Corações Feridos

51 Uma ótima noticia e uma decepção.


Notas iniciais
Senti falta de algumas leitoras. ='(
Mais uma vez, desculpem a demora! O colégio está me consumindo! Esse capitulo deu um pouco de trabalho... Ainda não fiz o próximo e preciso de inspiração ((:

Passaram quase a noite inteira na balada. Eles já tinham perdido a noção do tempo. No inicio, Daniel chegou a pensar que Débora era bem parecida com Julie, porém, não sabia que estava tão enganado assim... Eram completamente diferentes, bom, pelo menos o jeito de agir. Já a aparência... Eram parecidas. Ambas eram morenas, tinham cabelos longos, só que os de Débora era um pouco mais ondulado do que os de Julie, e eram mais claros. Seus olhos eram amendoados também. Só que, para Daniel, o sorriso da Julie era o mais lindo.

Débora era uma garota divertida e louca. Ele jamais pensou que encontraria alguém que compartilhava com seus pensamentos. Daniel sempre achou que a vida era uma caixinha de surpresas. Que jamais poderia controlar sua vida. Seu caminho se formava sozinho... E ele sempre achou que estava certo. Afinal, sua vida era mesmo surpreendente. — O meu pai tinha uma fazenda, mas aí ele vendeu para voltarmos pra Campinas. — Débora explicava, enquanto caminhava com Daniel.

– Já morou aqui então?

– Claro, mas me mudei aos treze anos. Apenas eu, minha mãe e meu pai. O restante dos meus parentes continuaram em Campinas. — Sorriu, encarando Daniel. — Mas me conta, e você?

– Eu?

– É, falamos de mim a noite inteira. — Pausou. — Quero saber de você. Parece ser um rapaz tão legal... Sabe, é difícil encontrar homens legais e solteiros ao mesmo tempo. — Sorriu. — Você está solteiro, não é?

– E-estou.

– Hm... — Ela mordeu os lábios, tentando não fita-lo. — E será que eu me atrevo a perguntar quem foi a sortuda que conseguiu o nome dela tatuado no seu pulso? — Daniel não esperava aquela pergunta, não tinha resposta para aquilo. Ficou um pouco nervoso e Débora logo percebeu. — Acho que... Não era uma simples amiga...

– Não. — Balançou a cabeça. Suspirou fortemente. — Era minha esposa.

– Sua esposa?! — Perguntou com um ar de surpresa, imaginou que fosse apenas uma namorada... Mas não passou por sua cabeça que ele já foi casado. — O que aconteceu com ela?

– A-ah. Aconteceu que.. O nosso filho ele... Morreu asfixiado dentro do carro. E por causa disso, ela se separou de mim. E-ela é bem diferente... É muito superstíciosa e achou que fosse um sinal de que o nosso amor morreu junto com o neném, tinha... Um pouco mais de um ano, um ano e seis meses.

– Conheço uma pessoa que é assim também. Acredita nessas coisas... E-eu sinto muito pelo seu filho. — Balançou a cabeça, mas viu que Daniel estava visivelmente triste. Se arrependeu de ter tocado naquele assunto. — Eu não pensei que encontraria uma pessoa que dançasse melhor do que eu! — Disse Débora, rindo fracamente.

– Está brincando?

– Não, é sério! Você dança super bem!

Dessa vez ele sorriu de lado. — Eu sei.

– Ah, e a modéstia? Cadê?

Os dois riram ao mesmo tempo. Continuaram conversando. Mesmo depois de conversarem a noite toda um com o outro. O assunto não acabava... Falavam de várias coisas ao mesmo tempo. Até que Débora avistou sua casa. — Mora sozinha?

– Não, moro com o meu pai, minha mãe está viajando e só volta daqui há quatro meses. Mas ano que vem vou me mudar. — Ela respondeu. Foi andando até a varanda da sua casa, segurando as duas mãos de Daniel. Viu que todas as luzes estavam apagadas. Possivelmente seu pai já estava dormindo.

