Correndo em Círculos

16 Capítulo 16: Eu me lembro de cada cicatriz


Notas iniciais
Oiiiiiii gente!!!! Cá estou eu com um novo capítulo recém saído do forno! Primeiramente eu queria agradecer de coração pelos comentários! E dizer com muito orgulho que o capítulo passado teve um recorde de visualizações, quase o dobro do normal e isso me deixou muito feliz mesmo! :D Sem falar que o número de acompanhamentos tem aumentado bastante... Enfim, música do capítulo: What I Did For Love – David Guetta ft. Emeli Sandé BOA LEITURA!

Assim que a música chegou em seus acordes finais, Pedro abriu os olhos e a primeira coisa que ele viu foram os azuis e chorosos de sua amada. Mesmo assim ele sorriu, grato por ela estar presente ali, em um momento importante de sua carreira, os lábios recitando baixinho: “Eu já sabia que ia acontecer... eu e você...” enquanto a encarava.

Karina treme diante de seu olhar e foge dele, envergonhada por estar tão absorta naquela canção patética. Até que a música acaba e Vicki sobe no palco.

–- E ai, galera?! – grita ela, animada. – Quem ai quer me ouvir cantar um pouquinho? – pergunta, enquanto abraçava Pedro pelo pescoço, deixando Sol emburrada e Karina enciumada, seu rosto queimando de raiva e vergonha.

–- Licença, Pri, mas esse show acaba de ficar desinteressante. – diz ela, emburrada, antes de se virar e sair o mais rápido possível dali, empurrando as pessoas que assistiam ao show, entretidos, com dificuldade e caminhando em direção ao bar mais próximo.

Ela se senta em uma das banquetas e coloca o queixo sobre a mão, chateada, até que o barman aparece, olhando-a sugestivamente.

–- Ta tudo bem, gata? – pergunta ele, e Karina ergue o olhar, dando de cara com um cara alto, loiro e forte, que sorria torto para ela.

–- Não, mas vai ficar bem se você me der uma bebida. – fala ela, pegando sua bolsa e abrindo-a para tirar todo seu dinheiro. Mas o rapaz segura suas mãos antes que ela o tirasse.

–- Deixa por conta da casa. – diz ele, piscando um olho sugestivamente para a garota, que encara sua mão e seu rosto, surpresa com sua atitude. Nunca na vida havia recebido aquele tipo de flerte, os caras, no máximo, se sugeriam para ela, com medo de que se passassem dos limites, perdessem um dente ou dois.

Mas Karina gostou daquela atitude, aquilo só provava o quão arrasadora ela estava e aumentava ainda mais seu ego. Ela assente, sorridente e vê o rapaz servir um drink qualquer em um copo pequeno para depois se afastar e atender outro cliente. Karina nem pestaneja, vira a bebida com tudo por sua garganta, sentindo o gosto forte e ácido queimá-la com rapidez e seu corpo inteiro se contrair com a sensação diferente do álcool nos lábios. Ela não era muito de beber, mas certas ocasiões necessitavam desse tipo de atitude. E aquela definitivamente era uma dessas ocasiões.

Ela pediu mais duas bebidas, e tomou-as em um só gole, ao ouvir a voz fina e nojenta de Vicki cantar Fogo. Aquilo era demais para seus ouvidos.

Depois de cinco ou seis bebidas, ela já estava mais alegrinha e conversava animadamente com o Barman.

–- Então quer dizer que o babaca aceitou dinheiro da sua irmã pra te namorar? Puta que pariu, por que ele fez isso? Eu aceitava te namorar até mesmo por um punhado de terra. – diz o garoto, depois de ouvir a explicação da garota para sua infelicidade.

Karina sorri, descontraída, as bochechas coradas por causa da bebida e da timidez.

–- Você não diria isso se visse como eu me vestia antes... – fala ela, quase baixinho, a voz magoada e amargurada.

O rapaz nega com a cabeça.

–- Tenho certeza que não faria diferença, a sua beleza não está nas suas roupas e sim nesse sorriso, esses olhos azuis... – diz ele, erguendo o queixo dela com a ponta dos dedos, fazendo-a encará-lo de volta, nervosa.

