Correndo em Círculos

38 Capítulo 38: Eu estava lá por você


Notas iniciais
Desanimadééérrima pra escrever essa semana, mas enfim estou aqui. Música do capítulo: Maps – Maroon 5 (fiz um vídeo Cobrade com essa música: https://www.youtube.com/watch?v=ICwYflCah3Y)

Depois de sua conversa com Bianca, Karina saiu imediatamente com Pedro daquela casa. Ele, decepcionado com o próprio pai, que preferia viver nas sombras ao invés de ouvi-lo. Marcelo devia realmente ter se encantado pelo canto da sereia, como dizia Lincoln.

Eles foram para a casa de Pedro. A verdadeira, diga-se de passagem. Delma ficara confusa ao vê-lo ali tão cedo. Já havia combinado com Marcelo que o filho passaria o final de semana inteiro lá, mas, depois de tentar falar com ele e não receber nenhuma resposta, o viu entrar dentro de casa, seguido de Karina. A garota até mesmo se virou para ela, com um sorriso compadecido no rosto, mas também não disse nada, apenas o seguiu para dentro.

Ao entrar em seu próprio quarto, o garoto esperou que ela entrasse antes de trancar a porta e se jogar em sua própria cama, estendendo os braços para que ela se deitasse com ele. Ela suspira, mas o faz, o beijando nos lábios antes de aconchegar seu corpo sobre seu peito.

–- Como foi com a Bianca? – pergunta ele, enquanto brincava com uma mecha de cabelo dela que crescera demais.

Ela morde o lábio antes de puxar sua mão e cruzá-la com a dela.

–- Foi bem. – responde, seca. Sabia que ele estava puxando aquele assunto apenas para que ela não entrasse no seu assunto: pai mais Roberta.

–- Ah para... me fala, o que aconteceu? – pede ele, insistente. – Vocês fizeram as pazes? Vocês se despediram e tudo normalmente, não vi nenhum fogo sair pelas suas narinas.

Ela ri levemente.

–- Eu perdoei ela.

É a vez dele de sorrir.

–- Fico feliz em ouvir isso, Ka. Eles...

–- Eles? – indaga ela, confusa.

–- Seu pai e sua irmã... eles não merecem que você se afaste por uma simples omissão.

Ela se levanta rapidamente e o encara fundo nos olhos, se sentindo quase traída. Ele franze a testa ao ver sua reação.

–- Simples omissão?! Você tem noção do que esse homem fez? Ele fez eu me sentir culpada por ser como eu sou. Por ter um namorado e querer transar com ele, por querer lutar e não gostar de ser feminina. Tudo porque ele não tinha coragem o suficiente pra me dizer a verdade. – diz ela, magoada, sentindo seus olhos rapidamente marejarem.

Pedro franze ainda mais a testa.

–- Ka... você tem que entender que não deve ser simples assim pro Mestre. É fato que ele é careta, mas esse é quem ele é. Não é porque você tem um namorado ou porque você não é feminina, que ele omitiu a possibilidade de você não ser filha dele. É porque contar seria consentir essa possibilidade e ter que arcar com as consequências de ter você afastada e magoada. Eu sei como ele se sente porque foi exatamente assim que eu me senti quando eu comecei a te amar e escondia coisas de você.

Ela suaviza as expressões e limpa a lágrima que escorria por sua face.

–- Mas você sabe o quão difícil foi eu te perdoar. – afirma ela, com sinceridade, olhando fundo em seus olhos.

Ele sente o ar quase faltar em seus pulmões ao ver a destruição naqueles seus olhos azuis. Aproxima-se e coloca uma mecha de cabelo por detrás de sua orelha, fazendo-a fechar os olhos.

–- Eu sei. Mas você me perdoou mesmo assim. – diz ele, assistindo enquanto ela abre os olhos.

–- Eu te perdoei porque você mostrou que realmente me amava e porque eu te amo.

