Cores do Meu Coração

26 Dobe 10 - Saudade: sentimento intraduzível


Notas iniciais
DiAngelo: Boa tarde, pessoas! Como foi a semana? Sentiram nossa falta? Acho q sim, já q ñ tivemos postagem na quarta. Quer dizer, ñ aqui, mas em comemoração as duas recomendações q NMD teve, postamos um filler FODEROSO! Eu sei q nem todo mundo q nos acompanha viu, então tá aí o link: https://fanfiction.com.br/historia/681269/Ainda_Estarei_Contigo/ Corram e deem uma olhada, pq modéstia parte, arrasamos! kkkkkkkkk Mas vamos as notas de hoje: Teve gente revoltadíssima com o diabo, eu inclusive, então vamos ver o q a anta loira aprontou pro capeta! Só vou dar uma dica, peguem os lencinhos e preparem o ♥ pro drama! :') Nonna: SOOOOOOOLLLTA Negada! Eu vi gente andando por aí, pelas fics alheias, já morrendo de um infarto com as histórias alheias. Negada, eu sei que não teve postagem quarta e nem tivemos como avisar porque, mas como DiAngelo já colocou ali em cima, postamos um filler de dois capítulos que tem de tudo, menos terror - dependendo do ponto de vista, é claro - que faz jus às recomendações que recebemos. No capítulo de hoje, teremos o resultado da tapa que Naruto levou de Sasuke. Que será que vai rolar, hein negada? O diabo lá em NY e Naruto em Konoha, o que será que vai acontecer entre esses dois? Só digo uma coisa: calma com o andor que o santo é de barro.

Uma semana. Faz uma semana que Shisui e Itachi casaram. Uma semana que não falo com Sasuke, muito menos que vejo sua sombra por aí. Aquele babaca mereceu muito mais que isso, mas para sorte dele, estamos em continentes diferentes. Esses dias tem sido bem estressantes, Sui e Itachi estão na lua de mel, Kiba está trabalhando como nunca — e eu não sei porque diabos! — e eu estou sem trabalhar, pois tivemos que adiantar todas as campanhas para Shisui conseguir tirar alguns dias de folga. A única coisa boa foi Kurama ter voltado ao normal, já que a sombra de Sasuke não estava por perto.

Mesmo que eu estivesse furioso com Sasuke, minhas cores continuavam intactas, o que foi até surpreendente. Achei que a sombra dele as levaria junto. Mas enfim… neste momento estou sentado na cama, olhando meu gato, ponderando se ligo ou não para o bastardo. Kurama está olhando para mim com uma expressão muito raivosa, ele não quer que eu ligue, porém meu coração está apertado, é uma merda, mas sinto falta do capeta. Suspirei. Passava da 1 da madrugada, o horário que geralmente a gente se falava. Liguei e esperei ele atender.

Demorou, cinco toques para ser mais exato, para finalmente ele atender.

Eu só ouvia sua respiração, baixa, meio ofegante do outro lado da linha.

— Diz, Naruto.— seu tom indiferente provocou um alívio em mim, ao mesmo tempo que me frustrou. Esse imbecil não sente nada?

— Gostou do castigo? – falei, em um tom prepotente, tentando o provocar.

Ele demorou alguns segundos. Talvez estivesse indignado e por isso foi indiferente comigo. Faz até sentido, pensando que se trata do diabo.

— Que castigo? — a indiferença continuava lá.

— Ora, faz uma semana que não falo com você! — vacilei no tom, entretanto me lembrei do tapa que o infeliz me deu. — Já esqueceu do que aconteceu, bastardo? – voltei ao tom firme, mas agora irritado. Eu queria fazer ele engolir aquele celular, enfiar goela abaixo. Era o mínimo que ele merecia.

— Você me deu um castigo por causa do tapa que eu te dei?— nem um mínimo de surpresa ou indignação — É sério isso? Você me deu um castigo por causa do tapa que te dei que claramente você pediu para levar? É sério?— sua voz nem alterara, nem um tom acima ou abaixo.

