Controle do Caos
3 Surpresas que não acabam mais.
Notas iniciais
Bom proveito ^^
Controle do Caos
Nem havia chegado na fronteira entre a Bulgária quando Amy teve mais um dos seus desmaios. Estavam passando rapidamente de cidade em cidade quando de repente, em uma das cidades faltando uns 130km pra chegarem a fronteira, Amy fica tonta e perde o equilíbrio quase caindo no chão. Sorte que Sonic conseguiu agir rapidamente para conseguir parar e segurá-la.
O ouriço azul suspirou enquanto Amy gemia baixinho sentindo uma tremenda dor no ventre. Sua respiração estava agitada enquanto suas mãos se apertavam fortemente a blusa branca que o ouriço usava. O mesmo não sabia mais o que fazer além de observar o sofrimento de sua amada em seus braços.
— Temos que chegar rápido no castelo. – falou apertando um pouco o corpo dela contra o seu como se aquilo fosse acalmar a dor dela. – As coisas estão piorando.
A toda velocidade saiu correndo, passando a velocidade do som pelas cidades. Apertava a Amy cada vez mais contra se protegendo-a dos fortes ventos que eram ocasionados pela velocidade estrema. O bom de ser um dos vampiros mais rápidos do mundo era que você podia atravessar longas distancias em menos de segundos e nesse momento isso era mais que preciso.
Antes de um piscar de olhos já estavam em uma floresta perto dos arredores da Transilvânia. Sonic já não precisou mais correr tão rápido já que a poucos metros pode ver um grande castelo feito de pedra e que dava uma aparência de magnitude e superioridade. Os muros altos que tampavam a maior parte do castelo davam um ar antigo, como se fosse da época medieval. O castelo era grande, devia ser do tamanho de um prédio de oito andares, sendo que dava para ver algumas janelas de madeira com cortinas grossas que esvoaçassem para fora. O castelo era completamente cinza e dava um ar mais ameaçador por causa de sua altura e das quatro torres maiores que o centro do castelo.
Sonic sorriu ao ver seu antigo lar e entrou pelos grandes portões de madeira vermelha. Na parte de dentro do castelo as coisas eram um pouco mais belas. Um jardim esverdeado cheio de arvores e flores de todas as cores e tamanhos. Era extenso e pegava boa parte da região entre o muro grosso de pedra e o castelo. Sonic andou pelos caminhos de pedra para chegar a entrada do castelo. Amy estava impressionada mirando tudo a sua volta e se perguntando como ninguém havia notado algo tão grande no meio de uma floresta onde varias pessoas já deviam ter explorado.
— Como ninguém sabe desse lugar? – perguntou ainda olhando envolta. Sonic entrou pela porta de madeira marrom que o levou para um hall grande com paredes vermelhas sangue, o teto tão negro como a noite e um tapete igualmente vermelho que as paredes. Não havia mais nada no lugar alem da imensidão do vazio e uma porta que levava a um corredor.
— Nosso pai criou um feitiço que rodeou esse castelo, impedindo que humanos comuns possam vê-lo. – respondeu sonic andando rapidamente pelo largo corredor de paredes negras. De vez em quando havia algumas bifurcações fazendo com que o lugar parecesse mais um labirinto, mas o ouriço azul parecia saber exatamente para onde estava indo.
De tantas e tantas vezes que ele havia percorrido aquele lugar, tanto correndo como se escondendo ou apenas caminhando ele sabia tudo de cor. E mesmo tendo passado vários anos que não andava por aqueles corredores ele ainda se lembrava de cada canto que existia neles. Ate mesmo das passagens secretas que usava quando criança para escapar de seus irmãos ou apenas para assustá-los, pulando de um quarto para o outro mais rápido do que se pegasse os longos corredores. E muitas dessas passagens só ele conhecia.
Amy se encolhia nos braços de Sonic pensando em como deveria ser o irmão dele. Talvez fosse frio e calculista como Shadow ou fosse divertido e animado como Sonic, mas realmente não sabia e tinha certo receio de descobrir.
