Cores do Meu Coração

47 Teme 19 - Esquisitice…


Notas iniciais
DiAngelo: Boa noite, pessoinhas! Quem aí conseguiu levantar do chão?! Se conseguiu tenho uma péssima notícia... Vai cair de novo! Pq esse cap é só PEI PEI PEI no ♥ :''') Capeta sendo fofo/bruto como sempre, Naruto manhoso/fofo, aparições repentinas e recados do além... É gente, num tá fácil ler do chão, acho q Itachi vai ter q dar uma olhadinha em mim :''''') Num tem treta, mas tem zuera e uns limão... *aquela carinha*, por isso o cap ficou ENORME! '-' Agora tenho uma boa notícia: Comecei a responder os reviews de NMD, tá demorando, mas tá indo! o/ Enfim, o cap de hoje é dedicado aos leitores: Kitsu chan, Safira, Ssazinha, Marie, Daph Uchimaki e Aissac, por terem favoritado a fic! Espero q vcs gostem do cap, queridinhos! :* PS: Nonna e eu criamos uma page no facebook para atualizar vcs das novidades das fanfics e para q vcs pudessem interagir com os outros leitores! Curtam, principalmente pq precisamos de pessoas para nossos planos de interações. Um spoiler: Alguns envolvem diálogos entre os personagens, corram lá para conferir: https://www.facebook.com/sociedadeprovadoresgaspacho/?ref=bookmarks Nonna: Soooooooooolta negada! Esse cap tá tão de um jeito que ele recebeu o recorde de cap mais revisado e mexido de todos de NMD. Pq, minha gente, esse cap e já vou logo dando a dica pra vcs, é o começo de uma transição, uma mudançazinha na historia, então leio com muita calma, se atente aos detalhes, antes de me crucificar - eu sei q vcs vão me crucificar, sqn - nos comentários. Dedicamos esse cap pra duas leitoras novas que deixaram de ser fantasmas. Donnachan e Lunna Scott - se eu escrevi os nomes errados, me perdoem '-' - e vieram fazer parte dessa louca família de comentadores de NMD. Esse cap, eu particularmente dedico a todas as leitoras que são mamães, pq? Pq não importa o que aconteça, amor de mãe é para sempre. Vcs vão entender em breve. Vamo q vamo, negada.

Eu estava de volta e nem conseguia acreditar nisso.

Depois de dez minutos de caminhada e mais uma hora subindo exatos 360 degraus da escadaria de acesso, nós chegamos a minha casa. Naruto? Pela hora da morte. Eu? Não sabia bem o que sentir, era um misto inexplicável de alegria, angústia, saudade e tristeza. As cerejeiras que adornavam o pátio de entrada me saudaram quando os ventos anunciaram a minha chegada. Bem a frente, de telhado escuro e paredes de igual cor, estava a minha antiga casa, um lugar que em algum momento perdido no passado eu chamei de lar.

Na varanda frontal, depois de passar a ponte por cima do lago das carpas centenárias da família, sentada numa almofada, estava alguém que eu pensei que já estivesse morta.

— Chiyo-baa! — chamei. A senhora ergueu o rosto, esfregou os olhos, acordando de seus sonhos e sorriu para mim, mostrando apenas seus dois dentes superiores da frente. Levantou-se sem amassar seu quimono impecável. — Chiyo-baa… — murmurei para mim mesmo.

Agora sim, eu voltei trinta anos no tempo.

Naruto estava escorado numa árvore, tomando fôlego. Deixei-o ali para correr até Chiyo e abraçá-la, praticamente me ajoelhando para fazer isso. Ela é tão pequena, tão frágil, como uma bonequinha japonesa idosa. Seus braços curtos envolveram meu pescoço e sua cabeça pousou em meu peito, sorrindo gentilmente.

Chiyo-baa foi o que eu tive mais próximo de uma avó. Ouvi-a fungar, segurando seu choro, apertando a minha camisa junto com sua bengala. Chiyo sempre foi uma mulher dura na queda, irredutível e inabalável. Nos fitamos e então…

Eu levei uma bengalada na cabeça que me fez cair sentado.

— Seu imbecil! — uma nas pernas. — Seu rude, idiota, delinquente! — mais outras. Eu só ria, protegendo o meu rosto, tentando ficar de pé, mas sendo derrubado. O que eu posso fazer? Ela pode me bater. — Como ousa aparecer aqui depois de um ano inteiro e dizer o meu nome?! — levei uma cutucada sinistra na barriga quando fiquei de pé.

Quase vomitei a minha bílis.

Levei outra cacetada na cabeça e fiquei de joelhos de novo.

— SEU BABACA!!! — levei mais uma e fiquei completamente curvado diante dela, rindo incontrolavelmente e ouvindo o riso dela. — Não acredito que o meu babaca querido veio me ver como sempre faz todos os anos.

— Estou em casa, Chiyo-baa.

— Bem-vindo, babaca. — eu levantei meu rosto, ainda rindo.

Coloquei-me de pé e a fitei de cima. Chiyo deu um risinho maroto e depois dedicou um olhar curioso para Naruto, que só ria até aquele momento.

— Quem é aquele? — ela sussurrou.

— Meu namorado. — Chiyo me olhou absurdamente surpresa. — Sério, namorado de vera. O nome dele é Naruto, ele é filho de Kushina e de Minato. Filho único deles.

— Então esse é o tal garoto? O Pimpolho alaranjado?

— Esse mesmo. — respondi rindo.

Chiyo me afastou com a bengala e foi mancando lentamente até Naruto.

— E quem você pensa que é? — ela perguntou, com seu típico jeito intimidador de senhora de um milhão de anos de idade com um metro de altura, apontando a bengala na cara dele.

— Eu… Eu sou… — Naruto me olhou, procurando ajuda e eu só cruzei os braços, dando de ombros, sorrindo. Ele voltou a encarar Chiyo. — Naruto? — saiu mais como uma pergunta do que uma afirmação. — Conheci Sasuke através de Shisui, que é meu chefe. Bem, eu sou eu… Eu acho. — ele percebeu a besteira que falou e bateu na própria testa.

Eu comecei a rir e Chiyo me encarou.

— Naruto é filho de Kushina, Chiyo-baa, ele é Uzumaki, como a minha ex-esposa, mas parece que é o Uzumaki certo para mim. — completei, olhando-o discretamente. — Ele é modelo e trabalha para Shisui.

— Ah sim, entendi. E quais suas intenções com o meu babaca? — ela perguntou seriamente, se apoiando na bengala. — Eu não aprovei a ex-mulher dele e deu no que deu. Desembucha, moleque!

— Eu amo ele. — respondeu simplesmente, envergonhado, mas falando sinceramente enquanto fitava minha babá.

Chiyo me olhou e depois encarou Naruto. Parecia claramente confusa com algo. Encarou lentamente Naruto. Eu arqueei uma sobrancelha e fui até ela.

— Amando? O meu Sasuke?! — ela cutucou a barriga dele com a bengala. — Com que direito?!

Eita ferro, agora a velha se enfezou. Acelerei para chegar até os dois e peguei-a nos braços, afastando-a de perto de Naruto, antes que ela começasse a espancá-lo. Chiyo estava muito irritada.

— Não sei se tenho direito a algo, mas ele é minha soulmate e eu sou a dele. — Naruto falou nervosamente.

