Corações perdidos
6 Capítulo 6
Claire acordou sentindo Baunilha se mexendo no colo ela. Ela podia sentir seu corpo reclamando do jeito que ela dormiu, mas ela podia sentir uma coisa macia e quente em baixo dela. Ela abriu os olhos e viu que estava deitada em cima do marido com a mão na blusa dele. Ela tirou a mão e se sentou direito, acordando a cachorra que olhou para ela de cara feia.
— Chegamos. – ela falou chamando a atenção dos outros. Acordando Owen e Franklin.
— Onde? – Franklin perguntou se sentando assustado.
Eles escutaram alguém mexendo na frente do caminhão e alguém entrou no lado do carona. Zia fez gesta para eles se esconderem enquanto mandava eles irem. Owen mal se levantou quando a janela foi aberta. Ele se encolheu no canto enquanto Claire agarrava a coleira de Baunilha e grudava o corpo dela nas pernas de Owen.
— O coração dela está batendo? – Whitley perguntou para Zia.
— Sim. E o seu? – ela perguntou calmamente sarcasticamente.
— Eu preciso de amostras de sangue.
— Não vou te ajudar a redefinir a cadeia alimentar, então pegue suas próprias amostras. – ela disse fazendo ele fechar a janela. – Vão, vão, vão.
Claire foi na frente e pulou para fora, com Baunilha e Franklin logo atrás. Ela olhou quando Owen puxou o braço dela e se deitou no chão se arrastando para baixo do caminhão. Baunilha entrou a tempo de Franklin descer e um homem parar alo lado dele.
— Onde diabos estava? – ele perguntou para o menino.
— Eu estava....
— Eu precisei de ajuda. – Zia disse abrindo a lona. – Ele se ofereceu.
— É da equipe do deque?
— Sim... Sim. – Franklin respondeu rapidamente.
— Vamos desembarcar. Siga-me.
— Quer dizer que vamos sair do navio agora? – ele perguntou olhando para Zia que estava olhando para ele por de trás da lona.
— É isso que desembarcar significa. Ande me siga! Vamos, garoto. – o homem disse saindo e fazendo com que Franklin fosse atrás.
— Merda. – Owen disse olhando para eles de baixo do carro.
— Essa não. Ele não vai conseguir sair. – Claire disse quando Franklin olhou para trás pedindo ajuda com os olhos sem saber o que fazer. – ele precisa de ajuda.
— Fique aqui. Eu vou buscar ele. – Owen disse começando a sair. Nesse segundo o caminhão em cima deles ganhou vida. – Não dá tempo. Vamos.
Eles saíram debaixo e começaram a andar procurando por um caminhão onde não tinha ninguém. Owen ia na frente e teve que parar Claire duas vezes para que ela não fosse vista. Ele era bem fácil para se passar por alguém da tripulação por causa de seu porte físico. Ninguém prestava muita atenção nele.
Ele esperou um segurança passar e puxou Claire enquanto Baunilha andava lentamente. Owen avistou um caminhão vazio e fez sinal para Claire ir para o lado do passageiro. Ela deixou a cachorra subir primeiro e depois entrou fechando a porta atrás dela.
— Saindo. – um homem disse batendo na porta ao lado de Owen.
Ele olhou para Claire que estava nervosa ao lado dele enquanto Baunilha se deitava no chão aos pés da dona.
— Para onde estão levando eles? – ela perguntou para Owen.
— Vamos descobri agora. – Owen ligou o caminhão me começou a seguir os outros.
Eles saíram no navio e seguiram pelas as estradas por algumas horas sem falar muito. Owen não sabia o que eles poderiam fazer para arrumar essa bagunça. Eles tinham metido os pés elas as mãos dessa vez. Claire olhou para ele. Ela odiava ver ele com aquele olhar no rosto. Ele sempre ficava com aquela expressão quando estava pensando em Blue e em como ele a deixou sozinha.
Eles nunca falavam sobre Blue nesses anos juntos, mas Claire podia dizer apenas de olhar para ele quando ele estava pensando nela. Assim como ela podia dá uns exemplos de dias em que ela o tinha pegado assistindo aos vídeos antigos das meninas. Mesmo assim ele não falaria sobre isso.
