Coração é terra que ninguém vê
17 ‘Não toque nela’
Notas iniciais
Bruce encarou Slade Wilson com raiva. Ele já conhecia sua história, investigando as ações do Governo: Alistou-se no exército quando jovem e foi rapidamente condecorado com louvor. Slade se ofereceu como voluntário em uma experiência médica, que na verdade, era uma manipulação do Governo americano para criar meta-humanos. O efeito colateral do soro que recebeu deu-lhe força e reflexos aumentados. Ele foi afastado da carreira militar e tornou-se o Exterminador, um mercenário de aluguel.
Em um de seus "trabalhos", tentou assassinar o presidente de Quarac. O presidente enviou um terrorista conhecido como o Chacal para encontrar Slade, a fim de saber quem foi o mandante do crime. Assim, Chacal sequestrou e matou Joe, seu filho de 5 anos. Depois disso, Slade tornou-se implacável.
Wilson é um mestre em táticas, capaz de usar 90% de sua potência cerebral. Tem força, agilidade e reflexos muito aumentados. É imortal, podendo regenerar-se. O olho direito que ele perdeu na luta contra o Chacal fora restaurado com um olho artificial, equipado com a visão infravermelha. Ele tem também anos do treinamento de combate e é hábil em qualquer tipo de armas. Um inimigo e tanto!
Bruce estremeceu. Clark e Diana eram os meta-humanos mais fortes do planeta, mas ele não contava com um inimigo tão bem preparado. Ele tinha força o suficiente para suportar um ataque de ambos e ainda era muito mais bem treinado que seus dois amigos. Algo dentro do morcego o dizia que as coisas poderiam ficar muito piores do que pareciam e deu a ordem a Clark:
— Kent, só me ouça, não faça nenhum ruído para que não percebam que você pode me ouvir. – Ele praguejou – Estamos no deck principal, rendidos. Não vejo os funcionários, então vocês devem estar longe. Tente se desvencilhar e fugir, sem que os terroristas o vejam. Se me ouviu, tussa!
Bruce ouviu um som de pigarro, como se tentassem limpar a garganta e entendeu a resposta de Clark.
— Boa, Kent... agora prossiga com o plano! – Bruce ordenou!
(...)
O homem com o tapa-olho estava de pé sobre a passarela, acima dos homens e mulheres enfileirados em lados oposto do deck.
— Senhoras e senhores passageiros, recebam as minhas boas-vindas – Ele disse em tom irônico. – Peço desculpas por esta intervenção tão rude – Ele riu – Mas se vocês todos mantiverem a calma e cooperarem comigo e minha equipe, não haverá nenhum dano colateral.
— O que vocês querem de nós? Nós não vamos lhes dar nada, seus cretinos! – Gritou Bob Trainer pouco à frente de Bruce, levantando-se.
Ao comando de Slade, dois terroristas deram uma coronhada com um dos rifles na cabeça dele com tanta força que podia-se ouvir o estalo dos ossos quebrando. Do outro lado Hanna gritava completamente desesperada. O que irritou ainda mais Slade.
— Fique calma, Hanna... tente se acalmar, pelo amor dos deuses. – Diana implorou a Hanna prevendo o que estava por vir. – Essas pessoas não terão nenhum pudor em machucar você, Hanna.
Não houve tempo de reação de Bruce ou de Diana, Slade estava diante do velho Bob e disparou a arma em sua cabeça. Bruce sentiu o cheiro forte de sangue invadir suas narinas. Não era medo, era o sentimento angustiante de rememorar a morte de seus pais, naquele maldito beco através desse cheiro maldito e a sensação de impotência que o dominou naquele dia.
Diana viu a dor em seus olhos e quase voou na direção de Slade para dar-lhe uma sequência de socos até afundar-lhe o crânio. Mas havia gente demais ali... muitas armas... muitos poderiam ser atingidos. Era preciso ter sangue frio e seguir o plano de Bruce. Ela não poderia arriscar machucar as pessoas.
