Notas iniciais
Oieeeee! Voltei, migas! Ok, isso soou muito, muito, muito falso. Então, eu agradeço às que continuam lendo depois de, parafraseando a Bella Malfoy Potter, ter feito aquilo com seus sentimentos sem ter o direito de fazê-lo. E minhas desculpas poe aquilo-eu tinha de ser a escritora má, nem que por um momento. Não consegui pensar em uma música deprimente o bastante para esse. Então ouçam a música mais deprimente que puderem imaginar. Boa leitura, girls!

As selecionadas haviam sido orientadas a se trajar de preto naquela edição do Jornal Oficial, assim como a família, simbolizando o luto pelos funcionários, guardas e selecionadas que haviam falecido. Cabia ao Rei, claro, explicar a situação-mas a Arthur tomar uma atitude sobre ela.

"Caros súditos.", o Rei Maxon começou, de seu púlpito no centro do palco. "Acredito que tenham ouvido falar do Ataque Rebelde que acometeu o Palácio alguns dias atrás. Como Rei, me sinto na obrigação de lhes explicar que os rebeldes só chegaram onde chegaram pois havia um deles dentro do Palácio. Uma criada, chamada Lohane Arstid, mantinha contato com o grupo terrorista e lhes passou informações sobre como e quando entrar no Palácio. Mas, espero que entendam, não podemos culpar a jovem Lohane, que foi vendida para o Palácio pela Suécia. Illéa, como um país jovem, comete seus erros, e este foi um deles. A vida de Lohane foi manipulada, forçando-a a trabalhar aqui, e ela lutou contra isso. Esse é o tipo de situação que, a partir de hoje, tentaremos evitar. Para que cada um possa escolher no que trabalhar. Para que caminhemos cada vez mais no caminho da paz e da estabilidade, para que possamos acabar com as Castas. Para que..."

O Rei continuara seu discurso, mas Arthur já não conseguia prestar atenção. Como ele faz aquilo?, se perguntava o jovem herdeiro. Como é que ele fica à frente de uma nação e discursa abertamente sobre seus erros?

Arthur sabia que seu pai já fora como ele- o príncipe herdeiro, perdido em sua realidade. Confuso, um mero aprendiz. E de aprendiz, virara mestre. Um grande mestre. Não só o mestre de um país, mas de uma família. E Arthur queria ser como ele, e, se pudesse, melhor. Afinal, a questão toda era sobre como você é lembrado.

Rei Gregory, o Salvador(cof, cof). Rei Damon, o Herdeiro. Rei Justin, o Envenenado; e Rei Porter, o Usurpador. Rei Clarkson, o Cruel; e Rei Maxon, o Amado. E o que seria Arthur? O Herdeiro, como Damon? Não. Ele definitivame-nte não seria o fantoche de seu pai, como Damon fora de Illéa. Até porque seu pai não era do tipo que manipula fantoches.

Seu pai. Quando Arthur conseguiu voltar a prestar atenção, viu que ele discursava sobre as Selecionadas que haviam perecido. "... Demetria Elizabeth Morgan, Caroline Katie Hudson e Isla Timber Davis; eu lamento profundamente a perda das três. E espero que vocês, caros súditos, ajudem uns aos outros a enfrentar esse momento de dor. É o que estamos fazendo aqui no Palácio.", ele pausou, e suspirou. "Talvez alguns de vocês tenham ouvido falar no estado de total devastação em que o Palácio está. Portanto, uma parte da corte terá de viajar para algum outro lugar, para que A Seleção possa continuar como deve. Por motivos de segurança, o destino não pode ser revelado; mas existe uma outra providência que será tomada. Um corte n'A Seleção. Caros súditos, o senhor Dade Fadaye."

Dade surgiu do nada, para espanto de muitos, e fez uma reverência ao Rei. "Minhas condolências, Majestade."

"Agradeço-lhe imensamente, Dade.", Maxon devolveu. "Sinta-se à vontade."

Dade sorriu fracamente enquanto o Rei voltava aos tronos. "Eu acho que as Selecionadas não estão numa condição boa para falar, com as perdas ocorridas, mas ainda assim gostaria de agradecê-las. Vocês, meninas, têm sido ótimas. Corajosas, sagazes, eficazes. Tenho certeza que, seja qual for a escolhida do Príncipe Arthur, será uma ótima escolha. Uma de vocês salvou minha vida", ele sorriu para Skyler Smith, que arrancara uma bala de sua panturrilha. ", e eu fico feliz de poder usar essa bengala-algo que não poderia fazer se não fosse sua ajuda. Obrigada, senhorita. Sei, também, que salvaram umas às outras, e deram consolo às que ficar abaladas. Então, por favor, uma salva de palmas para vocês."

A primeira palma partiu de Arthur. A família seguiu ele, e os guardas. Os conselheiros também. As Selecionadas começaram a corar, e baixar o olhar envergonhadas. E Dade conseguia sentir cada um dos milhões de Illeanos aplaudindo aquelas garotas, com todas as suas forças. Como uma massa, como um só. Uma massa forte, que enfrentaria e derrubaria todas as adversidades.

