Cores do Meu Coração
7 Dobe 3 - O cão e a raposa
Notas iniciais
Acordei as 11 da manhã, uma noite muito bem dormida por sinal, embora eu tenha tido um sonho esquisito. Algo com olhos negros me olhando carinhosamente e uma boca bem delineada dizendo que me amava. Não liguei muito, até porque eram lembranças vagas, sem falar que não consegui ver o rosto da pessoa completamente, só o foco dos olhos e boca, um de cada vez.
Com preguiça de levantar, peguei meu ipad que estava no criado mudo, ao lado da cama e fui dar uma olhada nas redes sociais, desisti quase imediatamente, só se falava no “escândalo” da noite passada. Bufei irritado e joguei o aparelho para o lado. Ainda passei uns quinze minutos fitando o teto antes de levantar. Decidi que ia almoçar fora, até porque não tenho o menor dom para a culinária, provavelmente ia acabar quebrando algo ou queimando alguma panela.
Eita porra! Fiquei de marcar com o Kiba assim que estivesse livre do tour. Peguei o celular e liguei para ele, que só atendeu quando a chamada estava quase caindo.
— Argh Naruto! O que diabos você quer a essa hora da madrugada?— Sua voz estava rouca, como se tivesse acabado de acordar, o que já era indicativo o suficiente se suas palavras fossem ignoradas.
— Vejo que trabalhou a noite toda. — Respondi rindo. — A propósito, é quase meio-dia.
— Que se dane, meio-dia, meia-noite, é a mesma coisa! Cheguei em casa era 5:30h da manhã! O que você acha?— Ele falou ríspido.
— Deixa de rabugice e vai se arrumar. Vamos almoçar no Ichiraku hoje! Te encontro daqui a quarenta minutos. — Ri alto dos resmungos que meu amigo proferia.
— Cara, na moral! Não podemos sair de noite? Não tenho nenhum programa para hoje. — Ele choramingava do outro lado da linha.
— Tenho uma sessão com o Iruka agora de tarde, não sei que horas saio de lá…
— Com o famoso Gurú?!— Ele parecia finalmente ter acordado. — Ok! Vou me arrumar, daqui a pouco nos encontramos, até mais…— E desligou! Alocka, saudades educação.
Chequei a água e a comida de Kurama, já que ele ficaria sozinho por muito tempo, e fui me arrumar. Optei por jeans, camisa sem mangas e uma jaqueta — Cores? Variações de cinza, preto e branco, ou seja, não faço a menor ideia se combinavam — que fazia par com as botas de cano curto. Coloquei um óculos escuros e arrumei o cabelo, leia-se passar um pente para tirar os nós e depois tentar os domar com as mãos. Se eu consegui? Óbvio que não!
Ainda faltava quinze minutos para meu encontro com Kiba, mas resolvi ir logo. Porque? Repórteres e paparazzis, não quero falar sobre o tema Sasuke. E vi, assim que sai da garagem com o carro, que tinha alguns curiosos na calçada. Acenei e fui embora, ignorando seus chamados. A viagem foi curta e acabei chegando bem adiantado, logo que entrei no estabelecimento me dirigi direto para a cozinha, falando com todos pelo caminho, eu era um visitante assíduo do restaurante, e perguntando por Teuchi, o dono. Encontrei-o fazendo a massa do ramén, bati um papo até Ayame aparecer e dizer que Kiba havia chegado e estava me esperando.
Ele se levantou da cadeira que estava sentado e veio até mim, me dando um abraço de urso, retribui enquanto ria feliz, fazia muito tempo que eu não via meu melhor amigo. Depois o arrastei para sentar comigo na mesa, onde depositei meus óculos.
— Cara, eu vi a reprise do seu desfile enquanto me arrumava e uau! Que tema era aquele? Bad boy? Você deveria aderir aquele estilo, te cai como uma luva. — eu gargalhei.
— Mais ou menos isso. Mas nada de trabalho, você sabe, quero saber de sua vida, como anda as coisas?
— Do mesmo jeito… — ele inflou suas tatuagens faciais e bufou — E a sua?
