Controle do Caos
5 O terror começa.
Notas iniciais
Aproveitem!!
Controle do caos.
— Como esses bichos do inferno conseguiram escapar daquela dimensão? – perguntou Sonic levantando Amy do chão com cuidado e mirando seus irmãos seriamente.
— Não sei, mas se eles estão aqui quer dizer que ele está prestes a se libertar. – falou Shadow serrando os punhos com força. Se ele voltasse a estar solto na Terra as coisas iriam de mal a pior. Isso não poderia piorar.
— O que são aquelas coisas? – perguntou Rouge entre lagrimas. Knuckles ainda estava inconsciente no chão enquanto seu filho estava do mesmo jeito em seus braços.
— São chamados de Dark Chaos. – falou Manic com o olhar perdido. – São as formas negras e sombrias das criaturas da noite. Aqueles que vimos agora são os Dark Chaos Vampire, ainda temos os de lobisomens, bruxas e monstros. Todos são as junções de todas as maldades cometidas por nós. Eles nasceram cem anos depois do poder ser entregue a nós.
— Eles foram selados em outro mundo a muito tempo e ficaram por lá sem causa problemas. – falou Sonia olhando distraidamente para a janela. – Ate agora.
Um silencio fúnebre tomou conta do lugar. Todos concentrados em seus próprios pensamentos. Se já não bastasse terem que enfrentar os caçadores ainda tinham que lidar com o problema dos Dark Chaos que poderiam ser pior do que o primeiro. Sem falar no que viria depois já que esses primeiros são apenas um aviso do que virá depois.
De repente Blaze sentiu um calafrio percorrer por suas costas arrepiando seu pelo levemente. Isso não era bom sinal. Correu rapidamente para a janela e olhou pelo vidro grosso, vendo as cinco criaturas ainda na entrada do castelo tentando entrar no mesmo, mas ao parecer tinha uma espécie de escudo vermelho rodeando a área e os impedia de entrar. Na verdade era mais uma barreira invisível, mas que ao ser tocado fazia pequenas ondulações vermelhas.
— Ainda estão lá fora. – disse se voltando para os outros que logo foram na direção das outras janelas que tinha no local. Já que estavam no quinto andar era possível ver por cima do muro onde as criaturas se mexiam de um lado para o outro, procurando uma maneira de entrar. – Por que eles não conseguem passar pela porta?
— O castelo é protegido por uma barreira que eu mesmo criei. Ela impede que qualquer ser que tenha uma energia negra maior que o normal entre aqui, e como eles são feitos do próprio mal, nunca poderão passar pela porta. – falou Manic olhando atentamente para as criaturas. – Isso foi muito útil quando eles surgiram pela primeira vez. Abrigamos vários seres da noite aqui dentro. Foi uma confusão, mas serviu para deixar todos seguros enquanto arrumávamos uma maneira de acabar com essas criaturas.
O silencio voltou a reinar enquanto todos viam as criaturas guinchando e andando de um lado para o outro com as posições encurvadas e animalescas. Em um momento Maria pode jurar que uma das criaturas olhou para cima e encarou seus olhos com muita determinação. Sentiu como algo se remexia em seu ventre incomodo. Sabia que era seu pequeno bebê, que ao parecer sabia exatamente o que estava acontecendo no momento e sentia medo.
Aproximou-se de Shadow e o abraçou com força escondendo seu rosto no peito do mesmo. Estava com medo, muito medo. Tinha o pressentimento que algo ruim ia acontecer e isso incluía seus dois mais preciosos tesouros. Shadow a abraçou fortemente pela cintura sentindo a mesma coisa.
Depois de alguns minutos podia-se ver o sol começando a nascer no horizonte. As criaturas olharam para trás e logo depois começaram a ir embora lentamente, parecendo receosas de deixar o lugar. A ultima criatura que parecia ser a mais inteligente das cinco olhou para trás e soltou um grasnado tão alto que ecoou por toda a floresta e logo desapareceram na floresta densa.
— Ao parecer temos problemas dobrados. – falou Manic frustrado saindo de perto da janela. – Tenho que falar isso para o conselho o mais rápido possível antes que se torne um problema maior ainda.
