Corpus
43 Capítulo 30
Notas iniciais
Não era uma pessoa com seios abraçando o MEU noivo, era um par de seios em uma pessoa abraçando o MEU noivo.
E eu rosnei.
O pior não era o objeto plástico que agarrava meu homem, e sim a cara de espanto que passou a um sorrisinho matreiro em segundos. Aquele filho da puta estava gostando da cena toda.
Meu cérebro só assimilava as informações que tinha sobre a “ex”: loira, magérrima, alta e plastificada, ou seja, tudo aquilo que EU não era.
- Bells amor, essa é Tânia, minha amiga e ex-namorada.
Eu só conseguia olhar para a cara do safado que continuava a sorrir, enquanto as mãos da víbora repousavam na cintura e no peitoral dele. Lixa de unha? Talvez... Iria causar um grande estrago naquele botox fajuto na testa dela, talvez, apenas talvez, eu pudesse usar o salto agulha dos Manolos de Alice para desenhar nos silicones dos peitos, mas ainda assim acho que é pouco…
As mãos moveram-se novamente pelo corpo do meu homem, e foi impossível segurar um novo rosnado que brotava do meu corpo. Definitivamente eu iria precisar de Alice para esconder o corpo da garota PVC.
- Bells? Amor? Love!
Ele ainda tinha pachorra de me chamar? Edward estava cada vez mais brincando com fogo.
Finalmente o vi se soltando das unhas postiças e vindo me abraçar. Chupa loira, o macho é meu!
Sua boca cobriu a minha com gana. Sentia sua língua circular por minha boca como se sorvesse todo o veneno que eu já destilava. Quando me abandonou, cheguei a suspirar de tristeza.
Hora da briga!
- Dá para parar de graça? Ela está aqui para nos ajudar.
- Ajuda para cú é rola, Ed!
- Gostei da mocinha, Edie!
Dei uma mordida no meu homem e, simplesmente respirei fundo. Eu sou EDUCADA afinal de contas.
- A paz no oriente médio só se conquistaria assim: entenda loira, seja lá que parte fez do passado dele, agora o Ed é MEU. Não o abrace muito, não tente beijá-lo, não... Enfim, NÃO faça nada e você sai da América como chegou... Ilesa.
- Querida, seja lá o que o romanticuzinho aí faça para você… Puta que pariu, é só para você! Já tenho quem me coma... Agora, esclarecendo uma única coisa: VOCÊ precisa de mim se quiser se livrar da sua sogra de uma vez só.
Eu estava escutando direito? Ed não funcionava com ela?
ESPERE AÍ QUE VOU RIR E JÁ VOLTO.
E ela ainda vai me ajudar a me livrar da jararaca da minha sogra?
- Negócio feito loira.
Abracei aquela que seria a salvadora da minha pátria enquanto Edward estava parado e boquiaberto.
- Pronta para bagunçar baixinha?
Cutuquei a criatura que continuava a nos encarar.
- Love?
- Hein?
- Vamos Ed... Mexe-se, vamos embora. Precisamos conversar em algum lugar isento de Elizabeth.
Edward olhava para todos os lados e quando reparei seus lábios, estavam em uma linda posição de bico de criança birrenta.
- Love, que bico é esse?
- Nada...
Edward estava irreconhecível, como se algo não tivesse acontecido a seu contento, enquanto Tânia tratava de me colocar a par de todos os passos da minha querida sogra.
- Então quer dizer, que para Elizabeth, você é a nora ideal?
- Pois sim, aquela louca acredita que de alguma forma vil e mesquinha, eu devo me casar com o romanticuzinho aí... Ofereceu-me uma boa quantia e como, James e eu, pretendemos casar e vivermos bem, achei que devia ajudar.
- James?
- Sim, meu noivo... Larguei o Eddie para ficar com ele... Troca boa.
Minha cabeça estava em redemoinhos. O tal “Eddie”, que Tânia teimava em descrever como um idiota não era nem de perto o meu Ed, selvagem, delicioso e tarado. Isso sem contar o fato dele ter problemas com James, fala sério!
- Então, tirando a parte onde o seu Eddie não é o meu Ed, onde podemos chegar?
- Pensei em ajudá-los neutralizando os planos de Elizabeth. Ela fez questão de me inteirar sobre os planos ridículos de separá-los, com uma estória do Eddie não ser Cullen, o que eu duvido muito, mas enfim… Acredito mesmo Bella, que vocês devem se casar o quanto antes.
