Corações perdidos
7 Capítulo 7
Owen e Claire olharam para Maise quando ela gritou a tempo de verem o Intoraptor saltar na direção da menina. As arvores caíram em cima deles e os prenderam. Owen caiu de lado com o pé preso, enquanto Claire caiu ao lado de Maise com as pernas presas pela a arvore e pelo o peso do animal. A pata do animal estava presa em baixo perto de Owen, por isso ele conseguiu se abaixar e ficar mais perto de Claire e Maise. Baunilha latia, mas tinha uma grade arvore em cima dela.
Usando toda a sua força, Owen soltou o pé e chutou o animal fazendo com que ele subisse um pouco.
— Vai. Vai. Vai. Vai. – Claire disse passando os braços por Maise e a guiando para fora dali.
A menina correu e quase foi mordida. O movimento do dinossauro soltou duas arvores e uma caiu em Claire a outra em Owen. Todo e qualquer pensamento de Claire foi apagado quando ela sentiu uma forte dor na perna.
— Ahhhhh. – ela gritou jogando a cabeça para trás com a dor que estava sentindo.
Owen xingou e fez força para se soltar quando ouviu o grito de Maise e viu o dinossauro saindo para ir atrás da menina. Ele conseguiu tirar as coisas de cima dele e correu para ajudar Claire e Baunilha. A cachorra tentou levantar, mas estava com a pata quebrada, por isso choramingou e se arrastou para o lado de Claire quando Owen tirou a última arvore.
Owen correu e se ajoelhou ao lado da esposa quando viu o motivo do grito. Ela tinha sido atingida pela a garra do animal. Ele pegou seu lenço e pressionou a ferida na perna dela, enquanto a Claire olhava com a respiração pesada.
— Ei, você está bem. Pressione. Não olhe. Olhe para mim. – ele balançou a cintura dela delicadamente. – Olhe para mim.
— Precisa encontra-la. – ela disse olhando para ele.
— Eu não posso te deixar aqui. – ele disse como se só esse pensamento causasse dor.
Claire soltou um pequeno gemido e colocou as mãos no pescoço dele o puxando para ela e o beijou. Foi um beijo rápido. Bem mais rápido do que o primeiro no parque, mas falava tudo o que precisava. Claire estava prometendo que ia ficar bem.
— Vá, eu vou ficar bem. – ela disse quando eles se separaram. – Corra!
Owen se levantou e correu para a arma. Ele deslizou no chão e a pegou vendo que ainda tinha munição antes de correr. Maise tinha falado onde era o quarto dela, quando perguntou se podia pegar algumas roupas, antes deles irem, então ele sabia mais ou menos onde ir. Ele apenas esperava que não fosse tarde demais.
Claire olhou para Baunilha que chorou quando o dono correu, mas não podia fazer muita coisa. Com cuidado, ela tirou o pano de sua ferida e abriu o lenço vendo que ele era grande o bastante para ela amarrar a perna. Quando ela se deu por satisfeita, ela examinou a Baunilha. Sua perna traseira estava visivelmente quebrada. Ela respirou fundo e tirou a coleira da cachorra. Ela podia dá um jeito nisso.
Owen estava subindo as escadas correndo quando escutou o grito de Maise. Por algum motivo, o grito da menina o lembrava uma chaleira apitando. Com um chute só, ele abriu a porta e entrou.
— Maise, fique abaixada. – ele disse atirando.
Ele mirou nos pontos principais e atirou três vezes. O Indoraptor se abaixou e Owen abaixou a arma com a cara fechada para ele. Ele olhou para a cama onde Maise estava com as mãos perto dos ouvidos assustada. Ela olhou para o animal e arregalou os olhos quando ele começou a levantar.
Owen olhou para a arma e viu que estava sem munição. Ele apenas esperava que Maise conseguisse fugir enquanto o dinossauro acabava com ele. Ele deu alguns passos para trás e soltou a arma antes de encostar na parede. Ele olhou para o lado quando ouviu um sibilado vindo de lá. Ele olhou e viu Blue soltar um grito de desafiou, antes de pular no outro dinossauro.
