Corações Rendidos
19 Capítulo 19
Notas iniciais
—“Pour some sugar on me... Uh... In the name of Love...”
Beth ouviu alguém cantar, ao terminar de descer as escadas. Perguntou-se quem cantava aquela música, com um sorriso nos lábios. Ninguém na casa conhecia Def Leppard, além dela e de Loren. Ainda mais aquela música que era tão recente. Eles haviam lançado o disco no ano anterior. Ao se aproximar da sala, notou que aquela era uma voz inconfundível. E não era de Loren.
Olhou para Konrad que estava sentado na poltrona e ele lhe devolveu o olhar, abaixando o jornal que lia e com uma sobrancelha levantada. Konrad balançou a cabeça negativamente, dando um leve sorrisinho. Elisabeth riu. Sua família era maluca.
Adentrou a cozinha e viu o que já imaginava. Pelo cheiro delicioso era óbvio. Paulina cantava Pour Some Sugar On Me, enquanto fazia um bolo de morangos. O favorito de Loren e dela também, apesar de preferir as tortas de maçã. Loren estava com ela, comendo alguns morangos numa tigela e rindo de sua avó. Realmente, aquela senhora era uma maluca.
— Olá, querida. – Ela disse assim que notou sua presença.
Beth sentou-se ao lado de Loren e pegou um morango, dando uma mordida. Aquilo era uma delicia.
— Bom dia. Já acordou bem, pelo que percebi. – Deu uma pequena risada. – Cantando Def Leppard... E logo uma musica... Picante?
— Elisabeth eu estou velha, mas não morta, minha filha. – Mordeu um pedaço de morango com açúcar. – Adoro essa música. Sua prima Marie que trouxe o vinil de Londres, assim que chegou de lá. Foi a melhor coisa que ela deixou aqui quando foi embora.
Colocou a forma no forno e logo se sentou junto às meninas. Aqueles dias em Salisbury com Loren e seus avós estavam sendo ótimos para Beth. Mas não acontecera o que mais queria: Esquecer-se de Eric. Pelo contrário. Pensava nele com mais intensidade, lembrando de tempos em que ele vinha com sua família para a casa de Paulina. Fechou os olhos por alguns segundos e voltou a abri-los. Não era hora de pensar nele.
— Marie foi embora quando? – Indagou, a fim de mudar o rumo de seus pensamentos.
— Uma semana antes de você chegar. Ela tinha que voltar para arrumar as coisas do casamento.
Beth e Loren se impressionaram. Marie iria se casar?
— O que? – Indagaram em coro.
Marie era a única da família Kowalkowski que dizia que nunca se casaria. Era uma das primas mais velhas de Beth, filha de sua tia do meio, pois sua mãe era a mais nova dos filhos de Paulina e Konrad. Marie havia se enganado com um antigo namorado e depois dele, jurara que jamais queria outro homem em sua vida. Estavam impressionadas.
— É isso mesmo, meninas. Marie está noiva há algum tempo.
— De quem? Quando aconteceu esse milagre? – Loren indagou, enfiando mais um morango na boca.
— De um rapaz chamado Erik Donaldson. Ela o conheceu em uma das viagens que fez à Inglaterra. Ele é escocês, se não me engano. Agora me vem com a notícia que está esperando um filho dele.
— Uau... Era ela quem dizia que nunca ia se casar... – Loren comentou.
— Pelo visto quem vai ficar sozinha pro resto da vida é a Beth. – Disparou, olhando pra ela. – Pelo amor de Deus, garota. Você, agora é a única que não tem namorado! Mike é um caso a parte, pois é homem. Pode arrumar uma garota quando quiser. Agora você, vai ficar pra tia. Pelo visto ninguém te quer.
