Notas iniciais
Olá pessoal, esse é o nosso primeiro capítulo e que já queria deixar vocês cientes dos dias de publicação, vou tentar postar com frequência, só que inicialmente vou ficar postar nas terças e quintas, pode ser que no fim de semana eu já poste algo também, porém vai depender muito da minha rotina.

Espero do fundo do coração que vocês gostem. Essa é uma história original, então vocês não vão está familiarizados com os personagens, então podem fazer comentários ou críticas, estou aqui para escutar vocês.

Boa leitura!! Um xerinho :*

No princípio havia apenas uma massa uniforme, não haviam marcações para lagos ou terra, ainda não existiam árvores ou montanhas. Tudo era igual e uniforme. Um certo dia dois irmão, deuses que seus nomes não podem ser pronunciados, que eram conhecidos por sua diferença, opostos, representavam o bem e o mal ou a luz e as trevas, brincavam sobre a Terra e decidiram criar vida.

Primeiro delimitaram os espaços entre terra e céu, depois dividiram os mares, deixando áreas que fossem possíveis plantar e construir.

O deus da escuridão criou algo, um ser quase que era provido de dons, mas dentro de sua raiz, só havia maldade, em desequilíbrio por assim dizer, seu irmão luz, criou outro ser, muito parecido fisicamente, todavia era mais puro e doce do que qualquer outro ser vivente.

Para equilibrar o deus da escuridão viu que nada podia ser tão puro quanto seu irmão e deu uma semente para o puro e doce espirito, dentro de seu coração puro, agora havia uma gota de maldade... ao saber dessa decisão, o seu irmão observou a maldade dentro do coração da criatura criada, e por piedade também lhe deu um presente, a mais pura das sementes que ficaria plantada de geração em geração para tentar aquecer aquele coração tão frio.

Satisfeitos com suas criações, criaram animais terrestres e marinhos, criaram monstros e ervas daninhas também, tudo mantendo o equilíbrio, para cada gota de maldade, nascia também uma de bondade.

Todos as classes foram criadas e algumas chegaram nesse mundo enviadas por outros deuses como presentes pelo novo planeta. O novo mundo estava criado, mas os irmãos depois de toda criação pararam para conversar, os seres eram tão poderosos e dentro de suas raízes existiam uma tendência para a luz e as trevas, então decidiram criar algo novo, um ser sem poderes, sem raiz, o qual poderia escolher seu próprio destino, um ser totalmente corruptível.

As formas das criaturas eram iguais, eram três raças distintas e novas, e nem mesmo seus criadores sabiam ao certo quais eram suas habilidades... os deuses decidiram dividir os reinos, os que foram criados sem magia se chamaram humanos, os que foram criados pelo deus luz eram conhecidos como Feéricos e os criados pelo deus da escuridão foram chamados de Trolls, as demais criaturas eram organizadas por si mesmas, já possuíam nomes ou seriam denominados depois, o deus luz e o deus da escuridão se uniram e criaram 2 portais, um para o mundo humano, que não teria conhecimento sobre o mundo magico nem sobre os poderes dos seres, e um para os seres portadores de magia, os quais tinham conhecimento absoluto da criação.

Os seres mágicos podiam ir e vir, mas os humanos não podiam pisar em território mágico. Os deuses decidiram que os seres mágicos não teriam poderes no reino humano, para fazer uma igualdade entre os seres e evitar revoltas.

Por milhares de anos o mundo vive em harmonia, os reinos terrestres tinham guerras entre eles e se destruíam, mas nunca tiveram conhecimento sobre o povo mágico... as criaturas mágicas, por mais que alguns migrassem para o mundo humano largando a imortalidade e os poderes, nunca tiveram interesse em tomar terras humanas.

Os Trolls eram governados por um rei e 3 províncias, já os Feéricos eram governados por um rei ou rainha e seu conselho que eram formados pelos 5 príncipes ou princesas que tinham seus próprios impérios, mas mesmo assim obedeciam ao comando superior.

Os reis ou rainhas eram os Feéricos mais poderosos, podendo controlar até os 6 poderes, sendo eles: terra, ar, fogo, água, transfiguração e espirito, que era o dom mais raro, porém vivo somente entre a linhagem real e era proveniente do deus da luz, os demais impérios possuíam controle total sobre cada elemento, e as famílias mais fortes assumiam o papel como governantes e no conselho.

A linhagem de reis Trolls possuíam os quatro poderes, sendo eles: invocação das sombras, conjuradores do sol, Telecinese e transfiguração. As demais províncias eram simbolizadas pelos elementos, sendo a linhagem ligada as sombras, somente os reis.

