Controle do Caos

7 As outras raças suspeitam...


Notas iniciais
Estou afastada dessa fic a algum tempo, mas agora estou de volta com mais um cap que esclarecerá algumas coisas a mais. *ao parecer seus caps dessa fic só servem para isso* Eu disse que adorava explicar essas coisas que passam na minha cabeça, sem falar que essa fic é mais para isso mesmo, afinal tenho que dar um abertura para a proxima continuação *quando você terminar essa você pensa na outra ok?* Mas a outra é a mais Kawai T-T. *termine essa!* ok...

Aproveitem o cap!

Controle do caos.

Não podia acreditar que o estava vendo bem ali na sua frente, como esse mundo era pequeno e imprevisível. Bem quando já o havia esquecido e finalmente superado seus temores ele volta para atormentá-la. Será que nunca poderia ser feliz sem ter problemas ou alguma coisa que lhe trouxera as coisas ruins de volta. Bem agora que as noticias estavam tão alegres, bem quando podia ter uma família com Silver isso acontecia.

Respirou fundo e mirou com um pouco de raiva a pessoa a sua frente. Raiva não, ódio. Aquele que tanto odiou em sua vida estava bem ali, a alguns passos de se apenas a mirando com um sorriso como se não tivesse acontecido nada em seu passado, como se todo aquele sofrimento que ele a causara nunca tivesse existido e eles continuassem amigos, se é que algum dia foram. A pergunta na verdade era, o que ele estava fazendo ali? Ele tinha alguma coisa haver com o que estava acontecendo?

— Minha cara Blaze. – falou ele com um grande sorriso no rosto e se aproximando da garota que se apertou mais contra a enorme pedra que estava presa, mas que não era muito grossa. O garoto saiu das sombras e se mostrou completamente, dando para ver assim seu pelo castanho bem cuidado, as orelhas pontudas, corpo bem formado... Estava do mesmo jeito que se lembrava, a mesma raposa que havia se apaixonado quando humana, seu primeiro namorado serio e que arruinou sua vida. – Senti tanta sua falta minha querida. Depois que me levou para prisão por causa daquele infeliz incidente não deixei de pensar em você em nenhum instante.

— Não caio mais nessa Maike. Não sou mais aquela garota burra que era antes. – falou com os olhos reluzentes de ódio e mostrando os dentes afiados que passara a ter em sua nova existência. Não permitiria que esse maldito garoto se aproximasse, tudo o que queria era que ele desaparecesse, ou melhor, morresse. – Agora me responda onde estou e o que esta fazendo aqui? Pelo o que saiba fui seqüestrada por um lobisomem não por um idiota estuprador.

— Essas suas palavras me magoam Blaze. – falou o garoto se aproximando da garota, seu rosto tinha uma falsa expressão de tristeza que só era quebrada por um ligeiro sorriso que aparecera pouco tempo depois. Ele começou a rodear a gata que se mantinha alerta para qualquer movimento que ele fazia. – Já se esqueceu de todo o tempo que passamos juntos? De todas as vezes que te fiz rir e de todos os momentos românticos que tivemos? Ah! Claro que ia esquecer, afinal você encontrou um novo namorado não foi? Aquele vampiro que trabalha junto com você na esquadra vampiresca.

Blaze o mirou um pouco surpresa. Como ele poderia saber do mundo dos vampiros? Ele não era um simples humano? Alias o que ele estava fazendo no lugar onde um lobisomem a havia levado? Como ele havia escapado da prisão? E mais uma, depois desses anos todos como ele continuava exatamente o mesmo? Ah! Não! Ele não poderia ser isso que estava pensando. Não podia ser isso. Seria simplesmente impossível!!

— Pois é minha querida, eu sei o que esta acontecendo nesse mundo das sombras e sabe por que? – Blaze nada falou. Apenas o mirou atentamente esperando que ele continuasse a falar e lhe dar mais explicações. Pois quando saísse dali iria falar tudo para seus amigos, porque sim, iria sair dali de um jeito ou de outro. Apesar de não saber exatamente onde era “aqui”. – Porque sou um metade vampiro. Sei que isso é raro e coisa e tal, mas de alguma forma um vampiro qualquer conseguiu engravidar minha mãe e eu nasci e sabe do que mais? Não sou impostos a suas regras. É como se eu fosse um humano com habilidades especiais. Não é legal?!

— Não vejo legal nisso Maike. – rebateu a garota o mirando de maneira assassina, o fato dele ser um meio vampiro esclarecia muitas coisas, mas deixava outras interrogações no ar. – Mas você ainda não respondeu nenhuma das minhas perguntas.

— Estou magoado com você Blaze. – falou ele novamente com um falso tom de tristeza fazendo a garota se irritar. Mas que merda!! Não podia responder logo suas perguntas?! Se não estivesse presa com cordas tão fortes já teria pulado no pescoço daquele garoto e o matado com suas próprias mãos, e vontade não faltava para fazer isso. – Depois de tanto tempo é assim que você me trata? Me responda, foi tão fácil me trocar ou você ainda pensa em mim estando com aquele ouriço idiota?

