Correndo em Círculos

21 Capítulo 21: Quem você acha que é?


Notas iniciais
OI OI POOOVOOOOO!!!!!!!!!!!! Primeiramente eu queria agradecer muuuuuuito pelos comentários no último capítulo! Teve muitos leitores novos e comentários agradáveis! E eu to mega feliz com isso! :D Bem, aqui ta o capítulo, não sei se da pra considerar que foi na mesma semana, mas eu corri pra ele ta aqui hoje, em? ;) shuasauh Tem muuuuuuuuita coisa nesse capítulo e eu tentei resumir um pouco pra que ele não ficasse gigante, mas não adiantou muito, ta bem grandinho... Mas enfim, espero que vocês o aprovem! Leiam as notas finais e não me matem, pfvr! Música do capítulo: Jar Of hearts – Christina Perri. BOA LEITURA!

Depois daquela noite praticamente irrevogável, Karina não dormiu direito. As imagens, as expressões, os beijos... voltando a todo o momento para a sua visão, anulando qualquer chance de uma boa noite de sono. Ela se sentia ansiosa, arrependida e machucada. Todos os sintomas de um amor negado.

Na manhã seguinte, ela se levantou cedo, vestiu suas antigas roupas de Karina e saiu às pressas do quarto, ainda com esperanças de fugir de mais uma das conversas sérias que não paravam de chegar, e desta vez de seu pai. Ela sabia que ele desaprovava sua aproximação com Pedro, não porque havia a chance de eles terem trocado mais do que beijos, mas porque ele era seu pai e não iria aceitar que Pedro a machucasse novamente. Isto seria ir contra a lei dos bons pai’s.

–- Karina. – disse uma voz e a lutadora soltou um suspiro e se virou lentamente para a pessoa pela qual ela recém direcionara seus pensamentos.

Gael parecia acabado, as olheiras profundas entregando o fato de que passara a noite sem pestanejar, os olhos profundos e melancólicos.

–- Pai, eu... – tenta se explicar a menor, nervosa, mas é interrompida pela mão do homem que se levanta em um sinal de calma.

–- Eu não sei o que está acontecendo entre você e aquele garoto, Karina. – afirma o homem, interrompendo-a. – E eu nem quero saber. Há certas coisas na vida que um pai prefere não pensar que suas filhas fazem... – alega ele, deixando sua filha corada. – E mesmo eu sendo o seu pai, e querendo gritar e apontar pra cada erro que você esteja cometendo, eu tenho que aceitar e deixar você seguir seu caminho sozinha; acertando, errando, caindo e se levantando. Porque foi por isso que eu te coloquei no mundo, pra viver. Mesmo que isso signifique vê-la ao lado de alguém que não te merece.

Karina solta a respiração ao final da fala de seu pai, seus olhos cobertos de emoção, e nega veementemente com a cabeça.

–- Não sei, pai. Às vezes eu acho que sou eu que não mereço ele. -- Gael franze a testa, enxergando a incerteza no olhar da filha. -- Ele ta fazendo de tudo pra me ter de volta, ele não desiste de mim mesmo eu só batendo e xingando ele, mesmo eu dizendo que o odeio ou que nunca vou perdoá-lo. Pai, eu não mereço tudo isso.

Gael nega novamente com a cabeça.

–- Merece sim. Você merece o mundo minha filha. E mesmo se não merecesse, o mínimo que esse garoto poderia fazer era implorar. Se ele te ama, ele não vai desistir.

Karina olha para o chão, pensativa. Se tivesse ouvido a palavra amor relacionada a Pedro em uma mesma frase algumas semanas atrás teria dito que ele não a amava, pois quem ama não faz o que ele fez. Mas ela não pensava mais assim. Ver a dor nos olhos de Pedro havia a feito perceber que as coisas não eram bem assim, ele estava arrependido. Ela acreditava nisso.

–- Tem vezes que eu quero ficar com ele, pai. Ignorar essa dor, essa teimosia e essa insegurança, mas não é tão simples assim. Não dá pra esquecer o que ele fez comigo ou a dor que eu senti. – admite ela, com sinceridade e se senta no sofá.

Gael solta um suspiro, se senta ao lado dela e acaricia sua cabeça.

–- Eu queria poder te ajudar, mas nada do que eu vá dizer vai mudar muita coisa. – diz ele, sincero e abraça a garota contra si, querendo apartar todos os seus sentimentos ruins. – Não sei se isso vai ser bom ou não, mas semana que vem eu vou viajar para um torneio de luta em São Paulo, se você quiser vir junto... – diz ele, depois de um tempo.