— Está é a propriedade Lockwood. – ela disse quando reconheceu o caminho.
— Ele deve ter uma garagem grande. – Owen disse sem humor.
Eles seguiram por alguns minutos sem parar, passando pela a segurança sem problemas. Owen estava tão concentrado na estrada que se assustou quando Claire bateu no braço dele o chamando. Ele olhou para ela que apontou para uma placa que indicava que uma cidade ficava ali perto.
— Chamamos a polícia na cidade e acabamos com isso. –ele disse fazendo ela concorda enquanto mudava a macha do carro.
Quando ele ia tirar o carro do grupo escutou o som de uma arma sendo engatilhada. Ele lentamente levantou as mãos enquanto Claire olhava para ele sem entender. Ele sentiu o cano da arma na cabeça dele e não se atreveu a olhar para o lado para ver quem era o dono.
— Olá. – Whitley disse parando ao lado dele com a arma na mão. Claire sentiu seu coração acelerado pensando em como aquilo acabaria com Owen. – Vocês deveriam ter ficado na ilha. Tinham chances maiores. – Claire olhou para a frente e viu vários homens armados se aproximando deles. – Saiam.
Claire olhou para Owen que fez que sim com a cabeça. Eles saíram lentamente do caminhão e foram para a frente ficando lado a lado enquanto Baunilha rosnava para eles.
— Acalme sua fera. Dessa vez não tenho tranquilizante. – Whitley disse e Owen assobiou. Baunilha parou ao lado dele sentada com os olhos atentos em todos. – Vamos, revistem eles.
Owen levantou as mãos e xingou quando viu um homem se aproximando de Claire. Ele foi revistado e pegaram a faca dele. Eles tinham sorte que essa faca era nova e ele não ligava para ela, por que se não, eles iam ter uma briga feia.
— Ei, eu não tenho arma. Pare de passar a mão por mim. – Claire reclamou quando o guarda continuou a revista.
— Eu sei que você gosta. – ele disse presando o corpo de Claire contra o caminhão.
Owen não pensou, apenas agiu. Ele pulou em cima do homem e os dois caíram no chão. Owen o socou três vezes no rosto antes de ser acertado pela a coronha de uma arma na cabeça e cair para o lado.
— Owen. – Claire correu para o lado dele e segurou a cabeça dele preocupada enquanto Baunilha grudou na perna do homem.
— Chega. Eu vou matar essa cachorra.
— Baunilha, pare. – Owen gemeu se sentiu um pouco tonto.
Baunilha foi para o lado dele e o chegou chorando. Owen passou a mão pelo pescoço dela antes de se levantar com dificuldade.
— Vamos levar eles. O chefe decidi o que vai fazer com eles. – Whitley disse.
Owen e Claire foram guiados por armas até uma cela nos fundos da casa e foram trancados. Owen se sentou onde parecia ser um local para colocar água e comida para os dinossauros. Claire andou por todo o lugar procurando um lugar para escaparem. Owen sabia que isso não ia adiantar. Baunilha se deitou na pilha de feno e olhava para os donos confusa.
— Oi, Claire. – os dois olharam para as grades e viram Mills parado arruando os óculos. – Só queria vir aqui e me desculpar. Não queria te envolver nisto, mas era o único jeito... – Claire deixou a raiva que estava sentindo falar mais alto e correu para as grades e tentou pegar Mills que se afastou rapidamente. — ... de pegamos o raptor. E precisávamos dele.
Owen a abraçou por trás e a afastou da grade. Ele não queria que ela se machucasse.
— Vamos. – ele disse quando ela se afastou da grade olhando para Mills igual Blue olhava para sua presa. – E agora? É isso? – Owen disse calmamente. – Você é um cara esperto. Poderia ter criado uma fundação para curar o câncer. Mas, ao invés, você... O que? Vende espécies ameaçadas?
— Eu salvei esses animais. – Mills disse como se realmente acreditava nisso.
— Você traiu um moribundo por dinheiro. – Claire disse com raiva.
