Cosa Nostra

15 Capítulo 14: Fim do Treinamento


Notas iniciais
POR FAVOR, LEIAM MEU RECADINHO NO FINAL... É IMPORTANTE!!!

No caminho, eu encontrei com o filho da puta do Black. Ele me segurou pela gola da minha camisa e perguntou:

- O que você falou para a General?


O maldito ainda tinha coragem de me perguntar o que eu tinha falado com a Swan! Minha vontade era de sair na porrada com ele ali mesmo.

Então me lembrei do que a Swan me disse um dia: “Você não pode se deixar levar por provocações, Cullen. É seu ponto fraco.”.

E ela tinha razão. Eu tinha que me controlar, ou perderia a razão. Eu sabia que chegaria a minha hora de acertar as minhas contas com ele. E quando essa hora chegasse, o maldito se arrependeria de ter nascido.

Eu apenas me desvencilhei dele, fazendo com que ele me soltasse.

- Nada que te interesse. – eu respondi.

- Deixa de ser engraçadinho. Eu te fiz uma pergunta, novato. – ele falou arrogante – E eu quero uma resposta!

Eu revirei os olhos. Agora ele ia querer usar da merda da hierarquia do exército para me coagir a falar... mas só o idiota não sabia que não ia funcionar.

- E eu te respondi, Tenente. – eu respondi com a cabeça erguida e olhando nos olhos dele. – Quer que eu repita minha resposta? Nada que te interesse.

Ele rosnou de raiva.

- É uma ordem, novato. – ele disse entre dentes.

Ele era patético. Não adiantava nem discutir... eu não daria esse gostinho para ele.

- Terminamos aqui. – eu falei e fiz menção de me afastar para ir embora.

Mas ele deu um passo na minha direção, segurando meu braço.

- Não, você terminou. – ele disse – É melhor desistir desse treinamento ou eu vou fazer a sua vida um verdadeiro inferno.

Ele realmente estava me ameaçando? Minha vontade era rir na cara dele. Se eu não tinha medo da Swan, que era o próprio capeta, dele, com certeza, eu não teria.

- Faça como o senhor quiser. – eu respondi.

Ele me olhou incrédulo. Ele não esperava essa minha reação. Então, o babaca ficou um tempo em silêncio, me olhando com ódio.

Eu sabia que ele estava quase perdendo a paciência. Depois de um tempo tentando se controlar, ele deu um sorriso malicioso.

- Ela só quer usar você. – ele disse, por fim.

- Não sei do que você está falando. – eu respondi imediatamente, me fazendo de desentendido.

Mas era claro que ele falava da Swan. Será que todos sabiam que tinha alguma coisa entre eu e a Swan? Será que era tão óbvio assim?

- Eu sei que você sabe perfeitamente do que eu estou falando, novato. Mas saiba que ela faz esse joguinho de sedução com todos. – ele falou – Ela adora uma novidade. E sempre consegue com que todos os novatos façam as suas vontades, mas logo ela enjoa e os larga, como um brinquedo velho. Eu já vi acontecer inúmeras vezes.

Eu fechei as mãos e coloquei no bolso para não socar a cara desse idiota. Cada vez mais esse filho da puta merecia apanhar.

- Eu realmente não sei do que você está falando. – eu repeti minha resposta.

Eu estava me controlando, porque ele não conseguiria nada de mim. Nenhuma informação e nenhuma reação.

- Se é assim que você quer. – ele falou dando os ombros como se não se importasse, mas dava para perceber que ele estava puto porque não deu certo – Depois não diga que eu não te avisei, brinquedinho.

Ele se virou e saiu batendo o pé, irritado. O idiota tinha tentado me matar e agora vinha dar um de amigo? Além de tudo, era burro!

- Muito bem novato! – eu ouvi a voz da Swan.

Ela saiu de trás de uma árvore. Eu duvidei quando ela falou para Mike que estava em todos os lugares, mas agora eu estava começando a acreditar nisso.

- Pelo menos uma vez na vida, o senhor teve a atitude certa. – ela disse – Agora não era o momento. Ele te provocou apenas para você perder a razão e ele inverter a situação em favor dele.

- Eu imaginei. – eu falei – Como se eu fosse acreditar em quem quase me matou.

- Ele nem imagina que você sabe que ele fez aquilo de propósito. – ela disse.

- Por quê? – eu perguntei.

