Correndo em Círculos

20 Capítulo 20: Por quanto tempo eu vou te amar?


Notas iniciais
OOOOOOiii gente! Isso mesmo, eu dei as caras! Jsuasahusa miiiiiiiiiiiiiiiiiiil e uma desculpas! Minha vida ta uma confusão total e eu ainda não acostumei com a rotina! :S Mas enfim consegui terminar esse capítulo para vcs, e um dos grandes. O que será que vai rolar, em...? Só espero que vocês não queiram me matar, pelo capítulo e pelo sumiço! Enfim, a música desse capítulo é How Long Will I Love You – Ellie Goulding e eu fiz um vídeo perina com essa música (https://www.youtube.com/watch?v=eAgXauF9NBA) Leiam as notas finais!!!! E BOA LEITURA!

Os minutos que antecederam a surpresa entre Pedro e Karina foram com ele observando-a gritar desesperadamente e bater na porta continuamente. Ela estava desesperada, como se estivesse presa debaixo da terra, ainda viva.

–- SOCORRO! A GENTE TA PRESO AQUI! SOCORRO! – gritava ela, deixando Pedro risonho e confuso com o seu desespero.

Depois de alguns minutos nesse dialeto, ele entediou-se, se aproximou da garota e colocou uma mão sobre seu ombro.

–- Calma Esquentadinha. Relaxa. Ta claro que ninguém vai te ouvir. – diz ele, com sinceridade e vê a garota bufar e se afastar, furiosa.

Ele ri de sua atitude. Essa era sua esquentadinha!

–- Por que você ta tão desesperada pra ir embora? – pergunta ele, ofendido e se aproxima dela com rapidez. – Tava tão bom antes... – completa, chegando mais perto e roçando seu rosto pelo pescoço dela, para então beijá-la bem ali.

Karina se arrepia com seu toque e sente sua respiração descompassar. Mesmo assim seu cérebro ganha essa luta, e ela empurra ele com força para longe de si.

–- A gente preso aqui e você pensando bobagem?! – murmura, irritada e vê Pedro suspirar.

–-O.K... você tem um celular que a gente possa usar ai? – pergunta o garoto, tentando ajudar.

Ela revira os olhos.

–- Que gênio! Você acha que eu estaria batendo na porta que nem uma louca se tivesse um celular? Ele ta sem bateria. – responde ela, rabugenta. – E você? Ta com seu celular ai?

Pedro arregala os olhos e engole em seco. Infelizmente ele estava, mas dizer isso seria acabar com a única chance de recomeçar que ele poderia ter em dias.

–- E-ele... ta sem bateria também. – mente o garoto, nervosamente e arregala os olhos na espera da reação dela, que bufa e estala os beiços. – E as salas com telefone ficam trancadas durante a noite na Ribalta.

–- Droga.

Karina coça a cabeça e bate o pé nervosamente, enquanto ele encara cada uma de suas reações. Vê-la de saia e salto alto e ainda assim com aquela mesma postura jogada de sempre era extremamente esquisito, como se aquela garota em sua frente fosse uma irmã gêmea esquentadinha de seu grande amor.

Mesmo assim seria uma mentira deslavada se ele dissesse que não se sentia ainda mais atraído por ela daquele jeito. Ele queria beijá-la mais uma vez, e a sensação era tão forte e intensa que o assustava. Nem parecia que alguns minutos atrás os dois consideravam perder a virgindade um com o outro, no banheiro feminino.

Ele vê uma lâmpada se acender sobre a cabeça dela e então ela já está correndo escada acima, enquanto murmurava:

–- O Nando! Ele deve ter a chave!

Pedro arregala os olhos e deixa que sua expressão recaia, maldito Nando Rocha, iria estragar sua chance com a Esquentadinha, logo depois do momento maravilhoso que os dois tiveram?! Ele o amaldiçoa em pensamento e então já está subindo as escadas atrás de sua ex-namorada, afinal, não havia nada que ele pudesse fazer.

Ao chegar ao andar de cima, Pedro vê Karina xingar alto e grunhir.

