Cosa Nostra
16 Capítulo 15: Família Alfa
Notas iniciais
- Edward Cullen, Mike Newton, Royce King II, sejam bem vindos ao grupo alfa das Forças Especiais dos Estados Unidos.
Eu estava estático. Completamente surpreso e sem reação. O treinamento tinha acabado? Eu tinha conseguido virar um ‘boina verde’? Eu só conseguia pensar: puta que pariu! Eu tinha conseguido! Eu tinha conseguido!
Eu olhei para a Swan. Ela me olhava séria como sempre, mas parecia que seus olhos sorriam para mim. Eu sorri e pisquei para ela e ela, claro, revirou os olhos.
Ainda sorrindo, eu olhei para Mike, do meu lado, que me olhava com um misto de surpresa e alegria.
Caralho... eu nem acreditava!
A cortina que dividia o refeitório desceu e eu vi meu pai e minha mãe. Eles estavam sentados ao lado da mãe de Mike. A minha mãe chorava aos montes e segurava um lenço de pano enquanto meu pai era só sorrisos.
Eu via o orgulho estampado nos olhos dos meus pais. Eu sorri para eles.
A sensação de ter me tornado um ‘boina verde’ era do caralho. Não havia nem forma de descrever a sensação. Eu estava extasiado.
Olhei para Mike e ele acenava como uma criança para a mãe dele.
- Para com isso! – eu falei baixo com ele – Você acabou de virar um ‘boina verde’, porra! Para de agir como uma criança.
- É... eu acho que você tem razão. – ele falou e parou de acenar.
Nós olhamos para frente, onde estavam os ‘boinas verdes’. Eles nos olhavam. Eles mantinham a postura de “eu sou melhor que você e fodas”, mas pareciam estar felizes.
A General Swan mandou levantarmos o braço direito para fazermos o juramento.
- Incorporando-me ao grupo alfa das Forças Especiais do exército dos Estados Unidos, prometo cumprir minhas tarefas com total dedicação e competência. – ela falou e nós repetimos – Respeitar a hierarquia. Tratar com lealdade os irmãos de armas. E dedicar-me sem reservas ao serviço da pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida.
Nós repetimos todo o juramento.
- Ao passar pelo treinamento e serem aceitos nas Forças Especiais, os senhores foram automaticamente promovidos na hierarquia do exército. – a Swan continuou o discurso e me chamou – Edward Cullen.
Eu fui até ela e parei na sua frente, com as mãos para trás e as pernas um pouco separadas.
- O senhor foi promovido à Capitão do exército dos Estados Unidos da América. – ela disse e me perguntou — O senhor promete realizar com honra e honestidade as funções e responsabilidades advindas do cargo de capitão?
- Sim, senhora. — eu respondi.
E ela colocou o pingente referente ao cargo de capitão no meu terno.
- Obrigado, General. – eu disse.
- Parabéns, novato. – ela falou – E aproveite... porque será a última vez que eu te chamo assim.
Eu sorri.
- Ainda bem... eu não agüentava mais ser chamado de novato. – eu falei fazendo uma careta.
Ela deu um meio sorriso, mas logo voltou a ficar séria. Ela colocou uma boina verde na minha cabeça.
- Seja bem vindo às Forças Especiais, Capitão Cullen. – ela falou e bateu continência para mim, em sinal de respeito.
- Obrigado, General Swan. – eu respondi, batendo continência para ela.
Eu voltei para o meu lugar e ela chamou Mike e depois Royce, dando uma boina verde para os dois também. Mike fora promovido para Primeiro Tenente e Royce para Major.
- E dou por encerrada a sessão solene. – a Swan falou – E ‘boinas verdes’, descansem esse fim de semana e nos vemos na segunda feira, às 7 horas da manhã.
Depois de terminado o discurso, nós tivemos uma pequena comemoração no refeitório mesmo. Os ‘boinas verdes’ vieram me cumprimentar e parabenizar por ter entrado no grupo.
Rose me abraçou.
- Parabéns Edward! – ela disse sorrindo – Eu tinha certeza que você conseguiria.
- Obrigado Rose. – eu agradeci – Principalmente pelos remédios para dor.
Ela riu.