— Não aceito!!! — ela reclamava. — Não aceito!!! Não mesmo!!! Não aceito isso!!!

Levei-a de volta para dentro da casa e retornei rindo. Naruto esfregava a barriga onde ela cutucara. Suspirei e abri os braços.

— Erh… — cocei meus cabelos. — Aquela é Chiyo, minha babá, o que tenho mais próximo de uma avó. — admiti e abri novamente os braços. — Bem-vindo ao Monte Uchiha, Naruto, que foi meu lar por muito tempo. — deixei-os cair ao lado do meu corpo e sorri.

— Ela é… Como posso dizer? Bem caricata! — deu uma risada sem graça. — Era ela que te dava aula de Kendô também? Porque a mulher sabe bem como fazer de uma bengala uma arma. — ele ainda esfregava a barriga.

— Não. Meus pais eram bem rígidos com a educação e com o cumprimento das tradições, então tínhamos Chiyo, mas eu sofri mais na mão dela do que Itachi, que sempre foi muito obediente até… Bom, até… Você sabe.

— Sasuke… — me fitou com o canto do olho, meio desconfiado. — Eu ‘to com medo dela. — sussurrou.

Transpassei um braço por seus ombros e puxei-o para perto de mim.

— Relaxa, é só ciúme. Se for sempre sincero, ela vai gostar de você. Aliás, quem não gosta de você, criatura? Todo mundo gosta de você! — sacudi-o de leve.

— Você sempre tem os melhores argumentos! — sorriu e suspirou, me olhando como o bobo que é.

— Vamos para dentro. Vou instalá-lo. — comentei, pegando suas coisas e rumando para a mansão. — E aqui existem regras rígidas. — fitei-o por cima do ombro. — Visitas dormem em quartos separados. — sorri e indiquei um caminho que contornava a entrada da casa. — E eu não posso entrar pela frente, então entre, siga pelo corredor a sua esquerda e me espere no primeiro jardim que você encontrar. — terminei de falar e o fitei. Eu já estava a alguns passos de distância dele.

— Eu não vou dormir com você? — perguntou, espantado, com um leve tom de chateação na voz.

— Não, a não ser que queira levar uma surra de Chiyo. — eu falei, rindo. Apontei para onde ela estivera antes sentada. — Tire os seus sapatos antes de pisar dentro de casa.

— É seguro? Quer dizer… — chegou perto de mim e sussurrou. — Ela não vai tentar me matar no caminho?

— Se fizer como eu disse, ela não vai tentar nada. E é como eu lhe disse: não é que Chiyo não goste de você, ela está só preocupada, por causa do que Karin fez comigo… — dei de ombros. — Já conhece a história, não preciso relembrar…

Ele se aproximou rapidamente de mim.

— Tudo bem. — sorriu, segurou meus ombros e me deu um selinho antes de tirar os sapatos e entrar na casa. Sorri de lado e lhe dei um beijo na testa antes de seguir.

Continuei minha caminhada pelos arredores e cheguei ao jardim que eu mencionara e sentei-me no batente, deixei as coisas por ali, ao meu lado, e comecei a retirar os meus calçados, para então lavar meus pés com a água corrente do jardim, um típico jardim de inverno japonês. Ouvi os passos pesados de Naruto se aproximando de mim. Ele pode até ser um modelo, mas anda como um cavalo em trote. Se meu pai fosse vivo, eu estaria me atracando com ele agora por Naruto ser tão barulhento e meu pai odiar barulho. Então ele chegou, com os olhos arregalados, observando os arredores. Parei de lavar meus pés e sorri.

— Se não olhar para baixo, vai acabar caindo. — falei, empurrando discretamente meu arco para seus pés e ri quando ele sem querer pisou e se assustou com isso.

— Sasuke! — reclamou. E em seguida sentou do meu lado. — Você realmente cresceu aqui? — continuou sua averiguação do lugar.

— Não. — voltei a limpar meus pés. — Itachi e Shisui, além de mais outros dez primos meus foram criados aqui por meu pai e mais dois tios, o pai de Shisui e mais um irmão. — falei e depois olhei Naruto. — Mas se fala dessas terras, sim, eu cresci aqui.

Abaixei-me e peguei os pés de Naruto entre as minhas mãos, para começar a lavá-los com a água fria da fonte do jardim. Eu fazia isso para minha mãe e para os meus parentes. Por que eu fazia isso naquela época? Mamãe me ensinou que se eu quiser estar no topo, eu preciso saber como é estar embaixo, como é ser o menor de todos, e subir degrau por degrau até o topo. Terminei de lavá-los e o fitei. Água fria sempre ajuda a relaxar. Naruto me sorria carinhosamente, com aquele brilho apaixonado que só ele tem.

— Eu vivi aqui desde o dia que nasci até completar 16. — suspirei, ainda abaixado, olhando em volta. — Depois fui morar em Konoha… — não me sinto bem nessa casa, mas não posso dar fim a ela, pois é como destruir uma parte do que eu sou. Levantei-me e entrei, guiando Naruto pela mão, casa adentro. — Sinta-se honrado, quase ninguém sabe que Shisui desenvolveu seus dons artísticos aqui.

Ele entrelaçou seus dedos nos meus, quieto por algum tempo, parecia pensar em algo.

— Eu sinto falta da minha casa… Era um pouco maior que o meu apartamento, mas eu gostava disso. — falou, num tom risonho, saudoso. — Parece que quanto menor o lugar, mais as pessoas ficam próximas, sabe?

Parei de frente a um corredor curto, onde havia duas portas em cada lado do corredor, uma de frente para a outra. Cruzei meus braços e indiquei o interior, depois de abrir a porta da esquerda. Era um quarto bem limpo e bem organizado, com desenhos de pessoas ao ar livre pregados nas paredes, além de uma cama grande, uma escrivaninha e um closet.

— Eu não sei… A casa é grande, mas tinha sempre vinte a trinta pessoas, além dos empregados. — Naruto foi adentrando devagar. — Esse era o quarto de Shisui. Foi aqui que a mágica começou. — apontei para a porta em frente. — Aquele era o quarto de Itachi. Por serem mais velhos, não tinha problema de viverem um de frente para o outro. — coloquei a mochila de Naruto em cima da cama. — Vai dormir aqui, descanse um pouco. O banheiro é a terceira porta do closet. Mais tarde venho buscá-lo para irmos visitar a minha mãe e jantarmos depois. Alguma dúvida?

Ele passou a mão pelos desenhos, sorrindo de forma carinhosa, observando-os atentamente. Sentou-se na cama e me fitou.

— Não. Obrigado. — voltou a olhar os desenhos. — Foi Sui que fez?

Assenti, olhando-os sem sair de meu lugar.

— Todos eles. E ele não tinha um alvo certo para desenhar, apesar de gostar mais de uns do que de outros membros da família… Ele me dizia que quando a inspiração vinha, só podia atendê-la.

— Eu gostei desse. — apontou para o desenho com o indicador, sorrindo.

Era um desenho meu e de itachi, um dos primeiros que Shisui fez de nós dois. Eu era baixinho e franzino, então me coloquei sobre uma pedra e vesti um casaco, ao lado de Itachi, embaixo de uma velha árvore, e Itachi se apoiou em mim, de forma elegante. Eu devia ter sete anos e Itachi treze. Era um desenho feito de carvão e nele, eu sorria abertamente, como há anos eu não o faço, bem parecido com a forma de Naruto sorrir. Itachi, sempre discreto, exibia um sorriso comportado, mas não deixava de ser feliz. Éramos felizes, naquela imagem e nos anos anteriores a ela.