— Agora, tranquila, embora tenha impressão que essa tranquilidade seja muito passageira… — Suspirei derrotado.
— Conta isso direito. — Kiba se aproximou mais de mim cruzando os braços sobre a mesa.
— Eu poderia até contar, mas acho que o estresse não vale a pena e tenho certeza que você vai saber logo logo, é só o que passa na mídia.
Kiba tomou um gole da cerveja que havíamos pedido e esfregou os cabelos.
— Certo, certo, é disso que você está falando. Por que é que você não se controlou? Sério, cara, não precisava daquilo e logo em rede nacional! Você sabe que pode prejudicar a sua vida desse jeito. Nem preciso dizer como…
— Kiba querido, você perdeu a cabeça? Até parece que não conhece a praga! Eu tentei ser o mais controlado possível, mas teve uma hora que o bastardo passou dos limites, o que eu fiz não foi nem um terço do que eu queria fazer! — falei exasperado e acho que minha orelhas tinham uma leve coloração, porque quentes elas estavam com toda certeza.
— Olha só… Eu sei, Naruto, você sabe como eu sei como é difícil manter o controle diante dele. — ele foi bem enfático no segundo “eu sei” — Mas é justamente o que essa raça de gente quer de nós! Quer nos ver explodindo, para aplaudir depois! Lembra da nossa promessa? — outro gole na cerveja.
— Você me conhece, nunca esqueço uma promessa. E se tem alguém que não vai passar por cima de mim é aquele palhaço! — respondi com um sorriso enigmático.
Kiba arqueou as sobrancelhas e sorriu de lado, exibindo suas presas exóticas feitas por um dentista muito habilidoso. Aqueles dentes faziam sucesso em sua profissão. Não que ele precisasse disso para se mostrar sexy, seu ar despojado e rebelde já fazia todo o serviço. Ele mantinha o corpo sarado com apenas algumas idas semanais a academia, seu cabelo era negro e seu olhar era de uma ferocidade absurda. Mas sua melhor parte era seu humor caracteristicamente debochado, mesmo que ele se irritasse facilmente. Como pode ser visto, ele se preocupava muito com as pessoas que eram importantes para ele, e éramos amigos de longa data, praticamente crescemos juntos.
— Veja lá o que você vai fazer. — ele piscou um dos olhos — Mudando de pau para cacete, e aí, arrumou alguém para descarregar toda essa tensão em sexo?
— Conheci uma garota ontem, mas mal tive tempo de conversar com ela, depois do escândalo Shisui me arrastou pra casa. Detalhe, Kurenai me obrigou a usar uma peruca muito ridícula, tá lá em casa, você precisa ver. Uma música, algumas doses de vodka e você vai adorar usá-la! — Gargalhei alto.
Ele riu junto comigo, batendo a mão na mesa. Nem se importava com o resto das pessoas nos assistindo. Foda-se, estamos bebendo e matando a saudade.
— Eu já disse qual é o problema de Kurenai, não disse? Falta de pica… Pau. — seu sorriso sugestivo completava a malícia da frase.
— Cara, se for só esse o problema, juro que até eu dou um jeito…
— Pois não perca tempo! — ele arregalou os olhos — É o caso da peruca. Uma música, algumas doses de vodka e você vai adorar usá-la. — falou despreocupadamente. Tão Kiba.
— Você ‘tá ficando maluco, isso sim. Ela é minha amiga, mesmo que 70% do tempo esteja fazendo cosplay de Lúcifer. — respondi já rindo das asneiras que eu falava.
— Quem não gosta de provar uma diabinha? — acho que a cerveja está fazendo efeito antes da hora — Falo por experiência própria.
Um garçom trouxe o nosso pedido sem que nós o tivéssemos feito. Já fazia parte da nossa rotina, todos já sabiam o que íamos pedir, então geralmente nem precisávamos o fazer. Pude exagerar na porção dessa vez, já que o tour havia acabado e eu não trabalharia por um tempo. Kiba, como sempre, se surpreendeu com a quantidade de rámen que eu ingeria e eu só podia revirar os olhos para ele.