–- Ele não ta aqui. – murmura ela, decepcionada e Pedro abre um sorriso atrás dela, para então franzir a testa, confuso.

–- Como assim, não ta aqui? Onde mais ele estaria? – pergunta o garoto e vê Karina se virando para ele e abrindo um sorriso debochado. Pedro arregala os olhos. – AI MEU DEUS! NÃO ME DIZ QUE... – grita ele, repentinamente, e nem repara nas gargalhadas que sua ex solta.

–- Eu vi ele e sua mãe na festa... – murmura Karina, divertida e prepara os seus ouvidos.

–- PUTA QUE PARIU. ELE TA COM A MINHA MÃE. ISSO NÃO PODE SER VERDADE! ME DIZ QUE NÃO É VERDADE! MEUS OLHOS, ELES ARDEM!

Karina ergue uma sobrancelha.

–- Calma. O que tem demais em sua mãe namorar?

–- Mas eles não tão namorando... AI MEU DEUS! ELES DEVEM TA PROCRIANDO!

Karina ri mais uma vez.

–- E daí? A gente já quase fez isso várias vezes. Quer dizer... hoje mesmo e você pareceu gostar. – fala ela, sem pensar, e cora imediatamente ao reparar. Pedro arregala os olhos, surpreso com a fala da garota.

–- É diferente... – murmura ele, de repente tímido. – você é gostosa, eu sou gostoso...

–- Sua mãe ta muito bem pra idade, Pê. – interrompe a garota.

–- É... mas o Nando? PUTA QUE PARIU. NÃO CONSIGO NEM IMAGINAR!

–- Ué, quando vê a sua mãe acha ele gostoso. – diz a garota e depois ri dos olhos esbugalhados do guitarrista.

Pedro a encara, de repente esquecendo de seus problemas familiares, encarando apenas a forma com que os olhos dela ficavam ainda mais estreitos ao rir, sua boca pequena e delicada mostrando os dentes sem que percebesse e sua testa se franzindo. Ele se perde naquele mar de Karina e quando vê ela já está o encarando de volta, com as bochechas vermelhas e a respiração semicerrada.

Nunca houvera tanto silêncio na Ribalta, e tanto silêncio entre os dois.

–- Então quer dizer que a gente tava quase... no banheiro? – murmura ele, baixinho, quebrando aquele silêncio repentinamente.

Ela o encara, nervosa e sente seus braços formigarem.

–- Precisa mesmo perguntar? – pergunta a garota, irritada e se vira em outra direção, fugindo de seu olhar.

A verdade era que depois daquela noite ela estava, como se possível, ainda mais confusa em relação a ele. Não era tão simples assim admitir seus sentimentos depois do que sofrera. Não era tão simples assim perdoá-lo e esquecer-se do que se passou.

Pedro se aproxima vagarosamente da garota e quando está a um palmo dela, coloca suas mãos sobre seus ombros, hesitante, o toque devagar roçando nos cabelinhos da pele dela e a fazendo se arrepiar, até que ela fecha os olhos e estanca naquele mesmo lugar, seu corpo excitado apenas com o toque dele. O que aquele garoto estava fazendo com ela? Nunca na vida ela pensou que pudesse sentir o que sentia com tão pouco vindo dele.

Pedro encara suas costas e vê quando ela inclina levemente seu pescoço para o lado, os pelos de sua nuca arrepiados. Ele sente seus lábios formigarem ao visualizarem sua pele, querendo e desejando-a cada vez mais. Até que ele não se aguenta, inclina sua cabeça até a altura dela e sente seu aroma perfumado. Ele franze o cenho ao sentir seu cheiro. Ela estava perfumada e ele nunca a vira perfumada.

Ele desliza suas mãos até sua cintura e a rodopia, até que ela esteja de frente para ele, com os olhos novamente abertos e famintos.

–- Por que você fica tentando ser quem não é? – pergunta Pedro, baixinho, seus olhos firmes e decididos sobre os dela e sua testa franzida de decepção.