— Claire, eu admiro seu idealismo, mas nós dois exploramos os animais. – ele disse se movendo, fazendo Whitley andar também. Ao menos tenho a integridade para admitir isso.
— Eu nunca, nunca fiz nada ilegal.
— Autorizou a criação da Indominus Rex. – Claire sentiu o golpe do modo que Mills queria. – Explorou uma coisa viva, em uma jaula, por dinheiro. Como isso é diferente? – ele olhou para Owen que assistia a tudo. Depois de todo esse tempo falando para Claire que nada do que aconteceu era culpa dele, esse cara estraga tudo. – E você... O homem que provou que raptores seguem ordens. Você nunca pensou nas aplicações da sua pesquisa, Owen? Quantos milhões um predador treinado pode valer?
Owen o estudo do mesmo modo como ele estudava seus raptores. Esse cara precisava aprender algumas coisas sobre ameaça e sobre o que fazer quando fala coisa para irritar as pessoas.
— Vocês dois... – ele se aproximou mais da grade. — ... são os pais do novo mundo.
Com um único movimento preciso do braço, ele pegou o braço de Mills e o dobrou.
— Ei, solte. – Whitley disse pegando a arma e apontando para ele, enquanto Claire se aproximava e colocava a mão no ombro do marido e a outra no braço de Mills.
— Owen.
— Acho que vou quebrar o braço dele. – ele disse com um pequeno sorriso.
— Solte. – Whitley repetiu.
Claire olhou seria para Owen e ele soltou dando um passo para trás enquanto Mills gemia de dor. Claire colocou as duas mãos no braço de Mills e olhou para ele com raiva.
— Claire, eu... – seja lá o que ele ia falar, ficou preso quando Claire o puxou com força fazendo ele bater a cara na grade e cair.
Owen riu enquanto olhava para a esposa que deu dois passos para ficar ao lado dele. Mills se levantou e olhou para os óculos quebrado enquanto Whitley parou ao lado dele.
— Como cuidaremos disso?
— Bom, para o conhecimento de todos, eles queimaram na ilha. – Mills respondeu e olhou para eles antes de se afastar.
Owen assistiu eles saírem e xingou antes se jogar no chão encostando na parede. Baunilha pulou no chão e foi para o lado dele deitando com a cabeça na perna dele. Owen começou a fazer carinho nela enquanto Claire se sentou onde ele estava a pouco tempo. Eles ficaram em silêncio por um bom tempo, apenas olhando para o nada enquanto pensavam em um modo de sair dali.
Claire olhou para a fora quando ouviu os sons dos dinossauros e olhou para uma mãe Tricerátopo com seu filhote. Ela chegou a pensar que quando a cabana estivesse terminada ela poderia ter aquilo com Owen. Ele já tinha falado algumas vezes sobre filhos. Agora parecia impossível.
— Você se lembra da primeira vez que viu um dinossauro? – ela perguntou olhando para o marido com curiosidade. – A primeira vez que os vi, foi como um milagre. – ela voltou sua atenção para os animais. – Você lê sobre eles em livros. Vemos os ossos em museus. Mas não acreditamos realmente. Eles são como mitos. E então você vê...o primeiro vivo.
Ela parou de falar enquanto olhava para os animais juntos. Eles pelo menos ainda tinham um ao outro.
— Isso não é sua culpa. – ele falou fazendo ela olhar para ele.
— Mas é. – ela falou quase chorando.
— Não. – ele balançou a cabeça. – É por minha causa. Eu mostrei o caminho. – ele se levantou. – Agora, escute. Você e eu teremos muito tempo para falar sobre isso depois.
— Se tiver um depois.
— Vai ter. – ele parou encostado na porta olhando para fora. – Eu tenho uma cabana para terminar.
Claire olhou para ele sorrindo. Owen sorriu para ela e sentiu uma vibração na parede enquanto escutavam um barulho de algo batendo. Baunilha se levantou e começou a latir. Owen se aproximou de Claire.
— O que é isso? – Claire perguntou enquanto Owen olhava para a janela.
Owen deu um pulo e segurou as grades. Ele deu um sorriso ao ver um Stygimoloch ali. Ele estava dando de um lado para o outro dando cabeça em tudo.