Algum tempo se passou e já havia subido algumas escadas e atravessados vários corredores. A ouriça já estava começando a ficar impaciente e ao mesmo tempo tonta com todos os lugares diferentes que passavam. Começavam a se questionar se Sonic sabia realmente para onde estava indo. Eram tantos corredores e escadas que Amy nem sabia se estava andando em círculos, muito menos havia memorizado cada lugar que haviam passado já que perdera a paciência de ficar tentando decifrar a diferença entre os corredores. Mas quando ia perguntar a Sonic se sabia para onde estava indo viu o rosto calmo e compreensivo do garoto. Ele realmente parecia saber o caminho.
Mais alguns minutos se passaram quando chegaram a uma sala cheia de sofás vermelhos, uma pequena mesa de vidro no centro, quadros em alguns cantos das paredes e algumas portas de madeira. Em um dos sofás estava sentado um ouriço verde, o cabelo arrepiado e uma enorme franja para frente. Tinha o mesmo bom físico que sonic, só que seus olhos eram azuis. Ele usava uma calça jeans negra, um tênis vermelho com branco e uma jaqueta vermelha sem mangas.
— E ai Manic! – exclamou Sonic fazendo o ouriço que estava distraído olhando um papel se virasse para vê-lo e logo depois sorriu.
— Sonic! – exclamou com um extenso sorriso e se levantando do sofá que estava sentado indo na direção de seu querido irmão. – Há quanto tempo irmão! Nem acredito que estou te vendo de novo!
— É bom te ver de novo também Manic! E onde está a Sonia? – Sonic olhou de um lado para o outro procurando a irmã que normalmente ficava perto de seu irmão quando tinha algum trabalha, ou seja, quase sempre.
— Bem atrás de você. – disse uma voz melodiosa e doce fazendo sonic se virar e ver sua queria irmã. Ela tinha um corpo belo, com curvas bem definidas, olhos verdes só que mais claros que os de Sonic, e o cabelo roxo rosado que se arrepiavam atrás e deixavam uma franja grossa e longa cair no olho. Ela usava uma saia azul marinho curta, uma bota negra que chegava ate os joelhos, uma blusa preta de botões e uma luva que chegava até o cotovelo. – É bom te ver de novo maninho.
— Preciso de um favor seu, Sonia. – falou Sonic colocando Amy no chão e a apoiando levemente. – A Amy está passando mal já a algum tempo e não sabemos o que é. Poderia dar uma revisão nela?
— Claro. – falou a ouriça apoiando Amy no lugar de Sonic. – Tudo por meu querido irmão caçula.
Logo as duas desapareceram corredor a dentro. Manic logo convidou a Sonic para se sentar e os dois começaram a conversar sobre coisas triviais. Era estranho um rei conversar sobre essas coisas, mas Manic sempre fora um palhaço como Sonic e nunca ligou muito para essas coisas de que um rei deve ser serio e ligado a seu trabalho. Por isso mesmo Sonia havia ficado com ele. Para que ele não ficasse atrasado com seus trabalhos e o mundo dos vampiros não fosse um caos.
— E então Sonic como vai tudo? E quem era ela? – perguntou Manic. Era mais ele do que Sonic que fazia perguntas, afinal ele havia passado a maior parte de sua vida no castelo e o ouriço azul já tinha viajado por todo o mundo vivendo varias aventuras.
— Ela é minha companheira e namorada. – falou Sonic com um sorriso no rosto, mas logo esse sorriso desapareceu para dar espaço a um suspiro e uma expressão preocupada. – Só espero que esses enjôos que ela está tendo não sejam nada de mais.
— Não se preocupe. – falou Manic sorrindo para o irmão. – Seja o que for que ela tiver Sonia poderá resolver.
— Isso espero. – disse o ouriço azul em um suspiro. – Mas me diz, você teve alguma noticia do Shadow?
— Tive. Mandei uma carta para ele pedindo para que viesse, mas ao parecer ele pode demorar um pouco. E achei estranho ele estar em Paris sendo que houve tão poucos ataques lá e sendo que Shadow normalmente faz uma cidade entrar em um caos. – mencionou Manic pensativo.
— Deve ser por causa da Maria. Ela é completamente o oposto de Shadow e ele deve ter mudado bastante por causa dela. – disse Sonic com um pequeno sorriso no rosto. – Você tinha que ver como ele não desgrudava dela nem um minuto. Parecia um chiclete, não a deixava sozinha nem um minuto.