- É nosso segredo sórdido, Capitão. – ela falou brincando.
O Coronel Hale se aproximou também.
- Parabéns, Cullen. – ele disse apertando a minha mão – Ótimo treinamento. Ótimos resultados.
Eu agradeci e fiquei conversando um pouco com os dois. O Coronel Hale não era um cara ruim. Eu até gostava dele... agora que eu sabia que ele não tinha nada com a Swan.
Eu corri o olhar pelo salão e vi que a minha mãe conversava com a General Swan. Puta merda... isso não ia dar certo. Fui em direção às duas e, no caminho, peguei um copo de coca-cola.
Eu me aproximei e percebi que a minha mãe estava rindo.
- Filho, nós estávamos falando de você. – minha mãe falou e me abraçou forte – Parabéns querido! Eu e seu pai estamos tão orgulhosos de você. Meu filho! Ah que orgulho!
Eu abracei a minha mãe e por cima do seu ombro, eu olhei para a Swan com a sobrancelha arqueada. Como assim ela estava conversando com a minha mãe sobre mim? Mas ela apenas deu os ombros.
- Me dêem licença... – ela pediu ao ver o momento “emoção da mãe” da minha querida Dona Esme.
- Adorei essa moça. – minha mãe comentou ainda abraçada a mim.
- Ela é a general, mãe... e não uma moça. – eu falei saindo do seu abraço.
- Eu gostei dela de qualquer jeito.... general ou não... – minha mãe falou – Ela é um pouco seca, mas é uma boa menina.
Um pouco seca? Fala sério. A mulher era um deserto... quando queria. Eu tomei um gole de coca-cola.
- Eu percebi seus olhares para ela, meu filho. – minha mãe falou como se quem não quisesse nada.
Eu engasguei com a coca e comecei a tossir.
- Está ficando louca, mãe? – eu perguntei ainda tossindo – Não tem sentido nenhum o que você está falando.
- Você não me engana Edward. Eu te conheço muito bem. E nunca vi você olhar assim para nenhuma mulher. – ela falou.
- Mãe, por favor...
Para meu alívio, meu pai chegou, me interrompendo.
- Parabéns meu filho! – ele disse me abraçando – Estamos muito orgulhosos de você.
- Obrigado pai. – eu agradeci o abraçando.
Logo, a mãe do Mike se aproximou e começou a conversar com a minha mãe e meu pai. Os três começaram com o papo chato de pais orgulhosos dos seus filhos.
Eu vi que a Swan estava saindo do refeitório. Eu pedi licença para todos e também saí do refeitório, a seguindo.
Eu saí e vi a Swan sentada em um banco, do lado de fora do prédio. Ela estava olhando para o céu. Eu também olhei. Era período de lua cheia e quase não havia nuvem no céu.
- A lua está linda. – eu comentei.
E logo me arrependi. “A lua está linda”??? Sério que eu falei isso? Argh... quem fala isso hoje em dia?
A Swan me olhou e voltou a olhar para o céu. Eu me sentei ao lado dela. Ficamos em silêncio por um tempo.
- Seus pais te amam muito. – ela afirmou quebrando o silêncio confortável entre nós.
- Amam sim... eu tive muita sorte em encontrá-los. – eu comentei – Eles mudaram a minha vida por completo. Não sei o que faria sem eles.
- E como era a sua vida com Harry e Sue? – ela me perguntou de supetão.
Caralho! Por essa eu não esperava. Como ela sabia de Harry e Sue?
- Nós investigamos a vida de todos os pré-selecionados para o nosso treinamento. – ela me explicou provavelmente ao perceber a minha dúvida – E eles constam na sua ficha de adoção.
Fazia sentido. Ela sabia sobre Harry e Sue da mesma forma que ela sabia sobre os meus pais.
- A minha vida com eles era normal. – eu respondi.
Eu não gostava de falar sobre eles. Na verdade, eu nunca falava sobre eles. Era uma espécie de assunto proibido para mim.
- Não minta para mim Cullen. Eu odeio que mintam para mim. – ela falou rispidamente – Foram eles que causaram as marcas nas suas costas, não foram?
- Foram. – eu respondi respirando fundo.
- As marcas quase não são visíveis. – ela comentou.
