Cosa Nostra
7 Capítulo 6: Forças Especiais
Notas iniciais
Nos vemos no final.
Bjokas
Eu estava no exército há quatro anos e meio e já era Primeiro Tenente. Esse meu “emprego” não atrapalhou em nada as minhas tarefas para a máfia. Apenas tivemos que fazer alguns ajustes.
Eu evitava me envolver em seqüestros, pois o risco de ser pego era maior. Somente em casos extremos e mais importantes, Tanya e Don me chamavam. Mas os assassinatos continuaram normalmente: Tanya me falava quem era o alvo e me dava informações sobre ele.
Eu adorava o fato de estar no exército e ser o Assassino da Cruz. Adorava a adrenalina. Não sei bem o porquê. Vai entender a minha mente doentia.
Na verdade, o fato de eu estar no exército ajudou bastante nas atividades da Organização. A primeira coisa que eu fiz foi descobrir quem era o filho da puta do exercito que estava infiltrado na Cosa Nostra.
Flashback On
Flertando com uma recruta gostosa, eu consegui entrar na sala de arquivo. Foi tão fácil e tão delicioso enganar aquela recruta! Por isso que eu amava meu trabalho.
A sala de arquivo era muito pequena e abafada. Era cheia de arquivos velhos e papéis espalhados. Lá olhei por todas as fichas, até que o reconheci pela fotografia. Era John Sawyer. Eu o conhecia como um soldatti da Organização.
A ficha dizia que ele era um coronel do exército e pelo jeito, estava juntando provas sobre vários cappos e soldati da Organização e estava as vias de ser promovido a cappo. Diziam na Cosa Nostra que ele tinha muita competência.
Com certeza, Don iria ficar furioso de ter sido enganado dessa maneira.
Eu deixei as fichas com as informações sobre os cappos e os soldati lá mesmo. Eu não ia dar bandeira sumindo com informações importantes do exército. Apenas anotei os nomes dos cappos e soldatti e peguei apenas os dados do maldito do John Sawyer.
Comuniquei a Don e Tanya sobre a minha descoberta e a resposta deles foi: “mate esse filho da puta”. Que supresa! Don era tão previsível às vezes que eu me perguntava como ele nunca foi pego pelo FBI ou pelo próprio exército.
Assim, eu observei o John Sawyer por duas semanas, como de costume. Até que um dia eu esperei por ele no prédio em frente a sua casa. Eu havia entrado no prédio pela escada de incêndio e fui para o telhado. Montei minha sniper e esperei até o maldito chegar em casa.
Quase uma hora depois, eu vi seu carro virando a esquina. Me posicionei e esperei. Ele estacionou o carro em frente a sua casa. Ele saiu do carro tranquilamente, assobiando. Mal sabia que seriam seus últimos segundos. Eu mirei no meio da cabeça dele. Respirei fundo e atirei.
Imediatamente, ele caiu morto ao lado do carro.
Eu guardei minha arma na minha mochila e desci pela saída de incêndio do prédio sem ser visto. Andando pela rua, sorri. Mais uma missão bem sucedida e menos um idiota no caminho da Organização.
Flashback Off
Depois desse acontecimento, eu ficava atento a qualquer movimentação diferente na base e logo procurava me inteirar sobre o que estava acontecendo. Porque uma coisa que eu descobri é que os militares eram pior que lavadeira. Adoravam fofocar.
Através dessas fofoquinhas, eu descobri várias operações que iriam prejudicar a Organização. Então, eu dava um jeito de avisar Don ou Tanya, mandando uma mensagem por celular descartável. E, claro, já avisada do que aconteceria, a Cosa Nostra sempre se safava.
Particularmente, eu não posso reclamar da vida que eu levava no exército. Para mim, era como um serviço qualquer. Eu pegava serviço às sete da manhã em ponto e ficava até às cinco da noite, de terça a sábado Eu tenho uma escala de 24 horas no quartel de quinze em quinze dias.
E desde então, não vi mais a Tenente Coronel Swan. Mas sabia de sua fama. Conhecia as suas terríveis histórias. Ela era filha do falecido General Charlie Swan, um dos militares mais conceituados que o exército já teve.