— Eles não vão acreditar. – falou Shadow afastando Maria da janela, mas sem deixar de abraçá-la. Já não queria mais se separar dela nem por um segundo. Aquelas coisas apenas haviam trazido de volta um medo que nunca poderia esquecer, e sabia que se dessa vez as coisas acontecessem como antes estavam perdidos. – Estamos prestes a entrar em guerra, vão achar que isso é apenas uma desculpa para que possamos pegá-los de surpresa.
— Você tem razão, mas não posso deixar que as coisas piorem. – falou Manic se levantando e indo ate a porta. – Se essas criaturas estão aqui é porque ele está mais forte e está conseguindo arrumar um meio de escapar. E não sei o que ele faria quando voltasse... Provavelmente seria o fim de todos.
Manic saiu da sala em passos lentos, deixando os outros em silencio na mesma. Blaze continuava olhando pela janela o caminho pelo qual as criaturas haviam ido. Tinha uma vontade imensa de segui-los para saber para onde iam, mas sabia que se fizesse isso poderia não voltar para contar o que descobrirá. Pelo o que vira na memória de Knuckles eles tinham as mesmas habilidades dos vampiros só que aumentadas, um barulho se quer que fizesse iria chamar a atenção deles e estaria perdida.
— Blaze sai da janela que o sol já vai nascer. – falou Amy preocupada com a amiga. Blaze se afastou um pouco resignada, mas mesmo assim o fez. Se juntando aos outros. – Do que o Manic estava falando?
— Nada. Uma coisa que aconteceu a muito tempo atrás. – falou Sonic não querendo entrar muito no assunto. As garotas já estavam bastante assustadas para que ele piorasse as coisas.
— Melhor descansarmos. – falou Silver carregando a Knuckles que continuava do mesmo jeito. Aqueles bichos o haviam desgastado muito e ele precisava de um bom descanso.
Todos assentiram e cada um foi para o seu quarto, exceto Silver que teve que levar a Knuckles para o dele primeiro. Shadow ainda não desgrudava de Maria esse tempo todo e quando chegaram no quarto quase desmoronou no chão, mas seus músculos estavam muito tensos no momento para que caísse dessa maneira.
Os dois sentaram na cama, exaustos, mas Maria percebera a tensão no corpo de Shadow e logo se ajoelhou na cama ficando atrás do ouriço negro. Começou a fazer uma pequena massagem em suas costas com o propósito de relaxá-lo um pouco e Shadow agradecia por isso já que já podia sentir como sés músculos cansados começavam a relaxar com aquelas mãos macias. Com o tempo o ouriço negro já estava mais do que relaxado enquanto a garota se sentia satisfeita pelo seu trabalho bem feito.
— Estou com medo Shadow. – sussurrou colocando sua testa nas costas dele enquanto suas mãos ficavam nos ombros do ouriço, uma em cada. Shadow colocou uma mão encima da dela abaixando levemente o olhar.
— É comum estar. – falou enquanto acariciava levemente a mão da garota. – Maria. – a chamou depois de alguns segundos a fazendo soltar um leve “hum”. – Me promete que se algo acontecer comigo você vai se manter bem?
— Shadow eu... – ela começou a protestar, mas antes que pudesse continuar ele interrompeu apertando um pouco mais a mão dela.
— Só prometa. – falou. Em sua voz se notava a amargura e o desespero que sentia, coisa que era muito raro nele. – Só me prometa que vai ficar bem junto com nosso filho.
— Prometo. – disse ela por fim ao notar o que seu parceiro sentia. – Mas quero que me prometa uma coisa também. – acrescentou passando os braços pelo pescoço do ouriço enquanto ele virava levemente o rosto, ficando a centímetros de distancia do dela. – Prometa que vai ficar bem.
— Prometo. – disse com um leve sorriso no rosto para logo selar seus lábios com os dela.
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Caminhava pelos corredores negros e escuros com passos rápidos e firmes. Tinha em mente as possibilidades de aceitação de sua noticia e sabia que não eram muito boas, mas tinha que correr todos os riscos agora. Essa era uma prioridade maior que a da guerra, era prioridade maior que a das mortes, se não tomasse logo uma providencia as coisa ficariam piores, bem piores.
