Corte de Luz e Trevas
2 Capítulo 1
Notas iniciais
~18 anos atrás ~
PV da Raika (Matriarca bruxa)
O rei Feérico Amalake havia nos convocado a mais de uma semana. Eu e meu clã ficamos hospedado no palácio, porém, devido à falta de assunto ou solicitação de favores comecei a desconfiar que o rei estava planejando algo.
Certa noite, sai depois que todos dormiam e entrei na sala de guerra do rei, na mesa principal havia um plano de ataque, ele pretendia tomar o reino Troll, iria aproveitar a ausência de seu cunhado, ele pretendia se vingar por toda matança de anos atrás, iria recuperar sua irmã e todo o domínio dos povos.
Todavia, caso desse errado, ele colocaria a culpa em nosso clã, pois as bruxas eram conhecidas pelo domínio da mente, era justamente por isso que ele havia nos chamado, ele estava tramando colocar a culpa em nós.
Havia uma data marcada em seu calendário, seria amanhã, deveria ser o dia que ele pretendia realizar a dominação, eu não poderia permitir isso e creio que os deuses deles também não permitiriam.
......
Na manhã seguinte, o Rei Amalake desceu para tomar café da manhã conosco.
— Bom dia, senhoras, sinto muito por não ter me juntado a vocês mais vezes essa semana, daqui para frente será diferente – Ele afirmou enquanto sentava na cadeira principal da mesa, oposta a que eu estava sentada.
O rei era belíssimo, de fazer qualquer uma perder a cabeça, mas não era casado ainda, só havia possuído uma mulher com intensão de casar, que acabou morrendo na guerra de Eragon provocou anos atrás, talvez fosse por isso seu desejo de vingaça, depois dela, ele só se aproveitou de sua posição para possuir o máximo de mulheres que pode, nosso rei era um galinha nato.
— É uma honra está em sua presença meu rei, não vejo motivos para se desculpar com suas humildes servas – Me levantei para fazer uma referência e todo meu clã me acompanhou
Amalake abriu um sorriso de orelha a orelha, mesmo sendo rei, ele amava ser elogiado e isso fazia totalmente parte de meus planos. Flertei com o rei o máximo que pude, e notei que ele estava mordendo a isca totalmente. Após diversas conversas vazias, a refeição estava finalmente terminando.
— Gostaria de solicitar a presença de vocês, irei visitar minha irmã e acho que seria de bom grado leva-las, me preocupo com a saúde dela e de sua criança, soube que seu clã é muito bom em prever males.
Todas as minhas 14 lideradas me observaram, esperando para saber se aceitaríamos o convite do rei e entraríamos em território Trolls. Era bem verdade que depois que Eragon assumiu como rei, não tínhamos mais visitado as terras, eu temia aquele rei, pois sua cede de dominação era conhecida em toda terra mágica.
— Iremos sim, será um prazer rever a princesa – disse e tomei um gole de vinho, o erro de posição tinha sido proposital, ele com certeza veria como um símbolo de desrespeito – oh, sinto muito, a rainha – corrigi com tom inocente, mas já via a malicia em seus olhos.
Após tudo está terminado, eu dispensei minhas lideradas, sem comentar nada com elas sobre o plano de Amalake e comecei a planejar sozinha como faria para evitar o ataque, não seria negócio para nós se Amalake dominasse tudo e seria ainda pior se algo desse errado e Eragon vinhesse atrás de nós... eu tinha que agir, não poderia avisar Eliza, acho que seria difícil ela acreditar em uma bruxa ao invés do irmão.
Eu precisava está sozinha com Amalake, tentaria dominar sua mente, provavelmente seria capaz de fazer com que ele mudasse de ideia ou pelo menos entender o que ele planejava exatamente, o flerte do café da manhã não parecia ter funcionado, talvez ele não fosse tão galinha como os boatos.
Já passava de meio dia, eu tinha me recusado descer para o almoço, quando uma batida ressoou da porta. Bingo. Minhas lideradas não me incomodariam, os servos tinham sido dispensados, só poderia ser quem eu já estava esperando.
