Corações Feridos

40 Mais uma tentativa.


Notas iniciais
[aaaaaaaaaaaaaaaa] Amei de mais a recomendação! Não pensei que ganharia mais recomendações, fiquei mt contente! Mt feliz mesmo! Obrigada Carol Hunter por recomendar! Adorei! Beijos *O*

Estou pensando em fazer capitulos contando a história de como o casal se conheceu, como surgiu a rivalidade da Julie e da Thalita... O que acham? Respondam, é importante!

Juliana o olhou mais uma vez, sabia que Daniel trabalhava ali. Mas não imaginava que era nesse andar... Ela sentiu seu coração disparar. Daniel a olhava com os braços cruzados, como Julie o conhecia sabia que ele não estava bem. Estava mais pálido do que o normal, estava com olheiras e seus olhos estavam levemente vermelhos, sem contar com o seu rosto abatido seu cabelo despenteado e a barba que estava nascendo.

Ela logo lembrou dos pensamentos de ontem, lembrou do exame que ele fez... E sobre a tal doença. Sabia que a expressão dele não tinha nada a ver com isso, mas se preocupou. — Tudo bem? — Ela perguntou. Visivelmente interessada.

Daniel apenas balançou a cabeça, lhe dando um ‘’sim’’. — O que veio fazer aqui? — Perguntou de um modo indelicado.

– Ué, eu vim... Tentar conseguir um emprego. — Sorriu fracamente. — As mulheres falaram que tinha um homem muito arrogante aqui... Que... Só pegava o currículo delas e as expulsava. — Disse passando pela sala, abriu sua bolsa e pegou um papel. — Sinceramente, não fazia idéia que fosse você.

Começou a preencher seu currículo ali mesmo e Daniel notou. — Hm, parece que não planejou fazer um currículo, não é?

– Na verdade, acho que trás má sorte. Todas as vezes que tentei conseguir emprego, eu fazia meus currículos dias antes. — Respondeu preenchendo todos os campos com rapidez. — Aqui está. — Entregou nas suas mãos.

Daniel deu uma rápida olhada para ver se estava tudo preenchido.

Viu Juliana pegar sua bolsa e já ir em direção a porta, afinal, sabia que Daniel não lhe faria nenhuma pergunta.

Porém, antes dela ir, ele disse.. — Sabe que se conseguir um emprego aqui não vai poder vir vestida assim.

Ela parou, deu mais alguns passos, se aproximando novamente. — Como assim? — Olhou para seu uniforme. — Não sei o que tem de mais.

– Não sabe? — Ela se calou, viu que Daniel estava mau humorado. — Vou te dizer. — A analisou, realmente não tinha nada de mais. — Essa saia está muito curta.

– M-mas... Está batendo nos joelhos. — Riu fracamente. — Eu devo usar batendo aonde então? Nos pés?

– Porque está aqui? — Ele desconversou. — Porque precisa de um emprego? Te dou metade do meu salário todo o mês.

– Não preciso de um emprego. Eu preciso me distrair, passar o dia todo dentro de casa está me fazendo mal.

– AH. — Riu pelo nariz. — Essa é nova. Não sabia que passar o dia todo de pernas pro ar fazia mal... Sinceramente, eu ia gostar. Preferia passar o dia todo assim.

– Porque é um vagabundo.

– Sou? Se eu fosse mesmo um vagabundo não estaria trabalhando. Certo?

– Está porque é a sua obrigação.

– Então eu sou um vagabundo? Bom... Pelo menos não sou uma maluca, louca de pedra! doida varrida! — Ela não aguentou e acabou lhe dando um tapa no rosto. Foi forte, o que fez as bochechas pálidas de Daniel ganharem uma cor avermelhada. — Já chega. — Ele rasgou o currículo. — Perdeu mais uma chance de emprego, porque era eu que ia decidir quem ficaria com a vaga!

– Você não pode fazer isso! — Ela gritou, estava chateada por perder mais um emprego...

– Não posso é? Porque? Vai me processar?!

– Isso não é justo. — Lagrimou.

– Sai... Sai daqui!

– E-eu... — Estava desesperada e arrependida pelo tapa, afinal, acordou pela manhã pensando que conseguiria finalmente um emprego. — E-eu... — Daniel só a encarava com uma expressão forte. — Vou falar com o seu chefe que você fez essa injustiça comigo!

– Ah, faça o que quiser! — Disse sem se importar, a empurrava com força até a porta. — Aproveite que está desempregada para ir as baladas e dançar com esses safados, não é isso que faz de melhor? Porque não escreveu isso no seu currículo?!

– Me larga! — Estava tão nervosa que não viu a ceninha de ciúmes do ex. Ela se soltou bruscamente, Daniel a apertou com tanta força que deixou seu braço vermelho.

Julie abriu a porta e saiu.

Enquanto passava pelos corredores, encontrou com Thalita.

As duas se olharam, Julie a olhava com indiferença, enquanto Thalita... Estava surpresa com sua rival ali. — Julie? — As duas pararam no corredor. Juliana logo notou o sorriso largo de Thalita, não entendia o motivo de tanta alegria. — O que veio fazer aqui?

– NÃO É DA SUA CONTA!

A loira riu, completamente bem humorada. Julie estranhou. — Tudo bem então querida, se cuide viu... — Já ia passando por ela. — Ah. — Fez Julie parar novamente. — Você viu meu Dan? Não acho ele em lugar nenhum...

Juliana mordeu o maxilar. — Seu Dan? — Forçou um sorriso, Thalita estava tão nas nuvens com a noite de ontem que nem percebeu que Julie a fuzilava pelo olhar. — Não vi o seu Dan.

