Baunilha estava sentada na frente de Owen. Ela olhava para os homens ao lado deles curiosamente. Ela não gostava de tantos homens armados perto dela. Owen passou a mão delicadamente na cabeça dela antes de olhar para o rastreador. Eles estavam chegando perto.

— Não vamos chegar perto dela nesse caminhão. – ele disse para Whethey. – Vamos parar aqui.

— Pare. – ele mandou. – Descarregar, se mexer sobreviver. Vamos te cobrir, irmão.

— Sim. – Owen concordou antes de pegar a mochila dele para pegar o colete. Ele tinha guardado depois do que aconteceu no parque. Claire não entendia por que ele precisava daquele colete, mas trazia boas lembranças para ele. – Claire, eu vou lá sozinho, então, se ela fugir, seja meus olhos, copiado?

Copiado. — ela respondeu.

Owen guardou o rádio e se abaixou para falar com Baunilha.

— Fique com Zia. – ele sussurrou para ela fazendo carinho nas suas orelhas. – Qualquer coisa, se esconda. Não lute.

Baunilha latiu uma vez antes de parar aos pés de Zia. Owen sorriu para ela antes de se levantar. Sua bolsa estava na traseira do caminhão e ele estava armado. É, ele estava pronto para ir. Sem mais nada, ele se afastou deles. Não foi difícil para ele encontrar os rastros de Blue. Ele passou antes com ela e suas irmãs, ele reconheceria em qualquer lugar. Ele se abaixou e tirou uma folha de cima da pegada dela. Ele estava chegando perto.

— Whitley, estou seguindo o caminho, espere meu sinal. – ele disse antes de se levantar e seguir em frente.

Ele parou e olhou para cima quando escutou os Pterodontes voando e os sons das explosões ao longe. Eles realmente estavam ficando sem tempo.

— Aí está você! – ele disse parando em frente há um carro do velho parque. Ele se aproximou e se assustou quando alguns Procompsonatos que saíram correndo. Se virou e seguiu os animais até que eles desapareceram, antes de dá um pulo ao ouvir um som alto atrás dele. Ele se virou a tempo de ver Blue pular em cima do carro.

— Ei, garota, sentiu minha falta? – ele disse esticando a mão para ela. Blue apenas rosnou para ele antes de pular no chão. – Calma. Ei! Ei! – ele chamou a atenção dela. – Eu te trouxe algo. – ele tirou um pedaço de carne seca de seu bolso e mostrou para ela sem mudar sua posição. – Ok. – ele virou a cabeça um pouco para o lado quando jogou a carne e Blue deixou bater no rosto dela antes de rosnar para ele. – Ei! Ei! – ele disse andando lentamente pelo o espaço que ela lhe dava. – Você me conhece. Olhos em mim. – ele foi se aproximando lentamente com a mão esticava a mão para tocar ela. – É... É... É... Você me conhece.

Ele tocou o focinho dela delicadamente. Blue deixou que ele a tocasse enquanto passava o rosto na mão dele do mesmo jeito que ela fazia quando era filhote.

— Tudo bem, tudo bem. – ele disse tranquilamente para ela.

Nesse momento Blue gritou e virou para o lado. O rabo dela batendo nas pernas de Owen e o derrubando no chão. O homem se levantou em um pulo e viu Whitley e seus homens se aproximando com armas nas mãos.

— Eu te disse para esperar meu sinal! – ele rosnou vendo como Blue se mexia incomodada. Ela ia acabar atacando alguém. Owen abriu os braços para mostra para ela que não era uma ameaça. – Afasta seus homens agora mesmo!

Whitley ignorou ele. Blue olhou para Owen e sua atenção se voltou para o homem que estava atrás do alfa dela com uma arma. Blue soltou um grito e empurrou Owen para o chão, para protege-lo, antes de pular em cima do homem o mordendo. Owen se virou e olhou para ela. Ele sabia que isso ia acontecer. Blue estava sobre muita tensão. Ele sentiu seu coração ir a boca quando viu no homem tirar a arma e apontar para o peito de Blue.

