Cores do Meu Coração
44 Dobe 17.2 - Brinquedo do diabo
Por que, Kami-sama, por que eu ainda fico assim quando estou sozinho entre quatro paredes com Sasuke? Por que eu me sinto sempre ansioso demais, preocupado demais, nervoso demais, agoniado demais?! Argh, eu vou bater minha cabeça numa parede qualquer dia desses.
— Ótimo. Só tem um problema, Naruto. — ele falou, apalpando entre minhas pernas, num leve aperto. Eu me contorci em sua mão.
— Qual? — perguntei, levemente preocupado. Será que fiz algo errado?
Sasuke tornou a rir baixo.
— Tem algo no meu caminho, não acha? — ele falou, provocante, me soltando depois de me afagar, esfregando o tecido da minha cueca. — Coisas desnecessárias para o momento? — sussurrou.
— Não seja por isso! — respondi, me ajoelhando na cama e tirando a peça de roupa, enquanto isso, o diabo começou a chupar tranquilamente o dildo, me assombrando ao erguer a cabeça um pouco e quase engolir todas as bolinhas.
Ver uma a uma, saindo de sua boca, me fez parar. Ele lambeu as da ponta, como se fossem uvas, me olhando de lado, esperando que eu ficasse completamente nu e pronto para o segundo passo. Detalhe: tudo isso e ainda se masturbando daquela maldita forma sensual. Fiquei de joelhos, sustentando meu corpo trêmulo nos braços, assistindo Sasuke lamber e chupar pecaminosamente cada bolinha que eu sei que daqui a pouco vão estar dentro de mim.
Quando eu percebi o sorriso de lado de Sasuke, um sorriso brincalhão, meio sarcástico, eu estava me tocando apressadamente, senti os espasmos pelo meu corpo me fazerem gemer e estremecer, mordendo meus lábios. Droga, eu não sei se amo ou se odeio quando ele faz isso comigo, me faz querê-lo mais do que eu posso suportar. E de novo admito: ele tem razão quando me disse que nunca mais eu iria querer transar com outra pessoa na vida.
— Você está fazendo aquilo de novo… — choraminguei. — Não que eu me importe, mas dá para apressar um pouco as coisas? — fiz minha melhor cara de cachorro abandonado.
Ele suspirou, revirando os olhos, com uma cara risonha de “aí que saco”.
— Deita de barriga para cima. — ele falou, colocando-se de joelhos e ajustando seu pau dentro da cueca, e depois apontando para o meio da cama.
Me arrastei até onde Sasuke apontou e me deitei como foi solicitado, sentindo meu coração bater como se não houvesse amanhã. Mesmo sem acontecer nada eu já estava assim, imagina quando ele fizesse algo? Isso sempre acontece quando ele me apresenta alguma novidade, coisa que acontece com muita frequência, dado o “estilo de vida” dele.
Sasuke aproximou-se de mim, ainda sorrindo e me deu o dildo, ajoelhou-se ao meu lado começando a acariciar o meu peito, girando os meus mamilos com os polegares devagar, enquanto me beijava com carinho. Ele foi descendo, beijando “em pares” o meu corpo, ora de um lado e ora de outro, me fazendo arrepiar e estremecer, lambeu em círculos o meu umbigo enquanto sua mão subia e descia em meu pênis.
— Você é muito gostoso, Naruto. — senti minha barriga ser chupada e ele me fitou, depois de lamber o meu umbigo, se aproximando da minha virilha. Ele parou e sorriu de lado.
Suas mãos começaram a me tocar, as pontas dos dedos deslizavam pelas laterais do meu corpo, subiam e desciam. Ao chegarem as minhas coxas, eu fui apertado ali, escorregando para perto das minhas nádegas, me fazendo ofegar e gemer baixinho. Suas mãos fizeram o caminho de volta por dentro das minhas coxas, aplicando pressão, passou por minha virilha até meus quadris. Ouvi-o sugar o ar por entre os dentes e senti uma lambida começando um pouco perto do meu membro até acima do umbigo.
— Sua pele é uma obra-prima, Naruto… — sussurrou, entre beijos em meu ventre e apertos eróticos perto da minha bunda. Uma massagem erótica? Ganhei uma massagem erótica? — Macia, cheirosa, com uma tonalidade exótica e muito linda. — seus beijos desceram para o encontro da minha perna com a minha genitália e suas mãos foram para a minha cintura. — Você é um homem lindo, Naruto, um homem lindo. — repetiu. — Sua masculinidade é soberba e extasiante. — mais beijos e apertos suaves nas minhas coxas. — Um homem e tanto.
Tenho certeza que depois disso fiquei mais quente. Por mais que eu esteja acostumado a elogios, dada a minha profissão, mas é sempre diferente quando é Sasuke que o faz, porque eu sempre acabo ficando envergonhado.
— Hum… Quem bom que você gosta. — resmunguei, sem graça. — Afinal, é tudo seu mesmo. — Kami, porque meu rosto está tão quente?
Sasuke parou e ficou de quatro sobre mim. Seus olhos encontraram os meus e sorriram para mim, apesar de eu ainda não saber como é possível olhos sorrirem. Ele se curvou mais um pouco e me beijou com gosto, lentamente, me abraçando de forma carinhosa e recostando seu corpo no meu.
— Realmente… É meu, sempre foi meu. — ele sussurrou no meu ouvido e começou a rebolar devagar contra a minha virilha. Gemi alto. — Sabia que você era prometido para mim antes mesmo de nós conhecermos? Sua mãe já tinha te dado para mim. — ele beijou o meu pescoço enquanto afagava os meus cabelos.