–- E você não sente isso vindo de seu pai? – indaga ele. Ela o encara mais profundamente e então quebra o contato visual, secando suas lágrimas com as costas de sua mão.

–- Eu não quero falar sobre isso, Pedro. Eu não quero brigar com você. – diz ela.

Ele suspira e assente com a cabeça, antes de puxá-la de encontro ao seu peito e abraçá-la firmemente.

–- Eu só quero que você saiba que eu estou e sempre estarei aqui pra que você desabafe. – afirma ele e ela assente enquanto o aperta mais forte.

–- Eu também estou aqui por você, Pê. Pode se abrir comigo sobre tudo o que você quiser. Principalmente sobre seu pai.

Ele treme por dentro, mas assente.

–- Eu sei. Mas essa é a minha vez de pedir pra que não entremos nesse assunto agora.

Ela se afasta levemente e ele vê seu rosto molhado de lágrimas.

–- Eu te amo, meu Guitarrista. – sussurra, em um fio de voz.

A resposta dele vem em forma de beijos. Beijos sobre cada lágrima sua, secando-as.

–- Eu também te amo, minha Esquentadinha. – os dois riem de nervosismo. Ainda era tão intenso quando eles se declaravam daquela maneira. Talvez sempre fosse ser assim, afinal, era isso que aquele sentimento se tornava cada vez mais: intenso.

_____________________________________________________________________________

Cobra pensou muito depois de ver Karina saindo alegre com Pedro, em direção ao ponto de táxi. Pensou tanto que já estava começando a adquirir a maldita mania de Jade de arrancar os próprios cabelos.

Pensara exatamente nela. Em todo o seu ser em geral. Talvez voltar com Jade só dependesse dele. De ele deixar seu orgulho de lado e correr atrás do que queria, não com beijos ou amassos, mas sim com todo o seu ser. Se entregar totalmente àquela relação, exatamente como ela queria. Mas como começar? Demandava tanto esforço fazer aquilo que ela queria.

Ele sempre fora assim, sozinho, misterioso... e ninguém nunca entrara tão fundo em sua vida como Jade fizera. Nem mesmo Karina. Ela sabia de cada ponto fraco dele, física ou psicologicamente. Podia não saber da história de seu passado, de seus roubos para ajudar a família e do dia em que os abandonou, correndo atrás de seu sonho, mas ela sabia que havia algo por trás daqueles seus olhos negros e vazios. Ela sabia que aquele vazio só era preenchido com ela mesma e que ele mascarava aquele sentimento com todas as suas armas.

Nosso lance é de interesse. Ele nunca imaginou que se contradiria tanto. A história dele com Jade poderia ser tudo, menos por interesse.

E era por isso que nesse momento ele estava correndo em direção a casa dela, não importava que fossem seis horas da manhã, não importava se ela não o quisesse. Ela ia ter que ouvi-lo.

Ao chegar ao andar de seu apartamento, ele estreitou os ombros, respirou fundo e apertou as mãos em punhos. Qualquer coisa poderia acontecer, a mãe dela poderia abrir a porta e o correr dali a pontapés, ou a própria Jade poderia fazer isso.

Mesmo assim ele colocou a mão nervosa e suada sobre a madeira da porta e bateu três vezes. Ninguém atendeu. Olhou para os dois lados, ansioso e optou pela campainha. Novamente ninguém atendeu. Colocou a orelha de encontro à porta para ver se havia qualquer som ali dentro, e escutou um baixo burburinho, um resfolegar lento e longo e o fungar de um nariz choroso.

Franziu a testa. E então colocou sua mão nervosa sobre a maçaneta da porta e a girou lentamente. Jade sabia mesmo que ele tinha uma pontada de marginal...

Ao abrir a porta ele se depara com uma cena de cortar o coração: a sua linda e poderosa dama aos prantos, encolhida sobre o sofá e chorando, os cabelos que estavam presos em um coque mal feito sendo arrancados sem parar, enquanto suas pernas quase inteiramente expostas pela camisola curta de cetim, tremiam descontroladamente.