Após anos e anos, houve um longo período de escassez...então o Rei Feérico e o Rei Troll sugeriram uma trégua através da mistura das raças, entregavam entre si seus filhos em matrimonio como símbolo de paz e prosperidade para as duas raças, mas um dia, nasceu um rei Troll de sangue puro, muito poderoso que controlava todos os poderes de sua raça, seu nome era Eragon, ele tinha um coração muito duro e um desejo de louco de dominação...Nesse mesmo período deram a luz a uma princesa Feérica que seria rainha, Eliza, com um coração tão puro e de uma beleza indescritível, ela também era extremamente poderosa, controlava quase todos os poderes, menos o dom do espirito.

Eragon, assim que assumiu o trono cessou a trégua e declarou novamente a guerra, ele não queria a mistura das raças pois achava que alterava seus poderes. Ele descobriu que os Feéricos escondiam uma princesa extremamente poderosa e pretendiam que ela assumisse o trono de seus pais, sendo assim não a entregariam em matrimonio.

Eragon então reunir novamente o conselho de guerra e criou pavor entre os Trolls, alegando que essa nova rainha causaria a aniquilação da raça, e que somente os Feéricos controlariam tudo e os Trolls deixariam de existir... quando os boatos que Eragon faria uma rebelião se espalharam, a princesa Eliza foi mandada ao mundo humano pelo seu irmão, que depois de um curto período acabou trazendo-a de volta.

Quando Eragon soube que Eliza estava novamente em terras mágicas, solicitou uma reunião entre os reinos com a desculpa de uma trégua, todavia seus planos eram para matar Eliza e seu irmão, e assumir também o trono dos Feéricos.

O irmão de Eliza, que geria o trono após a morte de seu pai, concordou inocentemente com a imposição de Eragon e fez uma reunião. Assim que Eragon chegou ao palácio e viu Eliza, se apaixonou perdidamente, todavia Eliza tinha criado laços com um humano e pretendia abandonar o reinado para enfim viver com seu amado... Eragon mudou totalmente seus planos e disse que só aceitaria uma trégua se os Feéricos entregassem Eliza em casamento... seu irmão sabia que Eliza amava outro, mas mesmo assim concordou pois não aguentava mais derramamento de sangue entre os seus e também temia por sua vida, pois Eragon era muito poderoso.

Depois que o tratado foi finalizado pelas costas de Eliza, Eragon a levou para o palácio, aonde ela não demonstrava nenhuma felicidade e depois de diversas tentativas de fuga foi trancada em uma torre até o casamento ser finalizado.

Após a benção, Eliza se tornou esposa de Eragon, mas se recusou a deitar com ele... eles viviam em áreas separadas do palácio. Eragon começou a mostrar um lado mais gentil na tentativa de conquistar Eliza, e pouco a pouco conseguiu entrar em seu coração. Após uma das festas dos Trolls aonde aconteciam muitas bebidas, Eliza que já passou a desejar Eragon, resolveu fingir que estava bêbada e foi ao quarto do marido, que consumou o casamento naquela noite.

Depois desse feito, eles se aproximaram e começaram a viver como um casal propriamente dito, todavia os boatos do palácio sobre Eliza ainda amar um certo humano e escrever cartas para ele em um diário todas as noites fizeram uma irá crescer no coração de Eragon.

Então Eragon resolveu caçar o amado de Eliza na terra, pois tinha medo que ela o abandonasse pelo humano. Após alguns meses, Eliza descobriu que estava gravida e o medo em Eragon cresceu, ele não achava que sua esposa o amava suficiente e se resolvesse fugir, agora levaria também a criança.

Certa noite, quando Eliza já estava no terceiro mês de gestação, Eragon foi ao mundo humano, colocou caçadores a procura do homem, o localizou e o matando a sangue frio. Assim que ele matou o humano, recaiu sobre ele a irá dos deuses, pois ele quebrou a regra de não ferir os humanos, Eragon passou os 6 meses restantes preso no mundo humano e sem visão, ele só poderia voltar ao seu reino e voltar a vê, quando o primeiro choro de seu filho fosse ouvido, no dia que a criança nasceu Eragon voltou correndo para fortaleza dos Trolls...

Eliza descobriu que Eragon tinha matado seu primeiro amor e prometeu se vingar, ela planejava fugir do palácio, mas, com o passar dos dias sua irá foi diminuindo e ela ainda amava Eragon e mesmo que o pecado que ele havia cometido tivesse sido terrível, algo dentro dela ainda compreendia ele, e também a criança dentro dela era um aviso de que ela deveria perdoá-lo.