— Só um momento – falei com uma voz suave e levemente rouca
Eu estava com um vestido de botões de cima a baixo branco, tirei meu sutiã, de modo que o tecido desenhasse meus seios e desabotoei os primeiros botões do vestido, soltei meus cabelos de forma descuidada, parecia que eu tinha acabado de me levantar da cama... isso deveria funcionar, homens são previsíveis, eu só precisaria de alguns minutos. Passei um brilho nos lábios, tinha uma essência de Klammuis, essa planta quando ingerida causa leves desmaios e alucinações sobre o que está acontecendo, dura pouco tempo, mas seria o suficiente para entrar na mente do rei.
Abri a porta, deixando metade da perna encostada nela e fiz uma cara de surpresa
— Sim meu rei, a que devo a honra? – falei de forma doce e inocente, me afastei da porta para que ele pudesse me vê por inteiro, observei os olhos do rei passando de minhas coxas e terminando em meus seios, os olhos sedentos dele me diziam que ele seria um amante formidável, uma pena estarmos em uma situação assim
— Me perdoe a forma que estou vestida, estava me sentindo indisposta, por isso resolvi descansar para estar bem no jantar a noite – O rei balançou a cabeça e entrou porta a dentro, parando somente quando sentou em minha cama, eu esperei que ele estivesse olhando quando fechei a porta e a tranquei, dando uma pequena dica, me encostei contra a maçaneta e o encarei
— Creio que se você está indisposta, devo ter entendido mal seus sinais no café da manhã – ele me encarava, ou melhor, encarava meus seios com muito desejo – Se você não está se sentindo bem, eu creio que deveria me retirar? – Ele se levantou e andou até onde eu estava, passou a mão pela minha cintura e encontrou a maçaneta, quando seus lábios estavam perto dos meus ouvidos ele sussurrou – Entendi sua recusa para o almoço como um convite para comer outra coisa
Eu passei minhas mão passeando pelo seu peitoral definido e segurando sua nuca, puxei sua boca para minha mas ele se recusou, prendendo meus pulsos contra parede. Talvez seja mais difícil do que eu pensava, eu precisava que ele beijasse meus lábios para o veneno fazer efeito.
Ele beijou meu pescoço e colocou sua perna esquerda entre minhas coxas me prendendo na porta. Soltei um gemido e ele agarrou com mais força minhas mãos. Esse rei sabia como brincar. Ele soltou minhas mãos e agarrou meus seios, chupando como o direito e pressionando o outro, eu me esfreguei contra sua perna, por um momento fiquei com medo de perder o foco aqui, quando ele passou a ponta a língua no outro seio e me olhou, eu puxei sua boca na minha e ele me beijou de forma animalesca.
Eu o empurrei em direção a cama, e ele acompanhou, crendo que minha intensão seria deixa-lo me possuir. Assim que encostou no colchão ele caiu para trás. Me desvencilhei dele, coloquei minhas mãos em sua mente e criei uma visão, deixaria que ele pensasse que me possuiu.
Me afastei, observando o corpo do rei que ainda fazia alguns movimentos, mas depois parou. Toda mágica estaria acontecendo somente em sua mente.
Fui até a uma pequena maleta de porções, eu precisava de algo para dominar, eu precisava controla-lo essa noite, ele não faria absolutamente nada e não se lembraria do que aconteceu e porque seu plano não deu certo.
Injetei um liquido azul em sua veia e tirei um pouco de seu sangue, coloquei em um cordão no qual usaria naquela noite.
Ele seria somente como um fantoche essa noite, tudo estaria resolvido.
Tirei suas roupas e joguei ao redor do quarto, depois tirei as minhas e deixei somente meus longos cabelos cobrindo meus seios. Ele com toda certeza acharia que só pegou no sono depois que fez. Me sentei numa poltrona longe dele e comecei a ler meu livro. Com toda certeza, a fraqueza de um homem sempre será uma mulher querendo transar com ele.
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Dias Atuais
Pv Stella
Eu estava completamente paralisada, conseguia ouvir cada respiração no ar, consegui sentir cada olhar dos meu colegas de classe, mas eu não estava esperando isso, bem, na verdade estava sim, faz dias desde que David Keller da indiretas, manda recadinhos, mas achei que o fato de eu não ter dado atenção servia como mensagem de que eu não estava afim dele, não me leve a mal, ele é lindo, com seu corpo bronzeado e os lindos olhos verdes, ele era líder da equipe de natação e também um dos garotos mais cobiçados do colégio e estava aqui, na minha frente com um buquê de rosas e me pedindo para ir ao baile com ele e eu não tinha palavras.
