Correndo em Círculos

22 Capítulo 22: Diga que me ama


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOiiiiiiiiiiii Tudo bem? Comigo vai super! Quer dizer: PQPPP NÓS CHEGAMOS AOS 200 REVIEWS!! AMO VCS TIPO DEMAIS!!!! MMMMMMMMMMMuuuuuuuuuito obrigada! E... bem... esse capítulo é um presente por esse grande apoio de vocês... vcs vão entender depois... Música do capítulo: Say You Love Me – Jessie Ware Não me matem e leiam as notas finais! BOA LEITURA!

–- O que você ta fazendo aqui? – pergunta Karina, ríspida e a resposta que recebe é um empurrão do garoto, que entra na casa mesmo sem ser convidado e fecha a porta atrás de si.

Ele se vira para ela e franze a testa ao ver as manchas de maquiagem de baixo de seus olhos. Estende a mão e passa seus dedos por seu rosto.

–- Você andou chorando?

Karina não responde, apenas empurra a mão dele para longe de si e se afasta, irritada. Maldito lápis de olho! Agora ele ia atormentá-la para descobrir o motivo de seu choro...

–- Você não respondeu a minha pergunta! – diz ela, tentando mudar de assunto.

Pedro solta um suspiro.

–- Eu vim dizer que aquilo que eu te falei não é verdade. Nunca aconteceu nada entre eu e a Vicki.

Ela solta uma risada falsa e o encara, enojada.

–- Mentiroso!

–- Não. Isso é verdade. Ela só me chamou pra sair e eu aceitei, já que você queria mesmo que eu seguisse em frente...

Ela o encara, procurando qualquer resquício de mentira em sua expressão.

–- Não precisa mais fingir, Pedro. Você não me deve satisfações...

–- É verdade. Eu não te devo satisfações. – murmura ele e se vira para ir embora.

–- Não! Espera... – interrompe ela e engole em seco, incerta do que falar.

Ele se interrompe e solta um suspiro, se virando de volta para ela.

–- O que foi, Karina? Eu vim até aqui porque me senti péssimo pelo que eu fiz, porque eu não queria que você ficasse mal por uma coisa que nem mesmo é verdade... e você me fala que eu não te devo satisfações?

–- Por que você acha que eu ficaria mal em saber que você e Vicki estão juntos se eu disse que queria que vocês fossem felizes? – pergunta ela, teimosa.

Ele abre um sorriso em resposta.

–- Porque eu te conheço... você faz e fala as coisas sem pensar quando ta com raiva. E também porque seu rosto ta todo borrado... – responde.

Karina grunhi e mais uma vez o amaldiçoa em pensamentos.

–- Isso não tem nada haver com você... – diz ela. – Er... caiu um cisco no meu olho!

Ele ri da tentativa dela.

–- O que foi? Eu já disse que não me importo, Pedro! Pode ficar com quantas você quiser, e tudo ao mesmo tempo se quiser... Eu não ligo!

–- Por que você continua enganando a si mesma? – pergunta ele, irritado e essa é a deixa para ela estourar.

–- POR QUÊ? Eu sei o que eu vi, Pedro! Você tava com ela e você tava adorando, até me ver... daí você ficou todo explosivo. Eu te faço mal, não é verdade?

–- Eu tava tentando ser feliz, ta legal? Tentando ter pelo menos uma noite legal, já que todas elas são preenchidas com a culpa de ter te perdido desse jeito, mas daí eu vi você com o Lírio e... eu fiquei explosivo porque eu não aguentei ver você com outra pessoa!

–- E eu, em Pedro? E EU? Como você acha que eu me sinto sabendo que você desistiu tão fácil de mim? Como você acha que eu me senti quando eu vi o amor da minha vida feliz com outra pessoa?! Horrível! Eu me senti péssima, to me odiando até agora por ter sugerido que você me esquecesse.

Ele estanca no lugar onde estava, perplexo, e lentamente seus lábios se erguem em um sorriso. Ela o encara, confusa com sua atitude e então ele se aproxima mais.