Hein? Do que ele está falando agora? Certo, sei que Sasuke era amigo de meus pais, mas me “dar” para ele? A não ser…
Ri, devido a possibilidade ridiculamente irônica.
— Era você, não era? — puxei delicadamente seu rosto para o meu, para que eu pudesse vê-lo melhor. — Pelinegro.
Ele piscou um olho para mim e cruzou as minhas pernas ao redor da sua cintura, para começar a investir, num fricção deliciosa, minha ereção contra a sua. Agarrei-me nele e arranhei suas costas, gemendo e chamando seu nome quase de forma inaudível. Sasuke arfou gravemente no meu ouvido, enquanto acariciava o meu rosto com o seu e eu o ouvi sussurrar meu nome durante um beijo em minha orelha. Era como se nós já estivéssemos no ato propriamente dito, dado o calor e o desejo dos corpos estarem mais perto, mais unidos. Ele apoiou o peso nos braços, mas ainda de cabeça baixa e aplicou um pouco mais de força no estímulo. Sasuke sabe mimar um homem, oh se sabe! Deu-me um selinho e sorriu de modo sagaz.
— Pelinegro, cabelo preto, meio óbvio, não? — ele lambeu o meu pescoço e arfou. — Dona Kushina fez um merchan tão bom de você que Shisui passou seis meses brigado comigo porque eu te queria e você só tinha quinze anos e era o Pimpolho Alaranjado de Dona Kushina, mas mesmo assim, depois de ela ter te dado para mim... — ele me fitou. — Eu te queria exatamente como te quero agora. — ele investiu com mais força e eu senti sua ereção se chocando contra a minha bunda.
— Sasuke… — choraminguei. — Você deveria ter ido me buscar… Tenho certeza que no fim das contas eu não ia me opor. — passei a mão por seu ombro e desci por seu peitoral, com o desejo de lamber sua pele renovado.
Ele riu tenebrosamente e parou de investir só para que eu pudesse aproveitar o seu corpo.
— Eu fui… Várias vezes… — ele afagou meu cabelo e suspirou, satisfeito. — Mas você já estava debaixo da asa de Shisui e ele sumiu no mundo com o meu Uzumaki prometido, para fazer carreira. — nos fitamos. — Sempre me perguntei se você era mais parecido com sua mãe ou com seu pai. — ele beijou-me gulosamente. — E rezava os deuses para que usted fuese como tu madre: caliente e intenso.¹– sussurrou, combinando o sotaque com um gemido másculo em correspondência aos meus carinhos. — Mi pequeña perra.²
Meu corpo estremeceu violentamente enquanto um alto gemido escapava de meus lábios. Abracei-o com força, ele me agarrou, aproximando ainda mais nossos corpos, mas ainda deitados, e o beijei de forma desesperada. Deuses, como é que uma pessoa só pode ser tão absurdamente… Não tenho mais palavras para exprimir o que eu sinto ao ser tratado assim. Sasuke é surreal!
— Seu pai que não me queria como genro… Principalmente eu sendo eu. — meu pescoço foi lentamente saboreado, se posso dizer dessa forma. — Ele dizia que eu não servia para você… — nos fitamos e meus lábios foram chupados. Sasuke recomeçara a fricção. — Seu Minato dizia que eu iria arrancar as asas do seu anjo. — mais um beijo e o rebolado ficou lento, como se quisesse apenas acariciar meu corpo. — Foi ele que disse que eu era o diabo… Mas com muito humor e razão. — sorriu.
Seu rosto começou a descer pelo meu corpo, chupando a minha pele, seus dedos apertando as minhas pernas, afagando a minha bunda, praticamente me fazendo arquear meus quadris. Ele distribuiu beijos ao redor do meu pau, que era acariciado apenas na ponta agora. Eu não sabia como focar em duas coisas ao mesmo tempo: essa nova descoberta da relação de Sasuke com meus pais ou a forma que ele tocava meu corpo, que me fazia morder meu lábio, numa tentativa de conter meus gemidos. Sua boca estava me levando as estrelas. Seus cabelos roçando a minha pele, enquanto sua outra mão arranhava de leve a minha barriga. Eu só conseguia arfar com todo esse “tratamento cinco estrelas”.
— Você já gostava de mim, sem me conhecer, ou fizeram um merchan negativo para mim? — falou, ao me retirar de sua boca e me masturbar lentamente.
Respirei fundo e tentei focar o suficiente para conseguir responder.
— Mamãe… — ofeguei. — Dizia que você era galanteador e sedutor… Um verdadeiro conquistador, mas que tinha um coração bom. — sorri, porque isso era verdade.
Ele parou para que eu pudesse respirar e não gozasse antes da hora. Ficou me olhando, aumentando gradualmente o seu sorriso e relaxou a postura por um instante.
— Eu tinha que conquistar a sogra, certo? — ele riu baixo. — Já que você era um prêmio alto no mercado. — piscou um olho para mim. — O dildo. — pediu com a voz rouca.
Eu entendi que era um pedido pelo seu tom de voz gentil. Entreguei-o e só naquele momento vi os nós dos meus dedos esbranquiçados de tanto que eu apertara. Sasuke lambeu a primeira bola do objeto e posicionou melhor as minhas pernas, afagando minha entrada com os dedos. Arfei com seu sorriso sacana e seu olhar intenso que não parava de me contemplar.
— Adoro ver você se contorcer de prazer... — um dedo seu entrou devagar, imagino ser o polegar, por ser mais curto, e começou a girar, alargando devagar a minha entrada. Sorri e gemi baixinho, me deliciando com a sensação. — Sua entrega para mim só me deixa mais cheio de tesão e de vontade de te enlouquecer. — seu dedo começou a entrar e sair, enquanto sua outra mão afagava uma das minhas pernas.