— Ele bem que mencionou uma companheira e Sonia também tinha me falado que ele tinha arrumado alguém para esquecer da dor que ele estava sentindo antes. – contou Manic surpreso com o que Sonic havia falado. Era difícil imaginar a Shadow como um cara meloso que não desgruda de sua parceira. – Ele também disse que ia demorar por que ela não estava se sentindo muito bem esses dias.
— Amy não vai gostar de saber disso. Mas quem mais você convidou para vir aqui? – perguntou Sonic mirando seu irmão, sabendo muito bem que se ele o chamou aqui junto com Shadow é porque tinha algo muito grande acontecendo e que se ele tivesse falado serio em relação a guerra com certeza teria convidado mais alguém.
— Os dois melhores da organização de segurança. Os nomes deles são Silver e Blaze... – falou, mas antes que pudesse continuar Sonic o interrompeu.
— Silver e Blaze?! Não acredito que eles viraram os melhores dessa organização!! – exclamou Sonic com um extenso sorriso no rosto, lembrando dos momentos que haviam passado juntos. – É bem a cara deles ficarem no meio da emoção. Parecem não se cansar de ter aventuras!
— Os conhecem? – perguntou Manic confundido mirando a Sonic que ainda sorria e vagava em memórias. Isso estava ficando costumeiro agora que tudo de seu passado estava voltando.
- Eu e Shadow encontramos Silver quando estava a beira da morte e Blaze foi a garota por quem ele se apaixonou ao mesmo tempo em que eu e o Shadow nos apaixonamos por nossas parceiras. – não fazia muito tempo que isso havia acontecido, mas parecia que já tinha passado um século desde tudo o que ocorreu naquela mansão a beira da praia. – Mais alguém?
— Dois dos melhores da organização de investigação. – falou Manic um pouco atordoado pela noticia repentina que havia tido agora. – Rouge e Knuckles.
— Eu não acredito! Até eles arrumaram emprego nessas organizações!! – exclamou Sonic e ao ver o rosto do irmão suspirou. – Rouge era outro membro de nosso grupo e conheceu a Knuckles ao mesmo tempo que eu, o Shadow e o Silver conhecemos nossas companheiras. Ela era boa em qualquer coisa relacionada a agilidade e silencio, e não sabia que Knuckles curtia a mesma área.É muita ironia nos encontrarmos de novo depois de termos nos separado a algum tempo.
— Agora me fala alguém importante que você não conheça Sonic. – disse Manic mais do que atordoado. Como seu irmão podia conhecer tanta gente importante no mundo dos vampiros? Nem ele tinha essa convivência toda com seu próprio povo!
— Hehehehehe. É que o Silver e a Rouge foram meus companheiros de grupo junto com Shadow e Amy é amiga dos parceiros deles. Não é uma historia muito complicada, mas é meio longa para eu te contar. – falou Sonic com um sorriso constrangido no rosto. Mas logo ele voltou a ficar serio e mirou a Manic determinadamente. – E qual é o problema para que tenha chamado todas essas pessoas?
Manic suspirou e olhou para o teto. O conselho da noite estava quase entrando em guerra por causa disso. O único que mantinha a ordem ainda era ele, mas as coisas já estavam saindo do controle. Sabia o que uma guerra poderia causar já que presenciara a morte de sua mãe por causa disso. Sonic também devia estar preocupado com isso e mesmo que ele tivesse apenas alguns meses de vida ele já tinha a aparência de um garoto de cinco anos, com a capacidade de analisar as coisas como um da mesma idade.
— Já temos mais de mil corpos de vampiros encontrados por mortes de ao parecer lobisomens. Mais de quinhentos corpos de lobisomens mortos por vampiros. Mais de duas mil bruxas mortas por monstros. Mais de um milhão de monstros mortos por bruxas e mais de trinta bilhões de fantasmas exorcizados. – falou Manic fazendo os olhos de Sonic se arregalarem pela surpresa. Não sabia que tudo isso estava acontecendo. – Não sabemos o que esta acontecendo, mas o conselho esta uma fera. O líder dos lobisomens quer vingança pelas mortes de lobisomens mesmo sendo a minoria. As bruxas estão quase lançando uma praga nos monstros, isso se já não lançaram. E os monstros estão se contendo para não matar logo as bruxas. Só eu que estou mantendo o povo controlado, mas daqui a pouco as coisas vão piorar.