–- Eu acho que é melhor não... semana que vem eu tenho provas. – responde a garota e abre um sorrisinho de canto de lábios.

–- Que ruim... eu não queria te deixar sozinha... a Bianca já tinha combinado de dormir na Bárbara.

–- Melhor assim, não ia conseguir ficar sozinha com ela mesmo... – murmura Karina, cismada.

Gael a encara, cabisbaixo que a situação entre suas filhas ainda não tivesse mudado. Karina parecia odiar ainda mais a irmã.

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Bianca acordou cedo naquela manhã, mas não teve forças para se levantar da cama, seu cérebro lembrando-a á todo momento daquela noite desastrosa. Ela puxa o cobertor e se tapa dos pés à cabeça, com um sorriso bobo e as bochechas coradas.

Ela não queria admitir, mas a verdade era que estava nas nuvens, o beijo entre ela e João fora simplesmente... sem palavras. O pior de tudo era que a razão pela qual ela beijou ele era para provar a si mesma que ele continuava o mesmo João que não causava nada nela, mas ela se provou o contrário, provou que talvez ele fosse um bom pretendente. Amigo, apaixonado, dedicado...

Ela sacode a cabeça com rapidez, tentando afastar aqueles pensamentos para o fundo de sua mente. Ela não podia estar gostando daquele garoto, não depois daquela noite! Ele ia odiá-la!

Mordeu os próprios lábios ao se lembrar da noite passada:

Assim que seus lábios se afastaram dos dele, depois de dois minutos de êxtase, Bianca sentiu-se cair em si, abriu os olhos lentamente e pôde ver um sorriso enorme ser direcionado a ela. Ela arregala os olhos, perplexa com as sensações que tivera ao beijar aquele moleque.

–- Eu enlouqueci de vez! – fala ela, apavorada e vê o garoto ainda olhando-a com uma cara de bobo.

Ela sobe a sua bolsa que estava caída no chão e coloca-a ás pressas sobre os ombros, sua cabeça uma confusão de sentimentos. Olha para João, que ainda continuava parado, perplexo demais para realizar qualquer movimento e se vira para sair o mais rápido possível dali.

Mas antes que ela atravessasse a rua, um braço magro à barra e ela se vira para João, ainda sem acreditar no que estava acontecendo.

–- Você pode me explicar o que foi isso? – pergunta o garoto, confuso e vê os olhos castanhos da garota encararem os seus, sem saber o que fazer.

–- Er... desculpa João... é que... você tem sido um cara tão legal comigo – tenta se explicar ela, mas não sabe mais o que dizer e acaba por mentir: -- eu só achei que você merecia uma despedida.

Ele franze a testa, ainda mais confuso. Ela estava dizendo que estava com pena dele? Ele fecha a cara, aperta as mãos em punhos e morde o próprio lábio, reprimindo o máximo possível sua raiva.

–- Que ótimo, Bianquinha. É tão bom saber que a garota que você gosta está com pena de você! – estoura ele e vê a garota respirar ofegante e engolir em seco. – Não me usa nunca mais. – completa, e larga o braço dela.

–- Espera, João! Eu não tava te usando... é só que...

–- É só que você por alguma razão achou que me devia alguma coisa? Cara, eu to sendo legal com você porque eu gosto de você e porque eu quero que você goste de mim pelo que eu sou. Eu já to cansado de mudar por causa de um amor que nunca vai vingar. – confessa o garoto e não vê que os olhos de Bianca praticamente pulam das orbes ao ouvir a palavra amor.

Mas ela não tem tempo nem mesmo de raciocinar e o garoto já havia partido dali.

Bianca se atira novamente contra o travesseiro, cheia de raiva de si. Ela não podia ter dito aquilo! Ela não queria ser mais uma vez o motivo da desgraça para alguém, pensar que Pedro e Karina estavam sofrendo por causa dela já era demais.

Mas ali estava ela novamente fazendo e dizendo a coisa errada. Ela não sabia que o motivo daquilo ter acontecido era porque ela continuava negando para si mesma que gostava de alguém tão diferente do que costumava gostar, mas ela sabia que aquilo não era verdade, ela não havia o beijado por pena.

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Alguns dias depois...

