Claire olhava para longe enquanto esperava para ver se Owen ia aparecer. Quando ela foi atrás dele na cabana para falar sobre a missão de resgate, ela pensou que seria mais fácil.

Ela sabia que Owen não queria nada relacionado com os dinossauros. Ele a ajudaria se ela pedisse ajuda para organizar papeis para as palestras que ela dava sobre os dinossauros. Ele até mesmo conversaria com alguns dos ex-cuidadores do parque para ajudar em suas palestras sobre a alimentação dos animais. Mas ele não iria há nenhuma palestra e não falaria sobre sua experiência com os velociraptores.

Claire podia entender o ponto dele. Ele sempre teve pesadelos piores do que ela. Apesar de tudo o que passou, ela não viu os animais que crio desde que nascerem morrem para protege-la. Ela não perdeu tanto quanto ele. Apesar de ter sofrido com a morte de Zara, ela não estava presente quando aconteceu. Seus sobrinhos estavam.

Não era para ela que eles ligavam de madrugada quando não estavam conseguindo dormi. Era para Owen. Era ele que tinha que lidar com os pesadelos e os medos de três outras pessoas além dos seus próprios.

Mesmo sabendo de tudo isso, ela o chamou para ir com ela. Ela sabia que ele era a única pessoa que conseguiria trazer Blue. Sabia que ela mataria qualquer um chegasse perto dela. Qualquer um que não fosse Owen. E mesmo assim seria perigoso para ele. Mas ela sentia que devia para Blue. Ela salvou a vida dela e de seus sobrinhos. Se não fosse ela, todos teriam morrido.

Claire suspirou antes de entrar no avião enquanto Zia e Franklin discutiam por causa do medo dele de avião. Ela se sentou em seu lugar e olhou para a porta esperando que Owen aparecesse no último segundo. Ela passou o dedo na sua aliança de casamento e olhou para trás quando escutou alguém se sentando atrás dela.

— Hum...

— Owen! – ela exclamou quando viu o marido sentado atrás dela.

— Franklin, entre no avião. Deixe de ser covarde. – Claire ouviu Zia falando.

— Eu pensei que você não fosse chegar nunca. – ele disse com um pequeno sorriso no rosto.

— Hã, hum... – Claire olhou para a frente quando Zia a chutou delicadamente no pé dela olhando para Owen. – Essa é Zia Rodriguez.

— Zia? – Owen perguntou se levantando para se sentar ao lado de Claire enquanto apertava a mão da Zia.

— É. Como vai? – Zia disse se sentando no seu lugar.

— Bem.

— Esse é Franklin Web, nosso gênio da informática.

— Nervoso em voar? – Owen perguntou olhando para o menino agarrado a sua mochila.

— Você montaria um hipopótamo depois de chutar ele?

— Eu me lembro de correr na selva com um bando de raptores. – Owen respondeu calmamente enquanto olhava para o menino assustado a frente dele.

— Oh, somos muito diferentes, então.

Claire rolou os olhos para Owen e ficou surpresa quando Baunilha pulou em cima do colo dela.

— Eu não achei um hotel para deixa-la. – Owen respondeu à pergunta silenciosa de Claire. – Ela vai ficar bem. Contando que não saia correndo pela a ilha.

— Vocês são casados, certo? – Zia perguntou fazendo com que Franklin olhasse de Claire para Owen.

— Sim. – Claire respondeu. – Owen e eu estamos juntos desde que o parque fechou. Casamos há dezoito meses.

— Espera, você já trabalhava no DPG. – Franklin disse olhando para os dois acusatoriamente. – Por que não chamou a gente?

— Casamos na casa da minha irmã quando fomos para o aniversário do meu sobrinho. – Claire passou a mão pela a cabeça da cachorra, antes dela ir se deitar aos pés de Owen, que pregou ela no colo e a colocou no banco passando o cinto nela.

— Quanto tempo daqui até lá? – Franklin perguntou ainda tenso.

— Cinco horas de voou. – Owen respondeu esticando os pés antes de colocar os óculos escuros e cruzar os braços no peito fechando os olhos.

— Você vai dormi? – o garoto perguntou olhando para ele.

— Você tem uma ideia melhor para passar o tempo? Passei parte da noite tentando achar um lugar para Baunilha.

— Por que Baunilha? – Zia perguntou olhando para a cachorra que estava com a cabeça deitada na perna do dono com os olhos fechados.

— Claire comprou um shampoo de baunilha quando a adotamos e ela pegou para brincar. Levou duas semanas para conseguir tirar o cheiro dela.