–- HEY! O que é isso?! – grita uma voz, irritada, despertando-a. Ela afasta a mão do rapaz, rapidamente, se virando na banqueta para ver Pedro se aproximar, furioso. Os cabelos bagunçados grudados na testa devido ao calor e os lábios em uma linha fina em direção ao chão. – Você ta dando bebida pra essa garota? Ela tem dezesseis anos, sabia? – murmura ele, com raiva, encarando o barman com desprezo.

Karina fecha a cara ao vê-lo tão próximo.

–- Então é esse o babaca? – pergunta o outro garoto, encarando Pedro de volta. Karina assente, ainda silenciosa.

–- Babaca? Você é que é babaca, ou não sabe que não se deve dar bebida para menores de idade?! Quer que eu fale para o seu chefe? – rebate Pedro, abrindo um falso sorriso convencido no rosto.

Karina revira os olhos.

–- Você é muito idiota, em cara? Meu chefe ta pouco ligando se eu sirvo gente menor ou maior de idade, o importante é que eu sirva. E que mal tem em beber um pouquinho aos dezesseis anos? Eu mesmo já tomei vários porres com essa idade. – responde o outro, rapidamente, e vê Pedro apertar as mãos em punhos e afastar o olhar, se dando por vencido.

Ele olha para Karina e a vê encará-lo com desprezo. Sente seu coração sendo pisado ao sentir aquele olhar, sabia que não seria uma dedicatória simples que a traria de volta, mas tê-la de volta estava saindo pior do que o pacote.

–- Vem Karina. – ordena ele, puxando a garota para fora da banqueta e a arrastando para longe do bar pelo braço.

A lutadora resmunga um agradecimento para o barman, que assiste à cena toda com raiva no olhar.

–- Você enlouqueceu? O que pensa que está fazendo?! – grita Karina, se soltando das mãos de Pedro, que a seguravam fortemente no braço. Agora eles se encontravam em um lugar mais reservado, atrás do palco, onde as bandas se preparavam para entrar em cena.

Ele se vira para ela, seu rosto uma máscara de sentimentos ruins, ele se sentia a pior pessoa do mundo ao perceber que seu erro fora tão grande a ponto de só enxergar o desprezo nos olhos de sua amada, mas a raiva e o ciúme eram maiores que ele e vê-la vestida daquele jeito, bebendo e rindo de um flerte qualquer era demais para que suportasse.

Ele nunca pensou que passaria por uma situação dessas com Karina. Mas ele se esquecera, que nós humanos sempre passamos por situações inusitadas. Como Julieta passou ao descobrir que Romeu estava morto, ou Harry passou ao descobrir que era um bruxo. A gravidade de sua situação podia ser muito inferior a dessas histórias, mas era tão surpreendente quanto qualquer uma delas. Desde que estivera com Karina ele nunca ao menos pestanejara que sua vida pudesse acabar de outra forma, senão com ela, até aquele momento.

Ele a estava perdendo. E ele apenas não podia deixar que isso acontecesse.

_____________________________________________________________________________

Depois que Karina saíra, sem deixar explicações, Gael entrou em desespero, ele devia estar acostumado com essa nova atitude da filha, tendo em vista que seu comportamento mudara completamente, mas ele não conseguia lidar com esse fato. Karina, por mais marrenta que fosse, nunca havia o desobedecido ou até mesmo entrado em situações como essas, ela era leal e obediente, totalmente o oposto de sua irmã, que mesmo fazendo o que não devia, sempre recebia o perdão do pai.

Ele havia ligado dezenas de vezes para o seu celular, mas ela não atendeu nenhuma dessas vezes e isso o preocupava. Dandara e João, que estavam ali para jantar, não sabiam como lidar com a situação. A mulher, ciente da situação do namorado, só podia proferir palavras de consolo, enquanto João ficava sentado ao lado de Bianca, perplexo com o resultado de suas mentiras. Ele também se sentia culpado pela dor de sua meia-irmã, alguns tempos atrás mesmo, havia dito para seu melhor amigo que a verdade não seria bem aceita, e o feito mudar de ideia. A culpa o corroía por causa disso. Ter vivido por tantos dias com aquela verdade nos lábios sem dizê-la era uma grande maldade de sua parte e ali estava o resultado disso, uma família perdida, completamente destruída.

