Notas iniciais
Oi amores! Voltei e sinceramente essa demora em voltar foi puro ataque de perfeccionismo ou "frescurite aguda" como eu apelidei, já que fiz e refiz esse capítulo umas 4 vezes e apaguei outras tantas. Então me desculpem por isso e muito obrigada a Le pela recomendação diva feita a fic. Eu amei gata! Muito obrigada também as maravilhosas meninas que comentaram, que como sempre foram demais! O reencontro do casal ficou para o próximo capítulo, porque este ficou bem maior do que imaginei. Beijos e vejo vocês lá nos comentários!

Capítulo 3

Para descobrir o que estava acontecendo naquele avião Bella foi até o banheiro da primeira classe onde ajustou sua arma e a escondeu da melhor forma possível. Depois ela saiu de lá e fingiu estar passando mal para atrair atenção de uma das aeromoças. Em seguida a morena foi levada por uma delas até a área reservada aos tripulantes e ao ter certeza de que elas estavam sozinhas ali e que ninguém podia vê-las a nova diretora do FBI imediatamente entrou em ação.

─ Meu nome é Isabella Swan. Eu trabalho para o FBI e já me dei conta que há algo errado nesse voo, portanto abra o bico! ─ ordenou e a pobre aeromoça arregalou os olhos antes de começar a gaguejar.

─ É que... é que... ─ ela balbuciou e Bella a encarou impaciente.

─ É o quê criatura? ─ grunhiu e a aeromoça, que se chamava Ingrid, ficou ainda mais assustada, mas a morena nem ligou para isso.

─ É que o agente aéreo responsável por essa aeronave está morto e nós acreditamos que ele foi envenenado através da comida. ─ declarou.

─ Sei. E onde está o corpo dele? ─ indagou.

─ No banheiro dos tripulantes. Nós o encontramos caído lá dentro. ─ respondeu e Bella foi até lá para verificar qual era a real situação do corpo dele e assim poder confirmar por si mesma se o cara realmente havia sido envenenado.

─ Seja lá o que esse homem tenha comido não foi isso o que o matou e sim algo que foi injetado em seu corpo através de um furo no pescoço. ─ ela afirmou ao ver a marca de uma agulha na pele dele.

─ E quem pode ter feito isso? ─ Ingrid perguntou.

─ Eu não sei, mas esse tipo de ação parece coisa de terrorista. ─ esclareceu e Ingrid quase perdeu o equilíbrio.

─ Isso quer dizer que há um terrorista dentro desse avião? ─ indagou.

─ Talvez. Talvez até mais de um. ─ murmurou. ─ Há quanto tempo o corpo foi encontrado? ─ questionou.

─ Cerca de quinze minutos. ─ respondeu.

─ Entendi. E por quanto tempo antes disso ele ficou aqui dentro? ─ interrogou.

─ Por volta de uns vinte minutos. ─ informou e assim Bella pôde calcular a hora aproximada da morte dele.

─ Quem o encontrou aqui? ─ ao sair do banheiro a fria Coração de Gelo continuou inquirindo Ingrid.

─ Fui eu. É que eu estranhei o comportamento suspeito de um passageiro da primeira classe e decidi vir atrás do agente Mark para que ele o interrogasse a respeito disso, porém quando eu o encontrei no banheiro a porta estava entreaberta e ele já estava morto. ─ explicou.

─ Entendi. E onde esse tal passageiro está sentado? ─ ela quis saber.

─ No segundo assento da penúltima fileira à esquerda. ─ apontou e pela primeira vez desde que entrou naquele avião a fria Coração de Gelo se fixou no rosto de algum passageiro.

O cara em questão era um ruivo de intensos olhos azuis e para os civis ele poderia perfeitamente se passar por um cidadão comum, mas na verdade esse cretino era um dos homens mais procurados pela Interpol e se ele estava ali é porque provavelmente havia utilizado impecáveis documentos falsos para poder passar sem problema algum pela rigorosa fiscalização do aeroporto internacional francês.

─ Por qual nome você o chama? ─ questionou.

─ Malcolm Sloan.

─ Interessante, porque o verdadeiro nome dele é Said Mansour. ─ comentou e a aeromoça ficou pasma com o que ouviu dos lábios dela.

─ Então o terrorista pode ser ele? ─ perguntou.