— Olha só quem acordou. – ele disse e soltou um assobio.
O animal balançou a cabeça e deu uma cabeçada na parede da cela de Owen e Claire fazendo o portão tremer. Se Owen conseguisse usar o animal, eles poderiam sair dali. Owen soltou as mãos e ficou de pé na frente da esposa.
— Vamos sair daqui. – ele disse antes de tirar Baunilha do caminho. Ele assobiou e assim como esperava o animal deu uma cabeçada na parede. Claire olhou para Owen confusa. Ela não fazia ideia do que ele estava fazendo.
— O que está fazendo?
— Escapando.
— Tem certeza disso?
— Não. – e assobiou novamente.
Owen continuou assim por vários minutos vendo a parede começar a mexer a cada golpe. Claire estava atrás dele com o coração a mil. Ela não sabia o que mais fazer além de segurar a coleira de Baunilha para ela não pular atrás do dono e reza para que isso desse certo. Owen esticou o braço quando viu que a parede estava bem rachada e molhou os lábios antes de dá mais um assobio. O Paqui conseguiu passar pela a parede e balançou a cabeça antes de olhar para Claire.
— Ok. – Claire disse quando o animal pulou para ela.
— Ei! Você! – Owen gritou e começou a bater palma para chamar a atenção do animal. – Olhe para mim, olhe para mim. Ei! – ele soltou um grito mais alto. – Venha para mim! Tudo bem.
Ele caminhou lentamente para o portão e se colocou em posição antes de assobiar e pular agarrando as grades e tirando os pés do caminho. O animal bateu com tudo no portão e o abriu indo direto para uma coluna de pedra. Ele bateu a cabeça e correu. Owen e Claire saírem e viram o animal decidindo para onde iam, antes de correr.
— De nada. – Owen disse para ele.
Claire escutou um suspiro atrás dele e olhou e viu a mesma garotinha que tinha visto no dia que tinha ido para lá falar com Mills.
— Ei, espere. Por favor, espere. – ela chamou e começou a correr quando a menina correu. – Espere, por favor. – ela e Owen pararam quando viram a menina encolhida em um elevador de serviço. – É a neta de Lockwood.
— Ei, garota, quer descer daí? – ele perguntou calmamente, com a voz que usava com animais assustados e perigosos, ela negou com a cabeça. – Não?
— Você se lembra de mim? – ela concordou com a cabeça. – Meu nome é Claire. Qual é o seu?
— Maise. Maise Lockwood.
— Oh, Maise. – Claire disse com um pequeno sorriso enquanto ela e Owen se aproximavam lentamente da menina. – Esse é meu marido, Owen.
— Eu vi você com os Velociraptores e... Blue.
— Oh.. Oh é? – Owen deu um pequeno sorriso antes de olhar para a esposa que olhou para ele. – Hã, você gosta de dinossauros? – Maise concordou com a cabeça. – Eu também. Você desce daí e eu te conto tudo o que quiser sobre a Blue. – ele disse enquanto Claire sorria para a menina. – Isso é bom? – ela concordou com a cabeça. – Tudo bem. Desça daí.
Maise desceu devagar e parou longe deles olhando para eles. Ela estava com as bochechas e com o nariz vermelho por causa do choro. Claire se abaixou um pouco para ficar da mesma altura que ela.
— Querida, precisamos de ajuda para achar seu avô. Pode nos levar até ele?
— Não. – Maise gemeu balançando a cabeça.
— Você veio aqui sozinha? –Owen perguntou e Maise fez que sim com a cabeça. – Criança corajosa. Parece que precisa de um amigo.
— Ele morreu. – Maise disse antes de correr para abraçar Owen chorando.
— Escute, querida. – Owen disse se afastando dela delicadamente. – Vamos encontrar nossos amigos e dar o fora daqui. – ele se abaixou um pouco para ficar da altura dela. – Quer vim com nós?
— Precisamos de um amigo também. – Claire disse fazendo a menina olhar para ela.
