Notas iniciais
Me matem :3 Quase 2.000! Eu ainda chego lá! Bom, esse é um encontro, mas um encontro diferente… MUAHUAHAHAUHAUHAUH! ME MATEM :3 Sério, eu quero muito que vocês leiam esse capítulo porque… Eu estive ansiando muito por postá-lo! E particularmente gostei dele :3 A música é Love's An Open Door-Frozen. Sim, porque sim. Me matem mais tarde :3

Celina estava mais uma vez examinando o teto de madeira que tanto lhe lembrava sua casa, mesmo sendo muito mais luxuoso. Ela sentia falta da risada gostosa de sua irmã mais nova, Lua, das brincadeiras de Tia Magnólia e até mesmo dos sermões da mãe. Calliope, deitada na cama ao seu lado, lia.

Ela tinha noção de sua sorte por ter caído com Calliope. Poderia ter caído com Alasca, que era rude com ela; com Aurora, que fazia brincadeiras que ela não conseguia entender; ou até mesmo com Piper Signoretti, que era má-por esta última, ela oferecera seus sentimentos à Sarah. Mas Calliope não era de falar muito, e era muito inteligente. Sempre ajudava Celina e nunca fazia graça dela.

Ela gostava de Calliope, concluiu.

"Que está lendo?", perguntou, quando achou que iria chorar de saudade se ficasse remoendo suas memórias. Calliope sorriu, e mostrou a capa. "A Fúria de Reis?"

"Estou relendo.", Calliope se explicou, e esperou cinco segundos. Por sua expressão, Celina deduziu que estaria pensando. "Te dá um ponto de vista diferente, sabe? Reler depois de ter lido todos. Te ajuda a ver o que levou ao fim que a série teve."

"Ainda mais uma série grande como essa.", Celina levantou as sobrancelhas para os livros no criado mudo de Calliope. A outra riu e assentiu. Celina abriu a boca para perguntar alguma outra coisa, mas batidas soaram na porta. Ela se sentou na cama, enquanto Calliope já era naturalmente empertigada. "Quem bate?"

"Semhorita Blanco?", perguntou uma voz masculina desajeitada. "Poderia abrir a porta?"

Celina pulou da cama e abriu a porta, reparando que Calliope havia cruzado suas pernas. Uma dama, pensou.

Se surpreendeu com a visão do ruivo atrás de sua porta. "Quer passear por aí?", ele perguntou, descortês. "Ouvi dizer que estava cansada de ficar confinada."

Ela riu e botou língua. "Claro que sim. Mas me deixa pegar meu casaco e calçar as botas, certo?"

"Certo."

Foi o que ela fez. Usava um vestido até os joelhos, e um casaco tão grande quanto ele. Mesmo no verão, Yosemite era frio por ser no meio das rochosas. Suas botas eram quentinhas e confortáveis.

"Meninas sempre demoram tanto assim?", ele perguntou quando ela encaixou seu braço no dele.

"Meninos sempre são tão impacientes assim?", devolveu ela, divertida. Mirou ele, então. "Você parece diferente."

"Talvez seja a falta da coroa. E das medalhas. E da roupa chique.", ela reparou que ele estava certo. Arthur havia perdido um pouco de sua realeza, e achado jovialidade dentro do futuro Rei que todos viam nele.

"Eu gostei.", ela concluiu, em voz alta.

"Eu também gosto.", ele devolveu, com um meneio de cabeça. "É bom estar em um lugar onde você não é o Príncipe."

"Ainda te chamam de Alteza.", ela cantarolou, e ele a mirou, brincalhão.

"Você me entendeu, Celina."

***

"O que você acha que é o amor, Arthur?", Celina o perguntou, pulando de uma pedra para outra. Estavam atravessando um riachinho pelas pedras, e Celina insistira em ir na frente.

O ruivo teve de pensar um pouco antes de responder. "É algo doce como uma gota de orvalho, caloroso como um dia de verão e colorido como um dia de primavera."

"E você já encontrou o seu?", replicou, e ele novamente pensou um pouco antes de balançar a cabeça. Mesmo se arrependendo por omitir o resto da resposta: ao menos eu acho que não. Mas Celina não reparou. "Quando eu era pequena, perguntei pro meu pai como eu saberia quando encontrasse a pessoa certa."

Arthur pulou atrás dela, por pouco não caindo. "E o que ele respondeu?"

"Disse que eu saberia no momento que pusesse os olhos nele. Que simplesmente teria certeza de quem era na hora.", ela fez uma pausa, mirando as montanhas não tão ao longe. "E que seria como uma primavera dentro de mim: tudo colorido, grandioso, desabrochando."

"E ele estava certo?"

Ela suspirou. "E se estava. Pais sabem das coisas.", respondeu. O tom distante de sua voz era a resposta para a pergunta que o ruivo fez, com um sorriso melancólico.