— Não, não, não, não. Não atire nela! – Whitley gritou, mas já era tarde demais.

Owen sentiu seu sangue gelar quando ouviu o tiro e escutou o grito de dor que Blue soltou. Em mente a batalha voltou enquanto ele se lembrava como Delta tinha morrido na frente dos olhos deles, assim como suas outras garotas.

— Whitley, seu filho da puta. – ele rosnou enquanto se levantava.

O homem nem se deu ao trabalho de olhar para ele, antes de levantar a arma tranquilizante e atirar no peito dele. Owen olhou para baixo surpreso por um momento antes de sentir as pernas bambas e cair no chão.

— Owen! – Zia gritou correndo para o lado dele. – O que você está fazendo? Owen?

Owen não conseguiu responder. Sua mente estava um pouco longe e seu corpo não respondia seus comandos. Ele apenas ficou lá olhando para cima, podendo mexer apenas os olhos. Zia viu a arma dele ao lado e a pegou se levantando

— Você atira em mim e o animal morre. – ela disse mais corajosa do que se sentia.

— Parece que a vantagem é nossa, querida. – Whitley disse sorrindo para ela.

— Ela está sangrando. – Zia disse ainda com a arma apontada para ele. – Se não trata-la, não vai conseguir levar ela de volta para o acampamento.

Whitley pensou sobre isso por um momento e abaixou a arma.

— Se esse animal morrer, eu atiro em você. – ele avisou antes de se virar para seus homens. –Cuide dela. Estamos nos movendo.

Owen queria poder fechar os olhos, mas tudo o que ele podia fazer no momento era xingar mentalmente Whitley e toda a sua família.

Claire tinha a sensação que alguma coisa estava errada. Já era para Owen te avisado para ela se tinha encontrado Blue ou não. Pelo o computador, ela podia ver Blue se mexendo mais rápido, mas até agora, nada do pessoal que foi. Ela estava confusa. Owen sabia melhor do que deixar ela preocupada.

— Corte o cabo e vamos sair daqui!— Claire escutou alguém gritar e se levantou rapidamente indo para a porta.

— Não! – ela gritou quando viu a porta se fechando, chamando a atenção de Franklin que também se levantou. – Não! Espere!

Eles correram juntos para a porta e tentaram abrir usando a força. Claire sabia que isso não ia dá certo. Ela mesmo tinha assistido vários testes de segurança sendo feitos naquela porta.

— Eles estão nos protegendo? – Franklin perguntou enquanto ela tirava as teias da fechadura e colocava sua senha. – O que está acontecendo?

— Acho que não. – ela disse quando apareceu erro no mostrador.

— Por que eu vim para cá? – Franklin gritou desesperado.

— Se acalme. Acha que consegue abrir alguma porta? – ela perguntou indo para o rádio.

— Não sei. Talvez.

— Tente.

Ela pegou o rádio e começou a chamar no canal que eles estavam. Ela sabia que aquela sensação que ela estava sentindo não era apenas medo por voltar a ilha depois de tudo o que tinha acontecido. Ela estava sentindo a mesma coisa quando o Indominus saiu.

Owen estava em grandes problemas. Ele podia escutar o som do vulcão ao longe, mas ainda não podia sentir muita coisa. Os dedos dos seus pés voltaram a se mexer, mas nada além disso. Ele sentiu seu coração gelar quando escutou passos altos se aproximando. Ele não conseguia ver o que era. Apenas podia dizer que estava perto. Ele fechou os olhos e esperou.

Alguns segundos depois ele abriu assustado ao senti algo áspero e gosmento em seu rosto. Quando olhou viu um Tricerátopo lambendo o rosto dele. Ele queria poder fazer uma careta de nojo, mas seu rosto ainda estava completamente parado. O animal rolou o rosto dele de um lado para o outro enquanto o lambia. Owen escutou latidos e logo Baunilha estava em cima da cabeça dele latindo para o animal se afastar. Owen podia ver um tranquilizante preso em seu colete. Isso explicava por que ela não tinha vindo antes.