Seu tom de voz me fazia vacilar, ele queria que eu me sentisse culpado? Quando eu não fiz nada de errado? Ele que tinha algum tipo de doença mental!

— Ok, então por favor, esclareça para mim porque “claramente pedi para levar”. Não lembro de ter feito nada de mais! — exigi dele.

Ouvi-o suspirar de cansaço.

— Acho que você não prestou atenção nas condições para a gente namorar. Você violou uma das minhas condições e eu agi como o diabo.

— Eu disse que ia tentar Sasuke, mas não sei como você pensa. Não sou vidente como Iruka! Por Kami, nossas personalidades são totalmente opostas. — devolvi nervoso. E não sei porque.

— Não precisa ser um gênio ou um vidente para entender.— sua voz voltara a ficar ofegante, as palavras entrecortadas por lufadas de ar provocadas por sua boca, eu acho — Eu disse para não me irritar, você me irritou e apanhou. Simples. E tentativas não são suficientes para mim, apesar de parecer que isso é o máximo que você consegue.

Ele parecia estar fazendo uma atividade que demandava muita força. Resolvi ignorar por enquanto, já que queria esclarecer as coisas.

— Desculpa, querido! — tentei soar o mais sarcástico possível, já que ironia não é a minha especialidade. — Mas para mim você está irritado quase o tempo todo. Eu sei o que ganho com isso, não sei o que você ganha!

Eu queria muito que ele me respondesse. Algo me dizia que ele não iria.

Ouvi-o rir com dificuldade, por causa da respiração ofegante.

— Nada. É isso o que eu ganho me irritando.— sua voz tornou-se séria — Nunca ganhei nada quando estivesse irritado, só o que não presta, mas não conta.

— Onde você está? No mundo da lua? – revirei os olhos. — Falei do nosso suposto relacionamento, seu idiota!

— Ao que parece, ganhei uma semana de castigo.— ele respirou fundo — Não foi?

— Foi muito pouco. — suspirei, porque me dei conta que ele realmente não ia me responder adequadamente.

Ouvi-o rir baixo.

— Devia ter me dado mais, se acha que eu fui realmente um mal namorado.— sua voz ofegante ganhou um tom perigoso. Eu não posso me abalar. Ainda estou com raiva dele, tenho que focar nisso. Foco, Naruto, foco: você está com raiva de Sasuke.

— Por acaso você está correndo uma maratona? — não podia mais ignorar seu comportamento esquisito.

— Não.— ele disse e de repente deu um brado baixo.

— Então, o que diabos você está fazendo?! – perguntei, a raiva surgindo novamente.

— Você se irrita fácil, Naruto.— sua voz estava calma apesar de ele estar respirando rápido.

— Esse meu lado guardo especialmente para você. — comentei cinicamente. – Sasuke... O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — eu ia pegar o primeiro avião para socar a cara daquele imbecil.

— Espero que use toda essa raiva na cama contra mim.— sua voz, ofegante, soou terrivelmente sensual. — Vai ser interessante.— ele respirou fundo — Estou treinando capoeira.

Minha raiva passou instantaneamente, afinal, ele não estava fazendo nada demais. E tenho que admitir, me senti estupidamente aliviado. Tente entender, os cenários que se passam na sua mente quando você liga para seu namorado que está do outro lado do mundo e ele está estranhamente ofegante, não são nada agradáveis.

Eu já tinha ouvido aquele nome antes, mas não lembro onde. Tentei puxar da mente algo que pudesse me ajudar. Nada.

Um minuto depois ele me enviou um vídeo por mensagem. Ele se gravou praticando capoeira numa espécie de sala cheia de espelhos. Ele estava sozinho. Sasuke era rápido, flexível e muito audaz, sempre sorria ao fazer cada acrobacia, claramente se divertindo ao praticar aquilo. O vídeo era apenas de cinquenta segundos, mas foi o suficiente para mim. Aqueles movimentos me eram familiares, eu já os tinha visto antes.

