Cores do Meu Coração

27 Dobe 11 - A doença do Diabo


Notas iniciais
DiAngelo: Alô alô, Brasil! A quarta-feira chegou e vcs vão finalmente descobrir a zuera! O titulo do cap deixou vcs com a pulga atrás da orelha? Se ñ, tem coisa errada com vcs... Só digo isso! A dica de hoje é: Chamem a Giovanna, pq forninhos irão cair! Sério, galera! Vai rolar muita pressão, a la bonde do Tigrão! (RIMOU! kkkkkkkkkkk) *aquela carinha* Enfim, vou nem falar demais pra ñ soltar nenhum spoiler! Ah sim, o cap de hoje é dedicado a Lyly Uzumaki, por ter favoritado e recomendado a fic, e a BiaChan, pelo melhor review do cap passado e por ter respondido a pergunta de um milhão. Qual? Quem é quem. SIM, alguém respondeu e acertou! Eu escrevo o Naruto e a Nonna o diabo. Falta vcs descobrirem o casal trouxisse. Quem se arrisca? Valendo uma dedicatória, povão! Gatinhas, espero q vcs curtam as zueras, tretas e putarias de hoje! Pq vcs merecem, suas lindas! :* Bora, Nonna? Nonna: Vamo que vamo negada! Agora já podem sutar, surtem junto com Naruto nesse novo capítulo que eu chamo de humano e diabólico. Eu espero que gostem dele pq foi feito com supervisão pessoal de Mr. Catra. Eita que agora vcs piram, to sentindo isso. Leiam com calma e com atenção e percebam os momentos especiais desse cap.

Mal cheguei na sala de estar, me deparei com os sofás afastados para as paredes e com Maiko carregando uma bacia pequena de água para a cozinha. Shisui estava na cozinha e quando me viu, acenou e sorriu. Ele cozinhava alguma coisa.

— Pronto, amor, acho que Naruto dá conta. — Itachi colocou seus apetrechos dentro da sua bolsa e mandou um beijo no ar para Shisui — Deixei as instruções na geladeira e com Maiko, qualquer coisa liga para mim. — ele me disse, correndo para a porta. — Bom trabalho, amor! — ele gritou de lá.

Aproximei-me mais e me deparei com uma cena que eu não sei definir exatamente o sentimento que senti ao vê-la.

No chão, bem no meio da sala, de bruços e com os braços e as pernas afastados, a cabeça deitada de lado, as mãos e os pés cobertos por meias grossas cinzas, os olhos vendados, vestido como a própria sombra, só que sem o casaco, Uchiha Sasuke com as bochechas coradas. Para a porra do mundo que eu quero descer. Como assim ele está na casa de Itachi e de Shisui sem me dizer? Aliás, faz tempo que não escuto sua voz.

— Não surta. — Shisui disse, fazendo pose de “cuidado!”, me impedindo de gritar ensandecidamente, pois eu já estava de braços erguidos e de peito inflado para isso — Por favor, não surta, Naruto.

Soltei o ar devagar, acalmando-me.

— Primeiro, o que ele faz aqui? Segundo, por que ninguém me falou que ele tinha voltado? Terceiro, quando ele voltou? Quarto, e não menos importante, porque diabos ele está estatelado no chão? — falei tudo muito rápido, nem eu mesmo me entendi.

Me ajoelhei ao seu lado. Será que ele morreu? Me assustei com esse pensamento.

Shisui abaixou-se perto da cabeça dele e tirou um termômetro de dentro do blusão de Sasuke.

— 40,5… Puta que pariu, ele está mal mesmo… — sussurrou para Maiko não ouvir. Ele me fitou — Primeiro, Itachi trouxe ele do aeroporto para cá. Segundo, não tivemos tempo de te avisar por causa da correria do dia. Terceiro, ele chegou faz três horas. Quarto, Sasuke está doente.

— E Itachi foi embora? — quase gritei. — O médico aqui é ele! — Toquei a testa de Sasuke, ele estava fervendo. — Sui, precisamos baixar essa febre agora! – falei, nervoso.