Beth ficou calada. Aquilo que Paulina dizia era a mais pura verdade. E muito dura também. De fato, depois de Marie, ela era a única solteirona. E ficaria assim pro resto de sua vida, já que estava se tornando impossível esquecer Eric. Até o nome do noivo de sua prima era igual! Sempre se lembraria do infeliz. O mundo estava contra ela, era óbvio. Eric não gostava dela, ela não conseguia esquecê-lo e começar uma nova vida, então ficaria para tia mesmo. E não estava nem aí. Ao menos, era isso que pensava no momento.
— Claro que não, Paulina. – Loren falou depois de alguns minutos de silêncio. – Beth tem um pretendente. – A ruiva piscou pra ela, quando Beth a cutucou por baixo da mesa.
— E quem é? É bonito? – Indagou, curiosa — Tem aquele corpo maravilhoso? – Disse, num tom malicioso. – Porque seu avô tinha... Oh Meu Deus... Bons tempos que não voltam... – Fez um movimento de mãos, decepcionada. — O noivo de Marie tem.
— Poupe-me dos comentários sobre o noivo da Marie. – Beth resmungou, cruzando os braços. Sentia uma ponta de inveja. Oh sim, sentia.
— Ah Paulina, ele tem sim. É um homem e tanto. Ryan que me perdoe, mas é. Ele estudou com meu marido em Harvard e trabalha com ele na Filadélfia. – Limpou a boca com um guardanapo. – Ele tá caidinho pela Beth, mas ela que tá com frescura. O nome dele é Dean Dawson e também é neurocirurgião.
Beth sentiu uma enorme vontade de atirar uma pedra na cara de Loren, mas permaneceu imóvel. Não estava acreditando que ela estava falando sobre Dean. Ao menos, antes dele do que de Eric. Ainda não haviam contado à Paulina sobre Brittingham e não o faria tão cedo. Não tinha motivos nenhum para fazê-lo. Respirou fundo ao ver a cara de sua avó. Aquele olhar malicioso e ao mesmo tempo acusador. Mataria Loren, ah mataria sim.
— Elisabeth Mountbatten você tem o que na cabeça, minha filha? Merda? Anda usando drogas? – Paulina atacou. – Se esse tal Dawson é tudo isso que Loren está falando, você recusá-lo é uma falta de cérebro.
— Eu não gosto dele, simplesmente. – Beth respondeu entre dentes.
— Eu devia enfiar juízo na sua cabeça com uns belos tapas. Sua maluca. – Paulina saiu da mesa e foi preparar um café. Havia se esquecido de Konrad. – É a neta mais burra que eu tenho. Deus me livre.
Beth contou até cinco e resolveu deixar pra lá. Olhou para Loren que reprimia um riso, ficando vermelha e colocando a mão na boca. Ainda bateria naquela imbecil. Se levantou para ir dar umas voltas antes que explodisse ali mesmo. E daí que não queria Dean? Não ficaria com alguém pela aparência, pelo status ou pela conta bancária. Amava Eric e somente ele. Era isso e mais nada. Até se ele fosse o cara mais pobre do mundo, o amaria. Antes de passar pela porta, foi segurada por uma mão pequena. Se virou no mesmo instante
— Beth, desculpa. – Loren falou, arrependida. – Eu só acho que você tem que esquecer o Eric. E o Dean é a melhor opção.
— Loren, tira essa idéia da cabeça. Eu não consigo e nunca vou conseguir parar de amar o Eric. Já me acostumei com essa conclusão. Se eu tiver que morrer sozinha por causa dele, que seja! Não estou nem aí! – Levantou os braços, abaixando-os novamente e batendo as mãos na perna. Era isso.
A ruiva não se conformava, mas entendeu a amiga. Não adiantava nada que fizesse. O coração dela tinha ido para aquele cretino do Brittingham e não sairia das mãos dele tão cedo. Suspirou e resolveu fazer algo que devia ter feito assim que acordara, mas começou a conversar com Paulina e esqueceu-se por completo de ligar para Ryan.
— Eu... Vou ligar pro Ryan. – Ela avisou e saiu, indo para a mesinha onde ficava o telefone.
