Cosa Nostra
13 Capítulo 12: Totalmente desorientado
Notas iniciais
A Major lia a bíblia lentamente, como a General Swan estava fazendo anteriormente, mas eu não estava prestando atenção no que a Major dizia. Minha mente estava em outro lugar.
“Rose, não dá mais! Eu tenho que contar para ele!”. Aquela mulher era muito estranha. O que será que ela sabia? Para quem ela precisava contar?
Então, um pensamento me paralisou por completo. Será que ela precisava contar para Jasper o que tinha acontecido entre nós dois? Eu estava muito fudido.
Eu nem percebi quando a Major Brandon terminou toda aquela pregação em latim. Eu apenas vi os novatos se levantando e percebi que havíamos sido liberados pela Major.
Mecanicamente, eu fui para a cabana junto com os demais novatos. Mais calado que o normal, eu coloquei minha calça do moletom que eu usava para dormir e fui para o banheiro escovar os dentes.
Quando eu voltei para a cabana, Mike estava sentado na minha cama, com a expressão séria, o que era muito incomum para ele.
- Edward, aconteceu alguma coisa com você? – ele me perguntou preocupado.
- Não. – eu respondi – Por quê?
Ele suspirou, me olhando. Ele sabia que eu não falaria nada com ele. Mike já tinha se acostumado com esse meu jeito e os meus segredos. Ele se levantou e foi para a cama dele.
- Desde que voltou da enfermaria, você está com uma cara estranha. – ele comentou, se deitando em sua cama.
Eu apaguei a luz e fui deitar também.
- Não foi nada, Mike. Só estou cansado. – eu disse tirando a camisa e me deitando na cama.
- Eu também estou cansado. – ele falou do jeito amigável de sempre – Mas você sabe que se precisar de qualquer coisa, é só falar.
Eu sorri. Ao longo desses anos, Mike havia se tornado um bom amigo.
- Eu sei Mike... e... obrigado. – eu falei.
- Até amanhã Edward. – ele respondeu.
Um curto tempo depois, Mike começou a roncar.
Não precisava nem falar que eu tive uma noite de merda, né? Aliás, eu nem esperava nada diferente disso. As palavras da Swan me fizeram perder o sono completamente.
“Rose, não dá mais! Eu tenho que contar para ele!”.
Eu tinha quase certeza que ela queria contar para o Coronel Hale sobre o que aconteceu entre nós... caralho.... eu estava fudido... muito fudido.
Mas o pior é que não era isso o que tanto me incomodava.
O pior era imaginar que os dois tinham algum tipo relacionamento. Estava cada vez mais claro que sim. Todos os sinais estavam lá: a cumplicidade, as conversas ao pé do ouvido, o conselho dele para eu me afastar dela...
Nunca vi nenhuma demonstração de afeto entre os dois, mas eu sabia que eles não ficariam de beijos e abraços em pleno treinamento.
Onde eu fui me meter? Eu sabia que a porra dessa missão não ia dar certo. Eu falei para Tanya não ia dar certo.
Falando em Tanya... caralho... desde que cheguei aqui eu tinha esquecido que eu tinha uma noiva. Eu nunca tive um relacionamento normal com ela, mas também nunca tinha me esquecido da existência dela, como eu fiz nesses dias.
E se eu tinha uma noiva, por que diabos eu estava puto com a Swan por também ter um relacionamento? Não fazia sentido... não era lógico... mas nada em relação a ela era lógico. A maldita tinha o poder de me deixar desse jeito.
Aos poucos, o sono foi chegando e eu dormi pensando na Swan.
...
No outro dia, eu acordei antes de ser acordado por algum ‘boina verde’. Eu tinha dormido poucas horas, eu sabia disso, mas como eu tinha perdido o sono e não tinha mais nada para fazer, eu fiquei na cama, esperando a hora de me levantar.
E, claro, fiquei pensando na Swan e no Hale... Merda! Não dava para continuar do jeito que estava... então, cheguei a uma conclusão. Sim. Eu iria descobrir se a General tinha alguma coisa com o Coronel Hale. Eu precisava ter essa certeza... ou eu ia enlouquecer.
De repente, a porta se abriu, mas ninguém entrou. Eu estranhei, porque sempre éramos acordados da forma mais violenta e barulhenta possível.
Então, uma granada foi jogada dentro da nossa cabana e começou a sair uma fumaça dela. Eu não precisei de nem mais um segundo para saber que era uma bomba de gás lacrimogêneo.
Imediatamente, eu tampei minha boca e meu nariz com o lençol. Eu me levantei e fui acordar Mike.
Meu olho já estava ardendo e lacrimejando por causa da fumaça e eu já sentia dificuldade em respirar. Não dava para ficar na cabana por muito mais tempo não.
