Correndo em Círculos

15 Capítulo 15: Ninguém mais pode partir meu coração como você


Notas iniciais
OOOOOOOOI GENTEEEEEEEEE Primeiramente, deixem-me pirar um pouquinho pq EU TO MORTA COM ESSA RECOMENDAÇÃO LIIIINDA DA DANI. IMAGINEM SÓ... UMA DE SUAS ESCRITORAS TOP RECOMENDAREM SUA HISTÓRIA? OMG EU TE AMO , GAROTA! SUA LINDA, ESSE CAPÍTULO É ESPECIALMENTE SEU! Segundamente, me perdoem pelo atraso, mas ontem minha internet tava de bullying comigo e não queria postar. Agradeço demais pelos comentários, vcs são um máximo! Música do capítulo: True Love – Pink ft. Lily Allen BOA LEITURA!

Alguns dias depois...

Pouco mais de uma semana depois, os conhecidos de Karina começaram a se acostumar com o visual da menina, que chamou muita atenção, principalmente do público masculino, que foi a loucura ao descobrir que ela não era mais a namorada de Pedro.

Apesar disso tudo, ninguém ficou sabendo os motivos disso ter acontecido, e alguns ficaram confusos com a mudança repentina, afinal, a relação de Pedro e Karina sempre foi explicitamente amorosa, e eles quase nunca brigavam sério, diferente de antes de seu relacionamento...

–- Karina! – chamou uma voz, despertando a lutadora de seus devaneios em meio aos exercícios físicos da Academia. Ela se virou para Pri, que se aproximou rapidamente, um sorriso torto nos lábios ao encará-la naqueles shorts curtérrimos de luta.

Karina arregalou os olhos, já percebera o interesse da garota em si, mas sempre tentou parecer desinteressada, afinal, seu gosto não era por mulheres.

–- Você viu os cartazes que tão rolando por ai? Vai ter show da Galera da Ribalta numa festa aqui perto, no sábado. – diz a garota. Apesar de seu interesse por Karina, ela era uma grande shipper do casal Perina, e preferia mil vezes ver a companheira de luta com o guitarrista.

Karina franze a testa, tentando parecer desinteressada.

–- E...? O que eu tenho haver com isso? – pergunta, voltando a socar o saco de box.

Priscila ri do jeito dela, mesmo que Karina negasse, estava extremamente ansiosa para saber tudo sobre aquele show.

–- Ué... pensei que fosse gostar de ir numa festa diferente, agora que você resolveu mudar. – responde a garota, usando um tom sugestivo na última palavra. – Aliás, essa festa não é que nem essas festas cafonas da Ribalta, tem bebida, música muito alta e muita gente gostosa pra pegar.

Karina interrompe os socos ao ouvir sobre o tipo de pessoa que frequentava aquela festa. Bem... seria bom ficar com outra pessoa, talvez assim ela esquecesse Pedro e o garoto desistisse dessa ideia maluca de que os dois voltariam a namorar. Afinal, a cada dia que passava ela se tornava cada vez mais afetável por seus olhares, apesar de não ter passado disso, desde o dia em que ela o nocauteou debaixo da escada.

Apesar disso, ela sabia que não seria nada bom para sua sanidade presenciar Pedro Ramos tocando guitarra, aquilo seria demais pro seu coração despedaçado e talvez ela não fosse conseguir se segurar.

–- Desculpa, Pri. Eu queria muito ir, mas acho que não to preparada ainda, sabe... – responde ela, cabisbaixa, vendo a garota assentir.

–- Eu entendo... ainda deve doer ver ele, néh? As primeiras separações são sempre as piores, mas depois você acostuma e no dia seguinte já ta festejando com as amigas. – diz ela, tentando parecer compreensiva. Karina assente, por mais que duvidasse que não fosse ficar arrasada de qualquer forma com Pedro, mesmo que ela já tivesse tido outros namorados.

