Controle do Caos

4 Selvageria insana.


Notas iniciais
Esse cap eu achei que ficou menos sombrio do que eu queria, mas deu pro gasto. Espero que apreciem essa minha criatividade momentanea para descrever as coisas.

Controle do Caos

- Eu desisto!! – gritou Manic desesperado enquanto Sonic apenas ria da cara do irmão. Rouge e Knuckles apenas miravam tudo sem entender nada, Shadow ajudava a Maria a se levantar e a levava para um dos sofás enquanto Silver e Blaze ainda estavam atordoados.

— Quem é esse pequeno ai Rouge? – perguntou Maria sorrindo carinhosamente para o garoto. Sabia um pouco da resposta, mas queria detalhes, principalmente porque nunca pensara que Knuckles iria ter um filho.

— O nome dele é Ramon. – falou Rouge enquanto seu pequeno filho levantava a mão a procura da sua sem deixar de mirar as outras pessoas no cômodo. – Ele tem três meses e é bem tímido. Não fica longe da gente nem por um segundo.

— Três meses?! – perguntou Amy impressionada. – Ele parece ter cinco anos!

— Isso também me surpreendeu. – falou a morceguinha enquanto Knuckles se abaixava e pegava o pequeno no colo. O mesmo se apertou mais contra o pai quase sumindo em seus braços, se não fosse sua cor branca que se destacava com o vermelho do pai ele teria ficado completamente invisível. – Ao parecer ele cresce muito rápido.

— Igual a um vampiro primário. – falou Shadow se lembrando de quando era pequeno. Ele e seus irmãos haviam crescido muito rápido nessa idade, mas quando chegaram a certo ponto o tempo pareceu parar para eles e nunca mais envelheceram em aparência nem em forma física.

Maria se levantou mesmo com o protesto de Shadow e andou ate Knuckles. Adorava uma criança e sempre fora popular entre elas. Lembrava ate na sua escola quando visitava a área da pré-escola varias crianças sempre iam ate ela cumprimentá-la com um abraço ou ate mesmo um beijo. Algumas até pediam para que contasse uma historia ou brincasse com eles.

— Ele é muito bonitinho. – disse quando chegou perto e sorriu para o garoto, que corou e escondeu seu pequeno rostinho no peito do pai que apenas riu e acariciou sua cabeça com delicadeza.

— Como a Rouge disse. Ele é muito tímido. – falou Knuckles ajeitando o garoto em seus braços. Maria sorriu e levou uma mão ate a cabeça do garoto, a acariciando com cuidado.

— Posso tentar carregá-lo? – perguntou olhando para Knuckles que ficou um pouco indeciso, mas conhecia a fama de Maria com os garotos pequenos. Era quase impossível uma criança não gostar da presença dela, mas seu filho não gostava de absolutamente ninguém por mais gentil e carinhosa que fosse essa pessoa.

Maria passou os braços pelo corpinho do garoto o carregando com cuidado enquanto Knuckles o soltava lentamente. Quando já estava em seus braços, o garoto mirou a ouriça loira com aqueles olhos azuis escuros brilhantes e cheios de inocência. Maria lhe sorriu docemente e o garoto retribuiu o sorriso corando ligeiramente. Os pais do garoto estavam pasmos mirando como seu filho parecia a vontade com a garota que o movia cuidadosamente em seus braços.

— Maria você faz milagres. – falou Rouge sem poder acreditar no que seus próprios olhos lhe mostravam. Desde que nascera vira seu filho evitar qualquer colo que não fosse o seu ou o de Knuckles, e agora via como ele sorria e ria prazerosamente com Maria que fazia pequenas cócegas nele. – Você iria ser uma mãe muito boa.

— Ela vai ser. – disse Shadow sorrindo com a cena. Conseguia imaginar Maria segurando seu próprio filho o fazendo rir e se sentir tão alegre quando ela fazia o filho de Rouge se sentir. A ouriça loira se virou para mirá-lo e sorriu para logo depois voltar a brincar com o garoto.

— Ta querendo dizer que ela esta... – Rouge não terminou de dizer. Shadow apenas assentiu e o queixo dos dois recém chegados. Olharam para o resto que estava na sala e não encontraram indícios de que aquilo fosse mentira. – Já não duvido de mais nada depois que meu filho nasceu. Mas porque estamos todos aqui?