— Pode ter garantido que até agora para mim você tinha morrido e ido para os quintos dos infernos! Silver é o único para mim em todos os aspectos e nunca pensaria em alguém como você se o tenho do meu lado! – falou completamente estressada. Estava cansada de tanto desvio de assunto, queria respostas o mais rápido possível. – Agora responda logo minhas perguntas antes que eu te obrigue a respondê-la.

— Essa é minha Blaze! Sempre sendo forte e ameaçadora mesmo estando nas piores situações. – disse o garoto fazendo a gata grunhir fortemente em sinal de desaprovação. O garoto riu divertido ao ver a reação da garota. – Agora me diga, falaria essa mesma coisa se seu parceiro morresse? – os olhos de Blaze se arregalaram o que fez o garoto sorrir ainda mais. Havia captado toda a atenção da garota como queria. – Pois o que tenho planejado é tão grande, mas tão grande que todos os vampiros ou criaturas dessa terra desapareceram do mapa, exceto eu e as pessoas que fazem parte disso tudo. É por isso que você esta aqui! É por isso que todos estamos aqui! É o destino Blaze!

— O que diabos esta passando por essa sua cabeça completamente insana, Maike?! – perguntou a garota em um grito coisa que o garoto apenas riu. Para Blaze aquela era a risada de um maníaco fanático que estava prestes a fazer uma loucura, mas apenas se concentrou em saber o que ele planejava.

— Você diz insana, Blaze? Eu digo iluminada! – falou o garoto com um enorme sorriso no rosto. Ele se abaixou na frente de Blaze ficando da altura da garota e levando uma mão até o queixo da mesma. – O que eu tenho em mente é algo grandioso. Na verdade tudo aconteceu em um mero acaso, estava furioso com essas leis do mundo da noite que eram tão... Ridículas.

— São para manter a paz entre eles! São necessárias para ter um equilíbrio entre as raças e não haver uma guerra como esta quase acontecendo e... – antes que pudesse continuar gritando os motivos para o garoto o mesmo colocou um dedo em seus lábios e lhe disse um leve “sh”, pedindo silencio. Ela grunhiu, mas mesmo assim ficou, não para obedecê-lo, mas para saber o que estava acontecendo.

— Pois estava andando completamente disperso quando os encontrei, os caçadores. – Blaze prestava atenção vendo como as coisas começavam a se encaixar. Tudo agora começava a fazer sentido em toda essa loucura, mas ainda tinha coisas que não entendia, mas que garantiria que iria descobrir. – Eu os convenci que não era igual a os outros vampiros e eles me disseram o que tinham planejado, foi então que vi a maneira de ficar no controle! Finalmente todas as raças seriam eliminadas e eu poderia tomar meu lugar como comandante de tudo!

— E como exatamente pretende eliminar todas as raças? – perguntou o mais inocente que pode. Era preciso persuadi-lo para arrancar todas as informações que queria. Mas quando o garoto abriu a boca para falar alguém o chamou fazendo ele se levantar e olhar para trás. Da escuridão saiu um pássaro de penas esverdeadas bico um pouco amarelado e os olhos azuis claros que reluziam perigosamente. Ele usava uma blusa branca, uma calça jeans e botas vermelhas com detalhes pretos, ele mirou determinadamente Blaze e ela pode jurar que viu uma repulsa sem tamanho nos olhos dele, o mais provável era com relação ao que ela era.

— Esta na hora de atacar de novo. E você sabe que tem que sair de perto dessas criaturas. – falou a ave mirando a raposa com um pouco de raiva. Na verdade o motivo não parecia ser exatamente aquele, Blaze percebeu que na verdade ele desconfiava de suas intenções e não queria que Maike revelasse todo o plano.

De repente uma luz esverdeada mais forte que o daquela pequena esmeralda e estava bem no centro de todo o lugar, bem no centro de sete pilastras, uma que a gata estava presa. Era uma enorme esmeralda verde claro que reluzia de uma maneira um tanto sinistra, enquanto ela brilhava o resto da sala era iluminado revelando um local imenso, com uma enorme clarabóia na parte de cima, mas que estava fechada no momento. Entorno de todo o lugar tinham varias celas, mas apenas algumas eram preenchidas e por coisas não muito agradáveis. Deviam ter três lobisomens, um em cada cela, muito parecidos com aquele que havia levado Blaze até lá, uns cinco vampiros, também um em cada cela, eles pareciam estar no mesmo estado de selvageria que aqueles lobisomens, duas ou três bruxas no mesmo estado e finalmente apenas um monstro também em um estado selvagem apesar de que por causa de sua aparência já assustadora ele estava ainda pior que os outros. Todos eles pareciam feras incontroláveis batendo nas grades que os prendiam e guinchando sem parar, era como um grito agonizante e desafinado que rasgava os tímpanos com só uma vez de ser pronunciado.

Blaze engoliu em seco e mirou tudo aquilo assustada. Eram essas criaturas que estavam causando tantas mortes, mas por que todos esses seres da noite estavam em um estado tão ameaçador? Observou melhor as criaturas e percebeu que seus olhos não eram normais eles eram como os dos Dark Chaos. Olhou para Maike procurando alguma resposta, mas o mesmo mirava todas aquelas criaturas com um sorriso no rosto parecendo apreciar o estado de insanidade delas.