— Hum… Sasuke... — seu olhar brilhou mais quando eu disse o seu nome num arfar. — Não precisa se esforçar tanto… Um beijo seu já é suficiente…
— Eu sei. — sorriu convencido. — Por isso evito te beijar em público. Até porque… — ele sugou o ar por entre os dentes, enfiando mais fundo o dedo. — Quando eu começo a te beijar… Nunca termina de forma “adequada”. — ele riu.
Por nenhum momento sequer Sasuke parou de me olhar, nem quando beijava o meu baixo ventre, nem sei se ele estava se lembrando de piscar, dada a sua concentração e a sua vontade de me assistir. Não que eu estivesse diferente, ele sempre consegue me prender com seus olhos.
Seu dedo deu lugar a primeira bolinha do dildo, que foi lentamente colocada. Uma após a outra, as primeiras bolinhas foram entrando, com todo o cuidado que Sasuke estava tendo comigo essa tarde.
— Mas quando eu me masturbo pensando em você…. — minha perna foi colocada em seu ombro e o dildo foi girado dentro de mim. Puta merda! Acho que Sasuke está tentando acabar comigo hoje. Como eu lido com essa nova informação agora? — Eu nunca deixo de te beijar enquanto meto bem devagar.. — e o dildo entrava devagar. — Do jeito que você gosta. Mas se tem uma coisa que me deixa mais louco do que a sua boca, Naruto… — ele aspirou fortemente a minha perna. — É o teu cheiro. — Sasuke lambeu safadamente o lábio. — Me deixa com água na boca.
— Por favor, Sasuke… — choraminguei. — Eu não vou aguentar desse jeito… — segurei a outra perna, de forma que eu pudesse me expor mais para ele, contrariando totalmente meu próprio pedido.
Ele negou com o rosto.
— Hoje você vai ser mimado, Sr. Uzumaki. — pegou minha outra perna e as uniu, embaixo de um único braço, enquanto a outra mão fazia o dildo se mexer. — Hoje é o seu dia de receber todas as minhas atenções. Todas. — sorriu de lado.
Não sei quantas bolinhas estavam dentro de mim, mas ele começou a puxar, para então empurrar, me penetrando lentamente. Sasuke curvou-se, soltando as minhas pernas, sem parar de me fitar e beijou a minha glande. Chupou de leve, para depois lamber com aquela língua inexplicavelmente longa e boa. Sasuke me engoliu de vez, fazendo algo com a garganta que eu não sei explicar o que é, mas que faz eu me contorcer e gemer alto, seus olhos cravados nos meus.
Ele esticou sua mão livre para mim e instintivamente eu entrelacei meus dedos nela. Era a primeira vez que Sasuke fazia isso comigo. Me dar a mão durante o sexo, e isso encheu meu peito com uma sensação engraçada, como se meu coração estivesse transbordando. Fechei os olhos, saboreando o momento e sorri. Ele lentamente tirou-me de dentro de sua garganta, mas não de dentro da sua boca, pois Sasuke começou a subir e descer, chupando-me, enquanto seu polegar afagava a parte da minha mão ao seu alcance. Senti o dildo ser girado dentro de mim enquanto entrava e saía um pouco mais rápido.
Sasuke me chupando com vontade, eu ser penetrado por algo novo e ainda estar com a mão entrelaçada à dele, durante um momento praticamente romântico, deve ser o melhor dia da minha vida. Senti um comichão no meu baixo ventre e me contorci com mais eficiência, apertando a mão de Sasuke com força, tentando me livrar de parte da tensão que aumentava em meu corpo.
Meu corpo estava em chamas, as fagulhas vindas da boca de Sasuke. O dildo entrava e saía mais rápido, mais bolinhas me penetrando com cuidado, fazendo-me retorcer com as minhas pernas quase em cima de suas costas largas.
Meus gemidos soavam mais frequentes e eu me obrigava a manter meus olhos abertos, olhando para os dele. Mais alguns estímulos e eu sabia que logo me entregaria. Sasuke sabia disso, estava escrito em seu olhar intenso. E foi exatamente o que aconteceu, senti a pressão aumentar com as succionadas dele e arqueei minhas costas ao mesmo tempo que encolhi os dedos dos meus pés. Nossos olhos se encontraram e então a escuridão profunda de seus olhos, atrás das sombras provocadas por sua franja longa, deram lugar ao fogo infernal do prazer, queimando a minha alma. Minha outra mão foi para seus cabelos, apertando-os enquanto um sorriso sagaz brotava em sua boca que me me sugava continuamente. Não tirei meus olhos um minuto do rosto de Sasuke enquanto gemia seu nome sofregamente e gozava em sua boca.
Alguns espasmos depois eu senti o dildo ser retirado completamente, com cuidado e o vi ser colocado ao meu lado, ao passo que Sasuke beijava carinhosamente o meu ventre, subindo, até que os nossos rostos se encontraram. Sua mão trouxe a minha até seus lábios e ele deixou um beijo gentil nos meus dedos.
Ele estava suado e eu podia ver as linhas por seu peito, escorrendo até sua barriga, molhando o elástico largo de sua boxer. Sua respiração estava mais profunda, mas não ofegante como a minha, seus olhos vermelhos me admiravam de tal forma que eu não conseguia parar de olhá-lo. Dessa vez, por alguma razão ainda misteriosa para mim, Sasuke não estava sendo intimidador.
Sasuke soltou a minha mão e foi sentar-se sobre os calcanhares, apoiando os punhos fechados nas próprias coxas, como um antigo guerreiro japonês.
— Delicioso como sempre, Naruto. — piscou um olho para mim. — Incrivelmente delicioso.