– Acho que vou precisar de um GPS pra achar o meu amorzinho... — Disse rindo.

Julie não respondeu, apenas passou por ela.

[...]

Chegou triste em casa, estava completamente arrependida por ter agredido Daniel. Se ela soubesse que era ele quem escolheria a vaga, jamais faria isso.

Mas lembrou do que havia dito para Daniel. Que falaria com o seu chefe, contaria a injustiça para ele. — Hm, ele pensa que eu não sou capaz disso, é? — Pensou alto e sorrindo. Mesmo arrependida, estava com raiva.

Subiu até o quarto, pegou sua agenda. Lá ela anotava de tudo. Ela não demorou muito para encontrar o telefone do trabalho do Daniel, mesmo separados, Julie ainda não tinha desfeito de alguns contatos relacionado ao ex.

Ela discou, um pouco hesitante, não queria prejudica-lo. Queria apenas uma segunda chance para conseguir o emprego.

Dois dias depois, lá estava a morena, sentada em uma cadeira na sala de esperas, estava ansiosa, nervosa e agitada. Ainda mais porque Thalita sempre ficava naquela sala, era como se fosse seu ‘’escritório’’.

– O Daniel levou uma bronca do chefe por causa de você. — A loira cruzou os braços, queria uma discussão. Estava louca para isso...

Mas Julie levantou o rosto — Não foi culpa minha, a culpa foi só dele. Rasgou o meu currículo por nada. Ele mereceu essa bronca.

Thalita se calou.

A porta foi se abrindo, Daniel focou os olhos na Julie e logo depois suspirou, abrindo mais a porta, já tinha terminado seus afazeres e agora poderia ‘’dar uma segunda chance’’ a ela.

– Entre. — Ele pediu.

Ela se levantou sorrindo e entrou, assim que Daniel fechou a porta, Thalita correu e pelo lado de fora, encostou seu rosto na porta, tentando ouvir os dois lá dentro.

Julie se sentou em frente a ele. Reparava no escritório, era tudo bem organizado.

Daniel suspirou, sem vontade, perguntou. — Já preencheu o currículo?

– Só a metade, a outra parte vou preencher aqui. — Ele revirou os olhos com a resposta, Julie começou a preencher, dessa vez sem pressa.

– Isso faz parte das suas crendices?

– Não. — Respondeu ainda escrevendo. — Dessa vez eu esqueci mesmo de preencher o restante.

– Hm, claro... — Mexeu em alguns papéis, tampou algumas canetas... Entediado.

– Pronto. — Ela lhe entregou.

Porém, algo chamou a atenção da morena. Era um retrato que estava em cima da mesa do escritório. Ela não conseguia ver de quem era a foto. ‘’ Aposto que é da Thalita... ‘’ — Pensou e virou o retrato enquanto Daniel lia o currículo. — Ah, D-D-eus. — Sorriu fracamente. — Meu bebê... — Sentiu uma vontade enorme de chorar, virou o retrato do seu filho para baixo. — Eu não devia ter mexido...

– Pois é. — Ele disse ajeitando o retrato. — Sempre gostei dessa foto.

– Eu também, foi na época que os dentinhos dele estavam nascendo.

Sorriram juntos.

– É por isso que eu queria um emprego. — Ela suspirou. — Passo o dia todo em casa, pensando no neném... Isso me deixa triste o dia todo.

– Diz isso como se eu estivesse feliz com a morte dele.

– Eu sei que você não está. — Pausou, o olhando. — Eu não vim aqui para discutir com você.

– Hm. — Ele se calou, agora mexendo em alguns papéis.

– Eu... Preciso muito... Muito de um emprego...

– Hum. — Daniel lhe deu uma olhadinha, mas voltou a mexer nos papéis.

Juliana sabia que ele ia decidir quem ficaria com a vaga. Ela precisava ser mais... Direta.

– Você não pode me dar a vaga? Hein?

– Hm.

– Por favor, Daniel. Responde.

– Poder eu posso, mas você... Nunca trabalhou antes.

– E dai? Isso não significa que eu não consiga trabalhar. Por favor, eu... Estava planejando conseguir um emprego desde o inicio do ano... Vamos... Me dá a vaga, por favor.

– Sabe, é de tanto você planejar as coisas que elas dão errado. Você planejou ganhar um emprego, até hoje não conseguiu... Planejou uma família e o seu filho morreu. — Ela abaixou a cabeça. — Acho que você já entendeu. — Daniel deixou de continuar, pois sabia que isso a deixaria triste.

– Tudo bem. — Ela se levantou, visivelmente chateada. — Então pra quê tentar né? Se vai ser você quem vai escolher a vaga. — Pegou sua bolsa, arrastou a cadeira. — E você me odeia. — Completou, caminhando até a porta.

– Espere, J-Julie... O emprego é seu.

Ela sorriu, realmente não esperava uma resposta dessa. — Obrigada! — Correu e o abraçou forte.

Ele retribuiu do mesmo jeito, ficaram abraçados por longos segundos. Até que ''acordaram'' e se afastaram. — Obrigada mesmo. — Sorriu mais uma vez, pegando a mão dele, Daniel entrelaçou seus dedos e ele também sorriu.

Julie beijou seu rosto, se soltou e saiu.


Notas finais
Agora a Julie vai trabalhar com o Daniel e a Thalita, será que vai dar ''m''?
Ah, e não se esquecem de responder a minha pergunta nas notas iniciais do capitulo! Beijos!