Minhas bochechas estavam passando de um rosa bebê para um vermelho pimenta, eu não sabia como recusar o pedido numa sala cheia de gente, eu não sabia o que fazer, busquei rapidamente rostos amigos na multidão e não achei ninguém, quando voltei a olhar para David ele estava com um olhar de cachorro abandonado como se dissesse “vamos lá, Stell, não me deixe passar vergonha na frente da nossa turma” então balancei a cabeça com um acesso de sim, e escutei o suspiro apaixonados de várias garotas e talvez garotos também, ele deu um caloroso sorriso, colocou o buquê na minha mesa e disse – Te pego na frente da escola após a aula pra gente combinar melhor – deu um beijo na minha testa e saiu.
Aquele garoto só podia ser completamente louco, tudo bem que somos colegas desde o primário, mas como ele poderia saber se gosta ou não de mim ?! Porque diabos ele fez isso ?!
Ao meu redor as pessoas já prestavam atenção em outras coisas, algumas meninas ainda sussurravam “que garota de sorte”, eu só fiz me afundar na cadeira e encarar o exagerado buquê de rosas. O baile seria alguns dias antes do meu aniversário de 18 anos, era o último antes de o semestre acabar e finalmente estarmos livres da escola e rumo a faculdade.
— Grandes gestos sempre conquistam a garota certo? – Falou Mark sentando na cadeira a minha frente, meu melhor amigo, ele virou para me encarar e acho que eu ainda estava vermelha pois ele morreu de rir, só que seu sorriso era falso, não chegava nem aos olhos, aqueles lindos olhos azuis que eu conhecia tão bem... o que será que o estava incomodando?
— Bem, não ficaria surpresa se você me dissesse que deu a dica para ele fazer isso — puxei o buquê para colocar embaixo da carteira e abri o livro de biologia.
— Talvez eu tenha dado uma pequena dica, mas não achei que o – Ele fez uma pausa dramática e fez aspas com as mãos enquanto falava – “Grande gesto” ia fazer você aceitar ou perder a fala, já que desde pequena você tem um dom natural para falar – ele riu, agora de verdade
Olhei para ele com ironia nos olhos – Se não te conhecesse ia dizer que você está com inveja que eu tenho um par para o baile e você ainda nem tomou coragem pra chamar a Stacy.
Ele riu e bagunçou meu cabelo, o professor entrou em sala logo em seguida, o dia seguiu normalmente, o colégio estava uma bagunça, as pessoas do último ano só sabiam falar do final do semestre, do baile ou da faculdade que iam cursar.
Eu ainda não havia decidido, pensava em biologia, sempre tive uma ligação com a natureza, mas todos me diziam pra tentar um curso que exigisse mais liderança, pois parecia que corriam em minhas veias um Q de ser líder, segundo minha tia, ela que me criou a proposito, “as pessoas sempre param para ouvir quando você fala”, ou então “você nasceu com um dom para convencer todos Stella, mas nem tente comigo, não vai rolar”, tia Raika sempre dizia essa última frase quando eu pedia para ir a algum lugar que ela não ia autorizar, mas nós duas sabíamos que ela ia acabar deixando.
As aulas tinham acabado e quando eu fui aos armários, acompanhada do meu único e melhor amigo Mark, senti uma inquietação...eu voltaria para casa com David Keller hoje, tudo por causa daquele maldito “sim”, faria de tudo para convencer o Mark a não ir para aula do cursinho hoje para nos acompanhar.
Por mais que eu fosse falante, eu não tinha muitos amigos, na verdade eu só tinha o Mark e minha prima Stone que não estudava aqui...sim, e tinha a Kelse, mas não sei se somos amigas, fazemos algumas aulas juntas e ela é meio popular, super amiga do David...acho que só falava comigo para conseguir pescar algumas informações.
Mark e eu morávamos no mesmo condomínio desde que eu me lembre, eu nunca me mudei na verdade, eu nunca nem viajei, minha tia “trabalhava demais” segundo ela... nossas férias sempre se resumiam a passeios até o lago aonde minhas outras tias moravam, lá era bem perto de uma cachoeira, tinha trilha, nós acampávamos, era muito bom. Mas nunca sai do estado e muito menos do país.