— O que você quer? — perguntei, enquanto engatinhava até ele. — Agora quero retribuir o prazer, Sasuke. — mordi o lábio. — Vai me deixar muito satisfeito.
Meu namorado ajeitou-se melhor na cama, esticando um pouco as pernas, e me chamando para o seu colo. Sorri. É óbvio que eu vou. Nos beijamos de forma carinhosa assim que eu o montei e ele deslizou os dedos pela minha cintura, me olhando de forma “gulosa”.
— Teu cu. — senti dois dedos seus entrarem e me alargarem devagar. — Vai me dar? — meu pescoço foi aspirado e beijado por meu namorado. Eu senti mais um dedo seu enquanto era demoradamente beijado na boca.
Eu já disse que adoro ser mimado pelo meu namorado? Eu adoro ser mimado por Sasuke.
Droga, como é que um homem só nasce uma vez na vida e nasce incrível desse jeito? Sasuke disse que eu sou lindo, e ele? É o que, Kami-sama? Maravilhoso, lindamente diabólico, sensual, sexy, perfeito? Não tenho palavras para descrevê-lo.
— É seu, Sasuke. — falei sobre seus lábios, assim que ele soltou os meus. — Todo seu.
Ele riu sadicamente em meu ouvido, antes de lamber o lóbulo.
— E como quer que eu te faça meu, Naruto? — Sasuke me fitava intensamente ao acelerar os movimentos em meu interior. Seus dedos massageavam o meu canal e me preparavam para o “ponto alto” dessa tarde.
— Desse mesmo jeito. — me empinei mais para ele. — Quero montar em você.
— E eu estou louco para te ver galopar, meu cowboy. — riu safadamente. Sua voz ficara dois tons mais graves e seus olhos cintilaram, rubros. — Pega camisinhas. — ele disse, com a voz mais rouca.
Sai do colo de Sasuke e fucei novamente a última gaveta do criado mudo, pegando algumas camisinhas e o tubo de lubrificante. Ele ficou “se preparando”, sem desviar um minuto que fosse os seus olhos de mim. Peguei tudo, deixando o mais perto dele possível e voltei para seu colo, quase babando para tê-lo dentro de mim. Principalmente por saber que temos isso em consonância: eu gosto de montá-lo e ele gosta que eu galope.
Sasuke pegou uma das camisinhas e rasgou o pacote, colocou-a em si e me puxou para um beijo, apertando meu lábio inferior entre os seus.
E, finalmente, eu o senti começar a entrar em mim, sua glande vencendo a minha resistência, ocupando o espaço em meu interior que lhe pertence. Quando sua glande estava completamente dentro de mim, Sasuke me fitou com seus olhos vermelhos. Eu estremeci só de sentir o peso desse olhar desejoso.
— Está suportável? — sua mão foi para meu pênis, me acariciando devagar, para diminuir a tensão em mim.
Por mais que eu sentisse um leve desconforto, nada parecia mais promissor agora do que ter ele todo dentro de mim. Não sei o que me deixava com mais tesão: seus olhos intensamente vermelhos me fitando, sua voz rouca acariciando meus ouvidos, sua mão afagando-me ou seu pau delicioso me penetrando. Porra, Sasuke, se está suportável? É claro que não! Você está tentando me matar de excitação!
Ele sorriu, parou de me tocar e veio me beijar enquanto apertava minha cintura, fazendo-me rebolar lentamente, sem descer.
— Eu sei o que quer… E não vou te negar… — seu corpo foi se mexendo, se ajustando na cama, se deitando, me deixando numa posição mais favorável para a “montaria”. — Só hoje, é teu. Aproveita. — piscou um olho, tomando minhas mãos e as espalhando em seu peitoral suado e rígido.
Me apoiei em seu peito e desci com força, arqueei minhas costas, jogando a cabeça para trás e gritando. Ele soltou um brado animalesco, cravando suas unhas nos meus quadris, e eu não preciso ver para dizer que saiu sangue, que eu nunca tinha ouvido antes. Gutural, rasgado, grave, vindo do mais profundo de sua garganta. Um som excitante que eu provocara. E foi tão bom de ouvir, meu corpo vibrou violentamente de excitação, que eu não senti dor nenhuma.
— Puta merda! — rosnei, antes de deixar meu corpo pender para frente. Sasuke se inclinou para a frente, deixando sua testa como apoio para a minha.
Ofegávamos juntos, completamente envolvidos pelas brasas do momento, em perfeita sincronia.
— Porra, Naruto… Puta que pariu, meu amigo, mais um aperto desse… — ele respirou. — E eu arranco fora um pedaço da sua coxa.
Fiquei parado por um instante, fitando Sasuke de perto, antes que eu acabasse gozando antes mesmo de começar. Merda! Por que ele tem que ser tão gostoso?
— Vai conseguir galopar ou esse cavalo é arisco demais? — safado. Diabo safado. Ele me olhava dessa forma cafajeste que foi consequência de minha loucura.
Voltei a ajeitar minha postura. Respirei fundo e tentei controlar minha excitação. Me apoiei novamente em seu peitoral e subi meu quadril lentamente, me arrepiando completamente, rebolei no mesmo ritmo e desci com força, mas de forma menos furiosa.
— Sasuke… — gemi. — Droga! Você está mais gostoso que o normal… — rebolei em seu colo, arranhando de leve sua pele sob minhas mãos.
— Depois do que te fiz passar… — ele flexionou as pernas e se impulsionou para cima, entrando mais em mim. Arregalei os olhos e perdi momentaneamente o fôlego. — Essa é a minha forma de dizer que ninguém ocupa seu lugar. — essa voz é um pecado! Um pecado! Recebi outra investida e ele baixou o corpo. — Me dê o seu melhor e eu te dou o meu melhor! — Sasuke nem parecia piscar. — Só você pode me montar, somente você, Uzumaki Naruto.