Manic olhou para o pequeno garoto nos braços de Maria com cara de que duvidava em poder contar algo. A ouriça loira se virou para ele e entendeu no mesmo momento o que ele queria dizer. Sorriu docemente e assentiu.

— Porque não vamos brincar Ramon? – falou Maria começando a se distancia da sala. – Mamãe e papai tem assuntos a tratar, mas logo vão lá ok?

O garoto assentiu com um sorriso e juntos deixaram a sala. Os que haviam ficado se acomodaram nos sofás e se prepararam para ouvir a explicação de Manic que tinha uma cara de desespero e tristeza. Sonia e Sonic já sabiam o que era e Shadow também achava que sabia qual era o assunto.

— É sobre aqueles assassinatos, não é mesmo Manic? – perguntou Shadow com uma mirada seria olhando diretamente para o irmão que apenas assentiu. Todos prestavam bastante atenção, ate mesmo os que já sabiam o que era.

— Estão aumentando a cada dia e fica difícil controlar todos do comitê da noite. – falou em um suspiro — E acho que as coisas podem piorar. Começou com alguns desaparecimentos estranho e logo mudou para os assassinatos. No inicio não demos muita importância porque eram poucos e tínhamos outras coisas a lidar como a invasão dos humanos em áreas de habitação de monstros, e todos sabemos como é difícil eles arrumarem um lugar para ficar, mas os assassinatos começaram a aumentar em um nível alarmante e nossa população começou a cair. Um começou a culpar o outro pelo ocorrido e agora estamos a pé de guerra. Se isso não acabar e sabermos o que está acontecendo as coisas vão ficar piores e talvez todos os mundos acabem.

— Uma guerra seria tão potente assim? – perguntou Knuckles escorado no sofá perto de Rouge.

— Toda guerra trás um efeito desastroso. Já ouviram falar da guerra entre anjos e demônios? – perguntou Manic coisa que Silver, Knuckles, Rouge, Amy e Blaze negaram com a cabeça.

— A muito tempo atrás os anjos e os demônios eram os defensores do equilíbrio. Os demônios garantiam que o mal sempre estivesse em ativa enquanto os anjos mantinham a bem ainda vivo. – contava Manic com um ar nostálgico na voz. Ele e seus irmãos haviam nascido nessa época de sofrimento e era difícil esquecer aquelas cenas de desespero e destruição que passaram na sua frente. – Mas um dia os demônios foram acusados de espalhar mais caos do que deveriam e os anjos viram como sua obrigação eliminá-los antes que tudo ficasse pior, foi quando começou a guerra. Mas o problema é que a força desses dois seres eram mais poderosas do que o mundo poderia suportar e os humanos que ficaram no meio de tudo foram terrivelmente eliminados.

— Humanos? – perguntou Blaze. Essa guerra devia ter acontecido no inicio da vida, então como poderia ter humanos?

— Eles são mais velhos do que pensam. – falou Manic distraído. – Eles só não conseguiram recuperar a lembrança do que aconteceu no passado. Nesse Milênio Negro.

— Vários humanos foram eliminados de maneira brutal por essa guerra. Os dois series mágicos não queriam saber mais o que destruíam ou deixavam de destruir, tudo o que queriam era eliminar um ao outro. E foi nessa época que nossos pais se conheceram. – falou Sonia com um olhar triste no rosto. – Nosso pai era um demônio e se encontrou por acaso com nossa mãe. Tiveram um caso e logo nasceu Mephiles, depois Shadow, Manic, eu e finalmente Sonic. Fomos os primeiros series da noite a nascer e um dos motivos pelo qual a guerra terminou.

— Ela durou milênios ate que tanto anjos como demônios perceberam o erro que haviam cometido ao verem seu numero tão diminuído como também os das outras vidas. – continuou Shadow, ele era o segundo mais velho então tinha mais lembranças do que havia acontecido. – Eles fizeram uma trégua enquanto cada um cuidava dos seres criados em meio ao caos que eles criaram. Eles também deixaram seus deveres de guardiões do equilíbrio e criaram os conselhos do dia e da noite para que assim houvesse a paz.

- Mas com uma condição. – continuou Sonic – Para que esses series tivesse controle de seu próprio equilíbrio eles tinham que prometer que nunca iriam pisar no reino do outro. Por esse motivo monstros, bruxas, vampiros e lobisomens não aparecem de dia, enquanto os outros series como elfos, ninfas, fadas, gnomos ou qualquer criatura de magia pura não poderia aparecer de noite. E assim foi durante os milênios que se seguiram. Algumas disputas foram travadas entre as raças, mas foi criado um tratado que mantinha a paz.