— Por isso você está aqui. — ele se levantou e foi para o sofá, buscar sua valise — Itachi tem duas cirurgias marcadas para agora a tarde e eu tenho uma reunião inadiável. Como soulmate do meu primo, e namorado, é seu dever cuidar dele enquanto não volto. Mas não se desespere. — é, porque eu estou me desesperando — Maiko vai te ajudar. — UMA CRIANÇA VAI ME AJUDAR!!! Olhei para Shisui como se ele fosse louco. — Ele já está medicado e está descansando. Você só precisa garantir que Sasuke coma a sopa que Maiko está fazendo, quando ele acordar. — ele terminou de se aprontar e me fitou — Vai ser bom para você cuidar dele. Sasuke sempre fica com a guarda baixa quando está doente, coisa raríssima de se acontecer.

— Ok. Entendi. Não surtar e cuidar dele. Acho que posso fazer isso. — olhei para Sasuke e dei um pequeno sorriso.

— Ele vai literalmente estar nas suas mãos, Naruto! — Shisui gritou ao sair.

Me levantei e fui até a cozinha, a procura de Maiko.

— Oi, princesa. – cumprimentei-a.

Ela se virou e sorriu. Maiko havia perdido outro dente.

— Oi, Tio Naruto. — ela cortava lenta e cuidadosamente as batatas — Como está?

— Bem melhor que seu pai. O que aconteceu com ele, você sabe me dizer? — beijei sua cabeça.

— Bom… — ela colocou as batatas cortadas numa tigela e pegou uma cenoura, para cortá-la — Uma semana atrás, papai descobriu que um homem mau estava roubando dele. Não era bem dele, mas era das pessoas que trabalha para o papai. Então ele foi resolver o problema. — ela colocou a cenoura na tigela e pegou um chuchu — Só que o problema não foi só esse.

— Qual foi então?

Fazia uma semana que eu não falava com Sasuke, ele andava muito ocupado. Agora entendo o porquê.

— Tio Naruto, o que é boicote? — ela me perguntou, parando de cortar o chuchu.

— Hum… Acho que é quando alguém se nega a fazer alguma coisa que ela tem que fazer. De qualquer forma, não é coisa boa. Por que? Onde você ouviu isso?

— Papai falando com um homem pelo telefone. Ele disse — ela fez uma careta imitando Sasuke com raiva — “Isso é boicote” — ela tentou imitar a voz dele — Então ele passou uma semana sem dormir, só resolvendo esse tal de boicote. Deve ter sido um boicote gigante para deixar meu papai doente. — ela colocou o chuchu cortado na tigela e pegou cebolinha — Não acha?

— Sim, querida, deve ter sido sim. Seu pai é uma rocha, não é qualquer coisa que pode o derrubar. — suspirei, finalmente entendendo o que se passava com Sasuke. — Você precisa da minha ajuda para algo? Ou posso voltar para a sala?

— Não posso mexer com fogo. — ela confessou, corando o rosto — Preciso de ajuda para fazer a sopa. Será que poderia acender o fogão para mim?

— Só para acender, né? — dei uma risadinha sem graça enquanto esfregava a nuca. — Sou um desastre na cozinha. — admiti.

— É, tio Naruto. — ela sorriu e me olhou daquele jeito “Sasuke” de ironizar.

— Tudo bem. — peguei a caixa de fósforo que estava em cima da mesa e acendi o fogão. E não! Não aconteceu nenhum acidente. — Acho que fiz certo! – falei, brincando.

Maiko riu e continuou seus afazeres. Tão novinha e já sabe cozinhar? Isso é que é ser uma Uchiha, pelo visto. Ouvi alguns resmungos. Fitei minhas costas: Sasuke estava lentamente virando de barriga para cima, porém continuando de braços esticados e pernas afastadas. Voltei para perto dele e sentei do seu lado, na posição de lótus, observando se ele tinha acordado ou se delirava. Coloquei minha mão em sua bochecha e a acariciei, ele estava muito quente.

Ri com a ironia, lembrando do seu apelido.

Sasuke respirava profundamente e eu não sabia dizer que expressão ele tinha por causa da venda em seus olhos. Será que sua doença influenciara até sua visão? Talvez.