Gemi alto. Como diabos ele fala uma coisa dessas? Depois me perguntam como posso amar esse homem. Depois dessa eu não digo mais nada.
Fiz exatamente o que ele me pediu: dei o meu melhor. Cavalguei-o gostosamente, sempre atento a todas as suas reações, ver o prazer exposto em sua face era mais satisfatório para mim que o meu próprio prazer. Sasuke sempre faz as melhores expressões que vi na minha vida: era algo cru, selvagem, másculo. Era Sasuke.
Desacelerei aos poucos o ondular de meus quadris e me inclinei sobre ele, segurei seu rosto com minhas mãos e beijei-o apaixonadamente.
— Eu amo você… — beijei-o novamente, um breve selar de lábios. — Muito.
Sasuke demorou-se me olhando, olhava-me na minha alma, via mais do que a mim mesmo. Sua mão subiu por minhas costas até chegar em minha nuca e me manter ali para receber mais beijos. Ele devia estar pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo, seu corpo aos poucos estava ficando mais quente que o meu e eu o senti crescer dentro de mim. Eu estremeci com seu volume e nos beijamos mais.
— O que eu posso lhe dizer, Naruto…? — ele começou a beijar o meu pescoço. — Deuses, sempre tão intenso… — beijou-me com vigor, como se quisesse me consolar. — Assim você me desarma… — franziu o cenho e beijou o meu rosto.
Acariciei sua bochecha e sorri.
— Você também me desarma, meu amor. — afastei os cabelos de sua franja para que eu pudesse o ver melhor.
Ele sorriu e me deu outro beijo.
— Então está ótimo… — sussurrou no meu ouvido, ao se curvar para me abraçar para beijar os meus ombros. — Desarmados, transamos com maior liberdade. — senti seus dentes rasparem a minha pele e depois uma lambida lenta. — Hoje você está inexplicável, Naruto.
Sasuke se reclinou na cama de novo, arfando baixo ao investir lentamente em meu interior, massageando-me no meu exato ponto que me fazia me arrepiar até a alma.
Eu apoiei minhas mãos em seu peitoral e rebolei algumas vezes antes de voltar a subir e descer vigorosamente sobre seu pau delicioso. Entrava tão profundamente que logo meus olhos começaram a lacrimejar. Sasuke acariciou o meu rosto, capturando as minhas lágrimas com o polegar, e arfou longamente.
Meu namorado esticou uma mão para o travesseiro abaixo da sua cabeça e “transferiu” a pressão que aplicava em minha bunda, com uma mão, para a outra, esmagando-o enquanto ele, ao contrário de tudo o que eu esperava, fechava os olhos num longo suspirar rouco.
Inclinei um pouco meu corpo e logo senti minha próstata ser pressionada. Revirei meus olhos e gemi alto, contraindo-me e assim incitando Sasuke a gemer rouco. Pensei em só aumentar mais a minha excitação, mas aparentemente isso o agradou também. Vi-o revirar os olhos e estremecer, empurrando seu punho contra a parede, esmagando os nós dos dedos.
Todos os seus músculos, pelo menos os que estavam em minha vista, se flexionarem, dada a força que ele aplicava na parede. Descomunal, Sasuke assim é descomunal. Isso tudo deve ser por causa da forma como estamos fazendo hoje.
— Naruto… — chamou-me de forma luxuriosa e grave. — Você está mais estreito e molhado que o normal…. — ele apertou levemente as pálpebras ao franzir as sobrancelhas.
Eu estou no meu limite e consegui levar meu namorado ao limite também, isso me deixou tão feliz que meus quadris se moveram freneticamente, meus dedos arranhando o seu peito alvo, as lágrimas tornando a cair. Sasuke respirava forte, abrindo os olhos, ardendo em chamas, forçou os braços contra o colchão e investiu contra meu rebolado. Seu suor mesclava-se ao meu, seu calor atiçava o meu fogo, ele reagia a mim tanto quanto eu reagia a ele. Os sons que borbulhavam em sua garganta denunciavam que ele estava tão louco quanto eu estou.
Mas não estava certo, essas mãos enormes, que sempre me seguram e me mantém perto dele, estavam no lugar errado.
— Sasuke, assim não! Quero suas mão sobre mim… — pedi, carente, o encarando firme. — Quero que você me marque, de todas as formas possíveis.
— Naruto… — sua voz reverberou em minha alma e eu sabia que poderia gozar só com ela. — Estamos fazendo do seu jeito… — ele sorriu de lado e grunhiu de boca fechada.
Eu bufei e revirei os olhos.
— Assim não. — repeti novamente, resmungando. Peguei suas mãos e as pus sobre meus quadris. — Aqui. — guiei-as até meu bumbum e soltei-as. — Eu gosto assim… Agora me marque, por favor. — pedi.
Sasuke arqueou uma sobrancelha e afundou os dedos em minhas nádegas, num aperto fatal. De repente me vi sendo jogado de quatro sobre o colchão e senti uma tapa forte na minha bunda. Estalou e ardeu, eu gritei, extasiado, arqueando as costas e apertando os lençóis sob minhas mãos. Ouvi a risada de Sasuke somada ao ato de dar mais tapas na minha bunda, para me abrir e meter em mim com força. Me empinei mais para ele, gemendo alto. Kami, eu adoro quando ele faz isso, quando ele é bruto.
