Notas iniciais
Esse capítulo foi alterado brevemente, mas mantem sua essência.

Bella não se surpreendeu com atitude grosseira do marido de mandá-la se calar, ela mais do merecia isso vindo dele. Em geral Edward era um homem extremante doce ao seu lado, mas quando tirado do sério seu gênio forte rivalizava com o dela e com toda certeza ela o havia mais do que o tirado do sério. O que a surpreendeu de verdade foi o que veio a seguir.

—Você gritou comigo, me agrediu e tentou me acertar com inúmeros objetos sem sequer me dar a chance de defesa e quase voltou a fraturar minhas costelas, mas agora é minha vez.

Bella ficou branca feito fantasma na hora de sua raiva ela nem mesmo se lembrou que seu marido estava ferido.

—Edward me desculpe, eu agir por impulso, eu...

—As suas desculpas não me interessam!-ele a interrompeu bruscamente. -Mas já que você se achou no direito de arma um circo por conta de meu passado amoroso eu também me sinto no direito de saber sobre o seu.

—Como assim?-Bella gaguejou.

—É muito simples há ou houve alguém em sua vida?-Bella ficou em silêncio e aquilo irritou Edward mais ainda. –Responda!-ele gritou e agarrou pelos braços a assustando.

—Existiram alguns casos, nada que passe de uma noite, nada que durasse meses como com você e Renata. –Bella mentiu por saber que se Edward tivesse conhecimento da verdade as coisas ficariam feias.

A verdade é que oito anos após se separarem ela conheceu Daniel, com quem manteve uma relação por quase dois anos e por quem Bella mantinha um carinho especial desde que o conheceu e por essa razão jamais poderia ser sincera com seu marido.

—Tem certeza de que essa é toda a verdade?-Edward grunhiu com desconfiança.

—Tenho. –Bella gaguejou.

—Para o seu próprio bem espero que esteja sendo sincera, pois mentira é algo que tem pena curta e se eu descobrir que você me enganou não quero está na sua pele. Fui claro?-questionou e a sacudiu sem qualquer delicadeza.

Bella engoliu em seco. O que ela faria se Edward descobrisse a verdade?

[***]

Na manhã seguinte quando despertou Bella estava sozinha na cama e ainda não eram nem seis da manhã direito.

—É Bella você está colhendo o que plantou. –ela murmurou indo até a cozinha onde Sue, a emprega preparava o café da manhã.

—Bom dia senhora. –a mulher disse ao ver sua patroa.

—Bom dia Sue, por acaso você viu meu marido?

Edward nem mesmo havia lhe deixado um bilhete como sempre fazia ao sair antes de ela acordar.

—Ele já estava saindo quando cheguei, mas comentou algo sobre uma emergência na base.

—Ah. –foi tudo o que ela disse antes de engolir seu café.

Ainda estava sedo para ir ao trabalho, por isso ela teve tempo ler o jornal, assistir ao noticiário local e ir deixar sua filha no colégio antes de seguir para o FBI.

—Bom dia, senhora. A representante do DEA, a agente Hawk já chegou e a espera na sala de reuniões. –a secretária de Bella, Lizz, avisou e a diretora assentiu sem sequer sonhar com o que a esperava.

—Já não era sem tempo, aqueles filhos da mãe estão devendo a revisão das missões conjuntas. –a diretora resmungou mais para si do para alguém realmente.

Bella seguiu apressada para a sala de reuniões, hoje ela queria se livrar do trabalho o mais rápido possível, mas estancou quando abriu a porta da sala e deu de cara com ninguém menos que sua cunhada.

—Você!-Rosalie grunhiu furiosa.

—Olá, Rosalie. –Bella a saudou.

—É isso que você tem a me dizer depois de todos esses anos? Acha que comigo as coisas serão tão fáceis para você como foi com o idiota do meu irmão?-sua cunhada atacou.

—Eu não acho nada Rosalie, mas eu definitivamente não discutirei minha vida pessoal aqui no meu trabalho. –a morena avisou antes de fechar a porta atrás de si.

—É claro que não, pois como sempre você vai agir como uma vadia covarde que sempre que pode foge daquilo que não lhe convém.

Bella trincou os dentes diante do insulto contra si.

—Pense o que bem entender, pouco me importa sua opinião sobre mim. –mentiu.

Saber que aquela que um dia foi sua melhor amiga pensava assim a seu respeito doeu e muito.