Abriu as portas negras que tinham a sua frente e se encontrou em uma sala redonda com quatro arquibancadas, cada uma de apenas um lugar e ocupando menos de um quarto da sala. No centro havia uma enorme depressão que podia ser alcançada pelas escadas que tinha nas aberturas entre cada arquibancada. A sala era completamente negra e sombria, mas isso não importava para nenhum dos que estavam ali no momento.
Eram três pessoas, sem contar com Manic que se dirigiu logo para seu lugar. Uma era uma garota de ao parecer sete anos com um chapéu pontudo com abas grandes que tampavam seu rosto, um vestido negro, sapatos boneca negros e uma capa também negra. Tinha cabelos castanhos, olhos de um verde brilhante e um pelo branco, era uma bela esquila. Outra era uma criatura de uma aparência quase indescritível, tinha o corpo um pouco encurvado cheio de pelos escuros, mas por mais que se tronco tivesse uma aparência de animal, seus braços e suas pernas eram de madeira negra e pútrida, mas grossa e forte, a cabeça da criatura era uma mistura de ave com lobo, tinha bico, mas com dentes, tinha pelo por toda sua extensão e orelhas pontudas, mas seus olhos amarelos e o movimento de seu pescoço eram praticamente de uma ave. A terceira e ultima pessoa era um lobo imenso, com o pelo marrom revoltado, olhos roxos brilhantes, um focinho extenso com dentes afiados e grossos na boca, um copo complemente musculoso e ameaçador e garras brilhantes e afiadas.
— Qual é o motivo dessa tão inesperada convocação, ó magnânimo? – debochou o lobisomem fazendo um pequeno movimento com a mão indicando uma reverência de respeito mal feita.
— Chega de brincadeira Dairos!! – grunhiu Manic furioso. Esse não era um assunto que se deveria brincar, muito menos o considerar nada de mais, e pensou ter deixado isso claro quando os convocou. – Isso é serio!! Não iria fazer uma reunião a toa!!
— Então nos diga Manic, qual é o problema tão urgente? – perguntou a bruxinha séria olhando atentamente para o vampiro que a mirou agradecido. Manic se ajeitou um pouco e respirou fundo.
— Eu e a equipe que contratei para desvendar o caso dos assassinatos avistamos hoje os Dark Chaos. – falou com voz firma, mas em seu interior podia sentir uma insegurança tão grande que o fazia suar pelas mãos freneticamente. Todos no local ficaram surpresos. Múrmuros começaram a surgir em pequenas discussões entre os lideres das raças.
— Essa foi a maior besteira que você poderia inventar para nos distrair sanguessuga!!! – exclamou Dairos com sua voz grossa de trovão enquanto dava um murro na pequena área que ficava na frente das arquibancadas que servia de mesa. – Você acha que somos idiotas ou o que?!
— Eu não minto Dairos, se é isso que está insinuando!! – disse Manic olhando para o lobisomem seriamente. – Principalmente com relação a esse assunto.
— Mas isso não é possível Manic!! – exclamou a bruxinha que tinha os olhos arregalados. – Como eles conseguiriam escapar do selo?
— Não sei Cassandra. – falou o rei dos vampiros com um olhar triste e preocupado. – E era isso que queria saber. Por isso estou aqui pedindo a ajuda de vocês para que possamos assim reestruturar o selo.
— E acha que iremos cair nessa coisa ridícula?!! – perguntou o lobisomem com um toque de ironia na voz. – Me poupe Manic!! Todos nós sabemos que esses bichos foram presos a mais de 3000 anos naquela dimensão paralela!! Não há nenhuma possibilidade deles escaparem, tudo o que você quer é ganhar a guerra!!
— Cale a boca Dairos!! – gritou Manic já sem paciência. Odiava quando Dairos discordava de suas idéias mesmo que fossem as certas ou mais sensatas. – Fique sabendo que sou o único aqui que não quer que essa maldita guerra aconteça!!! E não venha me lembrar do que aconteceu nessa época porque eu estava lá e fomos eu e meus irmãos que selamos esse maldito junto com seus bichinhos naquele mundo!!!