— Esse? Só porque estou sorrindo? Ou por que tem Itachi de cabelos curtos? — fui direto.

— Nunca vi você sorrindo assim… — comentou e deu de ombros.

— Sério? — olhei-o. — Quer ver?

— O que?! Você é ator? — brincou. — Não acho que ele vá demorar a aparecer… — voltou a dar de ombros. — Onde você vai ficar?

Estreitei meu olhar. Estava demorando a aparecer essa pergunta. Chamei-o com um aceno de cabeça e fomos para fora, até o corredor por onde havíamos chegado. Apontei para a porta ao fim dele.

— Ali. Era meu antigo quarto. Duas portas antes dele fica, se minha memória não me trai agora, o quarto de Chiyo. — fitei-o, mostrando-lhe um meio sorriso.

Naruto gargalhou.

— Você ‘tá me dizendo… — riu mais alto. — Que tem uma guarda-costa? — ele ria tanto que as lágrimas começaram a escorrer. — Você?! — segurou a barriga e se curvou.

Peguei sua orelha e a puxei com força, contorcendo-a, obrigando-o a endireitar a postura. Quando ele ficou ereto, lhe dei um pesqueiro, que o fez se curvar de novo.

— Seu idiota, quantos anos acha que a minha babá tem? Ela viu meu pai nascer e olha que Itachi já tem quarenta e um anos. Nunca cuidou de um idoso na vida, seu retardado? Eles precisam dormir nos locais mais adaptados da casa. O quarto de Chiyo é perto do meu para que eu possa vigiá-la, quando estou aqui. — meneei a cabeça negativamente. — Quem precisa de proteção é você, contra animais noturnos e fantasma… — saí andando, meio indignado com sua postura. — Já que o cemitério da família é aqui do lado. — apontei para a minha esquerda. — E não temos cercas de proteção para impedir a invasão de animais.

Ele bufou.

— Você é tão sem graça às vezes… — resmungou baixo.

Suspirei e voltei até ele, levando-o de volta ao quarto onde ele ficaria. Afaguei seus cabelos, no percurso, e na porta, ao lhe abraçar, eu lhe dei um beijo de certa forma carinhoso. Esse Naruto… O que eu faço com esse cara?

— Só porque eu te trouxe aqui, coisa que não fiz com nenhum outro submisso, não significa que tem liberdade para esse tipo de piada. — dei um beijo forte em seu pescoço. — Mas a distância é para sua proteção, não a minha.

Saí do quarto e fui para o meu antigo. Apesar de ter passado boa parte da minha vida, que vivi nessa casa, nas matas, eu tinha um quarto, um local de confinamento quando eu recebia meus castigos. Mas isso não importa. Tranquei aquele lugar para sempre. Fui para o quarto que me foi dado nos últimos anos que vivi aqui, pois o meu de verdade, como já disse, quero distância. Depois do almoço, eu fui buscar Naruto, para levá-lo até o outro lado da mansão. Naruto não parava de dizer o quanto a casa era bonita e bem conservada, e não acreditava que ali vivera o meu pai e toda a sua família de monstros tradicionalistas.

Depois de uma caminhada silenciosa pelo interior da casa, chegamos ao jardim que fica nos fundos da mansão, mas este era feito apenas por rosas, de todas as cores que se possa imaginar e com um caminho delimitado por lilases. Bem ao centro dele havia uma fonte, que a água brotava do fundo, e a estátua da fonte era de uma mulher, sorrindo e olhando para baixo, de forma gentil, bem vestida em um kimono de pedra. Ao lado desse jardim, há alguns metros de distância, estava o cemitério.

— É ali. — apontei para o cemitério. — Onde meu pai, o pai de Shisui, meus primos e primas, meus avós, meus outros tios… Enfim, toda a minha maldita família está enterrada. — suspirei, colocando minhas mãos nos bolsos do meu casaco. — Quase todos os Uchihas mortos estão enterrados ali. — encarei Naruto.

— Sua mãe não? — perguntou, cuidadosamente, mas de forma curiosa.

Segurei a mão dele e o guiei para a fonte.

— Minha mãe, na condição de uma pessoa não amaldiçoada, não seria enterrada naquele lugar. — paramos de frente a fonte. — Essa fonte é sua lápide… O jardim recobre as terras fúnebres de minha mãe. Esse é o túmulo de minha mãe. — apontei para a estátua. — E essa foi a minha mãe. — sorri. — Naruto, Uchiha Mikoto. Mamãe, meu namorado, Uzumaki Naruto. — eu puxei o pingente de dentro das roupas de Naruto e o entreguei. — Quer vê-la?

Ele me fitou, confuso. Depois olhou o pingente.

— Como assim vê-la? — de repente seus olhos arregalaram e seus lábios tremeram. — Você está dizendo que ela está aqui? — sussurrou. — Neste exato momento?! — voltou a me fitar, boquiaberto.

— Tem medo? — tirei o pingente de sua mão. — Não precisa vê-la se não quiser. Mamãe está feliz em conhecê-lo e diz que tudo bem se quiser voltar para dentro. — fitei a fonte e sorri.

Naruto apertou os lábios, respirou fundo e levantou o cristal com as mãos trêmulas.

Não sei o que ele está vendo agora, mas talvez seja uma bela senhora com a conservada aparência no auge dos seus 40 anos, sorrindo docemente envolta de seu kimono branco com obi lilás, em seu cabelo, longo, negro e solto, há uma flor de Lilás, combinando com o obi. Mamãe é um ser que emana luz própria, como uma estrela branca, e seu sorriso é a prova de que o céu existe. Hoje, ela está sentada na beirada da fonte e as vezes toca a água com seus dedos finos, mas geralmente eu a vejo passando pelo jardim que fiz para ela. Respirei fundo e soltei o ar devagar, sentindo meu espírito ser banhado pela paz e pela serenidade de mamãe.

Naruto guinchou do meu lado e apontou para onde mamãe estava. Ela se levantou e veio caminhando devagar, se aproximando de nós dois, como que para facilitar a observação de Naruto. Olhou-me atentamente e voltou a olhar para ela, repetindo esse processo algumas vezes.

— Você é igual a ela, Sasuke! — falou, chocado.

Eu fitei-a e fui lentamente abrindo um sorriso de satisfação, até que eu senti que tudo em mim sorria para o fato de eu ser igual a minha mãe. Acho que nada me deixa mais feliz do que saber que me pareço com minha mãe. Sorri tanto, que cheguei a fechar os olhos e sentir meu rosto esquentar, completamente desconcertado, mas absurdamente feliz, como se minha alma voasse.

— Obrigado. — eu disse sem desfazer o sorriso. — Mamãe disse que fica feliz em saber que “seu filhote é a cara da mãe”. — deuses, só mamãe para me fazer ficar assim, desprovido de minha armadura de frieza e severidade diária.

— Ele devia sorrir mais assim, não é? — comentou, voltando-se para mamãe, satisfeito.

Ela moveu os lábios na seguinte frase “Ele tem escassos motivos, mas estes o fazem sorrir sempre.” E sorriu, pendendo o rosto de lado, fazendo seus longos cabelos caírem sobre os ombros. Suspirei, encantado. Que saudade, mamãe, que saudade.