A Swan tinha fama de ser o próprio demônio. Sempre cumpria com perfeição suas missões e era completamente dedicada ao exército. Ela nunca demonstrava qualquer sentimento ou emoção. Todos apostavam que ela seria melhor que o pai. E pelo jeito, seria mesmo.
Quanto à Mike... bem, ele não agüentou mais morar com a mãe, que era uma velha chata e super protetora e decidiu sair de casa. Eu o chamei para morar comigo e ele aceitou imediatamente.
Desde então, Mike se tornou uma espécie de amigo. E ele era o único. Era difícil me relacionar com as pessoas, sabendo que elas poderiam estar em risco por minha causa. Não que eu me importasse com isso, mas era a vida que eu tinha escolhido.
No início, ele estranhou as minhas saídas repentinas, mas depois ele se acostumou e nunca me perguntava onde eu estava.
Mas, em geral, era bom morar com MIke. Ele nunca se intrometia na minha vida, nem fuçava nas minhas coisas. Ah! E agüentava meu jeito mal humorado sem reclamar. No fim, ele se tornou uma boa companhia.
Nós íamos para o Fort Hamilton juntos e treinávamos juntos também. Eu dei algumas aulas de tiro para ele e ele melhorou sua pontaria consideravelmente. Realmente ele levava a sério as suas funções no exército. Eu nunca acreditei que ele se tornaria um bom militar, mas foi isso que aconteceu.
Ele continuou com a amizade com os dois patetas: Ben e Tyler. Eu já não tinha tanta paciência para aqueles dois, mas raramente, saímos todos juntos para beber.
Mas, como tudo que é bom, acaba rápido, essa minha vida fácil logo ira mudar drasticamente e eu não imaginava o quanto.
...
Era o meu dia de folga e eu estava no motel com Tanya. Nós nos encontrávamos raríssimas vezes e sempre com o maior cuidado. O que eu continuava achando uma palhaçada.
Nós estávamos deitados na cama redonda, totalmente pelados e cansados depois de uma puta metida.
- Amorzinho, nós temos outra missão para você. – ela disse daquele jeito manhoso e irritante dela enquanto passava os dedos pelo meu abdômen.
- O que vai ser dessa vez? – eu perguntei colocando os braços para cima.
Ela me olhou e, pelo olhar, eu sabia que lá vinha merda.
- Queremos que você entre nas Forças Especiais e copie o disco rígido deles. – ela falou de uma vez. – Assim nós teremos todas as informações que eles possuem sobre nós.
- Forças Especiais? – eu me sentei na cama.
Caralho! Aquilo era demais até para a Cosa Nostra. As Forças Especiais não eram compostas de babacas como o exército. Eram militares super bem treinados e especializados em terrorismo e seqüestro.
- Sim. Nós sabemos que é difícil, mas você está no exército há mais de quatro anos e é um militar exemplar. – ela falou – Não há motivos que te impedem de entrar nas Forças Especiais.
- Vocês estão abusando demais, Tanya. Qualquer dia, vocês vão tomar um tombo feio. – eu falei e ela bufou.
Estranhamente, eu fiquei animado com a possibilidade de entrar para as Forças Especiais. O melhor grupo do exército americano. Provar para mim mesmo que eu era capaz.
Além do mais, a adrenalina era viciante e o perigo iminente era fascinante. Acho que era meio suicida da minha parte, mas eu gostava e, no final das contas, eu não tinha nada a perder.
- Só estamos dando um passo que sabemos que podemos dar. – ela disse contrariada por eu estar argumentando a decisão dela – Nós confiamos em você, Edward. Sabemos da sua capacidade. Tenho certeza que conseguirá executar a missão com maestria.
- Eu não vou questionar as suas ordens, porque não sou pago para isso. Mas você sabe que se eu perceber que vou me fuder, eu saio antes. – eu disse.
Eu fazia parte da máfia e por isso eu devia obedecia à Tanya, Don e Elizabeth, mas não havia lealdade da minha parte. Eles não mereciam tanto e certamente, eu não me prejudicaria para defender a porra da Organização.
- Eu sei e prefiro que você realmente saia antes que te peguem, mas ninguém vai te pegar. – ela falou já subindo em cima de mim e rebolando no meu pau – Gostoso.