Mark era meu vizinho, nós começamos a ser amigos depois que uns garotos tentaram pegar minha bicicleta e ele me “defendeu”, na verdade ele só começou a berrar e chamar o irmão dele Connor, mas ele não conta essa história dessa forma, desde então eu sempre passava meu tempo na garagem dos Miller, até assistíamos a banda de Connor ensaiar lá de vez em quando...mas, ultimamente não, pois Connor estava focado na faculdade de medicina e não tinha tempo...as vezes eu me pego pensando se Mark seguiria os passos do irmão dele e também tentaria medicina, ele parece ter dom para lidar com pessoas...fico angustiada... será que ele também vai ficar sem tempo para mim ? Era um pensamento egoísta, mas eu não imaginava meus dias sem ele.
—Mark – fiz uma pausa super dramática – Por favor, eu te imploro, eu não quero ficar sozinha com o David.
— E porque você aceitou ir para o baile com ele ?- ele falou colocando os livros na mochila – Você terá que passar um tempinho com ele Stell, se não for hoje, vai ser no baile, todo mundo sabe que ele sempre foi afim de você.
— Mas você sabe que eu nunca fui afim dele, sempre achei ele meio slá, nem sei explicar – respirei fundo – Tudo bem, se não quer me ajudar, vê se pelo menos toma coragem para chamar a Stacy hoje depois da sua aula.
— Não é coragem- Ele respirou fundo, e olhou para mim, mas olhou mesmo, eu jurava que ele diria algo importante, mas ele quebrou o contato e disse — eu só estava esperando alguém te chamar, não te deixaria ir sozinha ao baile, não ao ultimo do colegial – Ele deu um sorriso tímido e saiu, fiquei observando ele se afastar em direção a sala que teria suas aulas extras, Mark sempre foi gentil, sempre pensando em mim, ele ficou mais alto e mais bonito nesses últimos anos, com ombros largos e bem forte, nem parece aquele menino que corria no meio da rua sem camisa, pequeno e bem magrinho, sorri ao relembrar isso, Mark era um bom amigo.
Sai em direção a entrada principal do colégio e um aperto no meu coração ao lembrar das palavras a tão pouco tempo ditas “não te deixaria ir sozinha ao baile, não ao último do colegial”, será que ele iria comigo se eu não tivesse par? Se soubesse teria pensado melhor em como recusar o David, ir com o Mark seria bem mais divertido...mas seria egoísmo, eu não podia fazer isso com ele, ele era afim da Stacy a anos... eu não iria atrapalhar.
David estava me esperando, buzinou duas vezes quando me viu.
— Iai gata, fiquei surpreso com você ter aceitado voltar comigo hoje, achei que tentaria fugir – ele disse enquanto dava partida no carro, tinha um sorriso em seus lábios, seu rosto era tão amigável, talvez Mark estivesse certo, eu deveria passar um tempo a mais com o David... só que tinha algo nele, algo que eu não sabia o que era, era estranho.
— Falando assim parece até que eu tenho medo de você – disse em meio a uma risada – Já que vamos passar longas 6 horas juntos no baile, poderíamos nos conhecer melhor até lá, eu sei que estudamos juntos desde o primeiro ano do ensino médio, mas a gente nunca conversou muito certo?
Ele olhou para mim surpreso, seus olhos brilhavam – Achei uma ótima ideia.
David não seguiu o caminho para minha casa, ao invés disso ele me levou ao shopping, lanchamos e acabamos em uma loja, eu decidi que iria ao baile com um vestido azul e ele pediu minha ajuda para escolher a gravata.
Ele era legal, talvez a sensação fosse só coisa da minha cabeça, ele era até doce e com certeza estava afim de mim. O tempo passou mais rápido do que o esperado, logo fomos para casa, ele se despediu com um abraço e partiu, ao chegar perto de casa, vi o carro de tia Anne estacionado em frente a varanda.
—Aonde você se meteu? Ficou assistindo as aulas do cursinho com Mark de novo? – Tia Raika perguntou, ela estava sentada em uma cadeira ao lado de Anne, elas duas pareciam estranhamente diferentes de todas as outras pessoas, não só aparência por serem extremamente bonitas, mas não pareciam se encaixar... as vezes eu tinha a impressão que elas nunca se encaixaram nessa vida e só estavam tentando fazer o melhor possível para me criar depois do acidente de carro dos meus pais, segundo tia Anne, minha mãe tinha deixado a guarda para tia Raika, já que era a única parente viva.