─ Com certeza, mas Said costuma trabalhar em grupo, então na certa há outros terroristas aqui dentro. ─ respondeu.

─ Alguma estimativa de quantos poderiam ser? ─ inquiriu.

─ Se levamos em consideração que este é um dos maiores aviões que existem seis ou sete deles. ─ replicou.

─ E o que nós devemos fazer agora? ─ Ingrid quis saber.

─ Depende. A torre de controle já foi informada sobre a morte do agente Mark? ─ indagou.

─ Sim e a ordem foi nos mantemos quietos sobre o assunto e seguimos viagem até chegamos a solo americano. ─ respondeu.

─ Cretinos. A porta da cabine de pilotagem ainda está aberta ou o acesso a ela foi bloqueado por dentro? ─ perguntou.

─ Está aberta, entretanto além do piloto e copiloto só eu tenho autorização para entrar lá. ─ explicou.

─ E quantos assentos há lá dentro? ─ Bella insistiu em seu interrogatório.

─ Cinco, mas nesse momento apenas dois deles estão ocupados. Por quê? ─ Ingrid a questionou ao estranhar aquelas perguntas.

─ Porque para que eu possa entrar em ação eu preciso que a minha filha e a minha mãe estejam em segurança. Por isso quando estivemos próximos ao espaço aéreo americano você irá levá-las para dentro da cabine de pilotagem e me colocará em contato com a torre de controle. Entendeu? ─ a fria Coração de Gelo perguntou após instrui-la.

─ Si-sim. ─ gaguejou.

─ Ótimo. Agora você irá me levar até a cabine de pilotagem e me mostrará as câmeras de segurança para que eu possa analisar o rosto dos demais passageiros e verificar se reconheço mais algum deles. ─ ela voltou a instruí-la e Ingrid assentiu.

Depois as duas seguiram para a cabine de pilotagem e ao inspecionar as imagens das câmeras a nova diretora do FBI reconheceu pelo menos outros cinco rostos que lhe eram familiares e a julgar pelo comportamento estranho de uma sexta passageira ela podia apostar que a mulher fazia parte do grupo terrorista, então ao todo eles realmente eram sete e aquilo era uma porcaria, porque nem fazendo malabarismo à fria Coração de Gelo conseguiria dominar tantas pessoas ao mesmo tempo.

Sendo assim ela teria que pedir ajuda, mas só faria isso no momento certo e por enquanto apenas fingiria não saber de nada.

─ Eu sou uma especialista em lidar com terroristas, por isso sem medo algum de errar eu lhes garanto que há uma bomba dentro desse avião, no entanto eu irei encontrá-la antes que ela possa explodir e a porta desta cabine só deve ser travada quando eu disser. Fui clara? ─ Bella disse ao piloto e copiloto, que rapidamente concordaram.

─ Agora eu irei voltar para o meu assento e vocês continuarão fingindo que não sabem nada sobre a verdadeira identidade de Malcolm Sloan. Okay? ─ ela orientou não só a eles, mas a Ingrid também e todos estiveram de acordo.

Em seguida a morena fez exatamente o que disse a eles e sua mãe a encarou de forma ansiosa quando a viu de volta.

─ As suas suspeitas estavam certas? ─ Renée sussurrou aquela pergunta quando sua filha se sentou ao lado dela e não lhe disse nada a respeito disso.

─ Sim. E na hora certa uma aeromoça irá levá-las até a cabine de pilotagem, porém por agora finja tranquilidade. ─ Bella lhe aconselhou e sua mãe anuiu.

Então a esposa de Edward passou a demonstrar externamente uma tranquilidade que não estava em seu interior e enquanto isso ela pensava nas opções que tinha para pedir ajuda quando chegasse a hora.

Bem, e verdade seja dita, por si tratar de algo que envolvia o espaço aéreo o mais correto seria acionar a Força Aérea dos EUA, mas a grande especialista em antiterrorismo não era a Força Aérea e não eram os pilotos de caça da à Força Aérea que fariam de tudo para salvar a vida de Milla, mas sim os formidáveis pilotos de caça do SEAL Team Six, já que líder desse grupo especializado em antiterrorismo mundial era Edward e em uma missão de resgate ele com certeza faria de tudo para manter a filha deles a salvo. Além disso, o grupo SEAL Team Six era o que mais tinha chances de ser bem sucedido naquele tipo de combate.