Olhei seu rosto e ele parecia tão sereno dormindo, aparentemente aquele era o único momento da vida que ele não era super intenso. Sorri com essa constatação. Ele podia demonstrar fragilidade de vez em quando. Achei engraçado uma febre o derrubar quando um atropelamento não conseguiu. Não parecia o “diabo”, o magnata poderoso que estava estampado em todos os outdoors da cidade, fazendo a publicidade da Rebú.

Lembrei da noite que ele me confortou e, de certa forma, eu fiquei feliz de poder cuidar dele também, como se retribuísse a gentileza.

— Mãe…? — ele resmungou bem baixo, a voz saindo falha, rouca, talvez a garganta estivesse inflamada. — Mãe… — uma lágrima escorreu por baixo da venda. — M… Mamãe…

— Shhh... Calma, Sasuke. Eu estou aqui. — acariciei seus cabelos. — Não vou embora, vou ficar até você melhorar.

Meu coração apertou só em ouvir o tom de sua voz, imagina vendo-o chorar. Sasuke era tão forte, nunca imaginei que ia viver para ver ele num momento tão frágil. Até mesmo os grandes homens podem cair um dia.

Sasuke mexeu-se de novo e eu me atentei, pois Shisui me avisara que ele iria acordar. Devagar, movendo uma parte do corpo de cada vez, ele foi se virando, ajustando-se de perfil, na minha direção, praticamente ficando ao meu redor. Era como se eu estivesse olhando para a sua sombra, porém mais nítida. Ele suspirou cansadamente, deixando mais duas lágrimas descerem.

— Não vai… — sussurrou tão baixo, que eu quase não vi seus lábios finos se moverem — Não… Quero ficar… Sozinho… — outro suspiro entristecido — Não me deixa…

— Ei, você não está sozinho. — beijei sua bochecha, onde as lágrimas escorreram e depois a acariciei. — Vai ficar tudo bem, querido. Não precisa ficar assim. – falei, angustiado. Era horrível ver Sasuke daquele jeito.

Ele apertou os lábios.

— Naruto… — chamou baixo.

— Aqui. Estou aqui, Sasuke. — passei a mão em seu braço, como que para confirmar o que eu tinha acabado de falar.

— Na… Ruto… — murmurou, menos dolorido.

Ele suspirou e seu semblante triste, talvez, desapareceu ao meu toque. Seu rosto suavizou e era como se eu visse um menino febril. Depois daquilo, Sasuke não disse mais nada, dormiu e ressonou baixo durante três horas seguidas, apenas girando em seu próprio eixo. Maiko, de tanto esperar, acabou dormindo no quarto de hóspedes depois de esquentar a sopa pela décima vez para o seu pai.

Fui até a cozinha beber água, no caminho vi que tinha algumas mensagens no meu celular, como era coisa do trabalho deixei para responder depois. Acabei me demorando mais do que pretendia e quando voltei percebi que algo mudara. Sasuke estava se mexendo, começando a erguer o próprio corpo, que parecia pesado demais para seus braços. Está vivo! Claro que está vivo, é de Uchiha Sasuke que estamos falando.

Com dificuldade e pendendo a cabeça para frente, ele se sentou e tentou coçar um ombro usando a mão oposta, mas a meia não permitia que ele o fizesse.

— Ufa! Você acordou. — me aproximei rapidamente e me agachei na sua frente.

— Onde estou? — ele continuava tentando se coçar. Sua voz saiu grave, provavelmente por causa da quantidade de horas sem falar.

— Na casa de Sui e Itachi. Vou ver se você continua com febre. — avisei, vai que ele faz alguma estripulia ou pior, tenta me bater de novo.

Toquei sua testa com as costas da minha mão. Ele se recostou nela, como se tentasse apoiar a cabeça na minha mão, mas ao perceber que não daria certo ele retrocedeu lentamente.

— Fica quieto, vou buscar o termômetro. — beijei sua cabeça quando me levantei.

Lá ficou, sentando que nem um índio, apoiando o corpo de uma forma estranha, ora pendendo para um lado, ora para o outro. Peguei o termômetro que Sui havia deixado numa mesinha de centro por ali, balancei-o para voltar ao grau inicial e voltei até onde Sasuke estava. Depois pedi para ele abrir a boca, escorreguei o termômetro para dentro e ele o apertou entre os lábios. Esperei alguns minutos e dei uma olhada.