Sonic ficou estático. Os seres da noite estavam morrendo cada vez mais e se houvesse outra guerra as coisas iam ficar piores. Sabia muito bem que uma guerra causava mais perdas que isso. Na que teve entre anjos e demônios no inicio dos tempos e que foi onde começou toda a vida da noite, mais de cinco milhões de anjos e demônios foram mortos. Sem contar com os humanos que acabaram ficando no meio da guerra.
— Não sei por quanto tempo poderei segurar essa guerra. Mas se não fizer algo mais pessoas vão morrer. Tanto do nosso mundo quanto do mundo dos humanos e o mundo das criaturas do dia. – disse Manic distraído e mexendo as mãos nervosamente. – Por isso preciso dos melhores para resolver esse problema. Daqui a pouco vai haver uma guerra entre vampiros e lobisomens e Bruxas e Monstros. E eu não sei de que lado tomar partido. Mesmo que as bruxas estejam do nosso lado.
— E o Scrooge? De que lado ele vai ficar? – perguntou Sonic. Como Scrooge era metade lobisomem ele podia escolher entre o lado deles e o seus e tinha que admitir que se ficasse do deles as coisas complicariam um pouco para o seu lado já que agora eles teriam o único veneno que matava o rei dos vampiros e seus irmãos.
-Sonia procurou saber sobre isso. Ao parecer ele está do nosso lado por causa da parceira dele. – disse Manic com um ligeiro sorriso nos lábios. – Ela ainda insiste em procurar saber sobre ele. É incrível como insiste tanto nisso que ele possa voltar. Apegou-se muito a ele quando era pequeno.
— E ele voltou. Amy o convenceu que a vingança não vale a pena, então ele decidiu que aproveitaria o tempo com Fiona, a parceira dele. – disse Sonic lembrando do dia em que ele quase matou a Amy e ao mesmo tempo que ela entrou em seu mundo. – Mas a Sonia descobriu sobre o que aconteceu com o Mephiles?
— Para a sorte de Shadow, não. – falou Manic em um suspiro de alivio. – Se não ela já teria ido atrás de Shadow, arrastado ele ate aqui e dado um discurso de sermão para ele. Depois de entrar em uma depressão profunda claro.
— Um dia ela vai ter que descobrir. – disse Sonic em um suspiro pesado pensando na ira e na tristeza de sua irmã.
— É, mas quando ela descobrir quero já estar morto. – um ligeiro sorriso apareceu no rosto do ouriço verde. Sonic também sorriu. Um silencio se apoderou do cômodo enquanto os dois caiam em pensamentos.
De repente um grito passou por todo o castelo, mais especificamente o grito de Sonia. Sonic se levantou em um salto e olhou para o corredor que as garotas haviam desaparecido, mas quando estava prestes a correr para achá-las um vulto roxo rosado passou pelo cômodo em alta velocidade e abraçou a Sonic com força que por pouco não cai no chão.
— O-o que h-houve S-sonia? – perguntou Sonic atordoado enquanto a irmã o abraçava e dava pequenos gritinhos de emoção.
— Pelo amor de Deus Sonia! Que barulheira é essa?! – exclamou Manic indignado se levantando e se aproximando de seus irmãos. Sonia tinha um extenso sorriso no rosto enquanto continuava abraçando a Sonic.
Amy de repente apareceu na porta do quarto com uma mão pousada no ventre, os olhos perdidos em algum canto enquanto um sorriso bobo estava em seus lábios. Sonic levantou uma sobrancelha e mirou as duas, confuso. Sonia levantou o rosto de seu peito e o mirou com os olhos brilhando de emoção.
— Não acredito no que você conseguiu Sonikku!! – falou Sonia com um extenso sorriso bobo no rosto e se afastando de Sonic. –Manic você não vai acreditar no que nosso irmãozinho fez!!