Karina o encara de volta e sente seus olhos lacrimejarem. Ela sabia do que ele estava falando, não era apenas do fato dela negar com firmeza que não gostava dele, mas também do fato que ela forjava e recriava uma imagem inexistente sua. A feminina e forte imagem que vestia a cada dia.

–- Essa é a única forma que eu encontrei de não ser vista como fraca ou masculina. – responde a garota, calmamente, seu rosto se cobrindo por ainda mais lágrimas.

–- Você nunca vai parecer fraca. – murmura ele, sério. – E masculina... sinceramente? Eu prefiro muito mais você desse jeito largado. Esquentadinho. Teimoso... – completa sorridente.

Karina encara seu sorriso e morde seus próprios lábios ao constatar que ficara com ainda mais vontade de beijá-lo depois da declaração.

–- Isso não é verdade. – alega ela, observando enquanto ele a encarava intensamente. – O jeito que você me olha agora... é muito mais intenso que antes.

–- Isso é porque eu não posso te ter, porque eu te desejo tanto que chega doer e isso não tem nada haver com seu novo figurino. – nega ele, ainda sem deixar de encará-la, suas mãos acariciando o rosto dela, seus dedos se fundindo com suas bochechas e seus olhos com os dela.

Ela foge de seu olhar, dirigindo o seu para o pescoço dele em uma tentativa de não perder o foco. Em vão. Ela vê as pintinhas em seu pescoço e sorri timidamente, querendo beijar cada uma delas.

–- Vai me dizer agora que não se sente mais atraído por mim de saia. – murmura ela, quase em um sussurro, seus olhos ainda percorrendo o mapa de pintinhas na pele dele.

Pedro sorri ao reparar em sua distração.

–- Eu prefiro de outros jeitos. – sussurra ele em resposta, sua voz rouca de desejo a fazendo quase subir pelas paredes. Ela o encara nos olhos novamente e é inegável o quão perfeito ela achava que ele era.

Abraça seus braços entorno do pescoço dele e enrosca seus dedos entre seus cabelos, enquanto sentia as mãos dele sob sua saia, puxando o corpo dela para ainda mais perto do seu. Os dois assim, em sintonia, como sempre era e sempre seria.

–- Eu to tão feliz que a gente ta se acertando. – diz o garoto, sorridente e a vê hesitar. – Quer dizer... a gente ta se acertando, não é? – indaga ele, nervosamente. Por mais que fosse isso o que ele pensava depois daquele dia, onde ele evoluiu enormemente na escala de reconquistá-la, ainda era difícil decifrar o que se passava na cabeça dela, o que ela queria e o que ela pretendia diante de cada atitude sua.

Ela foge de seu olhar, mas não se afasta. A verdade era tão complicada e difícil de lidar.

–- Karina... – chama ele, baixinho, sua voz entrecortada de nervosismo. Ele engole em seco, confusão explícita em sua face. – Depois de tudo o que a gente passou...

–- Não é tão simples assim, Pedro! – interrompe ela, repentinamente, seu corpo inteiro tremendo e seus olhos se cobrindo de água novamente.

–- É claro que é! Eu te amo...

–- Só amor não basta. – rebate ela e o vê respirar ofegante e marejar os olhos. – Eu preciso confiar em você. – completa, tirando suas mãos do pescoço dele e se afastando um passo. – E eu sinto que nunca vou conseguir fazer isso.

Pedro sente a ferida em seu coração abrir e jorrar sangue. Era como se depois de ganhar uma competição, o troféu fosse arrancado repentinamente de seus braços.

–- Então por que você continua me dando mais e mais chances? – pergunta o garoto. Estava tentando metê-la em uma enrascada, provar que tudo o que eles precisavam era se amar e mostrando que aquele sentimento estava presente não só nele, mas nela também. Ela o amava, e ele sabia disso.

–- Eu não sei. Ta tudo tão confuso... quando eu ouvi aquela música que você fez pra mim tudo o que eu pensava era que não ia mais negar meus sentimentos, mas acontece que eles são muito perigosos para serem libertados dessa forma. – responde a garota com sinceridade, sentindo sua garganta secar ao ver o olhar dolorido que ele lhe enviara.