Eu o sacudi pelos ombros.
- Acorda Mike! – eu falei – Acorda porra!
Ele acordou meio desorientado e me olhou. Na mesma hora, começou a tossir. Eu joguei o lençol para ele. Mike tampou a boca e o nariz com como eu tinha feito. Ele se levantou e saiu comigo da cabana.
A General Swan nos esperava do lado de fora... acompanhada do Coronel Hale, claro. Os dois apenas assistiam a tudo. Ela segurava mais granadas de gás lacrimogêneo.
A primeira coisa que nós dois fizemos quando saímos da cabana, foi respirar o ar sem aquela fumaça. Eu vi Royce e Ben também saindo da cabana deles. Eles estavam tossindo.
- Os senhores já sabem que tem exatamente 05 minutos para estarem no refeitório. – a Swan falou.
- Sim senhora. – nós falamos desorganizadamente.
Ela se virou e saiu com o Coronel.
...
Depois do café da manhã, fomos para o campo de treinamento. Lá a General falou que faríamos uma atividade de luta.
Cada novato teria que lutar com dois ‘boinas verdes’ ao mesmo tempo. Eu tive que lutar com o McCarty e a Major Weber.
Assim que acabamos a luta, eu percebi que era a hora de colocar em prática meu plano de descobrir mais sobre o relacionamento da Swan com o Hale.
Eu me aproximei da General.
- General, sua permissão para ir à enfermaria. – eu pedi.
- Passando mal, novato? – ela perguntou.
- Sim senhora. – eu falei.
Ela me olhou desconfiada. Parecia que a maldita sabia que eu estava mentindo.
- Está liberado, novato. – ela permitiu – Pode ir.
Eu saí do campo e fui para o prédio, onde tinha a enfermaria. Mas ao invés de ir à enfermaria, eu fui para o escritório da Swan, que ficava no mesmo corredor.
Eu abri a porta. Era uma sala simples, apenas com uma mesa e cadeira, um computador e um armário de ferro. Eu entrei e fechei a porta, para não dar na cara.
Fui direto para a mesa e vi vários papéis sem importância. O computador estava desligado e não o ligaria agora.
Eu abri a primeira gaveta. Lá tinha a ficha de todos os novatos, mas não era isso que me interessava. Bem no canto da gaveta no fundo, tinha uma pequena caixa de jóias com o nome Bella.
Então, a General Swan era a famosa Bella? Caralho... isso era no mínimo inusitado. Eu não entendia como uma mulher tão fria como ela, podia ter um apelido tão... sei lá... de mulher.
O fato é que ela era um mistério para mim. Ela era uma mulher sem emoção, mas era chamada de Bella pelos amigos e tinha o dom de me deixar completamente desorientado.
Eu abri a caixa e vi uma aliança de ouro. Peguei a aliança e vi que dentro dela, estava gravada “Bella e Jazz 4ever”. E embaixo da caixa, tinha uma foto da General com o Coronel Hale.
Então, a verdade me atingiu como um canhão. Eu dei alguns passos pela sala e, por fim, encostei a testa na parede. Filha de uma puta! Ela tinha um namorado!!! Mas não qualquer namorado... não... era o maldito do Coronel Hale!!!!
Eu senti meu estômago revirar de raiva... como ela pôde? Como... merda!!! Eu dei um murro na parede de ódio. Porra... duvidar era uma coisa, mas ter certeza... era... era sufocante.
Eu escutei um barulho vindo do corredor. Coloquei rapidamente a foto e a caixa de jóias no lugar que estavam. Eu abri a janela e pulei, saindo por lá mesmo. Era mais seguro.
Eu voltei para o campo de treinamento, para ninguém sentir minha falta. No caminho, eu pensava como o Coronel Hale conseguia namorar uma mulher daquela?
Ah caralho... a quem eu estava enganando? Eu sabia muito bem como ele conseguia. E como eu sabia...
No campo, eu evitei a olhar. Era melhor manter distância. Isso. Eu manteria a distância da encarnação do demônio. Com certeza seria o melhor a se fazer.
...
Três dias já havia se passado desde que descobri que a Swan era namorada, noiva ou o caralho a quatro do Coronel Hale e desde então, tentei a evitar ao máximo... o que era praticamente impossível... mas eu fazia de tudo para, pelo menos, não ficar mais sozinho com ela.
O treinamento estava cada vez mais pesado. A lógica era: dormíamos cada vez menos e apanhávamos cada vez mais.
Meu corpo parecia ter se acostumado com a dor. Depois de horas caminhando ou fazendo qualquer tipo de exercício físico, eu simplesmente não sentia mais tanta dor.
