Convivência forçada
8 A noticia que mudou minha vida.
Notas iniciais
A noticia que mudou minha vida.
Kagami e o médico estavam sozinhos. Ele suspirava e perguntava ao ruivo:
–Bem senhor Kagami, o senhor disse que vem se sentindo mal, é isso?
–Sim, já tem uns dois meses. Eu ando sei lá, enjoado...com sono, tonto..eu não sei dizer o que é.
–Senhor Kagami não sei se o senhor sabe disso mas,...eu fiz uns exames no senhor. O senhor está grávido.
Kagami congela. Como? Mas ele era homem!
–Doutor! O senhor pirou?
–Não...o senhor nasceu com um problema genético, muito estranho por sinal, o senhor tem um gene feminino e um útero. — o doutor achava aquilo muito interessante.
–Mas como doutor se eu fiz anal?
–Seu gene é diferente Kagami. Ele é raro. E permite isso.
Kagami sai do médico, acabado. Estava grávido de Aomine Daiki. Akira o esperava, quieto.
–O que foi Kagami? O que era?
–Akira não queira saber. É algo meu e eu não conto pra ninguém.
–Kagami..por favor, eu quero te ajudar..- Kagami então explode
–EU TO GRÁVIDO! É ISSO! EU VOU SER PAI..OU MÃE OU SEI LA QUE SEJA CARAMBA.- Kagami cambaleava, era muita informação, Akira o amparava.
–Calma Taiga-kun..calma..tudo bem..isso é estranho..mas..calma..eu não vou te julgar lindo..- Akira o levava até o alojamento. Resolvia deixar o ruivo sozinho, ele precisava de espaço.
Kagami se deitava na cama, chorando. Era demais para ele. Ia ter um filho..e o pai era Aomine Daiki. Olhou para a cama que foi do moreno. Sentou -se nela e no travesseiro, ainda sentiu o perfume inebriante de Daiki. O dia em que ele o amara apaixonado naquela mesma cama....o dia em que Kagami pediu, excitado “Daiki..me chupa..” , todos aqueles flashes, se passavam em sua cabeça. Kagami se sentou na porta do banheiro , em desespero. Pegou o celular e discou um número. O dele. Ouviu uma voz dizer:
–Alô? Quem é?
–D-daiki....- e Kagami desmaia, sentindo como se várias agulhas o penetrassem.
–Kagami? Kagami? — Aomine sentia o coração pular. Era ele, ele sabia, conhecia a voz do SEU ruivo. Mas tudo ficou em silêncio. Mas o celular parecia ligado, dava para ouvir o tic tac de um relógio. Aomine congelou. Será que algo acontecera ao ruivo? Resolveu ir até o alojamento, escondido. Quando entrou no quarto, viu Kagami desmaiado no chão. Pegou-o no colo e o levou até a cama, deitava-o e o aninhava até si. Ouviu Kagami se debater e resmungar, mas deu um beijo em seus cabelos e disse, sereno:
–Durma , my red hair...- a voz de Aomine era carinhosa, viu Taiga se remexer e sussurrar algo em inglês e em seguida dormir.
Pela manha, o ruivo acordou e se viu sozinho. Na cabeça, achou que sonhara que Daiki estava ali. Era sonho, Bakagami! Se levantou e foi pra aula. No meio do intervalo entre aulas, resolveu ir a lanchonete. Normalmente o ruivo pedia algum lanche e refrigerante, naquele dia, a atendente estranhou. Kagami pediu um monte de doces, saiu com todos eles num saco, parecia Murasakibara,o cara que jogava em Yosen e era louco por doces.
Akira o vê e vai até ele:
–Ei...ta louco garoto? Não pode tanto doce, faz mal
–Akira..eu to com vontade oras, quer que meu filho nasça com cara de doce? — o moreno cai na risada.
–Taiga-kun, você parece uma menina. Juro.
Ele faz uma cara feia.
–Vai te catar...-e bota a mão na cabeça, tonto. Akira o ampara e o leva até o alojamento.
–Kagami uma hora o reitor terá de ficar sabendo...
–Eu sei..- ele respira fundo, se deitando na cama. Ouviu o celular tocar, era Kuroko.
