Cores do Meu Coração

8 Dobe 4 - Gurú Iruka profetiza


Notas iniciais
DiAngelo: Helloooo pessoas! 'To empolgada mesmo, foi muita zuera escrevendo esse capítulo, não sei quem estava mais ansiosa, eu ou Nonna. Mia gente, quero uma sessão com o Iruka tbm, o cara é f0d4, acerta tudo! Se liguem nos detalhes. Vou nem falar demais para não interromper o clima do capítulo, que é bem misterioso. Agora apaguem as luzes, acendam umas velas e uns incensos e mergulhem de cabeça! ♥ Nonna: Grita Negada que curte as ferias!!!! Eu, Nonna, dei uma de espirito e fiz de DiAngelo meu Chico Xavier. Apois. Quem quer treta levanta a mão e faz barulho no Nyaaaaaaaaaaahhhh!!!! Hj Naruto vai saber de muitas coisas e vcs também, afinal todos nós aprendemos com a peste loira mais amada do mundo. Vamo que vamo. Hj esse universo especial apossado por DiAngelo vai ser mais explanado, só q na versão do Naruto. Depois teremos a versão do Sasuke, claro, pq com o moreno mais odiado - aham adorado - do Nyah a porra fica mais séria. Muita calma nessa hora e aproveitem o capítulo. PS: Nonna ainda está viajando, por isso que sou o Chico Xavier dela, fui eu que postei as notas dela! :P

A viagem até a casa do Gurú foi razoavelmente longa, até porque ela ficava afastada da cidade, eu levei cerca de meia hora para chegar lá, sem falar que acabei pegando uma entrada errada e tive que fazer o retorno. A casa era uma construção impressionante, toda branca, uma parte da parede da frente era de vidro, de onde se podia ver a escada que levava ao primeiro andar. Havia jardins floridos, com fontes jorrando água e tudo dizia “Fique em paz”. Estacionei o carro em frente a casa e me dirigi até a porta, tocando a campainha logo em seguida. Alguns segundos depois o próprio Iruka apareceu na porta, com um sorriso brilhante no rosto.

— Boa tarde, meu jovem, pressenti que você estava chegando mesmo, mas eu estranhei a demora, deveria ter chegado um pouco mais cedo, não? — ele parecia confuso, pois suas sobrancelhas estavam franzidas. E eu me pergunto: Como diabos ele sabia disso?

— Bo… Bo… Boa tarde, senhor. Mas como… Esquece! Acabei pegando uma saída errada e tive que fazer o retorno, por isso não cheguei antes. — revelei.

— Senhor? — ele riu. — Pode me chamar pelo nome mesmo, só Iruka.- ele parecia achar a situação muito divertida, o que fez com que eu me sentisse um idiota. — De qualquer forma, vamos entrando. — ele saiu do meio da entrada e indicou o interior da casa. Entrei e o esperei fechar a porta.

— Sua casa é ainda mais impressionante por dentro. — Comentei assim que vi a decoração, era tudo muito clean, pinturas abstratas nas paredes e objetos de vidro, como bolas e vasos, em cima dos móveis brancos.

— Obrigado, Naruto. Gostaria de algo para beber? — ele falou todo solicito. O que achei encantador, sei lá, aquele homem era estranhamente cativante.

— Não, estou bem, acabei de comer algumas tigelas de rámen. — dei uma risadinha sem graça, lembrando que algumas era igual a muitas.

Iruka fechou lentamente a porta, sem parar de me olhar, como se procurasse algo dentro de mim através dos meus olhos. Ele é notavelmente mais baixo que eu, mas eu me sentia menor diante de toda a sua serenidade e imponência, que não era proposital. Era como se o Gurú emanasse uma áurea intensa que mexia com os meus sentidos, uma coisa inexplicável demais para mim. Ele me indicou um corredor e nós seguimos por ele.

De um lado, a parede branca sólida, do outro, uma parede feita de vidro translúcido. Dava-me a impressão de que o mundo lá fora era feito de aquarela em escalas de cinza. Kami, até a casa dele tem algo de místico. Esse cara deve ser mais incrível do que dizem por aí.

— Shisui me disse que você gostaria de me encontrar, mas não acho que você esteja certo do que realmente quer. — ele parecia ter muita certeza do que tinha acabado de falar.

— Como assim? — Do que ele estava falando? Minha confusão só aumentava.

— Você camufla sua vontade com desculpas e sorrisos… — sorriu enigmático.

— Juro que não estou entendendo mais nada! — verbalizei o que se passava na minha mente.

— Imagino que não, Naruto, mas você vai acabar entendendo do que estou falando.

No fim do corredor ficava uma sala com uma decoração bem diferente do usual, apesar de se manter na mesma vibe do restante da casa. Nas paredes, sempre brancas, velas aromatizadas estavam acesas em suportes, uma mesa de escritório se encontrava ao fundo, em cima dela — cartas de tarot, uma bola de cristal e conchas! Hã?! -, mas o que era mais impressionante no ambiente podia ser visto bem no centro da sala, um pedestal que abrigava um prato fundo e arredondado — aquilo era uma tigela? — de um cinza brilhante.