Quando já estava perto do nascimento do bebê, um clã de bruxas veio visitar o palácio junto com o irmão de Eliza, que era o rei Feérico, que veio com a desculpa de se preocupar com a irmã e vê como estava indo o reino Trolls sem o controle de Eragon. Eliza ofereceu um grande banquete, a matriarca do clã das bruxas se ofereceu para ler os poderes do bebê, como forma de agradecimento por tamanha gentileza de Eliza ao recepciona-las.

A bruxa então ficou até todas irem embora e se encontrou com Eliza no ponto mais alto da fortaleza, pois ela alegava que precisava da luz mais alta da lua para fazer a leitura.

A bruxa logo sentiu que a criança seria mais poderosa que seus pais, mas não sabia ao certo a origem do seu poder, só sabia que algo antigo a cercava, ela só não entendia o que era.

Quando ela disse a Eliza, a mesma imaginou que a criança viria com o dom do espirito, que era um dos dons mais antigos e já havia sumido a gerações. O dom o espirito permitia que em alguns casos, você trouxesse vida aos mortos.

O tempo passou e chegou o dia que Eliza teria o bebê, ela se preocupou que Eragon não estaria no palácio, sem o rei ali seria o momento perfeito para um ataque, levando em conta que ela estava em um momento extremamente delicado.

No dia que a criança nasceu, Eliza tinha esvaziado a torre, permitindo apenas duas curandeiras de confiança, ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Só que ninguém foi visto entrando ou saindo do palácio, e quando Eragon retornou a criança havia sumido e Eliza estava desacordada, era como se ela estivesse em um sono profundo e nada conseguia acordá-la.

Eragon investigou a fundo todos os acontecidos, as curandeiras também estavam mortas e nenhum guarda saiu da porta da torre. Eragon descobriu a reunião e mandou caçar o clã de bruxas, que não foi encontrado em lugar nenhum, mas ele desconfiou das intensões do rei Feérico e mandou assassina-lo, pois achava que ele havia levado seu bebê e colocado Eliza naquele estado por medo de perder seu trono.

Eragon se culpava pelo acontecido, pois ele não estava no castelo no dia do nascimento... ele nunca desistiu da criança, nem de Eliza, ele a manteve em uma torre com os melhores curandeiros da província, e passou anos e anos procurando o bebê, sem nem ao menos saber o sexo da criança...ele não quis guerra com os Feéricos, não queria mais nem proximidade, depois de assassinar o rei, ele cancelou todo tipo de interação entre os dois reinos, dividindo-os com uma enorme muralha, ele se isolou em seu castelo e virou um tirano, seu coração por mais que tivesse uma semente de luz se tornou quase todo negro, a única pessoa capaz de quebrar esse reinado de terror seria seu bebê nunca encontrado.

Os Feéricos estavam desesperados, com a morte do rei e Eliza em coma, não existia mais família real. Ninguém era digno do trono, pois não possuíam os poderes para a coroa, eles ficaram colocando regentes e mais regentes. Até que um dia, mas especificamente um ano depois, um homem conhecido como o filho do dragão, um homem que tinha o poder a transfiguração e do espirito ( dom que estava desaparecido a anos) foi digno do trono e coroado o rei, mesmo ele dominando somente dois poderes, os deuses o abençoaram e tornaram o reino dos Feéricos prospero outra vez.

O coração do novo rei era bom demais e ele queria resolver o que tinha acontecido com Eliza, ele fez uma promessa ao deus da luz que acharia a criança e abriria mão de seu trono, mas quatro anos se passaram e nada de acharem a criança...

O rei dragão começou a se arrepender do juramento e atirou fora sua língua para quebrar a promessa, ele se livrou de todo o concelho anterior e caçou todos que tivessem algum fio de sangue da linhagem real anterior, ele também abandonou os deuses e passou a crer só em si mesmo.

Ele via como seu Sam de 7 anos ia ser um bom e um poderoso governante, pois o poder e as formas de transfiguração do filho cresciam dia após dia... ele jurou a si mesmo que jamais entregaria o trono a uma criança que tinha sido criada por estrangeiros, por mais que fosse direito de sangue, ele passou a caçar a criança de Eliza, não mais para ajudar e sim para matá-la.

O deus luz e o deus da escuridão viram a irá no coração do rei dragão, então o deus da luz pensou em tirar seus dons, todavia não o fez. Ele apenas decidiu conceder um dom a filha de Eliza, um novo dom, um dom antigo. A criança teria o dom da criação.

Essa criança seria agora da linhagem dos deuses e teria direito a posição que eles estavam deixando para trás. Os deuses decidiram virar as costas para suas criações e descansar, já que as criaturas haviam se esquecido de seus criadores. Eles abençoaram a terra e partiram. No entanto, permaneceram ligados a sua criação, uma vez que eles ainda se importavam com suas vidas.

Notas finais
Obrigada por lerem até aqui...

Até o próximo capítulo.

:* :*