–- O que você disse? – pergunta ele e ela arregala os olhos e desvia o olhar, percebendo a bomba que foi soltar.

–- Que eu me senti péssima. – afirma ela, tentando esconder a palavra amor de sua frase bem no fundo do poço.

Ele nega, ainda sorridente.

–- Você sabe do que eu to falando... – sussurra contra o rosto dela, suas mãos puxando seu queixo para cima, para que seus olhares se cruzassem.

Ela engole em seco e encara intensamente seus olhos, quase podendo enxergar os seus refletidos nos dele, como um espelho.

–- Eu disse... – sussurra ela e sente sua pele inteira se arrepiar ao completar a frase: -- que você é o amor da minha vida.

Pedro sorri ainda mais e sente milhões de fogos de artifício borbulharem em seu estômago.

–- Você também é o amor da minha vida. – sussurra ele em resposta, deixando-a tonta com a rouquidão de sua voz e com a proximidade perigosa de seus lábios.

Ela balança a cabeça, afastando seu desejo e a ele também, andando dois passos para trás enquanto coçava nervosamente sua nuca.

–- Isso não significa muita coisa... só amor não basta. – afirma, séria, mas ele não se atinge por suas palavras, a felicidade preenchendo muito de seu ser para que se abatesse. Ele não se sentia tão feliz assim á meses.

–- Basta. Basta sim. O amor cura qualquer dor, qualquer problema.

–- Pra mim ele só trás dor... – afirma ela e ele sente seu coração bater mais rápido.

–- Isso porque a gente não ta se permitindo amar... Esquentadinha... eu não quero te ver mal. Se você me disser agora que nunca vai querer me ver com ninguém eu vou fazer isso, mesmo que eu tenha que permanecer virgem a vida toda. Eu te espero. – afirma ele, sincero e ela sente seu coração bater mais rápido e seus olhos lacrimejarem. Passa as mãos com força pelos olhos e o encara.

–- Você não ta me enganando, ta? – pergunta ela, sua voz quase um sussurro.

Ele a encara de volta e sente a dor carregada em cada palavra sua.

–- Não. Eu não vou te enganar mais. – responde ele e se aproxima dela, beijando o topo de sua cabeça e se permitindo sentir o seu cheiro.

Ela desaba em lágrimas, se agarra em seu pescoço e abafa os soluços contra a sua camiseta, sentindo as mãos dele rodearem sua cintura e abraçá-la forte contra si. Eles ficam ali por vários minutos que parecem apenas um, no silêncio confortável de estar nos braços de quem se ama, até que os soluços dela cessam e os dois começam a sentir uma tensão diferentes, os corpos ardentes de desejo e suas respirações quentes batendo contra um ao outro.

Karina é a primeira a agir, ela afasta lentamente sua cabeça do ombro dele e busca seu olhar, sua respiração cada vez mais nervosa batendo-lhe contra seu rosto e seus braços ainda agarrados em seu pescoço. Pedro acaricia sua face, os dedos tímidos e delicados sobre sua pele a fazendo fechar os olhos e se arrepiar.

–- Você não precisa me esperar. – sussurra ela contra sua pele e ele interrompe sua carícia, descansando sua mão sob o queixo dela, sua respiração um resfôlego nervoso.

Ele franze a testa, incerto de que ouvira o que ouvira e ela abre um sorriso de lado.

–- Você não precisa me esperar. – repete, e o puxa para ainda mais perto, deixando seus lábios a milímetros de distância dos seus.

Pedro prende a respiração, levando todo o seu nervosismo para seu coração retumbante.

–- Eu quero ficar com você, Pê. Eu não quero mais te ter longe de mim. – completa ela em um sussurro a mais, e essa é a deixa para que ele acabe com a distância entre os dois, roubando seus lábios para os dele e sentindo seu corpo se sobrecarregar com novas energias, o êxtase que era beijá-la. Nenhuma garota poderia se comparar a ela. Nenhum beijo poderia se comparar ao seu...