Ela começou a me beijar e em segundos depois, ela estava cavalgando loucamente em mim. Eu sabia que ela estava me distraindo e eu adorava ser distraído dessa maneira. Eu realmente tinha sorte, porque minha noiva era muito gostosa e vadia.
...
Mais tarde, quando eu voltei para o meu apartamento, encontrei com Mike comendo com uma morena qualquer no sofá do nosso apartamento.
- Usem a porra do quarto, caralho! – eu esbravejei ao acender a luz e me deparar com a bunda branca do Mike.
Eles se assustaram com a minha presença, mas eu entrei no meu quarto antes de ter outra visão do inferno. Tirei minha roupa e coloquei uma calça de moletom. Deitei na minha cama e liguei a televisão.
Cansado pela tarde que passei com Tanya, rapidamente, eu dormi.
No outro dia de manhã, eu comecei o meu plano de entrar nas Forças Especiais. Eu estava tomando café da manhã quando Mike entrou e se sentou à mesa, de frente para mim.
- Mike, você vai se inscrever para as Forças Especiais? – eu perguntei tomando um gole do meu café.
- Eu queria muito, você sabe. – ele disse dando uma colherada do cereal com leite – Mas tenho medo de não passar. Dizem que o treinamento para as Forças Especiais é pior do que o inferno.
Eu ri. Mike se assustava com algumas coisas que nem parecia que era um merda de Segundo Tenente.
Eu enchi minha xícara com café e dei uma golada.
- Você vai deixar de realizar seu sonho por medinho? – eu perguntei em tom de desafio.
Ele ficou pensando por um rápido tempo.
- É. Você tem razão. Mas inscrições começam semana que vem e duram só quarenta e oito horas. – ele falou.
- Você vai se dar bem. Tenho certeza que você vai conseguir. – eu falei como quem não queria nada – Vai arrumar um amigo que te ajude com o treinamento e com certeza vai ser um dos melhores membros que as Forças Especiais já tiveram.
Eu sempre o ajudava com os treinamentos e, por isso, que ele foi promovido à Segundo Tenente.
- Já sei. – ele gritou derrubando a minha xícara de café – Você podia se inscrever comigo. Quem sabe nós dois passamos?
Eu ri internamente. Era tão fácil manipular Mike.
- Não sei. – eu menti me fazendo de difícil – Você sabe que nunca foi meu sonho. E eu não sei se me daria bem lá.
- Por favor, Edward! Vai ser legal. Eles são especialistas em armas. Você vai adorar!
Eu fingi pensar por um tempo enquanto ele me olhava com a ansiedade de uma criança de 05 anos de idade.
- Tudo bem Mike. Vamos nos inscrever. – eu falei – Mas só estou fazendo isso por você, ok?
- Valeu cara. – ele disse tentando não mostrar que estava emocionado – Você é um amigão mesmo.
Ótimo. Eu já tinha arranjado um álibi. Conhecendo Mike do jeito que eu conheço, com certeza ele iria falar para todo mundo que me convenceu a participar das Forças Especiais.
- Eu já estou indo para o batalhão. – eu falei tomando o café todo em uma golada e me levantando – Não se esqueça de arrumar a bagunça que você fez. – eu disse apontando para o café derramado na mesa.
Ele reclamou alguma coisa, mas eu já estava saindo de casa e não escutei o que era.
...
No dia que abriu as inscrições, eu e Mike nos inscrevemos. Mike parecia uma criança que estava indo para a Disney. Ele não andava, mas praticamente pulava, exatamente igual a uma criança.
- Honestamente Mike, para de agir como um idiota, porra! – eu esbravejei.
Ele se encolheu.
-Desculpa. Eu sei que você está fazendo isso por mim, mas é meu sonho e eu estou animado com tudo. – ele se justificou – Eu... um membro das Forças Especiais... um boina verde.
Eu sorri. Realmente Mike acreditava que eu estava fazendo isso por ele.
- Sim... um boina verde. – eu falei.
Os membros das Forças Especiais também eram chamados de boinas verdes, pois era o único grupo autorizado a usar as boinas na cor verde.
Na nossa base, tinha um soldado responsável pelas inscrições. Eu e Mike preenchemos a ficha e entregamos para o soldado.