O Tricerátopo se afastou de Owen vendo o cão protetor. Com sua perna ela rolou Owen quando passou por ele e foi quando ele viu uma coisa que fez seu coração bater mais rápido. Lava. O vulcão finalmente estava acordado e ativo. Ele estava mostrando quem mandava ali. Owen começou a força suas pernas para rolar para longe da lava. Baunilha pegou a blusa dele e o puxou o ajudando. Owen forçou para passar por cima de um troco de árvore, enquanto sua cachorra latia para a lava. Quando conseguiu se virar, Owen pode sentir as mãos. Ele se levantou e viu o mar de lava.

— Baunilha, vem. – ele disse respirando com dificuldade. Ele precisava encontrar a Claire.

— Alô? Alguém pode me ouvir? – Claire disse ao rádio enquanto tentava algum sinal. – Alô? Alô? Tem alguém aí? Alguém cópia? Merda. – ela jogou o rádio longe e se levantou frustrada. Bem que falavam que quando você se casa, pega algumas coisas do seu marido. Isso era bem Owen.

— Eu... eu estou tentando tudo, mas está desligado. – Franklin disse digitando sem parar. Ele estava em pânico, o que não ajuda em nada. – “Vale a pena, filho.” Ótimo conselho, pai. – Ele resmungou para si mesmo. – É isso.

Claire olhou para ele e viu a mensagem na tela: Porta D03 está aberta. Ela escutou o som da porta sendo aberta e olhou para lá antes de voltar para a tela ao escutar um som vindo de lá.

— O sensor de movimento foi ativado. – ela se aproximou da porta olhando para lá tentando ver alguma coisa. – Algo está vindo.

— Aonde o túnel leva? – Franklin perguntou com medo.

— Parece que... – ela tentou se lembrar. – ...Ao parque.

Eles se aproximaram da porta quando escutaram um rosnado.

— É o T-Rex. É o T-Rex. É o T-Rex, Claire. – Franklin repetia com medo. – É o T-Rex. É o T-Rex. É o T-Rex.

— Pare, não é o T-Rex. – ela sussurrou firmemente. – Provavelmente.

— Provavelmente?

Eles se viraram encostados na parede quando ouviram algo atrás deles. Lava começou a cair pelo o teto.

— Lava! Lava. Lava.

— Respire fundo, Franklin. – Claire pediu tentando fazer com que ele não entrasse em pânico.

Eles se viraram novamente para o túnel quando escutaram rosnados. Eles se afastaram lentamente da porta tomando cuidado com a chuva de lava enquanto tentavam se afastar deles. Um clarão se fez presente no túnel e eles poderão ver um pouco do animal. Um Baryonyx. Eles estavam ferrados.

— Viu? Não é o T-rex. – Claire tentou ser positiva.

— Isso é mais assustador.

Eles se afastaram um pouco mais do animal enquanto pensava no que iam fazer. Eles estavam presos e Claire com raiva. Ela passou sete anos da sua vida naquela sala, ela a conhecia muito bem. Como ela não conseguia se lembrar de uma saída?

— Claire, o que vamos fazer? O que vamos fazer?

Nesse momento ela olhou para cima e viu a saída de emergência. Ela correu até lá e puxou a escada com toda a sua força.

— Está presa! – ela se virou para ele e apontou. – A cadeira!

Franklin seguiu o dedo dela e correu para pegar a cadeira. O Baryonyx quase o mordeu, mas a lava caiu no focinho dele o afastando. Claire continuou forçando a escada e viu quando o animal pegou a cadeira ao mesmo tempo que Franklin. O menino forçou e conseguiu ganhar o cabo de guerra mortal, jogando a cadeira para Claire que a segurou e subiu.

— Vamos. Vamos lá. – ela chamou subindo rapidamente. – Vamos lá, Franklin.

O menino a seguiu o mais rápido que pode com o dinossauro atrás dele. Franklin subiu rapidamente.

— Estamos salvos! Yeah! – ele comemorou rápido demais. A escada finalmente soltou e desceu com ele. Franklin gritou antes de voltar a subi o mais rápido que podia.