— Puta que pariu, Naruto, eu me contendo para fazer como você precisa… — sua pélvis se chocava com vigor contra o meu traseiro, fazendo minha cama ranger alto. Ele esmagava meu canal com seu membro perfeito, ao passo que suas mãos apertavam a minha cintura de tal forma que eu sabia que ficariam hematomas. — Mas você tem que me atiçar, não é, perra? — mais tapas e investidas profundas.
Sasuke apertou a minha bunda com força, eu senti suas unhas me arranharem, ele faz questão de deixá-las um pouco grandes por causa disso, enquanto ele metia com vontade dentro de mim, indo mais fundo do que eu achava que tinha ido e eu gemi alto enquanto arqueava as costas. Mordi meu lábio com força, satisfeito por finalmente ter conseguido fazer Sasuke se soltar.
Seus dedos vieram para os meus cabelos e eles foram puxados para trás. Choquei-me contra ele, mas Sasuke não largou meus cabelos. Fez eu me deitar de lado, encaixou-se entre minhas pernas e meteu muito rápido, sempre acertando meu ponto de prazer, sem parar de me encarar.
— Quer gozar levando no rabo, Naruto?! — Sasuke usou seu tom mais cafajeste. Curvou-se sobre mim, sem parar de mexer os quadris, e lambeu meu corpo. — Vai me apertar forte enquanto goza para mim?!
Chupou minha pele seguidas vezes, de um lado e de outro, perto da clavícula, enquanto a minha próstata sofria com seus movimentos intensos.
— Droga, Sasuke… — gemi, quase chorando. — Eu não aguento mais… — meu corpo começou a tremer violentamente. — Vou gozar para você...
Fui rapidamente girado e assim pude me aferrar ainda mais ao seu corpo. Enlacei sua cintura com minhas pernas, dando mais de mim para ele, e abarquei suas costas largas com meus braços, arranhando suas costas. Sasuke rosnou no meu ouvido, me fodendo como só ele sabe fazer.
— Eu estou aqui, só para você… — sussurrou ao encostar a testa na minha. Seu suor pingava em meu rosto através dos cabelos. — E vou junto. — ele lambeu meus lábios. — Não se contenha, Naruto… Sem medo, que eu estou aqui. — seus olhos se conectaram aos meus e eu entendi na hora que ele iria terminar também.
Sasuke estocou mais duas vezes e ele deixou um som enlouquecido sair de sua boca ao gozar, quando eu me contraí involuntariamente com suas palavras. Mas ele não parou de se mover enquanto eu não me satisfizesse. Reclinou meu rosto em seu ombro, para me dar mais apoio e eu me entreguei, choramingando contra sua pele. Fechei os olhos com força, gemendo seu nome de forma desesperada, enquanto me agarrava mais ao seu corpo e gozava de forma tão intensa que meus olhos reviraram de prazer.
Arfávamos e ofegávamos juntos. Sasuke saiu de mim, sem se importar com seu corpo sujo por meu sêmen, retirou a camisinha, amarrou-a e jogou no lixeiro que ficava dentro do banheiro. Voltou para cama, ainda ofegante e agora com o corpo molhado por causa da água que ele jogara precariamente em si para se limpar e dissipar o calor, chegando a molhar o cós de sua calça e seus cabelos, sensualmente jogados para trás.
Sasuke deixou seu corpo cair pesadamente sobre a cama, afundando a cabeça nos travesseiros e suspirando profundamente. Eu o montei automaticamente, mesmo ainda sentindo os espasmos do orgasmo louco. Seu corpo inteiro me chamava para uma segunda rodada e eu já estou pronto para ela. Droga, por que ele tem que ser um tesão quando está molhado?
Só nesse momento eu vi. Agora eu me ferrei. Me ferrei e não foi pouco não. Exatamente no seu ombro esquerdo, havia o círculo perfeito e ferido da minha mordida. Eu mordi Sasuke ao ponto de tirar sangue! E ainda tem os arranhões em seu peito e em suas costas.
— Naruto… — ele murmurou de olhos fechados. — Tem algo para me dizer?
Me encolhi sobre seu peito.
— Desculpa? — resmunguei, escondendo meu rosto em seu pescoço.
— Pelo quê? — ele beijou meu rosto. — Por ter me mordido? — nos fitamos. — Acha que foi uma má atitude, Naruto?
Estiquei-me de forma mais confortável sobre ele, inundando meu peito com seu cheiro forte e agradável. Com meu lençol mesmo, e com muito cuidado, limpei a ferida e o pouco sangue que escapara, deixando beijos carinhosos em sua tez, como que para lhe dizer que eu não tinha intenção alguma de machucá-lo.
— Eu deveria ter pedido, não? — perguntei, de forma curiosa. É sério que ele não achou ruim? — Antes de te marcar…
Ele riu, começando a me fazer cafunés.
— Hoje não. — seus dedos desceram de leve por minha coluna, me fazendo arrepiar. — Depois de saber como você é ciumento e possessivo, para alguém como eu, uma mordida de tirar o sangue é sinal… — ele suspirou. — De amor… Compensa a cicatriz da garrafada. — ele riu. — Eu gostei. Gostei muito… Gostei demais.
Voltei a esconder meu rosto em seu pescoço e ri, meio envergonhado, sobre sua pele. Por essa eu não esperava. Olhei para seu ombro e observei a marca que eu havia deixado.
— Eu também gostei. — comentei, passando delicadamente meus dedos sobre ela. — Ficou bonita. — sorri, meio bobo.
— Mais uma para a minha coleção… — sua mão subiu por minhas costas e parou descansada sobre o travesseiro. — Só para constar… Você é o único submisso que eu deixei me marcar… O primeiro e único a fazer isso. — ele suspirou de olhos fechados.
O primeiro?! Sério?! O que eu disse antes? Ele está tentando acabar comigo sim.