- Quando sai o resultado? – Mike perguntou ansioso.
- Daqui três dias. – o soldado disse – Mas nem todos que fazem a inscrição são convocados.
- Quantos são convocados? – eu perguntei.
- Ninguém sabe. Às ninguém é convocado, mesmo tendo mais de mil inscritos. – o soldado falou.
Passados alguns dias, eu e Mike fomos chamados para uma entrevista. Era uma espécie de pré-treinamento, pelo que me informaram.
- Fomos chamados para a entrevista. Já é um passo! – Mike disse empolgado – Isso merece uma comemoração. Vamos sair Edward!!
Então, nós dois fomos para um bar comemorar. No bar, bebemos e claro pegamos duas amigas que se empolgaram em saber que éramos militares.
Uma coisa que mulher não resiste, é a uma farda. Era só comentar que nós éramos militares e as mulheres praticamente se jogavam nas nossas camas.
...
No outro dia, eu e Mike comparecemos no endereço indicado para a entrevista. Era um prédio na Fifth Avenue. O prédio era chique e nem parecia com aqueles campos do exército que estávamos acostumados.
Chegamos até o 11º andar e nos apresentamos para a secretária.
- Bom dia. Meu nome é Mike Newton e esse é o meu amigo Edward Cullen e nós estamos aqui para a entrevista das Forças Especiais.
A secretaria de cabelos castanhos nos olhou e sorriu.
- Podem se sentar e em poucos minutos será a vez de vocês. – ela falou.
Eu e Mike nos sentamos. Havia alguns outros militares que também estavam esperando para fazer a entrevista. Todos pareciam apreensivos.
Minutos depois, a secretária chamou o meu nome e me conduziu até a uma sala, onde estavam duas pessoas sentadas à uma mesa de vidro. Um deles era o Major Hale. O outro eu não conhecia. Era uma mulher de cabelos negros. Eles usavam uniformes verde musgo e a famosa boina verde.
Eu me sentei na frente deles. Eu mantive a mascara de frieza que estava acostumado. Pensei que aquele seria uma espécie de teste para mim. Eu saberia se eu conseguiria me infiltrar perfeitamente nas Forças Especiais. Se eu achasse que não, eu sumiria do mapa e ninguém, nem mesmo Tanya e Don Edward me achariam.
- Boa tarde Primeiro Tenente. – o Major Hale começou a se apresentar – Nós já nos conhecemos, mas por causa das formalidades deixe-me apresentar novamente. Meu nome é Jasper Hale e atualmente, eu sou Coronel do exército. Essa é a Major Weber, Angela Weber.
Não consegui evitar e sorri mentalmente. Se apenas eles soubessem que o Assassino da Cruz estava tão perto deles.
- Prazer Major. – eu disse.
Ela não sorriu apenas balançou a cabeça um pouco.
- Por que está interessado a fazer parte das Forças Especiais? – o Coronel Hale me perguntou.
- Bem, na verdade, não é meu sonho ou nada disso. – eu respondi e percebi que os dois estavam surpresos pela minha resposta.
- Então, Primeiro Tenente, se não é um sonho, por que se inscreveu nas Forças Especiais? – a Major Weber me perguntou.
- Bem, eu me inscrevi para dar apoio ao meu amigo, Mike Newton. – eu falei – E como eu me interesso por armas e técnicas antiseqüestro, eu achei que seria uma boa oportunidade para crescer mais no exército. Acho que possuo a habilidade necessária para ser um membro das Forças Especiais.
Os dois assentiram.
- Em quatro anos no exército, você já é Primeiro Tenente, certo? – a Major Weber me perguntou.
- Certo. – eu confirmei.
- Por que foi promovido tão rápido? – ela perguntou.
- Eu fui promovido para Segundo Tenente, pois fui por 02 anos consecutivos, o melhor soldado de Fort Hamilton. – eu falei – E depois, passei para Primeiro Tenente por salvar a vida de um General.– eu falei me lembrando que eu salvei de porra nenhuma, pois o imbecil tinha mania de perseguição e acreditava que estava sendo seguido pelo Assassino da Cruz.
- Os relatórios sobre você são muito satisfatórios, Primeiro Tenente. – o Coronel Hale disse sem qualquer emoção em sua voz.