- Minha mãe, Esme, cuidou dos meus machucados quando eu fui morar com eles. – eu respondi – E todos cicatrizaram rapidamente.
Eu fiquei pensando por um tempo, olhando para o céu, assim como ela, e quando percebi, já estava contando, com certa dificuldade, tudo o que tinha acontecido comigo:
- Desde os meus 06 anos, eu era obrigado a fazer toda tarefa de casa, como uma porra de um empregado. E se, por acaso, eu deixasse alguma tarefa mal feita, Sue me batia nas costas com um cinto de couro para eu “aprender a fazer as coisas bem feitas”, como ela mesma dizia.
Eu olhei cautelosamente para a Swan esperando alguma reação ruim por parte dela, mas ela não teve nenhuma reação e continuou apenas olhando para o céu.
Não sei explicar, mas essa atitude me deu uma confiança que eu nunca havia sentido antes e, então, eu continuei a contar mais sobre minha vida com Harry e Sue:
- Harry não ficava para trás. Ele também sempre me espancou. E o pior é que ele dizia que essa era a forma dele se acalmar depois de um dia conturbado no serviço. Sabe... ele era policial. – eu bufei com nojo – Um policial de merda. Ele era um corrupto... depravado. Na verdade, ele era um pedófilo que adorava uma menininha. Às vezes, ele as levava para a casa.
Eu senti a General estremecer ao meu lado. Era mesmo nojento.
- Eu escutava os gritos de desespero delas. – eu contei fechando os olhos e me lembrando de tudo – Quase sempre, ele as deixava todas quebradas e sangrando no porão, onde eu dormia. Era eu quem as limpava... e depois ele as levava embora.
Eu parei de falar. Era horrível ter que relembrar as meninas implorando para que eu as salvasse dele.
- O filho da puta era informante da máfia. – a Swan comentou tranquilamente.
- O que??? – eu quase gritei me levantando do banco – Como assim informante da máfia?
A Swan parou de olhar para o céu e me olhou.
- Ele era informante da máfia. Da Cosa Nostra. – ela disse como se fosse óbvio – Ele recebia uma boa grana para fazer vista grossa quanto às atividades ilegais que acontecia na área em que ele trabalhava.
Harry era da Cosa Nostra??? Ele trabalhava para o Don Edward? Caralho!
Eu nunca tinha entendido o porquê dele me adotar, mas agora tudo fazia sentido... eles realmente nunca quiseram uma criança. Eles me adotaram provavelmente por ordem de Elizabeth e do Don.
E por isso que Harry vivia reclamando da Cosa Nostra. Eu sempre pensei que ele reclamava porque eles davam trabalho a ele, mas não... ele reclamava porque achava que a propina que eles pagavam era pouca.
Agora tudo fazia sentido para mim.
- O FBI descobriu que Harry era informante da máfia e ele estava passando por um processo de exoneração do cargo de policial quando foi morto. – a Swan me contou.
Eu fiquei calado... apenas digerindo a informação. Porra! Era muita informação para uma noite só.
- Eu pensei que você soubesse... – ela falou.
- Não... – eu falei ainda engasgado – Eu não sabia.
Eu me sentei novamente ao seu lado. Nós ficamos em silêncio. Ela voltou a olhar para a lua.
- E a sua família? – eu perguntei olhando para ela.
Eu queria mudar de assunto desesperadamente.
- O que tem ela? – ela perguntou distraída.
- Você teve uma infância feliz? – eu indaguei.
Ela deu uma risada irônica.
- Feliz? – ela perguntou com a voz carregada de raiva – Imagina ter um quartel general dentro da sua própria casa. – ela falou claramente ressentida – Era um verdadeiro inferno.
Eu continuei apenas a olhando. Ela parou de olhar para o céu e me olhou.
- Tudo cortesia do grande General Charlie Swan. – ela disse sarcasticamente.
- Ele era tão rígido assim? – eu perguntei.
- Digamos que eu entendo porque meu irmão se matou. – ela disse.
Ela tinha irmão? Caralho...
- Nossa, eu não sabia... eu...
- Eu não quero sua compaixão, Cullen. – ela me interrompeu levantando bruscamente do banco e me olhando com raiva – Vá a merda!