─ No que você está pensando? ─ Renée perguntou a ela cerca de uma hora depois.

─ No quanto a vida gostar de ser irônica comigo. ─ murmurou.

─ Do que você está falando? ─ ela quis saber.

─ No momento certo a senhora saberá. Agora me deixe pensar. ─ Bella pediu e em um gesto de carinho acariciou os cabelos de Milla antes de se perder em suas antigas lembranças...

─ Para onde estamos indo? ─ Bella perguntou a Edward, enquanto ele a segurava pela mão.

─ Logo você saberá. ─ respondeu e caminhando um passo a frente dela ele a conduzia pelos corredores estreitos daquela base SEAL.

─ Está bem, mas caso você esteja pensando em me sequestrar lembre-se que meu pai é seu chefe e que ele pode arrancar sua cabeça caso ele se irrite com você. ─ ela brincou e Edward gargalhou.

─ Eu não duvido da capacidade de Charlie em fazer isso, mas ele sabe que pode confiar em mim. ─ retrucou e piscou para ela antes de paparem em frente a uma porta entreaberta que ao ser completamente aberta por Edward revelou uma imensa piscina de azulejos azuis.

Além disso, apesar de aquela ser uma área coberta o local era bem iluminado por telhas transparentes e mesmo não sendo um lugar aberto a ventilação artificial mantinha tudo bem arejado e isso tornava o ambiente agradável de estar lá.

─ Gostou? ─ o vice-almirante perguntou a jovem e ela sorriu para ele.

─ Sim, mas por que este é seu local preferido na base? ─ indagou.

─ Porque quase ninguém vem aqui e sempre que quero eu posso ficar sozinho com meus pensamentos. ─ respondeu e Bella achou interessante aquela resposta dele.

─ E no que tanto você precisa pensar? ─ ela se viu o inquirindo, apesar de naturalmente não ser uma pessoa tão curiosa como ela vinha sendo a respeito de Edward.

─ Muitas coisas. Entre elas no fim do meu namoro com Lucy. ─ replicou.

─ Sei. E essa tal Lucy significa muito para você? ─ perguntou.

─ Não. Mas ela me mostrou tudo o que eu não quero em uma mulher. ─ aclarou e Bella sorriu para ele.

─ E que o que você quer em mulher? ─ ela indagou por puro interesse pessoal.

─ Alguém que seja capaz de enxergar além da minha patente militar. Uma mulher que me queira e goste de mim por aquilo que sou e não por aquilo que represento e aparento. ─ definiu e ainda que de um modo diferente, Bella entendia perfeitamente o que Edward queria dizer com aquelas palavras.

─ Se essa tal Lucy não era capaz de nada disso então você está melhor sem ela. ─ declarou e foi à vez dele sorrir. ─ Agora me conta o que você faz por aqui, além de pensar. ─ pediu.

─Ah eu geralmente nado, seja para relaxar ou me exercitar, e também treino apneia. ─ contou-lhe.

─ Hum. Acho que certa vez o meu pai me disse algo sobre você ser o SEAL que mais tempo consegue ficar debaixo d’água sem respirar. ─ comentou.

─ É mesmo? ─ questionou.

─ É. ─ ela confirmou o que lhe havia dito.

─ E o que mais ele disse sobre mim? ─ ele quis saber.

─ Muitas coisas, mas eu garanto que só ouvi elogios. ─ afirmou.

─ Porque Charlie me trata como um pai orgulhoso e eu sou grato a ele por isso, porém eu lhe garanto que também tenho muitos defeitos. ─ declarou.

─ É claro que tem afinal você é humano e essa é a graça do ser humano: ser imperfeito. ─ Bella disse a Edward não poderia ter ficado mais contente ao ouvir estas palavras.

─ Sabe para uma garota tão jovem você até que tem pensamentos bem maduros. ─ o vice-almirante a elogiou.

─ Em alguns momentos pode até ser, mas em outros nem tanto, pois eu ainda tenho muito que aprender e a verdade é que meu pai costuma me superproteger. ─ murmurou e ele lhe sorriu complacente.

─ Bem, é como diz a sabedoria popular: ninguém é velho demais que não possa aprender, nem tão jovem que não possa ensinar. E quanto ao seu pai, você é a única filha dele, portanto é natural que ele queira protegê-la. ─ argumentou.

─ Talvez você esteja certo. ─ Bella disse e depois disso, eles ainda conversaram por um longo tempo até que Edward a levou de volta para Charlie.