–- Você tem medo de se decepcionar novamente. – afirma ele, baixinho, os olhos fixados nela sem piscar.

Ela não assente, mas ele sabe que ela concorda com ele. Ele já percebera o quão difícil era para ela se entregar a uma pessoa, lá no início, quando ele ainda era pago por Bianca para conquistá-la e ela negava e usava de unhas e dentes para não deixá-lo se aproximar. Amar nunca fora fácil; nem para ele, nem para ninguém, mas para ela em especial era uma das coisas mais difíceis de sua vida. Talvez fosse por causa de Duca, ou, ainda mais cedo, por causa de sua mãe, mas conquistar Karina Duarte nunca seria uma proeza fácil, ainda mais agora que ele estava no segundo round. Teria que recomeçar tudo novamente e com ainda mais armas. O que apenas o fazia ainda mais apaixonado. Ele adorava um desafio e quando vinha acompanhado da palavra romance era ainda melhor.

O silêncio se torna presente novamente, até que ela pigarreia, nervosa e ele desliza seu olhar sobre ela.

–- Bem... eu acho que o melhor a fazer agora é nos organizarmos para dormirmos em algum lugar. – diz ela, fugindo do assunto, e então se vira e começa a descer as escadas com pressa.

Pedro vai atrás dela e a segura pelo braço, fazendo-a dar um pulo pelo toque repentino e se virar para ele.

–- Espera... nós não terminamos aqui ainda. – diz ele, seriamente e ela se vira em sua direção.

–- O que foi, Pedro? – pergunta ela, ríspida.

–- Eu não vou permitir que você saia assim da minha vida. – responde ele, calmamente.

–- Quem disse que eu to saindo da tua vida? Nós só não vamos ficar juntos... o fato de morarmos perto, pegarmos o mesmo ônibus e estudarmos um em cada andar não vai mudar.

–- Esse é o problema. Eu não vou conseguir mais te olhar sem poder te tocar. Você não percebe? Isso ta me matando. – rebate ele, com sinceridade, afirmando o que falara com seu próprio olhar, sobre os lábios dela, beijando-a com a mente.

– É você que ainda não percebeu! Nunca vamos dar certo... somos muito diferentes.

–- Claro que daremos! Não se completa um quebra-cabeças com peças iguais. – insiste ele e se vê refletido nos olhos chorosos dela, que suspira.

–- Pedro... não complica as coisas. Você sabe que é difícil pra mim também. Você é um cara incrível e vai encontrar garotas muito melhores que eu.

Impossível. Ele pensa, mas não fala nada, apenas cuida cada passo de uma lágrima que escorre pelo rosto dela, passa pelo seu pescoço e se perde dentro de sua blusa. Perdido demais para dizer qualquer coisa. Quando ele olhava nos olhos dela ele sempre sentia que poderia decifrar o mundo, mas a verdade era que nem mesmo ela ele conseguia decifrar. Ela era um cofre trancado com mil cadeados.

–- Pode até ser. Para os outros caras... mas pra mim você é a única que interessa.

Karina morde dentro do próprio lábio, cheia de raiva. Por que ele tinha que fazer as coisas ficarem tão difíceis?

–- Isso porque você não ta tentando me esquecer. – sussurra ela de volta e então se vira para as escadas novamente e as desce com rapidez.

Pedro fica ali por alguns segundos, digerindo toda a última conversa confusa que tivera com ela. Estava claro que ela sentia alguma coisa por ele, nem que fosse desejo, mas também estava claro que ela ainda não pretendia lhe dar uma nova chance. O que só tornava tudo mais desafiante.

Ele desce as escadas, com uma calma enorme, ao contrário do normal, temendo encontrá-la, e então a viu deitada sobre o ringue, encolhida em posição fetal enquanto chorava que nem um bebê. Ele sente uma dor enorme dentro de seu peito ao vê-la daquele jeito, e uma raiva lhe queimar o rosto. Ele não devia sentir pena dela, nem se sentir culpado como estava se sentindo agora, a culpa de ambos estarem sofrendo era dela. Era ela quem estava fazendo jogo duro.

