fabray é uma frangote, fraca e covarde... Santana é um verdadeiro monstro sanguinário. – Os olhos da garota brilharam quando declarou isso, concluindo que o gás alucinógeno que deixou nos tubos de ventilação afetavam suficientemente o cérebro das garotas para que elas pensassem ser inimigas.

– Ligar polícia agora? – Perguntou o rapaz.

– Não Pud... Vamos esperar mais um pouco – E com os olhos brilhando notou que a luta das garotas já não era uma disputa humana... Era uma disputa entre os egos animais, perigosamente selvagem.