A semana que se passou de Karina não poderia ter sido mais constrangedora. A notícia de que ela e Pedro passaram boa parte de uma noite sozinhos na indústria se espalhou com rapidez e ela teve que lidar com os apelidos e as zoações, sempre com seu lado esquentadinho preliminar.

Além disso, as coisas entre ela e Pedro não poderiam estar piores, ele parecia ter levado a sério o que ela disse sobre esquecê-la, não tentava nenhuma aproximação e evitava ao máximo não encará-la, passando reto quando a via ou simplesmente desviando de caminho. Ela deveria estar feliz com isso, afinal fora o que ela pedira, mas era totalmente o oposto, destruía-a vê-lo distante, por mais que fosse para uma boa coisa, pensava, até o momento em que ela viu Sol correr ansiosamente até ela quando estava saindo para a escola e barrá-la na porta do prédio.

–- Karina! – chamou a garota, desesperada e a lutadora se interrompe, completamente confusa, afinal, Sol e ela nunca foram muito chegadas.

–- Ta tudo bem, Sol? – pergunta ela, preocupada. – Não aconteceu nada com o Pedro, não é?

A morena a encara, sem saber exatamente o que dizer.

–- Não! Quer dizer... sim... – diz ela e solta uma careta ao ver o olhar confuso na cara de Karina. – Er... eu pensei que você fosse gostar de saber... que ele vai sair com a Vicki hoje...

Karina estremece, sentindo seu corpo inteiro se eriçar e seus olhos arderem de dor e raiva. Raiva de si mesma por sugerir uma idiotice daquelas. É claro que Vicki seria a primeira opção dele, magra, delicada e estilosa, exatamente o tipo princesa que ele sempre amou.

Ela fecha as mãos fortemente em dois punhos até sentir suas unhas cravarem na própria pele. Nunca pensou que Pedro realmente fosse seguir em frente, pelo menos não tão cedo assim e logo com Vicki. Ela poderia aceitar qualquer garota, mas Vicki...

–- Ka?! Ta tudo bem? Você não vai me matar, néh? – pergunta Solange, temerosa e Karina a encara, respirando fundo para se acalmar.

–- Obrigada Sol. Mas não faz diferença... eu falei mesmo pra ele seguir em frente. – diz ela, e olha para baixo, chateada.

A morena coloca uma mão sobre o ombro da loira, trazendo atenção para si.

–- Eu sei como é... também foi assim comigo. Eu neguei e neguei pro Negão até que ele ficou se roçando naquela ruiva sem sal, mas sabe qual foi a minha primeira reação? – Karina nega com a cabeça. – Eu agarrei um boy na frente dele, o Lírio sabe. Não adiantou muito, o que adiantou mesmo foi eu ter me atirado na água pra salvar ele de um afogamento, mas... você podia tentar ficar com alguém também, mostrar pro Pedro que você vale mil e uma Vickirinhas!

Karina ri do jeito da garota, mas assente, agradecida.

–- Pode deixar, Sol. Eu vou fazer isso mesmo... – afirma ela, pensativa.

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Pedro estava se sentindo ansioso. Não porque queria ver Vicki, mas porque aquele seria o primeiro encontro dele com uma garota desde o fim de seu relacionamento. Ele não se orgulhava disso, quando Vicki o chamou para jantar fora sua primeira reação foi dizer não, mas ela era extremamente convincente e ele acabou por aceitar, afinal de contas, não era isso que Karina queria? Que ele seguisse em frente? Perguntou-se, enquanto encarava seu reflexo no espelho. E aquilo nem seria um encontro mesmo, eles iam comer no Perfeitão e o guitarrista havia frisado que não tinha nenhuma pretensão de que fosse algo romântico. Fez uma careta. Mesmo com o consentimento de sua ex estava se sentindo horrível, como se fosse cometer algum crime hediondo ou coisa do tipo. Era como se ele estivesse a traindo, ou melhor, traindo os seus próprios sentimentos.

Encarou a si mesmo no espelho, os lábios virados para baixo e então soltou um suspiro. As coisas seriam tão mais fáceis se não houvesse amor.

Ergueu a cabeça para cima e abriu um pequeno sorriso, tentando convencer á si mesmo de que estava feliz. Ele tinha que mostrar para Karina que não a esperaria a vida toda.

Pegou suas chaves de casa, sua carteira e celular e saiu de casa às pressas, Vicki estava o esperando no Perfeitão, olhando emburrada para sua mãe que retribuía o olhar. Ótimo! Como se não bastasse, sua mãe a odiava!