–Kagami-kun? O que foi?
–Porque?
–Kagami...A Momoi te viu sair do médico ontem e me ligou. — Como qualquer mulher grávida, os hormônios de Kagami estavam a flor da pele .
–VAI PRO INFERNO KUROKO! ME DEIXA EM PAZ! EU TO DOENTE SIM, MAS ISSO NÃO É DA CONTA DE NINGUÉM!
Kuroko decidia desligar. Kagami estava doente.
–É Momoi, ele tá doente. Mas não quis me dizer o que é.
–Mas Tetsu-kun! A gente tem que ajudar ele! — Aomine chegava naquele momento.
–De quem falam?
–O Kagamizinho , Daiki! Ele tá doente!
– Doente? — Aomine sentia o peito doer. SEU ruivo doente? A culpa devia ser dele, pensou. Saiu correndo.
–Espera, onde você vai Aomine?
–Ajudar aquele ruivo fresco! — e saiu correndo, feito louco. Conhecia os locais mais escondidos para entrar no alojamento, e eis que entrou, devagar. Viu Kagami deitado, uma das mãos acima da cabeça e outra na barriga. Ele estava apenas de calça. Um copo de água pela metade estava ali, e um cesto de lixo também. Ao lado do copo, uma cartela de remédios para enjoo. Aomine estranhou aquilo, mas ficou observando Kagami dormir. De repente ele se mexe, começando a chorar como uma menina, parecia ter algum pesadelo. O ruivo dizia, resmungando:
–Sai Daiki! Sai....- Aomine se levantou, rápido, o virou de costas para si e acariciou as costas de Kagami com os lábios. O ruivo sente um abraço e acorda, tonto.
–Daiki? — Ele ofegava
–Taiga..o que foi amor? Hum?
– Ei, não vem com essa, você me abandona e agora vem correndo? Vai se ferrar Daiki. — a porta se abre, era Akira, havia ido buscar alguma coisa para Kagami.
–Ah você é rapido Bakagami! — Kagami ofegava de nervoso, Akira sabia o motivo e pegava Aomine pelo colarinho, mesmo o Ace de Tohou sendo ligeiramente mais alto que ele, dizendo:
–Vai embora! Deixa ele em paz, ele não pode passar nervoso, seu idiota! A situação dele É delicada e eu to ajudando ele, porque ele tá sozinho. — Kagami cambaleava, desmaiando nos braços de Akira. Aomine sente um gosto amargo. O do ciúmes e da perda....havia perdido SEU ruivo para aquele idiota. Akira colocava Kagami na cama, o acalmando aos poucos. Quando o ruivo dormia, tranquilo, Aomine puxou o outro e o levou até o corredor, prensando-o contra a parede e dizendo;
–Agora fala o que ele tem....fala!
–Não ...não pra você...pra que eu falaria? Você largou o coitado na primeira oportunidade, usou e jogou fora feito camiseta velha. Porque esse interesse nele?
–PORQUE EU AMO AQUELA PORRA DAQUELE RUIVO, SEU IDIOTA.
Akira ri, balançando a cabeça negativamente e dizia:
–Tá certo...então me responde ai...Se Kagami fosse uma mulherzinha e tivesse grávida, você assumiria a bomba, Aomine?
–ELE É HOMEM.
–TO dizendo SE ele FOSSE mulher....assumiria, AOMINE?- Akira falava ríspido.
–Não sei....sei lá..mas ainda bem que ele é homem e...-Ouviu a porta bater com um estrondo e um Kagami fulo da vida vir pra cima dele e o jogar contra a parede, dizendo , com o sangue no olhar:
–ESCUTA, SEU IDIOTA...EU OUVI TUDO...Agora me ouve, babaca. Na primeira oportunidade que você teve, você me abandonou. E eu tenho certeza que vai me deixar sozinho agora. — Momoi e Kuroko vinham correndo e viam a cena, petrificados. — Sabe porque, AHOMINE?
–Porque, BAKAGAMI?
–Porque eu tô esperando um filho teu!
Aomine congelava, a expressão era de choque, Kagami se apoiava em Akira, perdendo os sentidos.
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