— Desculpa, Sasuke, me dá só um segundo. — afastei o telefone do ouvido e ofeguei dolorosamente. Fixando meu olhar assustado em um ponto qualquer do quarto.

Capoeira. Lembrei de onde tinha ouvido esse nome. Papai queria me levar até seus treinos, mas eu nunca tive interesse e hoje me arrependia amargamente. Agora nunca mais poderia o acompanhar. Senti meu peito apertar e solucei alto. Tampei minha boca com a mão enquanto as lágrimas começavam a descer. Não Kami, agora não, por favor.

— Naruto.— Sasuke chamou — O que foi?

— Nada. — minha voz quase não saia, por causa do choro contido.

— Você está chorando?— ele já não estava mais indiferente. Havia um fio de preocupação dissipado por sua respiração cansada. — O que foi?

— 'Tá tudo bem, Sasuke, já vai passar. — era mentira. Não ia passar. Meus soluços só ficavam mais frequentes e eu sabia que logo estaria me afogando em dor. Eu me encolheria e abraçaria meu próprio corpo, numa tentativa desesperada de fazer aquele sentimento horrendo sumir.

Ouvi um baque surdo, como se Sasuke tivesse se chocado contra o chão duramente.

— Eita ferro…— ele resmungou doloridamente — O que foi, Naruto? Você não chorou nem quando eu te bati no bar.— arfou pesadamente. — Essa merda de coluna…. Me diz o que foi.

— Papai… — solucei alto. — Ele sempre quis me levar nos seus treinos… — arfei, sem fôlego, começando a me encolher em cima da cama. — Eu nunca fui, Sasuke. — meus soluços aumentaram consideravelmente. — Agora nunca mais vou poder ir com ele.

— Por quê?— sua respiração estava voltando ao normal.

— Eu não sei… — gemi dolorosamente.

— Ei, ei, ei, calma, Naruto.— ele assumira um tom de acalento que eu só ouvira quando ele falara com sua filha no hospital. — Fale com ele. Talvez ele te leve.— acabei dando uma risada sofrida.

— Ele não pode, porque ele nunca mais vai voltar, nem a mamãe...

Mergulhei num choro sofrido. Sentindo aquela dor familiar querer tomar conta de mim de novo. Merda! Por que tinha que doer tanto? Por que eu não podia ser forte? Gemi e me deixei levar pela angústia, deitado na cama em posição fetal, segurando o celular desesperadamente contra o ouvido.

Ouvi Sasuke resmungar algo como “Porcaria de distância”.

— Ei, Naruto, fica assim não.— sua voz estava calma e paciente — Claro que eles voltam um dia, eles não podem simplesmente abandonar o filho.

Tentei me acalmar um pouco antes de falar. Respirei fundo e me preparei para explicar a Sasuke que meus pais não iam mais voltar, porque aparentemente ele não sabia o que tinha acontecido.

— Eles foram forçados a me deixar. – sussurrei, com medo de ouvir a minha própria voz. — Há 8 anos eles foram… — outro soluço. — Assassinados numa tentativa de assalto. – fechei os olhos com força, desesperado, querendo sumir, querendo não existir, querendo morrer.

Silêncio, foi o que ouvi. Era como se ele tivesse parado de respirar. Depois de vários segundos assim, ele soltou o ar lentamente.

— Droga, nem sei o que eu posso te dizer…— ouvi-o suspirar — Eu sei como é perder um parente querido. Faz dez anos que minha mãe morreu. Eu a amo tanto que pensei ter morrido com ela.— sua voz assumira um tom reconfortante.