- Toda ajuda é bem vinda, desde que não toque no meu Ed?
- Querida, se não for para um ménage, não toco no Eddie por nada desse mundo.
Ufa! De alguma forma estava certa de que Tânia não conhecia o potencial sexual do meu homem e isso me dava um sossego infinitamente maior que qualquer outro. Estava tranqüila até para brincar com isso.
- Ouviu Edie?
- Hein?
- O que houve meu taradão de plantão? O que você tem? Não prestou atenção nem na brincadeira de Tânia e nós dois em um ménage?
- Estava pensando nos preparativos para nosso casamento Love...
- Eu não te disse… Edie é um romanticuzinho Bella… Juro que não entra você falando dele como esse tarado todo.
- Tânia entenda de uma vez: todo homem é tarado, basta encontrar a mulher certa para o ser. E como você é loira, melhor registrar que Bella é a minha mulher para isso… Não preciso de ménage nenhum.
Parem o carro que preciso descer e gritar ao mundo que Isabella “patinho-feio” Brandon conquistou Sir Edward Cullen, vulgo tarado inveterado.
E minha vontade de simplesmente me ajoelhar entre as pernas dele e facilmente “jantá-lo” tornou-se insuportável.
Consegui resistir alguns segundo mais quando beijei aquela boca demonstrando que o queria. Queria aquele corpo no meu. Aquela mão percorrendo suntuosamente, sem demora, minha pele que já entrava em combustão espontânea.
Ouvi algumas bufada, mas como minha boca e a boca de Ed estavam em funcionamento, não dei a menor atenção, exceto quando ele abriu os olhos e me lembrou que ainda dirigia.
OPS! Eu ainda descubro em que momento deixei de ser aquela menininha acanhada e simplória para me transformar nessa viciada em Ed.
Mal o carro parou na garagem, Tânia já descia seguida por mim e por Ed que enlaçava minha cintura e passava a se roçar em minha bunda, mostrando o quão duro estava.
- Provoca e me deixa em péssima situação.
Eu apenas sorria. Ele estava em ponto de bala.
Porta aberta e uma loira louca, gritava chamando Jasper. Consegui passar por ela e segurar minha irmã antes que houvesse uma morte brutal.
- Não é problema seu... É a ex do Ed, Alice.
- Tá louca Bella? É a ex dele e você a traz para cá?
- Ela veio nos ajudar com a minha sogrinha amada…
- Pitbull é lindinho também minha irmã, mas deixa sua carne na boca dele para ver se ele não morde… Não confio nela.
- Mas Alice…
Não tive tempo de falar mais nada. No momento em que Tânia resolveu brincar com Jasper, perguntando se ele estava “satisfeito”, minha irmã vociferou sobre ela.
Todos os meninos gargalhavam com a cena de Alice acertando um tapa na cara de Tânia. Edward estava tranqüilo assistindo a cena e por isso fui ao seu lado. Ele estava lindo. A imagem perfeita de um homem realizado. Alice continuava vociferando com Tânia.
- Foda-se que quer ajudar minha irmã, MAS SE TOCAR EM UM FIO DE CABELO DO MEU HOMEM, RACHO OUTRA PARTE DO SEU CORPO, entendeu Tânia querida?
- Puta que pariu meninos... Vocês não podiam encontrar duas irmãs menos barraqueiras?
Tânia estralava o maxilar enquanto eu e Alice começamos a gargalhar. Barraqueiras? Tânia não sabia onde se metia. Sorte a dela que Alice estava praticamente transando com Jasper no sofá, senão ela ia mostrar o que achava de ser barraqueira.
Sentei no colo de Ed que olhava para Jasper e Alice que estavam prestes a fazer meu sobrinho, quando senti a boca de Edward em meu pescoço, já não conseguia mais raciocinar.
- Procurem um quarto.
Vi quando Alice e Jasper se mandaram, enquanto Tânia estava ali ainda olhando para nós e meu corpo em uma ebulição imediata.
- Nos dê essa idéia amor... Juro que vou afinar esse pau hoje.
Senti o corpo de Ed estremecer ante minhas palavras. Não imaginava que podia controlá-lo assim, mas gostei da idéia. Será que eu consigo fazer o Ed gozar só com a minha voz?
- FODA-SE. Tânia, sente-se aí... Mike, pegue gelo. Eu preciso de pelo menos uma hora com a minha mulher aqui.
E lá estava atiçado o meu tarado.