- Porque ele pensou que eu não te contaria. – ela explicou – Na verdade, ele tem quase certeza que eu apenas fiz perguntas a você sobre o que aconteceu no lago. – ela arqueou a sobrancelha e deu um meio sorriso – Afinal, porque um general daria satisfação a um novato?

Fazia sentido. Ela poderia muito bem ter somente me perguntado e pronto. Eu sorri para ela.

- E, então... eu me pergunto por que um general deu satisfação a um novato? – eu perguntei querendo saber por que ela havia me contado sobre o maldito do Black.

Ela deu um sorriso cheio de segundas intenções e deu os ombros, enquanto se aproximava de mim lentamente, olhando nos meus olhos. Eu a olhava como se estivesse hipnotizado, atraído como sempre.

- Você não vai me responder, não é mesmo? – eu perguntei quase sussurrando.

- Não vou não... sabe porque? – ela perguntou de uma maneira tão sexy que fiquei de pau duro – Porque eu, general do exército, não devo satisfação ao senhor, novato.

Ela deu um sorriso sedutor e parou bem na minha frente. Meu coração acelerou por causa do seu sorriso. Ela era simplesmente irresistível.

- Você quer alguma coisa General? – eu perguntei olhando nos olhos dela.

- Sim – ela respondeu e mordeu rapidamente o lábio inferior – Eu quero você novato.

Antes que eu pudesse reagir, ela me empurrou ferozmente contra uma árvore e me beijou. Sua língua explorava a minha com urgência. Eu a agarrei pela cintura, colando seu corpo no meu.

Ela levou a mão até meu cabelo e o puxou com força. Em resposta, eu gemi apertando sua cintura mais ainda.

Eu nos girei de forma que ela agora ela ficasse contra uma árvore. As costas dela bateram com força contra a árvore e ela arfou. Eu cobri seus lábios com um beijo alucinante. Sua língua me provocava... me provava.

Minhas mãos desceram pela lateral do seu corpo, fazendo todo o contorno até chegar a sua bunda... caralho... ela era muito gostosa.

Eu apertei sua bunda, fazendo com que o seu ventre apertar no meu pau duro. Ela gemeu com o contato, me deixando mais louco.

Meu coração batia acelerado demais e eu comecei a beijar seu pescoço.

- Oh... – ela gemeu.

As mãos dela passeavam pelas minhas costas, por debaixo da minha camisa... subindo e descendo... arranhando levemente... até que uma hora desceram até a minha bunda e ela apertou. Eu gemi em seu pescoço, a fazendo estremecer.

As mãos dela subiram pelas minhas costas, indo para o meu abdômen e depois para o meu peito. Ela me empurrou devagar e eu afastei um pouco.

Nós nos encararmos por alguns segundos. Ela molhou os lábios com a língua e antes que eu avançasse nela, ela me empurrou, me fazendo cair de costas no chão.

Ela veio em minha direção e se sentou em cima de mim, já me beijando. Ela rebolou no meu pau e eu gemi em sua boca.

Eu segurei sua cintura, fazendo maior fricção entre nossos sexos. Ela passou se mover deliciosamente me cima de mim. Porra. Eu ia acabar morrendo de tanto tesão aqui.

- Bellinha? – nos ouvimos o Coronel McCarty chamando.

Imediatamente, nós paralisamos. Ela se levantou rapidamente e se encostou em uma árvore, era visível que ela tentava controlar a sua respiração. Eu também me levantei, frustrado.

Já não bastava o Hale ser empata foda, agora o McCarty também? Era muito azar para uma pessoa só. E muito tesão também, eu pensei na minha ereção dolorida. Eu respirei fundo.

- Bellinha? – o McCarty chamou mais uma vez – Cadê você

- Aqui McCarty. – ela gritou, se ajeitando.

Ela respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos. Quando os abriu, ela já era a General. Nós escutamos os passos dele vindo em nossa direção.

- Jasper está te chamando para acabarmos o plano para matar... – ele parou de falar quando me viu e arregalou os olhos.

- Eu já estou indo, McCarty. – ela falou.

Ele assentiu, mas não saiu do lugar.

- Estávamos todos te esperando... e você demorou... então, eu vim te buscar! – ele falou e se virou para mim – E você Cullen? Está bem? Que susto, hein?

- Estou bem sim, Coronel – eu respondi – Foi só susto mesmo.