Ele olhou para Bianca e viu seus olhos vazios e culpados como tinham estado os últimos dias, as olheiras profundas os contornado. Sua aparência não era das melhores, muito contrária ao normal. Vê-la daquele jeito só trazia mais culpa para sua consciência.

–- Relaxa, Bi, a Karina deve estar na Boate Botox... o Pedro ta tocando lá hoje, e mesmo que ela o odeie agora, acredito que ela não vá perder esse show. – diz ele, tentando tranquilizar a garota, que o olha pela primeira vez no dia.

Ela suspira.

–- Não da pra relaxar, João. Tudo o que eu faço só torna as pessoas mais infelizes. – sussurra ela, rouca, olhando para seu pai com mágoa. O fato dele praticamente não falar mais com ela só tornava tudo pior. – Foi assim com a Ka, com o Pedro, meu pai, o Duca... – completa, sentindo os olhos marejados ao recitar o último nome.

João pega sua mão que estava pousada sobre sua perna e vê os olhos chorosos da garota o encararem, arrependidos. Ao contrário do normal, ela deixou que ele segurasse sua mão, não porque ela precisasse de carinho, mas sim porque ela sabia que João era mais um daquela lista.

Ele a encara, surpreso por não tê-la visto se afastar, furiosa ou então chamar seu pai.

–- Acho que também te devo desculpas. Eu sempre soube que você gostava de mim e mesmo assim sempre o tratei tão mal... – sussurra ela, surpreendendo-o ainda mais.

Ele sorri tristemente.

–- Você pode quebrar meu coração quantas vezes quiser.

Ela também sorri, e aperta sua mão de volta, agradecida, feliz por ter pelo menos uma pessoa ao seu lado, e surpresa por notar quem, nunca imaginaria que seria João a pessoa com quem poderia contar nesse momento.

_____________________________________________________________________________

–- Você não vai me responder? Quem você pensa que é pra me tratar desse jeito? – repete Karina, furiosa, a testa indignada franzida.

Pedro a encara novamente, agora sem a nuvem de pensamentos em seus erros e sim no que estava vendo mesmo. Ele desliza seus olhos pelas pernas torneadas da ex, o vestido preto, curto e sexy e então para seus braços cruzados sobre o peito, lenta e metodicamente, como se quisesse memorizar cada curva sua, afinal, não seria todo dia que ele poderia vê-la tão de perto, e ainda mais, sozinho.

Ela pigarreia, um sorriso convencido nos lábios. Não admitiria nem para o Papa, mas ver aquele olhar sobre si vindo de Pedro era como música para os seus ouvidos.

–- Han... – gagueja o garoto, ainda sem conseguir manter o olhar cem por cento em um lugar só, afinal, eram tantas partes perfeitas que seu cérebro não conseguia se deter apenas em uma.

Ele definitivamente odiava aquele barman, mas ele tinha que admitir que também não se conteria se fosse ele, faria qualquer coisa para ter aquela garota em seus braços.

Sacode a cabeça, recuperando o foco.

–- Desculpa. Eu não era pra ter sido tão grosso, mas...

–- Mas? – interrompe Karina, indignada. – Não tem explicação para o que você fez. Eu sou solteira e aquele barman também. Você já teve sua chance comigo.

Pedro arregala os olhos ao ouvi-la falar aquilo, surpresa estampando sua face. Definitivamente ele não esperava que aquilo viesse dela.

–- Para de tentar parecer intocável. Essa não é a Karina que eu conheço.

–- Ah é? Fico feliz com isso. – rebate ela, irônica. – Significa que eu deixei de ser aquela garota patética que é enganada por todo mundo. – completa, sentindo seus olhos marejarem de raiva.

Pedro nega com a cabeça tão rapidamente que ela poderia voar longe.

–- Ela não era enganada, ela era pacífica e verdadeira. Não tentava fingir ser o que não era. – diz ele, encarando suas roupas.

A garota trinca os dentes tão fortemente que sente dor no maxilar, sua cabeça latejando de raiva. Quem ele pensava que era para dizer se ela estava vestida adequadamente?

–- Não gostou? Porque eu não ligo. Todos os caras gostaram e adivinha... eles agora me desejam.