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Ao final da manhã, Karina estava tirando suas luvas para ir tomar o seu banho depois do treino, quando sentiu um olhar intenso sobre si, virou-se, se deparando com o garoto que tirava seu sono e lhe causava lágrimas quase todos os dias.

Ele estava sem jeito, tímido como se não a conhecesse e como se não fosse o desencanado Pedro Ramos.

–- O que você quer? – pergunta Karina, grosseiramente, desenrolando suas mãos das ataduras, enquanto sentia o garoto se aproximar.

Pedro suspira, encarando as pernas torneadas da ex, sem vergonha nenhuma.

–- Você viu o show que a gente vai fazer na balada Botox? – pergunta, vendo ela erguer o olhar e encará-lo diretamente pela primeira vez em muitos dias.

Ela assente devagar, curiosa para entender aonde ele queria chegar com aquele papo, por mais que já suspeitasse.

–- Eu queria que você fosse... é muito importante pra Galera da Ribalta. – diz ele, passando as mãos nos cabelos despreocupadamente.

Karina quase baba ao ver esse movimento, deveria ser proibido Pedro Ramos mexer nos cabelos daquele jeito. Para a saúde e bem estar de Karina Duarte. Ela balança a cabeça, tentando afastar aquele pensamento de sua mente.

–- E o que eu tenho haver com isso? – pergunta, com seu ríspido tom de sempre.

Pedro abre um sorriso de lado, antes de se aproximar ainda mais, parando apenas quando ela ergueu um braço em sua frente e negou com a cabeça, quando já estava a menos de um metro de distância.

–- Ah... sei lá. Você querendo ou não, é minha musa inspiradora. – responde ele, sedutoramente.

Karina cerra o maxilar.

–- Ah é! Aquela música ridícula que você fez pra poder me namorar e ser pago pela minha irmã. – ironiza a garota, irritada.

Pedro desmancha o sorriso na hora.

–- Ridícula? Você não parecia ta achando ridícula quando me agarrou lá na praça depois de eu recitar a letra dela. – rebate o garoto, irritado.

Karina bufa.

–- Nem me lembra. Pior dia da minha vida. – diz ela, e quando o vê abrir a boca para rebater, completa: -- Aliás... por que eu não pensei nisso antes? Não foi você que escreveu a letra daquela música, néh? Deve ter sido, no mínimo, a Bianca.

Pedro fecha a cara ao ouvi-la falar daquele jeito. E então ele a está prensando novamente contra a parede.

–- Não me provoca, garota. – sussurra, próximo ao rosto dela.

Karina treme em seus braços, mas pensa rápido, e logo o empurra para longe com força.

–- Ficou maluco, é? – pergunta, olhando por sobre o ombro dele seus colegas de luta encararem a cena com sorrisos maliciosos.

–- Você que ficou. Esse Seu Jeito é uma música sincera sobre os meus sentimentos por você. Eu ralei muito pra escrevê-la, e foi de coração, o.k.?

Karina não fala nada, apenas olha para baixo, envergonhada. Talvez ele realmente a tivesse escrito, mas era muito fácil escrever sobre seus olhos fechados e seu gênio feroz. Qualquer um poderia escrever aquela música. Tentou se convencer ela, orgulhosa.

Pedro sorri ao ver suas bochechas coradas e quando ela vê seu sorriso, franze as sobrancelhas, indignada.

–- Eu vou te esperar lá no show. – diz ele, e olha para seu corpo, sorrindo maliciosamente. – E espero que você esteja prontinha pra voltar pros meus braços. – completa, convencido.

Karina bufa, e então sorri, tendo uma ideia.

–- É verdade... pode me esperar. – fala, se aproximando até que quase o encostasse, sua boca extremamente perto do canto dos lábios dele. – E pode preparar seu coração, porque ele vai precisar depois que me ver solta na pista. – completa, sorrindo maliciosamente.

Pedro treme na base e fica sério, de repente, interrompendo a saída da garota com uma pegada em seu braço.