Em seguida ela se despediu do vice-almirante e com seu pai deixou a base SEAL.

Despertando de suas recordações a nova diretora do FBI se deu conta de que finalmente aquela aeronave estava se aproximando do espaço aéreo americano, por isso ela se levantou do seu assento e muito discretamente começou a procurar por algum explosivo no local mais improvável que havia, mas que de acordo com a sua intuição era justamente onde estava, e a morena não se enganou, já que ao abrir à maleta do agente aéreo a morena se deparou com um explosivo altamente potente e chegou à conclusão de que ele possivelmente foi assassinado por ter encontrado aquela bomba.

─ Mas que droga! ─ ela resmungou ao perceber que ao tentar desarmar aquilo em pleno ar seria o mesmo que explodir a todos que estavam naquela aeronave.

Então seu próximo passo foi voltar à cabine de pilotagem e acionar a torre de controle onde esteve em contato com o chefe dos controladores de voo e após certo tempo de incredibilidade conseguiu convencê-lo de que ela realmente era a nova chefe do FBI. Além disso, a fria Coração de Gelo também foi capaz de fazê-lo ceder às ordens dela para assim fazer tudo exatamente como ela queria.

Eu farei exatamente como à senhora está me pedindo, mas isso vai demorar um pouco, porque entrar em contato com o comandante-chefe pode ser difícil. ─ alerto-a.

─ Acredite, vai ser mais fácil do que você imagina, basta que você diga o meu nome e as portas se abrirão como mágica. ─ lhe garantiu e cerca de vinte minutos depois era o comandante-chefe, Nathan Fox, quem falava com Bella.

Você tem certeza? Quer que eu envie o Leão da Montanha até ai? ─ ele perguntou incrédulo ao ouvir o pedido dela sobre enviar a equipe SEAL Team Six até aquele avião e ao fazer isso Nathan se referiu a almirante Cullen pelo codinome dele devido a uma questão de segurança.

─ Ele e a equipe dele. ─ a morena fez questão de esclarecer.

Mas vocês não se veem anos. Vai ser um choque para ele. ─ apontou.

─ Eu sei, mas que se dane! Eu preciso desse homem aqui e não é por mim, é por ela. ─ retrucou e imediatamente o comandante-chefe compreendeu que sua afilhada estava se referindo a Milla.

Eles estarão ai dentro em no máximo quarenta minutos e até lá não deixe que esses criminosos percebam quem você é. Além disso, não mencione ao Leão da Montanha que fui eu quem ajudou você e sua mãe a saírem dos EUA. ─ pediu.

─ Eu não preciso fazer isso. Ele nunca foi estúpido e provavelmente há muito tempo desconfia que foi você a nos ajudou. ─ sua afilhada respondeu convicta, porém Nathan preferiu não se arriscar, pois ele não queria perder o carinho e a admiração de um dos seus melhores homens.

Pode ser, mas para o bem de todos mantenha este segredo guardado. ─ ele voltou a lhe pedir, porque sabia que tentar mandar nela nunca seria algo sensato a se fazer.

─ Está bem. ─ Bella concordou e seu padrinho imediatamente encerrou aquela comunicação, pois ele agora estava a par de tudo o que estava acontecendo dentro daquela aeronave e sabia que precisava agir rápido antes que o pior pudesse ocorrer. ─ Ingrid preste atenção no que eu vou dizer a você: Quando faltarem exatos cinco minutos você irá até o meu assento e trará para cá a minha família, depois você, os pilotos e elas devem se trancar aqui dentro e só abrirem essa porta quando assim eu ordenar. Você me entendeu? ─ a diretora do FBI a inquiriu ao fim de suas instruções.

─ Ótimo. Agora eu vou voltar para o meu assento e assim como eu vocês irão fingir que nada está acontecendo, mas quando o Leão da Montanha ou alguém da equipe dele entrar em contato com vocês, vocês irão obedecer às ordens deles sem nunca mencionar que Milla e Renée Swan estão nessa cabine. Fui clara? ─ grunhiu.

─ Transparente. ─ Ingrid com o piloto e copiloto lhe responderam e Bella lhes deu as costas, fazendo exatamente o que havia dito.

Foi então que Renée lhe encarou ansiosa por noticias, mas àquela altura Milla já estava acordada e por isso ela nada perguntou a filha.