— 37,5. Obrigado, Kami-sama. Como você está se sentindo? — sorri gentilmente para ele, mesmo que Sasuke não pudesse ver.

— Moído. — ele tentou se coçar — Com fome…

— Ótimo. Já volto!

Fui até a cozinha e coloquei um pouco da sopa que Maiko havia feito para Sasuke comer em uma tigela. Voltei até a sala e me sentei na sua frente.

— Maiko fez sopa para você.

— Ela… — ele bocejou — Aprendeu comigo… Sopa de… — ele virou um pouco o rosto — Legumes.

— O que você não sabe fazer, não é? — ri. — Vou te dar comida, não sei porque, mas você não pode tirar as meias, muito menos a venda. Seja bonzinho e abra a boca.

Ele se quer reclamou ou hesitou, apenas abriu a boca o suficiente para a colher entrar. Não consegui resistir. Esse Sasuke não se parece nem um pouco com o Sasuke que eu conheço.

— Faltou sal. — ele falou, depois de engolir.

— Ou talvez seu paladar não esteja tão bom. E você não está sendo bonzinho. Ela se esforçou muito para fazer a sopa. Se tivesse sido eu, provavelmente a casa tinha sido incendiada. — dei uma risadinha.

— Eu não disse que está ruim. — rebateu categoricamente — Disse que faltou o sal. — revirei os olhos.

— Só abre a boca. — não consegui tirar o sorriso do rosto. Eu estava feliz em poder cuidar dele.

Continuei dando sopa a ele. Simplesmente Sasuke estava faminto, pois tomou quase toda a sopa que Maiko fizera. Ele estava tranquilo, sem se opor ao que eu mandava. Realmente Sasuke está absurdamente doente. E fofo.

— Uau! E eu que pensava que comia muito! Para onde vai tudo isso? — cutuquei seu abdômen. — Tenho certeza que para aqui que não é. — gargalhei.

Silencioso. O Sasuke doente também não tem muito humor, além de ser meio lerdo para algumas coisas, mas sem perder sua língua afiada. Dormindo é fofo, acordado é um alienígena.

— Você está se sentindo melhor? Precisa de alguma coisa? — perguntei, esperando que pelo menos isso ele responderia.

— Não. Não preciso de nada.

Sasuke abriu o braços e esticou-se novamente no carpete, espreguiçando-se feito um gato. Ele suspirou e sorriu bobamente. Oi? Sasuke com cara de bobo? Eu nunca quero pegar essa doença, porque se já faz esse estrago com ele, imagine o que fará comigo.

— Baila… — ele murmurou, sorrindo, mexendo os quadris feito uma cobra — Baila esta cumbia… Mueve, mueva la cintura… — Espanhol?! — Todos, las manos em alto! Griten, griten com locura… — ele parecia dançar.

— Alocka!!! — arqueei minhas sobrancelhas. — Definitivamente, você não está bem!

— Estou ótimo...! — ele começou a rir feito um drogado. — Ó-ti-mo…!

— Sim, claro. Estou vendo. — olhei para ele preocupado. O que diabos deram para ele tomar? LSD?

— Vem aqui, Naruto. — ele falou, contendo uma risada.

Me aproximei devagar, sem saber o que esperar dele. Fiquei sentado do lado do seu corpo estirado.

— Oi? Estou aqui, do seu lado.

— Chegue mais perto… — ele sorria de um modo estranho, um sorriso que fazia suas bochechas ficarem completamente franzidas.

Me abaixei um pouco, aproximando meu rosto do seu.

— O que você quer? — perguntei baixinho.

Sasuke passou as mãos cobertas por cima dos meus ombros, até chegar a minha cabeça e me puxou para um beijo repentino. Seus lábios se forçaram contra os meus, sua língua obrigava a minha boca a se abrir e quando eu o fiz, senti o gosto da sopa. Droga, quanto tempo faz que eu senti essa boca na minha? Muito, muito tempo. Acabei me abaixando mais para aprofundar o nosso beijo. Sasuke escorregou suas mãos para a minha cintura e foi me puxando para perto de si, me guiando para cima de seu corpo, para depois colá-lo ao seu.