Fadaye engoliu em seco, esperando que as palmas cessassem por completo. "Eu também sei que o Príncipe não está em seus melhores dias, então não lhe farei perguntas difíceis. Foi Vossa Alteza a planejar a viagem?"

"Sim, foi.", Arthur confirmou. "Ela deveria acontecer na Elite somente, mas a situação exige que saiamos do Palácio de imediato."

"Suponho que pegarão o voo depois do Jornal."

"De fato.", o ruivo assentiu. "Logo depois que eu me despedir das senhoritas que deverão retornar para casa."

"Ah, claro.", o loiro disse. "O corte."

"Suponho que deva ser feito logo. Assim podemos prosseguir para um afunilamento mais profundo, A Elite."
Dade levantou as sobrancelhas. "Vá em frente, Alteza."

Arthur se pôs de pé. Não faria aquilo do conforto de seu trono, mas de pé em frente à nação. À sua nação. "Sei que não posso mais arriscar vidas de garotas que sei que não tem chance. Porém, não estou seguro o bastante para anunciar a Elite, e espero que essa viagem me ajude a conhecer melhor as candidatas.", disse, firme, do púlpito. "As Selecionadas que retornam para casa dessa vez são Taylor McLean, Sylby Du Barry, Ashley Spinelli, Sara Reynolds, Katrin Viana e Liliam Salvatore."

"Perfeitamente, Alteza.", Dade disse. "E com isso, senhoras e senhores, encerramos nossa transmissão."

E as câmeras se apagaram.

***

America reparou que o filho se despediu brevemente das eliminadas, mas estava ocupada demais embarcando sua família. Gerad sempre fora um cabeçudo, e ele odiava aviões. Então ela e Rosalyn estavam tentando convencê-lo a entrar; uma vez que o resto da família Singer, da família Schreave, das Selecionadas, das criadas e de todo o resto já estavam lá.

"Gerad!", a Rainha insistiu. "É só um avião! E o voo não é longo!"

"America, você sabe que morro de medo desses troços.", o ruivo devolveu. "Fala sério, e se eles caírem?"

"Gerad, meu querido, você foi para a Noruécia num desses troços.", Rosalyn, a cunhada de America, disse, firme mas branda.

"Você consegue fazer um voozinho de uma hora."

"Rosalyn está certa, Gerad."

"Como é de praxe.", o ruivo resmungou.

"Pai! Até Ava já entrou e se distraiu!", Aaron surgiu na porta do avião.

"Aaron, volte já para dentro!", Gerad e sua mulher disseram juntos, e o garoto engoliu em seco antes de se enfiar novamente dentro do avião.

"Gerad, não estamos em clima para brigas.", Rosalyn continuou, e a Rainha assentiu.

"Não faça como Kota fez depois da morte de papai.", a ruiva falou, se acalmando. "Alexander morreu. May está arrasada. Mamãe está arrasada. Eu estou arrasada."

Gerad se calou por um tempo, pensando. Então a encarou, agora brincalhão. "Não parece arrasada."

"Porque eu tenho um país pra governar, seu tonto. Agora coloque esse traseiro na cadeira ao lado de Rosalyn, antes que eu tenha que dizer aos guardas para te colocarem."

Gerad sorriu e beijou a testa da irmã enquanto Rosalyn entrava no avião. "Não acredito que me comparou à Kota. Não sou como ele."

Ela deu um tapinha em seu ombro. "Foi a força da expressão. Se fosse como ele, nunca teria se casado. Principalmente com Rosalyn."

"Eu sou um homem de sorte, não sou?"

"Muita. Agora entre na porcaria do avião. Vou pedir que lhe levem um calmante, certo?", America empurrou o irmão, que deu a risadinha irônica.

"Certo, Majestade.", ele brincou. "Eu te amo, ok, Ames?"

"Eu também, Gerad.", ela sorriu.

"Mas eu sei que você ama mais Maxon. Então vai lá fazer companhia ao seu marido.", ele devolveu, novamente brincando.

"Idiota."

"Sou Singer.", Gerad piscou, antes de se afastar.

America estava andando para o assento que lhe pertencia quando uma Selecionada tocou seu braço. "Perdão, Majestade.", ela reconheceu Calliope Claire.

"Não há problema, senhorita.", America fitou a garota, reparando que pusera suas mãos intistivamente na barriga. A hora chegava, e ela eatava preocupada. "Deseja algo?"

"Pois sim.", Calliope assentiu. "Para onde vamos?"

"É um parque ecológico enorme. O único que restou das guerras. O aniversário de dezesseis anos de Arthur foi comemorado com uma viagem ao lugar, e todos se apaixonaram por lá.", America quase sorriu. Era um belo lugar.

"Poderia me dar um nome?", a Selecionada disse, interessada, e America distantemente mirou o filho.

"Yosemite."

Notas finais
Vejo vocês nos comentáriooooooos!