Beth deu de ombros e se direcionou à porta. Mas o que faria lá fora sozinha? Queria refrescar seus pensamentos, mas seria melhor com Loren. Assim teria alguém pra conversar. Voltou para a sala e sentou-se no sofá, pegando um livro. A esperaria ligar para Ryan.
Alguns minutos depois ela sentou-se ao seu lado. Observou-a. Loren não parecia bem. Estava triste, era visível. A cabeça baixa, o rosto vermelho, as mãos mexendo nos cabelos vermelhos. O que Ryan falara pra ela? Deixou o livro de lado.
— Está tudo bem, Loren? – Indagou.
— Não, na verdade. – Virou o rosto, olhando nos olhos de Beth. – Ryan me deu uma noticia nada boa.
— O que aconteceu? É algo com Mike? Com Ryan? – Se preocupou.
— Não, não. É com o Dean... O pai dele faleceu essa manhã. – Revelou entristecida.
Beth não sabia o que dizer. Calou-se, apenas. Não sabia o que era perder um pai ou uma mãe, então não podia imaginar a dor que Dean estava sentindo. Queria falar com ele, dizer o quanto sentia pela perda. Mas não tinha o telefone dele.
— Meu Deus... – Sussurrou. – Loren, você tem o telefone do Dean?
— Sim, tenho da casa dele na Filadélfia. Mas ele está na Escócia. Foi pra lá depois que nos deixou no aeroporto. Pelo que Ryan me contou o irmão dele, Tormand ligou assim que ele chegou em casa, contou que o pai deles estava mal e Dean partiu no primeiro vôo da noite. Ryan disse que foi infarto. – Ela fez um biquinho e encostou a cabeça no ombro da amiga. Estava triste pelo amigo. Sabia o que era perder alguém. Ah como sabia.
Beth ficou pensando por alguns momentos. Queria falar com Dean e muito. Por fim, suspirou e ficaram ambas em silêncio, até ouvirem a voz de Paulina ecoando na casa cantando uma música em outro idioma, sua língua materna, o polonês.
***
Emily chegou à casa de Mike ainda cedo. Tinha coisas a tratar com ele e pensou que o moreno era mais humorado pela manhã. Ligara para ele antes de ir e notou certo tom de nervosismo na voz do rapaz pela linha. Não estava nem ai. Já havia preparado tudo. O que queria estava bem próximo. E com aquele plano rápido e eficaz, o teria de volta na palma de sua mão. Sorriu e tocou a campainha. Não demorou muito para ouvir latidos e Mike abrir a porta, com sua cara feia de sempre. Queria entender o que se passava com aquele cara. Nunca vira um grande sorriso naquele rosto bonito. Entrou sem cumprimentá-lo. Ele fechou a porta com força, fazendo um estrondo.
— Levantou agora? – Ela indagou, colocando a bolsa no sofá e virando-se para ele.
— Isso não te interessa. – Mike se aproximou dela e cruzou os braços.
Emily nem ao menos respondeu Mike. Fixou seu olhar no peitoral do rapaz. Os gomos na barriga a deixavam com calor, o peito aparentemente duro e sem pêlos eram uma loucura de se observar. Os braços enormes e musculosos dele e faziam querê-los em volta dela, apertando-a, tocando-a. As pernas compridas, as coxas grandes, a masculinidade aparente na calça... Respirou fundo. Já se sentia ferver por dentro. Desprendeu os olhos daquele corpo másculo e tentou prestar atenção nele. O filho da mãe mantinha um sorriso de canto. Com certeza tinha ficado um bom tempo olhando os atributos dele. Revirou os olhos e também cruzou os braços. Tinha algo mais importante para fazer ali.
— Então, vamos colocar o plano em prática hoje.
— Vamos? – Mike fez um leve bico, que Emily teve de se segurar. Ele tava provocando-a, era fato.