- Obrigado. – eu respondi.
- Desde o início você mostrou uma completa desenvoltura com armas. – Coronel Hale falou – Foi impressionante.
- Eu adoro armas. – eu disse – Eu treino praticamente todos os dias.
- Sim. Pelos relatórios, sabemos que você é o usuário mais assíduo da sala de tiros do exército. – ele falou – E sempre tem as melhores pontuações nos exames.
- Bem, é um hobby. Eu realmente adoro mexer com armas. – eu falei.
- Precisamos que você faça mais alguns testes e depois entramos em contato novamente. – a Major Weber disse.
Eles me levaram para uma sala de tiros, onde fiz uma sessão de tiros. Foi fácil demais. Depois, fui encaminhado para uma sala para fazer um teste idiota de raciocínio e lógica.
Encontrei com Mike na recepção e fomos para a casa.
...
Três dias depois, uma mulher me ligou avisando que eu havia passado na pré-seleção. Ela ainda informou data, horário o local que deveria comparecer para o treinamento das Forças Especiais.
Ela também deixou a instrução de avisar aos meus parentes que eu ficaria vinte dias incomunicáveis, pois o local do treinamento não tinha telefone de fácil acesso e era proibido levar celular.
Eu desliguei o telefone e meu celular tocou. Era Mike. Ele também tinha sido selecionado. Eu suspirei enquanto escutava Mike gritando pelo telefone.
...
No dia marcado, eu e Mike estávamos indo para o local onde seria o treinamento. Nós estávamos em um carro das Forças Especiais. Um motorista estava nos levando para o treinamento, pois não poderíamos saber o local exato.
Eu estava no lado do carona e Mike estava no banco de trás. Era uma estrada de terra e cheia de buracos. Já estava de noite, o que dificultava a visão.
- Caralho! Essa estrada é péssima! – eu reclamei depois de passarmos por um buraco.
- Para de reclamar Edward! – Mike disse animado como sempre – Nós estamos indo para um treinamento nas Forças Especiais! Eu nem acredito nisso. Sabe que a minha mãe falou...
De repente, eu escutei um barulho de pneus estourando e o carro perdeu completamente o controle. Senti o carro dar um giro de 360 graus, capotar e depois parar ao bater violentamente em uma árvore.
Eu escutava o barulho dos vidros quebrando. Os airbags do carro foram ativados, amortecendo o impacto do meu corpo contra o painel do carro.
Antes que eu, o motorista ou Mike tivéssemos qualquer reação, as portas da frente do meu carro foram violentamente abertos e nós fomos violentamente arrancados de dentro do carro.
Eu fui jogado no chão com violência e senti uma arma ser apontada na minha nuca. Amarraram as minhas mãos nas minhas costas e também meus pés. A última coisa que eu vi foi uma mulher pequena de cabelos pretos e logo depois me vendaram.
Fiquei um tempo parado sem ouvir nada, somente sentindo a arma sendo pressionada com força em minha nuca. Até que fui arrastado e depois jogado dentro de algum lugar.
- Tudo certo. Vamos agora. Já estamos atrasados. – a mulher falou.
Escutei uma porta de carro fechar. Provavelmente eu estava em uma van, que começou a se movimentar violentamente. Eu ouvia vários gemidos de dor. Com certeza eu não estava sozinho.
A van parou e novamente fui arrastado para outro lugar. Tiraram as amarras das minhas mãos. Ainda vendado o me jogaram em um lugar qualquer e eu escutei o barulho de uma porta de ferro se fechar.
Eu rapidamente tirei as vendas. Olhei ao redor e percebi que eu estava em uma espécie de cela. Era suja e fedida.
- Merda! – eu praguejei e tirei as cordas que prendiam os meus pés.
Não sei quanto tempo fiquei ali. Sozinho. Uma hora, alguém me jogou um prato de comida. Eu estava morrendo de fome, então comi tudo, apesar de estar horrível.
Não sei quanto tempo fiquei olhando para o teto até que dormi. Eu estava dormindo quando acordei com alguém me chutando o estômago. Porra! Isso doía pra caralho!
Abri os olhos, mas não vi anda, pois estava muito escuro. Fui vendado novamente e levado para outro lugar.