Ela se vira, surpresa. Tinha que se acostumar com esse novo Pedro, possessivo...

–- Que foi? Eu to solteira agora, meu querido. – afirmou ela, se soltando de suas mãos e caminhando em direção a Pri.

–- Pode ser uma boa... a festa. – murmura ela, alto o bastante para Pedro ouvir, abrindo um sorriso animado no rosto. – Sabe... pra mim pegar alguns bonitinhos. – completa, vendo Pedro se virar e sair dali, furioso.

Priscila sorri de volta, entendendo o joguinho entre os dois.

–- O.k. então, Ka. Eu vou comprar seu ingresso e depois te passo o endereço e a hora por mensagem. – Karina assente, de repente se tocando da burrada que havia feito. Ela não deveria entrar nos joguinhos dele, devia era se afastar. Porque ela já havia brincado com Pedro Ramos e sabia como seria o final daquilo tudo, na fogueira.

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Desde aquela maldita madrugada, algumas semanas atrás, a vida de Bianca Duarte havia se tornado um inferno. Seu pai, apesar de sempre apoiá-la, estava completamente contra ela depois de descobrir o acordo que havia feito com Pedro, e os dois quase nunca se falavam, exceto o essencial ou alguma bronca que ele lhe dava.

Com Karina era ainda pior. Depois de algumas noites dormindo no quarto do pai, ela voltou para seu quarto, mas as coisas só pioraram a partir dali. Ela conseguia ouvir o choro da irmã quase todas as noites, e quando tentava consolá-la era afastada com agressividade. Seus dias em casa se resumiam nisso, discussões com Karina, discussões com seu pai... e quando ela não estava em casa, era Duca quem discutia com ela, até alguns dias atrás...

–- Da pra parar de chorar? – perguntou seu namorado, depois de vê-la mais uma vez entrar aos prantos em seu quarto. Ele a amava, mas aquilo já estava lhe dando nos nervos.

Bianca ergue o olhar, e encara ele, cheia de raiva.

–- Não! Ou você se esqueceu da minha situação lá em casa? – pergunta ela, magoada.

Duca suspira e se senta ao seu lado, na cama.

–- Também... isso não foi nada que eu já não tivesse te falado, néh? Você devia ter contado pra Karina á muito tempo.

–- E faria diferença? – murmura a garota, enxugando suas próprias lágrimas com as costas das mãos.

Duca assente.

–- Sim, se você tivesse contado talvez ela já tivesse te perdoado.

Ela ri, irônica.

–- Como você é tolo. Ela iria me odiar de qualquer jeito. O problema não é como ela descobriu, e sim o que eu fiz. – afirma, olhando para suas próprias mãos com repulsa.

Duca coloca sua mão no queixo dela.

–- Desculpa, minha linda. Eu sei que ta sendo difícil pra você... mas é que... você tem que ter paciência. Talvez algum dia ela te perdoe.

–- Você sabe que isso é impossível! – fala ela, amargurada.

Duca respira fundo e vê o quarto ficar em silêncio por alguns segundos, até que ele decide quebrá-lo:

–- Não fica assim, Bi... vamos fazer alguma coisa... – fala ele, olhando carinhosamente para a namorada, que olhava para o vazio, pensativa. – talvez se você fizesse alguma coisa que te distraísse... – completa, se aproximando com um sorriso sedutor nos lábios e a beijando no pescoço.

Bianca não deixa passar disso, sentir o beijo dele em sua pele não havia trazido nenhum dos efeitos que costumava trazer, ela estava se sentindo muito ruim para que isso acontecesse, e por isso o empurrou para longe, se levantando, irritada com a atitude do lutador.

–- Eu aqui, sofrendo e você pensando nesse tipo de coisa?! – grita ela, indignada, e vê o rapaz se levantar e ficar em sua frente.

–- Relaxa, Bi. Você ta muito tensa, cara. Faz semanas que você ta assim. Que você vem aqui e só chora e reclama da vida. Eu to com saudades da gente. – diz ele, com sinceridade, coçando a cabeça nervosamente.