— Naruto… — me chamou. Eu o fitei e ele abriu os olhos, agora negros. — Mamãe quer te conhecer. — disse assim, de forma natural.
Pisquei os olhos, olhando confusamente para ele. Eu ouvi bem? Como diabos a mãe dele quer me conhecer, se a mulher… Kami, Sasuke quer me levar para um cemitério? Só falta dizer que Dona Mikoto ‘tá perambulando por aí como um fantasma.
— Por que essa cara? — ele acariciou o meu rosto com uma mão e minha coxa com a outra. — Tem medo de conhecer mamãe? — seu rosto me transmitia seriedade.
— Ehr… Hum… — neguei freneticamente. — O que isso quer dizer? — perguntei cuidadosamente, com medo de ofendê-lo.
Ele se sentou dificultosamente e me abraçou, deixando-me mais confortável em seu colo.
— Mamãe está morta, Naruto, mas ela não é um fantasma… Quero que conheça o túmulo dela, que fica no meu antigo lar. — me sorriu de forma gentil. — Tem medo?
Não consegui esconder meu suspiro de alívio. Sasuke riu, daquele jeito dele, voltando a se deitar preguiçosamente na minha cama, mas ainda me olhando de forma gentil. Ele moveu um dedo, chamando-me, e quando me curvei, eu ganhei um beijo delicioso e demorado, com direito a cafunés nos meus cabelos e um leve aperto na minha bunda. Nos fitamos e ele sorriu, piscando um olho.
— Se eu tenho medo? — ri. — Você deveria ver como fiquei quando vi a sua sombra pela primeira vez.
— Eu também fiquei com medo quando eu vi a minha sombra, do jeito que você conhece, e eu era só um menino. — suspirou e afagou as minhas costas. — Eu vou visitar minha mãe, semana que vem, eu queria te levar para apresentá-la a você, mas não vou te obrigar se isso te assusta muito.
Sasuke está tão carinhoso hoje que eu vou ficar mal acostumado. Me faz tão bem. Acho que devo pensar sobre seu pedido. Dona Mikoto era a pessoa mais importante da vida de Sasuke, a mais amada eu diria. Se ele quer me apresentar para ela é porque confia em mim, certo?
— É importante para você, não é? — descansei minha cabeça sobre seu peito e fitei-o.
— Eu tive a honra de conhecer, conviver e ter o carinho de sua mãe, Naruto. — mais carinhos em minhas costas. — Seria injusto de minha parte não lhe apresentar a minha… E você é especial para mim… Merece conhecer mamãe.
— Eu quero muito ir. — falei sinceramente, sorrindo. — Quantos dias vamos ficar fora?
— Quatro… Um dia para chegar em Uchiwa… — pela primeira vez eu ouvi o sotaque de “raiz” de Sasuke, ao pronunciar aquela palavra. — É um vilarejo numa das ilhas japonesas… Os Uchihas vieram de lá… — outro suspiro. — Avise a Shisui que eu vou te roubar por quatro dias, mas devolvo.
— Vai te fazer bem, você precisa de uma folga. — beijei a sua pele abaixo de meu rosto. — A Rebú pode sobreviver esses dias sem seu presidente, não? — sorri e pisquei o olho para ele.
Ele riu baixo.
— É a semana de capacitação… Meus funcionários estarão participando de eventos importantes para a carreira deles… Minha segunda folga anual. — Sasuke piscou um olho de forma sagaz. — Vamos ser só eu e você, durante quatro dias. Nada de trabalho, de cargos, nem mesmo família. Só eu e você, de folga.
— Sério?! — meu sorriso aumentou. — Acho que essa é a primeira vez que viajamos sozinho. — Peraí, sozinhos? Minhas sobrancelhas franziram. — E Maiko?
Ele suspirou, sorrindo.
— A escola organizou uma viagem de uma semana para os alunos que se saíram bem nas provas. — deu de ombros. — Maiko, modéstia a parte, se saiu muito bem. A turma e mais dez professores, vão para o World Disney Resort. — deu de ombros de novo. — Eu já tinha ido com ela para ver o parque do Star Wars, mas ela me pediu para ir porque queria se divertir com as amigas. E eu deixei, já que vai gente suficiente para cuidar dos alunos. — sorriu. — Minha filha é criança e, como toda criança, gosta da Disney.
— Uau, nunca achei que você deixaria ela viajar sem sua supervisão. — brinquei, esfregando meu nariz em seu peito. — Você faz o tipo pai coruja.
— Eu sou um pai coruja. — ele fechou momentaneamente os olhos, aproveitando a carícia. — Mas não posso levar Maiko comigo para Uchiwa. E nem queria deixá-la sozinha… Itachi e Shisui estão muito ocupados para cuidar dela e Hinata vai supervisionar o evento com Shikamaru… Eu estava sem opções… Pois não posso cancelar minha viagem para lá. — falou um pouco mais baixo.
Suas mãos subiram por minhas costas, me fazendo arrepiar de novo, e descansaram embaixo de sua cabeça, durante uma respiração tão profunda de Sasuke que ergueu a parte do meu corpo que estava deitada sobre seu peito. Seu suor secara, mas seu cheiro ainda estava ali, para me lembrar do que acabara de acontecer e para reafirmar o quanto me dá água na boca vê esse monumento de homem todo molhado, seja de suor ou de água mesmo. Acho que acabo de adquirir um fetiche por meu namorado.