- O problema. – disse Manic – É que esse tratado esta sendo quebrado com as mortes que estão acontecendo e uma guerra entre os series da noite vai atingir os humanos, que também irá atingir os series do dia e obrigará o mais poderosos, anjos e demônios, se intervirem também. Uma guerra com todo esse poder destrutivo, principalmente os humanos com suas armas nucleares, causaria o fim do mundo que conhecemos hoje.

— Então tudo o que temos que fazer é achar o culpado dessas mortes e trazer a paz novamente? – perguntou Silver que estava sentado do lado de Blaze com as pernas um pouco abertas e um braço ao redor da cintura da gata.

— Exato. – falou Manic ainda serio.

— Você fala como se fosse fácil Silver. – disse Knuckles olhando curioso para o ouriço que apenas sorriu em resposta

- Acha que eu fiquei parado esse tempo todo meu amigo? – falou com um tom zombeteiro — Venho resolvendo casos de assassinatos esse tempo todo e ainda não perdemos um, e esse não vai ser a exceção.

— Não sejam tão confiantes, esse não é um caso qualquer. Agora vocês dois. – disse se voltando na direção dos dois espiões. – Quais são as informações que vocês coletaram nesses últimos meses?

— Os lobisomens estão se reunindo no Japão, muitos estão levando armas mágicas e outras coisas. Ao parecer estão se preparando para a guerra. – falou Rouge – Todos estão bem equipados, fortes e bem preparados. Alguns que saem do país para cumprir missões e se comunicar com monstros mostram um bom potencial físico e mental.

- Os monstros estão mais desorganizados, cada um está em um canto diferente. Pântanos, florestas densas, qualquer coisa desse estilo eles estão, ate mesmo em ruínas antigas. – falou Knuckles. – Se comunicam entre si através da magia do espelho, usam qualquer possa D’água para falar um com o outro. São um numero pequeno por causa das mortes, mas mesmo assim fortes e em potencial de guerra. As bruxas não têm lugar fixo e estão desaparecendo do mapa. Conseguimos ver uma vez um grupo de bruxas se deslocando nas dimensões através de portais, mas ainda não temos nada confirmado se estão se escondendo nas dimensões vizinhas ou se estão se preparando também.

— Provavelmente estão se preparando, elas não são de ficar escondidas por mais medo que sintam. – falou Manic colocando uma mão no queixo em uma posição pensativa. Isso não estava nada bom. – São muito unidas e se caso uma morras as outras vão quere vingança. E nossos exércitos?

— Todos estão preparados. – informou Silver. – Cada organização de um país está treinando arduamente seus participantes e ainda estão recrutando mais. Continuamos resolvendo casos normais, mas nos concentramos mais em melhorar nossa força física, mental e estrategista. Também acatamos suas ordens de treinar a magia para que possamos estar preparados para tudo.

— Ótimo. Vou mandar uma mensagem depois para o serviço secreto para aumentarmos a espionagem nos inimigos. – falou Manic em um suspiro. – Temos que aproveitar que só nós temos um serviço secreto para termos informações das estratégias de nossos inimigos. Queria que isso acabasse logo.

Todos ficaram em silencio na sala. Sonia sabia como Manic estava sobrecarregado com tudo isso e como era difícil para ele se preparar para uma guerra que ele não queria que o corresse. Por ser o mais velho de todos os lideres o peso caia todo sobre suas costas já que os outros não tinham a mesmas informações que ele, mas isso também dava uma vantagem para os vampiros, já que assim teriam mais conhecimento de táticas e magias antigas.

As papeladas agora não paravam de chegar o que dava trabalho duplo. O coitado já não descansava mais, e mesmo com a ajuda dela, ele ainda passava dias e noites em claro olhando documentos, bolando estratégias, tentando achar um meio de tudo isso terminar o mais rápido possível ou de resolver logo o problema. Claro que vampiros não dormiam, mas precisavam de um descanso para se recuperar do gasto que tinham passado. Nem se alimentar direito Manic fazia mais.

De repente uma carta apareceu na mesa no centro da sala. Manic a pegou e a leu rapidamente soltando um longo suspiro logo depois, o que indicava que não era coisa boa.