Ela acendeu só a luz da varanda, para iluminar um pouco. E então conseguiu reparar Daniel melhor, já que na balada não conseguia ver seu rosto direito. Débora sorriu, ele era lindo. Tinha um rosto angelical, os lábios finos e bem desenhados, os olhos eram escuros, como a noite. E seus cachos balançavam ao ritmo do vento fraco daquele momento. Para completar sua beleza, Daniel sorriu. — Eu tenho a leve sensação de que já te vi em algum lugar. — Ela admitiu.

– É, eu também sinto isso... — Disse um pouco desconfiado, realmente já tinha visto seu rosto em algum lugar, talvez em alguma foto... — Você é modelo?

Débora riu, negando com a cabeça enquanto seu rosto corava. — Bom, eu tenho que ir... Preciso acordar cedo amanhã e... — Olhou para seu relógio de pulso. — Nossa, já são duas horas da madrugada. — Soltou suas mãos. — Foi ótimo te conhecer, Débora. — Sorriu.

– É só isso que vai me dizer? — Ela levantou as sobrancelhas. Ele ficou calado. — Não vai fazer mais nada? — Perguntou sorrindo fracamente.

Daniel entendeu. — Mas... Em frente a sua casa?

– Está com medo do meu pai? — Ela tentou não rir com isso.

– Não... Só que... — Débora o abraçou, agarrando sua nuca e misturando seus cabelos. Ele retribuiu o abraço encarando o céu sem nuvens, observando as estrelas. Jamais imaginou estar nos braços de uma mulher, enquanto está pensando em outra.

Acordou dos pensamentos quando Débora se soltou, ainda segurando sua nuca. Resolveu enrolar os cabelos de Daniel nos seus dedos. Ele teve uma sensação estranha com isso... Essa mania era da Julie...

Delicadamente, ele pegou as mãos de Débora e as desceu para seu toráx. Puxou o rosto dela e quase sem pensar a beijou. Ela retribuiu no mesmo momento e não demorou muito para o selinho se transformar em um beijão. Daniel segurou a sua cintura, suas línguas se tocaram, deixando o beijo molhado. Para Débora, o beijo era pura química, os dois tinham muito a ver e ela já estava apaixonada. Mas para Daniel, era só mais um beijo.

– Desculpe. — Ele disse se soltando e só com essa palavrinha conseguiu tirar o sorriso do rosto de Débora.

– Porque está se desculpando?

– N-não sei... É que... N-não posso...

– Você tem namorada?!

– Não tenho não. — Levou a mão aos cachos, estava completamente confuso, além de pensar na Julie, ele lembrou da Thalita... Estava enrolado. — Eu preciso ir.

– Espere. — Ela segurou sua mão. — Não precisa ficar nervoso, eu estou feliz. — Sorriu. Indo até a pedra de mármore na sua varanda, abriu sua bolsa de couro preta, pegou um papel e uma caneta. Daniel se esquivou para ver o que ela estava escrevendo. Era o número do seu celular.

Ela lhe entregou. Daniel guardou no bolso quase sem olhar. — Tá bom, para quantas pessoas você deu esse número?

Débora riu, balançando a cabeça. — Juro que foi só pra você.

– Hm.

– Agora... — Ela o abraçou de novo. Deu mais um selinho demorado, ele retribuiu a abraçando. — Pode ir... Boa noite.

– Boa noite. — Sorriu levemente.

[...]

Três dias depois, ele tinha chegado do seu trabalho, mais um dia cansativo se passou. Ele estava um pouco triste pois hoje não tinha visto Juliana pelos corredores ou na copinha. Daniel faria de tudo para conseguir pelo menos um minuto ao lado dela.

Foi para o seu quarto, aproveitou que sua mãe tinha ido ao mercado e resolveu se arrumar e sair logo antes dela chegar e o irritar com as perguntas do tipo ‘’Onde vai?’’ ‘’Porque está todo arrumado assim?’’ ‘’Como foi o trabalho?’’.

Ele entrou no banheiro para tomar um banho, deixou seu celular em cima da toalha, até que o mesmo vibrou. Daniel recebeu uma mensagem da sua irmã. Dizia: — Venha para minha casa urgente, preciso falar com você.

‘’ Que droga... ‘’ — Já imaginava que fosse alguma besteira da Bia. Então respondeu. — Estou ocupado, não posso ir agora. Me diz o que é. — E mandou.