Quanto mais o tempo passava, eu tinha certeza que nem mesmo o diabo aceitaria a Swan no inferno. Quando eu pensava que não podia piorar, ela me surpreendia. A mente daquela mulher era completamente maquiavélica.
Cada dia, a General escolhia um novato para servir de saco de pancada. Ontem, ela havia escolhido Mike. Ele tinha chegado atrasado ao campo depois do almoço.
Flashback On
Eu, Royce e Ben estávamos em posição e a General já estava explicando como seria a atividade quando Mike chegou correndo. Ele se aproximou e bateu continência.
- Atrasado novato? – ela perguntou sem bater continência de volta para ele.
- Me desculpe senhora. – ele falou – Não vai acontecer novamente.
- Realmente não vai acontecer novamente, novato. – ela falou.
Eu baixei a cabeça. Eu sabia que vinha merda por aí. Ela se aproximou dele e deu um soco na boca do estômago dele.
- Já que o senhor claramente não se importa se não fazer a atividade, pois chegou atrasado, agarre com as duas mãos no galho daquela árvore. – ela ordenou apontando para uma árvore próxima ao campo.
- Sim senhora. – Mike disse e foi até a árvore.
Ele deu um pulo e agarrou o galho com as duas mãos. Ele ficou pendurado da árvore, aguardando a próxima ordem do capeta também conhecido como General.
- Pronto novato. – ela falou – Agora o senhor vai ficar assim até nós acabarmos com a atividade.
Ela se virou para nós e continuou explicando a atividade que faríamos naquela tarde. Mike ficou mais de três horas pendurado naquela árvore.
À noite, eu vi que as mãos dele estavam sangrando por causa do casco grosso da árvore. Sem contar com a dor que ele deveria estar sentindo no ombro e nos braços.
Eu dei para ele o resto dos remédios que Rose havia me dado. Isso o ajudaria.
Flashback Off
Eric havia desistido do treinamento. Ele não se recuperou totalmente do trauma de ter ficado surdo, ainda que por apenas algumas horas. Ele disse que preferia continuar no exército mesmo e que as Forças Especiais não era para ele.
Agora éramos apenas quatro novatos: eu, Mike, Ben e Royce. No refeitório, a foto de Eric foi pichada com a palavra “fraco” e o placar estava: Novatos 0 X 2 Boinas Verdes.
Dormir para mim era luxo... porque eu estava me corroendo por dentro. Eu não entendia o porquê.... Não conseguia identificar o que a Swan tinha de diferente das outras mulheres que eu pegava?
Já estava na hora do almoço. Eu e os outros novatos fomos para o refeitório, almoçar. E diferentemente do usual, os boinas verdes não almoçaram conosco. Eles sequer estavam no refeitório.
Depois do almoço, fomos para o campo de treinamento, como ordenado pelo babaca do Tenente Black. Lá, tinham dois jipes enormes.
O Coronel McCarty estava sentado no banco de motorista de um dos jipes. O Tenente Black foi em direção ao jipe do McCarty e se sentou no banco do carona.
No outro jipe, no banco de motorista estava o Coronel Hale.
Eu procurei a General Swan pelo campo de treinamento e não a vi. Onde será que aquela maldita tinha se enfiado? A Major Brandon e a Major Weber também não estavam em lugar nenhum.
Quando o Coronel Hale nos viu aproximar, ele se levantou e ficou em pé no banco do motorista.
- Ben e Mike, os senhores vão no jipe com o Coronel McCarty. – ele falou – Edward e Royce entrem no meu jipe. – nós hesitamos por alguns segundos e ele rapidamente emendou – Agora, novatos.
Cada um foi para o jipe indicado. Eu me sentei na frente ao lado do Coronel e Royce foi atrás. Que perfeito ficar no jipe com exatamente aqueles dois.
- Coloquem os cintos de segurança, novatos. – ele falou rispidamente, já colocando o seu cinto.
Nós colocamos o cinto de segurança como ele ordenou e só então ele deu partida no carro. Fomos seguindo uma estrada de terra para longe da fazenda.
Dez minutos depois, chegamos em uma espécie de parede de pedras. O lugar era muito bonito. De longe, se escutava o que parecia ser a queda de água de uma cachoeira. Lá vimos a Major Weber. E mais uma vez, nada da Swan aparecer. Nem a Major Brandon.
Não que eu sentisse falta do demônio da Swan, mas era estranho ela não aparecer na nossa atividade. Ela sempre estava lá, em cada atividade, nos observando daquela maneira irritante.
Nós saímos do jipe, ainda olhando a enorme parede de pedras na nossa frente, que estava com cordas até o topo e outros equipamentos de escalada. Antes que alguém nos ordenasse, nós entramos em posição.
- Ora, ora... os novatos estão ficando adestrados. – o Tenente Black falou com deboche – Bons garotos. – ele falou como se estivesse falando com um bando de cachorros.