E pela primeira vez desde que nos “relacionamos” sua mão tocou a minha bunda num aperto nada puritano e nem fraco, sua mão enorme abarcou praticamente todo um lado e o esmagou entre seus dedos de águia. Gemi ao sentir o choque, seguido do arrepio que esse gesto inesperado provocou em mim. Sasuke riu, escorregando para o meu pescoço, chupando a pele exposta. Ele está doente, de olhos vendados, mas ainda consegue me fazer pirar?

Por favor, Kami, duas coisas: que Maiko não chegue e que ele não desmaie de novo. Sasuke largou a minha bunda só para bater firmemente e manter a mão ali, enquanto sua outra estava em meu pescoço, me prendendo em sua armadilha de serpente.

— Esse seu pescoço é uma delícia. — ele falou, rindo do barulho que sua boca fez depois de soltar secamente a pele dali.

— Sasuke… — tentei lembrar o que eu ia falar. Ah, preciso parar ele! Quer dizer, preciso mesmo? Grunhi irritado. — Você não está em condições para isso. Além de Maiko estar dormindo no quarto ao lado. Você não está vendo, mas estamos no meio da sala. — tentei colocar juízo na cabeça dele, ou será que era na minha?

Sua mão saiu da minha bunda e foi para a minha virilha, aplicando a mesma pressão. Eu ia gemer alto, mas tapei minha boca a tempo, sentindo a pele perto da minha orelha ser chupada e meu pênis ser estimulado sem sequer termos tirado qualquer roupa do caminho.

— Se não fizer barulho, vai dar tudo certo. — ele sussurrou em minha orelha.

— Não vou prometer o que não posso cumprir. – respondi, meio desesperado.

Ele riu e voltou a me beijar. Nós rolamos no carpete e Sasuke ficou de quatro, por cima de mim, ele ainda sorria daquele jeito estranho e de vez em quando lambia os lábios. Seu joelho estimulou lentamente meu membro por cima da calça, de forma circular, enquanto seus braços estava um de cada lado da minha cabeça.

Se curvou lentamente e sussurrou:

— Se me deixar chupá-lo, realizo um pedido seu.

— Qualquer um? — minha voz saiu gemida, graças aos movimentos do seu joelho sobre mim.

— O que essa sua cabecinha tonta quiser. — suas bochechas já não estavam mais coradas, talvez ele estivesse são.

— Então vá em frente. – falei, num fôlego só.

— Não sei se percebeu… — ele sentou-se sobre os próprios calcanhares e ergueu os braços, sacudindo as mãos — Mas não tem como eu chegar ao meu objetivo. Quer me dar uma mãozinha?

— Já percebeu que você só inventa essas coisas quando NÃO pode? — neguei com a cabeça.

Seu sorriso ficou ainda maior, se é que isso é possível.

— Não me responsabilizo por futuros traumatismo de ninguém. Reze para que Maiko não saia daquele quarto. – “FODA-SE!”, pensei enquanto desabotoava minha calça e abria o zíper.

Sim, eu estava diante do diabo sem poder ver o brilho rubro dos seus olhos. Sasuke estava concentrado nos sons que minhas roupas emitiam, seu sorriso não diminuíra um centímetro sequer, nem mesmo quando ele trafegou lentamente a língua entre seus dentes alvos. Ele se curvou devagar, recostando seu nariz no meu. Desceu, criando um rastro quente em meu corpo até chegar ao “destino”, que o esperava há muito tempo.

Desfez seu sorriso enorme, concentrando-se em passar sua língua por toda a minha extensão, talvez “reconhecendo” o território por estar de olhos vendados. Respirou pesadamente em cima da ponta do meu pênis, como se estivesse decidindo o que fazer. Essa maldita espera é o que mata e aumenta o tesão.

— Você deve estar precisando muito de algo para aceitar o meu acordo sem levar em consideração as circunstâncias. — ele disse sério, porém com um tom de desdém — Ou talvez estivesse desesperado por isso. — beijou rapidamente a ponta e colocou seu rosto na linha do meu olhar.

— Minhas motivações não são tão interessantes para você perder tempo pensando nelas. — PORRA! Ele vai ficar conversando?