— Liberem um Dark Chaos Vimpire! – gritou a ave verde fazendo com que mais duas aves, uma feminina de penas roxas e olhos azuis claros, o corpo bem estruturado apesar de parecer um pouco plana, usando um toper branco, uma calça branca com detalhes roxos, um óculos pequeno e redondo laranja, e sapatos vermelhos, o outro uma ave cinza masculina, com o corpo robusto e forte, usando uma calça jeans, uma blusa azul e botas amarelas com detalhes vermelhos, abrissem a porta que prendia um dos vampiros.

O mesmo saiu da cela em um salto mirando a tudo a sua volta de um jeito animalesco e predatório. Seus olhos de cores estranhas passavam por cada ser que estava ali na sala até que se pousaram na gata. A mesma sentiu um arrepio percorrer seu corpo e se encolheu mais contra a pilastra que estava presa, enquanto em seu ventre sua pequena filha se removia causando leves enjôos e dores em seu organismo. Podia sentir a energia negra que emanava daquela coisa, era muita, apesar de grande parte dela parecer estar contida com um pouco de sanidade que não aparecia no momento.

Aquela coisa estava sendo segurada pelas duas aves por correntes fortes e firmes que eram presos em uma cólera que tinha no pescoço da criatura. Mas como o esperado, apenas dois humanos comuns não poderiam segurar uma coisa daquelas. Tudo que precisou fazer foi começar a correr para frente sem muita dificuldade e os outros dois que tentavam segurá-la eram arrastados juntos usando todas as forças para fazê-la parar. A criatura então ficou a escassos centímetros de Blaze, e só não a alcançou porque Maike levou uma mão a corrente e a segurou, travando a criatura no lugar.

Blaze se pressionou mais contra a pilastra fechando os olhos ao sentir o cheiro horrível que emanava da boca daquela coisa. Era um cheiro de morte pura, pior que tinha sentido com Nazo quando o mesmo a seqüestrou. Por que só com ela? Mas que droga! Com um forte puxão Maike fez a criatura se afastar e logo a segurou pela gola da camisa rasgada que usava.

— Seu alvo é um lobisomem, entendeu? – falou serio enquanto aquela coisa grunhia fortemente, mas Maike não parecia nada intimidado. Ele falou algumas palavras em latim que Blaze reconheceu como o encanto para tele-transportar, logo depois uma espécie de vórtice negro aparece e Maike tacou a criatura dentro o mandando para outro lugar enquanto as correntes que seguravam seu pescoço eram arrebentadas. – E o plano continua.

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— Nunca pensei que sentiria tanta sede! – exclamou Sonic logo depois de tomar sua quarta taça de sangue. Realmente, todos estavam mortos de sede, depois de tudo o que tinham passado era comum eles sentirem tanta fome. Sorte que no castelo de Manic tinham alguns estoques de todos os tipos de sangue, variando do animal a humano, então não era muito difícil encontrar o que era do gosto de cada um.

Era apenas um pequeno descanso depois de tudo o que passaram. Ainda tinham varias perguntas a serem respondidas e estavam ali também para isso. Tinham que pensar em uma maneira de evitar a guerra, parar as mortes, derrotar os Dark Chaos e impedir que seja lá quem voltasse. Era muita coisa, mas Maria se sentia intrigada com uma. Desde que os Dark Chaos apareceram os quatro vampiros primários cismavam em falar que alguém poderia estar se libertando, mas a pergunta era, quem estava se libertando e por que esse medo todo dele?

Olhou um pouco para Shadow que estava do seu lado. Não sabia se conseguiria a resposta se perguntasse, mas era melhor tentar e saber o que realmente estava acontecendo do que continuar com essa duvida incomodando sua cabeça o tempo todo. Respirou fundo e começou.

— Tem uma coisa que eu queria saber. – falou chamando a atenção de todos que a miraram curiosos. Maria manteve o olhar na taça que estava em sua mão. Era sua primeira ainda e mesmo assim não tomara quase nenhum gole. – Desde que tudo isso de Dark Chaos começou vocês estão falando que alguém vai se libertar. Quem? E por que isso não pode acontecer?

Todos os quatro irmão ficaram tensos enquanto os vampiros transformados que estavam ali os miravam curiosos. A pergunta de Maria não era uma duvida só dela, todos os outros que não estiveram presentes naquele dia estavam curiosos em saber a resposta. Sonic, Sonia e Manic se entreolharam como se discutissem se deviam falar ou não.

— Antes daquelas criaturas começarem a atacar alguém foi corrompido pelo mal alguns tempo antes. – começou Shadow surpreendendo a seus irmãos. De todos ele devia ser o ultimo a querer contar essa historia, mas em sua mente tudo o que ele queria era não ter mais segredos com sua parceira, apesar de ainda ter medo de que ela o rejeitasse pelo o que era. – Seu nome era Gaia, um dos poucos vampiros que tinham na época, não sem quem o transformou, mas com o passar do tempo ele começou a ficar mais sanguinário, atacava sem parar a qualquer cidade ou vilarejo que encontrava. Era o vampiro mais temido da época.