Ele franze a testa novamente e deve ter feito algum barulho nesse momento, pois sua dama se vira em sua direção, com os olhos aguados sobre os seus. Ele se aproxima, não lentamente como demandava o momento, mas com rapidez e agressividade, e com esse mesmo ritmo de movimentos, puxa o braço dela e o afasta de seus cabelos, negando lentamente. Ela o encara e ele se prepara para um tapa ou um xingamento, mas ela o surpreende quando se joga em seus braços e o abraça pelo pescoço, o corpo parecendo pequeno sobre ele enquanto tremia pelos soluços que não paravam de vir.

Ele fica sem reação no começo, mas logo deixa que suas mãos descansem sobre suas costas e a tragam para mais perto, beijando seu ombro antes de dizer:

–- Eu estou aqui, dama. Pode chorar tudo o que você tem pra chorar. – e ela faz exatamente isso, sem pensar nas consequências de estar em seus braços novamente, o abraça com mais vontade e se debulha em lágrimas.

Ele não fazia ideia do motivo de suas lágrimas, mas não importava. Qualquer que fosse, ele estaria ali para acalentá-la.

_____________________________________________________________________________

–- Você não vai me falar o motivo de ter voltado tão cedo? – pergunta Delma, depois que finalmente conseguiu ficar a sós com seu filho.

Pedro coça a cabeça, sem saber como se explicar e olha para sua namorada que estava sentada em uma das mesas do Perfeitão, esperando ele voltar com o almoço dos dois . Suspira.

–- Eu só cheguei à conclusão de que não dá mais pra voltar a ficar perto do papai.

Ela franze a testa, sem entender e ele se vira para Karina.

–- A Karina me disse que foi a Roberta que contou sobre o acordo. – diz, sem olhá-la nos olhos. – Ela queria se vingar de mim por eu ter feito o papai desistir dela.

–- O quê?! Pensei que você tivesse contado!

Ele nega com a cabeça e ela põe a mão sobre a boca.

–- Que absurdo! – murmura, perplexa. Sabia que Roberta era capaz de muitas coisas, mas sempre pensou que essas coisas nunca fossem se tratar de seus filhos. Pedro e Tomtom eram apenas vítimas daquela situação. – E o que seu pai achou dessa história?

Pedro ri.

–- Ele nos viu discutir, mas não quis saber o motivo. Disse que o importante é que eu e a Karina voltamos.

–- Como assim? – indaga a mulher, trazendo a atenção do filho de volta para si. – Ele deve estar maluco!

–- É. Maluco de paixão por aquela víbora. – afirma ele e vê algo estranho na expressão de sua mãe. Ciúmes? Inveja? Saudade? – Não fica assim, mãe. Aquele cara não merece as suas lágrimas. Ele não merece as lágrimas de ninguém. – completa ele, preocupado ao ver seus olhos marejados.

Ela suspira e sorri levemente.

–- É que a gente consegue se surpreender cada vez mais com as pessoas. Eu achei que conhecesse seu pai; quebrei a cara. Mesmo assim não lhe privei de ver seus filhos e os vejo também quebrar a cara.

Ela limpa suas próprias lágrimas com os dedos.

–- Mas eu sei que ele ama vocês, Pedro. Não desiste dele assim tão rápido que uma hora essa paixão toda vai passar.

–- Eu não vou esperar que passe. Aquele homem já me decepcionou demais. – afirma ele, sem mágoa, seus olhos firmes sobre os de sua mãe, que lhe abraça depois disso.

–- Eu não acredito que ele realmente tenha deixado você se afastar. Ele ainda vai sofrer as consequências disso.

O garoto sorve um pouco de ar.

–- Não vamos mais falar sobre isso. – pede, se afastando para olhar em seus olhos.