Ela abre seus lábios para mais acesso aos dele e mergulha suas mãos por seu cabelo, exatamente do jeito que ambos gostavam enquanto ele a apertava ainda mais contra si, suas mãos suaves e nada delicadas pressionando suas costas com ardor. Ela geme contra os lábios dele e essa é a deixa para que o beijo atinja uma nova escala: desejo, luxúria.

Pedro investe com sua língua contra a dela sem nenhuma delicadeza, e os dois chegam a um frenesi apaixonado, as cabeças em outra dimensão onde eles ditavam o tempo e o espaço, até que o ar se fez necessário, e ambos voltaram a essa dimensão, ofegantes e corados de paixão.

–- O-O... que... i-isso significa? – pergunta o garoto, em meio às suas respirações inquietas.

Karina o encara, completamente enrubescida, mas mantém sua pose decidida, coloca suas mãos no rosto dele, sem desviar de seu olhar, e fala:

–- Que eu vou ser sua a partir de agora. Que eu vou ser sua está noite.

Pedro treme diante de sua voz rouca, seu coração batendo descontroladamente e sua mente e alma ainda sem acreditar no que estava ouvindo. Ele sorri, felicidade jorrando por todo o seu ser. Ele havia conseguido. Karina era dele novamente. Assim como ele já era dela há muito tempo.

Ele a beija calmamente, do jeitinho que só Perina fazia e quando as coisas começam a esquentar, a sente se pendurar em seu pescoço e a agarra pelas pernas, fazendo com que ela segurasse seu tronco com as pernas, suas intimidades separadas apenas pelas peças de roupa. E então, sem que se dessem conta, os dois lentamente se encaminham em direção ao quarto dela.

A porta é empurrada com força, a força dos dois corpos ainda unidos e Pedro sorri para a sua amada, enquanto a direciona para a cama, suas mãos ainda agarradas em suas pernas e seus olhos nos dela. Ele tira seus tênis e a deita lentamente sobre os lençóis, seu corpo erguido sobre o dela e suas pernas ainda envolvidas pelas dela.

O contato entre seus olhos não fora quebrado por um segundo sequer, eles estavam se conhecendo novamente, decifrando as sensações que um corpo pode ter, se amando com a alma. Pedro traça seus dedos pelos contornos do rosto de Karina, lenta e suavemente, sua respiração quente se mesclando com a dela.

–- Você tem certeza? – pergunta ele, baixinho e a vê assentir, seus olhos azuis quase sem piscar.

–- Como eu nunca tive em toda a minha vida. – responde a garota e o puxa pela nuca em sua direção, roubando seus lábios para os dela novamente.

Pedro sorri contra sua boca, nunca, em hipótese alguma havia pensado na possibilidade daquilo acontecer tão cedo, principalmente depois da noite na Ribalta.

Ele desliza seus lábios pelo pescoço dela e ela revira os olhos de prazer, suas pernas pressionando ainda mais o corpo dele contra o seu. Ele ri do jeito dela, surpreso por causar aquele tipo de sensação na sua Esquentadinha, mas continua suas carícias por toda sua pele nua: sua clavícula, seus ombros e seu queixo, fazendo a garota se curvar de desejo a cada toque, sua pele sensível, clamando por mais, até que ela não se aguentou, com a ajuda dele, começou a desbotoar sua camisa.

Quando todos os botões se separam no tecido, ela desliza a peça pelos braços e cora até os cabelos ao sentir o olhar de desejo que vem dele ao ver seus seios cobertos apenas por seu top de ginástica – sim, por baixo de todas aquelas roupas femininas, ela continuava sendo Karina, usando a boa e confortável lingerie de ginástica.

Enquanto ele a encara, ela se mexe desconfortavelmente, completamente constrangida com o fato de estar seminua em sua frente, mesmo ele já tendo visto seus seios totalmente descobertos antes. Agora era diferente, não era apenas o desejo que ditava seus movimentos, havia amor em cada um deles, carinho e cuidado, a delicadeza e suavidade em cada passo que davam em direção a mais um momento sublime.