- E você não tem a minha compaixão! – eu respondi puto e também me levantei.
Assim como ela não teve dó de mim quando eu contei sobre Harry e Sue, eu também não tinha dó dela. Era o pior sentimento que alguém poderia ter de mim. E eu acho que ela pensava da mesma forma.
- Você acha que eu tenho dó de você? – eu falei com raiva, a segurando pelo ombro forçando que ela me olhasse – Me poupe! Eu sinto várias coisas por você, mas pena não é uma delas.
Então, eu a beijei. Da mesma forma faminta... louca... violenta de sempre.
Eu não sabia por que eu continuava fazendo isso... eu sabia que era errado... eu sabia que ia dar merda... mas mesmo assim toda oportunidade que eu tinha eu a agarrava feito um louco.
Imediatamente ela enlaçou meu pescoço, juntando mais os nossos corpos. Eu desci minhas mãos até sua cintura, a segurando com firmeza.
Ela sugou meu lábio inferior. Porra! Eu gemi em sua boca e apertei mais a sua cintura.
O beijo foi ficando cada vez mais desesperado, como se nossas vidas dependessem disso. O ar já estava escasso, então, eu passei a beijar seu pescoço.
Ela gemeu e arrepiou toda. Eu beijei seu pescoço, seu queixo e depositei um beijo em seus lábios. Nós nos encaramos por alguns segundos... até nossa respiração normalizar. Eu continuei a segurando pela cintura e ela também não havia largado meu pescoço.
- Esquece o que eu falei. – ela disse em um tom de voz baixo se referindo ao seu surto – É... só um assunto que eu não gosto de lembrar. É um assunto delicado para mim.
- Eu nunca falei sobre Harry e Sue com ninguém. Nem com o famoso e rico psicólogo que meus pais pagaram por mais de cinco anos. – eu falei – Eu te entendo.
- Eu sei que entende – ela falou e se afastou – Nos vemos segunda, Capitão.
Eu a vi entrar novamente no refeitório e passei a mão pelos meus cabelos... demônio de mulher!
...
O fim de semana foi ótimo. Eu fiquei na casa dos meus pais. Minha mãe me proibiu de ir para o meu apartamento. Ela queria matar a saudade de mim. Então, passei o fim de semana sendo mimado pelos meus pais.
Segunda-feira, eu e Mike fomos para a base das Forças Especiais. Era no prédio que fizemos a entrevista de pré-seleção.
Fomos para o 12º andar. Chegando lá, vimos uma ante-sala, onde tinha uma secretária. Era uma loira, bem gostosinha.
- Bom dia, meu nome é Jéssica. – ela falou sorrindo – Em que posso ajudá-los?
- Bom dia. – Mike falou quase babando na secretária – Somos Mike e Edward. Hoje é nosso primeiro dia.
- Oh sim. – ela falou me olhando de cima a baixo – Aqui estão os seus crachás. Eles dão livre acesso ao prédio, principalmente esse andar e o 13º.
Ela nos entregou os nossos crachás.
- Obrigado, boneca. – Mike falou dando um de Don Juan.
Ela o ignorou e olhou para mim
- Os ‘boinas verdes’ estão esperando por vocês na cozinha. É a primeira porta a direita. – ela disse sorrindo demais para o meu gosto.
- Obrigado. – eu agradeci também sorrindo.
Mike agradeceu também e nós dois fomos em direção à cozinha.
- Sacanagem Edward – Mike reclamou – Você tinha que dar esse sorriso “vou te comer todinha” para a secretária? Você joga sujo! Assim nem dá para competir.
Eu gargalhei. Eu nem tinha feito nada com a secretária. Ela não me atraia em nada. Acho que eu estava começando a preferir as morenas.
- Deixa de ser idiota Mike. – eu falei – Mas se você quer comê-la todinha, comece não a chamando mais de boneca... é ridículo.
Nós chegamos à cozinha. Era toda branca com detalhes pretos. Tinha uma bancada de mármore preto e vários bancões branco. Tinha um fogão e uma geladeira de última geração.
Todos os ‘boinas verdes’ estavam lá, com exceção do Tenente Black e da General Swan. Eles estavam conversando e brincando. Todos usavam um short preto e uma camiseta branca.