Owen foi andando e saindo do caminho enquanto se aproximava de Maise. Os dinossauros chegaram perto dela e ela gritou, fazendo Owen correr para o lado dela e pular na cama a abraçando.
— Shii. – ele disse puxando ela para ele.
Mesmo com Blue em cima dele, o Indoraptor tentou morde os dois e Owen colocou Maise atrás dele. Ele olhou para o lado e viu a sacada. Podia ser a última chance deles. Ele passou por cima da cama e de Maise antes de pegar Maise. Foi bem a tempo, por que assim que tirou o corpo dela da cama, Blue foi lançada lá.
Meio carregando Maise, Owen correu com ela para a sacada. O indoraptor rosnou para ele, quando Maise saiu e quase o pegou antes de Blue pular nele novamente. Eles saíram e Owen olhou para a sua garota lutando contra aquele monstro.
— Me siga. Eu sei um caminho pelo o telhado. – Maise disse pulando pela a sacada. Owen deu uma última olhada na luta antes de passar as pernas deles também e seguir a menina. – Venha. – ela disse indo o mais rápido que podia, com Owen logo atrás. – Vamos.
Eles estavam quase na encosta do quarto quando o Indoraptor bateu na porta e derrubou os dois. Maise gritou e Owen girou o corpo para ir na frente dela. Ele a ajudou quando chegaram o outro telhado e correram. Owen xingou mentalmente quando viu que o caminho tinha acabado.
— Por aqui. – Owen apontou para a construção ao lado.
Maise subiu e correu pela passarela. Owen a seguiu o notou que estavam sem saída. Eles estavam em cima da claraboia. Ele se virou e colocou o corpo na frente da Maise. A Menina segurou o braço dele enquanto eles assistiam o Dinossauro se aproximando. O bicho rugiu e Maise se assustou. Por conta da chuva, o vidro estava escorregadio e ela caiu. Se eles não estivessem de mãos dadas ela teria caído.
— Eu peguei você. – ele disse olhando para ela.
Ele olhou para cima quando sentiu sua mão começar a tremer. Onde ele estava segurando não ia aguentar por muito tempo. Ele tinha que escolher: Morrer pelo o dinossauro, ou pela a queda. Ele olhou novamente para Maise e se assustou um pouco quando escutou o som de metal, batendo em metal e os latidos de Baunilha.
— Ei. – Claire gritou enquanto batia.
Depois de usar a coleira e o colete de Baunilha para manter a perna dela parada, ela tinha conseguido seguir atrás de Maise e Owen. Ela não sabia dizer se era por que estava com a adrenalina tão alta que não sentia a dor na perna, ou não era tão ruim quanto parecia.
Ela seguiu eles até o quarto parcialmente destruído de Maise e pegou a arma. Ela reconheceu como sendo a que usaram no leilão, ela poderia usar isso ao favor dela. Seu coração quase parou quando ela viu Owen e Maise pendurados. Ela pulou pelo buraco na janela e subiu as escadas enquanto Baunilha ficou parada embaixo. Quando ela começou a bater. A cachorra começou a latir.
O Indoraptor olhou para ela. Ela levantou a arma e segurou do modo certo enquanto Owen subia e puxava Maise com ele. Claire aperto o botão do laser e rezou para que Owen entendesse. Ele estava de mãos dadas com Maise, por isso, a empurrou delicadamente para que ela se segurar. Ele deu um passo à frente e abriu os braços, fazendo um gesto mínimo com a cabeça para Claire.
A mulher estava com a respiração pesada. Ela nunca pensou que fosse apontar uma arma para alguém. Menos ainda para o marido. Ela respirou fundo antes de aperta o botão para fazer o barulho. O Indoraptor rugiu e correu, ao mesmo tempo em que Owen correu na direção dele. Ele deslizou e deixou seu corpo cair. Ele apoiou os pés no chão e virou, batendo as cortas com força na parede.