Mike quase ria do desconforto que estava causando naquela mulher. Continuava odiando-a, mas acordara com uma grande vontade de se aliviar e qualquer uma serviria. Havia sonhado com Anne e despertara muito excitado. Mesmo rejeitando Emily, não faria mal algum meter nela algumas vezes só para se satisfazer.
— Sim. É... Vamos.
— Então, onde está? – Perguntou, se aproximando dela mais um pouco. – Aonde está o animal?
—Por favor, estou com sede. Por que você não pega algo pra gente beber e conversamos? – Falou, dando dois passos pra trás.
Mike foi para a cozinha procurar algo para beberem. Tinha comprado algumas garrafas de vinho novas.
Emily pegou sua bolsa e tirou de lá um pacotinho. Havia algo para fazer. Olhou para os cantos da sala a fim de encontrar o cachorro de Mike. Deu a volta no sofá e encontrou-o próximo à lareira, deitado. Abaixou-se um pouco. Tinha receio daquele cachorro, ele era grande assim como o dono e também tinha uma carranca. Aliás, odiava qualquer animal. Chamou-o e o cão veio lentamente para perto dela. Emily ofereceu ao cachorro o que continha no interior do pacotinho. De inicio Loki ficou desconfiado, mas logo após umas farejadas o bicho comeu de bom grado, quase abocanhando a mão da loira. Assim que ouviu os passos de Mike, ergueu-se e guardou o plástico na bolsa.
Ele lhe ofereceu uma taça de vinho e ela pegou. Serviu-se e sentou-se na poltrona. Emily ainda o olhava com um sorrisinho. Retribuiu. Ambos ficaram se observando por longos segundos, até ele dar um tapinha no joelho e chamá-la. Emily fora pra perto dele imediatamente. Aquela mulher era muito idiota. Ela se colocou à sua frente. Mike pegou a taça de vinho dela e colocou na mesinha ao lado da poltrona. Fez o mesmo com a sua. Puxou-a para um beijo, sem sentimento algum. Segurou-a firme pelos braços magros. Não conseguia sentir nada enquanto a beijava. Era como beijar um mármore.Ela era uma prostituta como qualquer outra. Logo que pensou em Anne e como ela aparecia nua em seu sonho, foi o suficiente para seu membro enrijecer.
Pouco tempo depois, estavam nus, Mike penetrando rapidamente Emily, que estava de quatro, apoiando-se no sofá. A garota soltava gritos de prazer, enquanto ele nem sequer ligava. Chegou ao ápice em poucos minutos e passou a se movimentar lentamente, até se sentir totalmente satisfeito. Saiu de Emily, deixando-a ainda apoiada ao sofá, com as pernas trêmulas. A tinha satisfeito também, mas pouco ligou. Fora sorte dela. Retirou a camisinha, deu um nó, vestiu sua calça e foi jogá-la no lixo. Entrou no banheiro e tomou um banho demorado. Saiu vestindo apenas uma camiseta branca e uma outra calça jeans. Encarou-a assim que adentrou a sala. Ela estava vestida e bebendo o vinho que lhe dera, sorrindo para ele.
— Eu tinha certeza que você comia uma mulher muito bem. Com esse tamanho todo... – Olhava-o, maliciosa. – Eu adorei Mike. Posso dizer que foi a melhor rapidinha da minha vida. Nem o Tom chega perto.
— Ah é? – Sentou-se no sofá de frente.
— Oh, sim. É. Anne vai ter uma recompensa muito boa ao largar o meu Keifer... Ficará com uma coisa muito melhor que ele.
— Pode me poupar dos seus elogios. Já ouvi isso muitas vezes. Mas... Se o despreza tanto no sexo assim, por que tá querendo ele de volta?
— Isso já é problema meu. – Ela deixou a taça na mesa de centro e se levantou – Agora eu vou embora. – Dirigiu-se a porta, mas foi pega pelo braço.
— Você veio aqui pra dar pra mim ou pra falar sobre o plano? Onde está o animal que você ia usar?
— Oh, querido. Eu já usei, mas está em outro lugar. Não ia trazê-lo aqui, não sou idiota. – Mentiu, sorrindo. – E... Me liga.