- Muito bem novatos, vamos começar. – o Coronel Hale falou e olhou para a Major Weber.
- A nossa atividade dessa tarde realizada será aqui. – a Major Weber começou a explicar – Será uma escalada e os senhores irão em dupla: Mike e Edward e Royce e Ben. O objetivo é ao topo da rocha. A dupla que chegar em menos tempo, será a vencedora.
Eu e Mike colocamos o equipamento de proteção e uma corda na cintura, para qualquer eventualidade. Depois de alguns minutos, começamos a escalar.
A escalada não estava tão difícil, o que era preocupante. Desde quando os ‘boinas verdes’ faziam uma atividade fácil? Tinha alguma coisa de errado. Eu passei a olhar mais atentamente para os lados.
Então, ouvi um barulho e olhei para cima. Foi o tempo exato de ver a General Swan e a Major Brandon descendo rapidamente do topo da parede de pedra segurando em uma corda.
Elas pararam na mesma altura que eu e Mike estávamos.
- Para chegar ao topo, os senhores terão que passar primeiro por nós. – a Swan falou.
Eu olhei para Mike e depois para a General.
Mike tentou subir mais um pouco, mas a Major Brandon apontou uma arma para ele. Ele arregalou os olhos assustados. Ela tinha um sorriso no rosto.
- Se eu fosse você, não faria isso, novato. – a Major Brandon o ameaçou.
Eu olhei e vi que a Swan também estava com uma arma apontada para nós.
- Os senhores vão ficar parados e desistir da atividade, ou vão tentar passar por nós duas? – a General Swan perguntou.
Eu olhei para Mike e balancei a cabeça afirmativamente sutilmente. Ele arregalou os olhos mais uma vez. Ele sabia o que eu queria. Era a única forma de sairmos daquela situação. Nós tínhamos que atacar as duas ao mesmo tempo.
- Agora. – eu gritei e nós dois atacamos as duas.
Eu dei um impulso na parede e parti para cima da General Swan e consegui fazer com que a arma dela caísse. Com certeza, a maldita não esperava isso.
Mas a reação dela foi rápida. Um soco no rosto. Dessa vez, eu não esperei e revidei instantaneamente. Apenas os cabos de proteção nos seguravam, enquanto nós nos socávamos e nos defendíamos ao mesmo tempo.
Não tínhamos qualquer estabilidade e a corda balançava como se fosse cair a qualquer momento.
Ela segurou meu braço e me jogou contra a parede de pedras. Foi tão rápido que eu não consegui me proteger e eu bati com a cabeça na parede. No mesmo instante, eu senti a dor e o sangue descer pelo meu rosto. Eu havia cortado o supercílio.
Eu não liguei para o corte e parti para cima dela, lhe dando um murro no nariz, que também começou a sangrar.
Ela me deu um chute no abdômen, mas eu segurei sua perna, no ar. Ela tentou se soltar, mas segurando sua perna, eu a joguei contra a parede.
Ela bateu com as costas nas pedras. Antes que ela tivesse uma reação, eu me aproximei e a segurei pelo pescoço com uma mão. Eu apertava seu pescoço só o suficiente para deixá-la com pouco ar.
Ela me socava nas costas, mas, acho que por causa da raiva que eu estava dela, eu nem sentia os socos.
Ela tentou me chutar, mas eu consegui prender as pernas dela com as minhas. Ela tentava evitar que eu a segurasse, mas não adiantava muito. Ela estava presa sob meu corpo.
Eu senti meu corpo todo se arrepiar e meu pau começou a dar sinal de vida. Que droga! Não era possível que eu não podia nem encostar nessa mulher que meu corpo já reagia dessa maneira. Mas que caralho!
Eu já estava duro igual a uma pedra, mas a situação era diferente. Agora, eu estava no comando... e eu gostava disso. Eu não deixaria mais essa maldita me controlar. Não mais.
Com minha mão livre, eu comecei a apalpar sua cintura lentamente por baixo da blusa. Ela estremeceu e eu percebi que ela estava arrepiada por causa do meu toque. Filha da puta! Eu duvidava que ela se sentisse assim com o corno do Hale.
A respiração dela já estava descompassada. A verdade é que nós parecíamos fogo e pólvora. Era só se aproximar um do outro, que a merda toda explodia.
Continuei passando minha mão lentamente por toda extensão de sua cintura, sentindo sua pele macia em meus dedos... eu aproveitava cada centímetro da sua pele... até que encontrei as suas algemas, que estavam presas no cinto, nas suas costas. Eu as peguei.