— Ele está certo Dairos. – disse o monstro olhando seriamente para o lobisomem que apenas grunhiu em resposta. – Mas a questão é, se isso for mesmo verdade como não saberemos que foi um dos seus irmãos ou ate mesmo você que está tentando abrir o portal?
— E por que faríamos uma coisa dessas? – perguntou Manic ligeiramente ofendido. – Os vampiros foram os mais afetados quando essas criaturas chegaram, principalmente pelo fato de que éramos a minoria na época.
— Mas um de seus irmãos teria um motivo para fazer. – falou Dairos cruzando os braços e olhando acusadoramente para Manic que apenas ergueu uma sobrancelha em resposta. – Seu segundo irmão mais velho, se não me engano o nome dele era Shadow, foi mordido por uma dessas criaturas e virou uma delas.
- Sim é verdade, mas ele conseguiu se recuperar graças a Sonia que arrumou um jeito de tirar o veneno. – falou Manic entendendo um pouco a onde ele queria chegar.
— Mas pelo o que eu saiba o veneno quando se espalha fica alojado em varias partes dos órgãos internos da pessoa. – continuou o lobisomem com seu julgamento. – Ou seja, ele pode muito bem ainda estar sendo controlado por ele.
— Não venha falar assim do meu irmão Dairos!!! – exclamou Manic furioso. Uma das coisas que mais odiava era que colocassem sua família no meio. – Ele acabou de achar alguém que finalmente vai tirar o sofrimento que ele sentiu nesses milhares de anos!!! Tem uma bela e carinhosa parceira e está prestes a ser pai!!!
A ultima frase fez com que todos no comitê ficassem calados e surpresos. Eles sabiam muito bem que um vampiro transformado não podia ter filho e os únicos vampiros de sangue puro eram o rei e seus irmãos, então essa noticia era mais do que uma surpresa.
— Manic... – começou o monstro ainda incrédulo, mas Manic estava furioso de mais para ouvir.
— Não me interrompa Aguaros! – gritou enquanto a terra começava a tremer, o vento a ficar mais forte e uma espécie de chama rodear a Manic. – Se meu irmão é suspeito nisso várias pessoas de todas as raças também são!!! Ate mesmo você Dairos!! Seu pai também fora mordido por uma dessas coisas e Sonia o ajudou a voltar ao normal!! O sangue dele corre em suas veias, ou seja, o veneno também, então não venha colocar a minha família no meio disso tudo!!
Estava cansado. Não se alimentava direito, não descansava e ainda tinha que aturar as reclamações do conselho e ser desrespeitado por pessoas que tinham menos experiência que ele. Já estava chegando em seu limite tanto de paciência como de forças.
— Fiquem sabem que fomos eu e meus irmãos que mais ajudamos no momento em que ele surgirá. Fomos nós que abrigamos a todos, que lutamos contra ele e o selamos, que arrumamos a cura para esse maldito veneno!! Estou cansado de ser tratado como nada nesse conselho!! Sou o mais velho e sei o que vem passando e das mudanças no tempo!! Sei muito bem o que uma guerra poderia causar em nosso mundo já que presenciei pessoalmente a guerra entre anjos e demônios!!! – Manic esbravejava tudo o que guardara esse tempo todo enquanto os outros apenas ouviam calados. – Estou fazendo de tudo para que não entremos em conflito! Contratei os melhores dos vampiros para resolver o caso das mortes para ajudar a todos, e quando eu pessoa ajuda vocês me acusam de trapaceiro?!! Ah, por favor!!! Agora, quando ele voltar não venham me pedir ajuda, e se houver mesmo um guerra fiquem sabendo que eu mesmo lutarei com meus soldados e mostrarei o que um vampiro primário é capaz de fazer!
O salão todo ficou em silencio enquanto Manic saia do seu lugar e ia na direção da porta com passos rápidos, firmes e cheios de fúria. Bateu a porta com força e caminhou pelos corredores escuros, para logo depois pronunciar algumas palavras em uma língua morta e desaparecer em um redemoinho negro.
Sonia estava andando pelos corredores do enorme castelo quando de repente ouviu um barulho atrás de si. Virou-se só para ver como Manic aparecia em um redemoinho negro e andava rapidamente com os punhos serrados com força, a expressão sombria e os olhos faiscando de raiva. Ao parecer à reunião não havia sido tão boa.