Mike soltou-a e deixou-a ir. Trancou a porta e foi de volta para sua cama. Sem Beth lá, não tinha muito que fazer ali. Estava sentindo falta de sua irmã e tinha certeza que caso ela fizesse idéia do que ele estava fazendo junto com Emily, colocaria juízo e bom senso em sua cabeça. Contava os dias para Beth voltar de Salisbury.
***
— Alô?
— Quem é? – Beth ouviu uma voz grossa do outro lado da linha. Mais grossa que o normal.
— Ahm... É Elisabeth. Eu queria falar com o Dean, ele está?
— Ah sim, espere um momento. Vou chamá-lo.
Beth aguardou o homem chamar por Dawson. Tinha confundido as vozes. Eram muito parecidas. Devia ser algum parente do médico. Havia conseguido o telefone da casa de Dean na Escócia com Ryan.
— Elisabeth?
— Ah, oi Dean... Eu liguei pra dizer que sinto muito, pelo seu pai. – Disse, um pouco entristecida.
— Obrigado, Beth. Sinto-me melhor por você ter ligado.
— É, eu... Fiquei sabendo hoje. E quero pedir desculpas pelo modo que tratei você em sua casa e depois no aeroporto, eu...
— Shiu. Tudo bem, não precisa pedir desculpas, eu entendi você. Eu que deveria ter te deixado em casa depois ou ter dormido no sofá, me desculpe.
— Não tem problema. Isso já passou. Er... Você vai ficar ai por quanto tempo?
— Não sei, talvez mais uma semana. Por que?
— Por nada. Bom, espero que dê tudo certo ai. E... Sinto muito de novo.
— Obrigado. Ouvir sua voz me faz bem, Beth.
Beth limitou-se a dar apenas uma risadinha sem graça.
— Eu... – Mordeu o lábio inferior — Eu vou desligar. Nos falamos outra hora. – Disse, sem jeito.
— Tudo bem, esperarei você me ligar.
— Tchau, Dean...
— Tchau, Elisabeth.
Beth desligou o telefone sentindo um peso em seu coração. Não devia ter ligado, estava dando esperanças à Dawson e isso era o que menos queria. Sentou-se no sofá e abraçou as pernas. Como queria ele e Eric fora de sua vida, como queria...
***
Mike acordou ao ouvir um barulho. Abriu um dos olhos e apurou os ouvidos para escutar melhor. Eram ganidos. Se levantou de súbito e ficou de joelhos na cama. Já era noite, pois seu quarto estava escuro. A janela pouco aberta mostrava a lua. Olhou para seu lado da cama no chão, os ganidos eram baixos. Era Loki. Desceu da cama num pulo e ficou de joelhos ao lado do animal. Ligou o abajur e viu o animal agonizante e começou a se desesperar. Observou o caminho em que o cão trilhou para chegar ali. Na porta e além dela, Loki havia vomitado. Tentou passar a mão no cachorro, mas ele ganiu novamente. Seu peito subia e descia rápido, tamanho era o desespero que começava a consumi-lo. O que seu cachorro tinha?
Lembrou-se de algo e praguejou alto. Emily falara sobre ferir um animal, mas jurou que não seria nenhum dos dele. Nem Thor e muito menos Loki. Achara aquele plano horrível, mas não conseguira mudar os planos dela de forma alguma. Não queria machucar nenhum animal, não queria participar daquilo, mas algo o fazia seguir em frente e calado. Era um homem fraco demais. Aquele era seu melhor amigo... Não podia acreditar naquela vagabunda e estava certo disso. Ela havia mentido e machucara Loki. Dera as malditas sementes para seu cachorro. Mike sentia uma raiva crescendo dentro de si. Queria fazer com ela o mesmo que ela havia feito com Loki. Levantou-se e foi até a sala, pegando o telefone. Ligaria para aquela vadia.
Notas finais
Beijos!
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