Sobe devagar no ringue, atrás dela e quando está se preparando para deitar a vê se levantar e encará-lo, com o rosto coberto de lágrimas.

–- Eu acho melhor você dormir em algum outro lugar. – sussurra e antes mesmo que ela termine de soltar sua fala, ele já havia saído dali, furioso e se deitado em algum lugar qualquer do tatame.

Nenhum dos dois consegue dormir pelos próximos sessenta minutos, absortos em seus arrependimentos e confusões sentimentais, o corpo tremendo por saber o quão perto estavam um do outro. Até que Karina se vira em direção a Pedro e o vê, sobre um vislumbre de luz da lua, ainda de olhos abertos.

–- Pê... – chama, baixinho, ainda sem saber exatamente o que pretendia fazer.

–- Hm?

–- Você pode dormir aqui comigo se quiser. – diz ela, e enrubesce em meio à escuridão.

Pedro abre um pequeno sorriso e rapidamente se encontra deitado ao lado dela, a um palmo de distância.

Karina se vira de frente para ele e coloca uma mão em seu rosto, o acariciando enquanto ele fecha os olhos, absorto no carinho.

–- Eu queria poder esquecer de tudo o que aconteceu e ser sua sem me preocupar com nada. – sussurra ela.

Pedro abre os olhos e vê a sombra de duas luas azuis lhe encararem.

–- A gente pode fingir que nada aconteceu, hoje, aqui. – sussurra ele de volta, e espera algum tapa ou bufo dela, mas ela não fica brava com sua ousadia, muito pelo contrário, assente, mesmo sem ele poder vê-la e lentamente se aproxima mais e mais, até que o corpo dela colida com o dele e seus lábios tocam em sua pele.

Pedro prende a própria respiração, pensando que talvez, se ela o ouvisse respirar, fosse se ligar de que aquele momento realmente era real. Ela traça todo o seu rosto com beijos, desviando de seus lábios quando chegava próximo e roçando propositalmente neles, até que sente o garoto apertar o corpo dela com suas mãos, trazendo-a para mais perto de si.

–- Eu adoro esses seus joguinhos. – sussurra ele. – Mas agora eu to com muita vontade de te beijar para jogar. – completa, se afastando um tanto quando percebeu o quanto seu corpo clamava pelo dela, queimando de dentro para fora.

Ela se levanta e ele encara sua sombra subir em cima dele, as pernas uma de cada lado de seu corpo.

–- Essa noite não aconteceu. – sussurra ela, antes de jogar o seu corpo todo em cima dele e beijá-lo com vontade.

Pedro, em um impulso, puxa o corpo dela contra o seu e a empurra contra o chão, ficando por cima e ditando os movimentos. Ela geme de frustração contra seus lábios, querendo o controle, mas se acalma ao sentir a língua dele entrar em contato com a sua, e seu estômago borbulhar ao abrir de milhares de asas de borboletas. Ela coloca suas mãos na nuca dele e puxa seus cabelos, intensificando o beijo até que seu corpo deseja se fundir com o dele, clamando por sua alma.

Pedro se afasta quando o ar se torna necessário e deixa que sua respiração se acalme, enquanto encara o rosto dela à luz da lua, suas pupilas dilatadas, seus cabelos bagunçados envolta do rosto e suas bochechas coradas. Ela passa a língua sobre os lábios e ergue seu corpo até que fique sentada, barrando suas partes íntimas com as dele com o movimento e puxando sua saia para fora de seu corpo.

Pedro a encara, perplexo e excitado e quando vê suas pernas nuas diante de si as beija com volúpia, até que chega próximo às suas coxas e a sente tremer e gemer. Ele se interrompe, sobe até acima da cabeça dela e sente os braços dela cruzarem suas costas e puxarem sua camiseta para cima. Ele abre um sorriso e a ajuda a se livrar da peça, jogando-a em qualquer lugar do ringue para então voltar a beijá-la enquanto ergue sua blusa, inquieto. Ela ri contra seus lábios e se afasta deles um segundo para ajudá-lo com a confusão de tecidos que era a sua blusa no momento, mas é no momento em que ela coloca suas mãos na barra da peça que os dois ouvem o barulho de uma chave e estancam, perplexos.

