Controle do Caos

6 Esmeraldas estranhas. Esfeitos estranhos


Notas iniciais
Sinto muito pela demora, mas é que fiquei sem criatividade, perdia concentração para outras fics, essas tipicas coisas. Aqui tem mais um cao de Controle do Coas e vou tentar continuar essa fic, só não garando que seja rapida, afinal estou um pouco e atolada com outras fics.

Aqui vai o cap. Aproveitem.

Controle do caos

A sala estava no mais fúnebre silencio. Todos, exceto um ouriço prata estavam naquela enorme sala. Os pensamentos e sentimentos de todos variavam de frustração, medo, tristeza, melancolia, culpa, desespero, agonia e mais de milhares de coisas desse porte. De novo haviam perdido uma amiga por causa de suas fraquezas, e por azar era a mesma amiga que haviam quase perdido completamente anos atrás. Era realmente uma ironia cruel do destino, mas quem mais sofria com tudo isso era Silver que parecia mais do que abatido.

Chegara ao castelo quase quando estava amanhecendo. Parecia não se preocupar se ficava sobre o sol ou não, na verdade não parecia se preocupar com nada. Seus olhos estavam opacos, sem brilho ou vestido de emoção. Tudo havia se esvaído quando vira sua parceira sendo levada. Suas forças estavam no zero e seu interior parecia ser oco. Não falava, não prestava atenção, nem sequer parecia estar vendo alguma coisa. Sua mirada sempre distante e perdida estava tão deprimente que ate mesmo Sonic ficara depressivo ao vê-la. Era realmente de ter pena.

O pequeno Ramon ainda continuava traumatizado pelo o que havia acontecido e não desgrudava da mãe nem por um instante. O pobre já não conseguia dar meio passo sem olhar para todos os lados com desespero. Rouge também não se desgrudava dele nem um minuto. Essa era a segunda tentativa de pegar seu filho ou matá-lo, não ia permitir que isso acontecesse de novo.

— Por que ele a levou? – perguntou Maria quebrando o gelo que havia se formado. – Primeiro ele tenta levar o Ramon e acaba levando a Blaze? O que eles querem afinal?

— É uma boa pergunta. – falou Manic com uma mão no queixo. – Tenho a sensação que tudo está ligado, mas não sei o que é.

— Eu queria saber era o que deu naquele lobisomem. – falou Sonic dolorido. Depois de ser arremessado para cima caiu com força no chão. Na verdade milagrosamente acabou caindo em algumas arvores que amorteceram sua quedam, mas mesmo assim havia caído com força no chão.

Sorte que caíra no chão dentro do castelo perto de Amy porque se não iria acabar ficando no chão da floresta ate o sol nascer. E agora Amy estava lhe fazendo uma ligeira massagem nas costas para ver se a dor que sentia na coluna. Mas não era só ele que se sentia completamente dolorido. Shadow, de tanto ser arremessado nas arvores tinha um bruto torcicolo junto com uma tremenda dor de cabeça. Maria também estava exausta pelo tanto de poder que teve que usar para se salvar daquela coisa e também estava um pouco dolorida pelo forte golpe que havia levado. Silver também estava completamente dolorido, mas estava muito desanimado para se preocupar com isso.

— Estava muito agressivo para ser um lobisomem. – falou Shadow deitado no sofá gemendo um pouco de dor. Sua cabeça latejava de mais para poder pensar direito. Maria havia lhe dado uma bolsa de gelo para aliviar um pouco a dor, mas parecia não estar adiantando muita coisa.

— Queria saber mesmo é como Blaze possa ter desmaiado sem mais nem menos. – falou Amy um pouco confusa. Não conseguia imaginar a amiga desmaiando assim por assim. Não era o estilo dela e muito menos em situações de perigo.

— Acho que foi pela esmeralda que ele carregava no pescoço. – falou Rouge se lembrando de quando o lobisomem entrou no castelo. Ela tinha visto de relance um brilho estranho meio esverdeado no pescoço da besta e só depois de um tempo percebeu que era uma enorme esmeralda.

— Que esmeralda?! – perguntou os quatro irmãos um pouco sobressaltados. Não podia ser o que estavam pensando, era impossível.