— Eles vão ajudar? – perguntou com uma pontada de esperança. Manic grunhiu em resposta e adentrou em sua sala que estava a alguns metros de distancia.
Sonia suspirou resignada e voltou a andar. Manic andou por sua sala indo ate sua pequena mesa de escritório. Era uma sala grande com sofás nas duas paredes do lado, uma enorme janela atrás de sua mesa de escritório, e duas cadeiras na frente da mesma. Em cima da mesa tinha alguns papeis que continha documentos importantes que precisavam ser assinados e um estojo com canetas e alguns lápis. As paredes eram brancas enquanto o telhado de forma oval parecia ser feito de prata. Realmente era uma sala digna de um rei.
Sentou em sua cadeira que era acolchoada de almofadas vermelhas, bem confortáveis pelo visto. Suspirou pesadamente e olhou para os formulários em cima da mesa. Não estava com o mínimo animo de lê-los no momento. Como sua cadeira era giratória, virou-a em um anglo de noventa graus a posicionando de frente para a enorme janela de cortinas vermelhas que tinha atrás de si. Dela, podia ver o enorme jardim de gramados verdes claros e arvores de vários tipos de cores, desde o marrom ate o mais escuro dos verdes. Podia ver também o portão de madeira que tinha no grosso muro de pedra, que sempre se mantinha fechado.
Podia ver também seus mais novos convidados. Seu irmão caçula e sua parceira corriam por ai em uma infantil brincadeira de pega, seu irmão mais velho deitado na sombra de uma arvore com a cabeça no colo de sua parceira que estava sentada escorada na arvore, os dois espiões que brincavam com seu pequeno filho que parecia mais animado do que nunca e os dois agentes de investigação que conversavam divertidamente caminhando pelo enorme jardim.
De certa maneira os invejava. Eles teriam uma família enquanto ele ainda não tinha arrumado ninguém e duvidava poder conseguir preso nesse castelo. De repente sentiu uma mão em seu ombro o fazendo virar o rosto na direção em que se encontrava, vendo a Sonia observando também os casais do lado de fora. Se antes se sentia triste por não ter o que eles tem agora se culpava por ter prendido a Sonia nesse lugar e impedido que ela tivesse sua própria vida.
— É invejável não é? – perguntou a garota sem olhá-lo. Manic apenas soltou um leve “unhum”. – Parecem tão felizes... Imagino quando o filho dos outros seis nascerem.
Manic não falou nada, apenas tentava imaginar como seria cada um deles. Provavelmente o filho do Sonic seria extrovertido igual a ele. O de Shadow queria que saísse com a mesma doçura da mãe, mas sabia que tinha mais possibilidades de puxar ao pai. O dos outros dois apostava o que quisesse que seria agitado e invulnerável a coisas relacionadas a mortes.
— Vão fazer uma ótima família. – falou Sonia tirando Manic de seus pensamentos. Ela sorriu e começou a se afastar indo na direção da porta. – Nossa família.
Essa ultima frase pegará Manic de surpresa, fazendo com que se virasse para ver Sonia que já estava na porta. Ela parou e virou um pouco o rosto, mostrando seu sorriso.
— Afinal. – começou a dizer. – Vamos ser tios.
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Tudo estava mais que perfeito no momento. Todos estavam relaxando com seus devidos parceiros. A noite estava calma e não havia rastro daquelas coisas por ai e mesmo se tivesse elas não iam conseguir entrar no castelo, o que dava ao grupo de vampiros um pequeno descanso. Claro que nem todos aproveitavam esse descanso momentâneo.
Shadow que estava deitado com a cabeça no colo de Maria pensava em tudo o que estava acontecendo, revivendo o passado sombrio que havia passado quando essas criaturas haviam surgido. Tinha medo que seu filho acabasse nascendo com essa maldição que havia adquirido, mesmo que isso fosse o mais provável. Mas se esse fosse o caso iria fazer de tudo para que essa parte não o dominasse, já que sabia qual seria o sofrimento dele depois.