Hanna continuava berrando e chorando, como se estivesse tendo um ataque de pânico, quando o Exterminador a esbofeteou com força, fazendo-a sentar-se, soluçando baixinho.
— Agora sim... muito melhor, cadela inútil. Continue calada! – Ele sentenciou. – Mais alguém tem algo a dizer? – Ele observou a população da embarcação quieta e chocada. – Vocês são vampiros da sociedade, que sugam o dinheiro das pessoas há gerações. Meu empregador só quer que vocês tenham a oportunidade de ser solidários com sua causa nobre. Se vocês recusarem, eu posso oferecer uma ida direto ao paraíso, meus amigos. Ou seria ao inferno? – Ele riu.
Bruce silenciosamente prometeu a Bob que o morcego o vingaria!
(...)
Slade entrou no salão principal do navio e tocou o ombro de um franzino rapaz de óculos que estava usando calças jeans surradas, uma camiseta do AC/DC por baixo de sua camisa de botões xadrez. Parecia tímido e destoava completamente da aparência musculosa dos agentes do Exterminador.
— Prepare tudo, Erick. Vamos começar as transferências em breve. – Slade ordenou – Eu vou mandar meus homens trazerem os velhotes.
Os homens foram levados ao salão principal do navio e colocados enfileirados. Ao comando do Exterminador, um a um era obrigado a entrar numa sala privada e repassar seus dados pessoais e senhas para que o rapaz fizesse as transferências monetárias. Bruce estava na fila, aguardando sua vez... Mas ainda estava longe de ser chamado. Ele e Diana fora quase os últimos a serem trazidos ao deck, por isso, eram praticamente os últimos nas filas dos homens e das mulheres, respectivamente.
Como os homens foram trazidos para dentro, Diana já não estava à vista e Bruce estava preocupado com ela, tentando se concentrar no plano e desviar seus pensamentos das preocupações com seu bem-estar. Clark a este hora já deveria ter se soltado e seguido com as recomendações de Bruce. Lois, se mantivesse a boca fechada, estaria bem com os outros funcionários, que corriam menos riscos porque não era alvos de nada!
As mulheres foram levadas para o convés. Elas estavam fervendo sob os raios escaldantes do sol, sem alívio algum. Nem sombra, nem água. Uma das mulheres pediu para ir ao banheiro e a resposta de um dos sequestradores foi uma bofetada desnecessária em seu rosto. Diana pediu a todas que ficassem calmas e permanecessem sentadas no chão, sem falar nada e todas assentiram. De algum modo, aquelas mulheres sentiram que ela era confiável.
(...)
Clark voou como uma bala em direção ao espaço. Depois de remover com tranquilidade as algemas de suas mãos e dos seus pés. Ele aproveitou a distração de um dos comandados que vigiava os funcionários amontoados no refeitório para se esconder num armário de produtos de limpeza até ter um caminho livre para sair. Ele olhou para todos os lados com sua visão de raio-x até obter a saída vazia que lhe concederia liberdade. Quinze minutos depois, um corredor estava livre... Era hora de sair!
Diferentemente da severidade com a segurança na parte de cima do navio, designada ‘especialmente’ aos abastados cidadãos de Metrópolis e convidados, os funcionários não receberam a mesma destreza nas atenções dos terroristas. Afinal, eles não eram ‘ninguém’.
Kal-El teve um pouco de dificuldade para achar o satélite indicado por Bruce. Ele conseguiu identificar qual deles era o responsável por todos os processos virtuais, de vigilância e de controle diretamente ligados ao navio. Bruce disse a Kent que o desativasse a partir do espaço, impedindo a fonte de comando geral de dar seguimento a qualquer ação de extorsão em curso. Isso iria incapacitá-los por um bom tempo.
(...)
Slade ficou possesso quando ouviu o rapaz dizer pela terceira vez que era impossível dar seguimento ao combinado tendo em vista que todas as conexões estavam perdidas a partir do satélite. Não era uma questão passível de resolver-se em algumas horas com o restabelecimento das conexões. O satélite, sabe-se lá como, não estava funcionando, como se tivesse sido inutilizado.