Ele se aproxima da garota e abre um sorriso falso quando percebe o olhar dela sobre si.

–- Uau, você ta muito gato!–- murmura ela, sorridente e passa suas mãos pelos ombros do rapaz.

Pedro encara as roupas da garota: vestido e botas, estilosa como sempre.

–- Você também ta linda. – diz ele, tentando soar cordial e afasta as mãos dela de cima de si. – Eu já falei que esse é só um encontro entre amigos. – murmura, sério e a garota bufa.

–- Relaxa, não é como se eu estivesse te apalpando ou qualquer coisa do tipo. – brinca ela, com seu humor de sempre.

Pedro abre um sorriso constrangido e os dois se sentam para jantar.

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Karina se olha no espelho pela enésima vez, nenhuma roupa a satisfazia. Ela queria se sentir ela mesma, mas ao mesmo tempo queria impressionar, fazer Pedro não conseguir desviar seu olhar dela como estava sendo naqueles últimos dias. Ela olha em seu guarda-roupa e bufa, as únicas roupas que tinha ou eram esportivas e masculinas ou eram femininas demais e ousadas.

Coça a cabeça e então recorre uma ideia em sua mente. Bianca não se importaria que ela pegasse algumas roupas emprestadas, não é mesmo? Ela ri consigo mesma, estava mesmo se importando com o que Bianca ia pensar? Corre até o roupeiro da irmã e sorri ao achar algo mais ou menos no meio termo entre a Karina Maria-Macho e a Karina Ousada.

Sorri contra o espelho, satisfeita e desce as escadas em direção à Lírio. Isso mesmo... Karina ia sair com Lírio. Nada á declarar. Apenas o desespero de ter alguém para jogar na cara de Pedro. Bom, pelo menos Lírio era bonito...

–- Nossa, Karina você ta muito linda! – diz o garoto, assim que a vê e ela abre um sorriso tímido, as bochechas vermelhas de vergonha.

–- Obrigada Lírio. – responde, antes de acompanhá-lo em direção ao Perfeitão.

O garoto fica murmurando bobagens sobre sua vida popular e medíocre, sempre ressaltando suas qualidades e chega um certo ponto em que Karina revira os olhos e se segura para não socá-lo. Eles chegam até a praça e ela congela ao ver duas sombras caminhando agarrados em direção a ela.

Pedro tem a mesma reação, larga a cintura de Vicki, constrangido e encara a ex-namorada, de olhos arregalados ao constatar que ela também tinha companhia e estava linda, vestida de modo feminino novamente: saia, camisa jeans e tênis florido. Ele trinca os próprios dentes. Por que ela insistia em tentar parecer quem não era?

Karina não pensa muito, apenas puxa a mão de Lírio e a agarra, seus olhos queimando aonde Pedro estava. Pedro esse que tinha Vicki agarrada em seu pescoço e que ao ver a lutadora puxou-o para ainda mais perto, passando a beijá-lo no pescoço e se insinuar com mais precisão.

–- Vicki, para com isso... – pede o garoto, baixinho, seus olhos ainda mais arregalados ao ver a fúria nos olhos de Karina.

–- Shh... eu to tentando te ajudar. – responde a garota, contra seu ouvido. – Não era isso o que você queria? Mostrar pra Karina o seu valor?

Ele não responde, apenas continua a encarar Karina, que num ato de impulso interrompe o discurso de beleza de seu acompanhante e o puxa para um beijo. Lírio se assusta no começo, mas logo corresponde o beijo, se aproveitando do momento para apalpá-la o bumbum e investir sua língua contra a dela.

–- Pedro... – chama Vicki, mas ele não responde, apenas a empurra com força para o lado e se aproxima do casal, suas veias pulsando de raiva e seus olhos ardendo.

Ele não pensa, apenas age, empurra Lírio com todas as forças para longe de Karina, fazendo-o tombar no chão.

–- Larga ela. – rosna, furioso, as mãos fechadas em punhos.

–- Calma cara... – pede o outro, surpreso pela reação do garoto.

Karina engole em seco e puxa Pedro para longe de Lírio.

–- O que você pensa que ta fazendo? – pergunta ela, cheia de raiva e vê o garoto rir e a encarar, com igual sentimento.

–- O que você acha? Eu tava tirando ele de cima de você.