Ele sorriu.

- Que bom. – ele falou e olhou para a Swan.

- Pode ir, McCarty. – ela disse – Eu já disse que estou indo.

Ele assentiu, se virou e foi embora. Nós dois ficamos em silêncio por alguns segundos.

As coisas entre nós dois aconteciam tão descontroladamente que, depois, não tinhamos o que falar.

Mas na verdade... o que eu poderia falar? "Pena que não foi dessa vez que eu te comi...???". Fala sério...

- Acho melhor o senhor ir para seu dormitório. — ela falou, por fim.

- Sim senhora. — eu a respondi.

- E não pense que eu me esqueci, novato... você ainda está de castigo. – ela falou.

Ela me lembrava a minha mãe falando quando falava que eu estava de castigo. Fala sério. Parecia que eu tinha 05 anos de idade.

- Por quê? – eu perguntei.

- Por não ter ido direto ao dormitório aquele dia à noite, conforme minhas ordens expressas. – ela falou.

Ah... qual é??? Não dava para relevar não? Foi a Rose quem me parou no meio do caminho!

- Não é justo! Eu devia ter um crédito por quase ter sido morto por um ‘boina verde’. – eu argumentei apelando para o lado emocional – Eu quase fui morto! Além do mais, foi Rose que me chamou enquanto eu ia para a cabana.

- Problema seu, novato. – ela disse friamente.

É... eu só tinha me esquecido que ela não tinha lado emocional nenhum.

- E mais uma coisa. – ela falou – Não faça com que eu me arrependa ter te salvado.

Então, ela se virou e saiu, me deixando sozinho e de pau duro. Depois que eu a pegasse de jeito, ela jamais ia se arrepender de ter me salvado.

Eu ri dos meus pensamentos e continuei indo para minha cabana. Eu andava lentamente, para me acalmar. E deu certo.

Chegando lá, eu coloquei minha calça de moletom e me deitei na cama.

Logo, Mike chegou para dormir.

- Edward! Você está bem? – ele perguntou preocupado – Já está liberado?

- Estou sim Mike. Foi só um pouquinho de água. – eu falei brincando.

- Nem brinca, cara. Foi horrível te ver inconsciente daquele jeito. – ele falou sério.

- O que aconteceu? Eu não me lembro de nada. – eu falei – Me conta?

Ele se sentou na beirada da cama dele.

- Estávamos começando a fazer a atividade... – ele começou a contar.

- Como era a atividade? – eu perguntei curioso.

- Era encontrar pistas que estavam escondidas ao longo do lago. Depois, nós teríamos que lutar com o nome do novato que aparecesse na última pista. Mas ninguém nem chegou a encontrar a primeira pista – ele contou. – Porque a General Swan, que estava na beira do lago conversando com a Major Brandon, saiu igual a uma louca em direção ao lago. Ela só tirou o coturno no caminho e entrou com roupa e tudo... nadando feito uma louca. Claro que todo mundo parou para ver o que tinha acontecido.

- E...? – eu queria que ele continuasse logo.

- Ela nadou super rápido até chegar perto do barco que o Tenente Black estava. Depois, ela mergulhou umas duas vezes e demorou um tempão debaixo da água. O Tenente quis entrar na água também, mas ela o proibiu e mandou que ele fosse para a margem do lago. Tudo isso aos berros... tanto que até do meu barco eu consegui escutar. A mulher é o cão mesmo, né Edward? Ela gritou com o pobre coitado do Tenente enquanto ele só queria ajudar.

Eu bufei. Pobre coitado o caralho! Pelo menos a Swan o colocou no seu devido lugar. Essa era a General que eu conhecia!

- Continua a história Mike. – eu falei.

- Na terceira vez que ela mergulhou ela voltou te segurando. Você estava branco com a boca roxa. Parecia até aqueles cadáveres de filme de terror. O Coronel Hale entrou na água e a ajudou a te levar até a margem. Ela fez respiração boca a boca com você por alguns segundos... mas você não respondia. – ele falou – Sabe, eu tive medo de você ter morrido.

Eu bufei. Não acreditava quão perto o Black chegou de me matar.