— Mamãe gosta de você, Naruto, gosta mesmo. — acabei sorrindo de lado, diminuindo um pouco meu sorriso. Aproximei-me da fonte e me sentei ali, vendo mamãe colocar-se do lado de Naruto, mesmo que ele não sinta a presença dela.

— Obrigado… Eu acho. — falou, corado. — A senhora é encantadora, Dona Mikoto. — comentou, cutucando o chão com o pé, envergonhado.

— Mamãe está dizendo que ouviu boas recomendações sobre você. — suspirei, olhando-o e ouvindo minha mãe. — Diz que uma pessoa no outro plano disse que você é o ideal para mim e está muito feliz com o seu desempenho.

— Que pessoa? — perguntou, meio desconfiado, olhando através do cristal de novo, procurando mamãe.

Ele a encontrou ao seu lado, parada e de pé, com as mãos escondidas dentro das mangas do kimono. Naruto se sobressaltou, depois riu e esfregou a nuca, desculpando-se com um movimento de cabeça.

— Sua mãe. — eu disse, baixando meu olhar. — Mamãe disse que conversou com Dona Kushina e a cada palavra dela, era perceptível o amor de mãe por você. — ergui meu olhar. — Mamãe disse que Dona Kushina tem uma mensagem para você.

Naruto olhou atentamente para mamãe.

— Uma mensagem de minha mãe? — perguntou, debilmente.

Respirei fundo, estremeci completamente e me preparei para ouvir. Minha mãe veio até mim e sussurrou baixo no meu ouvido. Senti o calor de sua presença perto de mim me envolver como um abraço gentil. Engoli em seco e fitei Naruto. Espero que ele não desabe depois que repetir as palavras de sua mãe através de mim.

— Meu pimpolho, não terei outra oportunidade, então ouça-me. — fui repetindo. — Eu parti e nunca pude me despedir ou dizer o quanto seu pai e eu te amamos e ficamos orgulhosos com seu crescimento. Eu sinto muito, meu filho, não ter sido mais forte para protegê-lo de todo mal. Seu pai demorou a se perdoar por todo o sofrimento que viveu, mas nós te amamos, meu filho, te amamos muito e sentimos muito por ter lhe deixado tão cedo. Nós temos orado todos os dias por sua proteção e sua felicidade. Sinto sua falta, meu filho amado, muita falta, mas sei que um dia nós vamos ficar juntos de novo. Não se culpe, meu pimpolho, não se culpe por nada, pois o que aconteceu era preciso. — baixei meu olhar de novo e suspirei. — Seu pai tem orgulho de você e nós dois te amamos, para todo o sempre, meu filho.

Parei de falar e engoli em seco, observando atentamente Naruto, esperando sua reação. Mamãe fora para perto dele, olhando-me com um pouco de preocupação, temendo que Naruto reagisse de forma desesperada.

Ele se arrastou até a fonte e se sentou também. Fechou os olhos, respirou fundo e deixou algumas lágrimas solitárias escaparem, enquanto sorria de modo sereno.

— Tudo bem, mamãe… Vocês fizeram tudo o que podiam. — suspirou e me fitou. — Não precisa se preocupar, tem alguém aqui que cuida de mim agora. — Naruto enlaçou seus dedos nos meus e deixou a cabeça descansar em meu peito. — E ele faz isso tão bem quanto vocês.

Olhei em volta e vi que mamãe desaparecera. Respirei fundo e afaguei os cabelos dele. Sorri de lado ao sentir a alma de Naruto se ajustar no interior da minha, como num aconchego. Por que agora eu me sinto tão bem com Naruto assim, precisando de mim e se preocupando comigo? Será que isso é…? Talvez eu deva conversar com mamãe um pouco sobre isso. Olhei pra baixo, soltando a mão dele, para envolvê-lo em meus braços, e vi algo negro em seu peito, mas que sumia ao passo que Naruto se aferrava mais a mim.

— Mas o que é isso? — sussurrei para mim mesmo. Dei de ombros e me ergui, deixando Naruto ainda em meu regaço, abraçando o meu corpo. — Tudo bem? — perguntei a ele ao chegar perto da minha casa. Ergui seu rosto com um dedo e encostei a minha testa na sua, num carinho gentil.

— Está sim. — sorriu. — Obrigado por isso, Sasuke.

— Você precisava ouvir isso… E eles nunca tiveram oportunidade de te dizer adeus de verdade. — beijei sua testa e o puxei para nós sentarmos num banco perto da entrada dos fundos da casa. — Essa é uma das poucas vantagens de ser quem eu sou. — entrelacei sua mão na minha e suspirei. — Sempre que precisar podemos vir aqui e talvez minha mãe possa falar com a sua, já que eu mesmo não posso. Ajuda a suportar a saudade.

— Eu amo você… — sussurrou.

Eu sorri, aproximando minha testa da sua, e lhe dando um beijo leve.

— Você não desiste, não é? De tentar me conquistar com suas palavras e suas atitudes sempre sinceras… — mais um beijo. — Acha que um dia eu possa me apaixonar de novo? — perguntei, acariciando as costas da sua mão na minha.

— Se você quiser... — dei de ombros e sorriu. — Tudo é possível. É o que dizem, não?

— Verdade. — sorri para ele. — Particularmente, se eu tiver que me apaixonar que seja por você. — falei, sentindo-me completamente sereno com seus olhos azuis me fitando tão de perto. Beijei seus lábios mais uma vez, aprofundando devagar, saboreando sua boca.

Afastei-me um pouco, folgando o entrelaçar de nossas mãos e sorri minimamente. Eu disse a ele que iria descansar um pouco no meu quarto e que ele poderia ficar a vontade para andar pela casa. Deixei-o ali no jardim, mas mantive minha sombra por perto, caso ele se perdesse pelos cômodos da casa. Chiyo estava tomando chá na entrada e tudo parecia tranquilo e em paz. Deve ser coisa de mãe.

Adormeci e durante as primeiras horas eu dormi como um morto, esticado sobre a cama, só de bermuda e de camisa gola v, ambas pretas, provavelmente eu devo ter roncado. Tive sonhos antigos, sonhos de quando eu era criança, sonhos em que eu voava nas costas de uma águia sobre o mundo inteiro, sonhos com minha família, sonhos sozinhos. Acordei com fome e depois de comer, num jantar silencioso com Naruto e Chiyo, eu tornei a dormir, mas agora era um sono leve e tranquilo, eu praticamente flutuava na cama.

Acordei com o barulho da porta do meu quarto. Fitei-a. Naruto entrava observando o exterior e depois fechando-a em silêncio. Parecia fugir ou se esconder de algo, de alguém para ser mais exato. De Chiyo, para ser preciso. Murmurava, fitando as costas, que quase fora pego por ela, mas conseguira escapar. Usava uma saruel de moletom cinza e uma camiseta branca sem mangas. Veio para a cama e se deitou ao meu lado, assim, sem mais nem menos.

— Que foi? — perguntei, franzindo as sobrancelhas, meio sonolento, por ter me acordado de repente.

— Ah, oi! Você ‘tá acordado! — disse, esfregando a nuca e sorrindo, desconcertado.

— Agora eu estou. — apoiei-me nos cotovelos. — O que faz aqui? — perguntei, indiferente.