— Assim, Naruto, no teu contrato milionário de fazer inveja a qualquer mortal, não diz que você tem que ser pra sempre número 40?
— Cara, você não sabe a sorte que tem, tenho que me privar das coisas que mais gosto para manter esse corpo maravilhoso enquanto você malha e trabalha ao mesmo tempo! — dei um sorriso safado para ele. — Posso exagerar um pouco agora, o tour acabou, lembra?
— Do que diabos você está falando? — ele coçou os cabelos — Se você diz. — uma garfada no almoço e uma careta de satisfação — Isso daqui está muito bom! Melhor comida ever para reles mortais como eu.
— Reles mortal? Por Kami-sama homem! Você deve se achar muito pobre né? — bufei — Cara, encontrei uma cliente sua um dia desses… Ela disse que você cobra 7 mil reais a noite! — falei fingindo espanto.
— Quem era? Aposto que era um cinquentona mal amada pelo marido! É claro que eu tenho que cobrar por mais! Elas querem que eu seja um maldito príncipe encantado!
— Príncipe encantado? — gargalhei. — Quem? Você? ‘Tá mais para lobo mau...
— Não me entrega… — ele esfregou o pescoço e eu vi uma marca suspeita do lado esquerdo, algo que nenhum inseto faria ou mesmo uma pancada muito certeira. Aquilo só podia ser uma coisa. Por Kami, o nome daquilo era vacilo.
— Eu não, mas você está se entregando com toda certeza. Você viu seu pescoço? — falei sugestivamente.
Desesperadamente Kiba buscou seu celular e pelo reflexo do visor tentou ver o que eu mencionara, mas não conseguiu. Levantou-se calmamente e foi para o banheiro masculino. Tive que me conter para não chamar mais atenção do que nós já estávamos chamando. Alguns minutos depois, com as mãos molhadas e o rosto de um verdadeiro sem vergonha, Kiba retornou tentando inutilmente enxugar as mãos em papel toalha.
Ele se sentou e conteve um sorriso safado, cobrindo a marca clara de um chupão possessivo com a mão e virando os olhos de vez em quando para o outro lado. Não me dera a resposta e isso me impacientou. Kiba não era de esconder as coisas de mim, muito menos as pessoas que “o marcavam” durante o seu “trabalho”.
— Deixa de palhaçada, todo mundo já viu mesmo, para que esconder agora? — Revirei os olhos achando aquela reação dele muito infantil.
— Não estou escondendo. — continuava o mesmo comportamento. Aquela cara me dizia “Quem fez isso, me pagou para ter mais.”.
— Ok então, finja que não está tentando esconder o chupão que está muito bem visível no seu pescoço! — enfatizei tudo desnecessariamente, queria ver se ele continuaria todo esquisito.
Kiba colocou-se pensativo, retirou a mão do pescoço e suspirou um pouco triste. Seu semblante marrento desaparecera por completo. Seu olhar foi para as mãos e ele beliscou um pouco da comida, tentando disfarçar a sua breve angústia, mas não de mim, das outras pessoas.
— Kiba? — chamei baixinho. — Você está bem? Desculpa se te ofendi cara… — falei envergonhado.
Ele sorriu minimamente, um sorriso quase forçado.
— Não me ofendeu… Poucas coisas nesse mundo me ofendem… É só que… Você me lembrou que meu cliente… O de dois dias atrás, me pagou o dobro só para me marcar aqui. — ele apontou para o pescoço — Eu aceitei. Nem pensei muito na hora. Só que…
— Só que…? — incentivei-o.
— Acabou que não valeu a pena, porque saí no prejuízo.
— Por que? O filho da puta não te pagou? — estava confuso.
— Não, não. — ele juntou as mãos e discretamente afastou uma das mangas de sua camisa, mostrando o antebraço. Mais marcas, porém menores, e uma pulseira que brilhou intensamente na luz do sol. Alocka, não me diga que são diamantes?! — Ele me pagou bem mais do que eu esperava. — Kiba afagava carinhosamente o acessório.
— Querido, valeu ou não valeu a pena, se decida, assim não dá pra te defender! — falei enquanto ria da aparente confusão do meu amigo.