Eles olharam para o mostro, esperando para ver se o plano ia dá certo. Quase deu. Se não fosse pela a viga de apoio ele tinha ido. Owen olhou para o monstro encarrando ele. Ele tinha ainda uma opção. Ele deu um passo a frente, para tomar coragem para pular em cima do dinossauro, quando um raio iluminou atrás do animal e ele pode ver a sombra de Blue.
O raptor pulou no Indoraptor e usou o peso dela para fazer os dois caírem. Eles escutaram o som de alguma coisa sendo empalada. Owen fechou os olhos por um segundo até ouvir o grito de vitória de Blue. Ele respirou fundo e olhou para Maise, antes de olhar para Claire e Baunilha. Ele não podia acreditar que estavam todos vivos.
— Venha, Maise. – ele disse estendendo os braços para ela. – Vem, eu te pego.
A menina olhou para ele por um momento com medo, antes de ir até ele e deixar seu corpo escorregar. Owen realmente a pegou e a apertou contra o peito dele. Claire desceu e se aproximou deles também abraçando os dois. Eles estavam vivos. Isso era tudo o que importava no momento. Eles se aproximaram do buraco e viram Zia e Franklin saindo de dentro do elevador.
— Ei! – Owen gritou chamando a atenção deles.
— Ei. — o menino disse animado. – Você está bem?
Owen olhou para as meninas, balançou um pouco o corpo e olhou para o menino novamente.
— Sim. E você?
— Não.
— Ei, temos um problema lá em baixo. Precisam ver isso. – Zia disse apontando para o chão.
— Estamos indo. – Claire disse.
Com cuidado, eles saíram de lá e desceram. Eles tiveram que seguir para o controle das gaiolas dos dinossauros. Estava tudo cheio de gás e alarmes. Claire olhou para aquilo confusa. Não deveria está acontecendo isso. Os dinossauros estavam sendo envenenados.
— Estão todos morrendo. – ela disse antes de se virar para os outros.
— A explosão danificou o sistema de ventilação. – Zia respondeu perto da Maise e do Franklin enquanto Owen colocava Baunilha em uma cadeira. – Fizemos tudo o que podíamos.
Claire olhou em volta e viu o controle.
— Posso abrir os portões daqui. – ela disse se aproximando.
— Claire, tenha cuidado. – Owen disse quando ela começou a aperta o botão. – Não estamos mais na ilha.
Claire não deu muita atenção enquanto apertava os botões abrindo todas os portões. Owen olhou para ela e para os animais quando ela olhou para ele buscando segurança.
— Claire... – ele disse delicadamente. – Se apetar o botão, não tem mais volta.
— Não posso deixar eles morrerem. – ela disse com a mão pairando em cima do botão.
Ela estava tendo uma guerra interna. Ela sabia que Owen estava certo. Ela não poda fazer isso. Não podia fazer aquilo. Aquilo era maior do que ela. Mas por outro lado, ela lutou por aqueles animais com unhas e dentes durante anos. Quase perdeu Owen por causa disso.
Ela fechou a tampa.
Ela mancou até a janela enquanto chorava. Ela assistiria eles morrerem e não poderiam fazer nada. Owen se aproximou da esposa e a abraçou pelos ombros. Ele sabia o quanto aquilo era importante para ela. Eles olharam surpresos quando o portão abriu e olharam para trás para ver Maise com a mão no botão.
— Eu tive que fazer. – Maise disse sem olhar para ele. – Eles estão vivos. – ela olhou para eles chorando. – Como eu.
Claire olhou para o marido que virou o rosto para olhar para os dinossauros em fuga. Ele nunca pensou que isso fosse acontecer, mas eles estavam realmente sendo soltos na cidade.
— Temos que descobrir o que fazer agora. – Owen disse chamando a atenção dos outros. – Vamos embora, ou avisamos alguém?
— Temos que ligar para a policial. – Claire disse olhando para ele. – Não podemos deixar assim. Temos predadores soltos. Precisamos avisar as pessoas.
Owen concordou com a cabeça antes de respirar fundo.