Logo imediatamente recebeu uma resposta. — Assim perde a graça! Você precisa vir aqui!

Ele mordeu seus dentes com aquela resposta. Bia estava fazendo muito suspense... Ficou até curioso. — Em que parte do estou ocupado você não entendeu?! — E mandou mais uma mensagem. Sua irmã estava terminando com a pouca paciência que ele tinha.

– Termina de se arrumar e vem! — Ele quase chingou com aquela resposta, mas decidiu obedece-lá, entrou no chuveiro, se arrumou e não perdeu mais tempo, já que tinha que sair...

Pegou sua moto.

Enquanto isso, na casa de Bia. Ela e Julie estavam na cozinha. Beatriz comia um sanduíche com presunto e nutella. — Arg, tira isso de perto de mim... Que nojento. Não é bom misturar doce com salgado.

– Isso está uma delicia!

– Vai Bia, me conta logo que eu quero ir para casa. É algo ruim?

– Não! E eu não vou contar agora, estou esperando uma pessoa chegar.

Juliana revirou os olhos, detestava ficar na curiosidade. — Como foi o seu trabalho? — Beatriz perguntou.

– Ah, n-normal. — Forçou um sorriso.

– Fala sério, você parece estranha. Bom, mais estranha.

– Engraçada você. — Fez uma careta. — Tá bom, eu... Acho que o meu chefe gosta de mim.

– Claro, se ele contratou você.

– É um outro tipo de gostar... É... Aquele gostar... Gostar mesmo. Sabe?

A amiga arregalou os olhos. — E porque acha isso?

– Porque ele está dando em cima de mim. — Sussurrou.

– Nossa Julie, precisa fazer alguma coisa!

– Eu faço, eu... Ignoro. Mas não adianta. — Balançou a cabeça.

– O Daniel sabe?

– Daniel? Não. Porque eu ia contar?

– Ele ia dar um jeito nisso rapidinho. — Bia sorriu.

– Quer parar com isso?! Ele não vai nem ligar.

– Você acha? — Ela gargalhou.

– Eu tenho certeza.

– Então está completamente enganada. Até hoje ele sente ciúmes do Nicolas.

– Mas o Nicolas é um caso a parte. Ele quase terminou com o nosso relacionamento na época do colégio, e é por isso que o Daniel não gosta dele.

– E o JP?

– Como sabe do JP?

– Ele me conta tudo. — Pausou. — Ele me disse que esse tal de JP estava te paquerando. E me disse também que não foi com a cara dele. — Sorriu. — Você acha que isso é o que?

– Tá. M-mas o ciúmes do Daniel não vai me ajudar com o meu chefe.

– Será?

Juliana ia protestar quando as duas ouviram um barulho de motor de moto. — É ele. — Bia sussurrou e as duas disfarçaram. Bia voltou a comer seu sanduíche enquanto Julie mexia no celular.

Daniel abriu a porta da sala, saiu entrando. Estava apressado. — Bia?

– Na cozinha! — Sua irmã respondeu e ele revirou os olhos.

Caminhou até a cozinha e teve uma surpresa. — Oi Julie. — Pela primeira vez conseguiu pronunciar seu nome sem sorrir.

– Oi. — Ela o olhou de cima até em baixo. ‘’Que isso!’’

Bia também o encarou. — Nossa Daniel, tá lindão. — Sua irmã sorriu. — Não é nenhuma festa não, é só uma noticia.

– Eu sei. — Rosnou. — Eu disse que estava ocupado, tenho que sair... Então fala logo!

– Se for algo ruim eu não quero saber. — Juliana balançou a cabeça.

– Ai, não é nada ruim. Gente! — Sorriu. — Vocês dois vão gostar muito.

– O Nicolas vai se mudar de país? — Daniel sorriu.

– O que o Nicolas tem a ver com isso?! — Julie revidou.

– Ah, lá vem você! Ela disse que era uma coisa que iriamos gostar muito!

– Eu não ia gostar disso, ele é meu amigo!

– Amigo? Sei... Amigos não se beijam!

– O que? — Julie levantou, riu pelo nariz. — Ainda pensa nesse beijo? Foi há anos atrás! E foi um acidente!