— Certo, vou ser sincero! — ele baixou o tom de voz e se aproximou com cadeira e tudo de mim — Foi a melhor transa que eu já tive… O cara sabe te fazer visitar cada estrela do céu pessoalmente e depois retornar num rabo de cometa. O problema, Naruto, é que marcado desse jeito eu não posso trabalhar direito. Entende?
— Compreendo o drama, se fosse comigo, a Kurenai faria um milagre com todo aquele reboco, mas para você é mais complicado… Cara, espero que minha soulmate seja tão expert em foda quanto esse seu cliente. — imaginei vários cenários onde tudo que eu fazia era revirar os olhos de prazer.
Kiba se remexeu completamente na cadeira, como se estivesse com coceira você sabe onde, olhou para os lados e continuou:
— Você diz que Kurenai faz cosplay de Lúcifer… Esse cara é o Lúcifer! — ele parecia desesperado e com o rosto escurecido, talvez corado — Alguém já te fez gozar só com algumas palavras, um cruzar de braço e alguns olhares? — ele arqueou as sobrancelhas.
— Puta que pariu! Quem é esse cara?! Vou desistir da carreira de modelo e virar garoto de programa também. — ri enquanto via a inquietação de Kiba.
— Eu pesquisei. — ele me mostrou a joia de novo — Isso daqui vale só... só... só dois milhões. — ficamos estáticos, pálidos, sem acreditar — Você sabe como é andar com dois milhões de doláres no pulso?
— Antes de mais nada… Porque, em sã consciência, você está passeando por aí com essa quantia exorbitante no pulso?!! — Olhei para ele como se ele fosse louco.
— Outro prejuízo, Naruto. Isso não saí. Está trancado no meu pulso e só ele tem a porra da chave magnetica. Pode falar, eu me ferrei.
— Você sabe o que isso significa não é? Provavelmente você virou o novo brinquedo favorito dele… É querido amiguinho, você se fudeu bonito! — olhei para ele com pena.
Ele virou toda a cerveja da garrafa, fez sinal para o garçom trazer outra e riu de uma forma muito sombria, fugia completamente do seu estilo despojado.
— Não sou o único fudido, se quer saber.
— Espero que você não esteja se referindo ao escândalo com o babaca do Sasuke! — fiz uma careta de indignação para ele.
— Oh não, meu bem. Ainda falo do meu cliente. — a cerveja chegou e Kiba foi logo bebendo.
— Hum… isso é interessante! Conte-me mais… — eu dei um sorriso ladino.
— Ele é um sádico. Me disse que eu seria seu pet e como usar coleira chama muita atenção, me fez usar isso. — balançou o pulso de novo — Então me disse que só me veria aos sábados, porque tinha outros animais para dar atenção nos outros dias. — ele fez uma cara de “Se é que me entende” que fez meu queixo ir ao chão. — Meu aliciador me disse que esse cara tem sob seus domínios mais três. Duas mulheres e um cara.
— Kami-sama! Ele não faz mais nada na vida? Trabalho mandou lembranças… E essa história de sadismo é até legal, mas chamar outras pessoas de pet? Ele deve ter algum distúrbio mental! — Que tipo de babaca faz isso? Eu estava indignado.
— Acontece Naruto que ele não usou exatamente as palavras “pet” e “animais”. Na verdade ele me perguntou se eu queria que ele ferrasse a minha vida. Eu pensei que fazia parte da fantasia e tal, então disse que sim… Sabe como é, numa hora dessas você não pensa muito sobre as coisas. Então deu no que deu. Uma das mulheres que ele pega que me disse que eu era o novo pet dele. Ela me contou que esse cara nunca está satisfeito, por isso se envolve com mais de uma pessoa.
— Kiba, pelo amor de Kami, em que roubada você se meteu? Esse cara é maluco! Espero que ele nunca encontre sua soulmate. Pessoas assim nunca mudam… — neguei com a cabeça.
Ele deu de ombros e baixou o rosto.