— Vou dá uma geral no quintal. Ter certeza que é seguro ficar aqui, então podemos ligar. – ele se virou para a esposa. – Você e Baunilha precisam de atenção medicas.
Como sempre, ele assumiu a liderança enquanto os outros apenas seguiam ele. Eles pegaram o elevador e subiram. Owen queria ter certeza que Mills estava fora. Ele não queria correr o risco dele pegar Maise. Claire pegou um coberto em um sofá e jogou em Maise quando notou que ela estava tremendo. Eles saíram e ele saiu na frente, bem a tempo de ver Blue se aproximando.
— Ei, garota. – ele disse baixinho.
— Owen... – Claire disse.
— Está tudo bem. – ele disse olhando para a esposa rapidamente. – Ela não vai nos machucar.
Owen se aproximou lentamente dela com a mão esticada. Blue ficou onde estava olhando para ele. O homem parou alguns passos dela. Blue se aproximou e encostou a cabeça na mão dele delicadamente, antes de fechar os olhos para o carinho dele.
— Blue, venha comigo. – ele pegou fazendo carinho nela. – Eu vou te levar para um lugar seguro.
Blue se afastou dele e os dois olharam para o trailer. Ela não ia ser presa novamente. Owen sabia. Ela olhou para ele, antes de correr. Maise correu em direção a ele e o abraçou. Owen ficou um pouco surpreso, mas a abraçou de volta.
Claire olhou para a garota do seu marido ir embora novamente. Ela melhor do que ninguém sabia que ela estava matando ele por dentro. Novamente, ele ia ter que deixar Blue por conta própria. Claire mancou até eles, e colocou a mão em cima da dele. Owen olhou para ela e segurou o braço dela enquanto ela colocava a outra mão em cima da dele que estava nas costas de Maise.
— Eu vou dá uma volta por aí. Zia, você pode olhar a perna de Claire e Baunilha? Com toda essa chuva, não sei dizer se a perna dela parou de sangra. Maise, por que não mostra para Franklin onde está a cozinha? Precisamos hidratar Claire. Eu já volto.
Owen simplesmente saiu e andou por toda a prioridade. Não demorou muito para ele encontrar Mills. Ou pelo menos parte dele. Owen respirou fundo e voltou para a garagem. Ele queria ver se tinha algum carro ali. Tinham vários caminhões, inclusive o que levou Blue. Ele sabia que era um tiro no escuro, mas mesmo assim ele entrou.
— Não acredito. – ele disse quando viu o bolsa dele onde ele tinha deixado.
Ele a pegou e abriu. Sua carteira estava lá. Assim como seu celular. Ele jogou a bolsa nas costas e voltou para a casa. Estavam todos na cozinha. Zia estava checando a perna de Claire enquanto Maise comia olhando para elas.
— Achei minha bolsa. – ele disse chamando a tenção deles. – Já que vamos chamar a polícia vamos combinar a história. Não podemos contar o que realmente aconteceu. – ele passou a mão pelo o rosto. – Tem muitas coisas que não podemos falar.
— Por que?
— Querendo ou não, quebramos a lei. Não podemos dizer isso.
Eles rapidamente escolherem o que iam falar, antes de Claire ligar para a polícia. Owen e Franklin foram até a sala de controle para tirar qualquer prova de que eles liberaram os dinossauros. Muita coisa tinha sido danificado, por isso Franklin não achou que eles veriam que ele mudou algumas imagens. Owen limpou os controles, tomando cuidado para tirar todas as digitais de Claire e Maise.
Depois eles voltaram para a cozinha e esperaram com os outros. Não demorou muito para a polícia chegar e o local virar um inferno. Eles foram separados para terem os depoimentos tomados e Owen sabia que isso era apenas para saber se eles estavam mentindo. Uma equipe médica tinha chegado pouco tempo depois e estava com Claire no momento. Zia tinha examinado e disse que não via nada de muito errado. Provavelmente ela teria que limpar bem a ferida e teria que ser costurada, mas ela ia viver.
