Coração de Gelo ─ Nova Versão
2 Doces lembranças...
Notas iniciais
Capítulo 2
Três dias depois...
Tomar a decisão de aceitar o cargo de diretora geral do FBI não foi fácil para Bella, pois fazer aquilo significava enfrentar todos os seus medos e reviver cada um de seus fantasmas, coisa que há 13 anos ela vinha se recusando a fazer, mas agora havia chegado o momento de fazê-lo, mesmo que para isso ela tivesse que mergulhar outra vez no inferno do qual muito lutou para sair, entretanto a verdade é que talvez nunca o tenha conseguido.
─ Você enlouqueceu? Nós não podemos voltar para os EUA! ─ Renée, sua mãe, gritou.
─ Acho que a senhora não entendeu. Minha decisão já está tomada e se a senhora não quiser me acompanhar então Milla e eu regressaremos sozinhas. ─ Bella respondeu de forma tranquila.
─ Eu jamais vou permitir isso! ─ Renée afirmou.
─ Eu já sou uma mulher a adulta e não estou pedindo a sua permissão e sim lhe comunicando a minha decisão. ─ ela tratou de explicar as coisas.
─ Então vá, mas Milla ficar. ─ sua mãe disse.
─ Nunca! Milla é minha filha e enquanto ela for menor de idade ela vai aonde eu for. ─ a morena declarou.
─ Filha, será que você não ver que se a levar para os EUA aquele assassino vai querer se aproximar dela? ─ Renée tentou apelar para o bom senso da filha, entretanto Isabella se manteve firme.
─ Jamais volte a chamar Edward de assassino! ─ a morena grunhiu, mesmo tendo feito a mesma coisa algumas vezes, pois nos últimos dias ela havia parado para refletir sobre algumas questões.
─ Eu não acredito que você está defendendo esse monstro! ─ Renée exclamou chocada com a atitude da filha.
─ Eu não estou defendo ninguém, mas Edward ainda não foi condenado, portanto até que a lei diga o contrário ele é inocente. ─ Bella esclareceu.
─ Não posso crer que estou ouvindo isso de você! Você já se esqueceu de que esse homem matou o seu pai? ─ sua mãe indagou.
─ Eu me lembro de tudo, mas apesar do que apontam as provas a verdade é que ele alega ser inocente e nós não temos certeza de nada.
─ É impressionante como você só me decepciona quando se trata de Edward Cullen. ─ Renée murmurou.
Bella deu de ombros.
─ Sempre foi assim e não tinha por que ser diferente agora. Mais do que isso, talvez eu tenha errado ao me deixar influenciar pela senhora e o abandonado, no entanto agora é tarde para chorar sobre o leite derramado e eu tenho que lidar com as consequências da minha fraqueza. ─ sua filha concluiu e antes que Renée pudesse dizer algo ela se foi em direção ao segundo andar da casa.
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Bella estava estressada, tão estressada que estava emocionalmente instável e discutir com sua mãe só piorou essa situação e a levou a mergulhar em lembranças do passado que geralmente ela as mantinha trancadas a sete chaves no fundo de sua memória.
─ A fruta da paixão* é uma das suas frutas preferidas, não é mesmo Edward? ─ seu pai perguntou ao amigo dele.
─ É sim, mas faz tanto tempo que eu não a como que estou surpreso que você ainda se lembre disso. ─ o rapaz respondeu.
─ Eu sempre tive boa memória. ─ o pai de Bella se gabou e ela riu disso.
─ É claro, mas por que a pergunta? ─ Edward quis saber.
─ É que Bella faz um mousse de fruta da paixão que é de dar água na boca! Aliás, essa a única coisa que ela consegue fazer na cozinha sem colocar fogo em algo. ─ Charlie a entregou e Bella corou até o último fio de cabelo.
─ Pai! ─ ela o repreendeu por constrangê-la daquela forma.