- Rose pediu para a General se afastar para ela fazer o procedimento em você, mas a General apenas rosnou para ela. A General mediu sua pulsação e começou a fazer massagem cardíaca alternando com a respiração boca a boca. Ela fez isso por um tempo, até que você acordou. – Mike concluiu – Eu tentei te ver na enfermaria, mas a Tenente Hale me falou que a General Swan tinha proibido visitas a você... o que foi muito estranho, né? Por que ela fez isso?

- Sei lá o porquê, Mike – eu menti – A mulher é louca. As coisas que ela faz não têm sentido nenhum.

- Verdade. – ele disse sorrindo – Mas o que importa é que você está bem agora.

- É. – eu respondi.

Mas o importante não era que eu estava bem. O importante era o fato de que eu faria Black se arrepender amargamente de tudo que ele fez.

Mike me contou também que ontem Ben havia desistido do treinamento... depois da Swan quase ter quebrado o braço dele.

- Eu estou falando sério Edward. Ela estava pior que o normal nesses últimos dias. Deve ser falta de homem, ne? – Mike me perguntou.

Eu dei um sorriso. Acho que não, eu pensei me lembrando de mais cedo. Mike não percebeu meu sorriso e continuou:

-Ben reclamou baixinho que estava cansado. Foi o bastante para ela praticamente o surrar. Depois do primeiro soco que ela deu nele, ela o mandou revidar.Claro que ele ficou estático. Ela deu outro soco nele e repetiu a ordem. Ele, então, começou a lutar com ela. Claro que ele não teve chance nenhuma. Ele parecia mais um saco de pancada humano. Até que ela torceu o braço dele. Ele caiu ajoelhado e gritando de dor. Ele teve o braço imobilizado. Ele me contou que te viu na enfermaria, mas você estava dormindo.

Só então eu percebi que tinha ficado dois dias na enfermaria... praticamente dormindo. Involuntariamente, eu bocejei.

- Você deve estar cansado, né Edward? – Mike falou.

- Estou sim. – eu disse.

- Amanhã a gente conversa mais. – ele disse.

Eu dei boa noite para o Mike e fechei os olhos.

Apesar do afogamento, eu estava bem. Agora que eu sabia que a Swan não tinha nada com o Jasper, parecia que eu estava em paz. Muito estranho. Eu fechei os olhos e dormi como há muito tempo não dormia.

...

No outro dia, fui educadamente acordado, como sempre. A General Swan simplesmente colocou a música do Iron Maiden, “The Number of the Beast” no volume máximo.

Eu acordei assustado e sentei na cama imediatamente. Meu coração estava tão acelerado que parecia que ia sair pela minha garganta a qualquer momento. Que susto!

Eu olhei para Mike e ele estava branco e ainda tentava se recuperar do susto. A Swan apenas olhava para nós dois.

The Number of the Beast… a música era perfeita para Swan... Acho até que foi feita em sua homenagem...

Ela devia estar morrendo de rir por dentro do susto que eu e Mike levamos. Então, ela desligou o som.

- Vocês já sabem – ela falou – 05 minutos no refeitório.

Rapidamente, eu e Mike trocamos de roupa, fomos para o banheiro escovar os dentes e depois fomos para o refeitório.

No refeitório, estavam todos os ‘boinas verdes’, exceto o desgraçado do Black. Royce chegou apenas segundos depois que eu e Mike.

Eu olhei para a parede com as fotos dos novatos. A foto do Ben estava pichada com a palavra “fraco” e o placar estava Boinas Verdes 3 X 0 Novatos.

Agora éramos somente eu, Mike e Royce. Nós tomamos café da manhã em silêncio. Antes de acabar o café da manhã, a Swan e o Hale saíram do refeitório.

Um tempo depois, o Coronel McCarty ordenou que fôssemos para o campo de treinamento. Fomos até o campo. Lá, a Swan nos esperava. Ela usava uma camiseta branca e um short e os cabelos presos em um rabo de cavalo.

- Em posição, novatos. – ela ordenou.

Nós três entramos em posição.

- Hoje os senhores me acompanharão nos meus exercícios diários. – ela falou – Vamos começar com 200 polichinelos.

Ela começou a fazer e nós também. Depois, a Swan e nós fizemos 300 abdominais e 100 flexões.

Fizemos uma corrida de 25 quilômetros. Eu, Mike e Royce atrás dela durante todo o percurso. Tínhamos que realmente correr, se não ficaríamos para trás. A Swan realmente era muito boa nessa merda toda... mas ela tinha que ser. Ela mesma havia me dito isso.