— Vamos. Vamos. Vamos. – Franklin falava loucamente enquanto Claire tentava abrir a porta que estava emperrada pela a falta de manutenção. Eles olharam para baixo quando viu o dinossauro com eles. Ele rugiu, e eles gritaram.

— É. – Franklin disse quando Claire finalmente abriu a porta. – Vai, vai, vai, vai.

Eles saírem e forçaram para fechar a claraboia já que o dinossauro forçava do outro lado. Usando toda a força deles, eles conseguiram fechar.

— Claire! – Franklin disse em pânico olhando para trás da mulher.

Claire olhou a tempo de ver o vulcão explodindo e lava se aproximando.

— Puta merda. – ela xingou olhando para aquilo.

Eles se levantaram enquanto o vulcão explodia novamente. Claire sabia que eles não tinham muito tempo. O tempo estava cada segundo mais curto. Ela se virou para ver o pedaço de pedra que saiu voando do vulcão e se virou quando escutou um grito ao longe.

— Corram! – ela escutou Owen gritando de algum lugar e escutou os latidos de Baunilha. – Corram! – Atrás dele vários dinossauros vinham correndo tentando escapar da nuvem de fumaça que estava atrás deles.

Claire e Franklin gritaram antes de começarem a correr para fugir dos animais desesperados. Por um segundo Claire se perguntou por que Owen estava sozinho e correndo um pouco torto, mas ela não estava em posição para se apegar aos detalhes agora.

— Corram! – Owen continuou gritando com Baunilha latindo um pouco na frente dele. – Corram!

Ele logo alcançou eles e saiu correndo para o meio das árvores. Baunilha continuou latindo enquanto tentava fazer o dono correr mais rápido. Owen e ela tinham encontrado essa manada de dinossauros pouco depois de terem fugido da lava. Os animais os cercaram e quase pisotearam o home ainda fraco por causa do tranquilizante. Se não fosse por Baunilha latindo e puxando a perna da calça dele, ele teria ficado para trás.

Eles saíram do meio das árvores e correram por outro campo aberto até que o caminho deles foi fechado por um tronco de árvore. Franklin correu para um lado com Baunilha e a pegou no colo se escondendo atrás da girofesra que estava ali, enquanto Owen pulou do outro lado e estendeu as mãos para ajudar Claire. Ela pulou e ele manteve a mão dela na sua enquanto os dinossauros corriam ao redor deles. Eles destruíram o troco facilmente. Owen olhou quando a girofesra empurrou eles e notou que estava aberta.

— Vá. – ele empurrou a esposa delicadamente para o veículo. – Vá, tudo bem.

— Tudo bem. Tudo bem. – Franklin disse quando ele e Claire entraram.

— Entre! – Claire gritou depois de ter colocado o sinto e notou que Owen estava parado do lado de fora olhando para fora.

Ela seguiu o olhar dele e viu um Carnotouro se aproximando deles. Baunilha olhou para eles e se colocou aos pés do dono protetoramente enquanto rosnava. Owen foi se afastando lentamente, tentando despistar o animal para poder entrar também. Ele foi para trás da girosfera e prendeu a respiração.

— Descansar. – ele rosnou para Baunilha que parou de rosnar e parou no meio das pernas dele.

Owen viu quando a atenção do predador foi atraído para outro dinossauro. Ele pulou e rodou antes de correr para a girosfera, mas os animais brigando bateram nela e a fez girar fechando a porta. Baunilha latiu chamando a atenção dele que viu o Carnotouro olhando para ele novamente. Ele se encostou na girosfera e pediu para que fosse rápido e que Claire não visse. O Carnotouro rosnou e quando ele foi atacar Owen, o T-Rex o pegou pelo o pescoço e o jogou no chão.

Owen olhou para aquilo sem acreditar. Agora restava saber se ele seria comida de Rexy, ou se ela se lembrava dele. Rexy soltou um rugido com o pé em cima do Carnotouro antes de ir embora. O vulcão continua atirando lava e pedras para todos os lados enquanto explodia.

Franklin tomou isso como dica e começou a tirar a Girofesra dali.