— Parece que vocês já vão ter como desvendar esse mistério. – falou Manic mandando a carta na direção deles. Shadow a pegou sem problema algum e a leu rapidamente.

— No Brasil? – perguntou levantando uma sobrancelha. Não era um país com muitos vampiros por causa do sol que tinham, mas mesmo assim era muito popular para passar umas boas férias.

— Mais especificamente no Amazonas. – falou Manic. – Como aqui esta de dia lá deve estar de noite nesse momento.

— Mas como chegaremos lá se está de dia? – perguntou Silver olhando sem entender para o rei.

— Vocês vão pelo portal é claro. – disse fazendo os vampiros transformados ficarem ainda mais confundidos. – Sonic e Shadow já devem ter contado que temos conhecimentos de magias perdidas. Umas dessas magias é a magia do portal que te transporta para outros lugares em segundos. Normalmente as bruxas são as que utilizam de feitiços, mas como também temos essa capacidade a utilizamos quando precisamos.

Todos assentiram. Enquanto Manic explicava o que tinham que fazer Shadow saiu da sala e caminhara pelos corredores ate chegar ao quarto onde estava Maria. Ela estava de costas para ele enquanto o pequeno filho da Rouge e do Knuckles brincava com alguns bonecos que havia encontrado. Antes eles pertenciam a Scrooge quando era bem pequeno e mesmo sendo muito velhos, sabia que Sonia nunca poderia se livrar deles. Posicionou-se atrás de Maria e sussurrou.

— Estamos indo para o Brasil. – informou sussurrando em seu ouvido. A garota nem ao menos se sobressaltou pela surpresa. Já estava acostumada a esses aparecimentos repentinos de seu parceiro para lhe informar das coisas.

— Eu vou com vocês. – falou prestes a havias ao pequeno a sua frente que estava de saída, mas Shadow falou primeiro.

— Não. Foi um assassinato então não sei como pode estar o corpo. – falou em um tom serio e ao mesmo tempo carinhoso. – É mais aconselhável que fique aqui e cuido do pequeno. Volto logo.

Quando terminou de dizer virou ligeiramente o rosto dela e deu um ligeiro beijo em seus lábios. Começou a se afastar lentamente quando ouviu a doce voz dela lhe chamando. Virou o rosto levemente para vê-la.

— Tenha cuidado. – falou olhando preocupada para ele. Se algo o acontecesse não sabia o que faria, principalmente agora que sabia que estava grávida.

Shadow assentiu e voltou para o local onde estavam os outros que o esperavam. Colocaram-se no centro da sala para logo Manic pronunciar algumas palavras em uma língua morta. Em um minuto estavam na sala em outro se encontravam em uma floresta densa e fechada, mas ao mesmo tempo bela. Era noite o que tornava tudo mais sombrio se não fosse pelos barulhos dos animais noturnos, barulhos de arrepiar os cabelos.

Andaram um pouco ate que chegaram a cidade de Manaus. Banhado pelos rios Negro e Solimões é o maior centro econômico da região norte do país. Por causa da venda da borracha quase que Manaus vira o exemplo de cidade organizada na Belle Époque tropical, mas esses tempos de venda de borracha só duraram vinte anos e hoje o estado do Amazonas não era o melhor na qualidade de vida. É uma cidade histórica e turística que se localiza no centro da maior floresta tropical.

Andaram por um tempo pelas ruas da cidade ate que um cachorro marrom, de orelhas levantadas, olhos negros e brilhantes pareceu na frente do grupo. Ele tinha um bom físico e vestia uma calça negra, botas da mesma cor e uma blusa branca de botões um pouco aberta com uma jaqueta preta por cima.

— Ola, vocês devem ser o grupo que o rei mandou. – falou e todos assentiram. – Meu nome é Wolf e sou o líder do grupo do Amazonas.

O cachorro apertou a mão de Sonic que se encontrava na frente no momento. O grupo voltou a andar seguindo o cachorro que comentava os fatos que haviam coletado enquanto analisavam o corpo.

— Nunca tinha visto nada parecido na minha vida. – disse ele enquanto andava. Seu olhar estava distraído e cheio de pavor. – Foi mais que brutal o que fizeram. Encontramos o corpo em um beco aqui perto e ele já estava em um estado bem lamentável. O ataque deve ter acontecido na noite passada pelo estado do corpo.

