Correndo em Círculos
8 Capítulo 8: Agora estou me perguntando onde você sempre esteve
Notas iniciais
Na segunda-feira depois de Cobra aparecer na casa de Karina, ela acordou de bom humor. Até mesmo o tempo parecia estar do seu lado, pois havia um grande e caloroso sol lá fora, apenas esperando por ela e Pedro. E mesmo as aulas chatas que teve mais cedo não tiraram o sorriso de seu rosto.
Às dezessete horas em ponto correra para o banheiro do colégio e vestira sua roupa de praia. De lá iria direto encontrar seu namorado, pois seria total perda de tempo passar em casa antes. Já havia enrolado seu pai – sabia que ele não a deixaria ficar sozinha com Pedro, ainda mais na praia... --, dizendo que faria um trabalho na casa de uma colega depois da aula. Estava tudo indo como ela queria.
–- Ka?! – perguntou uma voz, despertando-a. Ela se virou e pôde ver Cobra e Jade de mãos dadas, Jade, meio envergonhada e Cobra, feliz da vida. – Você por aqui... sozinha? – pergunta Cobra, erguendo os olhos à procura da companhia da amiga. Karina se levanta. Estava sentada em um banco próximo à areia, onde havia marcado com Pedro.
–- To esperando o Pê. – se explica. – E vocês...? – olhou para suas mãos juntas numa pergunta silenciosa se eles haviam reatado.
Cobra sorri ainda mais.
–- Sim, nós estamos juntos de novo.
Jade olha para baixo e Karina franze o cenho, confusa. Não era normal a morena ficar envergonhada. Mas devia ser por causa da conversa que tiveram outro dia.
–- Esquentadinha... – chamou uma voz, rouca, deixando Karina levemente arrepiada ao sentir duas mãos a agarrarem pela cintura. Fechou os olhos, sorrindo.
–- Oi Pê. – falou, baixinho, se virando e lhe dando um beijo rápido nos lábios. Sentiu-o relaxar um pouco ao fazer isso e á cumprimentar de volta, olhando sobre seu ombro logo após e tentando se manter normal.
–- Oi Jade... Cobra... – murmurou, sério, estendendo a mão para o lutador que a apertou, sorrindo.
Eles ficaram em silêncio por um tempo até que Jade disse:
–- Bem... vamos deixar o casalzinho aproveitar, néh Cobra? Tchau. – seu namorado assentiu e depois deles se despedirem, Pedro soltou a respiração.
–- Viu? Eles já voltaram... – fala Karina, alegre. As coisas realmente estavam indo bem naquele dia. Pedro não tivera nenhuma crise de ciúmes e ainda por cima, estava tentando manter uma relação pacífica com o lutador.
Ele assente, acariciando seu rosto e observando seu corpo enquanto sorria maliciosamente:
–- Você ta mó gata. – fala, fugindo do assunto. Aceitar a amizade de Karina com Cobra era uma coisa, conversar sobre ele já era demais...
Karina ri, envergonhada.
–- Você também não ta... nada mal. – rebate ela, olhando para seu peitoral quase nu naquela blusa larga de surfista, as cavas profundas mostrando as laterais de seu tronco. É, ele estava muito melhor do que nada mal.
–- Espera até você ver o gato aqui sem camisa de novo, teu forninho vai des...pen...car! – diz ele, piscando um olho e sorrindo ainda mais, despertando-a de seus devaneios.
Ela cora, lembrando dos dois sem camiseta, se amaçando pelas paredes de sua casa até seu quarto. Até Bianca os interromper.
–- Convencido. – diz ela, sorrindo de volta e Pedro ergue uma sobrancelha, como se estivesse desafiando-a.
–- Você vai ver o convencido! – rebate ele, agarrando-a pela cintura e a colocando sobre seu ombro.
–- VOCÊ ENLOUQUECEU?! ME SOLTA, PEDRO! – grita ela, surpresa, se debatendo, mas ele já estava carregando-a até a areia, onde a largou bem próximo da água. As poucas pessoas presentes na praia apenas os observavam, confusos ou alegres de ver um casal jovem se divertindo.