Quando me desvendaram, eu estava sentado, amarrado com as mãos para trás, no meio de uma sala totalmente branca. Havia duas pessoas vestidas com roupas pretas. Elas também usavam uma espécie de máscara, mas dava papa perceber que era um homem e uma mulher. Eles me olharam e depois se olharam.
- Vamos começar? – a mulher perguntou para o homem.
Ele assentiu e se virou para mim.
- Para onde você estava indo? – o homem me perguntou.
Eu olhei para os rostos tampados pelas mascaras e não respondi. Eles esperaram pela minha resposta por alguns segundos. Em troca, tomei um tapa na cara da mulher.
Merda! A vagabunda tinha força.
- O gato comeu a sua língua? – a mulher me perguntou.
Pela voz, eu reconheci que era a mesma de quando me tiraram do carro.
- Não – eu respondi.
- Então, responda! Para onde você estava indo? – ela perguntou rispidamente.
- Eu estava dando um passeio com meu... digamos... colega de quarto. – eu falei dando um sorriso malicioso, dando a entender que eu e Mike... argh... não gosto nem de imaginar.
Como resposta, o homem me deu um murro. Senti o gosto de sangue na minha boca. Desgraçado.
- Desta vez, vamos tentar sem gracinhas. – a mulher disse sem paciência – Para onde você estava indo?
- Eu estava acompanhando um amigo em um treinamento. – eu respondi.
- Que treinamento? – o homem me perguntou.
- Não sei. – eu mal acabei de responder e levei um soco no estômago do homem.
- Que treinamento? – a mulher repetiu a pergunta.
- Do exército. Um treinamento da merda do exército – eu respondi – Mas eu não sei de que. Eu só dei estava acompanhando ele. Eu juro.
Eu fiz uma cara de quem não sabia nada e que estava falando a verdade. Afinal, eu não queria apanhar mais.
- Não acredito em você. – a mulher falou – Que treinamento do exército?
- Eu já falei. Eu. Não. Sei. – eu respondi.
Eu não iria falar nada sobre as Forças Especiais. Eu já era um espião da porra da Cosa Nostra e não queria mais nenhum problema na minha vida.
- Acho melhor você começar a falar tudo que sabe antes que nossa paciência acabe por completo. – a mulher me ameaçou.
- Podem fazer o que vocês quiserem comigo, mas eu não sei que porra de treinamento. Eu já falei tudo que sabia. – eu falei.
Como resposta, mais um soco no estômago. Merda!
- Mais uma vez: para onde você estava indo? – a mulher perguntou.
- Eu não sei. – eu gritei – O que vocês querem comigo?
- Aqui, nós fazemos as perguntas, garotão. – a mulher disse – Qual o endereço de onde você estava indo?
- Eu não sei. Apenas o motorista sabe. – eu respondi.
Eles se olharam e sussurraram algo que eu não entendi. Novamente me vendaram e depois de um tempo sendo carregado, fui jogado em algum lugar.
Eles tiraram as minhas vendas eu percebi que eu estava em uma sala. Não era suja, mas era bem rústica sem acabamento nenhum.
Existiam cinco pessoas como eu amarradas. Reconheci Mike e os outros dois patetas: Ben e Tyler também. Os três patetas estavam completamente sujos de sangue. Tyler parecia estar com o nariz quebrado.
Tinha mais três homens amarrados. Todos estavam com as roupas sujas e rasgadas. Os demais amarados tinham sangue escorrendo pelo rosto.
Tinham ainda mais 06 pessoas vestidas totalmente de pretas com gorros que impediam de ver quem a identidade dos filhos da puta. Todos carregavam fuzis e armas pesadas.
- Dizem que o treinamento das Forças Especiais é pior que o inferno. – uma voz feminina e familiar disse – Eles têm razão. Nesses quinze dias, vocês irão comprovar isso. Bem vindos ao inferno!
Todos tiraram as máscaras. Era a Swan. Filha de uma puta! Eu também vi McCarty, o Hale e a Weber.
- Sejam bem vindos ao treinamento das Forças Especiais. – ela disse com um sorriso sacana no rosto.
Notas finais
Bella vai mostrar porque é General e líder das Forças Especiais...
Bjos e até o próximo capítulo!!!
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