— Não é isso, Naruto… Ele, de todos os clientes que já tive, foi o mais franco e sincero. Antes mesmo de fazer qualquer coisa, ele me explicou como as coisas seriam. Pediu para eu não nutrir nenhum sentimento por ele, disse que eu sofreria se o perseguisse, avisou-me que tudo o que queria era foder para relaxar. Nada mais. Depois do ato, me fez a proposta de ferrar com a minha vida. Eu pude ver em seus olhos que ele queria que eu negasse… Eu acho que aquela foi a primeira e última vez, porque estava claro que ele sabia que eu estava levando tudo na brincadeira, como sempre faço. Será que eu… Será que eu me apaixonei por ele, Naruto?
— Não, não e não. Não se apaixone por esse cara. Se você tem amor a sua vida, não se passe por isso. Se for necessário, não o atenda mais! — Falei muito sério pro meu amigo.
— Tem razão, Naruto, tem toda razão! Isso é falta de profissionalismo meu! — ele falou sorrindo sinceramente e então ouvimos um click. Kiba fitou o braço. A pulseira escorregou delicadamente de seu pulso para mesa. — Mas que porra foi isso?! — ele perguntou apressadamente, observando o objeto.
— O que?! Você tá tirando uma com minha cara com toda essa história de chave magnética não é? Ou talvez aqui tenha câmeras e seu cliente seja um stalker e esteja ouvindo nossa conversa neste exato momento. — Comecei a falar mais baixo, olhando desconfiadamente para os lados.
Outro click e nós vimos a pulseira se fechar mecanicamente. Ficou ali, um círculo perfeito, entre nossos pratos, emanando seu brilho de dois milhões de dólares. De repente, uma moça se aproximou de nós, suas bochechas escurecidas eram evidências de sua timidez. Cabelos longos e negros, usando uma saia preta de cintura alta, camisa branca de botões passada e escarpins luxuosamente pretos. Ela sorriu gentilmente para nós.
— Senhor Inuzuka. — ela falou durante uma reverência formal — Preciso levar a joia.
— Sim, claro… Típico dele, não é?
— Mais ou menos, senhor. — a moça tomou o objeto entre os finos dedos, colocou-a numa caixa específica para joias e fez outra reverência, demorando-se mais curvada — Meus sinceros agradecimentos, meu chefe diz, não pense que desaprovei nossos momentos juntos, mas saiba que a partir de hoje não o procurarei mais, para o bem de sua carreira e de sua vida. Espero que encontre a felicidade. — ela se ergueu, sorriu e saiu praticamente desfilando naqueles sapatos perfeitos.
Kiba manteve-se em silêncio pelos minutos que eu fiquei sem saber o que dizer.
— Ok… Isso foi MUITO estranho, principalmente depois do que eu disse… — Olhei muito espantado para meu amigo.
— Era a moça que cuidou do meu encontro com ele. Notou quem era?
— Pelos olhos, aposto que é uma Hyuuga. Estou certo?
— Não uma Hyuuga. A Hyuuga! — seu semblante maroto retornou — Hinata, a própria. — ele piscou um olho.
— Aquela que foi notícia por um mês porque saiu da empresa da família para trabalhar para os Uchiha? — Arregalei os olhos.
— Em carne, osso, saltos, cabelos compridos e olhos pálidos. Essa nega trabalha para os babacas de marca maior, mas também trabalha para o meu ex-cliente.
— E quem… — fui interrompido pelo meu celular que vibrava no bolso. Shisui me lembrava da sessão com Iruka. — Falando em endiabrados... Sui acaba de me mandar uma mensagem. Foi ótimo o almoço, mas infelizmente tenho que ir, ainda vou passar na casa do Gurú, esqueceu?
— É mesmo!
Terminamos de comer e vi no relógio do estabelecimento que já era quase 2 da tarde. Meu amigo ainda tentou me convencer a levá-lo comigo para a casa do Gúru, mas fui firme ao dizer que não podia. Como ele viu que eu não mudaria de ideia, me fez prometer que contaria tudo em detalhes depois. Pagamos a conta, nos despedimos do pessoal e seguimos até nossos carros, onde ganhei um abraço, esse mais confortável, de despedida.
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