Ele a larga na areia fofa quando vê que não vai aguentar mais segurá-la daquele jeito, as pernas dela ainda se debatendo sendo presas pelo corpo dele sobre o seu. Ele a encara e seu olhar intenso a acalma, trazendo até um sorriso para seu rosto.
–- Você é muito maluco. – diz ela, encarando-o de volta, suas mãos no abdômen dele como se para que ele não caísse por cima dela.
Ele sorri. – Só por você, gata. – e a beija nos lábios, suas mãos nas laterais do corpo dela, as pernas dela por entre as suas.
O beijo começa lento, mas tão intenso quanto qualquer beijo que já trocaram, suas almas parecendo se fundir naquela sensação prazerosa na boca de seus estômagos. Quando o ar lhes falta, eles se separam, ofegantes, e Pedro se levanta, oferecendo-a uma mão.
–- A gente ainda vai ter muito tempo pra fazer isso, mas primeiro temos que arrumar as coisas aqui. – diz ele, quando ela já está de pé.
Ela assente, tirando a mochila de suas costas e a abrindo para então pegar uma toalha e estendê-la no chão.
–- Deu. – murmura, sorridente, se sentando por cima da toalha. Aquela era a única coisa que ela tinha para arrumar. – Agora vem. – ordena, estendo os braços.
Pedro ri com o jeito dela e então tira sua camiseta, bem ali, na frente dela. Ela tranca a respiração ao vê-lo daquele jeito, o peito nu dele subindo para que ele se livrasse da peça deixando-a em êxtase.
–- Não falei? – brinca ele, notando o olhar dela.
–- Que eu ia ver o convencido? É, falou...
Ele ri. -- Você vai ficar assim? – pergunta, sorrindo, seus olhos no corpo dela fazendo-a corar. – Sabe... também dá pra tomar banho de roupa, mas de biquíni é bem melhor. – brinca, e ela se levanta e coloca suas mãos na barra de sua blusa, levantando-a e revelando a parte de cima de um biquíni preto. Tira seu short também, sorrindo, tímida, ao vê-lo encará-la, boquiaberto. Qualquer um diria que ela não estava sexy ou qualquer coisa do tipo com aquele biquíni simples e preto, mas para Pedro, pensar que aquela baixinha de barriga trincada, silhueta curvilínea e olhar rebelde havia se entregado para ele era demais. Nunca tinha achado qualquer corpo feminino mais bonito do que o dela e sempre se esquecia de agradecer a Deus por ela gostar de muay thai. Por mais que duvidasse que não fosse gostar do corpo dela mesmo sem lutar.
–- Você vai ficar assim? Não vamos entrar na água? – brinca ela e ele sacode a cabeça, voltando ao mundo real.
Ele não diz nada, apenas a agarra pela cintura, abraçando-a apertado contra seu corpo.
–- Você quer me deixar maluco, só pode.
–- Só se for mais do que você já é. – diz ela e o beija. – Vamos? – e os dois caminham juntos em direção à água.
–- Ui! Ta gelada, em? – murmura Pedro ao pisar na areia úmida e gelada. Karina ri do namorado.
–- Deixa de ser fresco, Pê! – e apressa o passo, chamando-o provocativamente com o dedo.
Ele a segue; e quando a água alcança a cintura de Karina e a metade de suas coxas, ele mergulha, reaparecendo na frente dela, suas mãos em sua cintura nua.
–- Você ta tremendo? Depois eu que sou o fresco! – diz ele, brincalhão, ao vê-la quase batendo o queixo.
–- Não enche, Pedro. Essa água ta mesmo muito gelada. – responde ela, frustrada, abraçando o próprio corpo com os braços, ele sorri ainda mais e a puxa para si, abraçando-a.
–- Deixa que eu te aqueço. – sussurra ele, em seu ouvido.
–- Você ta é me gelando, com esse corpo todo molhado. -- responde ela, tentando afastá-lo.
–- Deixa que eu resolvo isso. – ela o encara, confusa, e não tem tempo nem de pensar quando ele mergulha, puxando-a junto em seus braços.