Bianca bufa, furiosa, as lágrimas de dor competindo com as de raiva.

–- Eu não acredito que a gente ta mesmo tendo essa conversa! Você sabe muito bem que não ta sendo fácil pra mim. A minha irmã é a pessoa mais importante da minha vida!

Duca se senta novamente, tenso.

–- Olha, Bi... eu vou ser bem sincero. Eu entendo a sua situação, entendo que não ta sendo fácil, mas eu sou seu namorado e não sinto mais como se fosse. A gente não se beija, não se toca, só ficamos aqui, eu te consolando e você chorando. E nada do que eu faço adianta pra trazer teu sorriso de volta. Eu não quero botar pressão nem nada, mas se ta ruim pra você, talvez...

Bianca franze a testa, não acreditando no que estava ouvindo.

–- Que ótimo! Agora você vai terminar comigo, é isso?! – murmura a garota, sorrindo ironicamente enquanto mais lágrimas escorriam pelo seu rosto. – A minha vida não poderia estar melhor.

–- Não foi isso que eu falei. Eu falei que se você não estivesse se sentindo bem comigo, nós...

–- Não se finja de bobo. Você ta de saco cheio de mim que eu sei. – interrompe ela, com rancor, vendo o garoto se levantar, irritado.

–- Bianca, para com isso! – ralha ele, segurando ela pelos braços para chamar sua atenção.

Ela silenciosamente tira as mãos dele dali e se afasta, séria.

–- Me responde, Duca: Você está feliz comigo? – pergunta, ainda de costas para ele, e fecha os olhos fortemente enquanto espera sua resposta.

O lutador coça a cabeça nervosamente de novo, e suspira. Aquela era uma pergunta cruel, como ele estaria feliz com ela, vendo sua infelicidade sem poder fazer nada? Sua vida estava um inferno, vendo a família que ele considerava sua, arruinada por um motivo que ele mesmo poderia ter ajudado mais cedo.

Ele olha para baixo, sentindo o rosto aquecer e as lágrimas escorrerem, antes de responder, baixinho: -- Não.

Bianca não diz nada por alguns segundos, apenas se vira para o rapaz e o vê ainda a encarar o chão, seus olhos sendo destruídos pouco a pouco pelas lágrimas novamente.

–- Então acabou. – consegue dizer ela, apesar do nó que se formara em sua garganta.

Ele a olha novamente, seus olhar destruído.

–- Não. Não pode ter acabado. Eu estou infeliz porque não consigo deixar a garota de meus sonhos feliz. – diz ele, mas ela não muda sua expressão.

–- Eu não quero levar mais ninguém para o fosso comigo. Você não entende e nunca entenderá o que é decepcionar a pessoa que mais te deu forças, que sempre esteve lá por você, mesmo você sendo um monstro. Você nunca vai entender Duca, porque você não é que nem eu. Você é uma boa pessoa. – diz ela, para logo depois sair do quarto, antes que ele a fizesse mudar de ideia.

Agora ela estava assim, ainda pior. Pior porque seu estado de espirito só permitia deixar as pessoas tristes, pior porque ela sabia que nada que ela fizesse poderia consertar seus erros.

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No sábado, depois de Karina passar o dia na expectativa para a noite, ela enfim terminou de se arrumar. Hoje era mais um daqueles dias em que ela tinha que erguer todas as suas vontades e dar a volta por cima. Pedro Ramos iria sofrer.

Agora ela estava em frente ao espelho, retocando seu batom avermelhado. Quem diria que ela estaria assim... de vestido, salto alto e batom vermelho. Definitivamente isso não era o que ela pretendia algumas semanas atrás.

Sentiu um nó em sua garganta novamente, ao se lembrar daquele tempo, tempo em que sua única preocupação era deixar de ser virgem com seu namorado. Agora ela se sentia bonita, mas não confiante, sentia que a cada indumentária que vestia mais ela perdia sua essência. Mas aquilo era bobagem, todo mundo preferia Karina Duarte vestida com feminilidade. Não é? Pensou ela, com seus pauzinhos, e suspirou, ao se ver no espelho.