— Não tinha outra pessoa no local? – perguntou Blaze um pouco curiosa sobre o assunto. Era raro um chefe de esquadrão ficar apavorado com a situação de um corpo já que praticamente viram todo o tipo de assassinatos. Isso provavelmente era mal sinal.

— Tem muito poucos vampiros no país por ele ser tropical, então nem todas as áreas tem vampiros circulando por comida. Sem falar que muitos preferem ficar nas florestas onde não bate muita luz por causa das arvores muito próximas. – explicou o vampiro. – Tudo o que posso dizer sobre minhas suspeitas é que seja quem for o cara deve ter feito algo muito ruim para o seu assassino.

— Não identificou o corpo ainda? – perguntou Silver um pouco surpreso. Isso era estranho já que normalmente a primeira coisa que se fazia era a identificação, principalmente em um lugar onde a poucos vampiros isso devia ser mais fácil do que em qualquer outro lugar.

— Não foi possível. – falou o cachorro fazendo com que os outros se confundisse ainda mais. – Vocês logo verão o porque.

Eles andaram mais alguns metros ate que chegaram a uma área entre dois prédios, era apenas um pequeno beco estreito sem iluminação alguma. Mais a frente podia-se ver um vulto caído no chão de um jeito um pouco estranho. Aproximaram-se mais um pouco e a cena que viram foi simplesmente indescritível.

O corpo do que parecia ser um homem estava jogado de qualquer jeito no chão, o qual tinha varias rachaduras na área em que se encontrava o corpo. O rosto da vitima, cheio de arranhões profundos, haviam arrancado um olho e quase retirado a mandíbula, tornando impossível a identificação. O pescoço parecia ter dado uma volta completa, pelas dobras que haviam na pele, tornando a cabeça tão mole que ficara inclinada de uma maneira esquisita para o lado. Um braço fora arrancado e estava em pedaços espalhados por todo o entorno do local, o outro por sorte não saíra, mas só estava preso pelo osso que estava à mostra no momento junto com a carne vermelho vivo. O resto estava completamente mordido ou arranhando, tendo alguns pedaços completamente arrancados. O tronco da vitima fora perfurado por longas e grossas garras que cortaram profundamente o mesmo, indo desde a parte do coração até perto das pernas, sem falar que os intestinos haviam sido arrancados brutalmente de dentro do corpo, sendo espalhados para os lados parecendo cobras vermelhas e molhadas. As pernas eram as mais assustadoras. Uma estava virada completamente para cima em uma abertura na qual nem mesmo uma bailarina conseguiria abrir, a outra tinha o pé completamente torcido, uma grande parte da coxa arrancada e cuspida para um lado enquanto a panturrilha parecia estar apenas no mais puro esqueleto.

— Oh meu deus! – exclamou Amy virando seu rosto para o lado para não ver mais aquela terrível cena. Sonic a abraçara com força, escondendo o rosto da garota em seu peito, enquanto contorcia o rosto em desgosto.

Rouge tampara fortemente seu nariz por causa do mal cheiro que o corpo em estado de putrefação emanava enquanto fechava os olhos com força. Shadow apenas franziu o cenho e Knuckles abaixou o olhar, não suportando ver mais aquilo.

— Realmente vai ser impossível identificá-lo. – falou Blaze já sentindo seu estomago embrulhar. Aquilo era uma cena forte ate para ela que já vira vários casos de assassinato. Analisou mais o corpo segurando a ânsia de vomitar. – Seja quem for o lobisomem que o atacou não foi muito com a cara dele.

— Como sabe que foi um lobisomem? – perguntou Wolf olhando interrogativamente para a gata.

— As marcas de mordida e arranhões não podem ser de outra coisa. – falou apontando para os vários locais onde tinham essas ditas marcas tão evidentes. – Será melhor que faça uma contagem de pessoas para que possamos identificá-lo, assim podemos ver o que ele fez de tão ruim para merecer esse destino.

O chefe de esquadrão assentiu e se retirou. Blaze continuou olhando para o corpo tentando achar mais alguma pista enquanto Silver se aproximava lentamente.

— Tem idéia do que ele possa ter feito? – perguntou inclinando a cabeça ligeiramente na direção do corpo, já que havia ficado de lado para o mesmo.