— Igual a essa aqui? – perguntou Maria fazendo aparecer uma esfera de energia azul que dentro tinha uma esmeralda azul escura que brilhava intensamente. Todos arregalaram os olhos. – Achei quando fui arremessada por aquela coisa. Ela cai de uma arvore e como não consegui me aproximar muito dela a coloquei nesse escudo para poder trazê-la.

- Uma esmeralda caos. – sussurrou Sonia com os olhos arregalados de surpresa. – Faz muito tempo que não vejo uma. Achava que haviam sido destruídas.

— Elas não podem ser destruídas Sonia. – falou Shadow se levantando e indo ate Maria que estava muito confusa. – Seu poder é muito grande para isso. Agora Maria poderia me entregar a esmeralda?

Maria já ia entregá-la para Shadow quando de repente a mesma começou a brilhar intensamente. Ramon dirigiu seu olhar para a esmeralda e seus olhos se tornaram de um opaco azul escuro como se estivesse hipnotizado, enquanto Maria estava no mesmo estado. De repente ela soltou a esmeralda, que caiu no chão em um golpe seco, enquanto ela começava a cair para o lado. Shadow foi rápido o bastante para segurá-la.

— Maria? O que houve? – perguntou, mas ela tinha os olhos perdidos, as pupilas tão dilatadas que apenas pareciam um pontinho preto naquela imensidão azul. Shadow a sacudiu um pouco tentando fazê-la voltar ao normal, mas nada parecia adiantar. – Maria! Anda Maria, o que está acontecendo? Maria!

A ouriça loira podia ouvir Shadow lhe chamando, mas a voz dele parecia cada vez mais distante, ecoando e desaparecendo rapidamente. Seus olhos começaram a se cansar e as pálpebras a pesarem, sentia um aperto no peito como se sua alma (se é que tinha uma ainda) estivesse querendo escapar de seu corpo, pressionando-o com tanta força que ate parecia lhe doer. Ate que chegou ao ponto em que adormeceu.

— Maria! – Shadow estava desesperado. Maria tinha desmaiado em seus braços e não sabia o porque. Os outros se aproximaram e também tentaram fazer a garota despertar, mas ela não se mexia, muito menos abria os olhos.

Sonia começou a andar na direção da porta quando Manic segurou seu braço.

— O que vai fazer? – perguntou preocupado. Tinha uma perfeita idéia do que ela ia fazer, mas estava desejando que não fosse aquilo para não precisar contar a verdade para ela.

— Vou chamar o Mephiles. Agora que tudo isso esta acontecendo precisamos dele mais do que nunca. – disse Sonia decidida e fazendo os temores de seu irmão se realizarem. Agora como ele iria contar para ela que seu irmão havia morrido por causa de outro de seus irmãos?

— Não vai dar Sonia. – falou em um suspiro. A mesma o mirou sem entender, como se pelo olhar perguntasse “por que?” – Ele está morto. Shadow o matou.

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Estava em um lugar completamente escuro e sombrio. Não via nada alem de preto e mais preto. Começou a andar sem rumo por aquele lugar, sem nem mesmo saber se estava pisando no chão ou se estava flutuando e tinha medo de descobrir a resposta. Depois de alguns minutos, que pareceram mais horas, ela pode deslumbrar um brilho azulado. Se aproximou mais e percebeu que não era só um eram quatro, cada um a uma distancia diferente do outro.

Lentamente e um pouco relutante se aproximou de um dos pontos de luz, que tomou forma e virou um pequeno bebê. Uma menina de cabelos lisos e um copo tão pequeno e frágil que dava vontade de esconder nos braços e proteger de qualquer um. Maria sorriu e com cuidado pegou a garota no colo e a apertou delicadamente contra se. No mesmo instante sentiu uma grande afeição a ela, como sentia por seu bebê que crescia lentamente em seu ventre. Depois de prestar um pouco mais de atenção percebeu que essa mesma energia que despregava do bebê em seus braços era igual a que sentia de seu bebê em seu ventre.

Ficou sem fôlego. Estava carregando a sua filha e nem sabia. A estava segurando como tanto queria e nem se dera conta de que era ela. Podia ser apenas uma energia com a forma de uma pequena ouriça, mas mesmo assim estava grata por estar a estar segurando, por estar segurando a SUA filha. Olhou em volta e pode identificar a imagem de mais duas luzes. Uma era um pequeno bebê de um ouriço e o outro parecia já um garoto de cinco anos, um equidina com asas de morcego. Por alguma razão sabia que eram os filhos de Rouge e Amy. Mas o que mais a impressionou foi ver uma pequena faixa de luz ligando os pequenos, só que havia mais uma que se conectava a uma luz mais distante, uma que não conseguia ver muito bem.

