Coração Desgastado
6 Voz
Notas iniciais
Coração Desgastado
Matt tragou um cigarro, o quarto em duas horas examinando uma papelada. Estava procurando um rosto familiar ao que Mello descrevera sobre o ataque que sofrera, em meio à todas faces criminosas que ali sorriam para ele. Ainda não havia identificado o sujeito e enquanto isso Mihaell sangrava no apartamento do albino. Que bom amigo que ele era, pensou com um suspiro.
Tossiu quando a fumaça do cigarro preencheu o ambiente e então abriu a janela.
Já passava das 20h00 e Mello ainda se encontrava no mesmo quarto que Near. O que ele estava fazendo lá que ainda não voltara? Miahell havia desenvolvido algum tipo de atração por crianças? Sorriu com certo deboche.
Resolvera tomar um rápido banho para relaxar e então voltar a reler e inspecionar a papelada que pegara com Gevanni.
Gevanni. O homem que trabalhava com Near. Por fora, ele aparentava ser forte e confiante e isso o atraía; gostava de pessoas com esse tipo de personalidade. Mas Mail suspeitava que era apenas um disfarce. E ele adoraria descobrir o homem que havia por trás disso.
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Mello descrevera o que ocorrera naquele momento em que fora atacado, ao albino. Esperava que ele dissesse algo mas o rapaz ainda enrolava entre seus dedos mechas de seu cabelo branco, pensativo sobre tudo o que ouvira. Não parecia incomodado com o silêncio que durava longos minutos, muito menos em ter o loiro by InstantSavings\">presente ali por tanto tempo. Já Mello estava irritado, não que já não fosse de sua natureza ser assim, mas a calma do albino piorava.
Na verdade, o loiro ponderou, não havia um momento em que Near não o irritava. Desde o momento em que lera uma papelada descritiva do albino se estressara. Seu semblante indecifrável transmitia a mensagem de alguém que não se importava com o que acontecia à sua volta. E o olhar de Near naquele minuto parecia carregar exatamente esse significado. Fora o intelecto avançado. Ridiculamente avançado. Não gostava da perspectiva de alguém se mostrar superior. Não, Mello gostava de sempre estar no comando e agora o rapaz parecia querer tomar isso dele.
Não permitiria, pensou sorrindo.
Near notou o sorriso que Kehll lançara à ele, mas não questionara, ao invés disso se questionara o que o motivara a sorrir inesperadamente. Fruto do estresse? Algum tipo de pensamento macabro de como decapitá-lo? Qualquer que fosse o motivo, Near não sentia que algo vindo de Mello pudesse ser bom. Não mesmo.
O albino observou o corpo do loiro ficar tenso assim que Gevanni passou álcool e géis e logo enfaixando a parte do seu corpo que havia sido atingida pelo estilete. Tinha certeza que ouvira-o murmurar algo como “filho-da-puta” enquanto supria alguns gemidos de dor.
O ferimento não havia sido grave, mas ainda sim preocupante.
─ Preocupado com seu chão sendo sujo?
Nate se voltou à Mello, que lhe dirigira o comentário com um sorriso sarcástico.
─ Acredito que nenhum de nós pensou que gastaria horas removendo seu sangue do sofá, então sim, também estou preocupado com o tempo que gastarei limpando o chão – orbes by InstantSavings\">ônix o fitavam com sarcasmo contido e aquilo tirou Mihaell dos eixos. Near estava...sorrindo?
Após responder, tornou a mirar, pela janela, o horizonte. Que tipo de maníaco havia nessas ruas que carregava um estilete e perseguia desconhecidos (ou assim é o que pensara por alguns segundos) em pleno lugar movimentado?
Havia muitas possibilidades mas não se encontrava satisfeito com nenhuma delas. Algo importante tinha de ser encaixado em suas teorias e não sabia exatamente o que era.
Um grunhido de Mello o tirara de seus pensamentos. Ele sentia dor e sangue empapava o curativo que Gevanni havia feito no local.
Assim que estivesse sozinho voltaria a pensar no que ocorrera e então, possivelmente, saberia as intenções por detrás do ataque. Por enquanto, teria de se ocupar com Mihaell e seus praguejamentos.
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Havia sido agradável, mas não o excitara. Na verdade, havia algum tempo que matar não era tão excitante quanto costumava ser. Não que não sentisse mais emoção nisso (porque se lhe oferecessem uma criança ou um adulto à sua mercê, adoraria cortar seus dedos e apreciar a sinfonia que era tocada enquanto movia seus corpos como instrumentos musicais) mas faltava algo e – infelizmente – não conseguia identificar.
Sua mente trabalhava em suposições mas a voz que habitava suas profundezas, sussurrava que deveria parar de gastar tempo e procurar uma nova vítima. Era uma voz bela e doce mas também torturante.
Merda. Agora não conseguia parar de olhar os restos da mulher que matara há pouco tempo e pensar em como seria sua nova vítima. Uma dama, certamente. E se possível, um anjo, como a voz parecia concordar. Seu brilho preso em suas trevas e seu rosto desfigurado e marcado pelo fogo.
Fogo
Exatamente o que procurava.
Notas finais
Vocês não sabem a vontade que tinha de postar logo este capítulo, por mais curto e pobre que esteja. Não queria deixar a fic em hiato por 1 ano.
Farei o possível para atualizá-la em meu tempo livre (sábados) sempre que possível.
Obrigada por comentarem e acompanharem-me nestes 6 capítulos. Sugestões sempre serão bem vindas (:
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