Rapidamente, eu a virei de costas para mim, com a cara virada para parede de pedras. Para imobilizá-la, a prendi novamente com meu corpo. Agora, a minha ereção estava pressionada contra a bunda dela. Ela suspirou e eu também. Eu percebi que ela se arrepiou ao sentir a minha respiração em sua nuca.
Eu encostei minha testa na cabeça dela, sem me preocupar em sujá-la com meu sangue. Fiquei alguns segundos ali, tentando me controlar.
Então, eu coloquei os braços dela para trás e prendi seus pulsos com a algema.
Eu peguei a corda extra que estava na minha cintura e a amarrei de modo que ela não pudesse sair daquele lugar.
- Dessa vez General, eu ganhei. – eu sussurrei em seu ouvido.
Eu voltei a escalar a parede de pedras. Quando chequei no topo, olhei para baixo e sorri sarcasticamente para a Swan. Dinheiro nenhum no mundo pagava o olhar de raiva dela.
...
Eu já estava deitado, como todos os novatos, mas diferentemente deles, eu não estava dormindo. Minha testa ainda estava latejando um pouco por causa do corte no supercílio. Rose limpou meu corte, mas não deu ponto, pois não era necessário.
Há algum tempo eu revirava na cama, esperando o sono vir, mas o demônio da Swan me perseguia até nos meus sonhos.
Depois de um tempo e já sem paciência, me levantei e coloquei uma camisa. Eu peguei meu maço de cigarros e saí da cabana. Quem sabe aquela baboseira de ar puro acalmar os ânimos não era verdade?
Eu nem me preocupei em colocar outra calça ou uma cueca. A calça de moletom que eu usava para dormir estava boa, porque eu iria apenas fumar meu cigarro e voltar para a cabana.
Eu estava andando pelas árvores, perto das cabanas e fumando tranquilamente. O ar puro aliviava a minha mente, já cansada de tanto pensar... e odiar a Swan.
Eu continuei andando sem rumo, quando alguém esbarrou em mim, fazendo meu cigarro cair no chão, assim como todo meu maço.
- Desculpa. – Rosalie falou com voz chorosa e cabeça baixa.
- Rose? O que aconteceu? – eu quis saber.
Ainda sem me olhar, ela começou a chorar. Merda. Eu gostava da Rosalie e estava preocupado em encontrá-la assim, chorando, praticamente no meio do mato.
- Rose... por favor... pelo menos me fale se está tudo bem. – eu pedi.
Ela levantou a cabeça para me olhar. Ela estava com os olhos vermelhos e inchados provavelmente de tanto chorar.
- Você está bem? Está machucada? – eu perguntei olhando seu corpo para ver se tinha algum machucado visível.
- É tudo culpa minha! Eu falei para ela não contar! Eu quis manter em segredo! – ela disse chorando – Eu sou a culpada de tudo! É culpa minha! Minha!
- Shiii... tudo bem. – eu falei tentando acalmá-la. Eu não era muito bom nesse negócio de abraçar, então resolvi ficar de longe mesmo – Eu posso te ajudar de alguma forma?
Ela me olhou por alguns segundos.
- Pode sim! – ela falou como se tivesse tido uma excelente ideia – Encontre Isabella e diga a ela que eu preciso falar com ela urgente.
Era meio estranho escutar alguém falar Isabella e não Swan ou General ou General Swan, ou no meu caso, demônio, maldita, capeta e outros adjetivos carinhosos... Pareciam até que eram pessoas diferentes.
- E, por favor, Edward – Rose pediu desesperada – Você tem que achar Isabella antes do Jasper.
- Tudo bem! – eu assenti sem pensar – Eu vou procurá-la agora mesmo.
Eu me virei e saí correndo em direção ao prédio. Eu realmente queria ajudar Rose.
- Cullen? – Rosalie me chamou.
Eu me virei para olhá-la.
- Obrigada por tudo! – ela falou sorrindo um pouco.
Eu sorri de volta e continuei correndo.
...
Eu estava andando apressadamente pelo corredor do prédio, procurando pela General, quando ouvi a voz do Coronel Hale vindo de uma sala. Seu tom de voz era alto e ele parecia estar muito puto.
Então, eu parei perto da porta, escondido, para ver o que estava acontecendo ali.
- Você não podia ter me escondido isso! – o Coronel Hale gritou com raiva.
Apesar de ser um ‘boina verde’ ele sempre era muito tranquilo e não era normal vê-lo tão alterado daquela forma. O bicho devia estar pegando mesmo.
- Calma Jasper. – eu escutei a General Swan falando – Por favor, se acalme!
Bem... pelo visto, eu havia chegado atrasado, pois Jasper já tinha encontrado a Swan.... e os dois estavam brigando feio.
Tentando ouvir melhor, eu dei mais um passo de forma que eu pudesse ver através da pequena abertura da porta o que estava acontecendo. Os dois estavam um de frente para o outro.