Seus olhos se arregalaram ao ver sua amiga segurando e brincando carinhosamente com aquela pequena luz. Blaze estava sentada naquela imensidão negra carregando a pequena luz nos braços, sorrindo e acariciando a pequena com todo o carinho de uma mão. Por um instante Maria ficou sem fala vendo a amiga ali a poucos metros de distancia de se, mas parecia estar se distanciando cada vez mais, como se estivesse sendo levada.

— Blaze!! – gritou ao se dar conta do ultimo detalhe. A gata, com os olhos arregalados olhou para cima e ao ver Maria acenou fortemente com a mão. – Blaze onde você está?

— Eu não sei!! – gritou a gata de volta. Por mais que a pergunta de Maria fosse vaga ela sabia muito bem a que se referia. – Sei que esse lobisomem está me levando a algum lugar, mas não sei para onde! Mas Maria, diga aos outros para tomarem cuidado! Não é um lobisomem qualquer, ele tem os olhos de um daqueles Dark Chaos!

— Mas como isso pode ser possível?! – disse Maria apertando inconscientemente seu pequeno bebê, mais contra se. – Ele não parecia ser um deles!

De repente Maria sentiu aquela sensação de que sua alma queria sair de seu corpo. Podia sentir que se afastava tanto de Blaze quanto de seu pequeno bebê. Queria ficar, queria ter mais um momento com sua pequena e ao mesmo tempo saber mais do que tinha acontecido com Blaze, mas já não havia mais tempo.

-Maria!! – a garota olhou para a amiga que ao parecer tinha percebido que estava indo embora. – Faça um favor para mim?! Diz para o Silver que não se preocupe, eu vou ficar bem!! E... é menina!!

Mas antes que Maria pudesse responder ela já não estava mais lá. Tudo estava negro, mas sabia que não era mais o mesmo lugar que estava antes. Agora era só abrir os olhos e estaria de volta em casa, para dizer as novidades para seus amigos.

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— COMO ASSIM VOCÊ O MATOU?!!! – esbravejou Sonia para seu irmão que não estava com paciência para ficar ouvindo aquilo. Sabia que um dia ia ter que enfrentar a fúria de Sonia por causa do que tinha feito, mas esse não era exatamente o momento que queria ouvir o sermão que ela tinha para lhe dar. – Não acredito que você matou seu próprio irmão!!

— Ele deixou de ser meu irmão a partir do momento em que matou a Mire!! – gritou Shadow. Estavam os dois em um quarto separado, longe dos outros, para que assim ninguém ouvisse a conversa particular. Mas Shadow estava preocupado com Maria e não queria que essa historia se prolongasse por mais tempo.

— Isso não é motivo Shadow!! Ele era nosso irmão mais velho, sangue do nosso sangue e você o matou por uma vingança? – Sonia estava tentando segurar as lagrimas. A noticia que seu irmão mais velho tinha morrido a pegara de surpresa, e mesmo assim estava furiosa com Shadow por ele ser tão insensível ao ponto de dizer que foi por vingança. – Não acredito!! Por mais errado que ele estivesse você não tinha o direito de matá-lo!!

— Se você soubesse a verdade não estaria falando isso!! – o ouriço negro estava cansado. Sentia a dor daqueles anos antes de Maria voltar a seu coração sem falar do veneno de Dark Chaos que acreditava estar voltando a ativa desde que viu o primeiro. Sonia se calou e ele agradeceu por isso. – Quando finalmente encontrei alguém para me fazer feliz ele vai lá e a mata apenas porque achou que eu estava me tornando fraco! Sofri por seiscentos anos. Seiscentos anos Sonia!! Sabe o que é isso?!

— Shadow... – Sonia queria continuar protestando, falando que isso não era motivo para que ele matasse seu próprio irmão, mas Shadow a interrompeu antes que pudesse continuar.