—Pois pouco me importa se interessa ou não a você. Há treze anos eu venho esperando por esse momento, há treze anos muita coisa ficou entalada aqui. –a loira passou o dedo por sua garganta.

—Rosalie, eu sei que você está chateada comigo. Mais do que isso você está magoada e acredite eu não tiro sua razão, pois abandonei seu irmão quando ele mais precisou, mas como eu disse aqui não é o lugar. Diferente do que você pensa não estou fugindo, apenas quero fazer de uma vez por todas meu trabalho.

A verdade é que Bella não estava disposta a protagonizar mais um espetáculo para os seus agentes, já bastava o que havia ocorrido entre ela e Edward na primeira vez em que se viram depois de tantos anos.

—Pelo menos admite que é covarde. –sua cunhada debochou.

—Já chega! Quer saber quem nunca errou que atire a primeira pedra, afinal de contas é muito fácil me acusar, me odiar, no entanto quero ver é tentar se colocar no meu lugar. Eu abandonei Edward? É abandonei e não me orgulho nem um pouco disso, mas o que todos parecem ter esquecido nessa droga toda é que eu também sou humana! Você sabe muito bem o quanto eu era ligada a Charlie, o que não sabe é o quanto tudo isso que aconteceu me desestruturou.

—Bravo!- Rosalie debochou batendo palmas. –Você acha mesmo que eu ligo para o seu melodrama, Isabella? Não. Eu não ligo. E sabe por quê? Porque foi graças a você que meu irmão se sentiu o pior dos seres durante todos esses anos, foi por você que ele se sentiu só, abandonado. Foi por você que ele teve medo, foi por você que ele derramou cada maldita lágrima. Você não tem a mínima noção de como foi ver o desespero do meu irmão, do meu herói sem poder fazer nada. Foi cruel vê-lo desabar como uma criança desesperada por sua tão maldita culpa! — os olhos de Rosalie estavam lívidos de raiva e transpareciam uma dor tão grande que a diretora se sentiu sufocar, pois no fundo ela sabia que aquela dor nos olhos da sua cunhada era apenas o reflexo da própria dor de Edward, dor essa que seu marido sempre fazia questão de esconder dela, mas que Rosalie fazia questão de jogar em sua cara.

—Eu não posso fazer mais nada para mudar o passado, Rosalie, mas acredite eu queria poder. E só para você saber Edward não é tão frágil quanto você imagina, ele é muito mais forte do que aparenta e é por isso que eu vou deixar uma coisa bem clara para você: eu voltei para a vida de Edward para ficar, goste você ou não, queira você ou não e não irei admitir que se meta em nossas vidas porque elas não lhe dizem respeito. –a morena alertou com a voz mais baixa, porém perigosa e seus olhos semicerrados.

—É claro que me diz respeito, ou por acaso a vadia já esqueceu que ele é meu irmão?

Bella fechou as mãos em punhos.

—Não ouse voltar a me ofender Rosalie. E não, eu não me esqueci, mas você parece ter esquecido que seu irmão já é um homem adulto e plenamente capaz de tomar suas próprias decisões.

—Pois não é o que parece, afinal estando somente louco para estar com você outra vez. –atirou a loira.

—Se estamos juntos outra vez foi porque assim ele quis e se você ousar atravessar nosso caminho eu esquecerei o quanto você um dia significou para mim e passarei por cima de você como um trator passa por cima do asfalto. –e dizendo isso Bella lhe deu as costas, pronta para sair dali.

Ela não ficaria ali para ser insultada, não mesmo.

A atitude não passou despercebida para a loira, que sem pensar duas vezes avançou em direção a cunhada e lhe esbofeteou a face quando essa virou em sua direção. A mão de Rosalie ardeu e tudo o que ela pôde sentir foi satisfação... Se lhe doeu com certeza também havia doido na arrogante da sua cunhada.

O primeiro sentimento de Bella foi o de surpresa, depois o desejo de devolver a Rosalie a bofetada, mas a lembrança da dor nos olhos dela a fez parar... a lembrança que era a dor de Edward.

—Você tem muita sorte de que às vezes eu levo mais em consideração os sentimentos de Edward que os meus, pois a minha vontade é de te devolver essa bofetada, mas eu sei que isso magoaria muito Edward e por isso não o faço, mas se você me tocar novamente eu não vou pensar duas vezes querida cunhadinha.

Continua...