Tania continuou a rir e falar alguma coisa, porém já estava longe dali, com a boca dele mordiscando minha pele, enquanto eu tentava chegar em seu pescoço.
- Fogosa minha delicia?
- Cala a boca e fode logo… Quero meu tarado aqui e já.
Preciso começar a maneirar minha boca, pois assim que eu disse, Ed praticamente me jogou contra a parede e minhas costas reclamaram.
- Tá louca para ser fodida minha putinha?
As vezes eu me pergunto quem consegue manter a sanidade ao ser prensada por um homem desses? Exatamente o remédio que toda mulher deveria possuir, delicioso, carinhoso, tarado, safado…
Ed começou a percorrer meu corpo com as mãos e morder meu lábio inferior, meu maxilar, meu pescoço, perfazendo com sua língua um rastro conhecido até minha orelha. Chupou meu lóbulo com leves gemidos que me deixavam mais ainda em sua mão, que já me despia com urgência.
Desci minha mão, parando estrategicamente sobre seu pau que estava saltando aos olhos dentro de um jeans preto e o contornei com minha mão. Ed gemeu jogando a cabeça para trás.
- Mantenha essas mãos sobre sua cabeça.
Podia ser um pedido, mas a voz rouca soou como uma ordem, já que ele pressionava a abertura das minhas pernas com seu joelho. Ed estava sedento e eu correspondi como ele merecia.
Arqueei meu corpo e logo Ed chupava avidamente meus peitos, enquanto seu dedo beliscava meu grelinho.
Era impossível segurar meus gemidos com ele me comendo aos poucos. Eu precisava sentir aquela fúria, aquele desejo todo dentro de mim. A cada chupada mais forte que ele dava no meu peito, eu aumenta um decibel no grito.
- Quer platéia é? Está gemendo e gritando tanto que não quero nem imaginar quando te jogar na cama e foder esse rabinho.
E um único “aham” escapuliu, mostrando que ele havia acertado no que eu precisava.
- Merda Bella. Não vou conseguir te torturar mais tempo.
E lá se foi a nossa sanidade. Edward me jogou na cama já destruindo tudo que sobrava das minhas roupas. Senti o elástico da calcinha estourando contra minha pele, enquanto sua mão já me posicionava. Meu corpo já convulsionava pelo seu toque e não tive tempo para segurar o orgasmo que irrompia com força.
Assim que senti aqueles dedos mágicos mergulhando justamente no ponto G, explodi em um orgasmo frenético carregado de gemidos e urros, sentindo o corpo de Ed sobre o meu.
- Ed, porra... Não agüentei.
- CARALHO BELLA, desperdiçando meu mel? Desse jeito vou ter que te castigar.
E ele queria reclamar de mim? Ed praticamente usava um megafone convocando o povo da casa a participar.
Minha cabeça já estava nas nuvens e no momento em que Ed me penetrou, precisei de forças para evitar as lágrimas de alegria que teimaram em aparecer. Não existia motivo, além do meu amor por ele, para que elas aparecessem e eu comecei a pensar que talvez, apenas talvez, eu poderia estar com os hormônios alterados.
Mordi meus lábios afastando aqueles pensamentos e me concentrando em dar mais prazer ainda ao meu homem.
Ed lançou minhas pernas sobre seus ombros, dando mais ênfase a cada estocada forte contra meu corpo. Sua mão cobrindo meu grelinho me levava a gemer novamente. Merda como ele é bom nisso!
Segurei meu gemido e logo meu corpo contraia, agarrando e sugando tudo que podia de Edward. Não precisei nem ao menos “pompoar”.
- Não faz isso delícia. Essa sua carinha de safada não me ajuda muito.
- Não? Então goza comigo Ed.
Gritamos e gozamos juntos, numa sensação deliciosa. Não era mais novidade, mas era sempre melhor que as anteriores.
Edward cobriu minha boca, enquanto nossos corpos descasavam em comum acordo. Em breve precisaria falar com ele sobre o assunto que não saiu da minha cabeça.
Um pigarreado seguido de uma voz idiotamente sedutora, me livrou dos meus devaneios.
- Puta merda Cullen, como foi que você melhorou tanto assim?
Tânia estava a porta e eu passei a rir.
Era brincadeira o que aparecia de louco na nossa vida. Agora mais essa, Tania voyeur! Era o que precisávamos.
- Sai daqui Tânia.
Eu não parava de rir ao sentir Edward estático sobre mim aos berros com Tânia. Até que ele me fez acordar:
- Ela está olhando para a bunda que você adora.