— Owen! – Claire gritou fazendo ele correr atrás deles com Baunilha ao seu lado.

Eles correram o mais rápido que conseguiam tentando fugir. Claire olhou para trás a tempo de ver Owen e Baunilha sumirem em meio a nuvem de fumaça. Ela se segurou como pode quando a girofesra caiu na água. Owen xingou antes de pular de cabeça. Ele sabia que a altura é grande, mas se fosse de pé ele não poderia achar Baunilha antes que ela entrasse em desespero.

— Temos que sair daqui! – Claire disse tirando o sinto ao ver que a água estava começando a entrar e a girofesra estava afundando.

— Caímos de um penhasco no mar e estamos vivos. – Franklin disse todo bobo. – Estamos vivos.

— Franklin, se mexa. – Claire mandou. Se eles não saíssem dali iam morrer.

— Não! Não, não, não. – Franklin começou a entrar em pânico novamente. – Claire, é o fim. Não vamos conseguir sair daqui.

Claire olhou para a água entrando e seu coração estava batendo a mil por hora. Maldita hora que ela decidiu que seria uma boa ideia essa atração. Primeiro, seus sobrinhos quase morreram nisso, agora ela.

— Oh Deus, temos que sair! – ela disse tentando não entrar em pânico, o que era difícil. – Franklin, cuidado. – ela mandou quando viu pedaços de pedra quente caírem em cima deles e começar a abrir buracos na girofesra.

Owen tomou folegou e mergulhou com Baunilha logo atrás dele. Não foi muito difícil ele encontrar Claire e Franklin, ainda presos na girofesra. Ele nadou o mais rápido que pode para lá.

— Owen! – Claire disse quando o viu. – Owen!

— Owen?

Owen parou na frente dela e pegou seu revolver apontando para ela se afastar para ele atirar.

— Vamos. – ela entendeu o que ele quis dizer e se virou para Franklin, gritando para ele. – Se mexa. Se mexa.

Owen atirou quando viu que os dois estavam seguros. Ele conseguiu atirar duas vezes, antes de uma pedra bater na mão dele, fazendo com que ele soltasse a arma por conta da dor.

—Não, não, não. – Claire disse quando viu a arma caindo. – Owen? Não...

Owen colocou a mão no vidro assim como Claire. Ele estava começando a sentir os pulmões ardendo, ele precisava de ar agora. Ele agarrou o colete de Baunilha de subiu.

— Onde ele vai? – Franklin perguntou em pânico pensando que Owen tinha deixado eles para morrer.

— Está tudo bem. Tudo bem. – Claire tentou acalma-lo.

— É o fim. Não vamos sobreviver.

— Nós vamos. Nós vamos. Respire fundo.

Eles tomaram um grande gole de ar e olharam em volta tentando descobri o que fazer. Owen voltou para eles e tirou a faca de suas costas fazendo sinal para Claire para que eles empurrassem juntos. Claire olhou para o Franklin e ele se aproximou ajudando os dois enquanto Baunilha tentava cava para ajudar de algum modo. Com os dois forçando pelo ao lado de dentro e Owen forçando a porta com a faca, eles conseguiram abrir. Claire saiu e Owen guardou sua faca antes de ajudar Franklin.

Eles subiram e respiraram fundo antes de olharem para a ilha se destruindo atrás deles. Owen olhou para Claire querendo saber se ela estava ferida, mas sabia que eles não tinham tempo para isso, por isso assumiu a liderança para nadarem de volta para a ilha.

Eles nadaram até a praia usando as últimas forças que tinham. Owen deixou seu corpo cair na água enquanto olhava para o céu a sua frente. Ele já tinha passado por isso de ter que salvar pessoas de baixo d’água em seu tempo na Marinha, mas nunca alguém tão importante quanto Claire. A ruiva olhou para o marido e se sentou ao notar que estava faltando alguém.

— Cadê a Zia? – ela perguntou olhando para Owen.

— Nós fomos enganados, ela foi levada com a Blue. – ele sem virou e apoiou o braço no chão para olhar para ela e Franklin. – Ei, você pode rastreá-la?