Ela estava belíssima com aquele vestido preto e incrivelmente sexy com aqueles saltos vermelhos e os recortes na barriga, mas por incrível que parece, não se sentia assim, parecia uma outra pessoa a que ela olhava no espelho, alguém confiante e determinado, completamente o oposto do modo que ela realmente se sentia. Então estava perfeito, ela não precisava ser confiante, contanto que demonstrasse isso.

Sorriu para o seu reflexo, tentando passar a confiança que seu visual tinha para o seu eu interior.

E depois que reparou que aquela falsa confiança nunca passaria para dentro dela, Karina decidiu ir de uma vez para o show, e saiu de casa, ignorando o chamado da irmã e a carranca do pai ao vê-la produzida daquele jeito. Gael devia ser o único homem descontente com seu novo visual, tirando, é claro, Pedro, que continuava a olhando com pena toda vez que ela passava por ele de vestido, saia ou salto alto.

–- Nossa, Ka! Você ta muito linda! – murmurou Pri, assim que viu a garota, na entrada da boate.

Karina abre um sorriso tímido, e agradece, ficando nervosa ao constatar que o lugar era realmente nada cafona, e que provavelmente ela, com seus dezesseis anos de idade, seria barrada.

–- Pri, tem certeza que eles vão me deixar entrar? – pergunta, baixinho e preocupada.

A lutadora abre um sorriso tranquilizador, constatando o lugar onde Karina olhava, para o segurança que revisava os ingressos.

–- Relaxa, Ka. Ele nunca pede identidade, ao menos que a pessoa não pareça ter mais de dezoito anos, e você definitivamente parece uma garota de dezoito anos com esse vestido sexy. – responde ela, analisando a garota com malícia. Karina cora, ainda desacostumada com aquele tipo de comentário e olhar, principalmente vindo de uma garota.

Mas parecia que Priscila estava certa, pois foi só o homem colocar os olhos em Karina que ele já a deixou entrar, pegando o ingresso de sua mão enquanto analisava suas coxas com audácia.

E assim, Karina cora mais uma vez.

Depois que as duas entram, Karina fica pasma com o lugar que se encontra, escuro e lotado, cheio de barzinhos pelos cantos e garotas produzidas encarando garotos bonitos, a pouca iluminação vindo apenas de alguns lustres no teto que piscavam no ritmo da música cantada por Sol. Parecia que ela estava um pouco atrasada...

–- Quer se aproximar do palco?! – gritou Pri, no meio da zoeira, e não deixando que a garota respondesse a arrasta em direção à agitação.

Karina arregala os olhos ao reparar na alegria do público ao ver A Galera da Ribalta tocar, e um sorriso escapa por seus lábios. Por mais magoada que ainda estivesse com Pedro, ela tinha muito orgulho por ele ter chegado aonde havia chegado, só lamentava ter sido à suas custas.

–- Gostoso! – gritou uma pessoa, em meio à multidão e Karina se encheu de raiva ao reparar que a voz se direcionava ao guitarrista. Ela se ergue nas pontas dos pés para enxergá-lo e teme ter que concordar com a pessoa que gritar, Pedro estava incrivelmente gostoso naquela blusa justa colada ao corpo por causa do suor, os cabelos compridos e rebeldes enquanto seus olhos permaneciam fechados, curtindo a sensação prazerosa de tocar sua guitarra.

Ela arfa ao vê-lo, sentindo seu coração na boca e seus dedos dormentes, definitivamente havia sido uma péssima ideia ir até lá. Ver Pedro Ramos no palco era como tê-lo em seus braços novamente sem poder tocá-lo, ela não sabia, mas os momentos em que ela mais o amava eram esses, os momentos em que ele fazia o que amava, tocava com vontade e paixão, como se a música fosse uma parte sua. Da mesma forma em que ele a tocava, como se cada pedacinho dela fosse essa música, com adoração e desejo e todos os sentimentos bons possíveis. Ela queria negar, mas no fundo sabia que isso era verdade, vê-lo daquele jeito mexia com partes de seu ser que ela nem mesmo sabia que existiam.