Suspirou. Ainda tinham que saber como essas criaturas haviam sido liberadas. Não podiam ter saído sozinhas, isso era certo, iriam precisar da ajuda de alguém desse mundo para conseguir quebrar o selo, ou pelo menos uma parte dele. Mas quem em sã consciência ajudaria o mais puro mal a se libertar? Claro que ainda existiam algumas pessoas como ele que tinham o veneno dos Dark Chaos ainda no corpo, mas duvidava que um deles tinha perdido o controle, já que Sonia retirara a maior parte do mesmo.
— Você devia parar de pensar um pouco. – falou Maria acariciando sua cabeça enquanto sorria docemente para ele.
— Como sabia que eu estava pensando? – perguntou erguendo uma sobrancelha. Não sabia que Maria lia mentes.
— Simples, quando você pensa em algo que não goste você franze o cenho. – disse com um sorriso no rosto. – E no momento só tem uma coisa que você não está gostando e é toda essa historia dos Dakc Chaos e dos assassinatos.
— É tão obvio assim? – perguntou ele novamente levando uma mão ate a nunca da garota e a puxando ligeiramente para si.
— Não. – respondeu a garota com um sorriso travesso no rosto. – Mas é que eu conheço cada expressão sua.
Shadow sorriu ligeiramente e tomou os lábios de Maria para si. Um beijo sem malicia ou duplo sentido, apenas com amor. Para o ouriço negro esse era o momento em que podia deixar todos os problemas de lado, o momento de estar com que mais apreciava nesse vasto mundo e daqui a algum tempo teria mais alguém para fazer com que tivesse esse sentimento, mais um membro nessa família.
De repente Maria sentiu um calafrio percorrer seu corpo, a fazendo se separar de Shadow que a mirou confuso. Amy também havia parado de brinca com Sonic, Blaze parado de caminhar e Ramon começara a tremer olhando para todos os lados com temor. Todos os quatro pareciam estar procurando algo.
— Tem alguma coisa se aproximando. – sussurrou Maria em um tom sombrio. Shadow se sentou e a mirou sem entender o que estava acontecendo.
— Ramon sai daí!! – gritou Knuckles de repente. Seu filho se levantou, mas antes que pudesse da se quer um passo um lobisomem saltou pela porta e parou arrastando as patas no chão, perto do garoto que se abaixou e colocou as mãos em cima da cabeça.
O lobisomem grunhiu alto e pegou o garoto com a boca, mordendo a gola da camisa vermelha que ele usava. Logo depois o lobisomem saiu correndo para fora do castelo. Blaze, Rouge, Silver e Knuckles saíram correndo atrás dele, mas Maria, Shadow Amy e Sonic demoraram mais um pouco. Maria teve uma pequena dor no ventre quando se levantou, mas disse para Shadow que poderia continuar, saindo os dois atrás dos outros, mas Amy nem conseguia se sustentar em pé. Sonic a deixou perto de uma arvore e correu atrás dos dois.
A perseguição na floresta era feita a alta velocidade. Blaze, Shadow, Sonic e Silver eram os que estavam mais perto da criatura. Em um momento Blaze pulou nos galhos das arvores e começou a acompanhar dali de cima, Sonic e Shadow já estavam lado a lado com a criatura, sendo que um em cada lado da mesma, e Silver estava a alguns metros atrás.
Em um momento Blaze saltou da arvore e caiu em cima do lobisomem que soltou o garoto amedrontado. Shadow o pegou e correu para o outro lado lhe entregando para Maria que estava mais próxima. Ela abraçou o garoto com força enquanto o mesmo se encolhia e tremia de medo. Ela saiu correndo na direção de Rouge e Knuckles que haviam ficado um pouco mais para trás.
Enquanto estava no meio do caminho ouviu um rugido logo atrás e quando foi olhar pode ver como a criatura se libertava do controle mental de Silver e mandava Sonic e Shadow para as grossas arvores. A criatura grunhiu mais uma vez e tirou Blaze de suas costas enquanto dava uma patada em Silver, logo depois saiu correndo na sua direção.