– Não é desse beijo que estou falando. E muito obrigado por me lembrar do outro. — Ela se calou, confusa. Daniel continuou. — Eu sei que vocês se beijaram quando você foi fazer o divórcio!

Julie estava surpresa. ‘’ O Nicolas contou... ‘’ — Isso foi só carência! — Explicou. — Não sinto nada por ele!

– Vocês vão continuar discutindo ou preferem saber logo a noticia?!

– FALA LOGO!

– Ui, esquentadinho. — Bia riu. — E se continuar gritando eu não falo mesmo. — Cruzou os braços.

– Fala logo amiga, o Daniel já me tirou a paciência e eu quero ir para casa. — Passou a mão pelo rosto.

– Claro, toquei no seu ponto fraco. O Nicolas!

As duas se entreolharam e Bia comentou. — Vai me dizer que isso não é ciúmes?

– Eu não estou com ciúmes! — Cruzou os braços. — Só estou com pressa! Pra que tanto mistério?!

– Tá bom. — Beatriz se levantou. Deu um sorriso de orelha a orelha, olhou para os dois. Ambos não escondiam a expressão de curiosidade no rosto. — Tentem adivinhar!

– Eu desisto. Vou pra casa...

– Não! Calma Daniel! Tá bom, eu conto! Estou grávida!

Julie e Daniel sorriram ao mesmo tempo. — Ah irmã! Isso é ótimo! — Ele se aproximou para abraça-lá, mas Julie puxou o braço da amiga.

– Parabéns Bia! — Se abraçaram forte. — Mais um neném! Ele vai trazer muitas felicidades, com certeza! Finalmente a Nandinha vai ganhar um irmão, ou irmã! — Estava alegre. — Quantas semanas? Meses? Qual vai ser o nome? Quando está previsto pra nascer?!

– Calma Juh! — Ela riu. — Ainda não sei de nada, descobri há dois dias atrás. Félix ainda vai me levar para o médico. — Se virou para o irmão. — E você, vai ficar parado me olhando? — Abriu os braços.

Ele a abraçou. As duas perceberam que Daniel estava quieto de mais. Julie achou que era por causa do Nicolas. Já Bia estava imaginando que ele tinha um compromisso e estava atrasado. Mas ai, ele e Julie trocaram olhares enquanto ainda estava abraçado com a irmã, continuava quieto, sentia sua mente ser invadida por pensamentos, assim como o abraço que ganhou da Débora... Era igual.

Então, nessa troca de olhares, Julie entendeu. ‘’ Com certeza ele percebeu que eu fiquei mais animada com a gravidez da Bia do que com a minha própria gravidez. ‘’ — Lembrou que sua primeira reação ao descobrir que estava esperando um neném foi raiva... Não queria um filho, não estava nos seus planos...

Os dois se soltaram. — O que foi? — Bia perguntou. — Não está feliz por mim?

– Estou, estou muito feliz. — Sorriu fracamente, beijando o rosto da irmã.

– É sério? — Ele assentiu. — Vai, me diz o que é... Você está estranho.

Ele e Julie se olharam de novo, mas cortaram o olhar quase imediatamente. Porém, Bia percebeu. — Falem! — Ela pediu.

Ele se afastou das duas. Desamassando o seu terno. — É que essa noticia me fez lembrar do meu filho. — Admitiu. — Quando... Eu descobri que ia ser pai.

Bia torceu seus lábios. — E o que você sentiu?

Se sentou na cadeira. Em frente a Julie. — Me senti a pessoa mais feliz do mundo. — Passou a mão por seus cachos. — Eu só queria ter essa sensação de novo.

– Eu também fiquei feliz. — Juliana se aproximou dele. — Eu sei que na hora fiquei com raiva... Mas depois eu aceitei, também me senti a pessoa mais feliz do mundo. — Queria deixar isso claro para Daniel que assentiu, Julie alisou seus cachos.

– Ai gente, assim eu vou chorar. Sabe que grávida chora muito. — Bia reclamou, abaixando a cabeça.

– Não chora amiga, isso foi uma coisa boa... O meu neném... — Julie sorriu. — Nosso neném. — Corrigiu, olhando para Daniel. — Tem coisa melhor que isso? Ter um filho com a pessoa que ama?