- Bom dia! – Rose nos cumprimentou, fazendo todos os outros olharem para Mike e eu.
- Bom dia. – eu e Mike respondemos.
- Com fome? – o Coronel McCarty perguntou.
Ele estava sentado em um bancão, com dois pães em um prato e um copo de suco de laranja.
- Não obrigado. – eu recusei.
- Nós já tomamos café em casa. – Mike comentou.
- Ah é... – a Major Brandon falou – Vocês moram juntos, né?
Eu assenti.
- Moramos sim – Mike respondeu – Eu não agüentava mais morar com a minha mãe e Edward me salvou, deixando com que eu morasse com ele.
Todos riram.
- Hale, cadê a Swan? – a Major Weber perguntou.
- Ela está em uma reunião com o Secretário de Segurança desde as seis horas da manhã. – o Coronel Hale falou – E não tem previsão para acabar.
Todos fizeram uma careta. Pelo visto, a reunião devia ser um saco.
Depois de um tempo, Royce chegou.
- Como Isabella estará ausente durante toda a manhã, porque nós não começamos os exercícios e depois ela explica a vocês três como funcionam as coisas por aqui? – o Coronel Hale sugeriu.
Eu, Mike e Royce assentimos.
- Podem ir ao banheiro trocar de roupa. O crachá de vocês também abre seus armários no banheiro. Lá, vocês encontrarão seus uniformes e a roupa de treinamento. – o Hale falou.
Nós fomos ao banheiro e colocamos roupa de treinamento, que era um short preto com o símbolo das Forças Especiais e uma camiseta branca.
Depois, fomos para a academia. Caralho... era praticamente o andar todo. Tinha os aparelhos mais modernos.
A Major Brandon e o Coronel Hale estavam correndo nas esteiras, enquanto conversavam. O McCarty estava fazendo flexões e a Weber estava trabalhando perna.
- Vocês farão uma avaliação física com John Miller. – Rose falou apontando para um homem – Ele é o nosso personal trainer.
Durante toda a manhã, fizemos vários testes. Rose ficou o tempo todo com o tal de John. No final, ele fez uma ficha de exercícios para cada um de nós três.
- Vocês farão todas as atividades que constam na ficha todos os dias. – ele falou – E de dois em dois meses eu voltarei para fazer uma avaliação em todos.
Nós assentimos. Já estava na hora do almoço. Nós tomamos banho e fomos para a cozinha, almoçar.
- Essa é a Zafrina. – Major Brandon nos apresentou à cozinheira – Ela é a responsável pela cozinha.
- Prazer queridos. – ela disse – Sentem-se para almoçar.
Todos os ‘boinas verdes’ já estavam sentados. A comida estava na mesa e o cheiro era delicioso.
Assim que provou a comida, Mike perguntou para Zafrina:
- Onde estava a senhora durante todo o treinamento?
Todos riram.
- O senhor estava em um treinamento militar e não em um spa. – o Coronel McCarty o respondeu.
Todos nós almoçamos e conversamos amenidades.
- Vamos começar as apresentações? – o Coronel Hale perguntou quando terminamos o almoço.
Todos assentiram.
- Então, vamos para a sala de reuniões. – ele falou.
Nós subimos um andar. Tinha uma sala enorme toda de vidro com uma mesa retangular no meio. Todos se sentaram, menos o Hale.
Antes de o Coronel Hale começar a falar, a porta se abriu e era a Swan. Ela estava com o uniforme formal das Forças Especiais, que era uma saia até o joelho, uma blusa social e um terno.
- Já começou com as apresentações, Jasper? – ela perguntou.
- Não. Eu ia começar agora. – ele respondeu – Mas é melhor que você já começa.
Ela assentiu e tirou o terno, ficando apenas de blusa social.
- Boa tarde. – ela cumprimentou e ficou em pé na beirada da mesa – Vamos começar as apresentações, então. As Forças Especiais foram criadas em 1952 por veteranos da Segunda Guerra Mundial para realizar ações de guerrilha contra a antiga União Soviética.
Ela deu uma pausa e continuou:
- Também somos conhecidos como boinas verdes, pois somos o único grupo autorizado pelo Governo americano a usar as boinas na cor verde. Hoje, somos especializados em antisequestro e antiterrorismo.