–- Seu idiota! – grita, ao voltar para cima da água e, vendo-o rir dela, faz uma cara emburrada.
–- Ah, vai, Karina, eu tava só brincando. Nunca ouviu falar que depois que a gente mergulha a água não fica mais tão gelada? – diz ele, entre as risadas e se aproxima ao vê-la ainda emburrada, abraçando-a novamente em seus braços. – O que eu posso fazer pra tirar esse seu bico? – pergunta maliciosamente, arrancando um sorriso dela.
–- Bobo. – e então chega com seus lábios próximos aos dele e o beija.
Eles ficam ali, dentro da água, até que o sol começa a sair de turno e a lua começa a aparecer, seus dedos já murchos de tanta água e seus lábios inchados de tanto beijar. Mas ainda não queriam se separar, esses momentos em que estavam juntos sempre eram os melhores, pois não havia ninguém que fosse tão engraçado quanto ele e tão desencanada quanto ela, trocavam salpicos, puxadas de perna, risadas e abraços á cada minuto, se divertindo como nunca na vida se divertiram.
–- Pê, você já ouviu a falar que a lua e o sol são amantes? – pergunta Karina, quando os dois param de brincar para assistirem ao pôr-do-sol juntos, dentro da água. Ele murmura em resposta, negando com a cabeça, seu nariz contra o pescoço dela, exalando sua essência, suas mãos agarradas em sua cintura, segurando-a forte contra seu próprio corpo, enquanto seus olhos assistiam ao grande espetáculo de cores no céu.
“Eles se apaixonaram antes de haver humanos na Terra. E quando nós aparecemos, foi incumbido ao Sol iluminar o dia e à Lua iluminar a noite. Isso partiu o coração deles, pois nunca mais poderiam se ver. A Lua ficou tão triste que chorava todas as noites e então Sol implorou a Deus para que trouxesse alguma companhia à ela, e Deus fez as Estrelas.”
“Mas nem mesmo as Estrelas conseguiam manter o sorriso da Lua e é por isso que ela tem fases, cheia quando as Estrelas conseguem fazê-la sorrir e minguante quando elas não conseguem.”
“Mas Deus é bom e é por isso que ele concedeu alguns minutinhos para o Sol encontrar a Lua e a Lua encontrar o Sol.”
Quando ela termina, Pedro a encara com um olhar diferente, além do desejo ou do amor, admiração. Sua Esquentadinha tinha tantas faces que ele achava que nunca conheceria todas elas. E ali estava uma delas, ela era uma exímia contadora de histórias. Ficou encarando-a por um longo tempo, enquanto ela ficava em silêncio, recordando de seu passado enquanto observava o céu escurecer aos poucos com um brilho no olhar. Até que viu seus olhos marejados e sua respiração descompassada.
–- Eu ouvi essa história uma vez, num vídeo que meu pai fez de minha mãe tentando fazer Bianca dormir. – diz ela, permitindo que algumas lágrimas escorressem de seus olhos.
Pedro sente um desespero o atingir ao vê-la naquele estado e por isso a aperta mais em seu abraço, beijando sua bochecha em busca de suas lágrimas.
–- Desculpa estar sendo tão fraca. Mas eu sinto falta dela sem nem mesmo conhecê-la e toda vez que olho para o pôr-do-sol lembro que ela não está mais aqui por causa minha.
–- Shh... não fala assim. – sussurra ele, virando-a para ele novamente e enxergando seu olhar triste. – Faz assim: substitui essa lembrança da sua mãe com o Pôr-do-Sol por nós dois juntos, aqui, nessa praia linda, olhando para o céu, abraçadinhos.
Ele acaricia seu rosto com delicadeza e ela sorri, grata por ter o melhor namorado do mundo.
–- Eu vou tentar, Pê. – sussurra, e depois de se encararem por alguns segundos, chega com seus lábios mais perto dos dele e os dois se aproximam juntos, até que eles se encontrem.
