Notas iniciais
Hey Girls! Está ai mais um... bom, a partir do proximo capitulo, as coisas vão mudar hein! Beijos e boa leitura!

Tom, ainda com os olhos fechados, passou a mão no rosto e pegou o telefone na mesinha ao lado da cama. Abriu um dos olhos e discou o numero que já sabia décor. O numero da onde Anne trabalhava. Depois de cinco chamadas, ela atendeu.

— Alô?

— Bom Dia Anne!

— Ah, Tom! Bom dia. Não posso falar agora, estou no meio de uma consulta!

— Tudo bem...eu...

— Me liga à noite, ok?

— Sim...

— Tchau! Beijos! – Sem nem esperar sua resposta ela desligou o telefone.

Tom com um longo suspiro bateu o telefone no gancho. Não esperava essa reação dela, depois de terem conversado durante semanas, mas sabia que ela levava muito à sério seu trabalho e estava certa acima de tudo. Teriam tempo demais para conversarem. Esfregou os olhos e se levantou. Tinha coisas à fazer.


Logo após o show, Tom se esquivou de várias garotas e foi pra o camarim o mais rápido que pôde. Odiava aquelas groupies que ficavam tentando algo com ele a toda hora e não tinha vontade nenhuma de sair com alguma delas. Para ele, o que elas faziam era perda de tempo, principalmente quando vinham ao seu encontro.

Keifer só conseguia pensar em uma garota: Anne Danielle. Queria voltar para o hotel e ligar para ela, mas antes tinha compromissos a cumprir.

Como de costume, Eric entrou com duas garotas no camarim, Fred e Jeff com uma cada um e Tom sozinho. Eric estava recuperado de sua loucura por Beth, visto que já nem tocava no nome da garota há semanas e se divertia com mais de uma garota por noite. Balançou a cabeça. Nunca ele amaria alguém, ou sequer gostaria por mais de duas semanas. As vezes Tom queria ser como o amigo, esquecer rápido, se recuperar rápido dos relacionamentos, mas não conseguia. Parecia ser impossível.

Tom quando se apega demais à uma mulher, quando a ama demais, é um terror arrancá-la de sua mente e coração. Mesmo que ela seja como Emily.

— Hey, Tom! Pega uma garota cara... Tem um monte te querendo lá fora! – Eirc começou a falar, agarrado nas duas morenas. – Pra que ficar sozinho...

— Não quero. – Respondeu, tomando um gole de whisky e relaxando no sofá.

— Pára com isso, Keifer! Que frescura! Parece veado! – O loiro continuou.

— Não é frescura. Eu sou assim e acabou. – Bateu o copo na mesinha ao lado do sofá. – Não estou a fim de pegar qualquer garota e muito menos uma doença.

Tom quase riu da cara de assustado de Eric. Ele pegava todas, mas nunca pensava nas conseqüências e diversas vezes, esquecia o preservativo, ficando louco e fazendo exames depois. Eric ignorou o que Tom acabara de falar e não desistiu daquelas duas. Ele nunca desistia. Com certeza, Beth não rondava mais os pensamentos do baixista do Cinderella.

Tom e Eric começaram a fazer carreiras de coca para passar o tempo mais rápido, já que Tom estava ansioso demais para voltar ao hotel e não parava quieto. No mesmo instante que fizeram a primeira carreira, Fred deixou a garota que estava junto com ele. Precisava fazer uma ligação urgente. O tempo todo que pensou em Beth naquele bendito dia, não se sentiu bem. Algo estava errado e o deixava muito preocupado.

Quando ia passar pela porta, ouviu a voz de Eric.

— Vai aonde, Fred?

— Preciso fazer uma ligação.

— Pra quem? – Antes que Fred pudesse responder Eric foi beijado por uma das garotas.

Antes, aquilo era uma cena normal para todos, mas agora para Fred causava raiva. Um asco intenso de Eric. Ele mentira sobre gostar de Beth. Ela foi apenas mais um brinquedo nas mãos de Brittingham. Um dos que ele joga fora muito rápido.

— Não te interessa. – Respondeu-o e foi procurar por um telefone em outro lugar.

Tom sabia que Fred ligaria para Beth, mas não daria uma palavra sobre o assunto com Eric. Ele que se danasse. Tom estava morto de vontade de ligar para Anne naquele segundo, mas como odiava desligar o telefone muito rápido, esperaria chegar ao hotel.