─ Desculpe meu bem, mas é a verdade. ─ seu pai disse e sua mãe riu.
─ Porém aposto que mesmo não sendo a melhor das cozinheiras Bella tem vários outros talentos. ─ Edward tentou ajudá-la e silenciosamente ela o agradeceu por isso.
─ Nisso você está certo. ─ Charlie concordou. ─ Essa garota é uma excelente bailarina, além de tocar muito bem piano e ser a melhor da sua turma na faculdade. ─ seu pai comentou cheio de orgulho e por mais que Bella tenha ficado sem graça aquilo a fez sorrir.
─ Creio que na sexta-feira você me disse algo sobre ela estar cursando direito pela universidade George Washington. ─ Edward comentou.
─ É verdade e essa garota é um pequeno gênio, pois ela não costuma passar horas e horas estudando e mesmo assim tem notas altíssimas! ─ Charlie voltou a expressar seu orgulho em relação a ela.
─ Okay papai, chega! Eu aposto que Edward não veio até aqui para ficar ouvindo o senhor falar sobre mim. ─ Bella decidiu intervir.
─ Nossa filha tem razão. Os Redskins* estão jogando. Por que vocês não vão ver o jogo? ─ Renée sugeriu.
─ Isso! Daqui a pouco eu levo umas cervejas e salgadinhos para vocês. ─ a jovem falou.
─ De verdade, não me incomoda ouvir Charlie falar sobre você. ─ Edward fez questão de dizer para Bella.
─ Mesmo assim elas estão certas e depois é sempre bom assistir a um bom jogo. ─ Charlie se manifestou. ─ E Bella, querida providencie alguns refrigerantes também, pois será ótimo se você puder se juntar a nós. ─ seu pai disse. ─ Essa garota entende de futebol melhor do que muitos caras que eu conheço. ─ ele comentou com o amigo e não passou despercebido para Bella que diante da atitude do marido sua mãe discretamente bufou e rolou os olhos.
Bella apenas assentiu e foi em direção à cozinha juntando-se a eles na sala minutos depois.
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Charlie não estava tão empolgado com o jogo como Bella e Edward estavam e isso acabou rendendo algumas piadas por parte de Edward a Charlie e o mesmo bufava irritado, enquanto Bella ria e aqui e ali fazia algum comentário engraçadinho sobre a atitude infantil do seu pai.
─ Foi um prazer almoçar com vocês, mas eu preciso ir. ─ Edward disse após algum tempo quando Renée se juntou a eles.
─ Mas já?! ─ a esposa de Charlie perguntou em um falso lamento, pois ela nunca gostou de Edward e Bella percebeu isso, porém naquele momento não teceu nenhum comentário a respeito disso.
─ Já. ─ o rapaz respondeu sem se dar conta de nada. ─ Obrigado a todos por me receberem aqui.
─ De nada. ─ Renée respondeu seca e sua filha se perguntou qual era o problema de sua mãe com Edward.
─ Sinta-se a vontade para voltar mais vezes e eu espero que você tenha gostado do mousse. ─ Bella se manifestou após ficar alguns instantes em silêncio.
─ Eu adorei o mousse e voltarei assim que possível. ─ Edward declarou com sinceridade.
─ Isso mesmo. No entanto, eu tenho certeza de que vocês se verão antes que você volte aqui, pois eu prometi levar Bella para rever a base, já que ela não vai lá desde que era uma menina. ─ Charlie mentiu descaradamente, porque ele não havia feito nenhuma promessa à filha, porém Bella achou melhor não o contradizer.
─ Eu não acho que seja uma boa ideia fazer isso. ─ Renée se manifestou.
─ Por que não? ─ seu marido quis saber.
─ Porque aquela base está lotada de homens e nossa filha não é mais uma criança, eles podem desrespeitá-la de alguma forma. ─ respondeu.
─ Não se preocupe com isso, pois Charlie de certo ficará por perto e eu mesmo me certificarei de que isso não aconteça. ─ Edward lhe garantiu num impulso e pela segunda vez no dia Bella o viu corar.