A General usava uma camiseta branca colada ao corpo e um short preto largo. O Coronel usava um short azul e uma camisa branca. A feição do Coronel era de ódio.
- Me acalmar? Como você quer que eu me acalme? – ele gritava – Você me traiu! Eu confiei em você e você me traiu!
Puta merda! Ela havia contado para ele... que mulher mais burra! Se traiu, traiu... fazer o que?? Era para seguir em frente sem nunca contar para o corno o que aconteceu... e não dar uma de Maria Madalena arrependida não, caralho!
- Cala a boca seu idiota! – ela gritou com ele – Você não sabe de nada!
Ele não deveria saber de nada, para ser mais correto, mas já que a idiota foi confessar...
Ela não parecia ser a mesma Swan fria e distante que eu conhecia. Ela parecia realmente estar magoada pelas palavras do Coronel Hale, o que inexplicavelmente me fez ficar com mais raiva dela.
- Desde quando você esconde as coisas de mim? – ele perguntou visivelmente magoado com ela.
- Eu nunca escondi nada de você! – ela se defendeu – E você sabe disso!
- Não??? Como não??? – ele esbravejou.
- Você sabe que não! – ela afirmou.
- Não é o que parece! Você deveria ter me contado! Você tinha a obrigação de me contar. – ele a acusou – Como você pôde esconder isso de mim?
- Eu não podia te contar! Por favor, entenda os meus motivos! – ela falou alterada.
- Que ódio! – ele falava com muita raiva – Todos esses anos, eu confiei em você. Eu confiei cegamente em você.
- Jazz, tente entender. – a Swan falava com calma.
- Todos os planos que fizemos juntos... e você simplesmente os jogou pelo ralo. – ele gesticulava nervosamente.
- Por favor, Jazz... Eu estou te contando agora! Acredite em mim. Foi horrível esconder isso de você todo esse tempo. – ela falava como se quisesse convencê-lo.
- Agora tudo faz sentido para mim. – ele falou pensativo – Seu jeito estranho desde que o treinamento começou. Sua distância. Seu silêncio mórbido. Seu humor pior do que o normal. Seu olhar insistente para os novatos.
Os dois ficaram quietos por um bom tempo.
- O que mais você fez com ele? – ele perguntou, quebrando o silêncio.
- Nada! Eu te contei tudo! – ela respondeu imediatamente.
- Eu quero a verdade, porque se ele encostou a mão em você, eu juro que eu...
- Não aconteceu nada além do que você viu no treinamento. – ela falou o interrompendo.
- Você está mentindo. Eu sei que está. – o Coronel retrucou – Não tente mentir para mim. Eu te conheço bem demais para ser enganado por você.
- Jazz... não vale a pena ficar discutindo por causa dele. – ela falou espertamente mudando de assunto – Não vale a pena gastar o nosso tempo discutindo por causa dele. Ele não vale a pena.
O Coronel apenas bufou, inconformado. Eu também bufei inconformado... como assim eu não valia a pena?
- Eu sabia que tinha algo estranho. – o Coronel Hale disse com o tom de voz de decepção – Mesmo você negando, eu sabia.
- Jazz, por favor. – ela falou – Não é possível que vamos brigar por causa disso?
Os dois ficaram em silêncio por algum tempo.
- Eu quero matá-lo com as minhas próprias mãos. – o Coronel gritou de raiva.
Inesperadamente, pelo menos para mim, a General o abraçou. Eu senti como se tivesse levado um murro no estômago.
- Calma. – a Swan falava tranqüilamente, para acalmá-lo.
Ele deu uma passo para trás, saindo do abraço da General, mas segurando suas mãos com delicadeza e carinho. Ele olhava intensamente nos olhos dela.
- Nunca mais esconda nada de mim, Bella. Por favor. – o Coronel praticamente implorou.
- Nunca mais, Jazz. Eu prometo. – ela falou.
Bella... Jazz... imediatamente eu me lembrei da aliança.... argh...
E então, ela sorriu. Caralho! O sorriso dela era lindo... encantador. E aqueles olhos cor de chocolate... sempre tão frios, de repente brilharam. Argh... que merda eu estava pensando? Ela era um filha de uma puta... isso sim!
Ele a abraçou com força e beijou seus cabelos. Ela retribui o abraço ainda sorrindo. E foi outro soco no meu estômago.
- Eu preciso de você. – ele disse – Agora mais que nunca.
Nesse momento, sem querer, eu encostei na porta e ela se abriu bruscamente. Os dois se separaram imediatamente.
A Swan e o Hale me olhavam com raiva... e com razão, afinal, eu estava espiando.
Depois de vários segundos em silêncio mortal, Coronel Hale olhou para a General Swan e se virou para ir embora.