— Seus poderes pareciam aumentar quando chegava perto de outro vampiro, como se sugasse toda a maldade que seu companheiro tinha. Depois ele começou a fazer isso com todas as criaturas da noite ficando mais e mais forte e perigoso. – continuou Sonic olhando para a janela com um olhar distraído e profundo. – Sua aparência mudara e agora parecia mais um demônio assassino que um vampiro normal. Isso chegou até nós e tentamos fazer com que parasse com tudo aquilo, mas ele apenas nos ignorou e ameaçou causar uma guerra contra tudo e todos.

— Não nos preocupamos com o ultimo já que ele era apenas um, e os seres da noite apenas aumentavam seu numero. O quanto fomos burros. – falou Manic em um suspiro ao mesmo tempo em que um tom de culpa tomava seu voz e sua expressão. – De repente aconteceu a mesma coisa que esta acontecendo agora, os demônios começaram a desaparecer, recuando de volta para sua dimensão parecendo serem afugentados por alguma coisa ou alguém. Foi quando tudo começou.

— Seres da noite começaram a ser transformados em criaturas terríveis logo depois de serem mordidos por coisas criadas do próprio mal que tínhamos. Era quase impossível escapar daquelas coisas, elas eram todos nós só que melhorados. Sua velocidade, sua força, seus sentidos, sua sede de sangue... Tudo era o dobro da nossa. – falou Sonia tristemente – Estávamos perdendo numero, muitos morriam ou sediam ao veneno daquelas coisas. Manic então criou um escudo envolta do castelo e assim abrigamos vários seres da noite mantendo a todos seguros enquanto pensávamos em como reverter a situação.

- Descobrimos então que as esmeraldas caos criadas pelos demônios no meio da guerra e que continham toda a energia que passa em nossas veias era a única chance que tínhamos de ganhar. – falou Manic olhando de canto para Shadow. Uma parte da historia havia sido pulada e sabia que seu irmão ia querer isso. Não era hora de revelar a todos o Shadow passara a ser desde aquela época. – Seu poder era tão grande que seria o único capaz de deter a fúria e ambição do agora conhecido como Dark Gaia. Mas tinha um problema, as esmeraldas não poderiam ser usadas por qualquer um.

— Talvez pelo fato de sermos descendentes de demônios elas nos escolheram para poder usar seu poder na época. – disse Sonia. Ainda podia sentir o poder delas recorrendo por suas veias como se tudo tivesse acontecido ontem mesmo. – Consegui fazer um antídoto para o veneno dos Dark Chaos e assim trazer varias pessoas de volta aumentando nosso exercito para a batalha final.

— Enquanto nosso exercito lutava contra os Dark Chaos nós fomos até Gaia e lutamos contra ele. – falou Sonic tocando levemente seu olho, onde uma das garras daquela coisa havia passado e rasgado sua pele. Não tinha marca alguma, mas ainda sentia sua pele desgarrando com o simples roçar daquelas garras finas e pontiagudas. – Éramos cinco contra um, mas mesmo assim estávamos em desvantagem. Gaia era mais forte do que pensávamos e tivemos que usar quase todo o poder das esmeraldas caos. Finalmente usamos um Controle do Caos e mandamos Gaia para outra dimensão junto com seus bichinhos acabando com a guerra e trazendo a paz mais uma vez.

— As esmeraldas desapareceram se espalhando pelo mundo e ninguém mais ouviu falar delas até hoje. O tratado de paz foi feito entre as raças da noite para assim não ter risco de Dark Gaia voltar ainda mais forte. – falou Shadow em um suspiro olhando para a taça agora vazia em suas mãos. – Ainda tem pessoas que carregam o veneno em si, até mesmo suas gerações o carregam, já que o veneno não some, ele apenas fica fraco. Com a aparição dos Dark Chaos só indica que Gaia esta prestes a voltar.

Silêncio. Ninguém ousava dizer uma só palavra depois que a historia foi contada. Para os primários aquilo não era fácil, foram tempos difíceis e onde a família começou a se separar, Mephiles ficara estranho agindo de uma maneira maléfica, Shadow se distanciara por causa do que era, Sonic começou a viajar pelo mundo para esquecer os problemas, Manic teve que se concentrar mais no trabalho já que depois disso tudo as coisas ficaram um caos e Sonia se sentia perdida naquele meio todo. Era lembranças indesejáveis que eles apenas queriam esquecer, sorte que esses pensamentos foram logo interrompidos por uma carta que aparecera na mesa.

Manic a pegou rapidamente e a leu vendo do que se tratava e logo suspirou. Para piorar sua situação mais uma morte tinha acontecido. Os outros o miraram interessados e esperando que informasse o que tinha acontecido dessa vez.

— Mais uma morte, dessa vez a de um lobisomem. – falou em um suspiro mirando seriamente a todos. – Querem que vocês vão ao Grand Canyon e investiguem o que aconteceu.

— Mais um ataque dos Dark Chaos? – perguntou Amy se levantando junto com os outros e se organizando para serem levados para o lugar indicado.