— Nada. – falou a gata distraída. – Mas seja o que for foi mais do que uma simples aposta não paga ou algo banal. O que esse cara fez foi pior do que possa imaginar, ou... Temos um lobisomem insano rodeando as ruas de Manaus.

Tudo ficou em completo silencio enquanto Blaze dirigia seu olhar para o céu noturno. Isso era mais do que esperava que iria encontrar. Essas marcas pareciam mais de puro ódio ou maldade ou ate mesmo os dois. Respirou fundo e se deu um momento de descanso, para despachar sua mente.

Foi nesse momento que pode sentir uma energia maligna a sua volta, bem perto da onde o corpo estava, mas não era recente. Era como se aquela energia havia se despregado d corpo que originou e se impregnado no ar. Mas mesmo sendo pequena era amedrontadora, que liberava seus piores temores.

— Sentiu isso? – perguntou para Silver um pouco sobressaltada.

— O que? – rebateu o ouriço sem entender o que sua parceria queria dizer. A mesma negou com a cabeça e olhou para trás. Pode ver como Amy tremia e se apertava mais contra Sonic visivelmente amedrontada. Ela também havia sentido.

Olhou novamente para o corpo destroçado no chão. O que o atacou não foi um lobisomem normal, disso tinha certeza. Nenhuma criatura liberava tanta energia escura dessa maneira. Nem mesmo Mephiles que era completamente mal conseguia liberar essa quantidade de maldade. De repente um calafrio percorreu seu corpo a fazendo olhar para todos os lados.

— O que houve Blaze? – perguntou Silver colocando uma mão no ombro da gata que apenas continuou mirando para todos os lados quase desesperadamente. Amy fazia o mesmo só que com mais desespero e temor.

— Sinto que estamos sendo vigiados. – falou mirando as sombras escuras dos prédios e das casas. Alguma coisa estava escondida ali os observando de longe. Agora restava saber o que.

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Já haviam voltado para o castelo quando amanheceu no Brasil. Fora uma noite longa de trabalho lá e estavam esgotados. Amy fora direto para um banheiro quando chegara. Nem se preocupara em se perder no meio daquele labirinto de corredores. Sonic havia ido atrás para garantir que estava bem.

Shadow se jogou no sofá deixando todos os seus músculos tensos um pouco mais relaxados, enquanto os outros quatro que sobraram faziam a mesma coisa. Sonia e Manic chegaram na sala nesse mesmo instante junto com Maria e o pequeno Ramon que tinha o sorriso maior do que nunca e segurava a mão de Maria com força. Logo que o pequeno viu seus pais saiu correndo rapidamente na direção dos mesmos sorrindo de orelha a orelha e os abraçando com força.

Rouge se sentiu agradecia por sentir o abraço de seu querido filho. Depois da imagem que vira tudo o que mais queria era ficar perto de seu pequeno tesouro. O abraçou com força enquanto um sorriso maternal aparecia em seu rosto.

— Se divertiu meu querido? – perguntou enquanto o afastava um pouco para poder mirar aqueles olhos azuis tão lindos e próprios dele. O garoto assentiu.

— A tia Maria é muito divertida. – falou animado com aquela voz fina de uma criança. Mas logo o sorriso dele se desmanchou um pouco e um olhar de pidão se pousou em seu rosto. – Eu to com sede mãe. Não como desde que a gente viajou.

— Pode deixar que eu te levo garotão. – falou Knuckles carregando o filho e o colocando sentado nos ombros, segurando suas pernas para que não caísse enquanto ele segurava delicadamente sua cabeça. – Diz tchaw para a mamãe e vamos.

— Tchaw mãe!! – falou balançando a mão agitadamente enquanto saia pela porta junto com seu pai. Rouge acenou de volta sorrindo para logo depois suspirar e fechar os e relaxar o corpo.

— E ai como foram? – perguntou Maria se aproximando de Shadow sentando em seu colo. O mesmo não perdeu tempo e entrelaçou sés braços na cintura da mesma.

— Nunca vi tanta agressividade em uma só coisa. – falou Rouge tentando não se lembrar daquele corpo todo deformado que vira, mas era quase impossível.

— Alguma idéia do que fez aquilo? – perguntou Manic ansioso.

— Um lobisomem com certeza. – falou Blaze enquanto Silver deitava no sofá e colocava a cabeça em seu colo. – Mas eu acho que não é um lobisomem normal. Na hora eu senti uma energia negra muito forte e não acho possível que algum ser normal a tenha, sem falar que o corpo foi brutalmente atacada, nem dava para identificar.