- Sonia já te disse para não me chamar assim e o que, que eu fiz para você estar tão feliz? – perguntou Sonic fechando os olhos com força um pouco ofendido por causa do apelido.
- Você vai ser pai!! – disse Sonia fazendo Sonic tirar a expressão de irritado para uma de surpreso.
— O-o q-que? – perguntou com a voz tremula sem poder acreditar no que sua irmã havia dito a poucos segundos.
— Você vai ser pai!! – falou Sonia de novo sem borrar sorriso do rosto nem um segundo se quer. – Amy está grávida de dois meses e meio de um filho seu!!!
Sonic já não se agüentou mais em pé e caiu sentado no sofá, passando a mão pela testa enquanto um pequeno sorriso bobo aparecia em seu rosto. Não podia acreditar. Todos aqueles enjôos e desmaios eram porque ela estava grávida. Um milagre havia acontecido e ele nem sabia. O que mais queriam havia sido realizado.
— Pera ai! – exclamou Manic. Sua cabeça estava dando voltas e mais voltas tentando entender o que estava acontecendo. Era impossível que Sonic tivesse um filho, só se... – Ela é uma vampira de sangue puro? – Sonic negou com a cabeça ainda um pouco atordoado. – Você por acaso pediu para as bruxas um feitiço para isso? – Sonic negou novamente. – Então o que você fez caramba?!!
Sonic deu de ombros. Nem ele mesmo sabia responder a pergunta, mas realmente não se importava, tudo que queria agora é aproveitar esse belo momento que tinha com agora sua família.
— Acho melhor irmos descansar. Já esta de dia e temos muitas coisas o que pensar. – falou Manic em um suspiro desistindo de entender a situação. – Seu quarto é o mesmo de antigamente Sonic. E Amy pode ficar nele também.
Sonic apenas assentiu e saiu da sala de mãos dadas com Amy. Os dois andaram em silencio o caminho inteiro, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Nem podiam acreditar no que tinha acontecido, e estavam mais que extasiados pelo que haviam acabado de saber. Amy não podia evitar passar a mão pelo ventre que ainda se mantinha plano, mesmo que tenha se avantajado um pouco, tão dissimuladamente que nem dava para nota direito.
Quando chegaram no quarto Sonic abraçou a Amy e começou a beijá-la ferozmente, demonstrando tanto amor e alegria que ela acabou ficando atordoada. O ouriço beijava com um sorriso no rosto. Nunca iria se arrepender de ter escolhido a ela como sua parceira ao invés de qualquer outra.
— Não sabe o quão feliz você me faz Amy. – disse a levantando ligeiramente do chão e a beijando ainda mais. Amy passou os braços por seu pescoço e retribuiu os beijos sorrindo também. – Como é possível você conseguir algo desse tamanho?
— Eu não, nós. – falou ela enquanto ele a colocava na cama com delicadeza. Sonic se ajoelhou a sua frente e acariciou seu ventre, logo depois deitou a cabeça no colo dela bem perto de seu ventre, sentindo um pequeno avantajar no mesmo. – Quando ficar com cinco meses poderá senti-lo se mexer.
— Mal posso espera. – sussurrou ele dando um ligeiro beijo no ventre de sua amada fazendo ela rir um pouco. – Fico pensando em como os outros vão reagir quando souberem.
— Como assim? – perguntou Amy confundida. Fazia muito tempo que não tinha noticias de seus amigos, então como eles iriam saber tão de repente o que estava acontecendo?
— Por acaso Manic acabou chamando a todos aqui. – falou Sonic sorrindo e se apertando mais a ela. – Talvez eles cheguem amanhã ou depois, mas não irão demorar. Ao parecer eles tiveram uma reputação bem grande.
Os olhos de Amy brilharam de alegria. Estava loca para rever seus amigos e poder saber das novidades desses três anos que ficaram separados. Os dois se deitaram na cama e tentaram relaxar, agora era só esperar que a noite chegasse para rever seus amigos.