“As Forças Especiais são formadas por quatro grupos: Alfa, Beta, Gama e Delta. Cada grupo está localizado em um lugar estratégico dos Estados Unidos. Nós somos o grupo Alfa. Eu sou a primeiro em comando, ou seja, sou a responsável pelo grupo. O Coronel Hale é o segundo em comando e o Coronel McCarty é o terceiro. Então, na minha falta, eles são os responsáveis por tudo.”.
E ela explicou sobre a função de cada um. A Major Weber era a responsável pela parte técnica das missões. Geralmente ela não ia às missões, mas ficava responsável pela comunicação e informações durante as missões.
A Major Brandon era a responsável pelas armas. E a Tenente Hale era responsável pela enfermaria.
- Atualmente, a Cosa Nostra é um dos nossos principais inimigos. – a Swan disse e começou a falar sobre a Cosa Nostra.
Ela não falou nada que eu não sabia, claro. Ela também falou detalhadamente sobre Don, Elizabeth e Tanya.
Ela mostrou uma foto de cada um. Nesse momento, eu fiquei com medo de alguém perceber minha semelhança com Don ou Elizabeth, mas ninguém comentou nada e eu logo relaxei.
- Hoje a Cosa Nostra se fortalece cada dia mais por causa do tão famoso Assassino da Cruz. – ela falou.
- O que vocês sabem sobre ele? – Mike perguntou.
- Quase nada. – o Coronel Hale comentou – Às vezes parece que ele não existe.
- Nós já fizemos várias ligações entre alguns dos mais conhecidos assassinos com a Cosa Nostra e não chegamos a nenhuma conclusão. – a Swan falou – O que nos leva a acreditar que o Assassino da Cruz não tem passagem pela polícia. E nem uma ligação pública com a Cosa Nostra.
Nisso eles tinham razão. Era como se eu não existisse na Organização.
- O cara é bom. – Royce comentou – Nunca errou.
- Você se engana. Ele errou apenas uma vez. – o McCarty falou olhando para a Swan.
Eu me lembrava perfeitamente do dia que eu errei o tiro. Tudo por causa dos seus olhos. Olhos que hoje me prendiam de uma maneira irracional.
- Foi pura sorte. – ela comentou, mas continuou a falar sobre as Organizações da máfia.
Depois de um tempo, ela terminou toda a apresentação.
- Agora, vamos apresentar aos senhores o nosso alojamento. – ela falou saindo da sala – Aqui, no 13º andar, é o nosso escritório, onde ficam nossos equipamentos de escuta, armas, arquivos, etc...
Ela mostrou todas as salas do andar. O 13º andar era realmente o escritório das Forças Especiais. Apenas não entramos em uma sala.
- E essa sala? – eu falei apontando para a sala trancada.
- Ninguém tem permissão para entrar nessa sala. – ela falou – Apenas eu e o Coronel Hale.
- Por quê? – Mike perguntou.
- Aqui está o computador central, com todas as informações das Forças Especiais. – ela explicou – A única chave fica sempre somente comigo.
Então, era ali que eu tinha que entrar para copiar o disco rígido. Merda! Se só a Swan tinha a porra da chave, essa missão ia ser mais difícil que eu imaginava.
Nós descemos para o 12º andar.
- Esse andar é a nossa academia. – ela falou – Nossa rotina é: fazer os exercícios físicos na parte da manhã. E a tarde treinar tiro, verificar as missões designadas e treinar lutas. Alguma pergunta?
- Não senhora. – eu, Mike e Royce respondemos.
- Ótimo! Aqui somos uma família aqui. – ela disse – Confiamos diariamente a nossa vida nas mãos dos nossos colegas. Eu exijo de todos os ‘boinas verdes’ lealdade e 100% de comprometimento. Não só nas missões, mas todos os dias, em cada treinamento. E outra coisa... aqui, nas Forças Especiais, missão dada, é missão cumprida! Os senhores entenderam?
Nós três assentimos e ela continuou nos explicando alguns detalhes da nossa nova rotina.
- O que aconteceu com o Tenente Black? – Royce perguntou – Eu não o vi por aqui hoje.