Pedro fecha as mãos em dois punhos e os aperta fortemente, tentando conter sua raiva.

–- Eles sempre te desejaram. A única diferença é que agora eles não te respeitam mais, você é igual a todas as outras garotas, não só nas roupas, mas em tudo. Cadê aquela garota esquentadinha que já teria quebrado a minha cara nessas alturas?

–- E o que você tem contra essas garotas? Que eu me lembre você as adora. Eu gosto é de princesinha. – ironiza ela.

Pedro sorri.

–- Ciúmes?

–- Ra-ra. – ironiza ela novamente. – Eu fora! Pode ficar com as suas princesinhas. Você já estragou o bastante da minha vida mesmo...

Pedro engole em seco, arrependido, antes de encará-la profundamente nos olhos e dizer:

–- Você sabe que não era a minha intenção. Eu simplesmente não pensei na possibilidade de você descobrir...

–- Ah... a culpa é minha! Por que eu fui abrir a porta para aquela vadia, não é mesmo? Talvez se eu não tivesse aberto seu plano de me comer e depois me largar desse certo. – falou ela, cheia de raiva, os olhos jorrando água sem piedade. Seu equilíbrio prejudicado devido à bebida.

Pedro morde os próprios lábios e suspira.

–- Para com isso! – grita ele, estourado, seu rosto vermelho de fúria e dor.

Ela ri.

–- E ainda acha que manda em mim? Você é patético! – diz, se virando para sair o mais rápido dali.

–- Eu te amo, Karina! – gritou ele, desesperado, antes que ela ao menos colocasse a mão sobre a maçaneta. Ela se calou, deixando que o silêncio tomasse conta do ambiente. – Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo... – repetiu, devagar, como se a quantidade de vezes que ele dissesse fossem se igualar ao tamanho de seu sentimento.

Ela ficou encarando-o por alguns segundos, até que caiu na gargalhada.

–- É, ama sim! Não precisa mais fingir, Pedro, pode ir embora, ficar com a Vicki, com a Guta, com a Pri, com Deus e o mundo... eu não me importo. – diz ela, se virando para sair novamente.

Pedro engoliu em seco, se aproximando rapidamente, pegando-a pelo braço e virando-a. Ela o encara nos olhos e então nos lábios, sua respiração ofegante devido a pouca distância entre eles. Seu corpo completamente ciente dos braços dele a envolvendo, do peito dele subindo e descendo e de sua boca tremendo para tocá-la.

–- Se importa sim. – sussurra o rapaz, seu hálito quente batendo contra o rosto dela que se odiou por ainda desejá-lo, amar deveria ter um botão de desligar, às vezes.

–- Não me importo. – sussurra ela, de volta, olhando para baixo em seguida. Não queria dá-lo o gostinho de saber o quanto ela ainda queria beijá-lo. – Ou você pensou que isso aqui significou alguma coisa pra mim? Eu aceitei só porque você não parava de insistir e até que foi bom pra matar a carência...

Ele a apertou mais contra si, seus dedos quase se fundindo com a pele dela e seu corpo tremendo ainda mais por contato. Fez um sinal negativo com a cabeça. As palavras dela feriam mais do que tiros, mas ele sabia que elas eram apenas palavras. Ela apenas queria feri-lo tanto quanto ele a ferira.

–- Não. Você me ama e eu te amo.

Ela abre um sorriso irônico, e consegue reunir forças o suficiente para se soltar dos braços dele e empurrá-lo para longe.

–- Como você é convencido, garoto. – diz, não com aquele tom de brincadeira que sempre usava, mas sim com ódio. – Eu não gosto de você. Pra falar a verdade, muito pelo contrário, eu te odeio! – gritou ela, transtornada, seu rosto vermelho, uma máscara de ódio coberta de lágrimas. -- Seu idiota! – o empurrou levemente. -- Covarde! – refez o movimento com ainda mais força. – Mentiroso! – completou, até que ele se viu encurralado contra a parede e então os dois estavam extremamente perto novamente.

Ela encara seu peito e vê os movimentos ritmados e acelerados produzidos por ele, ergue o olhar e vê duas pupilas extremamente negras de desejo, os lábios salivando por contato. E então, ela o vê abrir um sorriso e lentamente deslizar uma de suas mãos para trás de sua nuca e acariciar seu rosto.