─ Edward está certo. ─ Charlie o apoiou e sua filha sorriu.
─ Mais uma vez muito obrigado e até breve. ─ o rapaz falou e logo depois partiu.
─ Eu ainda acho que Bella não deve ir à base. ─ sua mãe disse assim que os três ficaram a sós.
─ Ela vai. ─ seu pai respondeu em um tom que não deixava margem para discussões.
─ Está bem. Eu não digo mais nada. ─ Renée falou e logo depois subiu as escadas em direção ao segundo andar.
─ Qual o problema da minha mãe com o seu amigo? Ela não foi à mesma de sempre, na verdade ela estava meio estranha. ─ Bella questionou para o pai quando os dois ficaram sozinhos na sala de estar.
─ Não é nada demais. É só que ela sabe que vejo Edward como um filho e isso a irritar, porque ela não pôde mais ter filhos depois do seu nascimento. ─ Charlie respondeu.
─ É só isso mesmo? ─ a jovem insistiu pressentindo que havia mais nessa história.
─ Não. ─ seu pai admitiu. ─ Acontece que sua mãe colocou na cabeça que eu sempre quis um filho homem e como ela não pôde me dar um ela acreditar que isso a faz menos mulher que as outras, além disso, a mãe de Edward foi minha noiva e Renée morre de ciúmes dela.
─ Agora faz sentido. ─ Bella disse e seu pai riu.
─ Sim, mas não se preocupe com isso e me diga uma coisa.
─ O quê? ─ ela quis saber.
─ Você gostou de Edward? ─ ele indagou.
─ Ele é seu amigo e parece um cara legal, então sim. ─ a jovem respondeu ao dar de ombros.
─ Não foi isso o que eu quis dizer e você sabe disso. O que eu quero saber é se você se sentiu atraída por ele como uma mulher se sente atraída por um homem. ─ seu pai esclareceu.
─ Isso não vem ao caso, Edward é um homem feito e ele deve estar acostumado a mulheres lindas. ─ respondeu.
─ E daí? Você também é uma mulher feita e muito linda! ─ Charlie afirmou.
─ O senhor é meu pai e sua opinião não conta. ─ sua filha retrucou.
─ É claro que conta. Eu conheço Edward e sei quando ele se sente atraído por mulher. Acredite querida, ele sentiu atraído por você, eu não tenho dúvidas disso. ─ seu pai declarou e Bella balançou a cabeça de forma indulgente.
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─ Não se preocupe com esses idiotas, eles não ousarão se meterem a bestas com você, pois todos aqui sabem que você é minha filha. ─ Charlie disse quando na terça-feira Bella o acompanhou à base SEAL e um grupo de soldados lhe observou de forma cobiçosa.
─ É claro que não. Eu aposto que o senhor os ameaçou. ─ falou e seu pai riu.
─ Garota esperta! ─ Charlie disse e Bella se viu rindo também.
─ Esse lugar mudou muito desde a última vez em que estive aqui. ─ ela observou.
─ Visualmente sim e tecnologicamente nós avançamos bastante, mas a estrutura física continua a mesma. ─ seu pai apontou.
─ Para onde nós estamos indo agora? ─ Bella perguntou quando eles enveredaram por um corredor de acesso limitado.
─ Para o local onde tudo acontece! Para o nosso centro de operações onde nós realizamos as nossas reuniões secretas. ─ anunciou.
─ Sei. E por acaso eu deveria entrar lá? ─ o inquiriu e ele riu sapeca.
─ Não, mas Edward está lá e ele vai gostar de te ver. ─ falou e a morena sorriu diante da descarada tentativa do seu pai em bancar o cúpido.
─ Okay, mas quando esta sua ilusão acabar não diga que eu não tentei avisá-lo de que era uma ilusão. ─ retrucou e seu pai gargalhou.