- VAZA TÂNIA, SENÃO EU ACABO COM VOCÊ!
Em meio as risadas, aquela loira peituda se afastou fechando a porta.
- Você não tinha fechado a porta?
Foi a única coisa que consegui pensar em perguntar para Ed assim que ele levantou e foi até a porta chaveando-a.
- Acha mesmo que me lembro desses detalhes quando você está gemendo contra meu corpo?
Levantei da cama e levei Edward para um banho comigo.
Ainda precisava sentir suas mãos sobre meu corpo, já que aquele maldito pensamento não saia da minha cabeça.
Sei que fizemos um amor gostoso embaixo do chuveiro, mas sinceramente não saberia nem descrever, já que Ed me deixou mais encafifada.
Flashback ON
- Love, adoro te pegar assim...
- Adora é? Que mais você adora?
- Esses seus peitos, gostosos, roliços. Parecem até maiores depois que chupo tanto. Isso sem contar esse corpo todo gostoso, com curvas deliciosas.
Flashback OFF
E foram essas sutis declarações de amor dele que me deixaram em pânico. Um pânico que me mantinha no quarto por mais de duas horas após sua saída.
Havia convencido-o que precisava de um tempo para me arrumar e sairmos para jantar com Tânia e sua mãe, portanto, cá estou: trancada no meu quarto, hiperventilando contra um saquinho plástico e rezando para achar uma solução menos neurótica, afinal, Edward não me deixaria se eu estivesse grávida. Ou deixaria?
Já havia conferido todos os dados: 36 dias de menstruação irregular ou a ausência dela (alô? Como o tempo passou assim e eu não me dei conta?); meus seios estavam mais redondos, e os bicos mais inchados, mas não posso levar em conta, afinal eu tenho um “bebe” para alimentar; meu quadril estava do mesmo tamanho, afinal eu já havia testado 5 saias lápis, 7 calças jeans skynni e 3 vestidos segunda pele, que estavam até mais folgados no quadril, embora justos no peito.
Merda! Minha cabeça estava em loopings constantes que nem percebi quando abriram a porta do quarto.
Assim que me virei, lá estava minha irmã.
- Bonita, estamos...
Seus olhos estavam fixos em mim, e eu sabia, assim que Alice colocou o olho em mim desabei em lágrimas e soluços.
- Respira.
Eu sabia. Eu já estava enorme de gorda, flácida e com estrias na bunda. Agora bastava colocar meu nobrezinho no mundo e virar uma vaca gorda, sem que Edward nunca mais me olhe, sequer de relance.
- Ele te ama e você o ama. Tudo dará mais que certo.
Consegui segurar um pouco meu berreiro e olhei para Allie que já estava perto de mim.
- Co-como você sabe disso?
Ela se sentou na cama, puxando minha cabeça em seu colo como fazíamos antigamente. Se havia alguém na face da Terra que consertaria minhas cagadas, esse alguém era Alice.
- Oras irmãzinha, você não pode achar que ele não a ama depois do espetáculo que deram essa tarde.
- Para vai!
- É sério menina, nem eu e Jazz gritamos tanto… Isso é mais que prova que vocês dois se combinam em tudo: cama, gritos, amor…
Acabei sorrindo em meio as lágrimas. Alice estava me acalmando para depois vir com a bomba, afinal ela sempre fazia isso. Sempre me fazia sorrir para depois resolver os problemas com a cabeça mais aliviada.
- Agora conta para mim o que te levou a ficar assim… Ele disse alguma coisa ruim para você? Por que se.
- Não! Não Alice, ele não disse nada.
- Então o que houve meu bem? O que te deixou assim, tão para baixo?
- Vo-você… Não… Assim, quero dizer… Percebeu nada?
- Ai loucura, loucura, loucura. O que eu preciso perceber Bella?
Alice se levantou e me puxou para ficar em pé. Agora era mais que óbvio, ela veria meu corpo enorme e roliço.
- E então?
- Não acha que meu corpo mudou?
- Claro que mudou. Eu não acho, eu sei! Você tá dando mais que chuchu na cerca mulher! Seu corpo está tomando formas mais curvilíneas, mais sensuais… Mais mulher.
Alice deveria ser sacramentada como salvadora da pátria, porque ela matou a charada: eu estou virando mulher, não mãe!
Puta merda! Eu queria soltar fogos de artifício, correr a meia maratona de Nova York vestida para matar o Ed, acenar do alto da Torre Eifel para ele e declarar meu amor, enfim, eu queria explodir de alegria. Eu não estava antecipando as coisas.