— Venha até aqui, Naruto. — chamou o Gurú, que já estava ao lado do pedestal.

— Oi? — perguntei me aproximando e vendo que dentro da tigela continha um líquido transparente. — Isso é água?

— É sim. Um dos métodos de adivinhação que utilizo é a hidromancia. Quero que você coloque sua mão acima da água e fale seu nome completo, data de nascimento e pense em momentos que marcaram sua vida. — ele explicou enquanto me mostrava com sua própria mão como eu deveria fazer.

— Er… hum… Uzumaki Naruto, 10 de outubro de 1987. — falei alto, assim que deixei minha mão flutuar acima da tigela.

Pensei em como eu e o Kiba nos tornamos amigos, o que não agradava nenhum pouco minha mãe, que dizia que ele era má influência para mim, mas ela logo mudou de ideia após uma briga que tivemos e nos afastamos, passei semanas arrumando problemas de todos os tipos, foi aí que mamãe descobriu que era ele que me mantinha na rédea. Coisa que ele faz até hoje, nada mudou desde aquela época, mas tudo mudou.

Lembrei de como foi meu primeiro encontro com Sasuke, seus olhos selvagens me encarando com fúria, assim como na noite passada, enquanto ele sorria de forma debochada. Borrões rápidos daquele encontro, até porque ele não me deu muita abertura para visualizar a situação com clareza. Essa lembrança além de me trazer muita raiva, a ponto de sentir minhas orelhas queimarem, me fazia relembrar a noite passada, o que não era bom, porque eu ia acabar querendo extravasar o sentimento em algo.

Resolvi mudar de cenário e trouxe a mente o momento que Shisui pôs seus olhos em mim e me convidou para trabalhar com ele. Com 15 anos, muita energia e um histórico de vandalismo alarmante, me vi em uma situação surreal. Não entendia nada de moda, fama ou glamour, não sabia nem o que fazer diante da proposta que o estilista lançou para mim, mas foi meu pai que me convenceu que aquilo podia ser uma coisa boa. O que nos leva a minha próxima lembrança...

A primeira vez que eu desfilei. Consigo até sentir a mesma sensação de frio na barriga neste exato momento. Eu estava muito inseguro, mesmo que todos — que viam as cores, claro. O que me faz pensar o que Shisui realmente viu em mim, já que o mundo dele também é monocromático — dissessem que minha aparência angelical era magnífica, mas e daí? Eu era só uma criança rebelde. Entretanto, covardia nunca fez parte do que eu sou, fui em frente. O público foi arrebatado por minha presença, não sei como, mas foi. E não me arrependo até hoje, suspeito que nunca me arrependerei.

Mas nem tudo são flores e a próxima memória me trazia muita dor, que provavelmente nunca vai deixar de fazer parte de mim, meus pais se foram logo que completei 20 anos, em uma tentativa falha de assalto, me disseram que eles reagiram, o que acho estranho até hoje, meu pai nunca colocaria minha mãe em perigo dessa forma. Eu estava em Paris, ia desfilar na semana de moda e recebi a pior ligação da minha vida. Meu pai havia morrido na própria cena do crime e minha mãe mal conseguiu chegar ao hospital.

— Muitos sentimentos conflitantes, meu jovem, quem imaginaria que uma pessoa aparentemente tão confiante e com tanta vivacidade guardaria tamanha raiva e dor. — Fiquei espantado com sua leitura. Porque ele tinha acertado em cheio. — Não que eu não tivesse percebido antes, mas você é um bom ator, filho. Só tenha em mente que você não precisa sorrir se estiver triste, deixe seus sentimentos fluírem, você é livre, não se esqueça disso. E sei que você sabe exatamente como é a sensação dessa liberdade.

— Sei sim… É maravilhosa. — Sorri verdadeiramente para ele.

— Você fez tudo certo, a água captou bem sua energia. Naruto, essa sessão não envolve somente sua vida amorosa, quero que saiba que engloba todos os aspectos da sua vida. Preste bastante atenção e não tente tirar conclusões precipitadas, as previsões só se clarificaram de acordo com o tempo e os acontecimentos envolvidos. — ele falou muito sério, o que me assustou um pouco.

— Tudo bem…

— Um acontecimento passado, algo que não foi esclarecido e lhe causou muita dor, logo logo, isso vai se mostrar como realmente foi, a verdade vira a tona e dá forma mais inesperada possível, pois vai envolver ódios antigos. — Só fiz arregalar os olhos, porque eu realmente não conseguia entender do que ele falava. Mas senti um arrepio na espinha e isso nunca é bom sinal.

— Não consigo visualizar muitos detalhes acerca disso, provavelmente as energias cósmicas estão tentando te proteger, não vai ser nada fácil essa descoberta. Mas não se preocupe, alguém vai estar lá por e para você.