Por mais incrível que parecesse para os dois tudo passou muito rápido. Sonic na maior parte das vezes se pegava acariciando inconscientemente o ventre de Amy que não podia evitar sorrir com cada caricia. Os dois esperavam aquilo e desejavam com todo seu ser, e só de pensar que demoraria ainda sete meses para nascer era um pouco desanimador. A ansiedade iria consumi-los, mas por enquanto é aproveitar o momento da gravidez.
A noite tomou conta da floresta da Transilvânia. A noite estrelada naquela imensidão verde parecia mais sombria do que realmente era. Principalmente com o silencio fúnebre que só era quebrado de vez em quando pelo barulho do vento se chocando com as folhas das arvores ou dos animais noturnos. Mas o que mais dava um toque fúnebre e assustado era o castelo de aparência medieval que agora era apenas uma enorme mancha negra no meio das sombras das arvores.
Dentro desse castelo em uma enorme sala no primeiro andar quatro criaturas apreciavam o momento juntas na calada da noite. Era como se fosse uma reunião em família, onde no sofá da sala um ouriço azul estava sentado com um ouriça rosa em seu colo. O ouriço estava apenas de calça jeans, um tênis e uma blusa branca enquanto a ouriça usava apenas um leve vestido negro. Em outro sofá estava sentado um ouriço verde que usava uma calça jeans e uma blusa branca, com tênis. O ultimo ser era uma ouriça roxa rosada que usava um vestido roxo.
Ao parecer eles estavam esperando a alguém pelo clima de impaciência que tinha pairado no ar. Claro que os dois ouriços sentados no sofá um em cima do outro estavam mais entretidos em apreciar a novidade que haviam recebido noite passada. Tudo só foi interrompido com a grande porta da sala se abriu revelando um ouriço negro de olhos vermelhos sangue e uma ouriça loira de olhos azuis que tinha um singelo sorriso constrangido no rosto.
— Maria! – exclamou Amy se levantando e correndo ate a amiga que não duvidou nem um pouco em abraçar a ouriça rosa com todo o entusiasmo que tinha. Para ela era uma surpresa muito agradável reencontrar Amy aqui, por mais inesperado que fosse. – É tão bom te ver de novo!
- Digo o mesmo, Amy! – falou Maria sorrindo para a amiga que era ligeiramente mais alta que se. O ouriço negro sorriu um pouco com a cena, mas ao mesmo tempo estava preocupado. Maria podia não ter tido nenhum desmaio ou enjôo na viajem, mas isso não significava que esses eventos inesperados haviam parado.
De repente, quando Amy se afastou de Maria a mesma sentiu como tudo começava a rodar e ela sentiu como se o chão já não estivesse mais firme em seus pés. Sorte que antes que caísse Shadow conseguiu segurá-la a tempo suspirando e amaldiçoando a se mesmo por sempre deduzir coisas certas. Enquanto isso Sonia mirava aquilo com um ligeiro sorriso nos lábios e uma sobrancelha levantada. Tinha quase certeza de que sabia o que era que estava acontecendo com a parceira de Shadow, só precisava confirmar.
Aproximou-se da mesma com um sorriso singelo e ergueu uma mão em sua direção em um comprimento amistoso.
— Maria, não é? – perguntou coisa que ouriça loira apenas assentiu e retribuiu o aperto de mão. – Meu nome é Sonia, sou irmã do Shadow e do Sonic. Será que poderia vir comigo por uns minutinhos?
Maria olhou para Shadow e o mesmo apenas assentiu um pouco relutante, mas sabia da habilidade da irmã com coisas relacionadas a medicina então não devia se preocupar, não é? Supõe-se que sim, mas então por que sente que isso pode causar algumas confusões?
Observou Maria caminhar junto com Sonia pelos corredores da porta atrás dele. Tinha a sensação que muita coisa ia mudar depois daquilo. Suspirou frustrado, odiava ter essas sensações e não saber com exatidão o que realmente queriam dizer. Sentou-se no sofá de apenas uma pessoa e se deixou relaxar no mesmo, mas ao mesmo tempo com a cabeça entupida de pensamentos de tudo o que estava acontecendo.
— E como vai tudo Shadow? – perguntou Sonic abraçando Amy pela cintura, já que a mesma havia voltado a sentar em seu colo. O ouriço negro soltou um leve “Hump” e logo depois fechou os olhos levemente. Manic quase caiu para trás ao ver aquilo.