Ela assente, compreensiva e o vê se virar novamente em direção a sua namorada, que o vê, sorri e manda um beijo à distância.

–- A Karina ta passando por uma situação difícil. – diz, encarando a jovem. – Ela descobriu que o Gael não é pai dela e ainda não sabe o que fazer. Eu ofereci pra ela ficar aqui por enquanto.

Delma assente, os olhos arregalados de perplexidade. Falara com Dandara ainda àquela manhã, mas a amiga não lhe dissera nada. Sabia que a cantora estava afastada do mestre e por isso poderia não estar á par das notícias.

–- Ela pode ficar aqui o tempo que quiser. – afirma, complacente.

Pedro assente, agradece e caminha em direção a sua namorada, beijando seu pescoço antes de se sentar ao seu lado, com um sorriso no rosto.

Delma sorri também. Seu filho poderia ter perdido o pai, mas ainda tinha a ela, Tomtom e Karina. E ela sabia que a garota só lhe trazia força, assim como era com sua mãe e irmã. Aquele era um amor verdadeiro.

_____________________________________________________________________________

À noite, depois de jantarem, Pedro saía de seu banho com a toalha amarrada na cintura, os cabelos rebeldes sendo acariciados por suas mãos enquanto entrava em seu quarto. Delma havia permitido que sua filha dormisse na casa de uma amiga, por isso naquela noite sua única e maravilhosa companhia seria Karina. E por falar em Karina...

Assim que ele entrou em seu quarto sentiu seu corpo ser tomado por aquelas já conhecidas sensações de desejo. Sua linda e esquentadinha namorada estava deitada de bruços sobre sua cama, vestindo apenas a toalha de banho em volta de seu corpo enquanto olhava um álbum de retratos dele, entretida.

Ele tenta não fazer barulho quando sobe em cima da cama, e envolve sua cintura com os braços enquanto beija seu pescoço.

Ela ri, sentindo cócegas.

–- Onde você achou isso? – pergunta o garoto, curioso, se deitando também de bruços ao seu lado e encarando uma foto dele pequeno na praia.

Ela vira seu rosto em sua direção.

–- Tava na sua estante. – e se vira de novo para o álbum, virando a página e se deparando com uma foto dele inteiramente nu, nos arredores de seus dois anos de idade. Ela ri, o encarando, e ele cora.

–- Você sabe que ele não é mais tão pequeno assim... – diz, brincalhão.

Ela ri ainda mais e ergue uma sobrancelha.

–- Não sei não... – provoca, enquanto o encara nos olhos.

–- Ah é... você quer que eu te relembre? – rebate ele, empurrando-a contra o colchão e subindo para cima de seu corpo.

Ela ofega.

–- Eu que sou a lutadora aqui! – murmura, sorrindo.

Ele aperta seus pulsos em resposta, segurando-os por cima de sua cabeça enquanto aproximava seu rosto do dela.

–- E eu sou um guitarrista louco. Quem será que ganha essa disputa? – sussurra ele em seu ouvido, trazendo arrepios para ela, que geme levemente.

Bufa. Se é guerra que ele queria, é guerra que ele teria! E com isso, ergue sua cintura para cima até que ela esbarre com a dele. Ele arregala os olhos, só agora se lembrando da situação em que os dois se encontravam, com apenas aquelas duas toalhas os separando. Empurra o corpo dela contra o colchão com o seu próprio e ouve um gemido escapar por seus lábios. Roça sua boca por sua bochecha e lhe dá um singelo beijo ali antes de descer seus lábios até o canto dos dela, esperando que ela tomasse os dele. Mas ela não o faz, apenas provoca mais um pouquinho, mordendo sua própria boca e depois lambendo seu lábio superior. O sente tencionar os músculos e sorri de lado, brincalhona.

Ele vacila. Sorrir de lado era golpe baixo! Ela sabia o quanto ele amava aquela sua boquinha pequenininha erguida para o lado.