Maise olhou novamente para Owen e concordou com a cabeça. Owen sorriu para ela e seguiu em frente. Assim como fazia no navio, ele foi na frente usando seu corpo para proteger, Claire e Maise. Baunilha tinha adorado a menina e estava balançando a cauda enquanto tentava fazer com que ela risse. Maise também gostou da cachorra.
— Onde estamos indo? – Claire perguntou com as mãos nos ombros de Maise.
— Temos que achar Franklin e Zia. – Owen disse olhando para ela rapidamente. – Quem sabe achar um telefone para ligar para a polícia e avisar o que está acontecendo.
— Tem um na sala, na cozinha, nos escritórios e no quarto do meu avô. – Maise disse fazendo Owen sorrir para ela.
Eles seguiram andando até que chegaram a um lugar aonde podiam escutar o leilão dos animais acontecendo. Owen não sabia qual era o animal, apenas sabia que valia vinte e cinco milhões de dólares.
Ele fez sinal para Claire e Maise se aproximarem enquanto escutava o homem falando sobre o último dinossauro que eles iam mostra hoje.
— Queremos oferecer diversão incomum para nossos compradores mais exigentes. Vamos providenciar para vocês um show preliminar de nosso novo desenvolvimento. A criatura do futuro, criada de partículas do passado. – Eles encontraram uma janela e pararam para ver o que estava acontecendo. – Senhoras, e senhores, quero avisa-los, esse é um híbrido genético das duas criaturas mais perigosas que já pisaram na terra. Ele se chama... Indoraptor.
Um dinossauro apareceu. Ele não era nada parecido com os dinossauros que Claire conhecia e mesmo assim alguma coisa nele não era estranho. Enquanto ele rugia ao levar choque, Claire se lembrou vagamente de quando fugia do Indominus.
— A arma perfeita que foi criado para as batalhas. Para velocidade de reação, supera qualquer soldado humano. – ele continuou animado.
— O que é essa coisa? – Claire sussurrou.
— Eles fizeram. – Maise respondeu. – Senhor Mills e o outro homem.
— Quem é o outro homem?
— Ele. – Maise apontou para ela.
— Desenvolvido pelo senhor Henry Wu. O coeficiente de desenvolvimento mental é comparável ao velociraptor. Tem um sentido particularmente aguçado de faro. Treinado para responder a orientação do sistema de pulso de código e laser. O que lhe permite distingui e perseguir vítimas mesmo em uma situação tática complexa. Por favor. – apontaram a arma laser para um homem na plateia. – Primeiro, o laser determina o alvo... – o animal seguir o laser com os olhos e rosnou. – Quando o alvo é capturado, o sinal sonoro inicia o ataque. – quando o som foi feito, o dinossauro rosnou e se jogou contra as grades e tentou pegar o homem.— Ele é imparável, atualmente. Continuaremos a fazer mudanças...
— Vinte milhões... – alguém gritou.
— Não, não. Esse é o protótipo. Não está à venda. – o leiloeiro tentou começar.
— Vinte e um!
— Bem, é um protótipo...
— Vinte e dois...
— ... Mas...
— Vinte e três!
— Vinte e quatro!
— Vinte e quatro milhões de dólares. – ele decidiu continuar.
— Vinte e cinco milhões de dólares!
— Quem dá vinte e seis?
— Essa coisa não pode sair desse prédio. – Owen disse saindo deixando Maise, Claire e Baunilha.
Ele ia acabar com isso. Ele foi andando até encontrar uma caixa de força e começou a mexer nos fios. Ele não tinha certeza do que ia fazer. Ele mexeu em um dos fios e o elevador parou e abriu a porta. Owen olhou para o outro lado quando escutou algo batendo na parede e quebrando. Ele viu o Paqui, balançando a cabeça. Owen olhou para o animal e depois para o elevador. Ele já sabia o que ia fazer.
— Ei, amigona. – ele disse depois de pensar um pouco. – Você está pensando no que estou pensando?
O dinossauro pareceu sorrir para ele, enquanto ele caminhava para o elevador. Ele tirou a proteção e apertou o botão para descer, antes de assobiar e se proteger. O dinossauro entrou a tempo das porás se fecharem. Ele rodava olhando tudo curiosamente. Quando a porta abriu, ele estava do lado errado, mas assim que viu que estava livro, começou a acerta todas as pessoas que via com a cabeça, fazendo eles voarem.