O beijo inicia lento e carinhoso, mas se torna urgente e desesperado quando Karina agarra forte no pescoço de Pedro, seus pés pendurados no ar. As peles nuas e geladas de ambos levando um choque elétrico ao aquecerem com rapidez. A água em volta deles tentando – sem sucesso – realizar seu trabalho de gelá-los.
Pedro geme contra sua boca e desliza suas mãos até suas coxas, segurando-a próxima a ele, enquanto as mãos dela puxavam seus cabelos do jeitinho que ela sempre fazia e que sempre o deixava maluco e depois as abaixando até suas costas, trazendo arrepios por todo seu corpo ao roçar seus dedos por ela com suavidade. Ele sentiu seu corpo mudar ao sentir isso e revidou, apertando suas coxas com vontade contra seu próprio corpo até ouvi-la murmurar em seus lábios. Sorriu e então ela se separou dele, com os olhos arregalados de surpresa.
–- Er... – gagueja Karina, corada, olhando para baixo com um meio sorriso no rosto. – Desculpa...
Pedro franze a testa e também olha para baixo, onde percebe o volume sob sua bermuda um tanto alterado. Cora. Ele já se sentira excitado antes, e várias vezes haviam sido com Karina, mas nunca com aquela intensidade e jamais em um lugar público. Karina estava deixando-o completamente maluco mesmo.
–- É-é... não foi nada. – murmura, e sem saber o que fazer se agacha dentro da água e mergulha. Quando ele se ergue, á vê rindo e franze as sobrancelhas.
–- Desculpa, Pê, mas é que... não acredito que isso aconteceu! – diz ela, encarando suas partes baixas e segurando a risada.
Pedro abre um sorriso também, surpreso pela atitude da namorada diante da situação, achou que ela ficaria constrangida ou algo assim, mas ela parecia achar graça.
–- Por que a surpresa? – pergunta ele e ela desmancha o sorriso.
–- Ah, é que... sei lá... – ela morde os lábios, nervosa. – Eu nunca pensei que alguém ia ficar assim por... – tenta dizer ela, mas ele se aproxima e pega suas mãos, encarando-a nos olhos.
–- Você sabe o porquê do Dennis ficar assim, não é? – pergunta ele, sorridente. -- Por causa de você. Você me deixa louco, Esquentadinha. – completa, ainda sem deixar de encará-la. Seus olhos, duas bolas negras e sua respiração, forte como um vendaval.
Ela o encara de volta, nervosa, seu coração batendo forte no peito e então os dois se aproximam ao mesmo tempo e, intenso como a escuridão no deserto, se beijam novamente. Suas vísceras queimando como fogo e seus sangues pulsando dentro de suas veias. Ela sente o corpo dele hesitar em chegar mais perto, mas quando ela se aperta contra ele, o sente relaxar, as mãos dele envolvendo o cordão de seu biquíni e apertando suas costas para mais perto.
Ele a sente intensa contra ele, sua pele tocando-o sem medo em todos os lugares livres, desde seu abdômen até seu peito e então mais abaixo, quase em sua pélvis. Abriu um olho e espiou por detrás dela, a praia já estava praticamente vazia naquela região, com algum movimento á uma distância que não daria para reconhecer ninguém, caminhou com ela ainda em seus braços, a correnteza da água não atrapalhando em nada sua caminhada para fora da água.
Quando chegou em terra firme novamente, largou-a sobre a toalha, ainda sem desgrudar de seus lábios, a água escorregando de seu corpo para o dela que, mesmo gelada, não sentia frio, seu corpo anestesiado de desejo. Deslizou seus lábios para o pescoço nu dela e acariciou sua pele com seus lábios, fazendo-a gemer e corar, lembrando que estava em um lugar público.
Ouviram duas mãos aplaudindo e se afastaram com rapidez, completamente corados, Karina limpando seus lábios desajeitadamente enquanto Pedro mordia os seus, frustrado com a interrupção.
–- Que lindo, em? O casalzinho Perina se amassando em pleno lugar público! Vocês tão me surpreendendo. – fala Vicki, encarando Pedro como se acreditasse que ele fizera aquilo sozinho e o admirasse pela atitude.