─ Sei e o que você pretende? Que nós façamos um anuncio oficial sobre o ataque que faremos contra os terroristas da Al-Qaeda? ─ Bella ouviu Edward ironizar e ele parecia puto com alguém.
─ Acho que nós estamos interrompendo algo. ─ ela sussurrou para Charlie antes deles entrarem por completo na sala.
─ Não. Edward e Garrett estão tendo essas discussões idiotas há semanas, mas não é nada que não possa esperar. ─ seu pai lhe garantiu e Bella quase gemeu ao ouvir o nome do contra-almirante de metade inferior*. ─ Não faça essa cara. É engraçado ver como Garrett reage quando você está por perto dele. ─ Charlie disse ao perceber a reação dela.
─ É claro, porque é muito divertido ter que me esquivar das constantes investidas dele. ─ ironizou e seu pai a ignorou.
─ Ei rapazes, comportassem, porque há uma dama presente neste recinto. ─ Charlie avisou e imediatamente os dois saltaram de suas cadeiras.
─ Olá. ─ Bella os saudou timidamente e Edward foi o primeiro a se aproximar dela, enquanto Garrett corou feito um pimentão vermelho.
─ É um prazer revê-la e se me permite dizer você está especialmente ainda mais linda hoje. ─ ele a cumprimentou de modo galante e Charlie piscou para ela.
─ Obrigada. É muito bom rever você. ─ foi o melhor que a morena conseguiu pensar em dizer para Edward e ela quase estremeceu ao ver Garrett se aproximar dela. ─ Como vai Garrett? ─ Bella o cumprimentou por pura educação e seu pai engoliu uma risada.
─ Muito melhor agora que vejo você. Que tal darmos um passeio pelos campos da base? ─ ele a convidou e a morena desejou poder gritar por socorro, já que se Garrett tivesse a oportunidade de ficar a sós com ela era capaz dele pedi-la em namoro e Bella tinha alergia a esta palavra quando ela estava atrelada a ele.
─ Desculpe Garrett, mas da última vez em que estive na casa de Charlie, eu prometi a Bella mostrar a ela alguns dos nossos “brinquedinhos” quando ele a trouxesse aqui. Não é mesmo Bella? ─ Edward veio em seu socorro e ela desejou poder colocá-lo em um altar.
─ É sim. Vamos. Eu estou louca para conhecê-los. ─ a morena embarcou com entusiasmo na mentira do vice-almirante e Charlie se conteve para não rolar de rir.
─ Até logo então. ─ Edward graciosamente se despediu de Garrett e Charlie e depois ofereceu seu braço para Bella, que prontamente o aceitou na esperança de escapar dali o mais rápido possível.
─ Entre. ─ Bella disse ao ouvir uma suave batida na porta do seu quarto e ela não estranhou ao ver Milla entrar.
─ A vovó me disse que nós vamos voltar para os EUA, isso é verdade? ─ Milla indagou e Bella sorriu para ela.
─ É sim. Você gosta da ideia? ─ perguntou ao abraçar a sua filha.
─ Muito! Isso quer dizer que eu vou poder conhecer o meu pai? ─ questionou animada e sua mãe suspirou.
─ Talvez, mas só o tempo nos dará certeza disso. ─ respondeu e foi a vez de sua filha suspirar.
─ Mamãe... ─ Milla começou hesitante. ─ ... algum dia a senhora amou o meu pai? ─ ela quis saber.
─ Muito. Antes de você nascer e tudo virar de pernas pro ar! Ele era a razão do meu existir. ─ declarou e sua filha sorriu por um instante.
─ Mas e depois, o que aconteceu? O que a senhora sente pelo meu pai? ─ a menina interrogou e Bella se sentiu acuada, porém decidiu lhe responder com sinceridade.