Quando Maria viu que estava bem na frente se escondeu atrás de uma arvore, já que por causa de sua gravidez perdia bem mais energia do que antes. Apertou o garoto contra se e esperou que o lobisomem se afastasse. Se sentia de certa maneira em um filme de terror, onde poderia morrer a qualquer instante. Sua respiração era rápida e descompassada, enquanto seus sentidos estavam ai máximo para poder saber a localização. Pode ouvi a respiração pesada do animal a apenas alguns centímetros de distancia da arvore onde estava escondida. Prendeu a respiração e apertou mais o pequeno em seus braços esperando ansiosamente que aquela besta fosse embora. Fechou os olhos ate que de repente o som parou.
Cuidadosamente olhou para o outro lado da arvore para confirmar que ele não estava lá. Quando não viu nada saiu cuidadosamente de seu esconderijo andando lentamente e olhando para todos os lados. De repente um calafrio percorreu seu corpo ao mesmo tempo que o garoto apertava sua blusa com força. Olhou para cima e só teve tempo de cair no chão enquanto o imenso lobisomem cai desde uma arvore ate onde estava. Abraçou mais o garoto colocando seu corpo protegendo-o enquanto um escudo azul claro e brilhante se posicionava a sua volta.
O Lobisomem bária freneticamente nesse pequeno escudo e Maria perdia cada vez mais energia. Com o tempo o escudo começou a se desfazer, mas antes que pudesse desaparecer um vulto negro pareceu e deu um chute no rosto do lobisomem que foi lançado para longe. Shadow se aproximou de Maria que desfez o escudo e se sentava, ainda segurando o garoto.
— Está bem? – perguntou acariciando o roso da ouriça que apenas assentiu ainda um pouco atordoada.
— Ramon!!- os dois ouriços olharam para o lado e viram como a morceguinha e o equdina se aproximavam rapidamente. Ela pegou o garoto rapidamente e o abraçou com força.
— Melhor vocês irem embora. – Falou Shadow tentando ajudar a Maria a se levantar. Os outros dois assentiram e logo desapareceram, mas quando os dois ouriços estavam prestes a se levantar pode se ouvir um algo grasnado.
Maria conseguiu agir rápido para empurrar a Shadow para o lado, mas seu escudo acabou saindo incompleto e ao ser atingida pelo golpe da fera fora arremessada longe, só parando quando atingiu uma arvore. No impacto algo caiu a alguns metros a sua frente, algo que nunca imaginaria que acharia em um lugar como aquele.
Na área da luta os cinco vampiros que sobraram custavam para reter a fúria da enorme criatura. Todos já estavam exaustos e mal conseguiam manter o ritmo da batalha. Em uma pequena distração a besta pegou o pé de Sonic e o lançou fortemente para cima, fazendo com que ultrapassasse as filhas e os galhos das arvores e desaparecesse. Shadow tentava segurar o mostro com suas sombras igual a Silver que utilizava seus poderes, mas o mesmo sempre conseguia escapar de alguma maneira e tentava acertá-los. De repente ele conseguiu liberar uma de suas mãos e acertara a Shadow que fora lançado a uns dois quilômetros a frente, enquanto a silver fora pego por um golpe do braço da besta alguns segundos depois.
Blaze tentou dar um chute naquela coisa, mas fora arremessada em uma arvore com facilidade. A criatura se colocou na sua frente a centímetros de distancia de seu rosto. A gata fechou os olhos esperando se fim, mas a única coisa que conseguiu sentir era a forte respiração quente do animal. De repente começou a se sentir tonta enquanto sua visão começara a borrar. Em um segundo estava acordada em outro estava caída nos fortes braços daquela criatura, desacordada.
— Blaze!!! – gritou Silver se levantando e correndo atrás dos dois, mas o lobisomem também iniciou uma corrida se distanciando rapidamente de Silver.
O ouriço prata os seguiu ate mesmo depois de não ver mais nenhum dos dois. Continuou correndo pela floresta ate sentir como suas pernas começavam a ficar molhes e sem forças. Correu ate o cansaço e a falta de alimento o abater e ele cair no chão de joelhos, com o olhar perdido floresta adentro. Lagrimas surgiram em seus olhos opacos e sem brilho cintilando com a luz do luar.
— Blaze...
Notas finais
Bjssss
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