Encolhi-me na cama, afagando de leve os pelos de Kurama. É verdade, Sasuke também é órfão de pai e de mãe. Puxei o meu edredom, aquele que se tornara o meu favorito depois do que o diabo me fizera sentir, e me cobri completamente, ficando com o rosto iluminado apenas pelo celular. Eu tinha uma enorme necessidade de ser abraçado, beijado, acalentado, ninado por alguém. Senti as lágrimas voltarem ao meu rosto. Eu queria que meu pai me abraçasse, eu queria minha mãe me beijasse. Chorei, soluçando de novo. Eu queria que Sasuke me acalentasse.

Apertei os lençóis do colchão e afundei meu rosto neles. Por que eu estava sentindo tanta falta desse maldito bastardo? Por que eu queria me sentir preso entre seus braços fortes de novo e ser tomado por seu calor? Eu sei porque: era o mais próximo do que eu teria do amor que meus pais me davam quando eram vivos.

Amor, carinho, bem-querer, felicidade, esperança, tudo isso eles me deram e agora eu não teria mais, porque a injustiça dos deuses os tiraram de mim! Aquele vazio horrível, que comprimia o meu peito, estrangulava a minha garganta e perfurava o meu cérebro, retornara com força total, aquele vazio maligno e aterrador provocado pela solidão e pelo desespero.

“ALGUÉM ME SALVE DISSO!”, minha mente gritava, pois minha voz estava presa pelo nó que o choro provocara em mim.

— Olha…— ele disse num tom baixo — Vai ficar tudo bem, viu?— ouvi-o suspirar — Tem algo que eu possa fazer por você, Naruto? Mesmo que eu esteja tão longe…

— Não quero ficar sozinho… — funguei. — Queria que você estivesse aqui…

Sasuke arfou longamente, talvez sorrisse.

— Eu estou com você, seu bobo.— sua voz era tão boa de se ouvir — Eu sei que está debaixo desse edredom, chorando. Seu gato está sibilando para mim. Vou me deitar com você agora.

— Kurama não gosta de você porque você o assusta. — dei uma risadinha, um pouco mais aliviado, por Sasuke se preocupar comigo.

— Imagino.

Senti o edredom ser puxado para cima, devagar, então algo se mover na cama, vindo para perto de mim, como uma pessoa se arrastando. Primeiro um toque leve em minhas pernas, subindo, até deslizar por minha cintura e envolver o meu peito. Era um abraço. Depois aquele calor que eu tanto precisava. Quente, em ondas, magnético, intenso. Então o peso quase em cima de mim, quando o edredom desceu, ajustando-se de novo, me puxando mais para perto, para a posição de concha. Fechei meus olhos, sentindo ainda mais aquele corpo no meu. O calor de Sasuke afastava a dor, a angústia, e no lugar deixava uma sensação morna no peito.

— Eu deveria ter ido com ele, sabe? Pelo menos você tinha apanhado bem mais naquele bar. — tentei melhorar o clima. Minha cabeça já estava doendo por causa do choro.

— Quem sabe o que teria acontecido? — ele murmurou — Talvez você nem fosse modelo e talvez a gente nunca se encontrasse. Aí você morreria sem ver as cores…— ele suspirou — Mas se eu pudesse dar meus olhos em troca de ter mais um dia com a minha mãe, eu daria.

— Sabe o que é pior? Sei que a culpa não foi diretamente minha, mas as pessoas os conheciam, sabiam que eram meus pais. Só queriam meu dinheiro. – falei, amargurado. — Eu não me importo com isso, nunca fiz questão de ser rico.

— Já eu não sei, Naruto, o que é pior…— sua voz assumira um tom entristecido — Ter sido culpado ou não da morte deles… Viver sabendo que você poderia ter feito algo para salvá-los… Eu poderia ter salvo os meus, mas… — suspirou — Não posso me permitir ficar triste por isso. Mamãe nunca quis que eu chorasse pela morte dela.— eu tenho certeza que ele sorria — Porque mamãe sempre vai estar comigo.