— Não sei, mas logo iremos descobrir. – falou Manic começando a falar as palavras em latim que abriria o portal. Rouge não ia dessa vez, estava muito assustada com o que tinha acontecido antes e queria ficar com seu filho dessa vez. Maria ia, apesar de Shadow não estar muito de acordo, todos estavam preparados.- Tomem cuidado.

Em poucos instantes eles já estavam em pé na vasta região do Grand Canyon, uma enorme erosão natural que se estendia por quilômetros, causada pela a ação do rio Colorado e seus afluentes. Cerca de dois bilhões de anos essa maravilha geológica foi modificada até se tornar o que é hoje, se encontra no território americano e foi descoberta primeiramente por um espanhol e teve sua primeira expedição cientifica na década de 1870.

Andaram um pouco até se encontrarem com o representante vampiro da área. Era um lagarto de escamas meio amarronzadas, os olhos de um negro profundo, o corpo bem moldado usando uma blusa negra de mangas cumpridas, uma calça também negra e sapatos da mesma cor. Ele não era de falar muito, apenas se apresentou formalmente e os levou até o local onde estava o corpo.

Diferente do outro esse já não era tão aterrorizador. O corpo dava para ser identificado tranquilamente, o rosto só tinha alguns arranhados, parecia ter tido resistência já que em seu corpo só havia alguns rasgões profundos e um buraco bem no meio. As pernas estavam em ótimo estado, os braços cheios de mordias e arranhões e o pescoço completamente dilacerado com marcas de dentes afiados e de garras bem pontiagudas.

— Com certeza foi um vampiro que o matou. – falou Silver no mesmo instante que viu o corpo. Não precisava nem o mirar com muita determinação para saber exatamente o que tinha acontecido. – Essas marcas de dentes não são de outra coisa e ao parecer, pelas marcas que tem no braço, esse lobisomem o segurou para afastá-lo de alguma coisa, pode ser do seu próprio corpo ou de outra pessoa que estivesse no local.

— Teria mais alguém aqui? – perguntou Sonic se aproximando do garoto, Silver deu de ombros sem realmente saber. Olhou para as marcas na terra. Uma das pegadas que tinham marcadas ali era grande e estavam por quase toda parte, se arrastando de vez em quando, deviam ser as do lobisomem, tinham outras um pouco menores que praticamente havia se escorregado pela área e saltando a grandes distancias, devia ser a do vampiro que tentava atacar o enorme lobisomem. Não parecia ter mais nenhuma até que percebeu que havia mais algumas a alguns metros a frente. Deu a volta no corpo e se aproximou percebendo que eram ainda menores que a do vampiro. Elas apenas se afastavam da onde acontecia a luta e pareciam ser temerosas, a pessoa que as tinha caiu algumas vezes por andar para trás sem perceber para onde ia. Não podia ser...

— Tinha uma criança aqui. – falou olhando para seus amigos. Continuou analisando mais o que havia acontecido, Amy se aproximou dele e colocou uma mão em seu ombro chamando sua atenção. Ela se abaixou e pediu para que se afastasse, o mesmo assim o fez e Amy colocou uma mão no chão bem onde estavam tudo. Não só os animais tinham lembranças, as plantas também tinham afinal eram seres vivos também e ela podia ver o que havia acontecido no local só de encostar no local, como fazia com qualquer outra pessoa.

No mesmo instante que ela encostou nos pequenos arbustos que tinham no local no momento e a sua volta todas as coisas que passaram no momento voltaram a acontecer como se estivesse passando naquele instante. Era aquele lobisomem grande andando pacificamente com um pequeno lobisomem que parecia se divertir muito. Era mais uma cena de pai e filho até que uma criatura estranha que devia ser um vampiro só que mais selvagem apareceu. O pai lobisomem fez de tudo para tentar ajudar seu pequeno filho, seja segurando aquela coisa ou a lançando para outro lado. O pequeno se mantinha distante observando tudo com medo enquanto se afastava lentamente.

Antes que a visão terminasse Maria sentiu um calafrio estranho no corpo junto com uma energia estranha emanando de um lugar distante de lá. Amy também sentira, mas estava tão concentrada que nem prestara muita atenção no que era. Sorrateiramente Maria se afastou do grupo indo na direção que aquela estranha energia enquanto os outros permaneciam vendo o resto da visão. Nisso puderam ver que o pequeno, ao ver seu pai caído lhe gritando que saísse correndo deu a volta completamente aterrorizado e saía correndo o máximo que conseguia com lagrimas escorrendo por seus olhinhos castanhos. A criatura terminou e matar o pai e mirou na direção que o garoto tinha corrido, a boca cheia de sangue ainda parecia desejar mais. Saltou de cima do corpo inerte que estava pisando e correu atrás do garoto.

Amy abriu os olhos e se levantou se virando para ver o que os outros achavam. Estava preocupada com o pequeno, mas com a velocidade que aquela criatura corria era quase impossível que ainda estivesse viva, apesar de ainda ter um pouco de esperanças. Não sabia se crianças haviam morrido entre as vitimas de lobisomens, mas quando eles descobrissem que isso tinha acontecido iriam querer vingança com certeza.