Owen saiu de cima do elevador e pulou no chão olhando a bagunça que estava acontecendo ali. Ele correu quando viu um guarda pegar uma arma e se preparar para atirar no dinossauro. O homem começou a atirar e Owen levantou a arma, fazendo as pessoas gritarem mais e se afastarem deles. Owen chutou a barriga do cara e o rodou por cima do ombro o jogando no chão, a tempo desse desviar do bastão elétrico que outro guarda tentou acerta nele.
Esse lutava um pouco melhor e conseguiu acerta ele, mas Owen esteve na marinha, sabia como lutar. O homem estava concentrado em acerta ele com a arma, e Owen usou isso a seu favor e segurou o bastão usando ele para prender o pescoço do caro, que usou seu peso para fazer Owen soltar. Ele acertou Owen no estomago e ele foi para trás, batendo as costas na parede. O guarda, o chutou e Owen o socou com força nas costelas, antes de empurrar ele para longe.
Usando o bastão, o homem conseguiu prender Owen novamente e tentou choca-lo, mas Owen desviou e pegou e o afastou antes de socar novamente nas costelas, fazendo o homem recuar alguns passos. Owen se aproximou e mas o homem pegou ele pela a cintura o acertando com força na parede. Owen gritou de dor, antes de usar o cotovelo para acerta a nuca do homem.
O homem ficou tonto e por isso, Owen socou e o jogou no chão antes de ir em direção ao dinossauro. Ele viu Mills mandar tirarem o dinossauro de lá quando ele notou o estrago que Owen estava causando. Owen olhou para o homem que estava puxando a alavanca. Ele precisava chegar lá.
Respirando fundo, ele correu para lá. Um guarda veio e Owen o jogou para o lado sem problemas. Ele se abaixou e pegou uma cadeira do chão jogando no próximo guarda. Ele cruzou o braço, para o próximo e se afastou chutando o homem para longe. Ele se abaixou desviando do soco, e deu um, fazendo o cara apagar. Ele usou a velocidade e deu um soco correndo em um guarda e agarrou o cara da alavanca pela a cintura indo com tudo para a parede. O homem bateu com tanta força que desmaiou.
Owen puxou a alavanca e viu o carrinho com o dinossauro voltar. O animal olhou para ele e rosnou antes de Owen ir para a painel e puxar os cabos. Ele olhou para o animal parado e correu para ir se encontrar com Maise, Claire e Baunilha.
Elas estavam esperando por ele. Não demorou muito para encontrar elas. Maise correu para ele e o abraçou antes de seguir correndo. Eles tinham que achar Zia e Franklin e dá o fora dali o mais rápido possível.
— Não! – Mills gritou quando Owen ia abrir uma porta.
Ele voltou e abriu os braços, mantendo Claire e Maise atrás dele. Baunilha estava ao lado dele, rosnando e em posição de ataque quando viu os dois homens armados.
— Vocês dois... que maravilho casal. Maise, venha comigo.
— Você conseguiu seu dinheiro. Vá embora. – Owen disse sem se mover.
— Oh, e o que vocês vão fazer? – ele apontou para Claire e Owen.
— Parar com isso. Tudo isso. – Claire disse abraçando Maise e passando a mão na cabeça dela.
— Como? Vocês vão voltar no tempo e não deixar Hammond brincar de Deus? – Ele bateu as mãos. – Não dá para fechar a caixa.
— Temos que tentar.
— É tarde demais. Maise, venha! – ele disse com raiva.
Claire empurrou a menina delicadamente para trás de Owen que esticou o braço e usou seu corpo para proteger a garota. Maise colocou as mãos no braço de Owen.
— Oh... então, vocês dois querem cuidar dela? Hun? Vocês não têm ideia do que ela é. – Owen e Claire ficaram confusos com isso. Ela era uma criança. – Por que, na sua opinião, Hammond e Loockwood brigaram? Hâ? Lockwood nunca teve uma neta! Ele só queria a filha de volta. – Owen e Claire se olharam surpresos. Maise segurou o braço de Owen com mais força. – E quando ele dominou a tecnologia... ele a criou outra. Ele a fez novamente.