–- Vai ficar ai me olhando até quando? – pergunta a garota, nervosamente, quebrando o silêncio.

Ele sorri. – Até eu me dar conta de que isso é realmente real. – responde ele, deixando-a ainda mais tonta de amores.

Como alguém podia ser tão perfeito?

Ela sorri de lado, encarando seus lábios entre uma respiração ofegante e outra.

–- É real. – sussurra ela e para provar, desliza suas mãos pelos ombros dele e puxa sua camisa para fora de seu corpo. Ele sorri quando vê a peça voar pelos ares, sua respiração ficando cada vez mais nervosa, ainda mais quando ela coloca suas mãos na barra da camiseta dele e a ergue lentamente, roçando seus dedos propositalmente por sua pele no caminho e fazendo-o se arrepiar.

Ela encara seu abdômen, seu corpo tremendo ainda mais de desejo, seus olhos duas luas negras.

–- Você não faz ideia do que é te ver sem camisa... – sussurra enquanto contorna os realces de seu peito e abdômen com os dedos, seus olhos intensos sobre a pele dele.

Ele sorri, encarando-a com um brilho no olhar.

–- Eu tenho uma ideia sim... deve ser como te ver de lingerie. – responde o garoto. – Não... te ver de lingerie é muito melhor... -- ela ergue o olhar e encarar seus olhos, séria.

–- Não exagera... eu nem tenho tantas curvas assim... – sussurra.

Pedro franze a testa, completamente desacreditando e passa uma mão pelo rosto dela.

–- Você é cega? – pergunta, antes de beijar seus lábios e roçar seu nariz por sua pele, até o decote de seu top.

Ela solta um resfôlego nervoso.

–- Você é perfeita. – diz ele e abraça o corpo dela firmemente, suas peles colidindo umas com as outras e suas mãos deslizando pelos declives do corpo dela. Sua cintura, seu quadril, suas nádegas...

–- Hmm... P-Pedro... – geme ela, sentindo seu corpo inteiro esquentar a cada toque seu. Estava quase entrando em ebulição.

O garoto abre um de seus sorrisos safados e continua com seus beijos por toda sua pele, descendo por sua barriga chapadinha até chegar na barra de sua saia, que ele não se demorou muito e logo puxou para baixo, nervoso.

Karina continuou na mesma posição, enquanto ele puxava gradativamente a peça do corpo dela, até que ela está no chão, junto com todas as outras peças e ele está novamente em cima de seu corpo, encarando as novas partes descobertas: sua pelve, suas coxas e sua calcinha... Ele desliza seus lábios por lá também, naquele dia queria provar cada pedacinho seu, traça o caminho de seu pé, sua canela, seu joelho e suas coxas, até chegar próximo a sua virilha e sentir o corpo dela se arquear e seus músculos se tencionarem.

Ele interrompe seus beijos ali e os direciona para os lábios entreabertos dela. Era como se eles fossem o centro de tudo e sempre entre algo novo descoberto Pedro tivesse que se voltar para eles. Ela morde os seus lábios, querendo retribuir de alguma forma as sensações que ele lhe fizera passar e quando o ar se faz necessários e os dois se afastam por alguns segundos, ela se ergue sobre os cotovelos e puxa as calças dele para baixo, afinal, não era justo ela estar praticamente nua enquanto ele ainda tinha aquela peça. Pedro arregala os olhos ao observar sua atitude, havia horas em que ele simplesmente não acreditava que aquilo era real e que ela realmente o queria tanto quanto ele a queria. Mas agora, vendo ela encarar seu corpo enquanto desliza suas mãos por toda a sua pele, seus dedos delicados e tímidos fazendo cócegas nos cabelos eriçados de sua perna ele podia crer que aquilo não era um sonho. Em nenhum sonho seu ele havia ido tão longe assim.