Pedro arregala os olhos e Karina bufa de raiva e sente seus olhos queimarem, suas mãos fechadas fortemente.
–- Que é? Deu em nos seguir agora, é isso? – pergunta, irritada, observando o corpo magro da cantora em um mini biquíni que a fazia ficar insegura. Encarou Pedro, em busca de qualquer sinal que pudesse sugerir atração. Não conseguia ver nada senão irritação. Sorriu.
–- Só se for vocês dois. Eu moro aqui perto e sempre veio dar um mergulho depois da escola. – responde Vicki, ainda encarando Pedro.
–- Que legal, Vicki! Então porque você não vai dar o seu mergulho de uma vez? Não tem nada te impedindo. – diz Karina, calma, e isso surpreende Pedro, que vai para trás da namorada e a abraça.
–- É... pode ir Vicki. Sabe como é, eu quero ficar um pouquinho sozinho com a minha gata. – fala ele, beijando o topo da cabeça de Karina, que sorri.
Vicki desmancha o sorriso presunçoso e murmura -- alto o suficiente para que os dois ouçam:
–- Que mau gosto... – e então dá as costas para o casal e se afasta, rebolando.
Pedro vira a namorada de frente para ele, esperando ver sua expressão para baixo, e ter de consolá-la novamente, mas encontrando-a sorridente, franze a testa, confuso.
–- Vamos comer alguma coisa? To com fome... – fala Karina, deixando-o ainda mais confuso. Esperava uma discussão ou algum sinal de que ela estava completamente fora de si, como sempre acontecia com sua Esquentadinha, mas nada, ela parecia despreocupada, alegre como se tivesse acabado de ouvir que ganhou uma medalha de ouro.
Mas ele resolveu não falar nada para estragar seu humor, apenas assentiu e os dois juntaram suas coisas e saíram dali juntinhos.
Pararam em uma sorveteria e depois de pagarem e escolherem seus sorvetes se sentaram nas mesas que estavam na rua, Pedro, pensando na razão de sua namorada estar assim e Karina, aliviada de não ter mais sua insegurança nas costas. Ela não tinha porque duvidar dos sentimentos de Pedro se á cada dia ele provava mais que a amava.
–- Ta tudo bem, Pê? – perguntou, quando o silêncio se prolongou demais entre eles.
Pedro sorri, tentando tranquilizá-la.
–- Mais que bem. Tava com saudades de nós dois sozinhos. – diz ele, encarando-a intensamente nos olhos.
–- É uma pena que não tenhamos ficado sozinhos o tempo todo. – murmura Karina, colocando uma colherada de sorvete na boca.
Pedro suspira. Ali estava sua Esquentadinha.
–- Não dá bola para aquela garota, Ka. Eu sou...
–- Eu sei. – interrompe ela, sorrindo. – Você é muito mais eu. Eu acredito nisso. – e pegou sua mão sobre a mesa, sem deixar de encará-lo de volta. – Eu não sou burra, Pê. Se você insiste que não sente nada por ela, eu acredito nisso. Você já me provou que gosta de verdade de mim.
Pedro respira fundo, sorrindo, os olhos marejados de culpa por ter um motivo que a faria duvidar de seu amor no futuro.
–- Eu quero que você sempre se lembre que eu te amo mais que tudo, minha Esquentadinha. Não importa o que eu disse ou fiz no passado, eu me apaixonei por você no momento em que você apareceu lá no Perfeitão, toda marrenta, pedindo suco de mamão com laranja, desde o momento em que te vi de quatro no chão e soltei uma provocação. Eu te amo assim, toda esquentadinha. – diz ele e ela não consegue segurar as lágrimas que escorrem de seus olhos.
–- Droga, moleque. Olha o que você fez comigo... logo quando eu to de tpm?! – murmura ela, rindo enquanto secava suas lágrimas. Ele não diz nada, apenas se levanta e se agacha ao seu lado.
Ela leva seus lábios até os dele e os dois se beijam com ternura, transmitindo toda a dor da distância que sentiram e que ainda sentiriam.
__________________________________________________________
Fale com o autor