Então Bella abraçou a garotinha e muito tranquilamente começou a acariciar os cabelos dela até que as lembranças outra vez toram conta de sua mente...

Graças a uma ajudinha de Charlie, que deu o número de sua filha a Edward, Bella e o vice-almirante vinham se falando há uma semana por mensagens de celular e estavam ficando cada vez mais a vontade um com o outro até que após pedir permissão a Charlie, Edward a convidou para sair e Bella e ele foram até uma famosa pista de boliche onde muito se divertiram juntos.

─ Ah não! ─ Edward exclamou levando as mãos a cabeça quando Bella perdeu a melhor chance dela de derrubar os pinos.

─ Eu te disse que sou péssima nesse jogo. Na primeira vez em que Charlie tentou me ensinar a jogar eu consegui a proeza de cair de cara no chão, porque me esqueci de tirar os dedos dos buracos da bola. ─ contou e Edward até tentou, mas não conseguiu conter seu riso.

─ Desculpe, é que eu não consegui deixar de imaginar a cena. ─ o vice-almirante se desculpou quando ele finalmente pôde controlar seu riso.

─ Não tem problema. Às vezes eu mesma rio disso quando me lembro daquela situação desastrosa. ─ confessou e ambos acabaram rindo juntos.

Cerca de uma hora mais tarde Bella chegou a casa e quando ascendeu à luz da sala deu de cara com o seu pai.

─ E então, como foi o seu encontro com Edward? ─ ele lhe perguntou antes que ela pudesse pensar em qualquer coisa para dizer.

─ Muito bom. Ele foi bem respeitoso, além de atencioso e diferente do estereotipo militar que a maioria das pessoas tem em mente quando pensam em um oficial ele foi super divertido. ─ Bella disparou a tagarelar e seu pai gostou daquilo, porque isso queria dizer que ela realmente gostou da companhia de Edward, porém como já era de praxe ele não poderia deixar de lhe dizer uma gracinha.

─ Ei, isso por acaso foi uma indireta para mim? ─ brincou.

─ Não. Foi uma direta mesmo. ─ Bella resolveu entrar no jogo dele e Charlie gargalhou, pois ele bem sabia que estava longe de ser um cara chato fora de serviço e sua filha era quem mais lhe dizia isso.

─ Por acaso você e Edward combinaram de sair novamente? ─ o almirante quis saber.

─ Sim, mas só daqui uns dias, porque Edward tem algo a fazer no trabalho e eu estarei ocupada com a faculdade. ─ explicou.

─ Bom. Muito bom! ─ disse e Bella sorriu para o seu pai antes de abraçá-lo.

─ Eu te amo! ─ a jovem falou a ele.

─ Também te amo, minha princesinha. ─ Charlie respondeu e beijou a testa dela.

E como de fato Bella havia dito alguns dias depois Edward e ela tiveram um novo encontro, porém desta vez ele a levou ao cinema e a jovem se surpreendeu pelo próprio Edward lhe pedir para que eles assistissem a uma comédia romântica.

Foi então que ele lhe explicou que em seu dia a dia já obrigado a conviver com muitas situações brutais devido ao seu trabalho e que por isso mesmo quando saia para se divertir preferia coisas mais leves.

E uma coisa ambos precisavam admitir: era uma sorte que naquele dia poucas pessoas estivessem assistindo ao mesmo filme que eles ou os dois teriam sido expulsos da sessão por tantas risadas altas e comentários engraçadinhos feitos aos cochichos.

─ Muito obrigada por hoje, você foi uma companhia incrível. ─ Bella disse a Edward quando ele parou o carro dele em frente à casa dela.

─ Só porque tem sido maravilhosa comigo e me faz sentir muito bem. ─ retrucou e ela sorriu para ele.

─ A gente se ver outro dia? ─ a jovem quis saber.

─ Com certeza. Tenha bons sonhos. ─ ele lhe desejou e num gesto suave aproximou seus lábios do rosto dela para lhe dar um beijo na bochecha.

─ Você também. Quando você chagar a base, por favor, me liga. É só para eu ter certeza que você chegou bem lá. ─ esclareceu.

─ Está bem. Agora eu acho melhor você entrar, porque a sua mãe está nos espreitando pela cortina. ─ Edward disse e Bella suspirou.

─ Okay. Boa noite. ─ ela lhe desejou e saiu do carro dele.