Baunilha estava deitada aos pés de Maise. Ela tinha recebido uma leve dose de morfina até que pudessem levar ela para uma clínica veterinária para imobilizarem a pata dela, mas Zia estava confiante. Ela não acreditava que tivesse sido uma ferida tão ruim assim.
— E como os dinossauros foram liberados? – o policial perguntou olhando para Owen.
— Eu não sei. Eu não vi acontecendo. Algum sistema pode ter dado defeito. Eu apenas sei que estávamos vendo eles morrerem e as portas se abriram. Não podíamos fazer nada sobre isso. – ele respondeu, o que não era totalmente mentira.
— E o raptor? O senhor sabe o que aconteceu com ele?
— É ela. E ela correu para a floresta. Eu tentei tirar ela daqui, mas ela não quis entrar no trailer.
— Acha que pode encontrar ela? Pelo o que dizem desse animal, ela será o nosso maior problema.
— Blue é esperta, se ela não quiser ser encontrada, ela não vai ser. Eu espero que possa encontrá-la. Longe dela, eu não posso protege-la, nem impedir que ela mate humanos.
— Acha que corremos esse risco?
— Se ela se sentir ameaçada, sim. Ela vai se defender. Se acho que ela vai atacar humanos para se alimentar, não.
O policial disse mais alguma coisa, mas a atenção de Owen estava no homem que tinha acabado de se ajoelhar na frente de Maise. Não precisavam falar para ele quem e da onde era. Ele conhecia muito bem. O homem se levantou e colocou a mão no braço de Maise após falar alguma coisa que a deixou em pânico olhando em volta procurando por Claire ou Owen.
— Ei, deixe ela. – ele gritou se aproximando do assistente social e de Maise rapidamente.
— Desculpe, mas quem é o senhor? – o assistente perguntou olhando para ele.
— Você está bem? – ele ignorou o homem se ajoelhando na frente de Maise segurando os braços dela. Ela concordou com a cabeça ainda com os olhos arregalados. – Está tudo bem agora.
— Senhor, eu preciso leva-la comigo.
— Você não vai chegar perto dela.
— O avô dela morreu. Temos que leva-la para um abrigo. Depois...
— Você não vai levar ela para lugar nenhum. Maise vai ficar comigo. – Owen ficou em pé usando seu corpo para proteger o da menina que abraçou ele.
— Algum problema aqui? – um policial perguntou se aproximando deles.
— Esse senhor não quer deixar eu fazer meu trabalho. Eu tenho que levar a menina.
O homem deu um passo à frente para pegar o braço de Maise. A menina gritou assustada e Owen deu um soco no assistente social fazendo ele cair no chão.
— Owen! – Claire gritou indo até eles o mais rápido que sua perna machucada permitia. Zia e Franklin não estavam muito atrás.
— Não toque nela. Você não vai leva-la. – ele rosnou para o assistente.
— Senhor, podemos prende-lo por agressão. – o policial disse se colocando entre Owen e o assistente.
— Por favor, espere. – Claire disse parando ao lado de Owen. – Todos estamos sobre um grande estresse. Owen viu Maise quase morrer várias vezes hoje, ele costuma a ficar com o nível de proteção muito alto. Ele sente muito por isso.
— Eu não vou presta uma queixa, mas vou levar a menina. – o assistente disse se levantando. O nariz visivelmente quebrado.
— Não vai. – Owen rosnou novamente.
— Quem o senhor pensa que é? Vou levar a menina.
— Ele é meu pai. – Maise disse fazendo com que todos olhassem para ela. – É isso que ele está tentando dizer.
— Você me disse que morava aqui com seu avô.
— O avô dela era doente. Ela morava com ele por causa da saúde dele e por que estou terminando de construir minha casa. Depois que o parque fechou, passei um tempo aqui com eles e agora estou terminando a casa antes de leva-la para ir morar comigo. – Owen seguiu a história.
— Ela disse que se chama...
— Maise Lockwood. Digamos apenas que eu e o avô dela não nos dávamos muito bem. Prova disse é que ele pediu para Mills cuidar dos dinossauros, não eu que trabalhava no parque.