— Me segurei por todos esses anos para não matá-lo, por sua culpa Sonia!! Porque não queria te ver sofrer da mesma maneira que você sofreu quando Scrooge foi embora! – Shadow estava mais que cansado. Sentia sua ira começar a domá-lo rapidamente fazendo seu sangue ferver e começar a perder o controle sobre seu próprio corpo. Tudo o que Sonia podia fazer era escutar. – Quando finalmente encontrei alguém que pudesse tirar essa dor de mim tinha medo de ficar com ela por causa do medo que sentia de que Maphiles a matasse de novo na frente dos meus olhos! E sabe o que ele fez?!

Sonia negou com a cabeça, sem poder pronunciar se quer uma palavra. Shadow parecia cada vez mais irritado e isso a assustava. Podia ver os olhos dele mudando lentamente para um vermelho e amarelo, os olhos um vermelho mais profundo e brilhante e a parte branca de um amarelo vivo e brilhante.

— Ele seqüestrou a Maria! A machucou, quase ao ponto de matá-la!! Quando eu cheguei para salvá-la ele acendeu a luz e me fez ficar fraco ao ponto de precisar tanto de sangue que mataria a qualquer coisa que estivesse a minha frente!! E adivinha quem era a fonte mais próxima! – Sonia arregalou os olhos. Não era possível que Mephiles tivesse feito isso. Esse não era o jeito de seu irmão, não do irmão que conhecia. – Isso mesmo! Maria. Ele estava querendo que eu a matasse logo depois de me contar que ela era a Mire!! Ele queria que eu sofresse por ter matado a pessoa que amava!! Você ainda acha que ele é o nosso irmão?! Você ainda me culpa por tê-lo matado depois dele ter mordido a Maria quando ela mesma havia me convencido a deixá-lo com vida quando estava na minha forma dark?!

Shadow estava se segurando o máximo que conseguia para não acabar quebrando tudo o que via na frente. Estava cada vez mais dentro da escuridão, cada vez sentia que perdia espaço para aquele veneno que parecia estar aumentando gradativamente em seu corpo. Tentou de tudo para se acalmar, respirou fundo, contou ate dez, mil, um milhão, mas nada parecia estar dando certo. Tinha que acabar logo com isso.

— Faça o que quiser comigo Sonia. – disse com um tom mais calmo, mas dentro de se as coisas continuavam naquela disputa entre raiva e sanidade. – Mas só te digo uma coisa, não me arrependo do que fiz e faria de novo se fosse para estar onde estou. Tenho a Maria e agora vou ter um filho com ela e você não sabe o quanto feliz eu estou. Agora se me der licença eu tenho que ir ver minha parceira.

Shadow saiu do quarto bruscamente deixando uma atordoada Sonia para trás. Ela se deixou cair em uma cadeira que tinha ali perto. Manic entrou nesse instante e a mirou com um pouco de tristeza sua irmã.

— Sei que esta triste por Mephiles, Sonia. – começou serio. Não queria piorar ainda mais a situação, mas tinha que fazê-la entender que as coisas já não eram mais como antes. – Mas tente ver pelo lado do Shadow. Mephiles já vinha nos atormentando a muito tempo, mas seu maior alvo era ele. O que acharia se fosse você que tivesse visto quem ama morrer.

Sonia mirou a Manic que tinha um ar triste e um semblante pior ainda. Suspirou, sabia que ele tinha uma ligeira obsessão por uma garota que sabia que nunca poderia ter para se. Shadow devia ter passado pela mesma coisa quando viu quem amava morrer.

Enquanto isso o ouriço negro andava rapidamente pelos corredores sentindo cada vez mais perdido naquele lado que o havia deixado a muito tempo. Entrou no quarto onde Maria estava e quando a viu, já acordada, toda aquela sua raiva desapareceu e agora estava mais que feliz. Maria lhe mirou e sorriu com carinho, mostrando que tudo estava bem.

— O que aconteceu com você Maria? – perguntou Amy ainda um pouco atordoada por sua amiga ter desmaiado assim sem mais nem menos.

— Realmente não sei. Mas tive a experiência mais incrível que poderia pedir! – exclamou fechando os olhos e sorrindo, lembrando da sensação que tivera ao carregar seu pequeno bebê. Foi nesse instante que se lembrou de Blaze. – Ah e vi a Blaze também. Ela está bem e não sabe para onde a estão levando.

— Tem certeza que você não só sonhou Maria? – perguntou Rouge um pouco descrente que a garota pudesse ter visto alguma coisa. Maria apenas assentiu confiante. Logo depois dirigiu sua atenção para Silver que parecia estar mais interessado no assunto.