— Eu estava com saudades. Vim dormir com você. — fez um biquinho infantil.

Faz isso não Naruto, que eu perco o pouco controle que me resta.

— Saudades? Estou contigo há dois dias e meio, direto. — relaxei sobre o colchão e suspirei. — O que foi, Naruto? — virei-me para ele. — Pode falar, está com medo de alguma coisa?

— Não, eu só gosto de dormir com você. — sorriu, se aproximando de mim.

—Eu sei, mas não pode, não enquanto eu não amansar Chiyo. — sentei-me e o fitei. — Você tem que voltar para o quarto, Naruto. Por favor. — não quero obrigá-lo, quero que ele vá consciente das consequências se ele ficar.

Levantei-me e indiquei a porta com o rosto. Não quero parecer rude, mas também não quero arrumar problemas para Naruto com Chiyo.

— Posso ficar só um pouquinho? — tentou, fazendo manha. — Prometo que vou embora logo.

Suspirei, meneando minha cabeça negativamente.

— Naruto… Não faça isso… — suspirei novamente, cansado. — Você já fez bico e agora está fazendo manha… Já está querendo passar dos limites, Naruto. — tentei argumentar, antes que eu perdesse o controle.

— Desculpa… — baixou o olhar. — Não fiz de propósito, Sasuke.

Suspirei e olhei para a porta, em seguida fitei o relógio de parede. Já passava das dez da noite. Chiyo deveria já estar dormindo, ela é de se deitar cedo, desde que me entendo por gente. Voltei a fitar Naruto e cruzei os braços.

— Quer transar? É isso? — perguntei um pouco mais baixo, já que minha voz é naturalmente alta. — Não tenho camisinhas ou lubrificante aqui, não sei se é essa sua intenção, mas vai ser bem incômodo para você, Naruto. — comentei, olhando-o.

— Com você… Sempre. — respondeu simplesmente, dando de ombros, tentando conter o sorriso sapeca.

— Independente de sexo ou amor, você sabe que é muito barulhento, não sabe? — continuei falando baixo e de forma calma. — Chiyo dorme uma porta de distância e não adianta me dizer que vai se controlar, porque você sabe que não consegue. — apontei para meu braço, o qual era marcado por uma árvore com poucas folhas e flores.

Na parte superior da pele havia uma marca bizarra de mordida. Ele me mordera durante um momento especial, por assim dizer, no meu aniversário. Fora a primeira vez e eu só permitira porque eu gostaria da mordida, além de todo o constrangimento que ele passara para me dar um bom presente. Ele me mordera para abafar um grito, pois estávamos num local público e “inadequado” para o que fazíamos.

Cruzei meus braços de novo e o encarei, arqueando uma sobrancelha, vendo-o corar e morder o polegar, provavelmente lembrando do momento em questão que gerara a mordida.

— Você pode me amordaçar… — resmungou baixinho.

Respire fundo e sorri.

— Do meu jeito? — perguntei, mais sugerindo do que consultando sua opinião.

Naruto assentiu.

— Tudo o que você quiser. — sorriu de volta.

— Vai tirando a roupa. — eu disse, sorrindo para seu olhar de satisfação. — Sabe como ficar, não é? — vi-o parar de a retirar sua blusa.

Ele sorriu e assentiu, saindo da cama e indo para o meio do quarto, para se despir.

Fui até a porta do meu quarto e tranquei-a. Depois fui até um quadro grande ao lado do closet e tirei-o, havia uma parede falsa ali. Dei duas batidas e a portinhola se abriu, revelando meus velhos apetrechos de diversão, os primeiros que eu improvisara na época que eu namorava com Karin e começava a tomar gosto pelo BDSM. Dois cintos, um preto e um marrom, um chicote feito de couro curtido com nós nas pontas, uma corda feita de palha de bambu trançada, uma gravata velha, roubada, de meu pai, e para completar o kit, um chicote de equitação.

Eu encarei Naruto e cruzei os braços.

— Escolhe o brinquedo, little bitch. — sussurrei, provocante, alargando o meu sorriso sacana. — São poucas opções, mas acho que dá para brincarmos. — Agora já era, eu vou foder Naruto e que se exploda o mundo.

— Esse, Sr. Uchiha. — ele pegou o chicote equitação e pôs em minha mão.

— Boa escolha. Para a cama. — segurei sua nuca e lhe dei um beijo desejoso, como se eu dissesse o que o aguarda se ele continuar assim.

Naruto foi, lambendo os lábios depois do beijo e se ajoelhou de frente a ela, ansioso e fazendo de tudo para não me olhar por cima do ombro.

Peguei a gravata de meu pai e amordacei-o. Não tenho lubrificante aqui em cima e eu sei que Naruto não vai se arriscar a buscar um, se tiver trazido. Puxei-o pelos cabelos até a cama, deixando-o ali, as mãos e a cabeça no colchão, as pernas bem afastadas e o traseiro empinado.

— Me mostra com os dedos das mãos quantas chicotadas você acha que merece. — ele me olhava por cima dos ombros, ansioso, principalmente depois que tirei a minha camisa. Naruto ergueu um mão completa. Sorri de lado. — Quantas vezes eu bati as minhas costas nessa viagem por sua causa, Naruto? — comecei a passear a ponta do chicote pela linha da sua coluna.

Ele jogou a cabeça para trás e empinou mais a bunda.

Mostrou-me dois dedos.

— Muito bem… Dois vezes cinco são dez. Dez chicotadas. Onde, little bitch? Aponte. — eu subia e descia devagar por suas costas, ele se arrepiava completamente.

Naruto encostou a cabeça no colchão e apalpou a própria bunda. Sorri de lado. Segurei suas mãos com a minha mão livre, montei em suas costas sem impor tanto peso e dei a primeira lapiada em sua bunda, como se ele realmente fosse o cavalo e eu, o cavaleiro. Ele jogou a cabeça para trás na segunda e estremeceu. Dei mais quatro com força, duas de um lado e duas do outro, e Naruto gritou abafadamente, graças a gravata. Mordisquei e chupei sua nuca, fazendo-o gemer e se remexer em baixo de mim, então outra, bem no meio da bunda.

Ri baixo da cara luxuriosa pedindo por meus lábios que Naruto exibia sempre que recostava seu rosto em meus ombros. Continuei chupando seu pescoço, dando mais duas lapiadas. Naruto se contorceu embaixo de mim, se esfregando em mim, clamando pelo meu corpo. Levantei-me, soltando seus braços e fui para trás dele.

— A última. — suas nádegas ganharam um tom lindo de vermelho claro e pareciam ainda maiores do meu ponto de vista. Eu vi o quanto ele estava ansioso, desejoso. A última eu dei entre suas nádegas, em cima de sua entrada, a ponta flexível acertando os seus testículos. Seu pau já ereto gritava por atenção.

Naruto gritou e se debateu. Fitou-me e eu sorri de lado.

— Já disse que não tem lubrificante, little bitch. — toquei seu queixo com a ponta do chicote. — Você me quer dentro de si? Bem devagar e fundo? — bati em sua mão quando Naruto tentou tirar a mordaça. — Hein, Naruto, me quer dentro de si? Bem lá dentro?

Assentiu veementemente, seus olhos lacrimejantes chamando por mim. Fui para a poltrona do meu quarto, me sentei e fitei-o.