─ Depois você passou a ser a razão do meu existir e eu e o seu pai nos desentendemos muito por causa de coisas que me fizeram sofrer muito. ─ contou-lhe e Milla ficou triste ao pensar que sua mãe sofreu e talvez seu pai também. ─ Quanto ao que eu sinto por ele, não sei essa resposta. ─ Bella disse e Milla assentiu.
─ Vai ver a senhora ainda o ama, só não descobriu isso ainda. ─ opinou e sua mãe sorriu para ela em uma tentativa de disfarçar sua tristeza.
─ Talvez você esteja certa. Agora vai brincar e depois comece a escolher os brinquedos que você quer levar para os EUA. ─ pediu e sua filha sorriu para ela.
─ Eu vou, mas não esquece que eu te amo! ─ Milla disse e Bella sentiu seu frio coração se aquecer.
─ Eu também te amo. ─ replicou e depois Milla saiu correndo antes de Bella novamente se ver presa as suas velhas lembranças...
─ Obrigada por me ajudar com Garrett. ─ Bella disse quando ela e Edward. Eles estavam no galpão onde a maioria dos veículos pesados da base SEAL estavam guardados.
─ De nada. Eu percebi que você estava em pânico e decidir me intrometer, já que Charlie não parecia interessado em intervir. ─ explicou.
─ Meu pai às vezes é um tratante! ─ Bella resmungou e Edward riu.
─ Você tem razão e é muito bom saber que eu não sou o único, a saber, disso. Entretanto o que Garrett te fez para que você reagisse tão mal a um convite dele? ─ indagou.
─ Ele não me fez nada. Eu é que só consigo vê-lo como amigo e entro em pânico só de imaginar namorá-lo. ─ respondeu.
─ Sei. E o problema é Garrett ou você que não gosta de namorar? ─ questionou.
─ Por acaso o meu pai te disse que eu não gosto de namorar? ─ replicou ao invés de lhe responder a perguntar.
─ Ele só me disse que você não teve muitos namorados. ─ Edward lhe respondeu.
─ E isso acontece porque a maioria dos pretendentes que me aparecem são verdadeiros idiotas. ─ esclareceu.
─ Entendi. E o que um cara deve ter para te conquistar? ─ ele quis saber.
─ Ser inteligente, saber como tratar uma garota, estar realmente interessado em mim e não apenas fingir, ter bom caráter, fazer algo da vida e principalmente não ter medo do meu pai. ─ enumerou e o vice-almirante sorriu para ela.
─ Okay. E o que você acha de nós sairmos qualquer dia desses? ─ inquiriu a pegando de surpresa.
─ Isso é um contive? ─ indagou confusa.
─ Não exatamente, mas o seu principal requisito é não ter medo do seu pai. Eu não tenho e gostaria de conhecê-la melhor. Além disso, eu preencho todos os demais requisitos. ─ declarou e Bella o encarou boquiaberta.
─ Você tem atitude e esse é um dos requisitos que eu me esqueci de listar. ─ apontou.
─ E isso que dizer que você gosta da ideia? ─ questionou.
─ Isso quer dizer que eu estou surpresa que você esteja interessado em mim. ─ aclarou.
─ E por que não estaria? Você é linda, me parece inteligente e esse seu jeitinho de menina-mulher me encantar! Ademais, há uma doçura em seu olhar que me faz querer descobri-la por completo. ─ afirmou e Bella se viu atraída por Edward como abelha ao mel, pois ele lhe parecia encantador e o sorriso dele estava lhe fascinando.
─ Está bem. Você venceu! Acho que nos podemos sair qualquer dia desses. ─ falou e o sorriso que o vice-almirante abriu quase a cegou.
─ Ótimo! Então em breve eu lhe farei um convite formal, porque antes falarei com o seu pai para que não haja mal-entendidos. Está bem? ─ inquiriu e Bella assentiu.
─ Está bem. ─ declarou.
─ Bom. Agora vem que eu quero te mostrar um dos meus “brinquedinhos” favoritos. ─ o vice-almirante disse se referindo ao mais potente tanque de guerra da época e a segurando pela mão para ajudá-la a descer de cima de um imenso jipe.