— Um minuto. – disse ao notar que nem todos estavam ali. Olhou para todos os lados preocupada, mas nem sinal de sua amiga. – Onde esta Maria?

Todos se surpreenderam ao ouvir a pergunta. Olharam para todos os lados no meio de toda aquela imensidão de pedras, mas não viram nem sinal da garota que parecia ter desaparecido.

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Passava rapidamente pelos grandes desfiladeiros que tinham naquelas rochas de todos os formatos. Saltava de penhasco em penhasco procurando aquela energia que tinha sentido. Mas quando ia continuar correndo logo depois de saltar mais uma daquelas enormes depressões teve que se esconder atrás de uma pedra já que vira um vulto encurvado andando a poucos metros a sua frente. Respirou fundo tentando não chamar a atenção daquela coisa.

Cuidadosamente olhou para onde aquela criatura estava vendo que ela ainda não tinha pego o pequeno garoto que vira antes, olhou envolta quando percebeu que aquela criatura só procurava naquela área e pode localizar o garoto sentando bem encolhido atrás de uma pedra tremendo e escondendo o rosto entre as pernas. Olhou novamente para a criatura e aproveitou que ela estava ocupada destruindo algumas pedras e correu até onde estava o garoto com os passos mais rápidos e silenciosos que conseguiu.

Parou perto do garoto e tocou seu ombro levemente o fazendo se sobressaltar um pouco e a mirar com medo. Levou um dedo aos lábios pedindo silencio enquanto o garoto ainda tremia no lugar a mirando com medo. Levou uma mão até a cabeça do pequeno e a acariciou com delicadeza fazendo ele se acalmar um pouco. De repente sentiu um calafrio percorrer seu corpo e logo depois algumas pedras escorregaram perto de onde estava. Levantou o rosto e se encontrou com aquela criatura bem encima da pedra que estavam escondidos os mirando com a boca ainda suja de sangue e salivando sem parar.

Maria rapidamente abraçou o pequeno o protegendo com seus braços enquanto projetava um escudo a sua volta e se impulsionou para trás saindo de perto da criatura que logo em seguida saltou em sua direção. Desviava rapidamente, não podia deixar tudo para seus poderes já que desde a ultima vez aprendera que ele não duraria muito com aquelas coisas, mas chegou um ponto que seus pés tocaram a beirada do local onde estavam e logo atrás havia uma enorme queda sendo que no chão havia um pequeno fiapo de água e cheio de pedras, tanto pontudas como redondas.

Voltou a mirar a criatura que agora tirava o punho do solo já que o mesmo havia adentrado na terra logo depois que tentara acertar os dois. Desesperada, Maria olhou para todos os lados procurando alguma maneira de escapar, mas agora era deixar as coisas para seus poderes, fechou os olhos e esperou o impacto, mas tudo o que pode ouvir foi um forte barulho, como se duas rochas estivesse se chocando. Abriu os olhos e viu como Knuckles acertava aquela criatura com um forte murro e a lançava longe.

Amy logo apareceu do seu lado soltando um suspiro ao ver que tudo estava bem e que o garoto também estava com Maria, segurando fortemente sua blusa e escondendo seu rosto no peito da garota. Mais a frente os garotos faziam de tudo para lutar contra aquela criatura que já havia se levantado e agora grunhia na direção deles saltando na direção de Knuckles, mas o mesmo apenas o segurou e o lançado na direção de Sonic que lhe deu um forte chute e o lançou para cima, Shadow logo desapareceu e reapareceu encima daquela criatura, a chutando para baixo e a fazendo acertar fortemente o chão.

As duas garotas miravam tudo um pouco preocupadas, mas tinham agora que arrumar uma maneira de escapar de onde estavam levando o garoto junto. De repente um outra energia chamou a atenção de ambas, só que essa era diferente da que essa criatura emanava. Ela era como se alguma coisa fosse pura energia tão densa e palpável que mesmo elas estando a uma certa distancia dela ainda podiam senti-la nitidamente como se estivesse na frente de ambas.

— Sentiu isso? – perguntou Maria para Amy que apenas assentiu. Ambas olharam para o penhasco e logo depois uma para a outra assentindo levemente. Maria colocou o pequeno em suas costas passando os braços dele por seu pescoço e as pernas dele por sua cintura o deixando bem preso. – Se segura bem, ok? Logo tudo vai terminar.

O garoto apenas assentiu e apertou mais seus bracinhos e perninhas contra o corpo da garota. A mesma se sentou junto com sua amiga e as duas começaram a descer lentamente aquele penhasco, claro que para um humano aquilo não seria lento nada lento, mas para vampiros a velocidade que elas desciam era pior que a de uma tartaruga. Maria tomava cuidado para não pisar em falso e colocar a vida do garoto em suas costas em risco.