Pedro arregala os olhos e encara a ex-namorada em uma pergunta silenciosa do que fazer. Karina, em resposta, o empurra para o lado e corre atrás de sua saia, mas antes que ela tivesse tempo de vesti-la, a porta é aberta e duas sombras entram na Academia, seu pai e sua irmã.

Eles ligam a luz, para uma vergonha ainda maior de Karina e arregalam os olhos ao verem Pedro e ela naquele estado.

–- O-oi... – sussurra a garota, e puxa o zíper de sua saia, enquanto tenta desesperadamente fingir que nada estava acontecendo.

Pedro continuava parado no mesmo lugar, apavorado e levemente decepcionado.

–- Er... O que diabos aconteceu? – pergunta o Mestre, constrangido demais para soltar toda a sua raiva.

Karina se levanta rapidamente e sai de dentro do ringue.

–- A gente ficou preso aqui, pai. – explica ela. – Er... ta meio calor, néh? Eu tava tentando dormir, mas tava com muito calor, daí...

Bianca solta uma risada silenciosa atrás do pai. Feliz por ver que ao menos sua irmã estava se acertando com Pedro.

Gael encara o antigo enteado, com a testa franzida de raiva ao ver seu abdômen nu.

–- É-É... isso mesmo mestre! Tava calor e tal daí eu tirei a camiseta...

Mestre Gael prefere não falar nada, apenas respira fundo, tentando se acalmar e assente. O melhor a fazer seria mesmo engolir aquela história ridícula.

–- O.K... então vocês estão livres. Vamos embora, Karina? – pergunta ele e vê a filha assentir e se apressar em sua direção, antes de Pedro puxá-la pelo braço.

–- Espera... hm... eu posso falar com a sua filha rapidinho, mestre? – pergunta o guitarrista, nervoso.

–- Pode. Mas saiba que eu to de olho! – avisa o homem, antes de arrastar Bianca para fora dali.

Quando a porta se fecha atrás dos dois, Karina se vira para o ex, fingindo não saber o que ele queria.

–- Ka... como é que a gente fica agora? – pergunta o garoto, sério.

–- Como assim? – indaga ela, com uma falsa confusão estampada no rosto.

–- Você sabe... depois do que quase aconteceu aqui. – responde ele, corado.

Karina engole em seco e olha para baixo, antes de encará-lo no rosto e dizer:

–- O quê? Não aconteceu nada aqui.

Pedro arregala os olhos, ainda sem acreditar que ela realmente estivesse falando sério. Ela iria agir agora como se eles nunca houvessem se entregado daquela forma? Aquela teria sido uma simples despedida?

–- Não faz isso. – pede ele, desesperado e a vê bufar.

–- Pedro... eu já disse que não vale a pena você correr atrás de mim. Eu posso nunca te perdoar. – diz ela, sincera.

–- Não importa. Eu não vou desistir de você.

–- Pois devia. – murmura ela, antes de sair correndo dali e deixá-lo para trás, perplexo e com raiva. Talvez o melhor a fazer fosse realmente desistir dela.

Notas finais
E ai? Será que o Pedro vai mesmo desistir da Ka? Muita raiva dela? Calmem lá, ela tem os seus motivos pra achar que não vai dar certo... Gostaram das cenas mais quentes? Sei que vcs queriam hot pra esse capítulo, mas a cena da primeira vez deles já ta toda na minha cabeça e colocar ela aqui ia desmontar tudo. Mas enfim, aviso que ela ta próxima! No próximo capítulo veremos o que rolou com joanca e algumas tretas a mais............ Por favor, mandem seus comentários! Se tiver bastante eu conto em qual capítulo que vai ter a primeira vez perina e posto ainda essa semana (provavelmente no findi). ;) Eu quero saber: Qual o signo de vocês? Acredito muito nessa coisa de signo e horóscopo porque sempre da certo, o meu é capricórnio, vaidosa e teimosa. Beijooooos!