— Não sabem quem foi morto? – perguntou Sonia um pouco desconcertada. Isso era a primeira coisa que se olhava para saber quem era os inimigos dessa pessoa.

— Sabemos, mas foi um pouco complicado descobrir. – falou Silver fechando os olhos ao sentir o contado da mão de Blaze em sua cabeça. – O nome dele era Dick the Wolf.

— Conheço esse nome. – falou Maria fazendo todos olharem para ela. – Ele é um contratante de paz. É ele que fortalece o tratado entre lobisomens e vampiros. Devia estar em Manaus para acertar a paz entre os lobisomens de lá, principalmente que estamos perto de uma guerra.

— Agora sabemos que ele tem vários inimigos, tanto vampiros como lobisomens. – falou Sonia pensativa. – Muitos não concordam com esse acordo então qualquer um poderia tê-lo matado.

— Bem pensado Sonia, mas está errada. – falou Sonic aparecendo junto com Amy que ainda estava um pouco mareada. – Ninguém mataria ele só por isso. O jeito que ele morreu foi mais violento quase selvagem. A pessoa que fez isso foi por motivos maiores.

— Tem algo em mente Sonic? – perguntou Manic olhando atentamente para o irmão.

— Tenho. Já notaram a coincidência que é apenas as raças que são inimigas estarem se matando? – perguntou ele sentando Amy cuidadosamente no sofá para logo depois virar para os seus amigos novamente. – São varias mortes, mas quem as cometem nunca varia. Isso é quase ilógico.

— Está insinuando que estão fazendo isso de propósito para ter de fato uma guerra? – perguntou Shadow erguendo uma sobrancelha.

— Mais ou menos. Vocês viram a brutalidade que estava o corpo, isso quer dizer que tem alguém querendo nos eliminar, não só nós como todos os seres da noite. – continuou Sonic com seu raciocínio. – Fazendo com que sejam eliminados todas as raças sendo que cada uma está sendo morta por seu inimigo natural causará que a aliança se quebre e aja uma guerra que vai eliminar o resto da população do mundo da noite.

— Mas qual ser da noite ia quere isso? – perguntou Manic um pouco confuso.

— Talvez não seja um ser da noite. Talvez alguém tenha arrumado uma maneira de usar nossas raças para causar a guerra. – disse Shadow entendendo o raciocínio do irmão. Sonic apenas assentiu.

— Mas isso quer dizer que um ser do dia está causando tudo isso? – perguntou Blaze.

— Não exatamente. Eles não são muito bons para fazer isso sem falar que são proibidos de sair a noite, caso contrario são perseguidos por anjos ou demônios. – disse Sonic

— Mas então quem estaria fazendo isso? – perguntou Manic quase no desespero.

- Uma pessoa que tenha acesso ao dia e a noite e que saiba nossos segredos. Que realmente existimos. – falou Maria também entendendo tudo.

— Os únicos que restaram agora são... – Silver não terminou de falar ao se dar conta do que seus amigos se referiam.

— Caçadores. – falou Sonia

— Mas isso não é possível! – exclamou Amy entrando no assunto. – Não tem como uma criatura da noite se juntar a seu próprio caçador! Isso é ilógico!!

— Talvez os estejam subornando. – propôs Blaze. – Ameaçando famílias, parceiros, oferecendo algo que eles queiram muito...

— Seria o mais provável. Mas para termos certeza teremos que falar com os demônios para garantir que os caçadores não tenham nada de útil. – falou Sonic. – Eles são os únicos que conseguem chegar perto de um caçador sem correr o risco de ser morto por um deles.

— Não tem mais nenhum demônio na Terra, Sonic. – falou Shadow tirando as esperanças do irmão. – Todos voltaram para sua dimensão a uns dois meses.

— Mas que desgraçados!! – exclamou Sonic frustrado. – Nunca passam informações, nem mesmo quando podem evitar uma guerra desse porte!!

— Mas qual o problema de todos terem voltado para sua dimensão? – perguntou Amy sem entender.

— Os demônios gostam muito de atormentar os humanos para simplesmente voltar para sua dimensão e deixá-los livres. – falou Rouge pensativa. – O único jeito de todos recuarem é quando algo grande e bem ruim está para acontecer. E acho que essa guerra não tem nada haver com o motivo.

