Notas iniciais
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—Pensou sobre o que eu te falei querida?-Carlisle perguntou a esposa que estava sentada no sofá da sala da família Cullen abraçada a ele.

—Pensei Carl e a resposta é não. Me desculpe querido, mas Edward até agora não quis se manifestar para nos contar sobre tudo o que se passa e nós só ficamos sabendo porque Rosalie resolveu abrir o bico para nos contar. –ela respondeu ocultando que já havia descoberto sobre Isabella através de uma conversa entre as empregadas de sua casa.

Carlisle suspirou.

—É nosso dever como pais estar ao lado do nosso filho, Esme. –ele falou.

—Sim querido. Você está certo, mas você sabe que eu não suporto Isabella, não sei se me controlaria vendo-a agora.

—Esme eu sei que é difícil, mas você também precisa tentar se colocar no lugar de Bella.

—Ah, faça-me o favor Carlisle. –sua esposa disse se afastando dele.

—Querida essa é a verdade. Você sabe que o ser humano quando é tão jovem e tem apenas 17 anos é cheio de inseguranças e incertezas e essa era a idade que Bella tinha na época, além do mais, ela estava grávida e você melhor do que ninguém sabe o quanto uma mulher pode se tornar sensível, vulnerável em uma fase como essa. Sem contar que a mulher estando grávida muitas vezes pode se tornar mais fácil de se influenciar e eu aposto minha cabeça como Renée se aproveitou da situação para manipulá-la a seu bel prazer.

—Vai mesmo insistir em defendê-la, não é?-Esme bufou, cruzando os braços.

—Sim querida, porque esse tempo todo eu venho tentando me colocar no lugar de Bella e entender o que se passou na cabeça dela durante todos esses anos.

—E por que isso Carlisle? Parece até que ela lançou algum feitiço sobre você e nosso filho.

—Não é isso querida. –ele disse se levantando do sofá e indo até onde sua mulher estava parada. –Acontece que antes de tudo aquilo acontecer eu via a devoção que ela tinha por nosso filho, nenhuma outra que tenha passado pela vida de nosso filho antes dela jamais o tratou com tanta doçura e carinho. Jamais vi tanto amor pelo nosso filho nos olhos de uma mulher como eu costumava ver nos olhos de Bella.

—E, no entanto, ela o abandonou quando ele mais precisou.

—É verdade. Mas será que você agiria diferente se eu fosse acusado de matar seu pai e todas as provas apontassem para mim?-Esme não respondeu. –Renée nunca apoiou a relação de Bella e Edward e isso fez com que nossa nora se ligasse muito mais ao pai do que a ela. O que você faria se de repente seu mundinho perfeito ruísse e você se visse obrigada a escolher entre dois fortes sentimentos, o de uma filha pelo pai e o de uma mulher pelo marido?

—Nada do que você me diga vai fazer com que eu mude de ideia Carl. –Esme avisou.

—É claro que não. Você é cabeça dura demais para isso. Já parou para pensar que talvez Bella não tenha feito o que fez pensando só em si? Que talvez ela tenha feito isso pela criança que esperava?-Carlisle questionou.

—Se é assim então por que ela está de volta aos EUA?

—Treze anos já se passaram, essa criança já é quase uma adolescente e se explicamos com calma toda a situação ela será capaz de entender, mas se essa criança tivesse crescido aqui a sombra de todas essas acusações contra o pai dela talvez ela houvesse se traumatizado e não fosse capaz de compreender.

—Ou talvez ela tivesse ajudado nosso filho a passar melhor por tudo isso. Estou cansada de discutir sobre isso. Vou para o trabalho, é melhor. –ela disse se virando para o marido e lhe beijando de leve os lábios.

Assim como o filho, Esme pertencia a marinha americana, apesar de trabalharem em funções e áreas diferentes.

[***]

—Onde ele está?-Edward perguntou se referindo ao terrorista que estava sobre a custódia dos Seals na base.

—Na cela mais afastada como o senhor pediu, general. –respondeu o soldado Vladimir.

Depois de muita luta Edward e seus homens haviam conseguido resgatá-lo, junto a seu colega Liam.

Edward sorriu. Não um sorriso de simpatia, mas sim aterrorizante.

—Achei que não viria fazer uma visita ao nosso ilustre convidado. –disse o major Garrett ao ver Edward.

—E perder minha diversão com a boneca?-o general perguntou com deboche. –Bom trabalho Garrett. –ele disse vendo que o major havia prendido o terrorista ali e o deixado desacordado.

—O crédito pelos hematomas é todo de Emmett.

Edward assentiu.

—Ele é muito bom no que faz.

—Divirta-se chefinho. Eu fui.

Se lhe perguntassem Edward não saberia dizer quanto tempo ficou ali olhando para a cara daquele terrorista e ele nem mesmo sabia exatamente o porquê disso, mas uma coisa ele sabia aquele filho da mãe pagaria por cada vida ceifada.

No canto da cela havia um grande tonel de água, Edward foi até lá e pegou um balde de água que foi despejado sobre a cabeça do terrorista.