Ao despertar de suas lembranças pela segunda vez naquele dia Bella foi até seu closet e agarrando as malas que estavam na parte de cima do seu armário ela começou a separar as roupas que levaria para os EUA e as que daria para doação e ao fazer isso uma velha caixa sua caiu no chão e sua tampa se abriu revelando algumas fotografias antigas e entre essas fotografias estava uma sua com Edward.
Nesta fotografia na qual os dois estavam deitados sobre as folhas douradas do outono durante a lua de mel deles eles se abraçavam carinhosamente, enquanto sorriam para a câmera, mas desta vez Bella não se prendeu as suas lembranças e atirou de volta na caixa antes de guardá-la junto as suas roupas.
Em seguida ela foi até seu notebook e o abriu para verificar em seu e-mail as informações do voo que a levaria de volta para os EUA.
E assim dois se passaram...
─ Quantas horas ainda vai demorar para chegamos à D.C? ─ Renée perguntou para Bella cerca de uma hora e meia após estarem voando.
─ Pelo menos umas 7 horas, então trate de relaxar. ─ respondeu.
─ Como se fosse fácil! Eu nem acredito que nós estamos voltando para aquele país. ─ resmungou.
─ “Aquele país” é o nosso país de origem, então não comece. ─ Bella a repreendeu.
─ Eu sei, mas só de imaginar que nós podemos ficar frente a frente com aquele... ─ Renée se calou ao ver o olhar de advertência que a sua filha lhe lançou ao olhar para Milla adormecida ao lado delas.
─ Por favor, atenha-se dos seus comentários maldosos, porque aqui não é hora nem lugar para começamos a discutimos e... ─ Bella começou, mas se deteve ao perceber que algo estava errado naquele voo, pois a aeromoça estava visivelmente nervosa e o agente aéreo federal francês que deveria estar presente para proteger os passageiros de qualquer possível ameaça havia sumido de sua poltrona.
─ O que foi? ─ sua mãe perguntou ao ver a reação dela.
─ Há algo errado neste voo, algo muito grave. ─ ela murmurou em resposta quando seus instintos lhe gritaram que todos ali estavam em perigo.
─ Algo como o quê? ─ Renée a interrogou, entretanto a morena não lhe respondeu de imediato e se voltou para ela com muito cuidado.
─ Antes me prometa que a senhora irá manter a calma e aconteça o que acontecer não irá acordar Milla. ─ exigiu e sua mãe ficou tensa com aquilo, porém ela concordou.
─ Está bem, mas o que estava acontecendo? ─ Renée insistiu e Bella hesitou um instante antes de lhe responder com a dura verdade.
─ Se meus instintos estiverem certos, e algo me diz que estão, há um terrorista nesse voo. ─ sussurrou e sua mãe arregalou seus grandes os olhos azuis.
─ E agora? O que nós devemos fazer? ─ Renée indagou assustada.
─ Agora eu quero que a senhora fique aqui, mantenha Milla dormindo e não diga nada a ninguém. ─ sua filha a orientou, ainda aos sussurros.
─ Está bem. Mas o que você pretende fazer? ─ sua mãe concordou e a indagou.
─ Não sei ao certo. Primeiro eu preciso avaliar a situação mais de perto para poder elaborar um plano de ação e só então poderei agir de fato. ─ explicou.
─ Certo, porém tenha cuidado. ─ Renée pediu preocupada com o bem estar de sua filha e Bella assentiu.
─ A senhora também. ─ retrucou e depois prosseguiu. ─Mãe, eu estou confiando a minha vida a senhora, então a proteja como se estivesse protegendo a si mesma. ─ a morena pediu referindo-se a Milla e Renée mais que depressa anuiu, enquanto Bella se preparava para enfrentar aquele que poderia ser um combate de vida ou morte.
Continua...
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