— Isso que é o interessante, Naruto. — ele ficou bem acima de meu pênis e arregalei meus olhos com o que vi — Nem tudo é o que parece ser. — aquilo não podia ser a língua de um homem. Se fosse bifurcada, eu diria que é a língua de uma cobra.

Sasuke lambeu-me de novo e lentamente, me permitindo ver cada detalhe, foi engolindo-me até que senti sua língua tocar nos meus testículos. Ele foi se afastando lentamente, puxando-me com os lábios, ainda que eu sentisse seus dentes se arrastarem contra a minha pele. Eu tentava a todo custo me manter o mais silencioso possível, mas estava sendo muito difícil.

Começou devagar, sugando, mas logo foi acelerando, ficando mais forte, mais faminto, deixando todo o meu corpo em brasa e certas regiões reclamando por não receberem atenção. Meus gemidos iam saindo mais altos sempre que eu esquecia de me policiar, para logo voltar a grunhir baixinho.

De repente, quando eu achei que minha alma deixaria meu corpo, ele parou. Retirou-me de sua boca maravilhosamente quente e lambeu o canto dos lábios. Encarei-o.

Seu sorriso demoníaco se abriu de novo e ele esperou, eu acho.

— Sim…? – perguntei, frustrado com sua interrupção repentina.

— Eu te chamei? — eu vi sua testa se franzir e sua língua trafegar por seus dentes de novo.

— Não. — grunhi. Era um bastardo mesmo! Fazia isso só para irritar.

Suas mãos cobertas vieram para o meu traseiro, ele foi me empurrando bruscamente para cima, como se fosse me ajudar a dar uma cambalhota para trás. Ele apoiou minhas costas em seu abdômen, minhas pernas em seus ombros, minha cabeça ficou entre seus joelhos e eu não sabia mais o que porra estava acontecendo.

Sasuke simplesmente ria como o diabo que é. Ele afastou minhas calças até os joelhos e enfiou a cabeça naquele espaço, ainda sorrindo para mim. Começou uma lambida lenta partindo da minha entrada, passando pelos meus testículos até engolir o meu pênis. Não consegui manter minha voz baixa. Gemi alto. Voltou a fazer aquela sucção intensa e forte, enquanto suas mãos cobertas pelas meias deslizavam pela pele das minhas coxas expostas, bem devagar, me provocando arrepios alucinantes. Ele estapeou a minha bunda, me fazendo gemer e me contorcer naquela posição estranha, enquanto Sasuke ria com meu pênis em sua boca.

Ele passou a beijar a minha extensão, fazendo o caminho contrário da lambida, porém se deteve em meu ânus, enfiando devagar a língua ali. Tive que morder meu braço para não gemer. Eu só via a venda, mas eu sabia que seus olhos queimavam a minha alma. Sua língua foi entrando dentro de mim, meu corpo foi arqueando, mas seus braços não deixaram eu me afastar de si.

Mas que merda, eu estava sendo penetrado pela língua monstruosa dele e isso é absurdamente bom. Senti meu pré-gozo pingar em minha roupa por causa de sua língua brincando de cobra dentro de mim. Sasuke retirou e começou a chupar-me ali, voltando a afagar minhas coxas com aquelas meias. Me contorci de novo, soltando sons abafados pelo meu braço.

— Fica quieto! — ele resmungou — Eu quero te comer direito!

— Não é muito fácil quando você está sendo o bom Incúbus que você é! – falei com a voz rouca.

— Mas é interessante que fique quieto, ou vai acordar Maiko. — seu sorriso diabólico apareceu por trás de uma das minhas pernas, aliás, só metade dele.

Eu gemi frustado.

— Por favor, só vai logo. — choraminguei.

— Que bom que é educado. — ele deu um beijo rápido na minha entrada — Por causa disso, e só dessa vez, eu te deixo escolher.

— Escolher o que? — suspirei.

— Seu cu. — lambeu rapidamente — Ou seu pênis. — deu uma chupada lateral.

Por aquele momento, seu sorriso diminuiu.

— Argh, o cu, sim?! – respondi, nervoso. Eu só queria que ele terminasse aquilo logo, antes que Maiko surgisse na sala.