Eles ficaram em silêncio enquanto cada um se arrumava para aguentar a viagem. Logo Owen e Zia estavam dormindo. Enquanto Franklin estava agarrado a sua mochila escutando música de olhos fechados. Claire olhou para o papel a frente dela e repassava o que iam fazer em sua mente. Ela sabia que não teria muito o que fazer. Basicamente, ela foi apenas para colocar a mão no leitor e dá as coordenadas de Blue para Owen, mas mesmo assim ela não podia deixar de passar isso mentalmente.

Cada segundo seu coração batia mais forte. Em sua mente as lembranças do que tinha acontecido quando o Indominus escapou. Ela fechou as mãos com força tentando apagar aquilo de sua mente. Ela estava melhor com isso. Não acordava tanto no meio da noite agora, mas voltar para a ilha estava sendo um pouco demais para ela.

— Relaxa. – ela deu um pulo quando sentiu as mãos de Owen sobre as suas e ele falou ao seu lado. – Respire.

— Estou bem.

— Eu sei que está. Apenas respire. – Owen estava agachado na frente dela e falava baixo para não chamar a atenção de mais ninguém. – Você está tensa. Não vai ajudar em nada se ficar assim.

— É assustador voltar depois de tudo.

— Eu sei. Mas vamos ficar bem. – Owen se sentou no se lugar novamente. – Sempre ficamos.

Eles ficaram em silêncio pelo o resto da viagem. Quando eles estavam mais perto do parque, os dois olharam pela a sua janela antes de se olharem. Aquilo trazia muitas lembranças. Não demorou muito para o piloto avisar que eles iam pousar. Claire foi a primeira a descer do avião enquanto Owen se esticava. Aquele avião era pequeno demais para um homem do tamanho dele.

— O senhor Lockwood é muito sério sobre sua missão humanitária, então, onde estar seu guia de raptor? – Owen tirou os óculos escuros e se aproximou do homem que conversava com Claire.

— Zoólogo, Owen Grady. – ele estendeu para o homem,

— Oi, Owen. Ken Whitley. – ele sorriu para Owen com um pedaço de mato na boca.

— Você é o grande homem de branco por aqui.

— Sim, de certo modo. Eu lidero a expedição.

— Oh, Deus, é quente. – Franklin falou chamando a atenção deles enquanto tirava a blusa de frio.

— E logo vai para o inferno. – Owen disse olhando para o vulcão.

— Vamos, temos um longo caminho a percorre e pouco tempo. – Whitley disse fazendo um gesto para o caminhão que estava esperando por eles.

Owen pegou sua mochila enquanto a Claire arrumava a dela nas costas. Ele se ajoelhou ao lado de Baunilha e colocou o colete de treinamento nela, para ela saber que precisava ficar ao lado dele. Owen ajudou Claire a subir no caminhão e depois colocou Baunilha dentro. Ele se sentou ao lado da esposa enquanto a cachorra ficou sentada na frente dele olhando para a frente.

Todos dentro do caminhão estavam quietos. O clima estava um pouco tenso. Eles passaram pelo o portão de proteção e Claire pegou a mão de Owen enquanto eles seguiam em frente. Está ali trazia muitas lembranças. Franklin abriu a bolsa e pegou um vidro de repelente e começou a espalhar pelos braços. Certamente mais do que realmente era preciso.

— Repelente? – Franklin perguntou oferecendo o vidro para os soldados ao lado dele. – Repelente? – ele guardou o frasco depois de receber duas respostas negativa. – O T-Rex está morto, certo?

— É impossível saber a duração da vida de um clone em condições completamente novas. – Zia respondeu sem olhar para ele. – O homem das cavernas, por exemplo, vivou por vinte anos. Mas lhe dê boa comida, cuidados de saúde e ele viverá cinco vezes mais.

— Então, ela está morta agora, certo? – Franklin perguntou e ninguém respondeu.

Não demorou muito para eles chegarem no parque. Owen e Claire olharam para o cenário da batalha final. As imagens daquele dia voltando com força total. Tudo o que tinha acontecido. As vezes que eles quase tinham morrido e principalmente o que tinha acontecido ali.

— Memórias ruins? – Whitley perguntou vendo a troca de olhar deles.

— Algumas boas. – Owen respondeu encostando a cabeça no banco.

Claire olhou para ele sabendo bem o que ele queria dizer. Ela tinha boas memorias desse lugar de antes do incidente. Até mesmo o seu primeiro beijo foi ali. Eles seguirem em frente, mas pararam alguns minutos depois no meio da entrada.

— O que é? – Franklin perguntou assustado. – É o T-rex?

Todos olharam para a janela tentando ver o que estava acontecendo.

— Eu tenho que ver isso. – Zia disse antes de se levantar e correr para fora do caminhão.