— Você acha que alguém ligado ao governo descobriu o nosso plano e desligou o satélite a partir de alguma estação espacial? – O rapaz perguntou.
— Duvido muito! – Ele respondeu – Nossas fontes infiltradas no pentágono e no Cadmus não disseram nada. O governo não sabe ou finge não saber.
Slade foi até o deck visivelmente irritado, para não socar o garoto nerd. Ele estava torcendo para que alguém suficientemente burro o desafiasse, dando-lhe a desculpa perfeita para descontar sua frustração espancando alguém até a morte. Ao contrário do que previu, o que ele encontrou não lhe despertou os instintos assassinos. Longe disso!
Ele viu a morena estonteante quase no fim da fila de mulheres sentadas no convés. Ela trazia nos olhos azuis impactantes um fervor de ódio que lhe chamara a atenção imediatamente. Ela estava consolando duas outras com palavras de conforto e não parecia nenhum pouco tensa. Slade percebeu que ela estava muito tranquila para uma amante mimada de algum velhote rico e estúpido o bastante para acreditar que uma mulher como aquela poderia amar qualquer exemplar estúpido do sexo masculino. Aquilo o intrigou... aquela mulher lhe tomou toda a atenção!
Ele se aproximou dela com um meio-sorriso sarcástico nos lábios, pondo-se em seu campo de visão, de pé à sua frente, fazendo-lhe sombra com a imensa figura dos músculos de seu corpo esculpido por anos de dedicação aos treinamentos táticos e físicos do Exercito. Ela não se intimidou e dirigiu-lhe um olhar cheio de fúria capaz de causar arrepios que dariam orgulho ao Batman.
Ele agarrou seu queijo para avaliá-la, como se ela fosse uma peça a ser adquirida. Em seguida, deslizou as costas das mãos por suas bochechas avermelhadas do sol. Ele a puxou pelo braço para que se levantasse e deu o comando:
— Levem-na para dentro. – Slade ordenou a dois de seus comandados e piscou pra ela desdenhando da sua valentia – Nós não queremos que a melhor peça desse navio corra o risco de ser estragada por esse sol causticante, não é?
(...)
O coração de Bruce congelou quando ele viu Diana ser trazida para dentro escoltada por dois guardas armados. Ela estava visivelmente tomada por uma fúria sem tamanho, as bochechas bastante avermelhadas, algumas gotas de suor haviam escorrido pelo decote da blusa de seda verde. ‘Acalme-se, Wayne. Pelo menos ela está bem’, o morcego em sua mente o instruiu. ‘Mas Deus, o que ela estava fazendo ali se todas as mulheres foram colocadas na parte de fora do navio?’, ele se perguntou. ‘E por que Slade a está acompanhando tão de perto e com esse maldito olhar faminto sobre ela?’, a mente analítica de Bruce processava todas essas perguntas instantaneamente, já traçando planos de contingência, saídas, etc... Brilhante e rápido como sempre! ‘Você não tocaria nela se soubesse que ela pode parti-lo ao meio, seu filho da mãe’.
Mas ele sabia que ela não faria isso. Ele a instruiu a não fazer nada até que ele mandasse. Fosse para não colocar em risco sua identidade secreta como Bruce Wayne, fosse para proteger as pessoas que estavam no navio. Por mais que ela e Kent fossem fortes, eles não poderiam impedir que Slade desse a ordem para executar dezenas de pessoas caso fosse atacado deliberadamente.
Ele também admitiu que estava um pouco arrependido de ter comprado roupas tão provocativas pra ela. Diana era uma mulher que chamava a atenção naturalmente. Vestida para isso então, provocaria um tsunami de desejo em qualquer homem. Não havia como desviar os olhos! O que ele não previra era que Slade também seria hipnotizado pela deusa amazona. ‘Merda’, ele sussurrou.
— Já que estamos fadados ao fracasso da operação, podemos pelo menos ter um pouco de diversão, você não acha, minha querida? – Ele deslizou os dedos sobre a pele macia de Diana, começando pela lateral do rosto, percorrendo seu pescoço, até chegar ao centro do decote, acompanhando todo caminho percorrido por uma saliente gota de suor.