O seu sorriso gigantesco foi a resposta positiva da minha pergunta. Primeiro chupou com vontade, fazendo minha paredes internas se contraírem, depois empurrou com força sua língua dentro de mim. Revirei meus olhos e mordi os lábios com força. É indescritível a sensação de ser penetrado por uma língua. Sasuke empurrou minhas pernas para frente, quase me dobrando ao meio e se apossou ainda mais da minha bunda, mandando a merda qualquer senso de pudor e respeito pela casa dos outros.

Sua língua misteriosamente chegou ao meu ponto sensível e eu me contorci involuntariamente.

— Aqui? — ele perguntou, empurrando a língua de novo ali.

— Aaah, sim, aí! — Gemi e arfei.

Senti minhas nádegas serem puxadas para os lados por suas mãos cobertas, dando mais do que uma visão privilegiada a ele, quer dizer, se Sasuke pudesse ver. Sua língua entrou e golpeou aquele lugar seguidas vezes, como se fosse a língua de uma serpente. Eu só conseguia ver a cabeça de Sasuke movendo-se apressadamente contra meu traseiro. Eu estava falhando miseravelmente em me manter silencioso.

Minha mente estava nublando, os arrepios elétricos estavam ficando mais intensos e meu pênis latejava miseravelmente. Pensei em tocar-me, até ergui minha mão para isso, mas Sasuke me impediu batendo com força na minha mão.

Deve ser sua sombra servindo de olhos para ele.

Movi-me involuntariamente, rebolando em seu rosto enquanto abafava meus gemidos altos com meus braços. Droga, a minha soulmate é simplesmente o Mestre do Sexo, e eu não sei se com isso eu tirei a sorte grande ou o maior dos azares.

Essa não, está vindo! Eu tenho que avisá-lo antes que eu acabe gozando no carpete de Itachi! Belo cuidador eu sou, um fiasco, isso sim.

Minhas pernas voltaram para seus ombros e ele suspendeu com as mãos minha bunda um pouco mais alto, na altura do seu rosto.

— Sa... suke, não estou… aguentando… — falei, entre gemidos.

— Quer gozar? — assenti apressadamente, vendo o sorriso enorme se abrir — Desculpe, mas não posso ver sua resposta. — ele me lambeu de novo a entrada — Poderia falar?

— Quero sim, por favor, Sasuke. — minha voz saiu sôfrega e gemida.

— Onde?

Eu fiquei em choque. Ninguém, em nenhuma das minhas transas, me perguntara onde eu queria gozar, nem as mais safadas e nem os mais atrevidos. Arregalei meus olhos.

— Onde, Naruto? — ele lambeu demoradamente a minha entrada, dando voltas enquanto entrava novamente até tocar o meu ponto sensível.

— Na sua boca. — gemi baixinho.

Ele retirou a língua e fez uma cara de desentendido.

— Desculpa, eu não ouvi. Seus gemidos luxuriosos não me deixaram ouvir. Poderia repetir, por favor? — minha alma estava quase saindo pela minha boca, juntamente com meu sêmen pela minha fenda. Eu não aguentaria segurar por mais tempo.

— Eu disse na sua boca. — rosnei.

Sorriu e me engoliu. Não precisei mais do que duas chupadas fortes para derramar-me intensamente em sua boca. O orgasmo foi tão violento que acabei girando nossos corpos, fazendo-o voltar a ficar deitado enquanto eu estocava em sua boca, que ele fez questão de deixar apertada, para que até a minha alma saísse por ali.

Mordi meu braço de novo para não gritar de puro prazer. Alguns espasmos depois, eu pendi para o lado, apoiando-me no sofá, pois minhas pernas estavam sem forças e bambas. Sasuke ficara lá, deitado, engolindo o meu sêmen e lambendo os lábios. Notei uma leve coloração em suas bochechas, provavelmente provocada pelo esforço.

— Você é a pessoa mais gostosa que eu já comi na minha vida. — ele falou sem um mínimo de pudor, pendendo o rosto para o lado oposto onde eu estava e se esticando na posição de cristo crucificado. — Era disso que eu estava precisando. — sorriu satisfeito.

— Continue achando isso e daremos um jeito em você. Não esqueci disso. — mordi os lábios.

Sua respiração se normalizou rapidamente, enquanto eu ainda sofria os efeitos do orgasmo intenso. Eu não me lembro de ter gozado dessa forma. Nem na minha primeira vez.