— Algum amigo? É isso? — perguntei pensando automaticamente em Kiba.

— Amigo? Não, não, alguém do seu passado, mas não amigo. — seu tom misterioso inundava a minha mente de tal forma, que eu mal conseguia pensar — Mas ele será mais significativo que um amigo, te dará o suporte que você precisará.

— Algo mais? — perguntei preocupado.

— Sobre isso não. — ele falou. — Você sonhou com sua soulmate hoje, Naruto! — ele falou espantado enquanto olhava para a tigela.

— O QUE? Minha soulmate? Não pode ser?! — respondi de olhos arregalados. Lembrando do sonho e tentando desesperadamente visualizar o rosto que se formava.

— Ela está muito próxima, inclusive o verdadeiro encontro de vocês não vai demorar e digo mais, vai ser bastante conturbado. Nada que você faça, depois de a reconhecer, vai impedir a força da natureza, é inevitável. — ele foi bem enfático na última palavra.

— Estou com um mal pressentimento…

— Acredite, você está muito certo. — ele riu divertido, parecia que ele estava me escondendo algo. — Na verdade, durante o decorrer de sua vida, seus destinos se encontraram em vários pontos, de tal modo que a teia de suas vidas já não pode ser desfeita. Só resta uma única coisa. — ele ergueu o indicador — Saber.

— ‘To odiando isso... Não nasci para o mistério! — falei irritado.

— Desculpe, mas foram os deuses que me disseram assim. — ele deu ombros sorrindo. — Quero que você tenha uma coisa em mente: mesmo com todas as adversidades que vocês irão enfrentar, ninguém! Ouça-me bem, ninguém seria tão certo um para o outro como vocês são para si. Verdadeiramente a metade de um todo.

— Bem, isso me conforta… Eu acho. — fiz uma careta de confusão. Iruka? Continuava me olhando como se soubesse o maior segredo da história, era quase um cosplay da Mona Lisa.

— Não surgiu nada de chamativo exceto o que te falei, mas se desejar, você pode me perguntar qualquer coisa. — ele falou serenamente. Isso me deixou mais confortável.

— Gostaria só de saber uma coisa, você com certeza soube do escândalo no qual me envolvi ontem com o Uchiha mais novo. — vi que seus olhos brilhavam divertidos. Cara, ele tá rindo de mim! — Estou preocupado que isso me afete de alguma forma, principalmente minha vida profissional.

— Já afetou, se quer saber. — ele deu de ombros de novo — Mas… Por mais estranho que possa soar, meu caro, a resposta dessa sua angústia você encontrará em poucos dias, numa mesa de bar. — ele falou sério. Sério! Ele falou sério!!! — Não vá sozinho. Acredite, vai precisar de alguém para lhe levar para casa.

— Okay… agora sempre que for a um bar tenho que arrastar alguém?

Ele riu folgadamente.

— Não, claro que não. Mas o universo sempre acha um jeito de te dizer quando vai precisar de alguém ao seu lado. — Iruka sorriu. Esse cara tirou o dia para tirar uma com minha cara. Não entendo indiretas, pelo amor de Kami-sama!

— Isso foi estranhamente estranho. Mas acho que foi melhor saber um pouco do que virá pela frente. Agora vou precisar da sabedoria do Kurama, ele sabe bem o que fazer nessas horas! — falei já me divertindo.

— Quem é Kurama? — ele fazia uma careta engraçada.

— É o meu gato. — Gargalhei.

— Ah Naruto, você é mesmo o palhaço que Shisui me alertou! — ele riu também.

— Bem, acho que vou indo…

— Tudo bem, eu te levo até a porta. — ele foi andando na frente e eu novamente o segui. — A propósito, foi uma IMENSO prazer te atender. — ele continuava a se divertir com algo e eu já não podia mais me calar.

— Você está escondendo algo de mim. — afirmei.

— Será mesmo? E se estiver, em breve você saberá. Nos encontraremos de novo, não se preocupe. — ele disse assim que abriu a porta da frente.

— Okay… Obrigado por tudo. — respondi, já me dirigindo para fora. — Até mais então.

— Até. — ele acenava da porta enquanto eu entrava no meu carro.

Sinto que os acontecimentos que ele previu não demorarão a se revelar, e sinceramente? Não estou nem um pouco ansioso para isso.

Notas finais
DiAngelo: Gostaram do capítulo? E as previsões de vcs? Contem nos, comentem! Estamos vendo a zueragem de vcs na nossa tigela de hidromancia! Nonna: Ei, sabe do que sinto falta, além da minha cidade e de escrever as minhas historias, de LER OS COMENTÁRIOS DE VCS!!!!!!! Sei q são tímidos, eu entendo, mas.... Certo, certo. Fiquem a vontade para comentar. Mas eu tenho uma perguntinha: Como vcs acham q Naruto vai descobrir a soulmate dele? E quem será ela? Nessa fic, vale tudo!!! Aí canta Tim Maia: So não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher. Vejo vcs em breve.