─ Boa noite. ─ Edward respondeu e Bella lhe soprou um beijo antes de lhe dar as costas e correr para dentro de casa.

─ Você vai mesmo continuar dando trela para esse imbecil? ─ Renée perguntou a ela assim que Bella adentrou a sala de estar.

─ Vou sim. E, por favor, não fale assim dele. Edward é um cara legal. ─ ela se viu na obrigação de defendê-lo, mas o seu tom de voz era suave, pois ela não queria ser agressiva com a mãe.

─ É impressionante como você realmente é igualzinha ao seu pai. ─ murmurou.

─ Isso é bom, não? ─ indagou.

─ Não sei. Às vezes penso que sim, contudo às vezes tenho dúvidas sobre isso. ─ resmungou e em seguida se foi para o segundo andar.

No terceiro encontro de Bella e Edward eles saíram para jantar e a esta altura eles já se conheciam um pouco melhor, apesar de juntos ainda terem um longo caminho a percorrer antes de poderem dizer que de fato se conheciam por completo.

Mas o que já sabiam um do outro era o suficiente para querem dar um próximo passo, por isso ao fim do jantar até um terraço de onde se podia ver toda a vista de D.C.

Um cenário incrível que serviu de palco para o primeiro beijo deles.

Um beijo que foi suave e incialmente tímido, entretanto que foi ganhando confiança na medida em que acontecia e pouco a pouco foi se intensificando até se tornar algo realmente forte que os impactou.

─ O gosto dos seus lábios me lembra do mais suculento dos morangos, sabia? ─ Edward disse a Bella após ter finalizado o beijo deles com um gentil selinho.

─ E seus me lembra do mais doce dos pêssegos. ─ replicou e Edward sorriu para ela.

─ Tudo bem para você se eu falar com o seu pai para que nós possamos ter um relacionamento sério? ─ questionou em um tom terno.

─ Claro. ─ ela respondeu de forma meiga e o vice-almirante a puxou para um abraço.

─ Você foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos, sabia? ─ lhe revelou e com o rosto deitado contra o peito dele Bella sorriu.

─ Digo o mesmo sobre você. ─ retorquiu e foi a vez de Edward sorrir antes de beijar os cabelos dela.

Lembranças, lembranças e mais lembranças que se tornavam cada vez mais reais quando Bella tinha Milla em seus braços, mas agora não era hora de focar nisso, porque ela precisava conversar com sua menininha.

─ Filha olha para a mamãe. ─ pediu e Milla imediatamente lhe atendeu. ─ Daqui a pouco uma moça virá aqui buscar você e sua avó e vocês deverão ir com ela para que a mamãe possa fazer algo importante. Está bem? ─ falou com carinhosa.

─ Está, mas o que a senhora vai fazer? ─ sua filha quis saber.

─ Algo que eu não posso te explicar agora, no entanto é para o bem de todos nós. Okay? ─ respondeu.

─ Okay. ─ Milla concordou, mesmo que a contragosto, já que ela não queria se separar da sua mãe.

─ Então quando chegar o momento obedeça a sua avó e não se esqueça de que eu te amo mais que a minha própria vida. ─ rogou-lhe e Milla assentiu.

─ Eu também te amo! ─ sua filha disse e com os olhos cheios de emoção Bella sorriu para ela antes de beijar a testa dela e lhe acariciar os cabelos.

Cinco minutos depois Ingrid se aproximou delas e como o combinado levou Renée e Milla para a cabine de pilotagem.

─ Não deixe que ela saiba o que está acontecendo e lembre-se que a senhora tem minha vida nas mãos. ─ a diretora do FBI sussurrou para sua mãe, que rapidamente concordou com as palavras dela.

─ Eu te amo. Tenha cuidado. ─ pediu pela segunda vez naquele dia.

─ Eu também te amo. ─ sua filha declarou para ela.

Aquele momento entre as três Swan foi extremamente discreto e apesar de todo o momento emotivo ninguém percebeu nada de anormal que pudesse colocar os terroristas em alerta.

Em seguida Bella ficou sozinha e minutos depois ao perceber uma leve alteração na pressão da aeronave ela teve a certeza que Edward estava ali e que em breve seu mundo desabaria ao vê-lo após tantos anos longe um do outro.

Mais do que isso, ela temia a reação dele.

Continua...