Notas iniciais
Hey, pessoinhas! Eu sei que demorei, mas não sei exatamente o porquê :P O bloqueio criativo e o início de minha mais nova história ajudam, obviamente, mas não é desculpa. Então esse capítulo saiu menorzinho. A música é Black, do Pearl Jam, porque meu pai simplesmente ama ela. Bom, é. Boa leitura ^^

Não importava quantas vezes Arthur fosse ao Yosemite, ele sempre ficaria surpreso com a grandiosidade de tudo no grande parque. As montanhas, os lagos, as árvores... Absolutamente tudo. Tudo lá era perfeito.

Depois de uma longa discussão com Tony, ele conseguira o privilégio de se sentar na janela; e olhava maravilhado enquanto a paisagem se aproximava deles nada vagarosamente.

"Você não tem vertigem disso?", perguntou Aaron aos irmãos.

"Claro que não, baixinho.", Arthur respondeu, bagunçando seus cabelos de leve. Com a roupa social e os sapatos formais, Aaron parecia outra pessoa. "Eu fico tão maravilhado que nem dá tempo de sentir vertigem."

Anthony não respondeu o primo. "E o Tony?"

"O Tony fica embirrado demais."

"Cala a boca, Arthur.", disse o louro, e Aaron riu. "Manhê!"

"Anthony, não precisa gritar.", a Rainha disse, sentada ao lado do filho. "Quié?"

"Por que eu sempre vou do lado dele?", Anthony apontou Arthur ao seu lado.

"Como se eu gostasse...", o ruivo disse baixinho, e seu irmão o fulminou.

"Porque, filho, Hannie vai sempre com Louise e Phillip com a babá, e isso implica em você e Arthur irem juntos.", respondeu, tentando manter a calma. Anthony começou a abrir a boca, mas ela o cortou. "E colocar você com Hannie ou Louise não é saudável para nenhum dos presentes no avião."

O louro se afundou na poltrona sob a risada baixinha de Aaron. America disse a ele que era melhor que se sentasse direito, sob a desculpa de que eles iriam pousar logo. Claro que ele só obedeceu por causa do olhar fulminante que seu primo o lançava, mas ainda obedeceu.

Quando Tony se aquietou, Arthur voltou a olhar pela janela. O avião começara a descer, e queria ver os campos de Yosemite novamente.

Assim que pousaram, Arthur soltou seu cinto e pulou as pernas do irmão, no intuito de ser o primeiro a descer. O cara- parecia um guarda, mas não era -na porta fez uma polida reverência acompanhada de um 'Alteza' antes de finalmente abri-la. O ruivo saltou as escadinhas que haviam sido posicionadas ali, caindo de pé na grama, e inspirou fundo. Então, sem mais nem menos, se deixou cair na verde e fofa grama. Ele sentia o cheiro adocicado a cada vez que puxava o ar, e aquilo o fazia bem. Ele sentia os desníveis das pessoas pisoteando o solo ao seu lado, e ouvia suas risadinhas enquanto sentia suas sobrancelhas subindo cinicamente. E simplesmente não se importava.

Quando os passos acabaram, duas pessoas se aproximaram dele. Sentiu o cheiro de sabão que Alice exalava logo após sentir o cheiro de laranjas do novo perfume de Astra. Elas se deitaram ao seu lado, Alice à esquerda e Astra à direita.

"Arthur?", a voz melodiosa de Astra o chamou.

"Sim?", ele devolveu, sem abrir seus olhos.

"Eu disse que ele não estava dormindo.", Arthur sentiu Alice esboçar um sorriso.

"Preocupações demais.", Arthur admitiu.

"Tantas assim, de não conseguir puxar uma palha no paraíso?", a ruiva devolveu, e o príncipe expirou pesadamente.

"Vocês nem imaginam."

Astra começou a murmurar alguma canção antiga, que fazia Arthur se sentir em paz.

"Por que estamos aqui?", Alice indagou.

"Porque o castelo está destruído?", sugeriu Arthur.

"Só por isso?"

"Por que mais?"

"Porque você precisa conhecê-las melhor?"

"Preciso?"

"Precisa.", Astra concordou, interrompendo a melodia. "Por que você precisa?"

"Não sei. Por quê?"

"Porque você vai anunciar a Elite em breve?", sugeriu Alice.

"Vou mesmo?", Arthur se perguntou.

"Vai.", disse Astra. "E já sabe quem vai, não sabe?"

