Convivência forçada
7 Mais vale fugir do que encarar.
Notas iniciais
Mais vale fugir do que encarar.
Aomine acordou pela manhã, e viu Kagami dormir tranquilo ao seu lado, com o rosto virado para a parede. O corpo do ruivo estava quente, e aninhado ao de Aomine. O moreno suspirou, lembrando-se de quando Kagami lhe perguntara se iriam ficar naquele jogo ridículo. É, o ruivo tinha razão, não dava pra continuar assim. Mas Aomine pensou: será que valeria a pena, assumir para aquele Bakagami que o amava? E se desprender do seu orgulho? Não, resolveu que era mais fácil se esconder. Não iria mais procurar Kagami, tinha que se manter longe a qualquer custo. Tinha se apaixonado perdidamente por aquele ruivo e sabia que isso poderia lhe trazer muita dor e sofrimentos. Aomine se trocou e saiu, era sábado e decidiu ir dar uma volta sozinho.
Kagami se levantou, viu as horas no relógio e percebeu que estava só. Ahomine saiu, pensou. Suspirou ao pensar no moreno. Ele lhe atiçava demais. Ele conseguia ser irritante e chato as vezes, mas ele o amava, essa era a verdade. Respirou fundo e decidiu que se fosse preciso, abriria mão de seu maldito orgulho para se abrir. Resolveu tomar banho e se arrumar para sair. Vestiu um short preto e uma camiseta vermelha, e um tênis preto. Os cabelos como sempre, bagunçados.
Ao sair e andar no meio do campus, avisou alguém sentado embaixo de uma árvore, olhando longe, pensativo. Parecia chateado, Kagami pensou. Resolveu ir conversar.
–Oe...o que foi?
Akira ergue o rosto pra ele e em seguida cora, olhando para frente.
–N-nada...me desculpa por aquilo...eu não devia ter...-Kagami o interrompe, dizendo carinhoso
–Ei, não precisa me pedir desculpas, você tinha vontade oras...- Kagami senta ao lado do garoto, tentava parecer sincero, não queria machucar o rapaz.
–Kagami...sabe...-ele suspirava, chateado.
–Sim?
–Sabe o que é gostar de alguém e não ser correspondido?
–Bem...-Taiga suspirava – eu meio que passo por isso, então sei como é.
–Taiga, eu gosto de você, essa é a verdade. — ele se levantava e saia, não dando tempo pro ruivo pensar. Kagami resolve caminhar fora da faculdade, começa a andar sem rumo. Quando vê, passa por uma quadra, onde vê duas figuras conhecidas. Um baixinho de cabelos azuis, branquinho e um ruivo, de olhos bicolores. Ambos jogavam mano a mano e então ele chegava, dizendo:
–Posso participar também?
Kuroko se vira, surpreso
–Kagami-kun! — Ele dá um sorriso, indo cumprimentar o amigo, Akashi também chega, sério e dizendo:
–Olá, Bakagami.
–Olá Akashi. — ele cumprimentava sério. Acabavam engatando uma pequena competição, se divertiam, até Akashi que era mais quieto acabou entrando na brincadeira. Ao fim das contas, estavam os três sentados numa sorveteria, tomando sorvete e conversando.
–E então Kagami-kun, como vai a faculdade? — Kuroko parecia interessado em saber. Kagami então diz:
–Se vocês soubessem quem acabou indo pra mesma faculdade e inclusive mesmo alojamento vocês iriam rir, e falar que é castigo
–Quem? — o azulado pergunta, mais curioso ainda
–Ahomine – ele dizia revirando os olhos, Akashi cospe o refrigerante que tomava, surpreso.
–Nossa, o Daiki estudando com você? Deve ser engraçado – e caiu na risada, Kuroko o acompanhou mas em seguida viu algo nos olhos de Kagami que o fez parar de rir. Kuroko entendeu. Kagami estava apaixonado por Daiki.
–Kagami-kun? — ele olhava para o amigo, vendo o desânimo e a tristeza nos olhos do ruivo.
–É Tetsuya....eu amo aquele ser, aquele idiota,chamado Ahomine. -ele suspirou. Enfim conseguiu desprender aquilo da garganta. Kuroko e Akashi não sabiam o que dizer. Ficaram surpresos com a revelação do ruivo. Depois de terminarem a conversa, Kagami vai para o alojamento. E percebe que Aomine não estava ali. Tomou um banho e foi descansar, tinha passado o dia todo com Kuroko e Akashi.
No domingo, Aomine também não apareceu. E na segunda feira também, terça...quarta...Kagami ficou preocupado. Será que ele estava doente? Ligou para a única pessoa que veio em sua mente.
–Oe...Satsuki, Aomine está por ai?
–Kagami! Sim...- ela suspirava, ao ouvir o nome do ruivo, Aomine acenava para a menina, pedindo para que ela não passasse pra ele. — Ele tá ficando aqui em casa, eu to doente – ela odiava mentir – mas agora ele saiu foi comprar um remédio.
–Ah...tudo bem Satsuki...melhoras..-ele desligava. Se sentiu chateado. Porque ele não o avisara? Suspirou. Foi pra aula, e quando voltou, tomou um susto. As coisas de Aomine não estavam lá. Sentiu o estomago doer, a cabeça girava, Kagami começou a suar frio. Simplesmente desmaiou no chão.
Alguns dias se passaram, Kagami permanecia sozinho no quarto, como as aulas já tinham iniciado, não tinha quem pudesse ocupar o lugar que vagara. O ruivo tentava entender o que se passava. Porque Aomine sumira. Os dias continuavam a passar. Um dia Kagami estava deitado. Não entendia o porque estava se sentindo tão mal nos últimos dias.Ouviu a porta bater,ele se levanta e atende. Era Akira.
–Hey, o que tá acontecendo Kagami? Você sumiu.....-Kagami cambaleava, desmaiando no colo de Akira. O rapaz o colocava na cama. Quando o ruivo acordava, via que era de madrugada e percebeu Akira abraçado a si, respirando calmamente.
Os dias se passaram mais um pouco. Já haviam se passado dois meses que Aomine sumira. Kagami andava adoentado, porém Akira tornara-se seu apoio naqueles dias. O menino insisita para que Kagami fosse ao médico. O ruivo detestava, e por isso sempre arrumava um jeito de se esquivar. Até que um dia o garoto inventa a maior história e o leva ao médico. O que Kagami iria descobrir numa simples consulta mudaria sua vida para sempre.
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