— Itachi me contou o que você fez. – senti meu rosto esquentar. Era difícil passar por cima do meu orgulho para mostrar a Sasuke o quanto eu o admirava. — Não acho que você tenha sido culpado, Sasuke. Você salvou o seu pai no fim das contas. Mesmo que me digam que você sempre faz as coisas pensando em segundas ou terceiras intenções, acho que no fundo só está tentando proteger os seus. — mordi os lábios, envergonhado.

Ouvi-o rir baixo.

— O varão sempre protege a sua família. Essa é uma das máximas Uchihas.— confessou. Ouvi-o respirar fundo, soltando o ar lentamente — Está melhor, Naruto? — assenti, sabendo que ele estava me vendo.

— Posso te fazer uma pergunta? – corei novamente.

— Já está fazendo.— não me irritei. Na verdade até sorri com a brincadeira. — Faça outra.

— Por que você fez aquilo, Sasuke? Por que me salvou? — verbalizei a pergunta que sempre quis fazer, mas que nunca vi oportunidade para tal.

Outro suspiro.

— Não sei direito… Meu corpo se moveu sozinho.— ele falou sem transparecer nenhum indício de vergonha ou hesitação na voz — Eu só… Não podia ver você morrer.— sorri satisfeito.

— Desculpa ter te irritado no outro dia, no casamento de Itachi e Sui. Não sabia que você reagiria daquela forma. — falei sinceramente.

Ele demorou a falar.

— Aceito suas desculpas.— disse tranquilo.

— Acho que você também já deve ter percebido que nossos desentendimentos sempre começam comigo. — senti minhas orelhas quentes. — Vou tentar ser mais controlado.

— O nome disso é “Sasukefillia”.— ele riu — Um desejo incontrolável de ver Uchiha Sasuke furioso, porque ele fica muito sexy. Deal with it, Naruto.— revirei os olhos, mas acho que no fundo ele estava certo. — Ei.— sua voltou a assumir aquele tom gentil.

— Hum… — resmunguei, incentivando-o a continuar, enquanto me aconchegava melhor em seu calor envolvente.

— Eu preciso desligar. Dorme um pouco, para ver se acalma esse teu coração moído pelas tristezas da vida. — como era bom ouvi-lo falar daquele jeito. Por que ele não podia ser assim todo o tempo? Ia ser um milhão de vezes mais fácil. — O tempo sempre dá um jeito de nos curar, é apenas uma questão do ciclo se encerrar. Dorme bem, dorme tranquilo.

— Tudo bem. Boa noite, Sasuke. — não me preocupei com isso, ele ainda me abraçava, quer dizer, a sombra dele, então eu não estava sozinho.

Ele desligou e eu senti o abraço ficar mais forte, mais quente, mais gentil em torno de mim, embaixo daquele edredom cheio de lembranças.

O tempo passou devagar e parecia que Sasuke não voltaria mais de Nova York. A lua de mel de Itachi e Shisui se encerrara e, de certa forma, a vida foi retomada. Logo a publicidade ficou pronta: a Rebú estava em vários comerciais, em outdoors, em revistas, comentada em programas de todos os tipos. Hinata, Shikamaru e Sasuke apareciam de vez em quando nos gigantes letreiros digitais, expressando tudo exatamente como Shisui e eu planejamos. Meu chefe recebeu mais trabalhos nesse sentido depois da alavancada que a publicidade deu nos negócios da Rebú, afetando diretamente a Fashion Walker e a Konan Imagens.

Em minha casa, depois de uma manhã lotada de trabalho com alguns modelos novos, pois outros haviam se aposentado, iniciando-os na rotina dura que Shisui impunha, o jornal do meio-dia anunciou pela televisão que Uchiha Sasuke fora considerado pela Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais importante do mundo, como o mais novo bilionário e o terceiro homem mais rico do mundo, além de um dos mais promissores empresários do ramo das finanças.