Minhas tias não eram parentes diretas, na verdade nunca entendi direito o que nossa família era, nós só sempre estivemos juntas... Eramos em 6 ao todo, eu e tia Raika, tia Anne, tia Beatrix, tia Marta e sua filha, minha prima Stone, que tinha a mesma idade que eu.
—Não, eu sai com alguém – disse com um sorrisinho mostrando os dentes – David Keller me chamou para ir ao baile.
—Hmm, ele é uma gracinha Stell, não sabia que tinha começado a gostar dele- brincou tia Anne
—Bem, talvez – eu sorri
— Traga ele aqui qualquer dia, eu nunca o vi por mais de 10 minutos – disse tia Raika com um tom protetor
— Ah tia, não é como se nós estivéssemos namorando, só fomos ao shopping e vamos ao baile, não quero assustar ele – eu disse rindo
— Essa sua geração, antigamente antes de sair seus pais já tinham feito uma pesquisa de toda a linhagem dele – tia Raika falou enquanto servia mais uma xicara de chá
— Até parece tia, você nem é tão velha assim – eu soltei uma gargalhada – Vou subir para me arrumar e deitar, o dia foi tão cansativoo
Me despedi das duas com um beijo no rosto e fui tomar um banho, eu estava exausta, esse últimos dias eu não tinha dormido direito e nem me divertido, só fazia estudar para as provas do vestibular, não que eu precisasse estudar tanto, eu sempre fui inteligente, só que estava muio nervosa... eu apaguei a luz, mas mesmo assim não consegui dormir, tinha mandado mensagem para Mark contado sobre o resto do meu dia e perguntando se ele já tinha chegado, mas não obtive resposta. Depois que passava da 00:00 eu levantei silenciosamente para ir para cozinha e escutei minhas tias ainda conversando na sala, provavelmente achavam que eu estava dormindo.
—Bem, ao menos ela se enquadra nesse mundo certo? Mas sair com um garoto? Se ela resolver realmente ficar com ele? – Falava tia Raika angustiada
—Calma, é só um baile...você sabe que mais cedo ou mais tarde ela começaria a sair com alguém e ele seria humano, sempre nos preocupamos com a amizade dela com Mark, se isso daria algo mais... – tia Anne fez uma pausa – Mas você sabe que ela está certa, tem que criar laços aqui, nós já sabemos que não vamos volta.
Anne falou com tanta tristeza esse “não vamos voltar” que eu senti um aperto no peito, mas voltar para onde? E essa história de humano? Elas ficaram loucos?
—Sim, mas se ele nos encontrar, eu sei que depois de todos esses anos não tivemos nem sinal, mas meus contato de Virys me disse que ele ainda a estava procurando...se ele achar ela, vai força-la a voltar, e não quero que ela tenha o mesmo final de Eliza, viver com o coração amargurado é um peso demais para aguentar.
—Stella não é como Eliza, Raika, ela não vai se apaixonar tão rápido, e não sabemos se Eliza morreu com o coração amargurado. Ela pode ter perdoado Eragon, afinal, ele quem deve ter dado o último golpe.
—Espero que você esteja certa, Eragon não permitiria que a única filha se casse com um humano, ele faria de tudo para impedir, talvez até uma guerra contra essa raça.
—Agora você está exagerando, nem ele seria tão louco de bombardear esse mundo, pelos deuses, nós nem temos poderes aqui, ele não seria tão louco. – Tia Anne tinha um tom quase irritado.
— Você se lembra do porque estamos nessa história? – Raika afirmou – tudo só aconteceu porque Eragon veio a terra matar o amor de Eliza... ela teve aquela morte porque ele não estava lá
— Não sabemos se ela morreu Raika
— Então aonde mais estaria? Não se sabe nada dela a anos e Eragon se isolou....
Eu sai, não queria escutar mais nada, “única filha?” meu pai estava vivo? E eles falavam de humanos como se não fossem humanos, que merda é essa? Eu sai correndo, fiz mais barulho que que queria, eu bati a porta do quarto com força e corri para sair pela janela, eu só sabia correr, minha mente estava tão confusa, e escutei a voz de tia Raika gritando meu nome antes que eu entrasse na floresta e ficasse cercada de escuridão.
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