Assim que Fred discou os números de Beth, não demorou nem o primeiro toque e foi atendido. Mas a voz que saiu no telefone não era dela.

— Alô?

— É da casa da Elisabeth Mountbatten? – Indagou.

Tinha certeza que os números eram aqueles.

— Sim, é o irmão dela. Michael.

— Michael? – Fred ficou surpreso. Há anos não falava com aquele idiota! – Mike?

— É ,cara. Quem tá falando?

— Fred Coury, lembra?

Fred riu ao ouvir o grito de exclamação do outro lado da linha.

— Cacete! Quanto tempo! E ai cara, como vai?

— Tudo bem por aqui... A Beth está aí?

— Ah, eu também estou ótimo. Esqueci que a educação lhe falta. – Ele riu – A Beth...

Mike demorou um pouco a responder. Tudo aquilo o deixava muito chateado. Estava lá para cuidar da irmã. Ela não estava nada bem e lhe contara tudo sobre infeliz, amigo de Coury. Um dia ia encontrar aquele filho de uma puta.

— Mike?

— A Beth está sim, mas agora está dormindo. É raro ela conseguir, se puder ligar pela ma...

Mike nem terminou de falar e Fred ouviu um grito do outro lado dizendo “SAI” que o fez se assustar.

— Fred, liga depois. – Mike bateu o telefone e foi para o quarto de Elisabeth.

O baterista colocou o telefone no gancho depois de alguns segundos, atordoado. O que estava acontecendo com Beth? Uma gripe não causava insônia e qual fora o motivo dela gritar? Beth não queria lhe contar o que tinha de verdade. Aquilo não era doença comum, não mesmo. Se ela estivesse em depressão por causa do filho da mãe do Eric, quebraria a cara dele em duas. Preocupado, Coury voltou para onde estavam os companheiros de banda.


Mike abraçou a garota que chorava. Beth entrara na maldita depressão de novo. Depois do caso com Ian, achou que ela nunca mais passaria por aquilo. Foi muito difícil ela melhorar quando o vagabundo a deixou por uma vadia de Springfield e agora não sabia o que fazer. Ela tinha melhorado com o tempo, mas agora, o tempo só a fazia ficar pior. Ryan estava chegando da Filadélfia para tentar ajudá-lo, já que era médico. Viria com quem ela mais precisava no momento: Loren. No máximo na manhã seguinte, ele estaria ali.

Beth se amaldiçoava por estar daquele jeito de novo e mais ainda por ser Eric o motivo. Caso fosse outro, não se xingaria tanto. Era ridículo ficar tão triste por quem não valia a pena, por quem não valia um dólar rasgado, um centavo furado, um nada. Odiava aquele loiro filho de uma mãe, mas o amava mais ainda. Não conseguia parar de pensar um segundo no imbecil, e querê-lo. Queria ver ele mais uma vez, ter Eric, mas não podia. No momento tinha certeza que ele nem se lembrava dela. Que não passara de uma transa a mais para a lista dele. Que não passara de uma brincadeira. E toda essa certeza e pensamento a machucava ainda mais.

— Beth? – Ouviu seu irmão lhe chamar.

— Que?

— O que aconteceu pra você gritar? Teve um pesadelo? – Arriscou perguntar agora que ela parecia mais calma.

— Porque eu quero ele fora da minha cabeça. E não quero falar sobre isso, por favor Michael.

O rapaz se calou. Tocar no assunto realmente seria pior. Deitou na cama com a garota e permaneceu com ela, até Beth adormecer novamente.


Keifer depois de sair do banho, apenas com uma toalha branca enrolada na cintura, sentou na cama e ligou para Anne.

— Alô? Anne?

— Ah, oi Tom! Tudo bem?

— Tudo e você?

— Estou completamente podre! – Ele a ouviu rir.

— Muito trabalho hoje?

— Demais, você não tem idéia. Era um entra e sai ali... Quando você volta pra Paris? Queria tomar café com você de novo, pra relaxar...

Tom foi pego de surpresa por aquela. Sorriu, logo ficando sério novamente. Não sabia quando voltaria para lá. Faltava pouco para a turnê acabar, mas mesmo assim, não sabia o que o esperava depois dali. A qualquer momento tudo poderia mudar, ainda mais porque já tinha algumas musicas novas escritas. Entristeceu-se com a prévia conclusão de não poder ir vê-la tão rápido. Pois por ele, já estava em Paris desde o dia anterior com Anne.