— Pode pedir… — ele murmurou — Você é muito gostoso… Tem o direito de pedir o que quiser, só hoje. — seu rosto virou-se para onde eu estava.

— Vamos sair em um encontro. Como um casal apaixonado faria. — tenho certeza que corei, porque senti meu rosto quente.

Ele demorou-se a dizer qualquer coisa.

— Quando? — perguntou calmamente.

— Assim que você estiver melhor. — eu tentava esconder meu sorriso, tenho certeza que sua sombra estava vendo tudo. — Pode ser?

De repente, de súbito, Sasuke curvou suas pernas para cima de seu tronco e ao jogá-las para frente, se levantou do chão. Ficou parado diante de mim, retirando as meias de suas mãos, depois retirou a venda, mostrando seu olhar com um discreto brilho rubro. Seu semblante sério, fitando-me do alto, me convidava ao devaneio. Ele se virou para mim, olhou para baixo e eu também. Percebei que ainda estava com as calças até os joelhos.

— Em dois dias, então. — Sasuke retirou seu blusão, revelando um corpo forte e muito suado. Ok, eu estou babando, doido para lamber cada centímetro daquele abdômen perfeito. — Faça uma lista do que quer fazer e me diga a que horas vou te buscar.

Ele se afastou, lançando sobre o sofá, bem perto de mim, sua camisa impregnada de seu cheiro másculo e forte, indo para o corredor de acesso ao interior da casa. Abriu um porta e meteu a cara dentro, gritando que Maiko tinha que acordar, pois era hora do jantar. Sasuke foi para o banheiro, me deixando só na sala, literalmente com as calças na mão.

Levantei minhas calças rapidamente, antes que Maiko surgisse na sala e me visse daquele jeito.

— Tio Naruto…? — ela veio esfregando os olhos, os cabelos bagunçados e bem altos.

— Sim, princesa? — argh, meu coração vai sair pela boca.

— Papai tá curado mesmo? — ela bocejou, estirando os braços para eu pegá-la.

Apesar de Sasuke ser muito alto, Maiko é pequena para sua idade. Deve ter puxado a sua mãe.

— Acredite, ele está melhor do que o esperado. — apertei a ponta do seu nariz enquanto a segurava nos meus braços.

— Obrigada por cuidar do meu papai. — ela abraçou o meu pescoço, suspirando satisfeita.

— É sempre um prazer, querida. — sorri. — Fico feliz de poder cuidar dele de vez em quando. É sempre ele que cuida da gente, não é mesmo?

Ela assentiu. Ouvimos um pigarreio. Fitei o corredor. Lá estava Sasuke, de bermuda e moletom, provavelmente de Itachi, com uma toalha branca na cabeça.

— Vão se lavar. — ele olhava diretamente para mim — Eu vou fazer o jantar.

Foi para a cozinha. O resto do dia foi tranquilo, pois graças aos álibis de Sasuke, Itachi e Shisui não suspeitaram do “crime” novamente cometido. E a noite, em casa e depois de retornar as ligações de Kiba, fui pensar sobre o encontro que aconteceria em dois dias.

Notas finais
DiAngelo: PQP! Alguém me levanta q eu to chão! O que foi isso? Naruto acaba de ganhar o oral Rei do capeta e ainda tem direito a fazer um pedido? Tipo, ele ganhou em dobro, mia gente! Como isso? *desnorteada* E esse diabo todo dengoso quando tá dodói? :3 Ah sim, eu ainda to tentando me recuperar do espanto de Naruto: "UMA CRIANÇA VAI ME AJUDAR!!!" kkkkkkkkkkkkk Gostaram? COMENTEM, suas pestes! Tamo de olho na zuera dos fantasmas... Só digo isso! Vlw Flw o/ Nonna: Capeta doente só faz surpreender quem é de coração fraco. Eu não sei se Naruto é azarado ou sortudo por viver momentos assim, a gente fica só no observe. E esse pedido minha gente? Como será que vai ser esse encontro dos dois? Sei de nada, só observo essa zuera. Comentem, compartilhem em redes sociais, divulguem, façam zuada, favoritem e sejam felizes!