Quando estavam mais ou menos no meio da enorme parede de pedras pararam e viram um pequeno brilho no mesmo, bem atrás de algumas rochas. As duas se entreolharam entendidas e logo Maria levou a mão ao local, escavando o mesmo rapidamente e se deparando com uma esmeralda roxa reluzente. Maria logo vez uma esfera de energia entorno da esmeralda e a entregou para Amy, mas antes mesmo que as duas pudessem se distanciar viram como Sonic era arremessado para fora do lugar onde estava antes e se chocava com o paredão de pedra do outro lado. No mesmo instante um forte chiado foi ouvido fazendo as duas garotas olharem para cima e se encontrarem com aquela criatura que começava a descer o penhasco indo na direção das duas como se fosse uma aranha, a cabeça para baixo e as pernas e os braços se movendo tão rápido como quando estivesse subindo.

— Amy pula! – gritou Maria ao perceber que na velocidade que tinham descido da ultima vez não conseguiriam escapar daquela criatura. Amy a mirou confusa, pensando que talvez estivesse loca, estavam a quilômetros do chão, como poderiam pular. – Apenas faça!

As duas se soltaram e se impulsionaram para trás caindo rapidamente na direção do solo. Maria tirou o garoto de suas costas rapidamente e o abraçou com força o protegendo para quando atingisse o chão ele não ser arremessado para longe. Quando atingiram o chão uma forte fumaça marrom as rodeou, mas tiveram que pensar rápido e voltar a correr já que a criatura estava a poucos metros de alcançá-las.

Amy corria pela água do rio que corria na parte que estavam, enquanto Maria pulava de pedra em pedra saltando de um lado para o outro tentando confundir a criatura que corria atrás delas, metros atrás os garotos corriam até eles tentando impedir que a criatura chegasse perto das garotas. Amy em um certo momento parou de correr, afundando rapidamente na água e se escondendo em algumas pedras que tinham no fundo do rio. Esperou que a sombra passasse agradecendo por ser uma vampira e não precisar respirar.

De repente uma sombra parou bem no lugar onde estava se deixando mergulhar naquele rio que naquele trecho estava bem calmo. Essa sombra desceu até onde ela estava e a segurou pelo braço, permitindo a ela reconhecê-lo como Sonic. Rapidamente os dois voltaram a superfície, nadando até a margem e se sentando na mesma. Logo Sonic olhou para o que Amy tinha nas mãos e de novo se surpreendeu.

— Mais uma esmeralda caos? – perguntou surpreso e levando a mão até aquela esfera de energia que rodeava a esmeralda. Amy assentiu levemente e a deixou mais a mostra para o parceiro, já que antes a estava abraçando com tanta força que talvez tivesse sumido em seus braços.

- Eu e Maria a encontramos enterrada em um desses paredões. – falou e logo olhando em volta. A perseguição já tinha se afastado muito para poder ver, mas sabia que Maria corria perigo. – Melhor irmos ajudar os outros.

Sonic assentiu e os dois se levantaram correndo na direção que os dois tinham ido. Naquele mesmo instante Maria quase não conseguia escapar da criatura que a seguia, Shadow e os outros tinha desaparecido por causa da distancia e agora tinha sempre que desviar dos golpes daquela coisa que estava sempre a alguns passos de alcançá-la.

Quando conseguiu se distanciar um pouco daquela coisa quando ela bateu a cabeça em uma das varias pedras que tinha no lugar se escondeu atrás de uma enorme pedra que tinha quilômetros a frente. O garoto em seus braços ainda tremia de medo, se sentou no chão e o acariciou levemente tentando fazê-lo se acalmar e em poucos minutos o garoto já se encontrava mais tranqüilo.

— Solte meu filho sua sanguessuga! – gritou uma voz profunda e feminina vinda logo a frente. Maria mirou o lugar e viu uma lobisomem a poucos metros de distancia ameaçando atacar a qualquer instante. Lentamente Maria colocou o pequeno no chão tirando seus braços de seu corpo, se afastando letamente do mesmo e deixando ele ir até sua mãe. Não estava ali para arrumar confusão com eles, sua preocupação era outra no instante.

Enquanto a mãe lobisomem abraçava seu filho Maria percebeu um pequeno grasnado, virou seu rosto para o lado e viu como aquela criatura mirava faminta a pequena família que nem notara a presença dela. Quando a criatura se lançou contra os dois, tudo o que Maria pode fazer foi se jogar contra aquela criatura e a empurrar para longe, mas ao fazer isso seu ventre começara a doer, como se o contato com aquela coisa tivesse feito seu pequeno bebê ficar incomodo e começasse a se remexer dentro de si. Se deixou cair de joelhos no chão, mas logo voltou a ver a família de lobisomens.

— Saiam daqui! – gritou, a mãe do garoto não perdeu tempo e o carregou tirando-o daquele lugar. Maria continuava agonizando no chão, mas pode ver com uma brecha de seu olho que a criatura já voltara ao normal e ia em sua direção rapidamente. Não conseguia se mexer para sair de lá, e os garotos que se aproximavam agora não chegariam a tempo de impedir que fosse atingida.

Como se atendesse aos seus apelos uma forte energia começou a aparecer de seu interior, mas não era sua. Ela se expandiu até o ponto que fora liberada para fora de seu corpo e atingira a criatura a lançando para trás novamente. Era uma forte onda de energia azulada e ao mesmo tempo negra, que pegou uma área de dez metros de onde estava. A criatura que fora atingida por grande parte fora embora completamente machucada, mas os outros que estavam a uma distancia razoável puderam se aproximar sem maiores complicações.