— Eu não sei, Anne, mas vou fazer o possível pra ir logo.

— Ah, entendo... Você é muito ocupado também... Estou sendo um pouco egoísta! – Ela deu uma risadinha, que fez Tom sorrir.

— Não, eu concordo em repetir aquele café. Mas não posso prometer que seja tão rápido... – Estava odiando as próprias palavras, mas era a verdade.

— Tudo bem, eu espero por você o quanto for preciso.

Depois das ultimas palavras de Anne, o silencio tomou conta de ambos. Ela, morrendo de vergonha do que acabara de dizer e ele surpreso com aquelas palavras que nunca imaginara ouvir da garota. Não queria se enganar, mas aquilo foi algum tipo de declaração? Algum indicio de que ela gostava dele? Não, Tom não podia se deixar enganar. Iria com calma. Riu baixinho e passou a mão no rosto, nervoso. Aquele telefonema estava sendo desconcertante.

— Eu... Vou o mais rápido que puder. Prometo.

— Vou acreditar em você. – Ela riu.

— Quando você menos esperar eu vou estar ai! Pode apostar!

— Certo, apostado. Se você perder... Eu vou atrás de você. E vou cobrar uma coisa que só você tem.

Tom pensou por um momento. O que só ele tinha? Nada do que lhe vinha a cabeça era exclusivo dele. Era um homem comum!

— O que? – Perguntou por fim, curioso demais para deixar para lá.

— Você.

Mais uma vez, silencio. Anne estava lhe falando tudo o que queria ouvir. Quase se beliscou para ver se não era um sonho, mas não seria bobo à esse ponto. Sabia que era verdade.

— Anne, eu...

— Tom, não fala nada, por favor. – Ela riu de si mesma mais uma vez. O que estava falando? Culpa da garrafa de vinho importado que ganhara de seu chefe. A verdade corria solta naquela ligação. E saia somente de sua boca. – Eu vou dormir, porque estou quebrada demais! Desculpa não falar mais tempo, hoje estou horrível...

Tom ouviu batidas na porta e alguém entrou gritando:

— TOM! VAMOS PARAR DE FRESCURA, TROUXE UMAS GAROTAS LINDAS PRA VOCÊ!

Xingou até o ultimo em pensamento o verme que estava na porta e dissera aquilo. Olhou para trás, fuzilando o animal: Eric Brittingham. Bêbado e acompanhado das duas garotas. Nuas.

— Anne...

— Acho que você também tem que “descansar” – Deu uma risadinha forçada. – Ou ir para uma festa. Bom, nos falamos outro dia. Tchau, Keifer. – Ela desligou, sem esperar ele se despedir.

Tom deixou o telefone escapar de sua mão. Contou até cinco, mas não adiantou. Se levantou da cama e voou no pescoço do filho da mãe que estava na porta. Iria matar Eric, trucidá-lo, mas foi empurrado de volta para onde estava. Eric estava bêbado, mas não era idiota.

— Que foi? – Ele indagou. – O que eu te fiz?

— Você atrapalha minha vida! Eu já disse que não quero porra de garota nenhuma, Eric! Chega! Cada uma que você mandar, eu vou dispensar! – Tom estava quase agarrando os próprios cabelos e os arrancando nervoso. Logo agora...logo naquela hora ele tinha que entrar?!

— Você parece uma bicha! Fica ai sofrendo pela Emily e não aproveita!

— Eu não sofro por ninguém! E mesmo que sofresse, prefiro não me afogar em qualquer uma! Se você não ama ninguém, Eric, o problema é seu. Exclusivo seu, porque nunca vi um ser tão imbecil feito você. Eu amo, ok? Então me deixa em paz e leva suas putas pra longe do meu quarto! – Empurrou Eric para a porta.

O loiro estava estupefato pelas palavras de Tom, mas não rebateu. Se o fizesse, ia sair merda naquele quarto de hotel. Voltou para o seu quarto com as duas, xingando Tom em pensamento. Não amava ninguém. Amava apenas a si mesmo. E se divertiria com quantas pudesse, pois na sua opinião a vida é muito curta e queria aproveitar o máximo dela.

Tom bateu a porta depois que o baixista saiu com as duas garotas e passou a mão nos cabelos. E agora? Não podia ligar de novo pra ela! O que falaria? No momento, não sabia de mais nada. Queria sumir. Matar Eric e sumir.


Notas finais
e ai?