–- Você tem certeza do que você quer? – repete o garoto e ela o encara, nervosa. Cada vez que ele repetia isso ela se perguntava novamente se valeria a pena se doar completamente para alguém, mas ao olhar em seus olhos ela sempre tinha a resposta na ponta da língua:

–- Sim. – e para dar ênfase em sua palavra, puxou seu top para cima também e sorriu timidamente ao deixar seus seios completamente descobertos.

Ele não fala mais nada, apenas volta sua atenção para o corpo dela e passa a beijar as novas partes descobertas. Ela não se aguenta por muito tempo, e logo solta um novo gemido, suas bochechas ficando ainda mais vermelhas de vergonha. Não era exatamente bom gemer, era esquisito seu corpo sentir tanto ao ponto desses sons saírem por seus lábios, mas essa era mais uma das coisas sobre o prazer que ela estava descobrindo naquele dia.

Pedro volta a sua atenção para sua boca, seus lábios abandonando os mamilos sensíveis da garota que deixariam marcas suas por um longo período. E é assim, logo depois desse último beijo, que eles se encaram, cientes e nervosos por saberem qual seria o próximo passo.

–- Você ta nervosa? – pergunta o garoto e ela engole em seco antes de assentir devagar.

–- Eu to nervosa, mas... eu nunca tive tanta certeza do que eu quero. – responde ela, sincera e agarra sua mão com a dele, entrelaçando seus dedos em um sinal de confiança.

Ele sorri nervosamente.

–- Eu nunca fiquei tão nervoso... tão medroso... mas tão feliz. – afirma, antes de beijá-la nos lábios e puxar a última peça de roupa para fora de seu corpo.

Ela desvia o olhar, completamente vermelha e ele sorri, divertido, subindo para cima dela e descendo suas mãos por sua cintura, puxando sua calcinha para baixo também. Ela treme de nervosismo, mas o ajuda e quando se vê completamente nua em sua frente é que percebe realmente em que direção eles estavam indo. Ele não olha diretamente para o corpo dela quando os dois se encontram pela primeira vez, encara seus olhos azuis perfeitos, uma de suas mãos segurando a sua face enquanto a outra agarrava sua cintura, pronta para ditar os movimentos.

–- Você tem cer...

Ela não o deixa responder, apenas agarra suas pernas envolta da cintura dele e aproxima suas intimidades, até que o sente beirar sua entrada e trava.

–- Eu te amo. – sussurra ele.

–- Eu também te amo. – responde ela de volta e assim ele junta mais seus corpos e lentamente começa a sentir o corpo quente dela o envolvendo.

–- Wow...

–- O que foi? Ta doendo? – pergunta ele, preocupado e ela nega com a cabeça.

–- É só que... é diferente. – responde a garota e ele se sente aliviado para investir mais.

Ela morde os lábios com força e crava as unhas em seus ombros quando sente uma dor profunda lhe tencionar os músculos. Pedro para aonde estava, preocupado.

–- Se você quiser que eu pare... – começa a falar ele, mas ela nega veementemente com a cabeça. O que era aquela pequena dor se comparado com os socos que já levara?

Ele volta à posição antiga e depois de um tempo sente as mãos dela relaxarem em seus ombros e seus lábios se abrirem em um gemido. Ele sorri, feliz por estar lhe proporcionando prazer e repete os movimentos, fechando os olhos e se permitindo apreciar a sensação que era senti-la.

–- P-Pê... – gagueja ela, rouca e quando o vê parar e encará-la, puxa o corpo dele contra si novamente e o sente beijar seu pescoço com tanta intensidade que com certeza deixaria uma marca.

Ele intensifica os movimentos, ciente de que ela não sentia mais dor, e recebe ajuda dela, que ergue seu corpo também em sua direção e continua a agarrar firmemente seu tronco com suas pernas. Ele beija os lábios dela e depois de um tempo sente seu ápice se aproximar e o suor escorrer por sua face.