— Não tem nenhum “não é da sua conta” ou “vai encher a paciência de outro”? – perguntou o ouriço verde mirando o ouriço negro que estava muito distraído pensando em seus próprios assuntos. – O que houve com ele?
— Maria deve ter dado um jeitinho nele. — falou Sonic sorrindo levemente. – Como eu falei, ela é o oposto dele, mas ele faria tudo por ela então acho que deve ter mudado bastante para agradá-la.
— Não é de se admirar. – falou Amy se juntando mais contra Sonic. – Maria tem esse efeito nas pessoas. Bem que ela parece bem diferente agora. Já não tem mais aquele jeitinho de frágil que tinha antes. Acho que passar muito tempo com esse amargurado a está fazendo muito bem.
— Da para pararem de falar de mim como se eu não estivesse aqui ouvindo? – falou Shadow calmamente ainda de olhos fechados. Sua paciência havia aumentado muito desde que conhecera Maria. Não que ela fosse muito problemática, na verdade era todo o contrario, mas ela o ensinara como manter a calma e falar com as pessoas sem tentar matá-las no processo. – E por que essa cara de estúpido Sonic? Quer dizer, de mais estúpido do que você já parecia.
— Muito engraçado mano. – disse Sonic sorrindo. Nem o humor negro de Shadow conseguiria quebrar o êxtase que estava sentindo nesse momento. A felicidade era tanta que parecia que nada poderia quebrá-la. – Mas estou assim porque tive a melhor noticia de todas.
— E qual seria essa tão estupenda noticia para te fazer estar mais feliz do que você já foi em milhares de anos? – perguntou sarcástico abrindo os olhos e mirando o irmão com aquela expressão seria e fria que tinha sempre. Sonic sorriu ainda mais. Agora veria a expressão do irmão ao ficar sabendo do ocorrido.
— Eu e a Amy vamos ser pais. – disse feliz mirando atentamente o irmão para ver a reação do mesmo. Shadow arqueou uma sobrancelha em sinal de confusão.
— Desde quando virou um bruxo Sonic? – perguntou um pouco contrariado. Não era possível que seu irmão havia conseguido o que ele e Maria ansiavam todo esse tempo.
— Não sou um bruxo irmão. – falou Sonic soltando algumas gargalhadas pelo comentário de Shadow. – Apenas aconteceu e agora Amy está grávida de dois meses de um filho nosso.
Shadow ficou calado. Olhou para Manic buscando alguma coisa que denunciasse que isso era apenas uma brincadeira, mas não encontrou nada que o pudesse ajudar. Não conseguia engolir ainda isso de que seu irmão seria pai, afinal como havia conseguido sendo que os vampiros transformados, como Amy e Maria, não podia ter filhos da maneira tradicional? Isso era praticamente impossível de se acontecer por mais sortudos que os dois fossem. É uma coisa sem pé nem cabeça, mas que ao parecer era verdade.
Suspirou frustrado e olhou para o teto. Queria tanto que ele e Maria tivessem essa sorte. Já a pegara algumas vezes agoniando e culpando a se mesma por não poder ter um filho e quando ficasse sabendo que sua amiga teve, não queria que ela criasse falsas esperanças e depois acabasse sofrendo. Suspirou mais uma vez, vai se saber quantas vezes já fez isso no dia.
De repente Maria apareceu na porta do lugar com uma mão apoiada na barra da mesma enquanto em seus olhos tinham um brilho forte, mas seu rosto tinha uma expressão de surpresa e assombro. Ela se escorou na porta e deslizou ate o chão, com as miradas confundidas de todos sobre se.
— Vamos Maria não é pra tanto. – disse Sonia se aproximando da mesma com um extenso sorriso no rosto. Maria a mirou surpresa.
— Não é pra tanto? – repetiu como se não acreditasse no que Sonia havia acabado de dizer, como se fosse algo completamente sem noção. – Você tem idéia do que acabou de me dizer?
— O que aconteceu? – perguntou Shadow preocupado já prestes a se levantar para ir ate onde estava Maria. Ela o mirou e algumas lagrimas apareceram em seus olhos.