O vagabundo acordou sacudido a cabeça tentando não se afogar e com isso o som das correntes que o prendiam nos braços e nos pés ficou audível.

—Ora, ora se não é a boneca que acaba de acordar. –o general disse e sorriu com escárnio.

O terrorista disse algo em árabe, um xingamento sem sombra de dúvidas.

—A boneca está irritadinha por que eu a molhei? Mas por quê? Eu nem mesmo comecei a brincar e olha que você merece depois de tudo o que fez aos cidadãos do meu país, depois de quase ter me matado durante uma missão há uns sete meses. –Edward disse e o terrorista arregalou os olhos. –Oh, me reconheceu, foi boneca?

O general riu pelo olhar assustado que o terrorista lhe lançou.

—Não pode me torturar. Eu tenho direitos e se descobrirem que você me torturou irá se ferrar. –o terrorista disse em inglês, com voz arrastada.

Aquilo era para ter soado como uma ameaça, mas pareceu mais um choramingo.

O general lhe sorriu sem humor e colocou uma das pernas sobre a cadeira que estava ali e os braços sobre um dos joelhos.

—É mesmo boneca?-Edward voltou a falar. –Pois eu tenho uma novidade para você... Eu sou o seu pior pesadelo, sou um Seal Team Six, melhor ainda, sou o chefe deles e você não pode ser tão bombinho achando que algo realmente irá me acontecer se eu resolver me divertir com você, não é?-o deboche era dominante na voz de Edward. — Durante a “brincadeirinha” de vocês civis foram feitos reféns, assassinados. –ele grunhiu furioso ao lembra-se das atrocidades que presenciou meses antes de Isabella regressar a sua vida. -... E governo perdeu milhões de dólares. Eu não tenho que responder a mais ninguém pelo que faço a não ser diretamente a Deus e o presidente do país e eu te garanto seu filho da puta que presidente irá até me agradecer por isso!–Edward disse juntando as duas mãos e acertando o lado direito da face do terrorista.

O sangue jorrou da orelha do brinquedinho, mas o general não se importou e acertou o outro lado com o mesmo golpe, dessa vez quebrando um osso com certeza pelo estalo que deu.

—Ah... –o terrorista gemeu.

Edward se aproximou dele e sussurrou em seu ouvido com voz gélida.

—Você não sabe o que te espera. –Edward disse com a voz gélida.

O terrorista tremeu. Talvez o inferno fosse melhor do que as próximas horas que ele teria pela frente.

O general foi até a parte oposta e tocou um instrumento que o ajudaria a se divertir mais.

[***]

—Sou agente especial Daniel Clark, divisão de contraterrorismo. Estou em busca de Isabella Swan. – um homem quase tão alto e belo como o general a recepcionista do FBI, que sentiu a boca salivar diante do corpo escultural daquele deus em forma de homem.

—É preciso ter hora marcada para falar com ela.

—Eu sei, mas tenho certeza que para mim ela fará um exceção. -ele disse com voz mansa e sorriu.

O tipo de sorriso que Daniel sabia que derretia as mulheres. Seus cabelos castanhos aloirados eram um charme a parte junto aos seus belos olhos verdes, mas que não se comparavam aos intensos olhos esmeraldas de Edward.

—Nesse caso pegue o elevador, vá até o terceiro andar, dobre no primeiro corredor à esquerda e entre na segunda porta a direita.

—Obrigado. –ele disse e começou a seguir as instruções dadas.

—Minha nossa, como ele é lindo. Essa mulher tem sorte, só recebe visita de homem gato! –a recepcionista que o orientou comentou com sua colega de trabalho, enquanto se abanava com as mãos.

—É verdade, mas entre esse e aquele ruivo de tirar o fôlego eu fico com o ruivo. –disse a outra com um olhar sonhador do rosto.

—Eu também ainda prefiro ele, mas como o general parece tão inatingível para simples mortais como nós eu fico com este aí mesmo.

As duas riram.

[***]

No passado, mais precisamente há três anos, Daniel havia tido um relacionamento com Bella, relacionamento esse que por culpa dele chegou ao fim, mas o fato do relacionamento ter chegado ao fim nunca quis dizer que o seu amor por ela também chegou, ao contrário, nesses três anos tudo o que ele aprendeu foi a amá-la mais e a se maldizer pelo erro que cometeu.

Daniel terminou tudo com Bella sob o infame pretexto de que ela havia atirado contra ele durante uma missão, mas é óbvio que mesmo sendo conhecida como coração de gelo Bella não fez isso. A culpa havia sido toda dele, pois foi Daniel quem se colocou na frente da arma dela bem no momento em que Bella disparou o tiro e ele sabia disso, sabia que a culpa não foi dela e sim dele devido a um erro de calculo na hora de se movimentar para se defender de um ataque, mas como o grande covarde que foi na época ao se ver diante de tão grandes sentimentos por Bella, ele preferiu fingir não saber e usar o ocorrido como desculpa para fugir da relação e tudo mais porque ele se sentia amedrontado, porque não se sentia preparado para enfrentar os sentimentos que em seu peito começavam a nascer tão fortemente por ela, mas agora estava de volta e disposto a reconquistá-la.

Continua...