–- Quem você pensa que é, em? Você pode se agarrar com qualquer vadia que apareça, mas eu não posso? – murmura ela de volta, sua respiração ofegante e seus olhos molhados.

Era verdade que ela havia feito aquilo para provocá-lo, mas ela nunca ia esperar que uma reação tão bruta como aquela viesse dele. Pedro sempre fora de combater as coisas com a lógica, o contrário dela.

–- Agarrando? Que eu saiba eu não tava beijando ninguém! – grita ele em resposta e essa é a deixa para ela explodir:

–- Não tava agora! Mas eu sei muito bem o que você e essa Vigarista fazem... vocês não me enganam! Não é à toa que foi só eu liberar que você foi correndo chamar ela pra sair. – acusa ela.

–- É isso mesmo! Eu e a Vicki ta acontecendo! Não era isso o que você queria? Que eu seguisse em frente? Ta aí, Esquentadinha. Fiz o que você me pediu... – diz o garoto, sem pensar e vê a lutadora travar no lugar onde estava e devagar derramar uma lágrima pelo seu rosto.

–- Que ótimo. – diz ela, quase sussurrando e engole em seco antes de completar: -- Espero que vocês sejam muito felizes juntos. – e sai correndo em direção a sua casa, cega de ciúmes.

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Assim que Karina se encontra sozinha em casa, ela bate a porta com força, larga sua bolsa em qualquer lugar e desaba no chão, as lágrimas escorrendo sem cerimônias por seu rosto.

–- Sua idiota! – murmura ela, com raiva. – Seu idiota! – completa e se encolhe contra a parede, agradecendo mentalmente por estar sozinha naquele final de semana, pelo menos não teria que dar satisfações para ninguém.

Bate com a cabeça na parede uma, duas, três vezes seguidas... querendo espantar a dor de seu peito com alguma dor real. Ele havia partido para outra. Ele não a amava mais. Como ela fora burra de pensar que aquilo não a afetaria. Afetava. E tão forte que nenhuma dor se compararia. Muito mais doloroso do que ser traída ou enganada. Ele não a amava mais.

–- Seu desgraçado! – sussurra ela e não se importa com as lágrimas ou com o tremor que percorre o seu corpo. Continua ali, encolhida, apenas sentindo a dor que poderia sentir, se odiando cada vez mais e o odiando ainda mais. Por que ele tinha que ter feito aquilo com ela? Por que ela tinha que ser tão marrenta? Por que o amor era tão bruto com as pessoas que amam?

Ela esfrega as mãos com forças sobre os olhos, tentando secar suas lágrimas e não se importa nenhum pouquinho que tenha borrado a maquiagem. Quem se importa com as aparências quando o amor da sua vida está escorregando desse jeito por seus dedos? E o pior... por causa dela mesma. Maldita boca a sua.

Mas agora era tarde e ficar se lamuriando não a levaria em lugar algum, ela tinha que seguir em frente também, assim como ele e guardar o seu amor bem no fundo do peito. Seria bom. Aquele amor doído não fazia bem a ninguém.

Ela escuta um som abafado na porta e se levanta, bufante. Ótimo! Parece que sua querida irmã decidiu ficar em casa... se arrasta até a porta e a abre com ferocidade, estancando aonde estava ao ver quem era sua visita.

–- Esquentadinha... eu acho que a gente precisa conversar. – diz Pedro, sério e Karina prende a respiração.

Notas finais
DR Perina vindo ai! A-D-O-R-O!!!!!!! Próximo capítulo vai ter uma coisa que tem muuuuuuuita gente me cobrando e acho que vcs vão gostar, em? ;) Se tiver BASTANTE comentários – tipo uns 12... – eu posto ainda essa semana! Agora me falem, gostaram desses ciúmes? Eu AMO cenas de ciúmes, mas esperava mais de mim pra essas... :S Pergunta do capítulo: o que vcs acham desse romance Cobrina? Eu particularmente to ansiosa pra cena pq sou masoquista e to doida pra sofrer com o Pê sahsahus mas sério... acho necessário que eles tenham esse beijo, ninguém consegue decifrar os sentimentos com o amigo tão facilmente... e bem que seria legal se a Ka e o Pê fizessem um joguinho de ciúmes... E me contem tbem: O que vcs acham de hots? Gostam? Explícito? Sensual? Fofo? Tem vergonha? Enfim, os vejo nos comentários! BEIJOOOS