–- K-Karina, eu... – tenta avisar, mas antes que terminasse sua fala, seu corpo o traiu e ele se entrega àquele momento sublime, jogando seu corpo para o lado e se desconectando dela. – Desculpa... – sussurra, ofegante, chateado por não tê-la feito sentir o mesmo que ele sentirá.

Ela se vira para ele e se aproxima até que se aconchegue em seus braços, sua cabeça deitada em seu peito.

–- Você não tem o que se desculpar... a gente vai ter muito tempo pra isso. – responde ela e beija seu peito.

Ele sorri bobamente e beija o topo de sua cabeça, abraçando o corpo dela contra o seu depois de se esticar para puxar um lençol para cobri-los. Karina encara os movimentos dele e não pode deixar de reparar em seu membro. Ela cora e morde os lábios, desacreditando que ele realmente coube dentro dela e depois desse pensamento pervertido, ela o vê vestir uma cueca e se deitar ao se lado e se aconchega em seu abraço, seu corpo cansado não tardando a se entregar ao sono, principalmente após sentir as mãos dele acariciarem seu couro cabeludo.

Aquela provavelmente sempre seria uma das melhores noites de sua vida. Não por causa do ato em si, mas porque aquela era a primeira noite em que não havia a saudade, a angústia e a mágoa perseguindo seus pensamentos, apenas a paz de estar nos braços de quem se ama.

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Na manhã seguinte, Karina foi a primeira a acordar, ainda desacreditando que realmente passara por tudo aquilo na noite passada, até que ela olhou para baixo e viu uma mão agarrada à sua cintura e uma respiração quente bater contra sua nuca.

Ela sorri bobamente e se virá para o seu companheiro. Pedro dormia que nem um anjinho, suave e sereno, em nada parecendo aquele garoto elétrico e agitado que ela tanto amava. Ela não se segura, se ergue sobre um cotovelo e acaricia seu rosto pacífico, beijando-o em seguida.

–- Eu te amo tanto, seu Moleque... – sussurra. Ela poderia vê-lo dormir para sempre e se esquecer do resto do mundo.

Mas esse para sempre dura pouco e logo ela escuta uma batida suave na porta. Engole em seco e se levanta rapidamente, temendo que a visita acordasse seu amado.

Veste a primeira roupa que encontra: a camiseta branca dele e corre para a sala, preocupada com a possibilidade de ser o seu pai. Ela definitivamente não saberia explicar o que aconteceu ali...

Abre a porta com rapidez, fosse quem fosse ela se resolveria...

Mas ela duvidou desse pensamento ao ver quem estava ali.

–- Wow! Vejo que sua noite foi boa... – disse Vicki, com um sorriso presunçoso no rosto.

Karina aperta as unhas contra a madeira da porta. Há quem diga que a felicidade dura pouco... E talvez isso fosse realmente verdade.

Notas finais
ENNNNNNNTTTÃÃÃÕOO??????/ QUEREM ME MATAR? QUEREM ME ABRAÇAR? DIGAM! Suahsuah Gostaram do hot?, tentei deixar meio equilibrado e realista – mesmo eu sendo inexperiente nesse quesito... -- sinto muito se não ficou muito explícito – pra quem queria... – mas vai haver outros e mais apimentados... E essa Vickiranha? O que diabos ela foi fazer na casa da Ka? Quanto tempo será que vai durar essa felicidade Perina? Repararam que eu adoro terminar e começar um capítulo na porta de uma casa? srssrrs Digam aí! Por favor... eu sei que quando se trata de capítulos com hots os leitores ficam meio tímidos – experiência própria... --, mas comentários sobre esse tipo de cena são extremamente importantes para nós escritoras. E me falem também: vcs gostam de séries? Eu AMO e todos os tipos, GOT, AHS, Friends, Dexter, Fringe, PLL, iCarly, Salem, The 100, Teen Wolf........ me falem as suas favoritas! Beijãão! E posto o próximo ainda essa semana se tiver uns 12 comentários...