— Vou precisar dos documentos delas.
— Estão em casa. Eu não sei se o avô dela guardava copias.
— Ele pode entregar manhã ou depois. – Franklin disse ajudando os dois. – Acho que daria tempo de voltarmos para San Francisco e dormi um pouco.
Owen e Claire sabiam que esse era pouco tempo para ele conseguir os documentos que eles iam precisar. O assistente parecia querer contrariar, mas com pessoas como testemunhando que ele era o pai da menina, ele teve que se retirar. Maise apertou Owen um pouco mais antes de relaxar.
— Terminamos aqui? – Owen perguntou olhando para o policial.
— Sim. Pedimos apenas para que não saiam da cidade.
— Certo. Terminou com o médico? – Owen perguntou para Claire.
— Eu preciso ir para o hospital. Eles querem limpar direito e fazer um raio-x. Seria bom se vocês também fossem examinados. – ela respondeu passando a mão no cabelo de Maise.
— Tudo bem. Vamos.
Owen pegou Baunilha no colo e eles foram para o carro que ele tinha encontrado antes da polícia ter chegado. Maise tinha feito uma mala com Claire e já estava no carro assim como as coisas que ela disse que não podia viver sem. Alguns brinquedos, livros e o álbum de seu avô. Franklin e Zia foram com eles. Assim que chegaram ao hospital eles se separaram. Claire era a ferida mais grave, teve que ir fazer exames. Owen apenas passou por um exame rápido com os outros e saiu para compra alguma roupa para Claire.
Quando ele voltou para o hospital, foi para a enfermaria onde Claire estava. Ela estava deitada na cama com Maise deitada ao lado dela. A mulher tomava medicação na veia enquanto brincava om os cabelos de Maise que estava dormindo do lado dela.
— Eu comprei algumas roupas. –ele disse indo se sentar ao lado dela. – Sabe quando vai poder ir?
— Assim que terminar a medicação. – ela respondeu olhando para ele.
— Onde estão Franklin e Zia?
— O supervisor concordou em deixar Zia fazer um raio-x em Baunilha. Franklin foi para ajudar a segurar. Zia não queria esperar muito para tratar a ferida. Ela não sabe o que pode acontecer. – Claire olhou para cima. – O que fazemos agora?
— Quando você terminar aí, vamos encontrar um motel, tomar um banho, comer alguma coisa e dormi. – ele pegou a mão dela. – Amanhã pensamos nisso.
— Owen, você mentiu para a polícia.
— Você também.
— Não sobre ela. – ela sussurrou.
— Vamos falar sobre isso depois. Em um lugar seguro.
Claire sabia que ele estava certo. Ali não era o melhor lugar para falarem sobre isso. Zia e Franklin chegaram pouco tempo depois com Baunilha. Ela estava com a perna imobilizada e dormia nos braços de Franklin. Eles ficaram em silêncio até o médico voltar e liberar Claire.
Owen pegou Maise no colo e saiu do quarto com Franklin enquanto Zia ajudava Claire a colocar um short que Owen tinha comprado. Depois ajudou a ruiva a se sentar na cadeira de rodas. Owen colocou Maise no carro, e ajudou Claire entrar no carro, antes de ir para o banco do motorista. Ele dirigiu por alguns minutos antes de parar em um motel que ficava em frente há um mercado.
— Querem comer o que? – ele perguntou olhando para os outros.
— Qualquer coisa rápida. – Zia disse.
— Ok. Franklin, venha comigo. Vou pegar os quartos e você vem trazer a chave e ajudar elas enquanto vou ao mercado.
— Tudo bem.
Os dois foram para a recepção e conseguiram dois quartos. Owen entregou as chaves para o garoto e foi para o mercado. Ele comprou pão e coisas para preparar um lanche. Depois comprou mais algumas roupas para Claire, artigos de higiene, comida para Baunilha e um carregador para seu celular. Claire tinha tentado ligar no caminho e estava morto. Sorte que ele tinha deixado dentro da bolsa quando foi atrás de Blue a pé.