"Não sou eu, não é mesmo?", o Príncipe falou, e ela pareceu cair em si.

"Arthur, me desc-"

"Nem termine essa frase.", ele a cortou, alcançado-a na beira do riacho, e a morena desatou a soluçar. Idiota., pensou, Veja o que fez.

"N-não queria of-ofender... E-eu n-nem reparei.", se sentou na beira do riacho, as pernas de borboleta para que não molhasse as botas, o rosto escondido na mão. Arthur correu até ela, só reparando então a aproximação do rapaz de cabelos dourados. O primo tocou seu ombro.

"O que aconteceu, Arthur?", Austin perguntou, os olhos castanhos preocupados.

"Celina não me ama, e se culpa por isso.", ele respondeu baixinho.

"Claro. Acho que não somos as pessoas certas para resolver aquilo.", Austin devolveu.

"Mas eu quero ajudar! Quem o far-", então o Príncipe reparou em Astra, já sentada ao lado de Celina.

"A culpa mal foi sua, Celina.", dizia a loura, com as mãos em seus ombros. "Assim vocês fazem parecer que ele está desesperado."

"Ah.", o Príncipe compreendeu. "Dupla eficiente, vocês dois."

"Agradeço.", Austin disse, fazendo força para desviar o olhar da garota. "O que vai fazer agora?"

"Bom, dispensá-la na próxima eliminação. Que é a Elite.", o ruivo afirmou, as mãos nos bolsos.

É muito tempo., Austin pensou, Três semanas inteiras vendo sem poder tocar. Terei um enfarte antes disso.

"Por que só lá?"

"Por que antes?", Arthur devolveu. "Estar n'A Seleção traz alguns privilégios que ela vai querer até voltarmos para Angeles."

Sim, assim como estar envolvido com um dos membros da Família Real.

"É, vai mesmo."

Astra se aproximou. "Ela quer falar com o ruivo."

"Claro que quer.", Arthur sorriu, e Austin se forçou a fazer o mesmo.

"Me desculpa.", ela repetiu. "Sua prima disse que não preciso me desculpar, mas me desculpa."

Ele sorriu. "Não há problema. É só que não é culpa de vocês. No final, eu só preciso e espero só querer que uma me ame."

Ela riu e o abraçou. Seus olhos ainda estavam vermelhos, e suas bochechas marcadas pelas lágrimas. Ele ficou sem reação, não esperava um abraço. "Você vai continuar sendo meu amigo, né?"

"Vou tentar.", ele prometeu, finalmente a abraçando de volta. "Mas nós iremos seguir caminhos separados, sabe, Celina? Você de volta para Hondurágua e eu administrando o país lá em Angeles."

"Aí já depende.", ela revelou. "Onde é que seu primo Austin mora?"

"Os Orders se mudaram para Angeles dois anos atrás.", Arthur revelou, e a ficha caiu. Ele arregalou os olhos. "Você soube mesmo no momento que o viu?"

"Pais sabem das coisas, Arthur.", ele repetiu, sorrindo inocentemente.

Depois de cinco minutos em silêncio, Arthur ainda tentava digerir a ideia. Então Astra e Austin cansaram-se de esperar em pé. Em sinal de respeito, Austin se sentou com Arthur e Astra com Celina.

"Cara.", Arthur disse simplesmente. "Caraa."

Austin levantou as sobrancelhas. "Oi?"

"Caraa.", repetiu, perplexo. "E-eu..."

"É estranho, eu sei.", Austin disse. "Mas é o que é."

"Por isso voc-"

"Claro que era por isso, Archie.", Astra o cortou. "E tem gente que me chama de obtusa."

Celina inocentemente levantou sua mão direita. "Alguém pode me explicar o que estar acontecendo?"

"Estar envolvido com alguém da realeza oferece os mesmos benefícios do que estar n'A Seleção.", Austin devolveu, encarando-a.

"Pare de se referir a você mesmo na terceira pessoa!", Celina riu.

Ficaram em silêncio por um minuto inteiro. "Você está fora, Celina.", Arthur sussurrou, por fim.

"Oi?", Celina perguntou.

"Está fora.", ele mirou fundo em seus olhos azul-esverdeados, sorrindo. "A competição acabou para você."

Ela inesperadamente o abraçou(#2). "Nunca gostei tanto de perder algo."

***

"Por que a liberou tão facilmente?", perguntou Austin, mais tarde.

"Ela não me amava, então não daria em nada.", Arthur respondeu. "Celina é uma garota, uma garota que quer conhecer o mundo. Eu não preciso de uma garota, Austin. É bem mais complicado que isso. Até, no máximo, fevereiro, eu tenho que ter uma Rainha. Por melhor que Celina possa ser, acho que não é o que estou procurando."