— Ei, senhorita? Essa área não é segura. – Whethey disse correndo atrás dela junto com os outros.

Owen ficou um pouco mais à frente de Claire apenas por costume antes de relaxar ao ver que não era T-Rex. Era um Branquiossauro. Claire andou lentamente e parou ao lado de Zia que olhava encantada para o animal.

— Oh, meus Deus! Eu nunca pensei que fosse ver na vida real. – ela disse emocionada. – Ela é linda.

— Ok, vamos lá. – Franklin disse fazendo com que todos olhassem para ele.

Eles voltaram para o caminhão e seguiram viagem. Claire olhou para a construção do lugar onde ela passava pelo menos metade dos seus dias antes. Ás vezes ela ainda sentia falta do parque. Como Owen disse, algumas memorias, eram boas. Eles desceram do caminhão e Franklin assumiu a liderança para abrir a porta.

— Ok, ok. Esse é sistema principal. – ele resmungou com sigo mesmo. – O sistema ainda está bom. Recebendo energia.

Owen passou ignora-lo enquanto olhava para o vulcão. Eles não teriam muito tempo. Logo tudo seria tomado pela a lava. Eles tinham que encontrar Blue logo.

— Vamos, tigre, você sabe o que fazer? – Whethey perguntou parado ao lado de Franklin.

O menino olhou rapidamente para o homem antes de resmungar alguma coisa e aperta o botão entre. As portas se abriram e eles olharam para dentro. A sala de controle estava escura e vazia.

— Depois de você, tigre. – ele devolveu fechando seu computador.

Eles entraram depois do segurança. Owen se encostou na parede enquanto todos se espalhavam pela a sala. Franklin foi direto para o computador.

— Os chips biométricos ainda sinalizam? – Zia perguntou curiosa. – As pilhas devem estar mortas agora.

— A pilha é o próprio dinossauro. O chip funciona com o calor e o movimento. – Claire explicou. Simon sempre usou o que tinha de melhor no mercado. E isso era mais fácil para os animais do que ter que trocar de bateria toda vez que acabasse a que estava nele.

— Mão. – Franklin disse apontando para o escane.

Claire se aproximou e colocou a mão.

— Quanto tempo... – ela perguntou enquanto o aparelho escarniava sua mão. – Oh!

— Entrei. – Franklin disse animado.

Ele começou a mexer nas opções até encontrar o mapa e os dinossauros. Ele estudou o mapa por um segundo confuso. Tinha um grupo muito grande em apenas uma parte da ilha.

— Tem um acúmulo de dinossauros perto da doca leste. – ele informou.

— Esse é nosso navio. – Whethey informou se aproximando da cadeira dele. – Nós já pegamos muitos.

— Sem o sistema de rastreamento? – Claire achou estranho.

— É fácil encontrar grandes herbívoros. Pode achar o raptor, certo? – Owen franziu a testa para essa pergunta. Alguma coisa lhe dizia que tinha alguma coisa errada nesse interesse por Blue.

— Código do indivíduo. – Franklin disse sem parar de digitar.

— D-9.

Franklin colocou o código e logo a localização de Blue apareceu na tela. Owen não ficou muito surpreso de onde ela estava. Ele costumava levar elas para lá quando elas eram menores e precisavam de um caça para conter a energia.

— Aí está ela. – ele sussurrou se aproximando um pouco da tela. – Whitley, eu preciso do seu caminhão.

— Eu vou com você. – Zia disse indo para a porta. – Não sabemos como ela estar.

— Senhorita, não vamos passear.

Ela parou no caminho para se virá novamente para Whethey. Ela se aproximou do homem e pegou um dos tranquilizantes mostrando para ele.

— Essa são drogas fortes. Se dê demais ela vai parar de respirar. – ela devolveu o tranquilizante e se virou. – Eu não sou tão fraca como alguém acha. Vamos lá, garotão.

Owen sorriu e deu um passo para a saída.

— Oh, Owen? – Claire disse se virando para ele. Ele olhou para ela que se aproximou um pouco de onde ele estava. – Tenha cuidado, tudo bem?

Owen se aproximou um pouco mais dela.

— Se eu não voltar... – ele começou e fez uma pausa enquanto ela olhava para ele com expectativa. – Se lembre que você me fez vim. – Claire olhou para ele surpresa. – Eu vou ficar bem.

Ele se virou e seguiu os outros fazendo com que Claire rolasse os olhos. Isso era tão Owen. Nem um eu te amo, ou qualquer coisa assim. Certo, ela também não disse nada para ele, mas ele precisava ser assim tão teimoso? Ela suspirou e se sentou ao lado Franklin. Ela tinha trabalho para fazer.