Mas ele não cede, desce sua boca para seu queixo e a mordisca ali, antes de subir para sua orelha e fazer o mesmo em seu lóbulo, fazendo-a balançar a cabeça e arquear a cintura contra ele.

Ele geme e ela pode sentir o movimento por debaixo de sua toalha. Enrubesce a face quando o sente a pressionar ainda mais, levando suas mãos para sua cintura e as passando devagar por suas curvas, por cima da toalha. É a vez dela de gemer, com ainda mais ênfase quando ele desce sua boca por sua mandíbula até seu decote e a beija por entre os seios que quase escapavam da cobertura da toalha. Ele sobe suas mãos por sua cintura e agarra a ponta da toalha que cobria sua nudez, puxando-a lentamente para baixo enquanto acariciava sua pele com aquela mesma mão, deslizando-a por seu corpo nu, até debaixo de seu umbigo, onde ela tenciona os músculos e desliza a mão solta para junto da dele, incentivando-o a continuar.

Ele olha no fundo de seus olhos, sério e a vê consentir com a cabeça antes de deslizar sua mão por sua pélvis e adentrá-la com os dedos. Ela tenta permanecer quietinha, por mais que seu corpo desejasse se erguer para longe ou para mais perto, desacostumado com aquelas sensações. Mas quando ele a adentra mais fundo ela não consegue segurar um gemido e o solta por seus lábios. Ele intensifica as carícias e a vê arquear as costas em sua direção. Desliza seus lábios por sua barriga e os sobe até o vão de seus seios, os aventurando pelas formas deles com cuidado enquanto ainda a acariciava mais embaixo, antes dela puxar seu rosto contra eles com agressividade e pedir com os olhos para que ele continuasse.

Ele sorri e então atende seu pedido, levando sua boca para seus mamilos rijos e os mordiscando levemente. Ela geme baixinho e ele intensifica os gestos até que aquele gemido fique mais alto. Ele se interrompe e desce a mão que segurava uma das suas para sua boca, cobrindo-a enquanto fazia um chiado com a boca, pedindo silêncio. Ela assente e quando ele tira sua mão de sua boca, tenta recobrar o fôlego em silêncio.

Ele tira seus dedos de dentro dela e os mergulha novamente, com agressividade e ela dá um basta para aquela tortura, empurra o corpo dele contra o colchão e troca suas posições, ficando por cima desta vez. Põe suas mãos, uma em cada pulso dele e os leva até sua nuca, agachando seu tronco até seus lábios, puxando-os com seus dentes e adentrando-os com sua língua. Ele puxa o corpo dela para mais perto através da nuca e corresponde o seu beijo com o mesmo fogo, explorando cada pedaço de sua boca com sua língua e cada pedaço de suas costas com suas mãos famintas.

Ela mordisca o canto de seus lábios e se afasta, provocando nele um muxoxo. Ri e rebola seus quadris em cima de seu corpo rijo. Ele geme enquanto recebe sua tortura, até que se cansa e desce suas mãos por sua cintura, levando-as até suas nádegas e pressionando mais o corpo dela contra o dele. Ela bufa e levanta levemente seu tronco, levando suas mãos para sua toalha e descendo seu corpo ao mesmo tempo em que a descia. Depois que a toalha cai no chão, sobe suas mãos por suas pernas até seu membro e o agarra por entre seus dedos. Ele emite um som pela garganta, ficando ainda mais excitado. Como se fosse possível...

Ela recorre lentamente suas mãos por todo seu comprimento, torturando-o enquanto o levava para sua entrada, e quando chega lá, desce seu corpo lentamente para baixo enquanto o sente a preencher. Os dois gemem em uníssono e ela rapidamente começa a rebolar por cima dele. Ele leva suas mãos para sua cintura e as desliza até suas nádegas, trazendo-a para mais perto e fazendo-a soltar um gemido alto pelos lábios. Ele segura a sua cintura, fazendo-a parar com os movimentos, e ela abre os olhos e o encara, confusa.