— Se não é a guerra o que é então? – perguntou Blaze temendo um pouco a resposta. Afinal o que seria capaz de assustar a um demônio?

De repente a porta se abriu de golpe enquanto um Knuckles muito ferido caia pesadamente no chão com os braços fortemente apertados contra o peito. Rouge logo se levantou e correu ate ele procurando ver se estava tudo bem. Ajoelhou-se ao lado de seu parceiro e colocou a mão no ombro do mesmo. Ele levantou ligeiramente o olhar e abriu levemente os braços mostrando assim a imagem do pequeno equidina de asas negras que estava inconsciente. Rouge logo o pegou e o abraçou com força enquanto algumas lagrimas saiam de seus olhos.

Os outros se aproximaram rapidamente para saber o que havia acontecido. Knuckles havia desmaiado pelo cansaço e pela falta de energia.

— Amy. – disse Sonic e a mesma assentiu. Ela se agachou e colocou uma mão na testa de Knuckles se concentrando um pouco em suas memórias.

De repente no quarto ficou cheio de arvores e matos por toda parte. Podia se ver Knuckles e Ramon andando lentamente e descontraídos de volta para o castelo. O garoto pulava e fazia brincadeiras enquanto Knuckles apenas sorria e observava garoto. De repente Knuckles parou e olhou para todos os lados, seu sorriso havia desaparecido. Ramon também parou e olhou para o seu pai um pouco confuso.

Knuckles, ainda olhando ao redor, pegou seu filho nos braços, carregando-o com facilidade, começou a andar rapidamente pela floresta. Algumas sombras começaram a se mover rapidamente pela floresta, eram quatro para ser mais exato e se moviam com muita rapidez e destreza. Knuckles aumentava o passo cada vez mais, escondendo seu pequeno filho, agora aterrorizado, em seus braços.

De repente uma das criaturas saiu das sombras e atacou, mas Knuckles foi rápido o suficiente para esquivar. A criatura era completamente negra, com algumas pontas roxas, os olhos amarelos com a pequena ires vermelha. Eles tinham o formato de ouriços com seus espinhos arrepiados e uma maneira selvagem, os dentes pontiagudos sobressaltando a boca de uma maneira insana e ameaçadora, e o corpo ligeiramente curvado, sempre ficando na ponta das patas. Suas mãos tinham garras grandes e finas iguais as das patas.

Knuckles saiu correndo com seu filho nos braços enquanto aquelas coisas o seguiam com uma velocidade quase superior a de um vampiro. Enquanto o equidina estava distraído como os as criaturas que o seguia mais uma pareceu das sombras e o empurrou em um arvore que tinha ali perto. O choque fora tão grande que Knuckles ficara atordoado e Ramon inconsciente, a árvores havia se partido ao meio e caído para os lados.

A criatura tentou atacar de novo, mas Knuckles conseguiu esquivar e voltar a correr, dessa vez mais rápido que antes. Quando começara a achar que iria ser pego pelas criaturas que pareciam estar cada vez mais próximas viu o castelo a poucos metros mais a frente. Em um salto entrou pelas enormes portas de madeira enquanto as criaturas pararam, inquietas, a alguns metros da entrada, soltando guinchados e pequenos gemidos agonizantes.

Uma olhou diretamente para Knuckles com aqueles olhos selvagens e assassinos para logo saltar para frente enquanto soltava um uivo alto e esganiçado. Nesse mesmo momento Amy foi impulsionada para trás caindo sentada a alguns metros do local. Sonic correu ate ela preocupado enquanto os outros ficavam estáticos no lugar de puro medo.

— Tem certeza que a única coisa que temos que nos preocupar é os caçadores? – perguntou Blaze sentindo um nó na garganta e tendo que engolir algumas vezes para ver se conseguia pronuncia uma só palavra.

Rouge abraçava com força seu filho enquanto segurava uma das mãos de Knuckles. Shadow ficou com o rosto sombrio igual a Manic e Sonia. Os três mais Sonic sabiam o que eram aquelas criaturas, só não sabiam como elas tinham conseguido sair de seu cativeiro que a muito tempo foram mandados.

— Dark Chaos.

Notas finais
Naum gostei muito, mas vai. Os caps estão saino mais rapido do que eu espeva e vou continua escrevendo ate minha criatividade acabar e começar para outra fic.

Bjsss