E foi isso que a fez sorrir, emocionada, as pupilas dilatadas e molhadas encarando ele com adoração, até que a música cessou, e ela o viu caminhar em direção ao microfone, saindo de transe.

–- E ai, pessoal?! – falou ele, e a multidão toda se agitou ainda mais. – Tudo bem? Tão curtindo a noite? – completou, ofegante, um sorriso falso nos lábios, enquanto revirava a multidão com os olhos à procura de alguém.

Karina se arrepia ao reparar que era ela quem ele procurava, mas afasta essa ideia para o fundo de sua mente, se martirizando por pensar assim, ele pouco ligava para ela e ela estava ali, babando por ele.

–- Bem... eu não sei se a minha musa inspiradora ta aqui, tem muita gente pra mim enxergá-la, por mais brilhante que ela seja... mesmo assim eu queria dizer que essa próxima música foi feita pra ela, e especialmente sobre ela. De coração. – diz ele, de repente sério, os olhos marejados ainda à procura dela, que sentiu o coração acelerar. – Eu sei que você nunca vai me perdoar, Karina, e nem devia, mas eu sempre vou dedicar essa música pra você, de qualquer jeito e sempre vou ter esperança no coração, porque meu amor não permite que essa esperança se apague. – completa, se afastando do microfone, agoniado, enquanto a multidão inteira gritava em reposta e Karina sentia seus olhos se desmancharem em lágrimas.

E assim eles começaram a tocar Esse Seu Jeito, inocentemente, sem sabe que cada palavra daquela música era como uma facada no coração de Karina, que sentia seu rosto coberto de lágrimas a cada segundo, enquanto Pedro estava da mesma forma, só que no palco, os olhos fechados fortemente enquanto sentia o som invadir sua alma. Mas as lágrimas dele não tinham o mesmo motivo que as dela, ele chorava de arrependimento, a dor de perder alguém, enquanto ela chorava de rancor, não acreditando em nada que ouvia da letra daquela música, música está que havia sido escrita na mesma época em que ela fora enganada. Enganada. Ainda era difícil pensar nisso, todos os momentos de alegria, paixão, amor e companheirismo entre eles eram apagados, como se não fossem nada. Tudo o que eles viveram não passou de uma mentira.

Notas finais
Eai genteee? Triste esse fim, não é? Karina mó confusa sobre seus sentimentos e sobre o Pedro. O que vocês acham que vai acontecer? E quando o Pedro ver a Ka toda linda desse jeito? Será que no próximo tem pegação perina? Hm... não falo nada, só observo! Bem... como a maioria dos meus leitores não são duanca shippers eu fiz eles terminarem, mas não tem nada concreto, me digam, ficou triste o momento? Vcs querem eles dois juntos ou joanca ou rianca? E só pra avisar, essa noite ta só começando... Comentem ai! Já que eu passei a semana toda sem postar, vou tentar postar o próximo na terça ou quarta, apesar do feriado, isso se tiver 10 comentários até lá. Enfim, no capítulo passado eu perguntei onde vcs moravam e a idade de vcs, e não disse a minha: Sou gaúcha e tenho 16 anos – sim, escrevo fic +18 pq sou rebelde ushausha Agora eu quero saber, vcs gostam de ler? Que tipo de livros? Eu leio de tudo, mas amo mesmo é aventura, sou fã de Harry Potter, Os Instrumentos Mortais, Jogos Vorazes, Divergente, Percy Jackson... e assim vai sahusua perguntem uma saga, que provavelmente eu li. Pq sagas = vida. Beeem espero que vcs tenham gostado do capítulo! Até mais, suas lindas!