Ele foi para o quarto. Claire estava sentada na cama conversando com Zia sobre o próximo passo deles enquanto Franklin falava com alguém pelo o telefone do quarto. Maise estava longe de ser vista, mas ele podia escutar o som do chuveiro. Baunilha estava deitada aos pés de Claire.
— Ela está no banho? – ele perguntou chamando a atenção dos outros.
— Sim. Ela acordou quando você saiu do carro. – Claire respondeu quando Franklin desligou o telefone.
— Conseguir resolver os problemas dos documentos dela. – ele disse fazendo os três olharem para ele.
— Como? – Questionou Zia.
— Eu conheço um cara que faz isso. Ele me devia um favor. Ela geralmente falsifica rg para os jovens, mas ás vezes faz um por fora. Não será caro e amanhã ele entrega. Sorte que ele é da cidade.
— Vamos querer saber como você conhece pessoas assim? – Owen perguntou separando as roupas.
— Namorei com a irmã dele antes deles se mudarem para cá. – ele disse ficando um pouco vermelho.
— Se você diz. – Owen esticou algumas sacolas para Zia e para ele. – Aqui tem tudo o que vão precisar para hoje e amanhã. Vamos pensar no que fazer depois.
— Tudo bem. Obrigada. – Zia falou pegando as sacolas dela.
— É, valeu, cara.
Os dois saíram do quarto e Owen se sentou em uma cadeira passando a mão pelo rosto.
— Tudo bem?
— Vou ficar. Comprei seus remédios.
— Obrigada.
— Ei, você voltou. – Maise disse feliz abraçando o homem após sair do banheiro.
— Voltei. – ele beijou a testa dela. – Com fome? Você pode comer alguns lanches antes de ir para a cama.
— Estou.
Maise se sentou ao lado dele enquanto Owen preparava alguns sanduiches para ela.
— Eu vou ajudar Claire no banho, se precisar de qualquer coisa é apenas bater na porta, tudo bem? – ele perguntou depois de colocar comida e água para Baunilha enquanto Maise comia.
— Sim.
— Certo.
Ele pegou a esposa no colo com uma muda de roupas para os dois e foi para o banheiro. Eles não demoraram muito. Entre amarrar papel filme na perna para não molhar, tomar um banho com chuveirinho e se vestirem, eles levaram uns vinte minutos. Quando voltaram para o quarto, Maise já estava deitada em uma das camas de casal abraçada a um ursinho.
— Espero que ela consiga descansar. – Claire disse se apoiando nele.
— Eu também. Vamos te colocar na cama e comer alguma coisa. – Owen a ajudou a se sentar na outra cama e depois foi pegar um sanduiche para ela.
— O que vamos fazer? – ela perguntou entre as mordidas.
— Não vamos pensar nisso agora. Eu peguei o quarto por dois dias, amanhã pensamos em tudo isso. Precisamos descansar agora.
Claire não disse mais nada, apenas terminou de comer. Owen a ajudou a se deitar e depois foi ver se a porta estava fechada, antes de colocar o celular para carregar e o ligar para poder ver a hora, antes de se deitar cama e puxar a esposa para seus braços. Claire colocou a cabeça no peito dele e fechou os olhos. Não demorou muito e eles estavam dormindo.
Owen acordou com o som de alguém chorando. Por um momento ele pensou que fosse apenas em seu sonho, mas quando abriu os olhos, viu Maise enrolada na cama dela chorando.
— Ei, o que aconteceu? – ele se separou de Claire com cuidado e se levantou.
— Eu tive um sonho ruim. Estou com medo. – ela disse passando a mão nas lagrimas.
— Quer dormi aqui com a gente? – ele perguntou com um pequeno sorriso. – Eu fazia isso quando era pequeno.
— Tudo bem.
Maise saiu da cama dela e correu para a outra. Owen puxou o coberto e Maise se deitou com ele. A menina o abraçou e fechou os olhos, logo, eles estavam dormindo.
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