— Você não se atreveria! – Ela rosnou, sem se deixar intimidar, fazendo com que os homens encurralados pelos bandidos contraíssem os músculos de medo do que o Exterminador faria com ela, depois de verem do que ele era capaz, ao executar Bob a sangue frio.
— Eu não gosto que me desafiem na frente dos meus homens, mulher! – Ele a segurou pelo pescoço, mas sem machucá-la, elevando seu rosto à altura de seus olhos, próximo o suficiente para que ela pudesse sentir seu hálito e sua respiração, quase tocando seus lábios – Mas eu gosto da sua coragem... Eu gosto da fúria em seus olhos... É tão raro encontrar resistência que quando eu encontro, não consigo controlar a excitação, minha querida.
Bruce não queria antecipar as ações de seu plano sob o risco de perder todo o resto. Mas ele não podia nem imaginar expor Diana ao risco de ser violentada por Slade. Ela era um meta poderosa, mas ele também era forte e bem treinado. Além disso, ele poderia ameaçar matar pessoas caso ela reagisse aos seus avanços. A imagem do Exterminador abusando dela provocou arrepios em Bruce e um sentimento de aflição lhe causara um nó no estômago. Ninguém além dele podia tocar nela. NINGUÉM!
Ele pensou em alguma distração para evitar que ela a tocasse... Não era inteligente, mas era tudo que ele podia fazer naquele momento:
— Ei, mocinha... aí está você, boneca! – ele gritou, levantando-se em direção a ela, ignorando Slade e seus capangas, fingindo embriaguez. – Onde você estava? Não pense que você vai fugir de mim assim! – Ele piscou pra ela, como um sinal de que estava mais uma vez sob a máscara do playboy bilionário inconveniente, mulherengo e distraído.
Um dos comandados deu-lhe uma coronhada na barriga com o rifle que o fez estremecer e encolher-se.
— Fique quieto e volte para o seu lugar, riquinho de merda! – O mascarado esbravejou em inglês, mas com um sotaque acentuado que indicava ser de alguém da Europa Oriental ou Oriente Médio, empurrando Bruce de volta à parede e o mandando sentar com fortes estocadas nas costas, embora menos violentas que a primeira pancada.
Diana respondeu inconscientemente com um grito estridente mandando-o parar com aquilo.
— Pare com isso, seu imbecil – Ela ordenou, como se estivesse no comando, sem se importar com o fato de que suas ações precipitadas poderiam levá-la à morte – Se você tocar num fio de cabelo dele de novo, eu juro que você não será capaz de andar ou usar o banheiro durante um mês.
Para espanto de Bruce, Slade riu com entusiasmo, ao invés de repreendê-la. Ele parecia hipnotizado por ela e isso o preocupou mais ainda. Slade chegou perto dela e cochichou algo em seu ouvido que a fez estremecer. Bruce tentou concentrar todos os seus esforços em não demonstrar ciúme ou preocupação naquele momento.
‘Diga-me, mulher... Que tipo de ferocidade é esta numa criatura de beleza tão rara? Eu jamais vi uma mulher trazer tanta fúria em seus olhos... Eu conheci oficiais treinadas pelo exército que não tem a metade da sua coragem... Me diga: quem é você? Você veio aqui para me seduzir, mulher?’, O Exterminador sussurrava melodiosamente no ouvido da amazona, tentando sondar suas reações, procurando em suas ações algum indicativo que respondesse suas desconfianças, mas é certo que ele não estava intrigado com seu envolvimento em algum plano para impedi-lo, e sim com sua personalidade desafiadora, que o tomara por completo.
Diana não disse nada por alguns segundos, depois olhou para Slade com raiva, sussurrando uma resposta que ele não esperava depois de suas perguntas:
— Você não devia deixar que qualquer um desses imbecis tomasse qualquer decisão sem o seu comando. Afinal, você está no comando, não está? – Ela desafiou em um tom extremamente baixo, ponderado e tranquilo, completamente ausente de medo, mas com um suave olhar de súplica que incomodou Slade por alguns segundos.