— Se alargue. Eu espero. — ele arregalou os olhos. — Vamos, mete os dedos aê.

Ele afundou o rosto no colchão e empinou mais o bumbum. Com os dedos de uma mão rodeou sua entrada e forçou um para dentro, suas pernas tremerem e ele se esforçou para não deixar o corpo desabar na cama. Respirando fundo, começou um vai e vem lento, soltando resmungos doloridos, abafados pela gravata e pelo colchão. Logo em seguida colocou mais um dedo e gritou abafadamente, se contorcendo e arfando. Continuou os movimentos por um tempo, até que colocou o terceiro dedo. Suas pernas tremeram violentamente e ele gemeu dolorido, lágrimas desceram pelas suas bochechas enquanto ele tentava puxar o ar pelo nariz com força.

Fui até Naruto, ajoelhei-me atrás dele, empurrando seus dedos para dentro de si com a minha barriga, enquanto sua mão livre se entrelaçou apressadamente na minha. Apossei-me de seu pescoço, massageando seu pau para diminuir a dor. Ele rebolava enquanto se penetrava. Dei um tapa em sua nádega e a apertei, ele gemeu alto, num grito choroso e parou de se mover.

Tirei a mordaça de sua boca, colocando-a embaixo da cama. Naruto babava, sua saliva se misturando com suas lágrimas. Eu fui tirando cada um de seus dedos e os chupando, me deliciando com seu sabor, sem parar de fitá-lo.

— Adivinha, Naruto. — murmurei, beijando suas costas suadas e coradas, ainda masturbando-o lentamente, sua bunda se empinando mais para mim.

— Não faço a menor ideia, Sr. Uchiha. — sua voz saiu entrecortada, embargada.

Soltei seu pênis encharcado de pré-gozo. Desabotoei minha bermuda e libertei meu membro, roçando a glande em sua entrada pulsante. Ele estremeceu dos pés a cabeça.

— Estou sem camisinha, little bitch. — mordisquei sua orelha. Comecei a empurrar dentro dele, Naruto automaticamente tapou a boca com as duas mãos.

Em outros carnavais, eu não deixaria que ele me impedisse de ouvir seus gritos, mas hoje é uma exceção. Fui empurrando, entrando devagar, assistindo seu sofrimento, até que nossas pélvis se encontraram. Arfei demoradamente, sentindo meu pau ser estrangulado pelo interior quente e apertado de Naruto, que não sabia o que fazer.

Droga, agora eu vou pensar seriamente se quero usar camisinha da próxima vez que eu transar com ele, porque o contato direto, deuses, é indescritível. Naruto é imoralmente quente, molhado e macio. É oficial: camisinha com Naruto, nunca mais.

Eu me curvei para frente e beijei sua nuca. Deixei que ele se acostumasse. Naruto não parava de gemer, mesmo que eu não me movesse.

— Quer de quatro? — perguntei, massageando seus mamilos durinhos. — Ou de outro jeito?

Naruto respirou fundo e virou o rosto para responder, me encarando por cima dos ombros.

— Não, Sr. Uchiha, de quatro mesmo.

Fitei-o um pouco sério. Suas pernas estavam bambas, seus braços tremiam e ele estava completamente suado. Suas entranhas pulsavam ao meu redor e ele respirava com um pouco de dificuldade. Tudo isso é dor? Franzi o cenho. Saí de dentro dele completamente, arrumei parcialmente minha bermuda e me levantei, fui até o meu finado closet, metendo-me lá dentro, desaparecendo das vistas de Naruto.

— Saaasuke! — Naruto me chamou, indignado.

— Que foi? — perguntei, vasculhando as velhas roupas de minha infância e parte da minha adolescência. Meu, quantas milhões de coisas velhas eu tenho aqui? Porra, ainda bem que eu saí dessa casa, porque eu infartaria com uma zona dessa.

— O que foi digo eu! O que diabos você ‘tá fazendo? — ele falava alto o suficiente para se fazer ouvir.

Parei de mexer quando achei o que eu procurava. Voltei para o quarto e me ajoelhei atrás de Naruto, empurrei-o para cima da cama até que a quina se encontrasse com suas coxas, abri o potinho que eu achara, melei meus dedos ali e passei em sua entrada avermelhada. Empurrei dois dedos devagar, acariciando o seu interior, praticamente untando-o. Dei uma tapa de um lado e sorri com seu estremecimento violento.

— O que você está aprontando aí atrás? — perguntou, desconfiado, olhando por cima dos ombros.

— Cala a boca, que você está gostando. — falei, indiferente. Terminei de prepará-lo e o fitei. Naruto estremeceu de novo e ficou sacudindo a bunda para lá e para cá.

Passei um pouco nas mãos e as esfreguei rapidamente, para então passar o tal gel em toda a extensão das suas nádegas, onde eu batera. Naruto curvou as costas, aproveitei isso e passei um pouco em seus mamilos, para então aplicar em seu pênis. Ele, me fazendo gargalhar alto, gozou no chão, arreando o corpo de vez, sem forças. Nem eu sabia do poder desse troço aqui, ainda bem que não joguei fora.

— O que foi isso? — perguntou, encantado, arfando.

— Uma velha receita minha… — beijei seus ombros. — Como eu não tinha lubrificante ou vasilina na época, eu tive que dar meu jeito. — ri baixo em seu ouvido. — Parece que ainda funciona.

— Eu gostei, Sr. Uchiha. — respondeu, manhoso.

Fui empinando seu traseiro, afagando seu pau que aos poucos foi insinuando que estava pronto para a próxima rodada. Ele começou a se esfregar em mim, enquanto nos beijávamos.

Devagar eu tornei a entrar, sentindo aquele frescor delicioso somado a pressão de seu corpo. Movi-me rápido. Infelizmente, eu não poderia demorar mais, não porque eu estava em meu limite, mas porque com certeza Chiyo ouviu a minhas gargalhadas e, segundo suas regras, “namorados” não podem ficar no mesmo quarto.

Penetrava-o enquanto masturbava-o e, para completar a loucura, nos beijávamos para que minha babá não ouvisse os gemidos altos de Naruto. Depois de quase cinco minutos desse jeito, o orgasmo. Nunca imaginei que fosse tão incrível encher Naruto com o meu esperma. Tive que usar a minha mão para que ele não sujasse mais o chão ou os lençóis de cama. Eu só saí de dentro dele quando achei que não havia mais nada para expelir.

— Sasuke... — sussurrou. — Acho que a qualquer minuto sua babá vai entrar por aquela porta, com a bengala pronta para nos espancar. — me encarou sério e depois caiu na gargalhada.

— Ela não vai bater em você, seu imbecil. — coloquei-o sentado sobre a minha camisa, de costas para mim, entre minhas pernas e tateei sua entrada. — Chiyo não bate em visitas. Fica quieto que eu tenho que te limpar. — empurrei dois dedos e forcei o líquido a sair.

Naruto recostou-se em mim, mordendo o lábio e “farejando” o meu pescoço. Oh merda, estou me arrepiando. Seus lábios criaram uma linha de saliva, por causa dos gemidos abafados, e calor, ao redor do meu pescoço e da minha nuca. Respirei fundo.

— Para com isso. — falei, exercendo o meu auto controle.

— Não tenho culpa se você é muito gostoso! — deu uma risadinha.