Eu e Mike estávamos acostumados a correr, pois nós sempre corríamos em Fort Hamilton, então, conseguíamos acompanhar o ritmo da General, mas Royce estava quase morrendo.

Depois da corrida, nós voltamos para o campo de treinamento.

- Mais cinqüenta flexões, novatos. – ela gritou.

Caralho! Estava quase no final da manhã e a mulher ainda tinha fôlego.

Rapidamente, nós a obedecemos... e fizemos mais 50 flexões, 100 abdominais e 100 polichinelos.

Eu estava morto... não literalmente como o imbecil do Black queria... mas exausto. Eu sabia que ainda era consequência do afogamento.

- Todos estão liberados para almoçar, exceto o Cullen. – ela falou e olhou para mim – O senhor cumprirá seu castigo durante o horário do almoço.

- Sim senhora. – eu a respondi.

Todos saíram e ficamos somente nós dois.

- Suba na barra de fazer flexão e sente nela, novato. – ela ordenou.

Eu a obedeci. Subi na barra e sentei.

- Agora, segure a barra somente com as suas pernas e fique de cabeça para baixo. – ela mandou e eu fiz.

Eu estava igual um morcego. De cabeça para baixo, sendo segurado somente pelas minhas pernas. Minhas mãos estavam cruzadas no peito, como ela também havia mandado.

- O senhor vai ficar assim até o almoço acabar. – ela disse.

- Sim senhora. – eu falei.

Era horrível ficar de cabeça para baixo. Depois de apenas alguns segundos minha cabeça começou a ficar quente e latejar.

Eu fechei os olhos e esperei até o fim do almoço.

...

- A atividade é composta de 04 fases. Cada fase possui um obstáculo a ser superado pelos senhores. – a Swan explicava a atividade que faríamos – Todas as fases devem ser feitas no menor tempo possível.

O primeiro obstáculo era passar por um campo de lama, onde nós havíamos caminhado por 4 horas uma vez. O problema é que tinha que ser rastejando.

O trajeto devia ter aproximadamente 01 quilômetro de distância. Eu respirei fundo e comecei a rastejar pelo campo.

Era difícil ter que se arrastar com toda aquela lama. Tinha também pedrinhas pelo caminho que me arranhavam. Resumindo: eu estava coberto de lama... fedendo... e cheio de cortes

No final do lamaçal, tinha uma placa com uma seta, que indicava a 2ª fase. Era um caminho de pneus de uns 500 metros. Nós tínhamos que era correr pisando no buraco dos pneus.

Eu rapidamente comecei a correr, tomando cuidado para pisar no lugar certo. No final da pista, tinha umas vinte barras de ferro ao longo de uma pista, que tínhamos que pular.

No final da pista, tinha uma parede de cordas para subirmos.

Eu segurei nas cordas e comecei a subir. Eu não tinha equilíbrio nenhum e algumas cordas eram fracas e simplesmente arrebentavam.

Quando cheguei ao topo, tínhamos que descer também segurando as cordas. No meio do caminho, minha corda arrebentou e eu caí com toda força possível no chão.

Minha sorte foi que eu caí de costas. Caralho... todo meu corpo doía e minha vontade era de mandar todo mundo a merda!

A seta que indicava a 3ª fase apontava para um morro. Eu subi o morro correndo. No topo, tinha um helicóptero esperando. Entrei nele e ele decolou. Depois de uns dois minutos de vôo, o helicóptero estava sobrevoando um lago.

- Esse é o seu destino. Vá para o norte. – o piloto falou – E... boa sorte.

Eu assenti e pulei no lago. A água estava gelada. Eu afundei, mas logo fui para a superfície. Fui nadando para o norte até chegar à margem.

Na margem, tinha uma mochila com meu nome. Eu a abri e vi uma arma e um mapa, indicando onde eu deveria ir.

Coloquei a mochila nas costas e segui o caminho indicado pela floresta a fora. Depois de uns trinta minutos de caminhada, cheguei até um campo. Era a 4ª fase. Lá tinha uma indicação de que eu tinha que andar cinco metros, parar e atirar no alvo mais próximo.

Eu preparei minha arma, a destravando e comecei a última atividade. Eu andava cinco metros e, na marca, eu apontava para o alvo e atirava.