— Não mais. – Franklin disse pegando um equipamento do bolso.

— Era mentira... – Claire disse com raiva. – Era mentia... – ela pegou um pouco de areia e jogou com força no chão. – Bastados, era tudo mentira!

Eles olharam para cima quando escutaram o som de helicópteros e viram vários dinossauros sendo carregados.

— Nem tudo. – Owen disse olhando para determinar a direção. – Vamos lá.

— O que? Eles tentaram matar a gente. – Franklin disse olhando para os dois.

— E estão com Zia e Blue. Temos que ir. – Claire disse seguindo Owen enquanto Baunilha latia e puxava a calça dela.

— Isso é uma má ideia.

Franklin suspirou e correu atrás dos dois. Não demorou muito para encontrar o navio. Como eles já tinha visto onde estava o maior acumulo de dinossauros. Owen encontrou um lugar seguro onde poderiam olhar para ver o que estava acontecendo seguros e se deitou no chão antes de pegar seus binóculos do bolso.

— Zia está com eles. – Owen disse olhando para a menina que lutava com dois homens que seguravam os braços dela. –Eles estão se preparando para sair.

— Se eles tinham os dinossauros, por que precisavam da gente? – Franklin perguntou confuso.

— Eles queriam o sistema de rastreamento da Blue. – Claire respondeu passando a mão em Baunilha para acalma-la.

— Ela está lá. Não parece bem.

O vulcão explodiu novamente e todos correram para o navio. Owen olhou para trás antes de guarda o binóculo e se levantou.

— Devemos embarcar! – ele correu em direção ao barco.

— Pode ser melhor esperar. – Franklin disse quando Claire se levantou também, enquanto Baunilha seguia Owen.

— Navio ou lava, Franklin. – Claire seguiu o marido.

— Se for assim, navio. Estou indo. – Franklin correu atrás dos dois. Ele não ficaria para trás.

Eles correram o mais rápido que puderam para chegar a tempo de pegar o navio. Owen podia sentir seu peito doendo onde tinha sido acertado com o dado, mas não diminuiu. Eles viram que o navio estava começando a se afastar.

— Para o caminhão. – ele gritou correndo mais rápido. – Vamos.

Eles continuaram correndo até os galões de gasolina explodir e fazer Franklin voar.

— Franklin! – Claire gritou se virando para ajudar ele.

— Claire, vá para o caminhão! – Owen gritou voltando para ajudar o menino.

— Baunilha, vem. – Claire chamou correndo para o caminhão.

— Você está bem? – Owen perguntou puxando Franklin para cima pelo braço.

— Eu morri?

— Ainda não, garoto! – ele gritou fazendo com que o menino começasse a correr com ele.

Claire tinha ligado o caminhão e estava indo para o navio enquanto Baunilha latia com a cabeça do lado de fora. Owen e Franklin corriam o mais rápido que podiam. Owen notou que ele precisava a voltar para a corrida, ele estava fora de forma.

— Vamos lá. – Ele gritou para ajudar Franklin. Owen finalmente conseguiu pular no caminhão e estendeu a mão para traz. – Vamos, me dê a sua mão! Vamos.

Claire olhou para trás a tempo de ver Owen e Franklin entrarem na traseira do caminhão e olhou para a frente enquanto pisava fundo no acelerador.

— Segurem!

Ela pisoou fundo enquanto finalmente conseguiram entrar o navio, Claire freio com tudo. Ela respirou fundo algumas vezes e pegou um boné que estava em cima dela.

— Fique quieta, Baunilha. – ela disse abrindo a porta e olhando para a ilha.

Owen franziu a testa ao ver a ilhando sendo destruída. Ele podia ver e ouvir os dinossauros desesperados. Podia escutar os gritos de dor. Ele podia dizer com certeza que parte dele morreu ali. Aqueles sons sempre ficariam em sua mente. Aos poucos a porta do navio foi se fechando e ele se jogou para trás. Ele sabia que teriam que se esconder até diminuir o número de pessoas ali e depois teriam que ir atrás de Blue e Zia.