— Ela disse para você não se preocupar Silver. – falou Maria gentilmente fazendo o ouriço prata se virar para vê-la atentamente. Ela tinha um sorriso doce no rosto e o mirava com toda a sinceridade do mundo. Para logo depois dar uma leve piscada. – E disse também que é menina.

— Menina? – repetiu Silver enquanto um ligeiro brilho aparecia em seu olhar. Depois de tanto tempo com ele vazio estava demorando para que um pouco de alegria se fixasse neles, a alegria que todos ansiavam para o ouriço que prestava bastante atenção nas palavras de Maria que não deixava de sorrir. Ela assentiu e ele pediu licença do quarto enquanto um ligeiro sorriso se colocava em seu rosto. Logo a ouriça loira dirigiu sua atenção para Amy que parecia estar um pouco tonta. Ela era a que mais sofria com a gravidez apesar de ser uma das mais alegres.

— Menino Amy. – falou apontando para o ventre da garota que apenas teve seus olhos reluzentes de emoção. – Ao parecer eles tem alguma ligação já que vi a todos. Não me perguntem o que é, nem sei o que aconteceu comigo mesma.

— Acho melhor você descansar então. – falou Rouge sorrindo levemente para a garota enquanto Amy e Sonic deixavam o quarto com sorrisos bobos e sonhadores no rosto. – Depois do que aconteceu é mais que merecido um descanso.

Todos saíram do quarto deixando apenas Shadow e Maria no mesmo. Ele a abraçou com força de uma maneira tão rápida que a surpreendeu, mas mesmo assim retribuiu o abraço sentindo o medo que ele sentia, ele podia ser serio e frio o quanto quisesse, mas ela sabia que quando ele se preocupava, quase morria por causa disso.

— Nunca mais me dê um susto desse, esta bem? – disse a abraçando cada vez mais forte. Queria sentir que ela estava ali, depois da conversa que tivera com Sonia o medo de que ela fosse apenas uma ilusão, que ela não existisse ou não estivesse ali voltasse. Esse medo forte e desesperado que sempre o atormentava quando ela não estava perto e agora ele era incrementado com o medo de perder seu filho, esse pequeno que queria ter junto com ela, só com ela.

— Não queria te preocupar tanto. – disse escondendo seu rosto na curva do pescoço dele se deixando levar pela doce sensação de tê-lo perto de se. – Ah! E é menina.

Ele a abraçou mais forte assentindo levemente. Era uma grande noticia, mas no momento só queria ficar ali, abraçado com ela e sentindo que nada disso era uma ilusão, que realmente estava acontecendo.

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Começou a abrir os olhos lentamente, sentia uma leve tontura e ainda tinha o êxtase que sentiu quando estava segurando sua pequena naquele lugar estranho. Só esperava que Maria tivesse dado o recado a Silver, afinal sabia como ele ficava quando isso acontecia, sempre era muito preocupado. Mas essa era uma das varias coisas que gostava nele, esse carinho e preocupação que sentia com cada uma das pessoas a sua volta, principalmente com ela. Tinham tanta coisa em comum que era difícil até de enumerar.

Olhou envolta tentando ver onde estava, mas só via escuridão. Estava amarrada pelos pulsos e pelas pernas sendo que seu tronco estava amarrado no que parecia ser uma pilastra de pedra. De repente viu um brilho meio esverdeado vindo do seu lado, ao se virar se encontrou com uma enorme esmeralda verde que brilhava intensamente e que parecia lhe atrair de alguma maneira.

— Ola pequena. Quanto tempo sem nos vermos. – falou uma voz conhecida e que lhe transmitiu calafrios por todo o corpo. Não podia acreditar, isso era impossível. Ele estava preso, não era possível que estivesse ali naquele momento. Temerosa olhou na direção que vinha a voz e se deparou com dois olhos acastanhados brilhantes que lhe passaram calafrios e que a faziam recordar os piores momentos de sua vida. – Sentiu minha falta Blaze?

Notas finais
Uhuuu! dorei essa discução entre o Shadow e a Sonia. E acho q deixei um pouco de curiosidade para vcs sobre quem é essa pessoa misteriosa do final e quem é a garota que esta que tem o coração do Manic.

Bjsss e até o proximo cap ^^