"Não sei quem. Bom, mais ou menos. Sei algumas, como...", ele começou, e as primas sorriram. Foi quando sua ficha caiu. "Eei! Vocês estão tentando arrancar informações de mim!"

As duas começaram a gargalhar, e Arthur se sentiu meio indignado. Ele se sentou, olhando as duas se contorcendo de rir. Queria ter conseguido ficar bravo com elas, mas a risada de Astra era muito gostosa, e Alice precisava rir um pouco depois dos momentos difíceis que sua família estava passando. Acabou rindo junto à elas, por ser um bobo e quase botar as coisas a perder.

***

Sarah estava boba com o tamanho do quarto. Era um bocado maior que o quarto em que ela dormia no Palácio, com duas camas de casal de uma beliche. Haviam duas penteadeiras, mas só um banheiro, e dois armários. Ela não entendeu o porque da duplicidade até Piper Signoretti bater na porta atrás dela, pedindo que ela desse licença.

Sarah deu um passo para o lado, olhando McLean torto. Seria uma dura época.

Piper escolheu a cama da direita sem consultar Sarah, e ela não se importou nem um pouco. A criada de Piper colocou sua mala ao lado cama, e ficou em pé enquanto Piper dizia que queria um banho de rosas. Sarah torceu o nariz e esperou que ela saísse do quarto antes de se virar para sua própria criada.

O Palácio só permitira que ela trouxesse uma, e Sarah havia escolhido Lilith por nenhuma razão em especial.

"Vamos ter uns dias difíceis, Lilith.", disse ela, se esparramando na cama. "Eu não acredito que vou ter que suportar a Signoretti no mesmo quarto do que eu."

"Tenho dó de você, senhorita."

Sarah a fuzilou de brincadeira enquanto a garota desfazia a mala. Lilith riu baixinho. "Se brincar, ela ainda manda colocar uma cortina entre a minha cama e a dela. Ou uma parede de gesso."

"Serão longos dias, senhorita.", a criada de Piper sussurrou, e Sarah sorriu. "Mas, por hora, a senhorita Piper está em sua frente: é hora da refeição, deveria se encaminhar também."

Lilith riu de novo quando Sarah se pôs de pé num salto. "Agradeço o aviso, senh-", balançou a cabeça enquanto ajeitava seu vestido. "Qual é o seu nome mesmo?"

"Sou Keptee.", ela se apresentou.

"Apresse-se, Sarah! Eu e Keptee daremos um jeito no quarto.", Lilith disse, e Sarah pulou para fora do quarto.

Andou pelo corredor de madeira do pequeno hotel pelo que pareceu-lhe uma eternidade até que encontrasse outra alma viva. Para sua sorte, essa era Lux. A loira pegou Sarah pelo braço, exasperada, no segundo que a viu.

"Que jeito de se cumprimentar uma amiga.", Sarah se soltou, ainda seguindo ela pelo corredor. Faziam curvas para lá e para cá, mas Lux parecia ter noção de onde ia.

"Oi, Sah.", Lux brincou. "Agora ande mais rápido. Está atrasada."

"Estava esperando a mim?"

"Claro. E Monday esperava por Delancy Lewis."

"Eu não reparei em Monday.", Sarah comentou.

"Porque ela estava escondida nas sombras, como já lhe é típico.", Lux replicou. "Viu Delancy?"

"Nem sinal. Deve estar no quarto.", Sarah disse. "É só lágrimas desde a morte de Caroline."

"Não é a única.", Lux comentou, meneando a cabeça. Pararam em frente a uma porta de vidro por onde se viam a corte da Família Real e uns poucos outros jantando. "Agora, me ouça bem: você vai entrar nessa sala e se sentar na mesa onde ninguém está, me entende?"

Assentiu. "Entendo. Mas porque sentarei sozinha?"

"Não sentará. Delancy lhe fará companhia...", Lux abriu a porta, num gritinho sussurrado. "Assim que ela chegar!"

Sarah inspirou profundamente, ouvindo a marcha apressada de Lux pelo corredor. Adentrou a sala e se sentou, desejando que Delancy chegasse logo. Engano dela: acabou ceando sozinha.

O que ela mais desejava era voltar logo pra o Palácio, de fato.

Pobre Sarah. Seriam três longas semanas pra ela.

Notas finais
E aí? Que pensam? Eu sinceramente espero que tenham gostado :3 Postagem nova no blog! Corram lá pra ver! Se alguém se interessar por Contos de Fada, Disney ou algo do tipo, passe na minha nova fic interativa: After Ever After, em parceria com Catnip! Beijocas!