- Jasper? – ela o chamou.
Ele se virou e sem olhar para nós dois.
- Eu... preciso de um tempo para pensar... – ele falou com dificuldade – Amanhã nós conversamos, Isabella.
O Coronel Hale olhou para a General Swan. Ela assentiu à pergunta silenciosa que ele havia feito e depois saiu da sala.
- Bisbilhotando a vida alheia, novato? – ela me perguntou com a mesma frieza de sempre.
Pelo visto, a velha e fria General Swan estava de volta em cena. Que maravilha! Quando eu achava que as coisas não podiam piorar...
- Não senhora. – eu respondi secamente – Eu apenas vim te dar um recado da Tenente Hale.
- Diga logo novato! – ela disse sem paciência.
- A Tenente me pediu para te procurar e falar que ela precisa falar com você. Ela disse também que era urgente. – eu falei com indiferença – Ela queria que eu te encontrasse antes que o Coronel Hale.
Ela assentiu. E eu fiquei olhando para ela.
Eu só me perguntava o porquê a maldita tinha me beijado se já tinha alguém? Será que ela estava brincando comigo? Rose com certeza sabia de tudo...
- Está esperando o que, novato? – ela falou friamente – O recado já está dado. O senhor está dispensado! Saia logo!
- Sim senhora. – eu falei com raiva e me virei, dando as costas para ela e andando em direção à porta.
- Espera. – ela falou baixo.
Eu parei exatamente como estava: de costas para ela, perto da porta. Eu respirei fundo e me virei para olhá-la.
- A senhora quer alguma coisa, General? – eu perguntei.
- O que está acontecendo com você, novato? – ela me perguntou – Há alguns dias que você está agindo de uma maneira muito estranha.
- Não sei do que a senhora está falando. – eu falei da forma mais cínica possível.
- Sabe sim. – ela afirmou – O que está acontecendo com você? É o Royce ou o Tenente Black? Algum problema com o treinamento?
- Nenhum problema com o treinamento. – eu a respondi – E muito menos com Royce ou com o Tenente Black.
Até porque agora eu sabia que Royce tinha razão. Ela era mesmo uma vadia.
- Vamos, Cullen, desembucha. Eu não tenho a noite toda. – ela falou sem paciência.
- Já falei que não é nada. – eu disse também sem paciência.
Ela bufou, se encostou na mesa e cruzou os braços.
- Eu quero a verdade. – ela disse séria.
Eu estava pouco me fudendo para o que ela queria.
- Eu não sei do que a senhora está falando. – eu disse dando um de desentendido.
- Então, vamos fazer o seguinte... Eu quero a verdade... – ela deu um sorriso de vitória –Como prêmio pela aposta que eu ganhei. Você está me devendo, se lembra?
Aquele sorriso me deixou com mais raiva. Ela se achava muito esperta! Minha vontade era de esganar aquela maldita. Mas ela queria saber o que estava acontecendo? Ótimo! Eu falaria tudo que estava me incomodando nesses malditos três dias.
- É isso que você quer? – eu perguntei puto – Então tome a merda do seu prêmio – e eu comecei a despejar as palavras – Apesar de nós não falarmos sobre o que aconteceu. Apesar de agirmos como se nada tivesse acontecido entre nós... – eu falei apontando nervosamente para nós dois – o beijo, a luta e até hoje na escalada... aconteceu. Aconteceu de verdade, porra! – eu desabafei quase gritando – Como você pôde me beijar? Como você pôde? Argh!!! Quando o Coronel Hale e vo...
- O que Jasper tem a ver com isso? – ela perguntou rispidamente me interrompendo – Esse assunto só diz a respeito somente de nós dois. É um assunto só meu e seu.
Maldita dos infernos! Minha vontade era de bater nela até minha raiva passar. Sem pensar, eu a segurei pelos ombros, a jogando contra a parece com violência.
Antes que ela protestasse, eu avancei na sua boca descontando toda a minha frustração em seus lábios. Minha língua a invadiu de maneira selvagem. E prontamente, ela retribuiu o meu beijo... com a mesma intensidade, me agarrando pela gola da minha camisa.
Sua entrega me fez ainda mais raivoso... e mais excitado.
Sem parar o violento beijo, eu a puxei para mim, tirando seus pés do chão. Imediatamente, ela envolveu suas pernas ao redor da minha cintura. Sua virilha pressionava meu pau já dolorosamente duro.
Eu a espremi contra a parede da sala, colando mais nossos corpos. Ela arfou ainda agarrada a minha boca. Eu sentia o calor que vinha dela. Minhas mãos percorriam furiosamente todo o seu corpo... apertando suas coxas, sua bunda, sua cintura... Nós nos beijávamos como se nossas vidas dependessem desse contato.