- Ele está afastado das atividades por 30 dias. – a Swan falou olhando para mim.
Ninguém falou mais nada sobre o maldito do Black. Depois, a General Swan e o Coronel Hale saíram para resolver algum problema.
A Major Brandon nos levou até a sala de tiro. Era uma sala com isolamento acústico. Tinham seis baias, para atirar. Era tudo moderno demais. Eu fiquei encantado. O arsenal de armas também. Era de babar.
Eu pedi licença para ir ao banheiro. Eu estava passando pelo escritório da Swan quando eu escutei.
- Ninguém desconfia de nada Jazz. – a Swan falou – Pode ficar tranquilo. Não tem como o nosso plano dar errado.
- Eu já acertei os últimos detalhes com o McCarty. – o Coronel Hale disse – Está quase tudo pronto. Provavelmente semana que vem tudo já estará pronto para colocarmos o plano em prática.
- Ótimo. – a Swan falou de uma maneira fria – O filho da puta vai se arrepender de tentado nos enganar.
Mas que merda estava acontecendo? Eu já estava se saco cheio de tanto segredo. Será que eles sabiam que havia um espião? E será que eles desconfiavam que era eu?
Eu saí de lá antes que eles me pegassem espionando... de novo. Eu me juntei aos outros. Ficamos conversando. O Coronel Hale e a General não apareceram mais. Os outros ‘boinas verdes’ conversavam sobre as antigas missões.
Percebia-se que eles eram realmente uma família. Todos se gostavam muito.
...
Já era noite quando eu cheguei ao meu apartamento com Mike. Na recepção, o porteiro me entregou uma caixa que haviam deixado para mim. Fui direto para o meu quarto e abri a caixa.
Era um celular descartável. Eu já sabia o que estava acontecendo. Don ou Tanya provavelmente queriam falar comigo.
Cansado, eu me deitei na cama. Eu ia tirar a limpo com Elizabeth e Don o fato de Harry ser informante da máfia.
Eles sabiam de tudo? Eles sabiam que eles me batiam? Por que me deixaram justamente com o filho da puta do Harry? Eu tinha mil perguntas na minha cabeça.
Além disso, eu ainda estava curioso com a conversa entre a Swan e o Coronel Hale. As coisas não se encaixavam direito. Era tudo muito confuso e perigoso... se eles soubessem que eu era o Assassino da Cruz, o que eles fariam comigo?
Mas se eles soubessem, a Swan se envolveria comigo? E então, um pensamento me atingiu. E se ela já soubesse? E estivesse apenas me distraindo? Não podia ser... ou podia?
O celular tocou me tirando dos meus pensamentos e eu o peguei.
- Alô. – eu atendi.
- Moleque? – era Don na linha – quanto tempo não nos falamos!
Claro que fazia muito tempo... ele tinha me mandado para o inferno das Forças Especiais... o que ele queria? Um e-mail diário sobre minha vida?
- Pois é. – eu falei.
- Já ficamos sabendo que o treinamento acabou. – ele falou – Parabéns. Nós sabíamos que você conseguiria.
- Obrigado. – eu agradeci.
- Moleque... – Don falou sério – Nós estamos precisando dos seus serviços com urgência.
Pelo visto, o Assassino da Cruz voltaria a agir.
Notas finais
Em primeiro lugar, eu queria pedir desculpas por nao ter postado ontem, mas eu tive uma crise de enxaqueca... eu não conseguia escrever nem uma linha do Cosa Nostra.... rrss...
Em segundo lugar, eu queria agradecer as meninas pelas lindas recomendações... eu amei cada palavra... Obrigada à:
- robpatzz;
- ceciliamarlene;
- BVanessa_cullen;
- Andy_CPC.
Em terceiro lugar, quem quiser saber alguma coisa sobre a fic, meu twitter é Su__Cullen.
Em quarto lugar, eu ainda nao consegui responder aos reviews... mas vou fazer isso agora!!! Não é falta de consideração... foi a enxaqueca que me impediu de responder... mas eu li todos e amei!!!!
Ah.... e eu não resisti à frase da Tropa de Elite: Missão dada é missão cumprida!!!! rrss...
Bjos a todos!!!!
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