- Você é a melhor irmã que alguém poderia ter. Alguém já te disse?
- Sabe... Estava esperando esse reconhecimento há tempo…
Abracei Alice e cobri sua bochecha de beijos. Eu estava tão feliz que poderia…
- Não que eu não goste de duas mulheres se abraçando e se beijando, mas por Deus Bella, vocês são irmãs!
Eu e Alice olhamos um idiota sorrindo como uma hiena na porta.
Ele estava lindo. Seu sorriso torto maravilhoso com os braços cruzados sobre o peitoral que eu daria tudo para passar as mãos agora e aquela boca. Deus! Que boca meu futuro marido tem!
- VAZA ED!!!!!!!!
Gritamos em meio a risadas, enquanto ele levantava as mãos e saia do quarto. Assim que a porta se fechou, Alice me encarou.
Sua fisionomia havia mudado. Antes onde existia um olhar doce e terno, agora eram duas sobrancelhas arqueadas e um lábio fino, traço de nervosismo que eu bem conhecia nela.
- Agora que ele se foi… Você precisa fazer um teste de gravidez urgentemente.
Eu não conseguia compreender suas palavras. Alice estava me dizendo que meu medo tinha fundamentação?
- Vo-cê…
- Nada de pânico, mas sim, acho bem possível que esteja grávida irmãzinha. Afinal, vocês parecem coelhos…
E eu voltei a chorar. Alice me sentou na cama e saiu me deixando aos prantos contra meu travesseiro, afinal, era óbvio, Ed me deixaria tranquilamente no momento em que soubesse que eu estava grávida.
Grávida dele.
Pareceu levar horas até que Alice voltou.
- Para de chorar manteiga!
Funguei o máximo que pude até encontrar com um sorriso enorme da minha irmã.
- Vai mijar!
Alice me esticou um bastonete de plástico. Uma das pontas era coberta com uma capa cor de rosa.
- Se der uma linha é positivo, se forem duas: negativo. Compreendeu?
Levantei da cama e continuei encarando-a.
- Qual o problema irmãzinha? Você é a esperta da família! Se ainda tiver dúvida, temos mais quatro para testar.
Essa era minha irmã. Alice mostrou uma sacola cheia de caixinhas de testes de gravidez, desses vendidos em farmácia.
- Daqui aqui todos. Vamos resolver logo isso!
- Assim que se faz Bellinha!!!
Entrei praticamente marchando no banheiro, mas assim que fechei a porta o medo me abateu novamente.
- Alice?
- Já encharcou os palitinhos?
Andei pelo banheiro e me sentei: ô coisa estranha, mijar em palitinhos para decidir o rumo da minha vida.
- Tô fazendo, mas me diz uma coisa… Como você tinha tantos testes assim?
- Quem disse que eu tinha?
Merda! Aquela maluca tinha ido comprar, ou seja, Edward estava mais que sabendo do que se passava aqui, portanto, não havia nem chances de esconder uma possível gravidez.
- Valeu!
Ninguém compreende, até o xixi não queria cooperar com a situação.
- Não sai!
- Não sai o que Bella?
- O xixi, porra!
Mais risada e agora eu sabia que ela não estava mais sozinha no quarto.
- Edward?
- Oi amor.
- Porra Alice!!!!!
Ninguém mais respeitava minhas neuras.
Escutei os dois na porta do banheiro imitando barulho de água e comecei a rir. Como eu poderia temer algo tão mágico e grandioso como uma gravidez? Era impossível. Qualquer que fosse o resultado, aqueles dois palhaços que estavam do lado de fora, estariam ao meu lado.
Depois dessa suposta “paz”, urinei tranquilamente em todos os palitinhos possíveis e imaginários que Alice havia me dado. Grande parte deles pediam em média 5 minutos para um resultado preciso.
- Porra Alice, 5 minutos.
Me enrolei no roupão e, ao abrir a porta os dois caíram sobre mim dentro do banheiro. Os risos eram tímidos e eu apenas olhei para Edward.
- Em cinco minutos saberemos.
Seu olhar era cúmplice, quase que temeroso ao me abraçar. Sua boca encostou em minha testa enquanto busquei seu peitoral.
- Quando você vai entender que eu te amo acima de tudo? Acima de todos?
Suspirei, afinal, quando eu entenderia que era amada?
Notas finais
Semana que vem Minds.
Bjkas
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