E para terminar de completar a minha fantasia pessoal realizada, Sasuke ainda está sem camisa, com arranhões feitos por mim e com meu cheiro impregnado em sua pele branca. Os músculos de Sasuke, quando relaxados, lhe dão um aspecto tão suave e convidativo, ao contrário da minha preferência por eles flexionados, sugerindo ares provocantes e selvagens. E ele parece não se importar comigo vendo e tocando sua pele, ou seja, vamos aproveitar que isso não é de acontecer todo dia.
Não pude conter mais a minha ousadia: comecei a distribuir beijos em seu tórax, chupei de leve seus mamilos, lambi as linhas de seu peito. Eu revirava os olhos de prazer e já percebi certa parte do meu corpo com saudades de Sasuke, bem duro e forte me fazendo ver estrelas. Afaguei seu corpo e apertei os músculos de seu peitoral em minhas mãos, só para o provocar, quando desci para dar atenção ao seu ”abs”.
— Se você não fizer nada, eu vou te morder de novo. — ameacei, mordiscando pele do seu abdômen.
Nada. Nenhuma resposta ou reação, nem mesmo um espasmo involuntário. Só sua barriga subindo e descendo gradualmente. Beijei seu umbigo e o lambi, numa nova tentativa, mas nada. Franzi o cenho e o encarei, pronto para reclamar de sua lerdeza. Isso não é normal dele.
— Sasuke? — chamei.
Não acredito. Dormia. Sasuke dormia. Os braços levemente dobrados sobre os travesseiros, numa postura descansada, o rosto delicadamente virado para a direita. Seus olhos fechados conotavam uma expressão tranquila, sua boca levemente aberta deixava escapar seu ressonado, que só agora, com o silêncio quase completo, se não fosse pela central de ar no meu quarto, eu conseguia ouvir. Sasuke adormecera.
O quê?! Sasuke dormindo numa situação como essa? Comigo nu em seu colo, já pronto para a próxima rodada? Ele ‘tá de sacanagem comigo? Não, com toda certeza, ele só pode estar tirando uma com a minha cara, porque não é possível uma coisa dessas!
Cutuquei sua barriga com um pouco de força, sei lá, Sasuke tem umas brincadeiras fora de hora de vez em quando, talvez ele tenha inventado uma dessas agora. Ele se remexeu, num espreguiçado longo, eu até ouvi seus ossos estalando. Deixou um braço sobre a barriga e o outro perto da cabeça, dobrou uma perna, me fazendo ficar de quatro sobre si, e eu ouvi Sasuke suspirar.
Mas não acordou. Ele está mesmo dormindo? Seu ressonado ficou levemente mais alto, mas não chegava a ser um roncado.
Suspirei. É, parece que ele não vai acordar nem tão cedo. Sai de cima de Sasuke, com cuidado para não o acordar, vesti minha cueca abandonada entre os lençóis e me deitei de bruços, com os braços agarrados ao travesseiro, do lado dele, observando-o de perto.
Hum… Sasuke disse que está correndo desde cedo e é tarde o suficiente para eu saber que provavelmente já escureceu lá fora. Ele deve está muito cansado para ter dormido tão rápido assim. Será que ele comeu algo hoje? Conhecendo ele do jeito que o conheço, é possível que não. Ah Sasuke, o que faço com você? Passa tanto tempo cuidando dos outros que nem percebe que você também precisa de cuidados.
Ele se mexeu, deitando de bruços e, tenho certeza que ele não percebeu, um braço seu ficou sobre mim. Não me importei com o peso extra, na verdade, achei bem reconfortante. Eu não queria dormir, então fiquei ali, quietinho, observando meu namorado dormir tranquilamente. Daqui a algumas horas eu posso preparar algo para ele comer e uma banho com água quente e sais. Acho que isso pode ajudá-lo a terminar de descansar.
De repente, senti uma movimentação na cama. Olhei por cima do braço de Sasuke e vi Kurama se aproximando devagar, como se avaliasse o “terreno onde pisa”. Ele me olhou, de orelhas em pé, e depois farejou a cintura de Sasuke, mas com muito cuidado, como se esperasse uma reação repentina. Miou baixinho, quase manhoso, e subiu nas costas do meu namorado, caminhando leve, até chegar nos ombros e deitar-se ali, todo preguiçoso e espaçoso, me olhando.
— Vai ser um bom mocinho, não é, Kurama? — perguntei baixinho.
Miou baixinho de novo e se aconchegou, esfregando o rosto em Sasuke. Kurama fechou os olhos e começou a ronronar. Mas que gato folgado!
— Se você continuar assim, prometo que te dou aquela sardinha. — pisquei o olho pra ele. — É só deixar Sasuke dormir em paz.
Curioso como findou aquele momento: Sasuke acabou me puxando mais para si, com o braço descansado sobre mim, e nem pareceu se importar com meu gato ronronando em suas costas, que caiu em sono mais profundo que o dele. Sasuke descansou. Dormiu tanto, com Kurama em suas costas, que Shisui apareceu preocupado, pois ele não atendia ao celular e nem o telefone da empresa. Eu contei por alto que havíamos nos reconciliado,e não preciso dizer que Shisui já havia se tocado do algo há mais só de olhar para a minha cara, e disse que ele estava dormindo.
Ainda naquela noite, Itachi veio deixar Maiko, pois Sasuke não acordava, ferrado e vencido pela exaustão. Isto é, acho que ele teve um momento de sonambulismo, porque eu ouvi o chuveiro funcionando por alguns minutos e quando fui vê-lo, ele estava com o cheiro do meu sabonete.
O dia terminou com nós quatro, sim, Kurama achou por bem hibernar junto com Sasuke, dormindo juntos em minha cama. Maiko e eu abraçados ao seu torso, Sasuke de barriga para cima nos acolhendo e Kurama entre suas pernas, encolhido e satisfeito. Acho que é isso que chamam de momento família.
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