Ela fecha os olhos e ofega, deixando-se levar por um milésimo de segundo pela carícia.

–- Você pode negar o quanto quiser, mas eu consigo sentir aqui, no seu coração, na sua respiração... o quanto você ainda me deseja. – sussurra ele, ofegante, a voz rouca e sedutora quase a fazendo perder totalmente a sanidade. Mas então ele sente algo molhar seus dedos e se surpreende ao reparar nas lágrimas que ainda escorriam dos olhos dela. -- Assim como eu. – completa, ofegante.

–- Eu te odei... – repete ela, em um sussurro raivoso, mas antes que ela terminasse mais uma de suas sentenças, ele agarrou-a pelo braço e empurrou-a contra parede, encurralando suas mãos por cima de sua cabeça e segurando seus joelhos com seus próprios.

Ela olhou para a mão dele segurando forte em seu pulso e tremeu de raiva, abrindo a boca para xingá-lo mais um pouco. Mas ele não deixou, aproximou seus lábios dos dela e tomou-os para si.

Ela não o beijou de volta, mesmo que quisesse. Muito pelo contrário, tentava atacá-lo de todas as formas, mas ele estava preparado para esse tipo de atitude, e não permitiu que ela se soltasse, segurando-a forte em seus braços para que ela não fugisse e empurrando seu corpo cada vez mais contra a parede.

Ela geme contra os lábios dele, desejo brotando de praticamente todo seu ser, mas acima disso, orgulho. Orgulho esse que não permitiu que ela cedesse às suas manobras. Às mãos dele brincando por seu pulso ou à sua língua investindo contra a dela, afim de fazê-la ceder. Ela continuou impassível, tentando se soltar de seu abraço, seu cérebro ganhando essa disputa.

E então, depois de um tempo, ela mordeu os lábios dele suavemente, fazendo-o amolecer o aperto em seus braços, acreditando ter conquistado o que queria, mas ao contrário disso, ela o empurrou com força para longe, fazendo-o tombar no chão.

–- Nunca mais faça isso! – gritou ela, cheia de raiva, limpando a boca com força e falsa repulsa, os olhos parecendo duas nuvens cinzentas jorrando água incansavelmente.

Pedro se levanta, surpreso e se aproxima da ex, afim de acalmá-la.

–- Ka...

–- Sai daqui! – gritou ela, interrompendo-o, e ele a encara, vendo todo seu interior obscuro através dos olhos.

E pela primeira vez no dia, ele a obedeceu, parando um segundo na porta antes de sair e sussurrando:

–- Eu espero que você algum dia me perdoe.

Ela não diz nada, espera que ele saia e fecha porta com um baque, deixando-se deslizar por ela até o chão e se agachando a chorar ali.

Notas finais
ENTÃO??? Espero não tê-los decepcionados, em vista dos comentários, pensei em mudar esse capítulo, mas resolvi deixar assim, é claro que vai ter pegação perina logo logo, não posso dizer o quão cedo será pq senão estraga, mas peço paciência pq eu realmente tenho tendências ao dramalhão... :S Espero que vcs me perdoem por esse fim trágico, mas entendam que a Karina ta praticamente bêbada, e os sentimentos ficam mais fortes qdo as pessoas estão assim... Vou tentar fazer o próximo mais light. E falando em próximo, postarei no próximo final de semana, novamente se houver 10 comentários – é, eu gostei dessa coisa dos 10 comentários.. hasuhsa. Mas então, curtiram o mini momento joanca? Não esqueçam que aqui a Bianca não foi tããão má com ele qto na novela, mas igual ele merece desculpas... Sobre a novela... to esperando só o meu veredicto, o fato de não ta explicito o fim perina nos resumos só me deixa mais nervosa. Agora vamos a pergunta do capítulo: qual a profissão atual de vocês ou a que vcs pretendem seguir? Eu faço vestuário em uma escola técnica. Amo moda e quero isso pra minha vida, além, é claro, de uma faculdade de Letras para aprimorar minha escrita e virar escritora. Enfim, espero vcs nos reviews!!!!!! Bjjs