Maria estava cansada por causa de tanta energia que liberara e se deixou cair nos braços de Shadow que conseguiu chegar a tempo de segurá-la.

— É melhor irmos embora, já não temos mais nada que fazer aqui. – falou Knuckles mirando o estado da amiga. Eles foram embora sem perceber que esse tempo todo estavam sendo vigiados.

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— Posso entrar senhora? – perguntou uma bruxa do outro lado de uma enorme porta de madeira. Na verdade já não estava mais em nossa dimensão, agora se encontrava em um lugar completamente diferente dentro de um enorme castelo onde varias bruxas se abrigavam. Usava um longo vestido negro com uma capa meio arroxeada presa em seu pescoço e um chapéu pontudo cujo as abas tampavam seu rosto. Do outro lado da porta pode-se ouvir um “entre” e logo a bruxa empurrou as grandes portas se encontrando em uma sala bem extensa, mas que tinha apenas uma mesa cheia de papeis que uma bruxa de mais ou menos vinte poucos anos lia e assinava sem muitos problemas. Era uma esquila de pelagem branca bela, não muito alta, mas mesmo assim bonita. – Trago noticias do trabalho que me deu.

— E o que tem para me dizer? – perguntou a esquila sem tirar os olhos dos papeis, mas sua atenção estava completamente focada no que sua subordinada dizia.

— O rei dos vampiros parece ter razão sobre os Dark Chaos, senhora. Pude ver um vampiro descontrolado, com os olhos de uma dessas criaturas. Os agentes que o rei vampiro chamou são realmente capazes e parecem não se importar com que raça estão salvando já que ajudaram a um lobisomem. – falou fazendo sua superior colocar o papel na mesa e a mirar um pouco confusa. Afinal que vampiro salvaria seu inimigo natural? Era meio ilógico. – Tem mais senhora. Eu vi que eles pegavam uma Esmeralda Caos.

A rainha das bruxas ergueu uma sobrancelha e mandou sua subordinada sair. Se levantou lentamente suspirando enquanto tirava do meio dos papeis uma pequena foto uma que a muito tempo havia sido tirada e que a mantinha guardada para se lembrar de quando essa estúpida guerra não estava ameaçando eliminar a todos. Saiu de perto da mesa e foi até uma janela que tinha ali perto mirando como seu exercito treinava sem parar cada feitiço, cada luta que existia e que fora esquecido.

— O que esta planejando Manic? – sussurrou para se mesma enquanto mirava o céu daquele estranho mundo que haviam se refugiado por uns tempos.

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- Tem certeza?! – gritou o enorme lobisomem mirando a mulher que tinha a sua frente. A mesma assentiu determinada e ele suspirou voltando a se sentar cadeira. As coisas estavam ficando complicadas. – Pode ir. — A mulher saiu enquanto ele apenas ficava mirando por onde ela tinha saído. Talvez tivesse julgado mal aquele sanguessuga, mas seu orgulho não deixaria admitir. Logo ouviu uma respiração atrás de si. – Você não é bem vindo aqui.

— Qual é! Só por que escolhi a eles ao invés de vocês? Se não percebeu eu tenho uma namorada. – falou uma sombra sorrindo divertidamente. Seus dentes brancos e pontiagudos reluziam na escuridão do lugar e não pareciam nada intimidados com a frieza do rei dos lobisomens. – Vim aqui apenas te informar. Conheço Manic muito bem e sei que ele não é mentiroso, brincalhão sim, mas mentiroso não. Quando ele fala alguma coisa, principalmente do jeito que fiquei sabendo é porque é verdade.

— Ninguém pediu sua opinião. Eu faço as coisas como eu quero e quando eu quero, não preciso da ajuda de um misto idiota! – grunhiu o lobisomem enquanto a sombra apenas ria divertido, podia ter deixado seu lado mal, mas mesmo assim adorava irritar os outros. – Agora vá embora.

— Claro senhor! – falou colocando ênfase na palavra “senhor”. Se dirigiu lentamente até a porta, mas ao chegar na mesma parou e virou um pouco seu rosto. – Se eu fosse você repensava algumas vezes o fato da guerra. Menic não é um cara que você gostaria de ver em uma batalha seria, principalmente com ele irritado. E os irmãos dele, menos ainda.

A sombra foi embora, deixando o rei dos demônios com seus próprios pensamentos. Uma guerra, realmente isso era necessário?

Notas finais
Ok, acho que não esta igual aos outros caps, mas pelo menos consegui fazer.Já estou pensando no proximo, mas não sei se vai sair rapido, afinal tem gente me pedindo para continuar outras de minhas fics e quero aproveitar essa minha seção nostalgia para poder voltar a escrever aquelas que estão paradas. *duvido que consiga* Quer apostar? *se eu ganhar você deixa eu dar spoiler quanto eu quiser e se você ganahr eu paro de falar por um mês* Feito! Vou te mostrar que sou capas de fazer isso e não vou te ouvir falando por um mês!! *não cante vitoria antes da hora, isso dá azar* Não acredito nessas coisas.

Bjsss