A jornalista anunciou ainda que Sasuke se tornara uma das personalidades mais influentes do mundo segundo a revista Time, a de maior circulação do mundo.

Suspirei, meio triste. E daí se ele era fodido de rico? Nada disso o deixava mais perto de mim, ainda que sua sombra sempre estivesse para quando eu precisasse. Pensei em reclamar com a mulher da televisão, mas minha porta foi aberta de repente.

— Uzumaki Naruto, seu bastardo de uma figa!!!! — era Kiba.

— Onde é o incêndio?! — olhei para os lados, fingindo preocupação.

— Na sua cabeça, seu viado, se não me explicar que história é essa!!! — Kiba jogou o jornal do dia sobre meu colo e cruzou os braços, claramente indignado — Eu pensei que fôssemos melhores amigos! Que contam tudo um para o outro! — ele chorava teatralmente.

— “Magnata poderoso namora modelo famoso das passarelas de Konoha” — li em voz alta a manchete. -Ah! Você está falando disso… — dei uma risadinha sem graça.

— É! Só disso! — ele falou com a voz anasalada. Fitou a televisão e colocou as mãos na cintura — Como assim de repente você consegue namorar o “inamorável”?

Essa palavra existe? Acho que não.

— Lembra do dia que brigamos no bar? — perguntei, me preparando mentalmente para sua reação quando descobrisse o que estava acontecendo.

— Como posso esquecer? Além de quase perder o meu melhor amigo, eu conheci um médico que é muito fofo e bom de cama, mas isso não vem ao caso. — ele suspirou — Então, o que isso tem haver com esse absurdo de notícia?

— Depois que você apagou, quer dizer, que Sasuke te apagou. — ri da careta que Kiba fez. — Ele me deu uma cabeçada… — fiz suspense.

— Não enrola, Naruto! — ele falou histericamente — Desembucha logo!

— Ele é minha soulmate. – curvei os lábios em um sorriso enorme.

Kiba fingiu um desmaio por cima do sofá em que eu estava sentado, caindo com os braços esticados por cima do meu colo, fazia uma cara teatral de confusão. Depois de respirar fundo e me fitar por alguns instantes, ele se sentou ao meu lado e segurou nos meus ombros.

— Você está com um brilho diferente no olhar. Mais… Lindo. Você está irradiando uma áurea brilhante, apesar de eu sentir que você não está bem. — ele segurou meu queixo e o balançou de modo divertido — É algo bem mais forte do que você sentia por Yahiko, quando você fazia parte da gangue dele, aliás, quando nós fazíamos parte.

— Eu gosto do bastardo, Kiba. — suspirei. Era tanta ironia. Como eu posso amar a pessoa que eu mais odiava?

Eu pensei que ele fosse dar um chilique, mas Kiba apenas sorriu e afundou no estofado do sofá, me fitando com aquele jeito fraternal que ele tinha para comigo.

— Fico feliz por você, Naruto. — ele sorriu — Claro que ninguém esperava, afinal vocês eram inimigos mortais, mas vocês combinam, de certa forma. — Kiba afagou meus cabelos — Tem a minha benção.

— Bem, Iruka tinha me avisado. Você sabe disso, te contei da minha sessão. — sorri de volta para meu amigo.

Ele assentiu.

— Quanto tempo faz? — ele cruzou as pernas no sofá e apoiou as mãos nos pés.

— Quase três meses. Ele já ‘tava em Nova York. A propósito, acho que ele não vai mais voltar. – comentei, chateado. Eu sentia tanta falta de Sasuke.

— Mas que coisa…! — ele inchou as bochechas querendo dizer algo, mas desistiu soltando o ar — Mas e aí? Como você está lidando com tudo isso?

— Tem hora que eu estou bem, tem hora que não. Só quero que ele volte logo. Desde o dia que começamos esse relacionamento, só o vi uma vez e só foi por meia hora. É complicado!