— E-eu e-estou g-gravida. – disse quase sem voz, mas Shadow conseguira ouvir perfeitamente e ficara estático no lugar sem ação nenhuma. O rosto coberto de surpresa.
— Ainda bem que estou sentado, porque se não já teria caído no chão. – disse colocando uma mão na cabeça e sentindo o corpo todo molhe. Nunca imaginara isso. Claro que havia desejado bastante, mas não sabia que era realmente possível.
— Bem vindo ao grupo mano! – exclamou Sonic sorrindo de orelha a orelha igualzinho a Amy e Sonia, enquanto Manic quebrava a cabeça tentando descobrir a maneira pelo qual eles conseguiram realizar essa incrível façanha, ou ate mesmo milagre.
— Isso ainda vai me dar uma bruta dor de cabeça. – falou para se mesmo, para logo depois ver como duas silhuetas se aproximavam no mesmo corredor que Maria e Sonia se encontravam.
Das sombras saíram duas figuras bem familiar. Uma gata de pelo lilás com os cabelos presos em um rabo de cavalo alto, mas do mesmo jeito seu cabelo chegava ate a cintura, e um ouriço prata de longos espinhos e algumas tatuagens verdes brilhantes. Os sorrisos de Amy e Maria se aumentaram ao ver a antiga amiga ali. Era estranho andar sem Blaze que normalmente tinha seus pressentimentos paranóicos e que sempre estavam certos e sua atitude de durona que amedrontava a praticamente todos, exceto seu parceiro Silver.
— Olá pessoal! Não esperava encontrá-los aqui. – disse ela sorrindo abertamente e colocando uma das mãos na cintura. A mesma parecia fraca, mesmo que tentasse disfarças com sua pose de despreocupada.
— Ola! – disse Sonia sorrindo, já ate adivinhando o que a garota parecia ter, e dessa vez nem precisava conferir. Afinal já tinha dois casos iguais, por que não teria mais um? – Meu nome é Sonia e sou irmã desses três ouriços multicores atrás de mim. E deixa eu adivinhar... Está sentindo enjôos, cansaço, um desejo de sangue maior que o normal e ainda tem alguns desmaios e dores no corpo.
— Como sabe tudo isso? – perguntou Silver confirmando as suspeitas de Sonia que apenas se virou e sorriu para os outros.
— Temos mais um! – exclamou sorrindo
— Eu mereço. – disse Manic desmoronando no sofá sem entender mais nada.
— Bem vindos ao clube! – disse Amy sorrindo para os dois recém chegados.
— Mas o que está acontecendo? – perguntou Silver sem entender nada do que eles estavam se referindo.
— Apenas uma palavra. – disse Maria para logo depois apontar para Blaze. – Gra-vi-da.
Silver quase caiu sentado no chão ao ouvir aquilo. Repetia a palavra uma e outra vez enquanto Blaze ficava estática no lugar sem saber o que pensar ou fazer. Isso era uma noticia mais que marcante.
— Ta bom agora eu quero explicações. – explodiu Manic se levantando e chamando a atenção de todos. – Shadow e Sonic até que eu entendo, já que eles tem uma pequena chance de isso acontecer porque são vampiros primários, mas os dois? – apontou para Silver e Blaze. – Que diabos esta acontecendo aqui afinal?!!
— Nova geração, maninho. – disse Sonic como se aquilo esclarecesse tudo.
— Ah! Claro! – disse Manic com sarcasmo. – Só falta agora aparecer os outros dois com um bebê!!!
— O que está acontecendo aqui? – perguntou uma voz feminina vindo do corredor logo que Manic acabara de falar.
Atrás de Silver e Blaze estavam uma morceguinha de corpo bem formado e pelo branco com um equidina um pouco mais alto que ela de pelo vermelho e com músculos definidos. Mas o que chamou mesmo a atenção foi a pequena criança segurando na perna da morceguinha. Parecia ter um cinco anos, tinha a pelagem branca, os cabelos arrepiados e apesar de ser um equidina tinha duas asas de morcego negras nas costas.
— Eu e minha boca grande! – disse o rei dos vampiros batendo em sua própria testa.
Notas finais
*até o proximo cap*
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