Fiz isso umas dez vezes até chegar ao final do campo, onde estava a Swan com o Coronel Hale e a Major Brandon.

Eles estavam conversando tranquilamente. A Major Brandon e o Coronel Hale estavam rindo e a General Swan estava séria, mas falando alguma coisa com eles.

Quando eles me viram, olharam para o relógio. A Brandon e o Hale tinham uma feição surpresa. E eu me aproximei deles.

- Nossa, novato... – a Major Brandon falou – O senhor fez o segundo melhor tempo da história do nosso treinamento.

- De quem é o primeiro? – eu perguntei.

Ela olhou para a General Swan, que apenas virou os olhos.

- A Isabella – o Coronel Hale falou sorrindo.

A General não falou nada e eu também não.

A Major Brandon se afastou com o Hale comentando:

- Até nisso eles combinam.

Eu e a Swan ficamos em silêncio. Não era um silêncio constrangedor, mas normal. Nós apenas não tínhamos nada a falar.

Até que eu me lembrei da conversa dela com o Coronel Hale... se eles não tinham nenhum relacionamento, qual era o motivo daquela conversa? Por que a General tinha o traído? O que ela estava escondendo dele? Alguma coisa não estava certa.

- General. – eu a chamei.

- Sim, novato. – ela respondeu.

- O que você e o Coronel Hale estavam conversando aquela noite na sua sala? Se vocês não são namorados, porque ele disse que você havia o traído?

Ela me olhou por alguns segundos.

- Se eu fosse o senhor, eu esqueceria que ouviu aquela conversa. – ela falou como se fosse uma ordem – Existem coisas que não lhe interessam. Às vezes, ignorância é uma benção, novato. Lembre-se disso.

Eu assenti. O que mais eu poderia fazer? Mas eu não ia desistir de descobrir. Eu ia tirar toda aquela história a limpo... ou não me chamava Edward Cullen.

Muitos minutos depois, Mike chegou. E depois, Royce.

- Muito bem novatos. Missão cumprida. – a General Swan falou – Tomem banho, se dirijam ao refeitório, para jantarem.

E assim fizemos.

Mais tarde, quando acabamos de jantar, eu, Mike e Royce fomos para as nossas cabanas dormir. E era exatamente que eu precisava.

...

Fomos acordados de madrugada e levados até o campo de treinamento pela Major Brandon e a Major Weber, às pressas. Por pouco eu não consegui vestir a minha camisa.

Estava chovendo muito e eu já estava completamente molhado. A Swan entrou no campo, junto com o Coronel Hale e o McCarty. Eles não pareciam se importar de molhar.

Ela veio direto na minha direção e me deu um soco no queixo sem nem vacilar. Senti uma puta dor. Mas que porra! Quantas vezes essa maldita ia me bater?

Ela ia me dar outro soco, mas eu me defendi. E dei um soco nela. Ela deu um sorriso maldoso.

- Eu vou acabar com você, novato. – ela disse e tirou uma faca da cintura.

Ela avançou para cima de mim. Eu tentei me desviar, mas ela me cortou perto do ombro. Cortou a minha blusa e meu ombro. Filha da puta.

Eu dei um soco nela, mas ela desviou e fez um corte nas minhas costas. Eu me virei já preparado para dar outro soco, que pegou bem no queixo dela. Ela deu dois passos para trás.

Ela partiu para cima de mim já preparada para me dar uma facada no peito, mas eu consegui segurar seu braço. Olhei para o meu peito e suspirei aliviado. Foi quase. A ponta da faca estava já no meu peito.

Eu a empurrei para longe de mim com força e avancei nela. Fui dar um soco no seu rosto, mas ela desviou e acabou fazendo um corte no meu pulso.

Eu a ataquei, com um soco no estômago. Deu um chute em sua mão e a faca foi arremessada para longe.

- Eu não preciso dessa faca para acabar com você, novato. – ela falou.

- É o que veremos General. – eu respondi.

Ela me deu um chute no joelho. Caralho! Isso era golpe baixo. Eu caí de joelhos e ela me deu um murro no nariz e uma joelhada no estômago. Quando ela ia me dar mais um soco no rosto, eu a segurei pelo braço e a joguei no chão.

Eu olhei para o lado e Mike estava apanhando do Coronel McCarty. Olhei para o para o outro e Royce estava levando uma surra do Coronel Hale.