— Eu não aguentaria… — Kiba me abraçou com força, eu senti meus ossos estralarem — Você é meu herói, Naruto! Só você mesmo para suportar um relacionamento assim!

— Ele sabe recompensar meus esforços. — soltei sem pensar e depois senti meu rosto esquentando.

Os olhos de Kiba brilharam curiosos.

— Como, se ele está longe? — ele abriu um largo sorriso, mostrando suas presas. — Me conta!!!

Meu celular tocou e agradeci aos céus por isso. Mostrei um dedo a Kiba, pedindo um momento e atendi a ligação. Era Shisui e ele pedia que eu fosse resolver um assunto na sua casa. Disse que era urgente. Assenti e desliguei em seguida.

— Preciso sair agora, Kiba. Sui precisa de mim. Para ontem. — anunciei para meu amigo.

— Vai embora sem me dizer como ele te recompensa? Belo amigo… — ele se levantou emburradamente, indo para a porta.

Eu revirei os olhos.

— Deixa de drama! — falei o acompanhando até a porta e pegando as chaves do meu carro no caminho. — Vai querer carona? ‘To saindo agora. — torci para que ele negasse, porque eu não estava nem um pouco afim de contar minhas aventuras sexuais com Sasuke.

Kiba negou, pois estava de carro, mas me fez prometer, não que eu vá cumprir, que depois eu contaria a ele algumas intimidades minhas com Sasuke. Dirigi para a casa de Shisui, que antes era só de Itachi, pois ele me dissera que estava lá, em horário de almoço, e precisava do meu auxílio para um assunto urgente.

Algo como “Não vou poder resolver, então resolva para mim”. Eu não podia negar, afinal é Shisui, meu chefe e meu amigo. Não demorei muito para chegar lá. Estacionei o carro na frente da casa, desci, fui até a porta e toquei a campainha.

— Naruto? — Itachi abriu a porta. Ele estava em seus trajes de médico, um jaleco branco. E me deixei sorrir por causa da lembrança de Itachi me dizendo que Sui o achava um pedaço de mal caminho vestido naquela roupa. Não posso negar que meu chefe tem razão. — Entra.

Ele me deu espaço para entrar.

— Cuidado onde pisa. — me avisou. Olhei para o chão. Nada, só carpete.

— Oi, Sui me chamou. Onde ele está? — perguntei, olhando em volta.

— Lá dentro. — ele me indicou o corredor para a sala. Itachi estava com aquele aparelho que os médicos usam para medir a pressão das pessoas pendurado nos ombros — Ainda bem que você veio rápido, já não sabíamos o que fazer.

Eu ouvi Shisui conversando com uma menina. Era Maiko. Maiko está aqui?!

— O que está acontecendo? Shisui não me adiantou nada por telefone. — aquilo estava estranho.

— Temos um problema. — ele falou, adiantando-se na minha frente — Só não surta. — ele me disse.

— Por que eu surtaria? – arqueei a sobrancelha. Definitivamente tem alguma coisa MUITO errada acontecendo.

Notas finais
DiAngelo: E novamente, terminamos o cap assim, com vcs arrancando os cabelos da cabeça! muahahahahaha Mas sério, o q será q é esse problema? Agora me contem: Cs choraram com o Narutinho todo encolhido? Pq eu chorei, gente! :') E o capeta sendo todo gentil e solicito? Ai meu coração! Quero saber tudo o q vcs pensaram e sentiram, ou seje, comentem! Vlw Flw :* Nonna: Só NÃO SURTEM!!! KKKKKKKK Brincadeiras a parte, alguém sentiu que Sasuke tava louco para viajar via telefone pra abraçar Naruto? Sério T^T eu senti! Negada, esses dois, negada, o que fazer com esses dois, que se comem em todos os sentidos do universo? O que será que Shisui aprontou que Naruto tem que resolver? Comentem, recomendem, favoritem, sejam felizes e só NÃO SURTEM! KKKKKKKK