"O que está procurando então?"

"Minha princesa. E, se tudo correr como espero, eu tenho um bom chute de quem será."

Eles se sentavam sob o luar. Era uma noite clara, e sempre era possível ver todas as estrelas em Yosemite. Austin se lembrou dos extensos campos de Bianico, onde ele ficava sem fôlego pelas estrelas, e sorriu.

"Gosta de estrelas, Celina?", perguntou para a garota sentada em seu colo. Não importava quantas vezes ele a olhasse, ela sempre pareceria linda como da primeira vez que a viu. À noite, seus olhos azuis-esverdeado refletiam a Estrela Polar com todo seu brilho.

A morena assentiu. "Mas nunca pude estudá-las."

"Poderá.", ele garantiu, pegando sua mão. "Eu mesmo lhe ensinarei."

"Professor Orders.", um sorriso brincou em seus lábios. "Gosto disso."

Ele acompanhou seu sorriso. "Mas só pode me chamar assim durante a aula."

"Verdade. No resto do tempo, te chamarei de senhor.", ela sorriu ainda mais, se recostando em seu peito.

"Não!", ele devolveu, rindo. "Só Austin estaria ótimo."

"Só Austin, então.", ela comentou, e riu mais uma vez baixinho. Ficaram em silêncio por um tempo. "Por que está olhando meus olhos?"

"Porque são bonitos.", ele devolveu, ainda os olhando. "E se você olhar para a Lua, as pupilas refletem a Estrela Polar."

"Estrela Polar?"

"Sim, sim.", estendeu a mão para a estrela. "Aquela grande, vê? É a única que fica fixa no firmamento."

Ela assentiu. "É bela."

"É mesmo.", ele encolheu os ombros. "Mas você é mais, e é por isso que olho para seus olhos e não para a Estrela."

"Seu galã!", ela o empurrou de brincadeirinha. "Aposto que todas as meninas em Bianico eram caídinhas por você."

"Você perderia.", ele deu de ombros, e tocou deu rosto de leve. "E, de qualquer jeito, eu só preciso de uma."

Sorrindo, ela pousou seus lábios no dele.

***

19 anos no futuro...

"Querido, anda logo! A gente tem que estar lá a tempo pro anúncio do Max!", a mulher morena gritou, e seu marido, ao seu lado, enfiou o indicador no ouvido.

"Celina, eu estou bem aqui.", ele respondeu. "E pronto."

"Sua gravata está torta.", ela disse, ajeitando-a, e o beijou então. "Austin, me diga: se você está aqui, quem está no banheiro?"

"Não sou eu.", a filha mais nova deles, Cersei, respondeu, se sentando numa poltrona. "E a Selyse também não é, porque ela tá atrás de vocês."

"Oi, gente.", Selyse acenou para os pais.

"Isso quer dizer que-"

"Daniel!", a mãe gritou. "Vamos chegar atrasados!"

"Eu não vou.", o mais velho disse, de dentro do banheiro. "Kiara quer me matar, mãe. Eu. Não. Vou."

"Querido, pega a chave-mestra pra mim?", ela se virou para o marido, que tirou o objeto do bolso.

"Eu sempre estou com a chave-mestra, querida.", ele sorriu, e ela pegou-a.

"Que marido eficiente.", comentou, brincalhona, enquanto girava a chave. "Agora, Daniel, vamos."

"Celina Blanco Orders, quantas vezes eu vou ter de repetir? Eu não vou."

"Ah se vai, Daniel.", a mãe respondeu. "É o anúncio d'A Seleção de seu primo-"

"Max nem é meu primo de verdade!"

"Não ouse repetir isso, mocinho.", o pai alertou.

"Mas, pai!"

"Sem mas.", o louro mais velho disse. "Penteie seu cabelo para sairmos. Max é nosso primo, eu trabalho para seu tio Arthur. Não podemos faltar."

O garoto- não mais tão garoto -bufou. "De onde veio tanta teimosia?"

"Danny, papai é um Singer.", Cersei o respondeu, largando seu livro. "E, para os Singer, teimosia é coisa genética."

Notas finais
Me matem :3 Juuh, eu meio que peço desculpas :/ Eu quis arranjar um final decente para todas as minhas melhores leitoras que não viriam a ganhar, e a Celina acabou ficando com Austin:/ Então, é. Mas, como viste, ela ainda vai ter um papel ;) Bom, não sei se vocês todas repararam, mas eu estou fazendo palco para um nova história. Então, é. Isso quer dizer que Coroada-tandandandan-terá uma segunda temporada! Yay! Ou não! Eu e uma amiga minha já bolamos como é que vai ser, então… É! Vai ser divertido, mas diferente do que vocês estão pensando… Me matem nos comentários :3