E a minha raiva se transformou em tesão puro.
Ela passou a distribuir beijos e mordidas em meu pescoço. Eu fechei os olhos e joguei a cabeça para trás, aproveitando daquela sensação extasiante. Puta que pariu! Aquela mulher ia me levar à loucura.
As mãos dela desceram pela lateral do meu corpo até encontrar a barra da minha camisa, a puxando para cima. Eu tirei as minhas mãos do corpo dela somente o para ela tirar a minha camisa e voltei a beijá-la. Ela arranhou as minhas costas ferozmente. Sem perceber, eu urrei de prazer e ela deu um sorriso malicioso.
Ainda a carregando, eu a joguei em cima da mesa, jogando vários documentos no chão. Ela manteve suas pernas fortemente presas em minha cintura.
No mesmo instante, tirei sua blusa. Olhei para cada detalhe do seu corpo. A barriga definida. Seus seios empinados, deliciosamente intumescidos e semicobertos em um sutiã preto transparente. Eles subiam e desciam de uma maneira alucinante a medida que ela buscava por ar.
Eu subi meu olhar e me deparei com seus olhos. E o seu olhar me surpreendeu. Ela me olhava como se quisesse me devorar.
Eu fui para cima dela, que rapidamente me agarrou pela nuca. Nosso beijo era alucinado. Nossas línguas se exploravam brutalmente. O gosto dela me enlouquecia. Depois a minha boca foi diretamente em direção a um seio dela. Ela puxou meu cabelo com força.
Eu passei a língua pelo mamilo intumescido por cima ainda do sutiã e ela arqueou o corpo, pedindo por mais. Eu tirei seu sutiã e o joguei em algum lugar da sala. Suguei seu seio e ela gemeu alto.
A minha mão foi para o seu outro seio, o massageando. Os gemidos dela me deixavam mais descontrolado.
Eu beijei o vale dos seus seios e subi até seu pescoço e finalmente sua boca. A minha mão, que estava no seu peito, desceu pela sua barriga e entrou em seu short largo. Meus dedos passeavam lentamente por cima da sua calcinha molhada de excitação.
Ela deslizou a mão pelo meu abdômen, me fazendo estremecer, e foi de encontrou ao meu pau, que já latejava dentro da calça de moletom do meu pijama. Ela o envolveu em um vai-e-vem enlouquecedor. E eu gemi em sua boca.
Então, eu afastei a calcinha e introduzi um dedo nela e comecei a movimentá-lo lentamente. Porra... como ela era quente... e molhada... e apertada.
Eu suguei sua língua e ela aumentou a velocidade que me tocava.
Eu introduzi mais um dedo dentro dela e senti ela ficar ainda mais molhada. Nossos gemidos eram abafados pelos nossos beijos.
Quanto mais eu movimentava meus dedos dentro dela, mais ela me levava à loucura ao se contorcer de prazer. Era tudo muito intenso... delicioso... alucinante.
- Ah! – ela arfou tomando mais uma vez a minha boca com selvageria.
Eu a senti estremecer toda e apertar meus dedos dentro dela. Eu aumentei a velocidade exatamente como eu sabia que ela queria. Ela também aumentou a velocidade do vai-e-vem que fazia deliciosamente no meu pau. Eu senti todo meu prazer se concentrar no meu pau.
Ela apertou meus dedos ainda mais e jogou a cabeça para trás, dando um gemido alto de rendição. Senti seu liquido quente a encharcar mais.
Ela havia gozado e eu estava gozando. Meus batimentos aumentaram, meu pau latejava incessantemente e eu senti o gozo vindo. Com um urro, eu gozei em sua mão.
Eu me separei dela bruscamente. Eu dei alguns passos para trás, até parar de costas na parede e a olhei. Seus lábios estavam vermelhos por causa da violência dos nossos beijos. Ela ainda estava com as pernas abertas em cima da mesa e mal conseguia respirar.
Eu não estava melhor que ela. Meu coração batia acelerado e minha respiração estava completamente descompassada. Minhas pernas tremiam e parecia que eu não conseguiria me controlar mais.
Ela se levantou e foi em minha direção lentamente, sem nunca tirar os olhos dos meus. Ela parou a centímetros de mim, ficou na ponta dos pés e encostou sua testa na minha.
Eu a vi fechar os olhos e eu fiz o mesmo. Ficamos assim até as nossas respirações se regularizarem. Naquele momento, parecia que nada mais existia no mundo a não ser nós dois.
Ela se afastou minimamente. Eu abri meus olhos e a vi me encarando. E a minha razão voltou como um foguete. Eu a segurei pelos ombros.
- O que você tem com Jasper? – eu perguntei de repente.
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