–- Shhh... M-minha mãe. – é a única coisa que ele consegue sussurrar em meio àquela nuvem de prazer.

Ela assente e coloca um dos dedos em frente à boca para provar isso. Tira as mãos dele de sua cintura e recomeça os movimentos em silêncio enquanto apoia suas mãos sobre seu abdômen.

Ele morde os lábios para segurar seus próprios gemidos, mas quando vê que ela vai continuar com aquela torturante lentidão, levanta seu tronco ao ponto de ficar sentado e a leva junto.

Desliza suas mãos até suas pernas e as faz se cruzar com seu tronco enquanto pressiona seu corpo contra o colchão e intensifica os movimentos. Ela geme fracamente e morde tão forte seu próprio lábio para que não fizesse barulho, que sente o gosto do sangue em sua boca. Envolve suas pernas em sua cintura até que as cruzasse por elas e sente a boca dele caminhar faminta por seu pescoço e mordê-lo com tanta força que ela não segura o som que escapa por sua boca, puxa sua cintura para mais perto com as pernas e ele dobra a velocidade, guiando os movimentos enquanto apoiava uma mão em sua cintura, sem se importar com o estouro que seu álbum de infância faz ao cair no chão e com os longos gemidos que logo preenchem o quarto.

–- P-Pedro... eu t-to perrrto... – sussurra ela em seu ouvido, rouca.

Ele se segura para que cheguem juntos e junta suas bocas nesse exato momento, quando sente seu corpo aliviar a tensão daquele ato e o dela o seguir, sentindo os leves espasmos que aquilo trazia, com os olhos fechados.

Ele não dá tempo para que ela recobre o fôlego e logo a beija na boca, passando suas mãos por suas curvas, seu corpo ainda conectado ao dela.

–- H-hmm... Pedro. – sussurra ela, com a voz tremida. Ele beija ternamente seu pescoço e então seu decote em resposta.

–- Minha. Minha linda Esquentadinha.

Ela sorri.

–- Meu guitarrista. – e puxa a cabeça dele para cima, buscando sua boca com a dela. Ele se apoia em seus braços para chegar mais perto de seus lábios e o movimento a faz gemer por ainda estarem cruzados.

Ele separa seus corpos e se ergue para se vestir enquanto ela tenta voltar ao ritmo normal de sua respiração. Veste apenas a primeira cueca que encontra, junta as toalhas e as põe sobre uma cadeira e alcança uma de suas camisetas e cuecas para sua namorada nua.

Ela se senta sobre a cama para se vestir e ele apoia as mãos dos lados de seu corpo e a beija com ternura na boca e então na testa.

Ela sorri com o gesto e acaricia seus longos cabelos antes de os dois se aconchegarem na cama dele.

–- Eu te amo. – sussurra ele, vendo-a pegar no sono rapidamente, com um sorriso na boca.

Notas finais
Mais um hot perina pra vocês!!! Falem ai se gostaram e desabafem sobre o resto – sobre a novela, por exemplo, o que vcs acharam disso do Cobra ser irmão da Ka? Gostaram? Querem que eu aborde aqui? Sei que a Karina fica chata teimando desse jeito em relação a sua paternidade, mas em vista da novela acho que aqui até que ta light! No próximo tem mais Cobrade! Passagem de tempo e... aniversário da Karina! Hm... o que será que ela vai ganhar de presente? Tem muuuuuuitos presentes vindo por ai! ;) Eu tenho noção de que a fic não está boa o bastante atualmente e to me esforçando pra não ficar monótona, mas mesmo assim não quero terminá-la na pressa. Todos os personagens merecem um final decente... por falar em final, acho que não passa do capítulo 45. Enfim, to com saudade de vários de vcs e espero vê-los nos reviews, talvez assim eu tenha mais ânimo. Bjss