Sacudi meu rosto e encarei-o, seriamente.

— Pare com isso, Naruto. — falei lentamente e muito autoritário. — Não ouse ultrapassar os limites. — levantei-me e depois que ele se colocou de pé, eu levei minha camisa para o banheiro.

— Desculpe. — suspirou. — Só estava brincando.

Comecei a lavar a minha camisa.

— Consegue ir para o quarto ou está com muita dor? — perguntei de lá do banheiro.

— Estou bem, Sasuke. — bufou. — Até parece que nunca fizemos isso antes.

Terminei de lavar a minha camisa e fitei-o. Geralmente meus submissos se sentem bem cansados depois do ato, além de sentirem dor onde eu tenha batido, afinal eu sou um homem dotado de força. Isso é estranho, muito estranho. Fiquei olhando-o vestir sua cueca e vi as marcas gritantes em suas pernas. Tem algo errado, muito errado.

— Tem certeza? — indaguei, apoiando-me na soleira do banheiro, vendo-o colocar o resto das roupas. Eu o vi sentir dor, eu reconheci suas reações de claras dores, mas ele está bem. E isso é estranho.

— Tenho. — encarou-me, com as sobrancelhas franzidas. — Por que?

— Por nada. Se você diz que está bem, eu tenho que acreditar. — estreitou meu olhar ao vê-lo endireitar sua postura, já vestido.

— E por que eu iria mentir? — continuou a me fitar, ainda confuso.

— Não disse isso. Só perguntei se tinha certeza, nada mais do que isso. — caminhei para dentro do closet e busquei outra camisa para mim, uma de botões, uma das poucas que me cabiam. — Esqueça, não é nada.

— Tudo bem. — ele veio até a mim e me deu um selinho. — Acho melhor voltar para o quarto, antes que sua babá nos encontre. — sorriu e voltou a me beijar. — Boa noite, amor.

Abracei-o antes de deixá-lo ir, beijei-o lentamente, afinal eu adoro beijar essa boca, afaguei suas costas e senti seus dedos afundarem em meus cabelos, acariciando-me enquanto nos beijávamos com vontade. Fitei-o e sorri de lado, lhe dando mais um selinho e um beijo em seu pescoço.

— Boa noite, Naruto. — encostei minha testa na sua. — Não se preocupe, amanhã ainda estarei contigo e velarei seu sono.

Ele voltou para seu quarto.

Não fui dormir. Passei o resto da noite conversando com a minha mãe, ouvindo seus conselhos e contando a ela sobre o que acontecera desde a última vez que eu estivera aqui. Ela me perguntava muito sobre o meu relacionamento com Naruto e como eu me sentia em relação a tudo isso. Com minha mãe eu podia ser sincero, eu não precisava mentir ou me esconder por baixo da casca que eu criara para conviver com as pessoas. Com mamãe, eu podia ser eu.

Disse-lhe a verdade e mais conselhos gentis eu ouvi. Quando dei por mim, o dia já brilhantava o mundo e Naruto fazia barulho ao ser acordado pelas bengaladas de Chiyo. Eu só ria enquanto fumava calmamente na varanda da sala, depois de tomar um pouco de chá. Ouvi-o correr pela casa toda e só parar quando me viu sentado no chão de madeira envernizada.

Fitei-o e seu rosto corou. Sorri de lado e fiz um gesto para que se aproximasse. Ele veio, abraçando o meu torso, respirou fundo e se encolheu que nem um gatinho. Esse moleque manhoso, quase me ganha com esse comportamento fofo.

— Por que é que você sempre quer me abraçar? — perguntei, fazendo-lhe cafuné enquanto liberava a fumaça lentamente, eu olhava para as nuvens brancas escorregando pelo céu.

— Porque é engraçado ver sua expressão ficar menos rabugenta! — ele colocou os lábios para dentro da boca, tentando não sorrir.

Suspirei e sorri de lado.

— Não sou rabugento. Você que é moleque demais para conviver comigo. — belisquei suas costas. Acabei rindo. Realmente eu não sou ranzinza, não fico com raiva do mundo porque quero ter raiva, a verdade é que me irrito porque não concordo com certas coisas e por ser controlador demais, acabo fazendo tudo por minha conta. A verdade é que ser intimidador é bem mais fácil, quero dizer, é natural para mim.

— Sempre achei que era porque você gostava de colo. — argumentei, colocando o cigarro na boca. — Mas acho que não seja isso, senão você não teria procurado Shino, teria procurado por alguém que te desse colo. — abri os meus olhos, me tocando do que eu dissera.

Caramba, o que foi isso? Ciúme? Uchiha Sasuke com ciúme? Não… Recordei-me de Yahiko e o mesmo arrepio de raiva que eu sentira ao dizer o nome do ex de Naruto me ocorreu. Revirei meus olhos e me soltei de Naruto, indo para o jardim, ainda descalço, deixando-o com cara de espanto e indignação. Esfreguei meus cabelos.

— Ei! O que eu fiz dessa vez? — ele falou alto. — Juro que não fiz nenhuma “narutice”!!!

Será mesmo? Mas será que é mesmo? Parei de frente a uma árvore. Naquela tarde, quando eu o convidara para visitar esse lugar eu realmente fora para pegar o caderno, mas depois de vê-lo, depois de imaginar que iria acabar… Eu voltei e deu no que deu. Será que? Arranhei a madeira da árvore, sem sentir e arfei pesadamente.

Ouvi Naruto se aproximar. Não, eu não posso. Não posso me permitir, por favor, mãe, não deixa. Eu sou… Sou…

— Naruto. — perguntei sem me virar. — Eu te machuco muito?

Eu tenho que confirmar algo antes de decidir. Essa é a verdade: eu sempre estou me preocupando com ele, se Naruto está sofrendo ou não, se está feliz, tive duas crises de ciúmes e me martirizo se acabo fazendo ele chorar. Arfei. É o fim da linha para Uchiha Sasuke.

— O que?! — falou, espantado. — E por que você me machucaria?

Por vários motivos, Naruto, eu pensei e um deles é o fato de eu gostar de fazer os outros sofrerem.

— Eu estou te perguntando se eu te faço sofrer, Naruto. — falei, me virando para ele. — Se eu te machuco quando transamos.

Suspirei. Será que eu vou mudar? Vou deixar de ser quem eu sou por causa dele? Mas tenho notado “coisas” que me fazem titubear. Mínimos detalhes que me colocam com o pé atrás.

— Por Kami, Sasuke. Você acha que sou o que? Uma garotinha? — revirou os olhos. — Já entendi até onde posso ir. Você acha que eu ficaria calado se soubesse que não aguento?

— Diria mesmo? — arqueei uma sobrancelha. — Você realmente diria? — eu tinha que ouvir.

— Mas é claro que eu diria, seu idiota! — bufou.

— Por que não disse ontem? — perguntei sério. — E ainda agiu como se não sentisse nada! Sabe que o que fazemos é consensual, não obrigado, você não é obrigado a sofrer. Por que me omitiu a sua dor?

— Por favor, diga que não estamos tendo essa conversa. — ele encarou o chão, envergonhado.

Revirei meus olhos.

— Naruto, somos adultos. — escorei-me na árvore e cruzei os braços. — Por que não podemos ter esse tipo de conversa? Eu tenho que saber se você não está omitindo certas coisas de mim por causa dos seus sentimentos! Isso não seria justo nem para você e nem para mim… — dei um passo para perto dele, observando-o, tentando entender.