O Indoraptor decidiu aparecer nessa hora e pegou os dois guardas. Mills correu para o outro lado enquanto Owen apontava para a porta.
— Vai. Vai. – ele mandou.
Eles correram para lá e entraram. Owen fechou a porta enquanto Claire virava um armário. A mulher saiu correndo com o marido logo atrás. Baunilha mordeu a calça de Maise tentando fazer ela correr. Owen voltou e colocou a mão delicadamente no braço da menina a puxando com ele. Eles correram pelos os tuneis com Maise ajudando falando por onde eles tinham que ir.
Finalmente, eles saíram na sala principal. Aonde ficavam o museu. Owen saiu na frente e viu que não tinha nada. Claire não estava mais abraçando Maise, mas as duas andava lado a lado, com Owen alguns passos a frente. Eles viram um homem no chão, com uma arma ao lado. Owen deu alguns passos naquela direção. Ele precisava de algo para defender as garotas.
Ele mal deu quatro passos, quando alguma coisa puxou o homem. Ele correu com Maise e Claire logo atrás. Baunilha encostou a cabeça em Maise que estava tremendo enquanto eles escutavam o animal comendo o homem. Eles escutaram o bicho se aproximando e começaram a deslizar. Eles deram a volta quase completa. Owen se esticou um pouco para ver e quase foi pego. Quando ele olhou novamente, o Indoraptor tinha sumido. Ele se esticou com cuidado para pegar a arma que estava perto dele.
Ele estava quase pegando a arma, quando Claire puxou o cinto dele pelo lugar onde sua faca geralmente ficava. Ele olhou para ela sem intender e ela olhou para cima. Ele notou o por que ela fez isso quando ouviu e viu o animal em cima deles. Eles prenderam a respiração, esperando que o animal perdesse o interesse neles.
— Dave, está na escuta? — o rádio do homem que ele tinha comido chamou. – Dave?
O dinossauro olhou para baixo para ver de onde vinha o som e encontrou eles. Ele estava olhando diretamente para Owen.
— Corram! – ele gritou para as meninas.
Ele não precisou falar novamente. Eles se levantaram e correram para a escada mais perto. Maise foi a primeira a subir, sendo seguida por Baunilha, Claire e por fim Owen. O dinossauro pulou e Claire caiu gritando assustada quando a cabeça dele passou um pouco pelas grades. Ela se levantou e seguiu para cima. Owen veio logo atrás e teve que segurar as barras de ferro que cedeu com o peso do animal com os dentes quase em cima dele. Seus braços estavam quase cedendo quando os pés do animal escorregaram, e ele caiu.
Owen se levantou e correu para cima. Ele viu Claire e Maise acenando para ele de uma passagem. Ele correu para lá e fechou a porta. Ele respirou fundo algumas vezes e abriu um pouco para ver o animal. Ele ainda estava lá. Eles não sairiam por ali. Ele desceu as escadas e Baunilha o chegou.
Owen olhou em volta, tentando pensar em algo. Atrás dele tinha uma caixa de energia. Talvez, ele pudesse usar isso a seu favor. Ele abriu e leu para ter certeza, antes de desligar. Todos as luzes se apagaram e ele seguiu na frente com Baunilha. Ele não viu o dinossauro, e se escondeu atrás da parede quando um raio iluminou o vidro. Ele esticou a mão e chamou Claire e Maise que correram até ele.
Eles seguiram lentamente, com cuidado. Owen começou a sentir um pouco de esperança quando viu uma porta. Ele forçou a porta e viu que estava trancada. Ele olhou para trás.
— O que? – Claire perguntou com as mãos nos ombros de Maise.
— Está trancada. Tem algum grampo?
— Grampo? – foi ela falar e escutou o som das luzes voltarem a ser acessas.
Claire se virou para ver cada uma das exposições voltando a vida, antes da que eles estavam também acender. Maise deu um passo a frente com a respiração pesada antes de um raio iluminar o outro lado e ela gritar.
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