Por um segundo, ele sentiu a necessidade de agradá-la.
— Não brinque com sua sorte, mulher! – O Exterminador respondeu com o que se pode chamar de ‘bom-humor’ para o caso dele – Você quer ir até lá ver seu ‘amigo’? – Ele falou a última palavra com extrema ironia. – Eu vou permitir... você tem um minuto! – Ele a observou atentamente, sentado numa elegante poltrona colocada ao centro do salão.
— Bruce, você está bem? – Diana ajoelhou-se diante dele, segurando seu rosto com as mãos algemadas. – Eu sinto muito!
— Está tudo bem, boneca – ele disse, tentando parecer minimamente interessado nela, como se ela fosse no máximo um de seus casos sem importância, para evitar que a machucassem para extorquir alguma coisa dele – Eu vou ficar bem. Mas não se meta em nenhuma encrenca. Eu preciso de você inteira no fim do dia para nós continuarmos nossos ‘jogos’ de onde paramos... – Ele lançou-lhe um dos olhares mais cafajeste de seu alter-ego de playboy, para reafirmar que ela era só um de seus casos.
Slade olhou para aquela cena com incredulidade. Como uma mulher com espírito tão aguerrido e forte poderia se importar com um tipo tão superficial daqueles? Esse idiota era a escória e vê-lo tratando-a assim o enfureceu.
— Volte aqui agora! – Slade determinou, fazendo-a sentar-se ao seu lado, em um dos braços da poltrona. – Por que você se importa com um lixo como esse? – Ele vasculhou algum indicativo de mentira em seus olhos.
Ela baixou os olhos para que ele não visse que ela estava mentindo, mas ele segurou seu queixo com força, obrigando-a a olhar diretamente nos olhos dele. Ela sabia que não poderia mentir...
— Eu gosto dele! – ela admitiu, envergonhada.
— Quando você conhecer um homem de verdade, isso vai mudar. – Slade sentenciou. – Esse tipo de lixo humano está preocupado demais em esbanjar seu dinheiro com mulheres estúpidas e aproveitadoras... Você não parece nenhum dos dois tipos! – Ele disparou, desconfiado.
— Eu não sou. – ela rebateu com segurança.
O Exterminador, apesar de desconfiado, ficou estranhamente satisfeito com o fato de que ela não era esse tipo de mulher. Havia algo errado e ele iria descobrir o que era. Ela era mais do que indicava ser. ‘Talvez uma espiã de alguma agência de Investigação secreta... MI6, CIA, Cadmus? Provavelmente usando esse imbecil para ter acesso ao navio”, ele pensou.
— Vamos! – Ele a puxou com força pelo braço pelo saguão.
— Onde estamos indo? – Ela disse, olhando pra Bruce com um olhar desesperado. Não por ela, mas por ele ficar sozinho com os guardas. – Espere, por favor!
— O que você quer? – Ele parou!
— Por favor, não deixe que o machuquem! – ele viu suas bochechas corarem e sua mandíbula endurecer. (é... o desgraçado é um sortudo... Salde percebeu que ela gostava mesmo daquele excremento).
Slade olhou pra ela com frieza e depois para os guardas: – Levem esse inútil para sua cabine e o tranquem lá... AGORA! – Ele gritou com veemência a última palavra. – Enquanto eu e você vamos dar um passeio – ele saiu em direção ao corredor contrário ao de Bruce levando Diana com ele.
A última coisa que Bruce viu foram os olhos dela sobre ele, como se dissessem pra ele não se preocupar com ela. Ela o amava e ele sabia disso.
Mas isso não o fez sentir-se melhor. Ele estava experimentando uma dor crescente no estômago vendo Diana ser levada à força em direção às cabines da ala leste do navio. ‘Não toque nela, seu desgraçado. Ela é minha’, foi a última coisa que ele conseguiu sussurrar antes de apagar depois que levou uma coronhada na cabeça.
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