Ele levantou o rosto. — Me ama é?

– Você foi meu primeiro amor.

– Fui? — Sorriu.

Ela sorriu também, ficaram se encarando, seus rostos estavam próximos.

– Bom, tá rolando um clima aqui então eu vou subir e fingir que tenho algo importante para fazer...

– Para Bia. — Julie corou, se afastando. — Só estamos conversando.

– É garotas. — Daniel se levantou. — Eu tenho que ir.

– E o senhor não vai dizer para onde está indo não? — Bia cruzou os braços.

– Hm, vocês duas não precisam saber.

Ela e Julie se entreolharam, as duas cruzaram os braços ao mesmo tempo. — Conta! — Beatriz pediu, sem esconder sua ansiedade. Seu irmão estava absurdamente lindo e ela queria saber o que estava acontecendo para ele se arrumar tanto assim.

– É segredo. — Disse segurando os ombros da irmã. Eles lançaram um olhar que só os irmãos entendiam.

Finalmente Bia aceitou. Balançando a cabeça, Daniel soltou seus ombros.

E isso... Deixou Juliana ainda mais desconfiada. Queria saber que segredo era esse...

Daniel se despediu das duas, caminhou até a sala e quando abriu a porta ouviu Bia dizer. — Eu vou com você até o portão! — Ele só suspirou com isso. Mas assentiu.

Bia e Daniel foram até o portão, mas antes de subir na moto, sua irmã segurou seu braço. — Me conta vai. — Sorriu. — Você anda mais animado esses dias. Você não pode compartilhar uma noticia boa para mim?

– Não é nada de mais. — Balançou a cabeça. — Mas já que você quer saber... Eu conto, mas promete que vai ficar só entre nós. — Beatriz assentiu. Ele não demorou muito para contar a grande novidade. — Estou saindo com uma mulher.

– Ah! — Sorriu. — É por isso que tá gatão assim? Vai pra balada?

– Não. — Sorriu. — Vou jantar.

– Nossa! — Bia arregalou os olhos, porém, desfez a animação e o sorriso em segundos. — Não é a Thalita, né?

– Não mesmo! — Respondeu fazendo uma careta. — É uma moça simplesmente encantadora.

– Encantadora o suficiente para você esquecer a Julie?

– Bom, agora essa pergunta fica pra você pensar. — Ele disse sorrindo de lado. Deu mais um beijo carinhoso no rosto da irmã e alisou sua barriga.

Bia continuou na calçada até Daniel sumir junto com a moto pela esquina.

Já Julie, estava na janela, conseguiu ouvir a conversa inteira e senti uma onda de sentimentos invadir o seu peito. Ficou paralizada, ainda pensando nas palavras de Daniel. Nem se ligou que sua amiga já tinha voltado para dentro. — Estava ai? — Perguntou assim que viu Juliana.

A mesma acordou dos pensamentos. — Eu... Não resisti e acabei ouvindo.

– Poxa Juh, finge que não sabe de nada.

– Claro. — Deu de ombros. — Tá na cara que ele não queria que eu descobrisse... Então... — Forçou um sorriso. — Não sei de nada. — Pegou seu celular que tinha jogado no sofá da sala. — Eu já vou. — Disse passando pela porta, nem ao menos se despediu direito de Bia.

Beatriz achou meio estranha essa atitude, mas deixou para lá. Estava com um desejo repentino de terminar com aquela pizza gelada da noite passada.

Não demorou muito para Julie chegar em casa. Ela estacionou o carro muito mau estacionado na calçada. Fechou os vidros e saiu. Entrando na sua casa. Se sentou no sofá, pensava nas palavras de Daniel. Na verdade, pensava nelas desde que saiu da casa de Bia. Não entendia o que estava acontecendo com ela, e porque reagiu desse jeito.

Mas ali mesmo, começou a chorar.


Notas finais
O que vocês acham do Daniel com a Débora?! E como a Julie vai reagir ao descobrir que é a sua PRIMA? Hahah e gostaram da novidade da Bia?
Comentem! E vocês também, leitoras fantasmas! ;*
Beijos!