Eu me levantei e a Swan também. Eu avancei e dei um soco nas costelas delas. Ela se virou e me deu uma cotovelada no pescoço. Eu perdi completamente o ar. Mesmo assim eu não parei.

Quando eu ia avançar mais uma vez, ela tirou sua arma e apontou para mim.

- Fim da linha novato. – ela falou – Coloque as mãos para cima e fique de joelhos.

Eu não a obedeci de imediato, então, ela destravou a arma e deu um tiro um pouco acima da minha cabeça.

- Eu não estou brincando. – ela falou.

Eu coloquei as mãos para cima e me ajoelhoei. Eu olhei para meu lado, e vi Mike e Royce também de joelhos com as mãos para cima.

- Novatos, tomem um banho e coloquem as fardas que estão em cima da suas respectivas camas. – a Swan mandou – Estejam no refeitório em 10 minutos ou eu capo os senhores.

Mike estremeceu. Mas eu não tirava a razão dele. Aquela mulher era perigosa, louca e imprevisível.

...

A roupa que estava em cima da cama era a farda formal, usada para comemorações: calça e camisa social e terno. Mas essa roupa não era verde, como a que eu estava acostumado. Era preta com apenas alguns detalhes em verde.

Nós três fomos correndo para o refeitório, porque não queríamos chegar atrasados. E lá, estava tudo diferente. Não havia mais as fotos dos novatos. Havia uma cortina que dividia o refeitório, impedindo que víssemos o que estava por trás.

A General, assim como a Tenente Hale, a Major Weber e a Major Brandon, usava uma saia preta um pouco acima do joelho e uma blusa social preta com a insigna das Forças Especiais e a boina verde.

Os homens, Coronel Hale, McCarty estavam com a mesma roupa que eu, Mike e Royce.

- Em posição, novatos. – a Swan ordenou.

Nós entramos em posição.

A General ficou na nossa frente e os demais ‘boinas verdes’ atrás dela, exceto o imbecil do Black que tinha desaparecido desde ontem à noite.

- “De Oppresso Liber” – ela começou a falar – “Liberdade aos Oprimidos”. Liberdade. Aqui, nós a defendemos com a nossa própria vida. Somos o melhor grupo anti seqüestro e antiterrorismo do mundo. Somos primeiro grupo das Forças Especiais. Somos o grupo alfa.

Ela deu uma pausa e logo continuou:

- O treinamento tem o objetivo de separar os fracos dos fortes. Um fraco jamais será um ‘boina verde’. É necessário garra, determinação, força, luta, raciocínio, caráter. – ela falava com orgulho – Tivemos mais de duas mil inscrições, com 15 pré-selecionados. Desses quinze pré-selecionados, seis conseguiram entrar no treinamento. E desses seis, restaram apenas três.

Eu olhei para Mike e Royce, que estavam do meu lado.

- Nesses dias de treinamento, os senhores passaram fome, sede, foram levados ao limite, tanto física, como psicologicamente. Passaram por situações de estresse, de pressão, de humilhação, de tortura. E foram avaliados a cada segundo. A cada atitude. A cada momento. – a General disse – E há poucos minutos, os senhores acabaram de fazer o último teste do nosso treinamento.

Ela olhou para cada um e falou, por fim:

- Edward Cullen, Mike Newton, Royce King II, sejam bem vindos ao grupo alfa das Forças Especiais dos Estados Unidos.

Notas finais
Ei pessoas, Acho que a maioria sabe que eu to postando Cosa Nostra às terças e sabados... Terla, depois que eu postei o cap, a querida Júlia (Gohans2Videl) me deu um presente... um trailer da minha fic... para agradece-la, eu corri e fiz esse capitulo para postar antes de sabado...Julia, eu amei mesmo... e então, eu fiz algumas alterçoes no capitulo, para ter algumas falas do video... espero que goste!!!!O trailer é lindo.... o link é: http://www.youtube.com/watch?v=R8x947SXR4AEspero que gostem tanto quanto eu gostei...Ah.. e sabado, tem mais um capitulo!!!!!Por ultimo, eu queria agradecer pela recomendação à: - rita_portugal;- mrvvaz;- Becca_Black;- Dani_ams;Meninas, eu amei as recomendações....E MagaridaMK, Nandika, Gohans2Videl e Nani3, obrigada pelas tardes divertidas no twitter!!!!Bjossssss