Ele esfregou o rosto com as mãos e me encarou, corado.

— Eu gosto, ok?! — falou nervosamente. — Agora se me der licença, eu vou ali me matar um pouquinho! — e me deu as costas, sem mais nem menos, se afastando apressadamente

Franzi o cenho, fechando a cara. Estreitei meu olhar e vi Chiyo se aproximar. Ok, Uzumaki Naruto, agora sim você fez algo para me irritar. Ninguém, absolutamente ninguém me dá as costas no meio de uma conversa.

— Naruto! — falei lentamente e alto. Chiyo estremeceu e voltou para dentro da casa. — Não está me dando as costas, está? — vou dar uma chance dele escapar das minhas correntes e do ferro do teto do meu quarto.

Ele virou novamente e me olhou confuso.

— Não vai me dizer que você não havia percebido! — arqueou a sobrancelha. — É meio óbvio, não?

Baixei meu olhar. Não havia o que dizer, não havia palavras para dizer a imensidão da felicidade que se apossara do meu peito e se alastrava por todo o meu corpo, mas acabei desistindo dessa felicidade ao me lembrar de tantos que me disseram isso. Sacudi meu rosto e suspirei. Não posso comparar Naruto. Naruto é incomparável. Ele já deu provas de seu amor, mas isso não o impediria de esconder as coisas de mim só para não me preocupar. Isso quer dizer que ele estaria me enganando agora? Me escondendo esses detalhes importantes, logo quando chego a conclusão de… Deuses.

— Não, Naruto, eu não percebi. — falei com sinceridade. — Nunca imaginei que gostasse de apanhar e de sofrer nas minhas mãos. Uma coisa é gostar de mim, enquanto pessoa, outra coisa é gostar do que eu faço. Eu não sabia que era masoquista. — falei de vez.

Alguém com vergonha não pode ficar do meu lado, não serve para mim, essa que é a verdade, do contrário, eu acabarei arrumando alguém no futuro. Por mais que eu goste de Naruto, se ele não se sente confortável de falar essas coisas comigo, então eu não sei se dará certo…

— Agora que sabe, pode parar com essa esquisitice? — suspirou.

— Como é? — indaguei, sentindo um velho tremor se apossar de meu corpo. Um tremor que eu não sentia desde a minha infância.

— Sasuke, desde ontem você está esquisito. — confessou, sorrindo. — Está mais preocupado que o normal.

Esquisito? Esquisitice? Assenti e fui para dentro de casa, sem dizer mais nada.

Depois dessa estranha conversa, para ele é claro, não nos falamos pelo resto do dia. Esquisitice. Então é isso. Liguei para Juugo e no dia seguinte já retornávamos a Konoha, encurtando, assim, nossa estada. Esquisitice. Passei a viagem — as duas, a de helicóptero e a de avião — sem lhe olhar ou falar com Naruto. Havia um nó em meu peito que eu precisava resolver no silêncio e na escuridão da minha alma. Esquisitice. Fazia tempos que uma palavra não martelava tanto em minha mente como aquelas.

Fora o caso de “Doentio”, de “Nojento”, de “Repulsivo”, de “Circular”, de “Profundo”, de “Verdadeiro”, agora “Esquisitice”. Descemos no aeroporto e Naruto foi recebido por Shisui e Maiko, eu passei direto, com as mãos nos bolsos, perdidos em meus pensamentos, caminhei até onde eu percebi que caminhara. Esquisitice. Fui para casa de táxi. Mandei Juugo levar Maiko, Shisui e Naruto para onde eles quisessem ir. Eu sinto que Naruto percebeu o meu estado, mas dissimulou em respeito a Maiko, pois Shisui também notara.

Ele me ligou e me mandou mensagens. Eu só respondia “Estou bem” ou “Não se preocupe”. Mãe me dissera que eu passaria por essa situação se eu continuasse com isso, ela me avisou que eu viveria tudo de novo e se Naruto não estivesse disposto a me aceitar, eu sofreria de novo. Tentei engolir, mas o nó não deixou. Nem mesmo a companhia de minha filha me fez parar de pensar nessa maldita palavra. Esquisitice. Passei dois dias com a mente orbitando, meu corpo agindo no automático, sem sentir nada ao meu redor. Eu nem sentia os beijos de Naruto ou ouvia a sua voz, apesar de reagir como o de costume quando estamos juntos. O mundo parecia estranho.

Parecia esquisito. Esquisitice. Eu sou… Esquisito. Naruto acha que conversar comigo sobre “nós” é uma esquisitice. Então eu sou esquisito por querer ter esse tipo de diálogo com ele. Essa palavra, aliás, essa opinião só está me torturando porque é o fim da linha para mim, Naruto já não é, para mim, o que ele era antes. Naruto me acha esquisito e, depois de tantos anos, estou levando em consideração a opinião de uma pessoa de fora. Isso só mostra o quanto é o fim para mim, mas, se ele me acha esquisito, por que gosta de mim? Por que fez aquelas declarações e me fez… Pensar diferente ao seu respeito? De todas as pessoas do mundo, logo ele tinha que me achar esquisito, logo ele? Só por ser quem eu sou?

Um dia fui deixar Maiko no estúdio de Shisui. Sua ideia era lançar moda infantil para “crianças poderosas”. Maiko seria a modelo. Naruto estava lá, trabalhando no livro da nova coleção, bem concentrado, mordendo um dos lápis de sua mesa. Maiko correu e Naruto a acolheu em seu colo, os dois trocaram palavras e pareceram tão bem juntos.

Ele seria um ótimo pai para ela, eu tenho certeza. Naruto percebeu meu olhar e sorriu, daquele jeito radiante que só ele pode fazer. Suspirei e sorri minimamente. Seus lábios se moveram lentamente, por trás da cabeça de Maiko: Eu te amo. Foi o que ele disse.

Encostei-me na porta e suspirei mais uma vez. É o fim da linha para Uchiha Sasuke.

Movi meus lábios em resposta, dizendo uma frase, quando Naruto baixou o olhar. Se ele viu eu não sei, pois saí de lá, pesaroso, aquele nó apertando ainda mais o meu peito. Senti que as sombras ao meu redor estavam densas, tão densas, que o céu chorou e gritou.

Notas finais
DiAngelo: Alguém se ligou nesse final?! Entenderam a zuera? É ISSO MESMO Q VCS TÃO PENSANDO! MUAHAHAHAHAHAHA Gente, eu num to acreditando. Ele se deu conta! Definitivamente, nunca mais me levanto desse chão! Nonna, chama Itachi! Chama o samu! Chama qualquer um! :''''''') To tão emocionada q num sei nem o dizer pra vcs! Me digam vcs, como q cs tão depois dessa? COMENTEM, PLMDDS! Até :* Nonna: Eu disse que ia rolar mudanças, até para Uchiha Fucking El Diablo Sasuke chega o fim da linha. Será que agora vai, negada? Será que se nois fizermos uma corrente de pedido pra Santo Antonio, vai pra frente? Negada, falando sério agora, e esse Sasuke? '-' que que será que tá rolando com ele? Temos que esperar ate o fim de semana. Comentem, favoritem, façam zuada, recomendem, se divirtam na page e façam zuada lá tbm! Té o fds negada o/